Vulnerabilidade

Múltiplas vulnerabilidades no Chrome permitem execução de código arbitrário

Em outubro de 2025, a Google lançou uma atualização crítica para o Chrome, abordando três falhas de manipulação de memória que podem permitir a execução de código arbitrário por atacantes. As versões afetadas incluem o Chrome 141.0.7390.65/.66 para Windows e macOS, e 141.0.7390.65 para Linux. As vulnerabilidades, identificadas como CVE-2025-11458, CVE-2025-11460 e CVE-2025-11211, foram descobertas por pesquisadores externos através do programa de recompensas da Google, com recompensas variando de $3.000 a $5.000. A primeira falha, um estouro de buffer, permite que um atacante execute código malicioso ao enviar dados de sincronização manipulados. A segunda, um uso após a liberação, pode causar corrupção de memória ao acessar um objeto de armazenamento liberado prematuramente. A terceira falha envolve uma leitura fora dos limites na API WebCodecs, que pode levar à corrupção de dados. Os usuários são aconselhados a garantir que suas versões do Chrome estejam atualizadas, e administradores devem implementar a atualização em dispositivos gerenciados imediatamente.

Robôs da Unitree apresentam vulnerabilidade preocupante que pode se espalhar

Pesquisadores de segurança cibernética divulgaram uma vulnerabilidade crítica chamada ‘UniPwn’ que afeta robôs da Unitree, incluindo os modelos G1, Go2 e B2. Essa falha permite acesso remoto com privilégios de root, explorando uma combinação de chaves criptográficas hardcoded, handshakes fracos e execução insegura de comandos. A vulnerabilidade permite que um dispositivo comprometido receba comandos via conexões sem fio, possibilitando a movimentação lateral entre robôs próximos. Embora a pesquisa indique que a exploração pode ter um comportamento ‘wormable’, o que significa que o código malicioso pode se propagar, a propagação real depende de fatores como configuração do dispositivo e práticas operacionais. O estudo também destaca a urgência de mitigações, já que técnicas de jailbreak em robôs com inteligência artificial podem ser combinadas com essa vulnerabilidade, aumentando a superfície de ataque. A situação exige atenção imediata dos fabricantes e operadores para evitar possíveis danos.

Vulnerabilidade zero-day na Zimbra expõe Exército Brasileiro a hackers

Uma vulnerabilidade zero-day na plataforma Zimbra Collaboration, que integra e-mail, calendários e chats, deixou instituições militares brasileiras vulneráveis a ciberataques em 2025. Identificada como CVE-2025-27915, a falha estava relacionada a scripts entre sites (XSS) no cliente web Classic, permitindo a execução de códigos JavaScript maliciosos através de arquivos ICS de calendário. Embora a Zimbra tenha lançado patches para corrigir a brecha, a exposição anterior pode ter comprometido dados sensíveis. Relatórios indicam que hackers desconhecidos tentaram invadir militares brasileiros utilizando arquivos ICS maliciosos, que continham códigos projetados para roubar informações e redirecionar e-mails para endereços controlados por criminosos. O ataque, que não foi confirmado como bem-sucedido, destaca a necessidade de vigilância contínua e atualizações de segurança em sistemas amplamente utilizados, como o Zimbra, que é comum em diversas organizações no Brasil.

Falha crítica de RCE no Redis permite que atacantes tomem controle do sistema

Uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (RCE) no Redis, identificada como CVE-2025-49844, expõe uma falha perigosa na imagem oficial do contêiner Redis, que passou despercebida por mais de uma década. Essa falha permite que atacantes não autenticados explorem uma vulnerabilidade de uso após a liberação na engine de scripts Lua do Redis, possibilitando a execução de código arbitrário no sistema host. Com a imagem oficial do Redis sendo utilizada em 57% dos ambientes em nuvem e sem autenticação por padrão, instâncias expostas à internet se tornam alvos fáceis para agentes maliciosos. O processo de exploração, denominado “RediShell”, envolve o envio de scripts Lua maliciosos que contornam os mecanismos de sandboxing, levando à corrupção de memória e à execução de código. Uma vez que o controle é estabelecido, os atacantes podem roubar chaves SSH, tokens IAM e implantar backdoors. A vulnerabilidade foi reportada pela primeira vez em maio de 2025 e um aviso de segurança foi publicado em outubro de 2025, destacando a urgência de atualização das instâncias do Redis. Organizações devem priorizar a aplicação de patches e a implementação de medidas de autenticação robustas para evitar possíveis violações de dados e compromissos de sistemas.

NCSC recomenda mitigação imediata de vulnerabilidade no Oracle EBS

Uma vulnerabilidade crítica (CVE-2025-61882) no Oracle E-Business Suite (EBS) está sendo ativamente explorada, levando o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) a alertar as organizações para a aplicação imediata de controles mitigatórios. Essa falha de execução remota de código não autenticada está presente no componente de Integração do BI Publisher do Oracle Concurrent Processing e pode resultar em comprometimento total do sistema. Não é necessária interação do usuário, e os atacantes podem ativar a vulnerabilidade enviando requisições HTTP especialmente elaboradas. A Oracle lançou uma atualização de segurança que corrige essa falha, afetando as versões do EBS de 12.2.3 a 12.2.14. O NCSC recomenda que as organizações realizem uma avaliação abrangente de comprometimento e apliquem a atualização crítica de outubro de 2023. A exposição direta do EBS à internet aumenta significativamente o risco, e a proteção de redes internas deve ser reforçada para evitar movimentos laterais de atacantes. O NCSC também oferece orientações sobre gerenciamento de vulnerabilidades e segurança de perímetro de rede, além de um serviço de alerta antecipado para ameaças emergentes.

Exploração de vulnerabilidade crítica no Oracle E-Business Suite

A CrowdStrike atribuiu com confiança moderada a exploração de uma vulnerabilidade crítica no Oracle E-Business Suite ao grupo de ameaças conhecido como Graceful Spider (ou Cl0p). A falha, identificada como CVE-2025-61882, possui um escore CVSS de 9.8 e permite a execução remota de código sem autenticação. O primeiro registro de exploração ocorreu em 9 de agosto de 2025. A vulnerabilidade facilita ataques que podem levar à exfiltração de dados, com um canal no Telegram insinuando a colaboração entre diferentes grupos de ameaças. A exploração envolve uma série de requisições HTTP que permitem a execução de um template XSLT malicioso, resultando em conexões de saída para a infraestrutura controlada pelos atacantes. A CISA incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas exploradas, alertando agências federais para aplicar correções até 27 de outubro de 2025. A CrowdStrike e a WatchTowr Labs destacam a complexidade do ataque, que combina múltiplas falhas para alcançar a execução remota de código pré-autenticada. O alerta é claro: empresas que utilizam o Oracle EBS devem agir rapidamente para mitigar riscos.

Redis revela falha crítica que pode permitir execução remota de código

A Redis divulgou uma vulnerabilidade de alta severidade em seu software de banco de dados em memória, identificada como CVE-2025-49844, também conhecida como RediShell. Com uma pontuação CVSS de 10.0, essa falha permite que um usuário autenticado execute um script Lua malicioso, manipulando o coletor de lixo e potencialmente levando à execução remota de código. A vulnerabilidade afeta todas as versões do Redis que suportam scripts Lua e foi corrigida nas versões 6.2.20, 7.2.11, 7.4.6, 8.0.4 e 8.2.2, lançadas em 3 de outubro de 2025. Para mitigar o problema temporariamente, recomenda-se restringir a execução de scripts Lua através de listas de controle de acesso (ACLs) e garantir que apenas identidades confiáveis possam executar comandos arriscados. Apesar de não haver evidências de exploração ativa da falha, cerca de 330.000 instâncias do Redis estão expostas à internet, com aproximadamente 60.000 delas sem autenticação, tornando-as alvos atrativos para ataques, como o cryptojacking. A combinação de configurações inseguras e a gravidade da vulnerabilidade exige ação imediata das organizações.

Vulnerabilidade grave na engine Unity afeta jogos no Steam

Engenheiros da Unity identificaram uma vulnerabilidade de segurança em sua plataforma de desenvolvimento de jogos, que permite a visualização e o roubo de dados dos usuários em aplicativos construídos com a engine. Essa falha, que permaneceu oculta por quase uma década, foi corrigida com um patch recente, mas muitos jogos ainda precisam ser atualizados para eliminar o problema. Entre os títulos afetados estão Fallout Shelter, Overcooked 2 e Wasteland 3. Embora a Unity tenha afirmado que a vulnerabilidade não afetou usuários, a possibilidade de ataques ainda existe, especialmente se arquivos maliciosos já estiverem presentes no sistema do usuário. A execução de códigos maliciosos seria limitada ao nível de privilégio do aplicativo vulnerável, o que significa que o risco aumenta se o jogo for executado em modo de administrador. Portanto, é crucial que os jogadores atualizem seus jogos assim que as correções estiverem disponíveis.

Vulnerabilidade Use-After-Free no Redis Permite Execução Remota de Código

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no Redis Server, permitindo que atacantes autenticados realizem execução remota de código através de uma falha do tipo use-after-free no motor de script Lua. Classificada como CVE-2025-49844, essa vulnerabilidade afeta todas as versões do Redis que suportam a funcionalidade de scripting Lua, representando um risco significativo para organizações que dependem do Redis para armazenamento de dados em memória.

Pesquisadores de segurança da Wiz, em colaboração com a Iniciativa Zero Day da Trend Micro, descobriram que a falha resulta de uma gestão inadequada da memória na implementação do Lua, onde referências a memória liberada persistem após a coleta de lixo. Ao criar scripts Lua maliciosos que manipulam os tempos de coleta de lixo, atacantes podem explorar essa condição, assumindo o controle de regiões de memória liberadas e executando código arbitrário com os privilégios do processo do servidor Redis.

Código de Exploração Publicado para RCE no Google Chrome

Uma falha crítica de Execução Remota de Código (RCE) no Google Chrome, identificada como CVE-2025-1195777, foi divulgada publicamente, expondo sistemas não corrigidos a riscos de comprometimento total. A vulnerabilidade foi descoberta durante a competição TyphoonPWN 2025 pelo pesquisador Seunghyun Lee e está relacionada a um bug sutil de canonização do WebAssembly no motor V8 do Chrome. O problema decorre de verificações inadequadas de nulidade na rotina CanonicalEqualityEqualValueType, permitindo que atacantes contornem garantias de tipo do Wasm e criem primitivas fora dos limites. A exploração utiliza uma cadeia de dois estágios: primeiro, sequestrando o sandbox do Wasm e, em seguida, abusando de uma característica da pilha secundária da JS Promise Integration para executar um código arbitrário na máquina host. Até o momento, o Google não lançou um patch oficial, deixando as versões do Chrome de 137.0.7151.40 a 138.0.7204.4 vulneráveis. Organizações são aconselhadas a desativar temporariamente o WebAssembly ou implementar políticas de segurança para mitigar a exposição a páginas maliciosas. Usuários devem evitar navegar em sites não confiáveis até que uma correção seja disponibilizada.

Falha no Zabbix permite elevação de privilégios para atacantes

Uma falha crítica de segurança foi identificada no Zabbix Agent e Agent2 para Windows, permitindo que atacantes locais escalem privilégios para o nível SYSTEM. A vulnerabilidade, rastreada como CVE-2025-27237, ocorre devido à forma como o agente carrega seu arquivo de configuração do OpenSSL durante a inicialização do serviço. Em versões afetadas, esse arquivo está armazenado em um diretório onde usuários não administrativos têm acesso de gravação. Um atacante pode substituir ou modificar esse arquivo para referenciar uma DLL maliciosa, forçando o agente a carregar e executar código arbitrário como usuário SYSTEM ao reiniciar o serviço. As versões vulneráveis incluem Zabbix Agent e Agent2 de 6.0.0 a 6.0.40, 7.0.0 a 7.0.17, 7.2.0 a 7.2.11 e 7.4.0 a 7.4.1. Para mitigar essa vulnerabilidade, os administradores devem atualizar para versões corrigidas e reiniciar o serviço. A falha foi divulgada de forma responsável e confirmada pela equipe de suporte do Zabbix, que recomenda a aplicação imediata do patch para evitar a exploração da vulnerabilidade.

Ameaças cibernéticas em destaque vulnerabilidades e ataques recentes

O cenário de cibersegurança continua a evoluir rapidamente, com novos ataques e vulnerabilidades emergindo semanalmente. Um dos principais destaques é a exploração de uma falha zero-day na Oracle E-Business Suite, identificada como CVE-2025-61882, que permite que atacantes não autenticados comprometam o sistema e realizem roubo de dados. O grupo de ransomware Cl0p está por trás dessa exploração, utilizando múltiplas vulnerabilidades para atacar diversas vítimas.

Além disso, um ator de estado-nação chinês, conhecido como Phantom Taurus, tem direcionado suas operações de espionagem cibernética a entidades governamentais e militares na África, Oriente Médio e Ásia, utilizando ferramentas sofisticadas para comprometer sistemas de alto valor. No Brasil, uma nova variante de malware chamada SORVEPOTEL tem se espalhado via WhatsApp, utilizando mensagens de phishing para infectar usuários e propagar-se rapidamente entre contatos.

PoC Liberada para Vulnerabilidade 0-Day do Oracle E-Business Suite

A Oracle emitiu um alerta de segurança urgente sobre uma vulnerabilidade crítica de 0-day no Oracle E-Business Suite, que permite a execução remota de código sem autenticação. A falha, identificada como CVE-2025-61882, afeta as versões 12.2.3 a 12.2.14 do software e possui uma pontuação máxima de 9.8 no CVSS 3.1, indicando severidade crítica. Essa vulnerabilidade reside no componente de Integração BI Publisher do Oracle Concurrent Processing e pode ser explorada remotamente através do protocolo HTTP.

Prova de Conceito Publicada para Vulnerabilidade do Sudo que Concede Acesso Root

Uma vulnerabilidade crítica no Sudo, identificada como CVE-2025-32463, foi recentemente divulgada, permitindo que atacantes obtenham privilégios de root em sistemas Linux afetados. O código malicioso, que foi disponibilizado como uma prova de conceito (PoC) por meio do GitHub, permite que usuários locais com contas não privilegiadas explorem uma falha na funcionalidade chroot do Sudo, elevando seu acesso a controle total do sistema. As versões afetadas incluem o Sudo de 1.9.14 a 1.9.17, enquanto versões anteriores não são impactadas. A exploração dessa vulnerabilidade pode resultar em movimentos laterais dentro da rede, comprometendo a segurança de toda a infraestrutura de TI. Especialistas em segurança recomendam que as organizações atualizem para a versão 1.9.17p1 ou posterior, onde a falha foi corrigida. Além disso, o uso de frameworks de segurança como AppArmor ou SELinux é aconselhado para restringir o comportamento do Sudo. A detecção proativa de tentativas de exploração é essencial para mitigar riscos. A liberação pública do PoC aumenta significativamente o risco para sistemas não corrigidos, tornando a atualização imediata uma prioridade.

Falha no QNAP NetBak Replicator permite execução de código não autorizado

A QNAP Systems revelou uma vulnerabilidade crítica no seu software de backup NetBak Replicator, que pode permitir que atacantes locais executem código arbitrário em sistemas Windows afetados. Identificada como CVE-2025-57714, a falha se origina de um elemento de caminho de busca não citado na versão 4.5.x do NetBak Replicator. Quando o Windows tenta localizar executáveis em diretórios com espaços, sem as devidas aspas, um invasor pode inserir um executável malicioso em um caminho de maior prioridade. Isso pode resultar na execução do código do atacante em vez do programa legítimo, levando à execução não autorizada com privilégios elevados. A vulnerabilidade afeta usuários com acesso local e é especialmente preocupante em ambientes compartilhados, onde um ator malicioso pode escalar privilégios. A QNAP já lançou uma correção na versão 4.5.15.0807 e recomenda que as organizações atualizem imediatamente. Além disso, administradores devem implementar controles de acesso rigorosos e monitorar atividades suspeitas para mitigar riscos futuros.

Oracle lança atualização de emergência para falha crítica em E-Business Suite

A Oracle divulgou uma atualização emergencial para corrigir uma falha de segurança crítica em seu E-Business Suite, identificada como CVE-2025-61882, com uma pontuação CVSS de 9.8. Essa vulnerabilidade permite que um atacante não autenticado, com acesso à rede via HTTP, comprometa o componente de Processamento Concorrente da Oracle. A empresa alertou que, se explorada com sucesso, essa falha pode resultar em execução remota de código. O Chief Security Officer da Oracle, Rob Duhart, afirmou que a atualização foi lançada para mitigar potenciais explorações adicionais descobertas durante a investigação. A vulnerabilidade está relacionada a uma onda recente de ataques de roubo de dados do grupo Cl0p, que utilizou múltiplas falhas, incluindo algumas já corrigidas em atualizações anteriores. A Mandiant, subsidiária do Google, destacou que o Cl0p explorou essas vulnerabilidades para roubar grandes quantidades de dados de várias vítimas. Diante da exploração em massa de zero-days, as organizações devem verificar se já foram comprometidas, independentemente da aplicação do patch.

Vulnerabilidade no Zimbra é explorada em ataques ao Exército Brasileiro

Uma vulnerabilidade de segurança agora corrigida no Zimbra Collaboration foi explorada como um zero-day em ataques cibernéticos direcionados ao Exército Brasileiro. Identificada como CVE-2025-27915, essa falha de cross-site scripting (XSS) armazenada permite a execução de código arbitrário devido à sanitização insuficiente de conteúdo HTML em arquivos de calendário ICS. Quando um usuário visualiza um e-mail com uma entrada ICS maliciosa, um código JavaScript embutido é executado, possibilitando que um atacante realize ações não autorizadas, como redirecionar e-mails para um endereço controlado por ele. A vulnerabilidade foi corrigida nas versões 9.0.0 Patch 44, 10.0.13 e 10.1.5, lançadas em 27 de janeiro de 2025. No entanto, um relatório da StrikeReady Labs, publicado em 30 de setembro de 2025, revelou que a falha foi explorada em ataques reais, onde atores desconhecidos se passaram pelo Escritório de Protocolo da Marinha da Líbia para atacar o Exército Brasileiro. O arquivo ICS continha um código JavaScript projetado para roubar dados, incluindo credenciais e e-mails, e adicionar regras de filtro maliciosas no Zimbra. O ataque destaca a necessidade urgente de monitoramento e atualização de sistemas para evitar compromissos semelhantes.

Kit de R 265 corrompe memória e permite invasão a servidores Intel e AMD

Pesquisadores das Universidades de Birmingham e KU Leuven identificaram uma nova vulnerabilidade chamada Battering RAM, que afeta processadores Intel e AMD, especialmente em ambientes de nuvem. O ataque utiliza um interposer, um dispositivo físico de baixo custo (cerca de R$ 265), que, ao ser ativado, redireciona endereços protegidos da memória para locais controlados por hackers. Isso compromete a segurança das Extensões de Guarda do Software Intel (SGX) e da Virtualização Encriptada Segura com Paginação Aninhada Segura da AMD (SEV-SNO), que são fundamentais para a criptografia de dados em nuvem. O ataque é especialmente preocupante para sistemas que utilizam memória RAM DDR4 e pode permitir que provedores de nuvem maliciosos ou insiders com acesso limitado insiram backdoors nas CPUs. Apesar de a Intel, AMD e Arm terem sido informadas sobre a vulnerabilidade, a proteção contra o Battering RAM exigiria um redesenho completo das medidas de segurança atuais. Essa descoberta segue uma pesquisa anterior sobre técnicas que vazam memória de máquinas virtuais em serviços de nuvem públicos.

Bug no Microsoft Defender sinaliza BIOS desatualizada incorretamente

A Microsoft está enfrentando um problema com o Microsoft Defender para Endpoint, que erroneamente classifica o firmware da BIOS de alguns computadores como desatualizado. Esse bug, identificado por pesquisadores da Redmond, afeta principalmente dispositivos da Dell, gerando alertas para os usuários sobre a necessidade de atualizações que, na verdade, não existem. A empresa já está trabalhando em um patch para corrigir essa falha, embora não tenha divulgado quantos usuários foram impactados ou as regiões mais afetadas. Além disso, a Microsoft também resolveu recentemente outros problemas, como crashes em dispositivos macOS e falsos positivos que bloqueavam links no Microsoft Teams e Exchange Online. Esses incidentes destacam a importância de monitorar e corrigir bugs em sistemas de segurança, especialmente em um cenário onde a integridade dos dispositivos é crucial para a proteção de dados e a conformidade com regulamentações como a LGPD.

Vulnerabilidade em Roteadores DrayOS Permite Execução Remota de Código

Pesquisadores revelaram uma falha crítica de segurança em roteadores empresariais que utilizam o sistema DrayOS, permitindo que atacantes remotos não autenticados provoquem corrupção de memória, quedas de sistema e potencialmente executem código arbitrário. A vulnerabilidade está presente na Interface Web do Usuário (WebUI), que aceita requisições HTTP(S) sem validação adequada de entrada. Quando explorada, essa falha pode dar controle total sobre os dispositivos afetados, permitindo que os atacantes se movam mais profundamente nas redes corporativas. A exploração ocorre ao enviar requisições maliciosas para a WebUI em interfaces de rede com acesso remoto habilitado. A DrayTek já lançou atualizações de firmware para corrigir a vulnerabilidade, e os usuários são aconselhados a atualizar imediatamente para evitar riscos de exploração. Para mitigar a ameaça, recomenda-se desabilitar o acesso remoto à WebUI e implementar listas de controle de acesso (ACLs) que restrinjam o acesso a hosts confiáveis. Além disso, é importante realizar auditorias de patch e testes de penetração periódicos para garantir a segurança das interfaces de gerenciamento remoto.

Ferramenta Obex Impede Carregamento de Bibliotecas EDR em Tempo de Execução

A Obex, um coletivo de pesquisa em segurança, revelou uma técnica sofisticada que permite a adversários evitar a detecção ao impedir que bibliotecas dinâmicas (DLLs) específicas sejam carregadas em processos-alvo. Essa abordagem representa um risco significativo para soluções de segurança que dependem exclusivamente de hooks em modo de usuário ou inspeção obrigatória em processos, uma vez que essas técnicas não conseguem monitorar a atividade maliciosa. A pesquisa mostra que, ao controlar os parâmetros de lançamento do processo, atacantes podem especificar uma lista restrita de DLLs, bloqueando a inicialização de módulos de telemetria ou inspeção. Isso permite que malware seja executado sem ser detectado. Para mitigar essa vulnerabilidade, a pesquisa sugere a implementação de proteções em modo de kernel, que garantem a integridade do carregamento de bibliotecas, independentemente dos parâmetros de modo de usuário. A Obex enfatiza a necessidade de uma defesa em profundidade, onde múltiplas camadas de segurança são essenciais para enfrentar adversários sofisticados. As organizações devem adotar medidas complementares, como detecção de anomalias em rede e verificação de integridade da memória, para fortalecer suas defesas contra essas técnicas de evasão.

Vulnerabilidade Crítica no VMware Workstation Permite Escapadas de VM

A NCC Group divulgou uma análise detalhada de uma vulnerabilidade crítica no VMware Workstation, que permite a exploração de uma máquina virtual (VM) comprometida para atacar o host. A falha está relacionada à lógica de manipulação do dispositivo virtual backdoor/RPC, onde entradas maliciosas podem causar corrupção de memória, possibilitando a execução de código controlado no processo do hipervisor do host. A vulnerabilidade é resultado de verificações de limites inadequadas no código de manipulação de sessões RPC, permitindo que um atacante, sem privilégios elevados, desencadeie uma escrita fora dos limites na memória do host. O exploit de prova de conceito (PoC) demonstra um caminho de exploração em quatro etapas, começando com a abertura de uma sessão RPC e culminando na execução de um payload malicioso. A VMware já lançou atualizações de segurança para corrigir essa falha, e é recomendado que administradores apliquem os patches imediatamente e restrinjam cargas de trabalho não confiáveis em instalações locais do Workstation. O monitoramento contínuo do processo do hipervisor é essencial para detectar tentativas de exploração em tempo real.

Falha no Microsoft Defender gera alertas falsos de BIOS

Uma falha crítica no Microsoft Defender for Endpoint resultou em uma onda de alertas falsos sobre vulnerabilidades de BIOS, afetando principalmente usuários de dispositivos Dell. O problema surgiu quando a lógica de detecção de vulnerabilidades do Defender começou a identificar erroneamente instalações de BIOS atualizadas como desatualizadas ou inseguras. Organizações em todo o mundo relataram receber repetidos avisos de que suas versões de BIOS estavam desatualizadas, mesmo quando estavam com o firmware mais recente fornecido pela Dell. Essa enxurrada de falsos positivos gerou confusão e frustração entre administradores e usuários finais, dificultando a distinção entre avisos de segurança legítimos e os alertas defeituosos do Defender. A Microsoft reconheceu o problema e está trabalhando em um patch para corrigir a lógica de comparação de versões, que deve ser implementado na próxima janela de manutenção. Enquanto isso, as equipes de TI são aconselhadas a verificar as versões de BIOS de forma independente, utilizando canais de suporte da Dell e interfaces de gerenciamento de sistema. Este incidente destaca a importância da precisão na detecção automatizada de vulnerabilidades em plataformas de segurança empresarial.

CISA adiciona falha crítica do Meteobridge ao catálogo de vulnerabilidades

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu uma vulnerabilidade de alta gravidade, CVE-2025-4008, que afeta o Smartbedded Meteobridge, em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). Com uma pontuação CVSS de 8.7, essa falha é um caso de injeção de comando na interface web do Meteobridge, permitindo que atacantes remotos não autenticados executem comandos arbitrários com privilégios elevados nos dispositivos afetados. A vulnerabilidade foi descoberta pela ONEKEY e relatada em fevereiro de 2025, sendo que a interface web do Meteobridge é acessível publicamente, o que facilita a exploração. A CISA recomenda que as agências federais dos EUA apliquem as atualizações necessárias até 23 de outubro de 2025. Além disso, outras quatro vulnerabilidades críticas foram adicionadas ao catálogo, incluindo falhas em dispositivos móveis da Samsung e no Jenkins. A atualização para a versão 6.2 do Meteobridge, lançada em 13 de maio de 2025, já aborda essa vulnerabilidade.

Bug no Outlook clássico só pode ser contornado com suporte da Microsoft

A Microsoft está investigando um bug que causa falhas no cliente de e-mail clássico do Outlook, afetando usuários do Microsoft 365 que utilizam o software em sistemas Windows. O problema impede o acesso ao serviço e, até o momento, a única solução disponível é através do suporte técnico da Microsoft, especificamente do Exchange Online. Os usuários afetados recebem uma mensagem de erro informando que o Outlook não pôde ser aberto devido a uma falha na autenticação da conta Exchange. A empresa recomenda que os usuários abram um chamado no portal de administrador do Microsoft 365 para que a equipe do Exchange Online possa solicitar uma correção. Além disso, a Microsoft sugere que os usuários façam uma captura de erro utilizando o proxy Fiddler, buscando pelo código de erro “LID: 49586 - Authentication concurrency limit is reached”. Enquanto a solução definitiva não é disponibilizada, a empresa orienta o uso do novo Outlook para Windows ou do Acesso Web do Outlook (OWA). Outras soluções temporárias incluem iniciar o Outlook em modo de segurança, criar um novo perfil e reparar arquivos de dados do Outlook. A situação é crítica, pois o bug afeta a produtividade dos usuários e a Microsoft já enfrentou problemas semelhantes anteriormente, relacionados a instabilidades em seus servidores.

Vulnerabilidades do Splunk Enterprise Permitem Ataques de Injeção JavaScript Remota

A Splunk divulgou seis vulnerabilidades críticas que afetam diversas versões do Splunk Enterprise e do Splunk Cloud Platform, permitindo que atacantes executem código JavaScript não autorizado, acessem dados sensíveis e realizem ataques de falsificação de requisições do lado do servidor (SSRF). As vulnerabilidades, publicadas em 1º de outubro de 2025, impactam componentes do Splunk Web e exigem atenção imediata das organizações que utilizam a plataforma.

Dentre as vulnerabilidades, duas se destacam por permitir ataques de cross-site scripting (XSS), possibilitando a execução de JavaScript malicioso nos navegadores dos usuários. A CVE-2025-20367 é uma vulnerabilidade XSS refletida, enquanto a CVE-2025-20368 é uma vulnerabilidade XSS armazenada. Além disso, a CVE-2025-20366 permite que usuários com privilégios baixos acessem resultados de busca sensíveis. A vulnerabilidade mais severa, CVE-2025-20371, é uma SSRF não autenticada que pode ser explorada por atacantes para realizar chamadas de API REST em nome de usuários privilegiados.

Google Chrome lança correção para 21 vulnerabilidades de segurança

O Google Chrome lançou a versão 141, que inclui correções para 21 vulnerabilidades de segurança, abrangendo desde falhas de alta severidade, como estouros de buffer, até vulnerabilidades de baixa severidade. A atualização será disponibilizada automaticamente para usuários de Windows, macOS e Linux nas próximas semanas. Entre as falhas corrigidas, destacam-se CVEs como CVE-2025-11205 e CVE-2025-11206, que resultaram em recompensas significativas para os pesquisadores que as relataram. O Google implementou melhorias de segurança internas e campanhas de fuzzing contínuas para fortalecer a resiliência do navegador contra novas ameaças. Além das correções de segurança, a versão 141 traz melhorias de desempenho e otimizações que beneficiam especialmente dispositivos com menor capacidade de processamento. Os usuários são incentivados a atualizar o navegador o mais rápido possível para garantir a proteção contra essas vulnerabilidades. Para administradores de TI, recomenda-se testar a nova versão em ambientes controlados antes de uma implementação em larga escala.

Crítico Imagem Docker do Termix Vaza Chaves SSH (CVE-2025-59951)

Uma grave vulnerabilidade foi identificada na imagem oficial do Docker para o Termix, permitindo acesso não autenticado a credenciais SSH sensíveis. A configuração incorreta do proxy reverso Nginx faz com que o backend do Termix reconheça todas as solicitações como originadas do localhost, resultando em acesso irrestrito ao endpoint interno que expõe informações de hosts SSH, incluindo endereços de servidores, nomes de usuários e senhas. Essa falha, classificada como CVE-2025-59951, é uma violação de controle de acesso e pode ser explorada por qualquer usuário que consiga alcançar o proxy. Para mitigar o problema, os mantenedores do Termix devem implementar validações adequadas para os cabeçalhos X-Real-IP ou X-Forwarded-For e reforçar controles de autenticação. Organizações que utilizam versões da imagem do Termix entre release-0.1.1-tag e release-1.6.0-tag estão em risco e devem auditar suas implementações, rotacionar chaves SSH expostas e atualizar para uma versão corrigida assim que disponível.

Três novas vulnerabilidades em roteadores TOTOLINK X6000R permitem execução de código

Pesquisadores de segurança identificaram três vulnerabilidades críticas no firmware do roteador TOTOLINK X6000R, versão V9.4.0cu.1360_B20241207, lançado em 28 de março de 2025. Essas falhas permitem que atacantes não autenticados provoquem condições de negação de serviço, corrompam arquivos do sistema e executem comandos arbitrários no dispositivo. As vulnerabilidades são: CVE-2025-52905, que permite injeção de argumentos e negação de serviço; CVE-2025-52906, uma vulnerabilidade crítica de injeção de comandos que possibilita a execução remota de comandos; e CVE-2025-52907, que permite a corrupção de arquivos do sistema devido a uma lista de bloqueio incompleta. Todas as falhas estão relacionadas à interface web do roteador, especificamente no endpoint /cgi-bin/cstecgi.cgi, que não valida adequadamente as entradas. A TOTOLINK já lançou uma atualização de firmware para corrigir essas falhas e recomenda que todos os usuários atualizem imediatamente. Além disso, práticas de segurança adicionais, como a mudança de credenciais padrão e a segmentação de dispositivos IoT, são aconselhadas para mitigar riscos futuros.

Pesquisadores revelam falhas na segurança do Intel SGX em sistemas DDR4

Um estudo realizado por acadêmicos do Georgia Institute of Technology e da Purdue University revelou que as garantias de segurança do Intel Software Guard eXtensions (SGX) podem ser contornadas em sistemas DDR4, permitindo a descriptografia passiva de dados sensíveis. O SGX, que isola códigos e recursos confiáveis em um ambiente de execução confiável (TEE), foi projetado para proteger dados mesmo em sistemas comprometidos. No entanto, os pesquisadores demonstraram que um dispositivo interpositor pode ser utilizado para inspecionar fisicamente o tráfego de memória entre a CPU e o módulo de memória, extraindo chaves de atestação do SGX. Essa técnica, chamada WireTap, é semelhante ao ataque Battering RAM, mas foca na violação da confidencialidade. O ataque pode ser realizado com equipamentos acessíveis, embora o custo do setup do WireTap seja em torno de $1.000. A Intel respondeu afirmando que esse tipo de ataque está fora do escopo de seu modelo de ameaça, recomendando que servidores sejam operados em ambientes físicos seguros. A pesquisa levanta preocupações sobre a segurança de implementações de blockchain que utilizam SGX, como Phala Network e Secret Network, onde a confidencialidade e a integridade das transações podem ser comprometidas.

Vulnerabilidade crítica no Red Hat OpenShift AI permite escalonamento de privilégios

Uma grave falha de segurança foi identificada no serviço Red Hat OpenShift AI, que pode permitir que atacantes escalem privilégios e assumam o controle total da infraestrutura sob certas condições. O OpenShift AI é uma plataforma que gerencia o ciclo de vida de modelos de inteligência artificial preditiva e generativa em ambientes de nuvem híbrida. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-10725, possui uma pontuação CVSS de 9.9, sendo classificada como ‘Importante’ pela Red Hat, uma vez que requer que o atacante esteja autenticado para comprometer o ambiente. Um atacante com privilégios baixos, como um cientista de dados utilizando um Jupyter notebook, pode elevar seus privilégios a um administrador completo do cluster, comprometendo a confidencialidade, integridade e disponibilidade do cluster. Isso pode resultar no roubo de dados sensíveis e na interrupção de serviços. As versões afetadas incluem Red Hat OpenShift AI 2.19 e 2.21. A Red Hat recomenda que os usuários evitem conceder permissões amplas a grupos de sistema e que as permissões para criar jobs sejam concedidas de forma mais granular, seguindo o princípio do menor privilégio.

Vulnerabilidade crítica no OneLogin expõe segredos de aplicações OIDC

Uma vulnerabilidade de alta severidade foi identificada na solução de Gestão de Identidade e Acesso (IAM) One Identity OneLogin, que pode expor segredos de cliente de aplicações OpenID Connect (OIDC) se explorada com sucesso. A falha, registrada como CVE-2025-59363, recebeu uma pontuação CVSS de 7.7 em 10.0 e é classificada como uma transferência incorreta de recursos entre esferas (CWE-669). Isso permite que um programa ultrapasse limites de segurança e acesse dados ou funções confidenciais sem autorização. De acordo com a Clutch Security, a vulnerabilidade permite que atacantes com credenciais API válidas enumerem e recuperem segredos de cliente para todas as aplicações OIDC dentro de um inquilino OneLogin. O problema decorre da configuração inadequada do endpoint de listagem de aplicações, que retorna dados além do esperado, incluindo os valores de client_secret. A exploração bem-sucedida dessa falha pode permitir que um invasor se passe por aplicações e acesse serviços integrados. A falta de restrições de IP e o controle de acesso baseado em funções (RBAC) ampliam o risco, permitindo que atacantes explorem a vulnerabilidade de qualquer lugar do mundo. A falha foi corrigida na versão 2025.3.0 do OneLogin, lançada em agosto de 2025, que tornou os valores de client_secret invisíveis. Não há evidências de que a vulnerabilidade tenha sido explorada ativamente.

Vulnerabilidades SNMP no Cisco IOS e IOS XE em Exploração Ativa, Afirma CISA

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) identificou uma vulnerabilidade crítica no Cisco IOS e IOS XE, classificada como CVE-2025-20352, que afeta o protocolo Simple Network Management Protocol (SNMP). Esta falha, resultante de um estouro de buffer baseado em pilha, está sendo ativamente explorada, permitindo que atacantes com acesso à rede provoquem condições de negação de serviço ou até mesmo execução remota de código. A CISA estabeleceu um prazo de remediação até 20 de outubro de 2025 para agências federais, enquanto empresas do setor privado são aconselhadas a acelerar a aplicação de patches para evitar interrupções. A vulnerabilidade pode ser explorada por atacantes de baixo privilégio para causar falhas nos equipamentos de rede, enquanto atacantes com privilégios elevados podem obter controle total do dispositivo afetado, possibilitando manipulação de tráfego e instalação de malware. A Cisco já disponibilizou medidas de mitigação e recomenda que os clientes apliquem atualizações de segurança imediatamente. A inclusão da CVE-2025-20352 no catálogo de vulnerabilidades conhecidas exploradas (KEV) da CISA indica que a exploração dessa falha pode se tornar uma prática comum entre cibercriminosos, tornando a rápida remediação essencial para a segurança das redes corporativas e governamentais.

Vulnerabilidades críticas em firewalls da Cisco estão sendo exploradas

A Cisco confirmou duas vulnerabilidades críticas em seus firewalls Adaptive Security Appliance (ASA) e Firepower Threat Defense (FTD), identificadas como CVE-2025-20333 e CVE-2025-20362. Ambas as falhas permitem que atacantes remotos executem código arbitrário em dispositivos não corrigidos. De acordo com relatórios, mais de 48.800 instâncias de ASA/FTD expostas permanecem sem patch, com os Estados Unidos liderando o número de dispositivos vulneráveis, seguidos por Alemanha, Brasil, Índia e Reino Unido. As vulnerabilidades comprometem a função de defesa de perímetro dos firewalls, permitindo que invasores contornem filtros de rede e acessem dados sensíveis. A Cisco recomenda que as organizações verifiquem suas versões de firewall e apliquem patches imediatamente, dado o alto risco associado, com pontuações CVSS de 9.8 e 9.1. As melhores práticas incluem restringir o acesso à interface de gerenciamento, reforçar credenciais e monitorar logs para atividades suspeitas. A falha em corrigir essas vulnerabilidades pode resultar em comprometimento total da rede e exfiltração de dados.

Nova vulnerabilidade Battering RAM compromete segurança de nuvem

Pesquisadores da KU Leuven e da Universidade de Birmingham descobriram uma nova vulnerabilidade chamada Battering RAM, que permite contornar as defesas mais recentes dos processadores em nuvem da Intel e AMD. Utilizando um interposer de baixo custo, que pode ser montado por menos de 50 dólares, o ataque redireciona endereços de memória protegidos para locais controlados por atacantes, comprometendo dados criptografados. Essa falha afeta todos os sistemas que utilizam memória DDR4, especialmente aqueles que dependem de computação confidencial em ambientes de nuvem pública. O ataque explora as extensões de segurança de hardware da Intel (SGX) e a virtualização criptografada segura da AMD (SEV-SNP), permitindo acesso não autorizado a regiões de memória protegidas. Embora a Intel e a AMD tenham sido notificadas sobre a vulnerabilidade, ambas consideram ataques físicos fora do escopo de suas defesas atuais. A descoberta destaca as limitações dos designs de criptografia de memória escaláveis utilizados atualmente, que não incluem verificações de frescor criptográfico, e sugere que uma reestruturação fundamental da criptografia de memória é necessária para mitigar essa ameaça.

Falha de segurança em VMware Tools explorada como zero-day

Uma nova vulnerabilidade de segurança, identificada como CVE-2025-41244, foi descoberta nas ferramentas VMware e no VMware Aria Operations, afetando diversas versões do VMware Cloud Foundation e VMware vSphere. Com um escore CVSS de 7.8, essa falha permite a escalada de privilégios locais, possibilitando que um usuário não privilegiado execute código em um contexto privilegiado, como o root, em máquinas virtuais (VMs) afetadas. A exploração da vulnerabilidade foi atribuída ao grupo de ameaças UNC5174, vinculado à China, que a utilizou desde outubro de 2024. A falha está relacionada a uma função chamada ‘get_version()’, que, devido a um padrão de expressão regular mal formulado, permite que binários maliciosos sejam executados em diretórios acessíveis a usuários não privilegiados. A VMware já lançou patches para mitigar a vulnerabilidade, mas a exploração em ambientes reais levanta preocupações sobre a segurança das infraestruturas que utilizam suas soluções. A situação exige atenção imediata de profissionais de segurança da informação, especialmente em contextos onde as tecnologias da VMware são amplamente utilizadas.

Vulnerabilidades no assistente de IA Gemini expõem riscos de privacidade

Pesquisadores de cibersegurança revelaram três vulnerabilidades críticas no assistente de inteligência artificial Gemini do Google, que, se exploradas, poderiam comprometer a privacidade dos usuários e permitir o roubo de dados. As falhas, coletivamente chamadas de ‘Gemini Trifecta’, incluem: uma injeção de prompt no Gemini Cloud Assist, que poderia permitir que atacantes manipulassem serviços em nuvem; uma injeção de busca no modelo de Personalização de Busca do Gemini, que poderia vazar informações salvas e dados de localização ao manipular o histórico de busca do Chrome; e uma falha de injeção indireta no Gemini Browsing Tool, que poderia exfiltrar dados do usuário para servidores externos. Após a divulgação responsável, o Google implementou medidas de segurança, como a interrupção da renderização de hyperlinks nas respostas de resumo de logs. A Tenable, empresa de segurança, destacou que a situação evidencia que a IA pode ser utilizada como veículo de ataque, não apenas como alvo, enfatizando a necessidade de visibilidade e controle rigoroso sobre ferramentas de IA em ambientes corporativos.

Atores de Ameaça Anunciam Exploit RCE do Veeam à Venda na Dark Web

Um vendedor conhecido como “SebastianPereiro” anunciou em um fórum da dark web a venda de um exploit de execução remota de código (RCE) para o Veeam Backup & Replication, identificado como o “Bug de Junho de 2025”. Este exploit afeta especificamente as versões 12.x do Veeam, incluindo 12, 12.1, 12.2, 12.3 e 12.3.1, e permite que qualquer conta válida do Active Directory acesse a vulnerabilidade. Uma vez autenticado, um atacante pode executar códigos arbitrários no servidor de backup, o que pode resultar em manipulação ou exclusão de backups, exfiltração de dados ou movimentação lateral na rede da organização. Até o momento, a Veeam não divulgou um aviso ou patch para a vulnerabilidade identificada como CVE-2025-23121, e não há provas de conceito disponíveis publicamente. A falta de medidas de segurança adequadas pode comprometer a recuperação de desastres e facilitar ataques de ransomware. As equipes de segurança devem verificar imediatamente suas versões do Veeam, aplicar princípios de menor privilégio e implementar autenticação multifatorial para mitigar riscos. A situação é crítica, e a vigilância contínua sobre as atualizações da Veeam é essencial.

Vulnerabilidades no VMware vCenter e NSX Permitem Enumeração de Usuários

Recentemente, a Broadcom divulgou o aviso VMSA-2025-0016, que aborda três vulnerabilidades significativas nos produtos VMware vCenter Server e NSX. Essas falhas, classificadas como importantes, permitem que atacantes maliciosos manipulem cabeçalhos SMTP e enumere nomes de usuários válidos, criando oportunidades para ataques direcionados, como phishing e movimentação lateral na rede.

As vulnerabilidades incluem: CVE-2025-41250, que permite a injeção de cabeçalhos SMTP por usuários com permissão para criar tarefas agendadas no vCenter; CVE-2025-41251, que expõe um mecanismo fraco de recuperação de senhas no NSX, permitindo que atacantes não autenticados verifiquem a existência de nomes de usuários; e CVE-2025-41252, que utiliza diferenças sutis no tempo de resposta do login do NSX para inferir nomes de usuários válidos.

Vulnerabilidade no Parser de Fontes em Produtos Apple Causa Crashes e Corrupção de Memória

A Apple lançou uma atualização de segurança para o macOS Sequoia 15.7.1, corrigindo uma vulnerabilidade crítica no sistema de parsing de fontes, identificada como CVE-2025-43400. Essa falha permite que arquivos de fontes maliciosos provoquem operações de escrita fora dos limites, resultando em corrupção de memória e possíveis crashes de aplicativos. Embora não haja relatos de exploração ativa até o momento, a vulnerabilidade afeta diversas plataformas da Apple, incluindo iOS e iPadOS, evidenciando a interconexão dos componentes do sistema operacional da empresa. A atualização foi disponibilizada em 29 de setembro de 2025 e é crucial que os usuários a instalem imediatamente, especialmente em ambientes corporativos onde arquivos de fontes podem ser processados automaticamente. A natureza da vulnerabilidade sugere que, se explorada, poderia ser utilizada como um ponto de partida para ataques mais sofisticados, como execução remota de código. Portanto, a Apple recomenda que todos os usuários verifiquem suas configurações de atualização para garantir que a correção seja aplicada.

Vulnerabilidade 0-Day do VMware permite escalonamento de privilégios

Uma nova vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2025-41244, afeta o VMware Tools e o VMware Aria Operations, permitindo que usuários não privilegiados executem código com privilégios de root sem autenticação. Essa falha, explorada ativamente pelo grupo de ameaças UNC5174 desde outubro de 2024, resulta de padrões de expressão regular excessivamente amplos no componente get-versions.sh, que pode ser manipulado para executar binários maliciosos. O ataque ocorre em ambientes de nuvem híbrida, onde a execução de um binário malicioso em diretórios graváveis, como /tmp/httpd, pode levar a um shell de root. Para mitigar essa vulnerabilidade, recomenda-se que as organizações apliquem patches imediatamente, monitorem processos e restrinjam permissões de gravação em diretórios vulneráveis. A gravidade da situação exige uma resposta rápida para proteger as infraestruturas críticas contra ameaças persistentes avançadas.

Vulnerabilidade crítica no Sudo afeta sistemas Linux e Unix

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu uma vulnerabilidade crítica no utilitário de linha de comando Sudo, que impacta sistemas Linux e Unix-like, em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). A falha, identificada como CVE-2025-32463, possui uma pontuação CVSS de 9.3 e afeta versões do Sudo anteriores à 1.9.17p1. A vulnerabilidade foi revelada pelo pesquisador Rich Mirch da Stratascale em julho de 2025 e permite que atacantes locais utilizem a opção -R (–chroot) do Sudo para executar comandos arbitrários como root, mesmo que não estejam listados no arquivo sudoers.

Especialistas alertam sobre falha crítica no GoAnywhere MFT sendo explorada

O GoAnywhere MFT, uma solução popular de transferência de arquivos gerenciada, apresenta uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2025-10035, que permite a injeção de comandos através do servlet de licença. Essa falha foi classificada com a severidade máxima de 10/10 e está sendo explorada ativamente por atacantes, conforme evidências credíveis encontradas pelos pesquisadores da WatchTowr Labs. A exploração da vulnerabilidade começou antes da divulgação pública, com registros de ataques datando de 10 de setembro de 2025, oito dias antes do aviso oficial da Fortra, empresa responsável pelo GoAnywhere. Para mitigar os riscos, os usuários são aconselhados a atualizar para a versão corrigida mais recente (7.8.4) ou a versão de Sustentação (7.6.3). Aqueles que não puderem aplicar o patch devem isolar o sistema do GoAnywhere da internet pública. A falha é especialmente preocupante, pois no início de 2023, um ataque semelhante resultou no roubo de dados de várias organizações, com o grupo de ransomware Cl0p reivindicando a responsabilidade. Portanto, a urgência em aplicar as correções é crítica para evitar possíveis brechas de segurança e vazamentos de dados.

Vulnerabilidade 0-Click do WhatsApp Explorável via Imagem DNG Maliciosa

Uma nova vulnerabilidade de execução remota de código (RCE) sem interação do usuário foi descoberta no WhatsApp, afetando dispositivos iOS, macOS e iPadOS. A falha, identificada como CVE-2025-55177, permite que atacantes enviem uma imagem DNG maliciosa que, ao ser processada automaticamente pelo aplicativo, compromete completamente o dispositivo da vítima. O ataque ocorre em duas etapas: primeiro, uma falha lógica no manuseio de mensagens do WhatsApp permite que um invasor falsifique a origem de uma mensagem e insira um arquivo DNG malicioso na conversa. Em seguida, uma segunda vulnerabilidade, CVE-2025-43300, no parser de arquivos DNG, causa corrupção de memória, permitindo que o invasor execute código arbitrário. A exploração é silenciosa, sem necessidade de interação do usuário, tornando a detecção extremamente difícil. Tanto o WhatsApp quanto a Apple estão cientes das vulnerabilidades e estão trabalhando em correções. Usuários são aconselhados a atualizar seus aplicativos assim que as correções forem disponibilizadas e a ter cautela ao receber mensagens multimídia não solicitadas. A situação destaca a complexidade de proteger aplicativos de mensagens contra vetores de ataque que exploram formatos de arquivo aparentemente seguros.

Vulnerabilidades e ataques cibernéticos em destaque esta semana

Nesta semana, o cenário de cibersegurança foi marcado por diversas ameaças significativas. Entre os principais destaques, duas falhas de segurança em firewalls da Cisco foram exploradas por grupos de hackers, resultando na entrega de novos tipos de malware, como RayInitiator e LINE VIPER. Essas falhas, CVE-2025-20362 e CVE-2025-20333, possuem pontuações CVSS de 6.5 e 9.9, respectivamente, e permitem a execução de código malicioso em dispositivos vulneráveis. Além disso, o grupo de espionagem cibernética Nimbus Manticore, alinhado ao Irã, ampliou suas operações para atacar infraestruturas críticas na Europa, utilizando variantes de malware como MiniJunk e MiniBrowse. Outro ponto alarmante foi a campanha de DDoS do botnet ShadowV2, que visa contêineres Docker mal configurados na AWS, transformando ataques em um negócio por encomenda. Em resposta a essas ameaças, a Cloudflare conseguiu mitigar um ataque DDoS recorde, que atingiu 22.2 Tbps. Por fim, vulnerabilidades em servidores da Supermicro foram identificadas, permitindo a instalação remota de firmware malicioso, o que representa um risco elevado para a segurança de dados. As organizações devem priorizar a aplicação de patches e a revisão de suas configurações de segurança para evitar compromissos.

O que é uma vulnerabilidade de dia zero?

Uma vulnerabilidade de dia zero, ou zero-day, refere-se a uma falha de segurança recém-descoberta que ainda não foi corrigida pelos desenvolvedores. O termo ‘dia zero’ indica que não há tempo para uma correção antes que a vulnerabilidade possa ser explorada por hackers. Esses cibercriminosos podem criar malwares para explorar essas falhas, comprometendo dados de usuários e sistemas. A exploração geralmente ocorre através de engenharia social, como e-mails de phishing, e pode resultar em invasões prolongadas, já que muitos usuários não atualizam seus sistemas rapidamente após a liberação de patches. A Kaspersky identifica diversos atores que exploram essas vulnerabilidades, incluindo cibercriminosos, hacktivistas e espiões corporativos. Exemplos notáveis incluem falhas no navegador Chrome e na plataforma Zoom, além do famoso worm Stuxnet, que afetou o programa nuclear do Irã. Para mitigar riscos, é crucial que os usuários mantenham seus sistemas atualizados e adotem práticas de segurança, como o uso de firewalls e antivírus.

Falhas no SUSE Rancher permitem bloqueio de contas administrativas

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no SUSE Rancher Manager, permitindo que atacantes bloqueiem contas administrativas por meio de manipulação de nomes de usuário. Essa falha, resultante de uma validação inadequada no sistema de gerenciamento de usuários, possibilita que usuários mal-intencionados com permissões de atualização alterem nomes de usuários, impedindo o acesso de administradores legítimos. Existem dois vetores principais de ataque: a tomada de conta, onde um usuário pode alterar o nome de outro para ‘admin’, e o bloqueio direto de contas administrativas. A exploração dessa vulnerabilidade pode causar interrupções significativas nas operações de gerenciamento de plataformas, deixando sistemas críticos sem supervisão adequada. A SUSE já disponibilizou correções nas versões v2.12.2, v2.11.6, v2.10.10 e v2.9.12, que implementam validações para impedir a modificação de nomes de usuário após a atribuição inicial. Para organizações que não podem atualizar imediatamente, recomenda-se a implementação de controles de acesso rigorosos. A auditoria regular de permissões e o monitoramento de alterações não autorizadas são essenciais para detectar tentativas de exploração antes que causem danos operacionais.

Falha na Verificação de Assinatura do Formbricks Permite Redefinições de Senha Não Autorizadas

O Formbricks, uma plataforma de análise de código aberto, apresenta uma vulnerabilidade crítica que permite redefinições de senha não autorizadas. A falha está relacionada ao manuseio de JSON Web Tokens (JWT), onde os tokens são decodificados sem verificações de assinatura ou expiração. Isso possibilita que atacantes criem tokens arbitrários e sequestram contas de usuários. A vulnerabilidade se origina do uso inadequado da operação de decodificação (jwt.decode) em vez da verificação completa (jwt.verify), resultando na falta de validação da assinatura do token, tempo de expiração, emissor e público-alvo. Um atacante, ao obter um identificador de usuário válido, pode gerar um token com o cabeçalho alg: “none” e, em seguida, usar esse token para redefinir a senha da conta da vítima. O impacto dessa falha é significativo, pois permite não apenas a redefinição de senhas, mas também o controle de outras funcionalidades baseadas em contas, levando ao roubo de dados e manipulação de registros analíticos. Para mitigar essa vulnerabilidade, os desenvolvedores devem substituir todas as chamadas jwt.decode por jwt.verify e implementar medidas adicionais de segurança, como limitação de taxa e monitoramento de solicitações incomuns.

Descoberta de servidor MCP malicioso aumenta riscos na cadeia de suprimentos

Pesquisadores de cibersegurança identificaram a primeira instância de um servidor do Model Context Protocol (MCP) malicioso em uso, o que eleva os riscos na cadeia de suprimentos de software. O código malicioso foi inserido em um pacote npm chamado ‘postmark-mcp’, que imitava uma biblioteca legítima da Postmark Labs. A versão comprometida, 1.0.16, foi lançada em 17 de setembro de 2025, e desde então, o pacote tem enviado cópias de todos os e-mails enviados através do servidor MCP para um servidor pessoal do desenvolvedor. O pacote foi removido do npm, mas já havia sido baixado 1.643 vezes. O CTO da Koi Security, Idan Dardikman, destacou que a simplicidade do ataque, que consistia em uma única linha de código, revela a fragilidade do ecossistema de software aberto. Os desenvolvedores que utilizaram o pacote são aconselhados a removê-lo imediatamente e a revisar logs de e-mail para identificar possíveis vazamentos de informações. A situação ressalta a necessidade de medidas de segurança mais rigorosas em ambientes empresariais que utilizam soluções de código aberto.

Vulnerabilidade no Apache Airflow expõe dados sensíveis a usuários

Uma falha de segurança na versão 3.0.3 do Apache Airflow permitiu que usuários com permissões de leitura acessassem informações confidenciais, como senhas e tokens, que deveriam ser restritas a usuários com privilégios de edição. Essa vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-54831, ocorreu devido a um erro na camada de serialização do ORM, que não filtrou adequadamente os campos sensíveis nas respostas da API e na interface do usuário. A situação é preocupante, especialmente em ambientes onde permissões de leitura são amplamente concedidas para monitoramento e auditoria, pois usuários mal-intencionados ou contas comprometidas podem explorar essa falha para acessar credenciais de conexão e, consequentemente, sistemas críticos. Em resposta, a equipe de desenvolvimento lançou a versão 3.0.4, que reestabelece o controle de acesso adequado, garantindo que campos sensíveis permaneçam ocultos para usuários não autorizados. As organizações são aconselhadas a atualizar imediatamente para a nova versão, rotacionar credenciais expostas e revisar permissões de acesso para mitigar riscos futuros.