Novas vulnerabilidades em GPUs podem comprometer sistemas inteiros
Pesquisadores da Universidade de Toronto identificaram novas vulnerabilidades em unidades de processamento gráfico (GPUs) que podem ser exploradas para escalar privilégios e, em alguns casos, assumir o controle total de um sistema. Os ataques, denominados GPUBreach, GDDRHammer e GeForge, utilizam a técnica conhecida como RowHammer, que provoca a corrupção de dados na memória. O GPUBreach, em particular, demonstra que a corrupção das tabelas de páginas da GPU pode permitir que processos não privilegiados acessem arbitrariamente a memória da GPU e, subsequentemente, escalem privilégios no CPU, resultando em um shell root. O ataque é notável por não exigir a desativação da Unidade de Gerenciamento de Memória de Entrada/Saída (IOMMU), que normalmente protege contra acessos não autorizados à memória. Embora fabricantes de DRAM tenham implementado mitigação como Código de Correção de Erros (ECC), os pesquisadores alertam que essas medidas podem não ser suficientes, especialmente em sistemas onde múltiplos flips de bits podem ocorrer. As implicações para infraestruturas de IA em nuvem e ambientes de computação de alto desempenho (HPC) são significativas, pois a exploração bem-sucedida pode resultar em degradação da precisão de modelos de aprendizado de máquina em até 80%.
Fonte: https://thehackernews.com/2026/04/new-gpubreach-attack-enables-full-cpu.html
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