Vulnerabilidade

Novas vulnerabilidades e ataques cibernéticos afetam grandes empresas

Nesta semana, o cenário de cibersegurança foi marcado por diversas vulnerabilidades e ataques significativos. A Fortinet alertou sobre uma nova falha no FortiWeb, identificada como CVE-2025-58034, que permite a execução de código não autorizado por atacantes autenticados, com um CVSS de 6.7. Essa vulnerabilidade foi explorada ativamente, e a empresa já havia corrigido outra falha crítica, CVE-2025-64446, com CVSS de 9.1, apenas dias antes.

Além disso, o Google lançou atualizações de segurança para o navegador Chrome, corrigindo duas falhas, incluindo uma de tipo confusão (CVE-2025-13223) com CVSS de 8.8, que estava sendo explorada ativamente. A empresa não divulgou detalhes sobre os atacantes ou o alcance dos ataques.

Falha crítica no Oracle Identity Manager expõe riscos de segurança

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu uma vulnerabilidade crítica no Oracle Identity Manager em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). A falha, identificada como CVE-2025-61757, possui uma pontuação CVSS de 9.8 e permite a execução remota de código sem autenticação, afetando as versões 12.2.1.4.0 e 14.1.2.1.0 do software. Pesquisadores da Searchlight Cyber descobriram que a vulnerabilidade resulta de um bypass de um filtro de segurança, permitindo que atacantes não autenticados acessem endpoints de API e manipulem fluxos de autenticação. O ataque pode ser realizado ao adicionar parâmetros específicos a uma URI, levando à execução de código Groovy em um endpoint que deveria apenas verificar a sintaxe do código. A CISA alertou que houve tentativas de exploração ativa entre agosto e setembro de 2025, com múltiplos IPs tentando acessar a vulnerabilidade. Diante disso, agências federais dos EUA devem aplicar patches até 12 de dezembro de 2025 para proteger suas redes.

Atualização de segurança do Grafana corrige falha crítica de privilégio

A Grafana lançou atualizações de segurança para corrigir uma falha crítica, classificada com um CVSS de 10.0, que pode permitir a escalada de privilégios ou a impersonação de usuários em configurações específicas. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-41115, reside no componente SCIM (System for Cross-domain Identity Management), que facilita o provisionamento e gerenciamento automatizado de usuários. A falha afeta as versões do Grafana Enterprise de 12.0.0 a 12.2.1, quando o provisionamento SCIM está habilitado e configurado. Um cliente SCIM malicioso pode provisionar um usuário com um ’externalId’ numérico, que pode ser interpretado como um ID de usuário interno, possibilitando a impersonação de contas existentes, como a de um administrador. A vulnerabilidade foi descoberta internamente em 4 de novembro de 2025, e a Grafana recomenda que os usuários apliquem os patches disponíveis imediatamente para mitigar os riscos potenciais. As versões corrigidas incluem Grafana Enterprise 12.0.6+security-01, 12.1.3+security-01, 12.2.1+security-01 e 12.3.0.

Atualizações sobre cibersegurança espionagem, vulnerabilidades e fraudes

Recentemente, o cenário de cibersegurança tem sido marcado por uma série de incidentes significativos. O MI5, agência de inteligência do Reino Unido, alertou sobre espiões chineses que utilizam o LinkedIn para recrutar parlamentares e coletar informações. Além disso, a Comissão Europeia propôs mudanças no Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR), permitindo que empresas processem dados pessoais para treinamento de IA sem consentimento prévio, o que gerou críticas por reduzir a proteção de dados. No campo das ameaças, extensões de navegador maliciosas têm sido usadas para roubar dados de usuários, com cerca de 31 mil instalações registradas. Um caso notável de lavagem de dinheiro em criptomoedas também foi reportado, onde um homem da Califórnia se declarou culpado por lavar 25 milhões de dólares de um golpe de 230 milhões. Por fim, vulnerabilidades críticas foram descobertas em produtos da Oracle e em dispositivos inteligentes, que podem permitir o controle total dos sistemas afetados. Esses eventos destacam a necessidade de vigilância constante e atualização das medidas de segurança.

Vulnerabilidade no 7-Zip permite execução remota de código

Uma falha de segurança recentemente divulgada no 7-Zip, identificada como CVE-2025-11001, está sendo ativamente explorada por atacantes. Com uma pontuação CVSS de 7.0, essa vulnerabilidade permite que invasores executem código arbitrário ao manipular links simbólicos em arquivos ZIP. A Trend Micro alertou que dados manipulados em um arquivo ZIP podem fazer com que o processo acesse diretórios não intencionais, possibilitando a execução de código em contas de serviço. A falha foi descoberta por Ryota Shiga, da GMO Flatt Security Inc., e corrigida na versão 25.00 do 7-Zip, lançada em julho de 2025. Além disso, outra vulnerabilidade, CVE-2025-11002, também foi resolvida na mesma versão, que apresenta um problema semelhante. A NHS England Digital confirmou a exploração ativa da CVE-2025-11001, embora detalhes sobre os atacantes e os métodos utilizados ainda não estejam disponíveis. Dada a existência de provas de conceito (PoC) para essa vulnerabilidade, é crucial que os usuários do 7-Zip atualizem para a versão mais recente o mais rápido possível para garantir a proteção adequada.

Google corrige sétima falha zero-day do ano no Chrome atualize já

A Google lançou uma correção de emergência para a sétima vulnerabilidade zero-day no Chrome em 2025, identificada como CVE-2025-13223. Essa falha, considerada de alta severidade, foi causada por uma confusão tipográfica no motor JavaScript V8 do navegador. A vulnerabilidade foi relatada por Clement Lecigne, do Grupo de Análise de Ameaças da Google, e já foi utilizada em ataques direcionados, especialmente contra indivíduos de alto risco, como jornalistas e políticos de oposição. As atualizações necessárias foram disponibilizadas para Windows, Mac e Linux, e a empresa recomenda que todos os usuários atualizem seus navegadores o mais rápido possível. A Google não divulgou detalhes sobre a exploração da falha até que a maioria dos usuários esteja atualizada, seguindo uma prática comum para evitar que informações sobre a vulnerabilidade sejam utilizadas por agentes maliciosos. Este ano, a Google já lançou seis patches para outras falhas zero-day, refletindo um aumento na atividade de exploração de vulnerabilidades em navegadores. A atualização pode ser verificada no menu do Chrome, e a empresa enfatiza a importância de manter o navegador sempre atualizado para garantir a segurança dos usuários.

Vulnerabilidade em IA da ServiceNow permite ataques de injeção

Um novo alerta de segurança destaca como a plataforma de inteligência artificial Now Assist da ServiceNow pode ser explorada por agentes maliciosos. Segundo a AppOmni, configurações padrão da plataforma permitem ataques de injeção de prompt de segunda ordem, onde agentes podem descobrir e recrutar uns aos outros para realizar ações não autorizadas. Isso inclui a cópia e exfiltração de dados sensíveis, modificação de registros e escalonamento de privilégios. O problema não é um bug, mas sim um comportamento esperado devido às configurações padrão que facilitam a comunicação entre agentes. A vulnerabilidade é particularmente preocupante, pois as ações ocorrem em segundo plano, sem que a organização afetada perceba. Para mitigar esses riscos, recomenda-se configurar o modo de execução supervisionada para agentes privilegiados, desabilitar a propriedade de sobreposição autônoma e monitorar o comportamento dos agentes de IA. A ServiceNow reconheceu a questão e atualizou sua documentação, mas a situação ressalta a necessidade de uma proteção mais robusta para agentes de IA em ambientes corporativos.

Fortinet alerta sobre vulnerabilidade no FortiWeb com exploração ativa

A Fortinet emitiu um alerta sobre uma nova vulnerabilidade no FortiWeb, identificada como CVE-2025-58034, que já está sendo explorada ativamente. Classificada como de severidade média, a falha possui um CVSS de 6.7, permitindo que um atacante autenticado execute comandos não autorizados no sistema subjacente por meio de requisições HTTP manipuladas ou comandos CLI. Para que um ataque seja bem-sucedido, o invasor deve primeiro se autenticar de alguma forma, o que torna a vulnerabilidade um vetor de ataque em cadeia. A Fortinet já lançou patches para diversas versões do FortiWeb, recomendando atualizações para versões mais recentes. A empresa também foi criticada por não ter emitido um aviso formal sobre a correção de outra vulnerabilidade crítica, CVE-2025-64446, que foi corrigida silenciosamente. Especialistas em segurança alertam que a falta de comunicação sobre novas falhas de segurança pode colocar os defensores em desvantagem, facilitando o trabalho dos atacantes. A situação destaca a importância de uma comunicação clara e proativa por parte dos fornecedores de tecnologia em relação a questões de segurança.

Meta lança ferramenta para pesquisadores de segurança do WhatsApp

A Meta anunciou a disponibilização do WhatsApp Research Proxy para pesquisadores de bug bounty, visando aprimorar a segurança da plataforma de mensagens. A iniciativa busca facilitar a pesquisa em tecnologias específicas do WhatsApp, que continua sendo um alvo atrativo para atores patrocinados por estados e fornecedores de spyware. Nos últimos 15 anos, a Meta pagou mais de US$ 25 milhões em recompensas a mais de 1.400 pesquisadores, com mais de US$ 4 milhões pagos apenas neste ano. Entre as vulnerabilidades descobertas, destaca-se uma falha de validação incompleta em versões anteriores do WhatsApp, que poderia permitir que um usuário processasse conteúdo de URLs arbitrárias em dispositivos de outros usuários, embora não haja evidências de exploração dessa falha. Além disso, a Meta implementou proteções contra scraping após a descoberta de um método que poderia expor dados de 3,5 bilhões de usuários do WhatsApp. A empresa reafirmou que as mensagens dos usuários permanecem seguras devido à criptografia de ponta a ponta. A pesquisa também revelou números significativos de contas do WhatsApp em países onde o aplicativo é banido, como China e Myanmar.

Google corrige falhas críticas no Chrome com exploração ativa

No dia 18 de novembro de 2025, o Google lançou atualizações de segurança para seu navegador Chrome, abordando duas falhas críticas, incluindo uma que está sendo ativamente explorada. A vulnerabilidade identificada como CVE-2025-13223, com uma pontuação CVSS de 8.8, é uma falha de confusão de tipo no motor V8 do JavaScript e WebAssembly, que pode permitir a execução de código arbitrário ou causar falhas no programa. Segundo o NIST, essa falha pode ser explorada por atacantes remotos através de uma página HTML manipulada. O especialista Clément Lecigne, do Google Threat Analysis Group, descobriu a vulnerabilidade em 12 de novembro de 2025. O Google confirmou que um exploit para essa falha já está disponível na internet. Além disso, a atualização também corrige outra vulnerabilidade de confusão de tipo (CVE-2025-13224), também com pontuação 8.8, identificada por um agente de inteligência artificial do Google. Para se proteger, os usuários devem atualizar o Chrome para as versões 142.0.7444.175/.176 para Windows, 142.0.7444.176 para macOS e 142.0.7444.175 para Linux. É recomendado que usuários de navegadores baseados em Chromium, como Microsoft Edge e Brave, também apliquem as correções assim que disponíveis.

Vulnerabilidades críticas em motores de IA afetam Nvidia e outras empresas

Pesquisadores da Oligo identificaram vulnerabilidades graves em motores de inferência de inteligência artificial, impactando grandes empresas como Meta, Microsoft e Nvidia. As falhas, que permitem a execução de código remoto, estão ligadas ao uso inseguro do ZeroMQ e à desserialização de dados com o módulo pickle do Python, resultando em um padrão de vulnerabilidade denominado ShadowMQ. A principal brecha foi encontrada no framework Llama da Meta, classificada como CVE-2024-50050, com um score CVSS de 6,3/9,3, que foi corrigida em outubro de 2025. Outras tecnologias, como a TensorRT-LLM da Nvidia e o Sarathi-Serve da Microsoft, também apresentaram falhas, com algumas ainda sem correção. A exploração dessas vulnerabilidades pode permitir que invasores executem códigos arbitrários, aumentem privilégios e até roubem modelos de IA. A situação é crítica, pois comprometer um único motor de inferência pode ter consequências severas, como a inserção de agentes maliciosos nas LLMs. O alerta é para que as empresas revisem suas implementações e apliquem as correções necessárias para evitar possíveis ataques.

Clientes da Fortinet devem atualizar imediatamente após falha de segurança

A Fortinet emitiu um alerta urgente para seus clientes após a descoberta de uma vulnerabilidade crítica em seu firewall de aplicação web, o FortiWeb. Identificada como CVE-2025-64446, essa falha permite que atacantes não autenticados executem comandos administrativos no sistema, apresentando um risco significativo. A vulnerabilidade afeta as versões 7.0.0 a 8.0.1 do FortiWeb e foi corrigida na versão 8.0.2. A gravidade da falha foi classificada com um escore de 9.8 em 10, indicando a necessidade de ação imediata. A Fortinet recomenda que os usuários apliquem o patch ou desativem as interfaces HTTP/HTTPS expostas à internet. A vulnerabilidade já está sendo explorada ativamente, conforme relatórios de pesquisadores de segurança. A CISA (Cybersecurity and Infrastructure Security Agency) incluiu essa falha em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas, exigindo que agências federais tomem medidas até 21 de novembro. A situação destaca a importância de manter sistemas atualizados e monitorar logs para detectar possíveis modificações não autorizadas.

A lacuna de exposição em IA pode ser o maior problema de segurança

Um novo relatório da Tenable destaca a crescente preocupação com a segurança em ambientes que utilizam inteligência artificial (IA). Com 89% das organizações já implementando ou testando cargas de trabalho de IA, a pesquisa revela que apenas 22% das empresas classificam e criptografam completamente seus dados de IA, deixando 78% vulneráveis a ataques. Além disso, 34% dos adotantes de IA já enfrentaram violações relacionadas à tecnologia, sendo que a maioria dessas falhas decorre de vulnerabilidades internas e não de ataques sofisticados aos modelos de IA. As principais causas de brechas incluem vulnerabilidades de software (21%) e ameaças internas (18%). A Tenable alerta que as empresas estão escalando suas operações de IA mais rapidamente do que conseguem garantir a segurança, resultando em defesas reativas. A pesquisa também indica que cerca de 51% das empresas seguem diretrizes mínimas, como o NIST AI Risk Management Framework, e apenas 26% realizam testes de segurança específicos para IA. Para mitigar a ’lacuna de exposição em IA’, a Tenable recomenda que as empresas priorizem controles fundamentais, como governança de identidade e monitoramento de configurações, para estabelecer uma postura de segurança robusta.

Google reduz vulnerabilidades de segurança no Android com Rust

O Google anunciou que a adoção da linguagem de programação Rust no Android resultou em uma queda significativa nas vulnerabilidades de segurança relacionadas à memória, que agora representam menos de 20% do total. Jeff Vander Stoep, do Google, destacou que a transição para Rust trouxe uma redução de 1000 vezes na densidade de vulnerabilidades de segurança de memória em comparação ao código em C e C++. Além disso, as mudanças em Rust têm uma taxa de reversão quatro vezes menor e demandam 25% menos tempo em revisão de código, tornando o desenvolvimento não apenas mais seguro, mas também mais ágil. Desde 2019, o número de vulnerabilidades de segurança de memória caiu de 223 para menos de 50 em 2024. O Google planeja expandir o uso de Rust em outras partes do ecossistema Android, como no kernel e em aplicativos críticos. Apesar dos avanços, a empresa enfatiza a importância de uma abordagem de defesa em profundidade, ressaltando que as características de segurança da linguagem são apenas uma parte de uma estratégia abrangente. Um exemplo de vulnerabilidade descoberta foi a CVE-2025-48530, que poderia ter permitido execução remota de código, mas foi corrigida antes de ser divulgada publicamente.

CISA alerta sobre falhas exploradas da Cisco atualize agora

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre duas vulnerabilidades críticas nos firewalls da Cisco, identificadas como CVE-2025-20333 e CVE-2025-20362. Essas falhas, descobertas em setembro de 2025, estão sendo ativamente exploradas por grupos de ataque, incluindo a campanha ArcaneDoor, que tem como alvo redes governamentais. Apesar das diretrizes de emergência da CISA, que exigiam que as agências federais aplicassem patches em 24 horas, mais de 32.000 dispositivos ainda permanecem vulneráveis. A CISA observou que várias organizações acreditavam ter aplicado as atualizações necessárias, mas não o fizeram corretamente, o que as deixou expostas a ataques de malware e ransomware. A Cisco já havia alertado que as falhas eram exploradas como zero-days, afetando dispositivos da série 5500-X com serviços web habilitados. A CISA recomenda que todas as organizações verifiquem se as atualizações corretas foram aplicadas e sugere ações adicionais para mitigar os riscos em dispositivos ainda não atualizados.

Hackers Usam Servidor MCP Malicioso para Injetar Código e Controlar Navegador

Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade crítica no Cursor, um editor de código popular impulsionado por IA, que permite a atacantes executar código JavaScript arbitrário através de servidores Model Context Protocol (MCP) maliciosos. A falha explora a falta de verificação de integridade nas funcionalidades específicas do Cursor, ao contrário dos controles de segurança mais robustos do VS Code. Ao registrar um servidor MCP local, os atacantes conseguem contornar as proteções embutidas e injetar JavaScript malicioso diretamente no DOM do navegador. O ataque pode roubar credenciais ao substituir páginas de login legítimas por interfaces de phishing, coletando informações do usuário sem que ele perceba. Essa vulnerabilidade não se limita ao roubo de credenciais, pois permite que os atacantes realizem qualquer ação que o usuário possa executar, escalando privilégios e modificando componentes do sistema. A situação é alarmante, pois os servidores MCP operam com permissões amplas, tornando-se alvos atrativos para ameaças. Os desenvolvedores devem revisar cuidadosamente todos os servidores MCP e extensões antes da instalação e implementar camadas adicionais de segurança. As organizações devem monitorar o uso de servidores MCP e considerar soluções empresariais que ofereçam proteção contra ataques à cadeia de suprimentos.

Múltiplas falhas no Cisco Unified CCX permitem execução de comandos arbitrários

A Cisco divulgou vulnerabilidades críticas de execução remota de código que afetam o Cisco Unified Contact Center Express (CCX), expondo organizações a riscos severos de segurança. O aviso detalha duas vulnerabilidades independentes no processo de Java Remote Method Invocation (RMI), que podem permitir que atacantes não autenticados obtenham controle total do sistema, incluindo privilégios de nível root. As falhas representam uma ameaça significativa para operações de contact center em todo o mundo, pois podem ser exploradas sem autenticação ou interação do usuário. A primeira vulnerabilidade permite o upload de arquivos arbitrários e a execução de comandos com permissões de root. A segunda permite que atacantes contornem mecanismos de autenticação na aplicação CCX Editor, criando a ilusão de acesso legítimo. Ambas as vulnerabilidades possuem pontuações CVSS de 9.8 e 9.4, respectivamente, indicando níveis críticos de severidade. A Cisco recomenda que as organizações que utilizam versões vulneráveis do CCX atualizem imediatamente para as versões corrigidas, uma vez que não existem alternativas de mitigação. A rápida remediação é essencial para proteger a infraestrutura crítica dos contact centers.

Vulnerabilidades críticas em motores de IA expõem riscos de segurança

Pesquisadores de cibersegurança identificaram vulnerabilidades críticas de execução remota de código em motores de inferência de inteligência artificial (IA) de grandes empresas como Meta, Nvidia e Microsoft, além de projetos open-source como vLLM e SGLang. O problema central está relacionado ao uso inseguro do ZeroMQ (ZMQ) e à desserialização do Python, resultando em um padrão denominado ShadowMQ. A vulnerabilidade mais significativa foi encontrada no framework Llama da Meta (CVE-2024-50050), que permitia a execução de código arbitrário ao desserializar dados maliciosos. Outras plataformas, como NVIDIA TensorRT-LLM e Microsoft Sarathi-Serve, também apresentaram falhas semelhantes. A exploração dessas vulnerabilidades pode permitir que atacantes executem código arbitrário, escalem privilégios e até realizem roubo de modelos de IA. Com a rápida evolução dos projetos de IA, a reutilização de código inseguro se torna um risco crescente. Além disso, um novo relatório revelou que técnicas de injeção de JavaScript podem comprometer navegadores integrados em editores de código, aumentando ainda mais as preocupações de segurança. É crucial que as empresas adotem medidas de mitigação, como desativar recursos de execução automática e auditar servidores de integração.

Vulnerabilidade Zero-Day da Fortinet FortiWeb é Explorável para Sequestro de Contas Admin

Uma grave vulnerabilidade zero-day no Fortinet FortiWeb está sendo ativamente explorada por cibercriminosos, permitindo acesso total a contas de administrador do firewall de aplicações web sem necessidade de autenticação. Essa falha de segurança afeta organizações globalmente que utilizam o FortiWeb para proteger suas aplicações web contra tráfego malicioso. A vulnerabilidade foi divulgada em 6 de outubro de 2025, após ser descoberta por pesquisadores da empresa Defused, que a identificaram em sua infraestrutura de honeypots. Testes realizados pela Rapid7 confirmaram a eficácia do exploit contra a versão 8.0.1 do FortiWeb, lançada em agosto de 2025, permitindo a criação de contas de administrador maliciosas. Embora a versão mais recente, 8.0.2, tenha mostrado respostas de ‘403 Forbidden’ durante tentativas de exploração, organizações que ainda operam versões anteriores enfrentam riscos significativos. A Fortinet ainda não forneceu orientações oficiais ou um identificador CVE para essa vulnerabilidade, o que levanta preocupações sobre sua abrangência. As organizações são aconselhadas a atualizar imediatamente para a versão 8.0.2 ou a remover interfaces de gerenciamento da exposição pública na internet.

Falha Crítica no Imunify360 AV Expõe 56M de Sites Linux a Execução Remota de Código

Uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código foi descoberta e corrigida no Imunify360 AV, um produto de segurança que protege aproximadamente 56 milhões de websites em todo o mundo. A falha, identificada em versões anteriores à v32.7.4.0, permite que atacantes executem comandos arbitrários em servidores vulneráveis, comprometendo completamente o ambiente de hospedagem. A vulnerabilidade se origina de uma lógica de desofuscação defeituosa que processa funções não confiáveis e cargas úteis extraídas de amostras de malware fornecidas por atacantes. O Imunify360 AV, que opera com privilégios de root por padrão, aumenta os riscos de escalonamento em ambientes de hospedagem compartilhada. A empresa-mãe, CloudLinux, não emitiu um aviso oficial sobre a segurança, embora a gravidade do problema tenha sido documentada em seu portal de suporte. Administradores que utilizam versões afetadas devem aplicar atualizações de segurança imediatamente ou, se não for possível, restringir o ambiente de execução. Este é o segundo incidente crítico de RCE no Imunify360, seguindo um evento semelhante em 2021.

Vulnerabilidade de bypass de autenticação no Fortinet Fortiweb WAF

Pesquisadores de cibersegurança alertam sobre uma vulnerabilidade de bypass de autenticação no Fortinet FortiWeb WAF, que pode permitir que atacantes assumam contas de administrador e comprometam completamente o dispositivo. A equipe watchTowr identificou a exploração ativa dessa vulnerabilidade, que foi silenciosamente corrigida na versão 8.0.2 do produto. A falha permite que atacantes realizem ações como usuários privilegiados, com foco na adição de novas contas de administrador como um mecanismo de persistência. A empresa conseguiu reproduzir a vulnerabilidade e criou uma prova de conceito, além de disponibilizar uma ferramenta para identificar dispositivos vulneráveis. O vetor de ataque envolve o envio de um payload específico via requisição HTTP POST para criar contas de administrador. Até o momento, a identidade do ator por trás dos ataques é desconhecida, e a Fortinet ainda não publicou um aviso oficial ou atribuiu um identificador CVE. A Rapid7 recomenda que organizações que utilizam versões anteriores à 8.0.2 do FortiWeb tratem a vulnerabilidade com urgência, já que a exploração indiscriminada sugere que dispositivos não corrigidos podem já estar comprometidos.

Microsoft corrige 63 falhas de segurança no Windows

A Microsoft lançou um pacote de correções em 11 de novembro de 2025, abordando 63 falhas de segurança no Windows, incluindo uma vulnerabilidade crítica de dia zero, identificada como CVE-2025-62215. Dentre as falhas corrigidas, quatro foram classificadas como críticas e 59 como importantes. As vulnerabilidades incluem 29 relacionadas à escalada de privilégios, 16 à execução remota de código e 11 à divulgação de informações. A falha de dia zero, descoberta pelo Centro de Inteligência de Ameaças da Microsoft, permitia que um invasor, já com acesso ao sistema, aumentasse seus privilégios localmente devido a uma condição de corrida no kernel do Windows. Essa falha poderia permitir que hackers sobrescrevessem a memória do sistema, sequestrando o fluxo de execução. A Microsoft não divulgou detalhes sobre a exploração da vulnerabilidade, mas especialistas acreditam que ela pode ter sido utilizada em ataques de phishing ou outras falhas. As correções se somam a 27 vulnerabilidades já solucionadas desde a última atualização de segurança do Edge, em outubro de 2025.

Vulnerabilidade no PAN-OS da Palo Alto permite reinicialização de firewalls

Uma vulnerabilidade crítica de negação de serviço foi identificada no software PAN-OS da Palo Alto Networks, permitindo que atacantes não autenticados reinicializem remotamente firewalls ao enviar pacotes maliciosos. Essa falha afeta as versões do PAN-OS em firewalls da série PA, da série VM e em implementações do Prisma Access, embora as instalações do Cloud NGFW não sejam impactadas. Os pesquisadores de segurança alertam que tentativas repetidas de reinicialização podem colocar os firewalls em modo de manutenção, desativando suas capacidades de proteção e expondo as organizações a ataques secundários. A Palo Alto Networks atribuiu uma pontuação CVSS de 8.7 a essa vulnerabilidade, classificando-a como de severidade média, mas com urgência moderada. A falha se origina de verificações inadequadas para condições excepcionais e requer que as organizações afetadas atualizem para versões corrigidas do software. A empresa não encontrou evidências de exploração ativa até o momento, mas recomenda que as atualizações sejam priorizadas para restaurar a resiliência dos firewalls e evitar possíveis ataques de negação de serviço.

A corrida por cada nova CVE a velocidade dos ataques cibernéticos

Um estudo recente revela que entre 50% e 61% das vulnerabilidades recém-divulgadas têm seu código de exploração desenvolvido em até 48 horas. Com base no catálogo de vulnerabilidades conhecidas da CISA, centenas de falhas de software são rapidamente alvo de ataques após sua divulgação. Essa dinâmica cria uma corrida global entre atacantes e defensores, onde os primeiros operam em velocidade de máquina, enquanto as equipes de TI e segurança atuam em ritmo humano. A automação se tornou essencial, pois a tradicional abordagem de patching mensal ou trimestral já não é suficiente. Os atacantes, que operam com scripts automatizados e inteligência artificial, conseguem explorar vulnerabilidades críticas antes que as organizações tenham tempo de analisá-las ou aplicar correções. Além disso, os atacantes podem se dar ao luxo de falhar em suas tentativas, enquanto os defensores precisam garantir uma estabilidade quase perfeita. Para enfrentar essa nova realidade, as organizações devem adotar sistemas de resposta automatizados e políticas de remediação ágeis, que permitam uma defesa mais rápida e eficaz. A automação não apenas reduz a carga de trabalho das equipes de segurança, mas também melhora a eficiência na aplicação de patches e na resposta a incidentes, tornando a defesa cibernética um processo adaptativo e autossustentável.

Vulnerabilidade de Cross-Site Scripting Descoberta no Citrix NetScaler ADC e Gateway

Uma vulnerabilidade crítica de Cross-Site Scripting (XSS) foi identificada nas plataformas Citrix NetScaler ADC e Gateway, afetando milhares de organizações globalmente. Classificada como CVE-2025-12101, essa falha permite que atacantes injetem scripts maliciosos em páginas web servidas por instâncias vulneráveis do NetScaler, possibilitando o sequestro de sessões, roubo de credenciais e a instalação de malware. Pesquisadores de segurança relataram que a vulnerabilidade já está sendo explorada em ataques reais, especialmente em configurações vulneráveis. As versões afetadas incluem NetScaler ADC e Gateway 14.1 anteriores à 14.1-56.73 e 13.1 anteriores à 13.1-60.32, além de variantes FIPS e versões descontinuadas 12.1 e 13.0, que não recebem mais atualizações de segurança. A Cloud Software Group, responsável pela Citrix, recomenda que as organizações realizem a atualização imediata para versões seguras para mitigar os riscos. A vulnerabilidade foi atribuída uma pontuação CVSSv4 de 5.9, considerada de severidade média, mas que pode subestimar o impacto real devido à exploração ativa. A situação exige atenção urgente, especialmente de empresas que utilizam o NetScaler para autenticação e acesso remoto seguro.

CISA alerta sobre vulnerabilidade crítica no WatchGuard Firebox

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre uma vulnerabilidade crítica no firewall WatchGuard Firebox, identificada como CVE-2025-9242. Essa falha, classificada como um erro de gravação fora dos limites (out-of-bounds write), permite que atacantes remotos e não autenticados explorem a vulnerabilidade sem necessidade de credenciais. A exploração dessa falha pode resultar em controle total sobre os dispositivos afetados, comprometendo a segurança da rede. A CISA incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploited (KEV) após a confirmação de sua exploração ativa. A agência estabeleceu um prazo rigoroso até 3 de dezembro de 2025 para que as organizações implementem correções, enfatizando a urgência da situação. As organizações são aconselhadas a verificar a disponibilidade de patches e a revisar logs de firewall em busca de atividades suspeitas. Embora não tenham sido relatadas campanhas de ransomware explorando essa vulnerabilidade até o momento, a CISA alerta que a ausência de ataques não deve ser interpretada como segurança. A falha representa um risco significativo para a integridade da rede e a proteção de dados sensíveis.

Ônibus elétricos chineses podem ser alvo de cibercriminosos?

O governo do Reino Unido, em colaboração com o National Cyber Security Centre, está investigando a possibilidade de que ônibus elétricos fabricados na China, especificamente pela Yutong, estejam vulneráveis a ataques cibernéticos. A preocupação surgiu após a operadora norueguesa Ruter identificar falhas nos sistemas de bordo dos veículos. A Yutong, que fornece ônibus para diversos países europeus, possui acesso direto aos sistemas digitais dos veículos, permitindo atualizações de software e diagnósticos remotos. Essa situação levanta questões sobre a segurança do transporte público, uma vez que, se exploradas, essas vulnerabilidades poderiam permitir que cibercriminosos desativassem os ônibus remotamente. Apesar das alegações de vulnerabilidade, a Pelican, responsável pela importação dos ônibus, defende que os veículos atendem a rigorosas certificações de segurança. O Departamento de Transportes do Reino Unido está ciente da situação e trabalha para mitigar os riscos. A Ruter também afirmou que pode desconectar a rede elétrica dos ônibus removendo o cartão SIM, garantindo o controle em caso de emergência.

Navegador é porta de entrada para riscos digitais às empresas, aponta pesquisa

Um novo relatório, o Browser Security Report 2025, revela que a forma como os navegadores são utilizados nas empresas pode ser a principal fonte de ataques cibernéticos. O estudo destaca que vulnerabilidades no navegador, como extensões maliciosas e prompts enganosos, são responsáveis por muitos riscos relacionados à identidade e ao uso de inteligência artificial (IA). Quase metade dos funcionários utiliza ferramentas de IA em contas não monitoradas, aumentando a exposição a ameaças. O relatório aponta que 77% dos casos analisados envolveram cópias de dados em prompts de IA, com 82% ocorrendo em contas pessoais. Além disso, 99% dos usuários utilizam extensões, e 6% delas são consideradas maliciosas. A pesquisa alerta que 60% dos logins corporativos não utilizam autenticação única, dificultando o controle de acesso. Diante desse cenário, é crucial que as empresas adotem medidas de segurança mais rigorosas, como monitoramento de dados copiados e uso de extensões seguras, para evitar vazamentos de informações e ataques cibernéticos.

Amazon revela ataques a falhas zero-day em software da Cisco e Citrix

A equipe de inteligência da Amazon anunciou a descoberta de ataques cibernéticos que exploram vulnerabilidades zero-day em softwares da Cisco e Citrix. As falhas identificadas são a CVE-2025-5777, conhecida como Citrix Bleed 2, e a CVE-2025-20337, que afeta o Mecanismo de Identidade da Cisco. A primeira permite burlar autenticações no NetScaler ADC da Citrix, enquanto a segunda possibilita a execução remota de códigos sem autenticação, comprometendo o sistema operacional. Ambas as vulnerabilidades foram corrigidas em julho de 2025, mas a Amazon identificou que hackers estavam ativamente explorando essas falhas, utilizando um web shell customizado para se infiltrar em sistemas. Este backdoor, disfarçado como um componente legítimo, consegue operar na memória e monitorar requisições HTTP, utilizando técnicas de encriptação para evitar detecção. O Diretor de Segurança da Informação da Amazon, CJ Moses, destacou a necessidade de estratégias de defesa robustas para proteger a infraestrutura crítica de identidade e controle de acesso às redes, evidenciando o alto nível de sofisticação dos atacantes.

SAP corrige sérias falhas de segurança - saiba como se proteger

Recentemente, a SAP lançou um patch crítico para corrigir vulnerabilidades significativas em seu SAP Solution Manager, que possui milhares de organizações usuárias. A falha, identificada como CVE-2025-42887, permite a injeção de código não autenticado, possibilitando que atacantes assumam o controle total do sistema. Com uma pontuação de severidade de 9.9/10, essa vulnerabilidade representa um risco elevado à confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados. Além disso, a SAP também corrigiu outra falha crítica, CVE-2024-42890, relacionada ao SQL Anywhere Monitor, que apresenta credenciais hardcoded, expondo recursos a usuários não autorizados. Os especialistas da SecurityBridge, que descobriram as falhas, alertam que a aplicação do patch deve ser feita imediatamente, já que a divulgação pública pode acelerar o desenvolvimento de exploits. A atualização foi parte do Patch Day de novembro de 2025, que abordou um total de 18 novas vulnerabilidades e atualizações de falhas já conhecidas.

Vulnerabilidade crítica do Microsoft SQL Server permite escalonamento de privilégios

A Microsoft divulgou uma atualização de segurança para corrigir uma vulnerabilidade crítica no Microsoft SQL Server, identificada como CVE-2025-59499. Classificada como uma falha de elevação de privilégios, essa vulnerabilidade possui um score CVSS de 8.8 e afeta diversas versões do SQL Server, incluindo 2022, 2019, 2017 e 2016. O problema decorre da neutralização inadequada de elementos especiais em comandos SQL, permitindo que atacantes com privilégios baixos criem nomes de banco de dados maliciosos que contenham caracteres de controle SQL. Isso pode resultar na execução de comandos T-SQL arbitrários, comprometendo o contexto de segurança do processo em execução. Se o processo estiver sob funções de alto privilégio, como sysadmin, o atacante pode obter controle administrativo total.

Microsoft corrige 63 vulnerabilidades de segurança em software

Na última terça-feira, a Microsoft lançou patches para 63 novas vulnerabilidades de segurança em seus softwares, incluindo uma que está sendo ativamente explorada. Dentre as falhas, quatro são classificadas como Críticas e 59 como Importantes. A vulnerabilidade zero-day CVE-2025-62215, com um score CVSS de 7.0, é uma falha de escalonamento de privilégios no Windows Kernel, permitindo que um atacante autorizado eleve seus privilégios locais. Para explorar essa falha, o invasor precisa já ter acesso ao sistema e utilizar um aplicativo especialmente elaborado para provocar uma condição de corrida. Além disso, foram corrigidas falhas críticas relacionadas a buffer overflow que podem resultar em execução remota de código. A vulnerabilidade no Kerberos (CVE-2025-60704), que permite a um atacante assumir o controle de um domínio, também é preocupante, pois pode ser explorada por quem já possui acesso inicial ao sistema. As atualizações são essenciais para proteger as organizações, especialmente aquelas que utilizam Active Directory. É fundamental que as empresas brasileiras realizem a atualização de seus sistemas para mitigar esses riscos.

Segurança do Active Directory O alvo preferido dos cibercriminosos

O Active Directory (AD) é fundamental para a autenticação em mais de 90% das empresas da Fortune 1000, especialmente em ambientes híbridos e na nuvem. Sua complexidade crescente torna-o um alvo atrativo para atacantes, que podem comprometer o AD para obter acesso privilegiado a toda a rede. O ataque à Change Healthcare em 2024 exemplifica os riscos: hackers exploraram a falta de autenticação multifatorial, comprometeram o AD e causaram interrupções significativas nos cuidados com os pacientes, resultando em milhões em resgates. Técnicas comuns de ataque incluem Golden Ticket, DCSync e Kerberoasting, que aproveitam vulnerabilidades como senhas fracas e contas de serviço mal gerenciadas. A fragmentação da segurança entre equipes de nuvem e locais agrava a situação, criando lacunas de visibilidade. Para mitigar esses riscos, é essencial implementar políticas de senhas robustas, gerenciamento de acesso privilegiado e monitoramento contínuo. A segurança do AD deve ser um processo contínuo, com atenção constante às novas vulnerabilidades e técnicas de ataque.

Amazon revela exploração de falhas críticas em Cisco e Citrix

A equipe de inteligência de ameaças da Amazon divulgou que um ator de ameaça avançado explorou duas falhas de segurança zero-day em produtos da Cisco e Citrix, visando implantar malware personalizado. As vulnerabilidades identificadas são a CVE-2025-5777, uma falha de validação de entrada no Citrix NetScaler ADC, e a CVE-2025-20337, uma vulnerabilidade de execução remota de código no Cisco Identity Services Engine (ISE). Ambas foram corrigidas em 2025, mas foram ativamente exploradas antes da correção. A exploração da CVE-2025-20337 resultou na implantação de um web shell disfarçado como um componente legítimo do Cisco ISE, evidenciando a sofisticação do ataque. A Amazon descreveu o ator como altamente capacitado, capaz de utilizar múltiplas exploits zero-day, o que ressalta a necessidade de as organizações implementarem estratégias de defesa em profundidade e capacidades robustas de detecção de comportamentos anômalos. O relatório destaca que mesmo sistemas bem configurados podem ser vulneráveis a esses tipos de ataques, enfatizando a importância de limitar o acesso a portais de gerenciamento privilegiados.

Firefox lança atualização de segurança para corrigir vulnerabilidades críticas

No dia 11 de novembro de 2025, a Mozilla lançou a versão 145 do Firefox para corrigir múltiplas vulnerabilidades de segurança que poderiam permitir a execução de código arbitrário nos sistemas dos usuários. A atualização aborda 16 CVEs, sendo que oito delas foram classificadas como de alta severidade. A falha mais crítica, CVE-2025-13027, é um conjunto de bugs de segurança de memória identificados pela equipe de Fuzzing da Mozilla. Esses problemas podem ser explorados por atacantes para executar código remotamente, potencialmente contornando as proteções do navegador e comprometendo dispositivos inteiros.

Vulnerabilidade 0-Day do Kernel do Windows é Ativamente Exploradas

Uma nova vulnerabilidade 0-day no Kernel do Windows, identificada como CVE-2025-62215, está sendo ativamente explorada para escalonamento de privilégios. Publicada em 11 de novembro de 2025, a falha é classificada como importante e resulta da execução concorrente de código que utiliza um recurso compartilhado sem a devida sincronização, caracterizando uma condição de corrida. Além disso, a vulnerabilidade envolve gerenciamento inadequado de memória, criando um cenário de ‘double free’ que permite que atacantes escalem privilégios ao serem bem-sucedidos na exploração.

Vulnerabilidade no Editor de Texto Lite XL Permite Execução de Código Arbitrário

O Lite XL, um editor de texto leve amplamente utilizado por desenvolvedores, apresenta duas vulnerabilidades críticas que podem permitir a execução de código arbitrário em sistemas afetados. As falhas foram divulgadas em 11 de novembro de 2025 e afetam todas as versões anteriores à 2.1.8. A primeira vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-12120, permite a execução automática de arquivos .lite_project.lua sem a confirmação do usuário, o que significa que abrir um projeto malicioso pode executar código não confiável com os mesmos privilégios do editor. A segunda falha, CVE-2025-12121, está relacionada à função legada system.exec, que constrói comandos de shell sem a devida sanitização, permitindo a execução de comandos arbitrários. Ambas as vulnerabilidades representam riscos significativos para desenvolvedores que trabalham com códigos não confiáveis, pois um ator malicioso pode injetar código em repositórios de código aberto ou enviar arquivos de projeto manipulados. Os usuários são aconselhados a atualizar imediatamente para versões que incluam correções de segurança, que implementam medidas de proteção e removem funções inseguras.

Falha no WinRAR é explorada pelo APT-C-08 em ataques a governos

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova onda de ataques do grupo APT-C-08, também conhecido como BITTER, que utiliza uma vulnerabilidade de travessia de diretórios no WinRAR (CVE-2025-6218). Este grupo, vinculado a um estado do Sul da Ásia, é conhecido por suas campanhas de espionagem direcionadas a instituições governamentais, de defesa e acadêmicas. A falha, presente nas versões 7.11 e anteriores do WinRAR, permite que atacantes contornem limites normais de diretórios durante a extração de arquivos. Ao manipular caminhos de arquivos, os invasores conseguem extrair arquivos maliciosos em diretórios protegidos do sistema da vítima.

Vulnerabilidade no Monsta FTP expõe milhares de sites a invasões

Uma vulnerabilidade crítica no gerenciador de arquivos Monsta FTP foi descoberta pela empresa de cibersegurança watchTowr, permitindo que hackers realizassem uploads de arquivos sem autenticação. Essa falha, identificada como CVE-2025-34299, possibilita a execução de códigos maliciosos em servidores web, afetando tanto usuários privados quanto instituições financeiras. A vulnerabilidade foi encontrada em versões anteriores à 2.10.4 e se mostrou grave, pois permitia que invasores salvassem arquivos em qualquer local do servidor, comprometendo a segurança de aproximadamente 5.000 sessões FTP disponíveis na internet. A Monsta FTP foi notificada em agosto de 2025 e lançou um patch de correção na versão 2.11.3, recomendando que todos os usuários atualizassem imediatamente para evitar invasões. A situação destaca a importância de manter softwares atualizados e a necessidade de vigilância constante em relação a vulnerabilidades conhecidas.

Nova falha no ChatGPT permite roubo de dados e histórico de conversas

Um relatório da Tenable Research revelou sete falhas de segurança na plataforma ChatGPT da OpenAI, que podem ser exploradas por cibercriminosos para roubar dados dos usuários e até controlar o chatbot. A principal vulnerabilidade identificada é a ‘injeção de prompt’, onde hackers enviam instruções maliciosas ao ChatGPT sem que o usuário perceba. Os especialistas demonstraram duas formas de ataque: a primeira envolve a inserção de um comentário malicioso em um blog, que pode ser ativado quando o usuário pede um resumo ao ChatGPT. A segunda é um ataque de clique zero, onde o hacker cria um site que, ao ser indexado pelo ChatGPT, pode comprometer o usuário sem qualquer interação. Além disso, a falha de ‘injeção de memória’ permite que comandos maliciosos sejam salvos no histórico do usuário, possibilitando o roubo de dados sensíveis em interações futuras. A OpenAI foi notificada sobre essas vulnerabilidades, que afetam os modelos ChatGPT 4o e GPT-5, mas ainda não há informações sobre correções.

Após roubo no Louvre, Proton oferece proteção de senhas gratuita

O recente roubo no Museu do Louvre expôs falhas de segurança digital em instituições culturais, revelando que a senha do sistema de câmeras de vigilância era simplesmente ’louvre’. Essa vulnerabilidade, já sinalizada por especialistas em segurança, gerou preocupações sobre a proteção do patrimônio cultural. Em resposta, a empresa suíça Proton anunciou que fornecerá gratuitamente por dois anos seu serviço Proton Pass Professional para museus, bibliotecas e galerias em todo o mundo. O Proton Pass é um gerenciador de senhas que ajuda a criar e gerenciar senhas fortes, além de monitorar possíveis vazamentos de dados. A iniciativa visa fortalecer a segurança digital dessas instituições, que frequentemente investem em segurança física, mas negligenciam a proteção de suas infraestruturas digitais. A oferta, válida até o final de 2025, é um chamado para que o setor cultural priorize a segurança digital com a mesma seriedade que aplica à proteção de suas coleções físicas.

Vulnerabilidade 0-Day no Synology BeeStation Permite Execução Remota de Código

A Synology divulgou uma atualização crítica para corrigir uma vulnerabilidade severa no BeeStation OS, identificada durante o evento PWN2OWN 2025. A falha, classificada como CVE-2025-12686, permite que atacantes remotos executem código arbitrário sem necessidade de autenticação ou interação do usuário, representando uma ameaça imediata para os dispositivos afetados. Essa vulnerabilidade é resultado de uma fraqueza de buffer overflow no sistema operacional, que possibilita a violação de limites de rede e a comprometimento de sistemas. Com uma pontuação CVSS de 9.8, a vulnerabilidade exige ação imediata dos usuários, pois a exploração bem-sucedida concede controle total sobre os sistemas BeeStation, permitindo o roubo de dados sensíveis e a movimentação lateral na rede. Todas as versões do BeeStation OS, de 1.0 a 1.3, estão vulneráveis, e a Synology recomenda que os usuários atualizem para a versão 1.3.2-65648 ou superior. A atualização unificada corrige a falha em todas as versões afetadas, e é crucial que os usuários verifiquem imediatamente a versão do seu sistema e apliquem o patch. Além disso, é aconselhável monitorar atividades suspeitas, especialmente se houver suspeita de comprometimento antes da atualização.

Múltiplas vulnerabilidades no Ivanti Endpoint Manager permitem escrita de arquivos

A Ivanti lançou atualizações de segurança críticas para corrigir três vulnerabilidades de alta severidade no Ivanti Endpoint Manager, que afetam a versão 2024 SU3 SR1 e anteriores. As falhas permitem que atacantes autenticados escrevam arquivos arbitrários em qualquer local do disco de um sistema, o que pode levar a acessos não autorizados e comprometimento do sistema. A vulnerabilidade mais crítica, identificada como CVE-2025-10918, resulta de permissões padrão inseguras no agente do Endpoint Manager, com uma pontuação CVSS de 7.1, indicando um alto risco à segurança do sistema. A exploração dessas vulnerabilidades requer acesso local e credenciais de autenticação válidas. Embora a Ivanti não tenha encontrado evidências de exploração por parte de clientes até o momento, a empresa recomenda que as organizações atualizem imediatamente para a versão 2024 SU4, que corrige todas as falhas. Além disso, as equipes de segurança devem auditar suas implementações do Endpoint Manager e monitorar atividades suspeitas de criação de arquivos em locais inesperados para detectar tentativas de exploração.

OWASP divulga lista dos 10 principais riscos de segurança de 2025

O Open Web Application Security Project (OWASP) lançou a oitava edição de sua lista dos 10 principais riscos de segurança para 2025, trazendo mudanças significativas que refletem a evolução das ameaças à segurança de aplicações. Entre as novidades, destacam-se duas novas categorias: ‘Falhas na Cadeia de Suprimentos de Software’, que ocupa a terceira posição, e ‘Mau Manuseio de Condições Excepcionais’, na décima posição. A primeira categoria aborda as vulnerabilidades que surgem em todo o ecossistema de dependências de software, enquanto a segunda trata de erros lógicos e manuseio inadequado de erros em situações anormais. A lista também revela que o ‘Controle de Acesso Quebrado’ continua sendo a principal preocupação, afetando 3,73% das aplicações testadas. Além disso, ‘Configuração de Segurança’ subiu para a segunda posição, refletindo um aumento nas falhas de configuração. A análise incluiu 589 Common Weakness Enumerations (CWEs) e cerca de 175.000 registros CVE, destacando a importância de uma abordagem proativa na segurança de aplicações. Com a crescente ênfase na segurança da cadeia de suprimentos e no tratamento adequado de erros, a lista serve como um documento essencial para desenvolvedores e equipes de segurança em todo o mundo.

Abuso de 0-Day do Triofox Permite Execução Remota de Códigos Maliciosos

Pesquisadores de cibersegurança da Mandiant descobriram uma vulnerabilidade crítica de zero-day na plataforma de compartilhamento de arquivos Triofox, da Gladinet, identificada como CVE-2025-12480. Desde 24 de agosto de 2025, o grupo de ameaças UNC6485 tem explorado essa falha para contornar controles de autenticação e executar códigos maliciosos com acesso em nível de sistema. O ataque ocorre em duas etapas: inicialmente, os invasores manipulam os cabeçalhos HTTP para se apresentarem como ’localhost’, permitindo acesso não autorizado a páginas de configuração restritas. A vulnerabilidade reside na função CanRunCriticalPage(), que não valida corretamente a origem das requisições. Após obter acesso, os atacantes criam uma conta de administrador e exploram uma segunda fraqueza no antivírus embutido do Triofox, redirecionando o caminho do scanner para um script malicioso. Isso resulta na execução automática do payload malicioso com privilégios de conta SYSTEM. A Mandiant identificou a intrusão em apenas 16 minutos, alertando para a necessidade de atualização imediata para a versão 16.7.10368.56560 ou posterior. As equipes de segurança devem auditar contas de administrador e monitorar tráfego SSH incomum para detectar compromissos em andamento.

CISA alerta sobre vulnerabilidade crítica em dispositivos móveis Samsung

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta urgente sobre uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (RCE) que afeta dispositivos móveis da Samsung. A falha, localizada na biblioteca libimagecodec.quram.so, permite que atacantes contornem restrições normais de memória e injetem código arbitrário nos dispositivos. Isso possibilita que invasores obtenham controle total sobre os smartphones afetados, sem necessidade de interação do usuário. A vulnerabilidade é classificada como CWE-787 (Escrita Fora dos Limites) e está sendo ativamente explorada em ataques, embora a extensão e os atores específicos ainda estejam sob investigação. A CISA recomenda que os usuários apliquem imediatamente os patches de segurança disponibilizados pela Samsung e, para aqueles que não puderem aplicar as atualizações, é aconselhável interromper o uso dos dispositivos afetados até que as correções estejam disponíveis. A Samsung foi notificada e deve liberar atualizações de segurança através de seus canais habituais. Este incidente ressalta os riscos contínuos associados à segurança de dispositivos móveis e a importância de manter os dispositivos atualizados.

Vulnerabilidade crítica no Triofox permite exploração de ataques

A Mandiant, divisão de defesa contra ameaças da Google, identificou a exploração de uma vulnerabilidade crítica no Triofox, plataforma de compartilhamento de arquivos e acesso remoto da Gladinet. A falha, classificada como CVE-2025-12480 e com uma pontuação CVSS de 9.1, permite que atacantes contornem a autenticação e acessem páginas de configuração, possibilitando o upload e execução de códigos maliciosos. A exploração dessa vulnerabilidade foi observada desde 24 de agosto de 2025, quase um mês após a liberação de patches pela Gladinet. Este é o terceiro incidente de exploração ativa em Triofox neste ano, após outras duas falhas críticas. Os atacantes criaram uma nova conta de administrador nativa, utilizando-a para executar scripts maliciosos que baixavam e instalavam programas de acesso remoto, como Zoho Assist e AnyDesk. Para evitar detecções, foram utilizados túneis criptografados para comunicação com servidores de comando e controle. A Mandiant recomenda que os usuários do Triofox atualizem para a versão mais recente e auditem suas contas administrativas.

Celulares Samsung ameaçados por novo spyware saiba como se proteger

Um novo ataque cibernético está ameaçando dispositivos da Samsung, especialmente os modelos Galaxy S22, S23, S24, Z Fold 4 e Z Flip 4, devido a uma vulnerabilidade crítica identificada como CVE-2025-21042. Essa falha, com uma classificação de severidade de 9.8/10, permite a execução remota de código malicioso, possibilitando que atacantes implantem o spyware ‘LandFall’ através de arquivos de imagem malformados enviados pelo WhatsApp. O spyware é capaz de roubar arquivos, gravar áudio, rastrear localização e acessar mensagens e contatos. Os alvos principais desse ataque estão localizados no Oriente Médio, com o grupo Stealth Falcon, baseado nos Emirados Árabes Unidos, sendo o suspeito por trás da campanha. Especialistas da Palo Alto Networks recomendam que os usuários da Samsung mantenham seus dispositivos atualizados e fiquem atentos a mensagens com anexos suspeitos. A falha foi encontrada na biblioteca libimagecodec.quram.so, parte do framework de processamento de imagens dos dispositivos Android da Samsung, e ainda não há informações sobre um patch disponível para corrigir essa vulnerabilidade.

Falha grave no Teams permite que hackers se passem por chefes

Pesquisadores da Check Point Research identificaram uma falha crítica no Microsoft Teams, conhecida como CVE-2024-38197, que permite a hackers falsificarem identidades e manipularem conversas. A vulnerabilidade foi reportada à Microsoft em março de 2024, mas a correção só foi implementada em outubro de 2025. Durante esse período, criminosos conseguiram alterar mensagens e notificações na plataforma, enganando usuários e comprometendo a segurança das comunicações corporativas. As táticas incluíam a edição de mensagens sem deixar rastros, o que dificultava a detecção de fraudes. Além disso, hackers podiam se passar por executivos e enviar notificações falsas, aumentando o risco de vazamento de informações sensíveis. Para mitigar esses riscos, as empresas devem adotar medidas de segurança, como a educação digital dos funcionários e a ativação da autenticação multifator. A falha representa um sério risco para a integridade das comunicações empresariais, especialmente em um ambiente onde o Teams é amplamente utilizado para interações corporativas.

Falha crítica de RCE em biblioteca npm ameaça aplicações de IA e NLP

Uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (RCE) foi identificada na biblioteca expr-eval, amplamente utilizada para avaliação de expressões matemáticas e processamento de linguagem natural (NLP). A falha, registrada como CVE-2025-12735, permite que atacantes executem comandos de sistema no ambiente do servidor, comprometendo a segurança de aplicações que processam entradas de usuários. Essa vulnerabilidade é especialmente preocupante para organizações que utilizam essa biblioteca em ambientes de produção, pois pode resultar em acesso não autorizado a recursos sensíveis e exfiltração de dados. A falha decorre de um erro de design no método evaluate() da classe Parser, permitindo que funções arbitrárias sejam definidas no contexto do parser. Para mitigar os riscos, as organizações devem auditar suas dependências e aplicar patches imediatamente. As opções incluem a aplicação de um patch específico ou a atualização para versões corrigidas da biblioteca. A rápida implementação dessas correções é crucial para evitar a exploração generalizada da vulnerabilidade. O pesquisador de segurança Jangwoo Choe divulgou a questão de forma responsável, colaborando com GitHub e npm para garantir um relato adequado e tempo suficiente para as correções.