Mais de 8.300 instâncias do Gitea expostas na internet estão vulneráveis
Mais de 8.300 instâncias do Gitea, uma plataforma de hospedagem de código, continuam vulneráveis a uma falha crítica de segurança (CVE-2026-60004) que permite a execução remota de código. Essa vulnerabilidade, descoberta por um pesquisador da Salesforce, permite que atacantes autenticados executem comandos arbitrários no servidor Gitea ao enviar patches maliciosos via API diffpatch. O problema é agravado pela configuração padrão do Gitea, que permite o registro de contas sem autenticação, possibilitando que atacantes não autenticados criem repositórios e explorem a falha. A Gitea lançou uma atualização (versão 1.27.1) em 27 de julho para corrigir essa vulnerabilidade e recomendou que os usuários atualizassem seus servidores imediatamente. Apesar disso, a Shadowserver, um grupo de vigilância de segurança, relatou que cerca de 8.400 servidores Gitea ainda estão expostos e vulneráveis. A CISA dos EUA também incluiu essa falha em seu catálogo de vulnerabilidades ativamente exploradas, exigindo que agências federais aplicassem patches em três dias. A exploração dessa vulnerabilidade pode resultar na instalação de malware de mineração de criptomoedas em servidores não corrigidos. A situação é preocupante, pois representa um vetor de ataque frequente para atores maliciosos, colocando em risco a segurança das informações e a conformidade com regulamentos como a LGPD.
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