Vulnerabilidade

Dispositivos Fortinet FortiGate são alvo de ataques automatizados

Dispositivos Fortinet FortiGate estão sendo alvo de ataques automatizados que criam contas não autorizadas e roubam dados de configuração do firewall, conforme relatado pela empresa de cibersegurança Arctic Wolf. A campanha começou em 15 de janeiro, com os atacantes explorando uma vulnerabilidade desconhecida na funcionalidade de login único (SSO) dos dispositivos, permitindo a criação de contas com acesso VPN e a exportação de configurações de firewall em questão de segundos. Esses ataques são semelhantes a incidentes documentados em dezembro, após a divulgação de uma vulnerabilidade crítica de bypass de autenticação (CVE-2025-59718) nos produtos da Fortinet. Embora a Fortinet tenha lançado patches, relatos indicam que a versão mais recente do FortiOS (7.4.10) não resolve completamente a falha de autenticação. Para mitigar os riscos, a Arctic Wolf recomenda que os administradores desativem temporariamente o recurso de login SSO do FortiCloud até que um patch completo seja disponibilizado. A CISA também incluiu a CVE-2025-59718 em seu catálogo de falhas exploradas em ataques, exigindo que agências federais realizem correções em uma semana.

Pwn2Own Automotive 2026 R 2,3 milhões em prêmios após 29 zero-days

Durante o segundo dia do Pwn2Own Automotive 2026, realizado em Tóquio, pesquisadores de segurança arrecadaram US$ 439.250 (cerca de R$ 2,3 milhões) ao explorar 29 vulnerabilidades zero-day. O evento, que ocorre de 21 a 23 de janeiro, foca em tecnologias automotivas, incluindo sistemas de infotainment e carregadores de veículos elétricos. A equipe Fuzzware.io lidera a competição com US$ 213.000 em prêmios, destacando-se ao hackear o controlador de carregamento Phoenix Contact CHARX SEC-3150 e o carregador ChargePoint Home Flex. Outros participantes, como Sina Kheirkhah e Rob Blakely, também conseguiram exploits significativos, totalizando até agora US$ 955.750 em prêmios após dois dias. O evento é uma plataforma importante para a identificação de falhas de segurança, com um prazo de 90 dias para que os fornecedores lancem correções para as vulnerabilidades exploradas. O Pwn2Own Automotive de 2026 já demonstrou um aumento no número de zero-days em comparação aos anos anteriores, o que levanta preocupações sobre a segurança das tecnologias automotivas em um mercado em rápida evolução.

Falha de segurança no SmarterMail permite acesso não autorizado

Uma nova vulnerabilidade no software de e-mail SmarterTools SmarterMail está sendo ativamente explorada, apenas dois dias após a liberação de um patch. A falha, que ainda não possui um identificador CVE, é rastreada como WT-2026-0001 pela watchTowr Labs e foi corrigida em 15 de janeiro de 2026. Trata-se de uma falha de bypass de autenticação que permite a qualquer usuário redefinir a senha do administrador do sistema SmarterMail através de uma requisição HTTP manipulada. Os pesquisadores destacam que essa vulnerabilidade não só permite a alteração da senha, mas também possibilita a execução remota de comandos do sistema operacional. O problema reside na função ‘ForceResetPassword’, que pode ser acessada sem autenticação, permitindo que um invasor que conheça o nome de usuário de um administrador altere sua senha. Além disso, a falta de clareza nas notas de versão da SmarterTools sobre as correções realizadas aumenta a preocupação, pois pode ter permitido que atacantes revertessem as correções e explorassem a falha. A situação é crítica, especialmente após um incidente anterior que já havia revelado uma falha severa no SmarterMail, destacando a necessidade de vigilância e ações rápidas por parte dos administradores de sistemas.

Nova atividade maliciosa afeta dispositivos Fortinet FortiGate

A empresa de cibersegurança Arctic Wolf alertou sobre um novo cluster de atividades maliciosas automatizadas que envolvem mudanças não autorizadas nas configurações de firewall de dispositivos Fortinet FortiGate. Essa atividade teve início em 15 de janeiro de 2026 e apresenta semelhanças com uma campanha anterior de dezembro de 2025, onde logins SSO maliciosos foram registrados em contas administrativas, explorando as vulnerabilidades CVE-2025-59718 e CVE-2025-59719. Essas falhas permitem a bypass não autenticada da autenticação SSO através de mensagens SAML manipuladas, afetando FortiOS, FortiWeb, FortiProxy e FortiSwitchManager.

Cisco corrige vulnerabilidade crítica em Unified Communications e Webex

A Cisco anunciou a correção de uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código, identificada como CVE-2026-20045, que estava sendo explorada ativamente como um zero-day. Essa falha afeta diversos produtos da Cisco, incluindo o Unified Communications Manager e o Webex Calling. A vulnerabilidade se origina de uma validação inadequada de entradas fornecidas pelo usuário em requisições HTTP, permitindo que um atacante envie requisições manipuladas para a interface de gerenciamento web de dispositivos afetados. O sucesso na exploração pode conceder acesso ao sistema operacional subjacente e, posteriormente, privilégios de root. Com uma pontuação CVSS de 8.2, a Cisco classificou a vulnerabilidade como crítica, dada a possibilidade de acesso root em servidores. A empresa disponibilizou atualizações de software e patches específicos para diferentes versões dos produtos afetados. A Cisco também alertou que não existem soluções alternativas para mitigar a falha sem a instalação das atualizações. A CISA dos EUA incluiu a CVE-2026-20045 em seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas exploradas, estabelecendo um prazo até 11 de fevereiro de 2026 para que agências federais realizem as atualizações necessárias.

Vulnerabilidades graves no Chainlit expõem dados sensíveis

Pesquisadores da Zafran Labs descobriram duas vulnerabilidades de alta gravidade no Chainlit, um framework open-source amplamente utilizado para desenvolver aplicações de IA conversacional. As falhas, conhecidas como ‘ChainLeak’, permitem que atacantes leiam qualquer arquivo no servidor, expondo informações sensíveis. A primeira vulnerabilidade, CVE-2026-22218, permite a leitura arbitrária de arquivos através do endpoint /project/element, onde um atacante pode enviar um elemento personalizado com um campo ‘path’ controlado, acessando arquivos como chaves de API e credenciais de contas em nuvem. A segunda, CVE-2026-22219, envolve uma falsificação de requisição do lado do servidor (SSRF), onde um atacante pode manipular o campo ‘url’ para forçar o servidor a buscar dados de URLs externas, que podem incluir serviços REST internos. Ambas as vulnerabilidades podem ser combinadas para comprometer completamente o sistema e permitir movimentos laterais em ambientes de nuvem. As falhas foram corrigidas na versão 2.9.4 do Chainlit, lançada em 24 de dezembro de 2025, e as organizações afetadas são aconselhadas a atualizar imediatamente para evitar exploração. Com 700 mil downloads mensais, o Chainlit é utilizado em diversas indústrias, tornando a situação ainda mais crítica.

Cisco lança patches para vulnerabilidade crítica em produtos de comunicação

A Cisco divulgou novos patches para corrigir uma vulnerabilidade de segurança classificada como “crítica”, afetando diversos produtos de Comunicações Unificadas e o Webex Calling Dedicated Instance. Identificada como CVE-2026-20045, a falha possui uma pontuação CVSS de 8.2 e permite que um atacante remoto não autenticado execute comandos arbitrários no sistema operacional subjacente de dispositivos vulneráveis. A vulnerabilidade decorre de uma validação inadequada de entradas fornecidas pelo usuário em requisições HTTP. Um atacante pode explorar essa falha enviando requisições HTTP manipuladas para a interface de gerenciamento web do dispositivo afetado, obtendo acesso ao sistema operacional e podendo elevar privilégios a root. A Cisco já está ciente de tentativas de exploração dessa vulnerabilidade e recomenda que os clientes atualizem para versões corrigidas até 11 de fevereiro de 2026, conforme exigido pela CISA. A falha impacta produtos como Unified CM Session Management Edition, Unified CM IM & Presence Service, Unity Connection e Webex Calling Dedicated Instance. Não há soluções alternativas disponíveis no momento.

Plugin popular do WordPress permite que hackers invadam 50.000 sites

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no plugin Advanced Custom Fields: Extended (ACF Extended), utilizado em sites WordPress, que permite a hackers obterem permissões de administrador sem autenticação. Essa falha, classificada como CVE-2025-14533, está relacionada ao abuso de privilégios através do formulário de ação ‘Insert User / Update User’ nas versões 0.9.2.1 e posteriores. A vulnerabilidade se origina da falta de restrições adequadas durante a criação ou atualização de usuários, permitindo que qualquer hacker escolha o papel de um novo usuário. O pesquisador Andrea Bocchetti reportou a falha à empresa de segurança Wordfence em 10 de dezembro de 2025, e uma atualização foi disponibilizada quatro dias depois. Apesar de cerca de 50.000 sites estarem potencialmente vulneráveis, até o momento, não foram registrados ataques explorando essa falha. Contudo, a GreyNoise observou campanhas de hackers que visam falhas em plugins do WordPress, indicando um risco crescente para os usuários que ainda não atualizaram seus sistemas.

Vulnerabilidade crítica da Fortinet ainda não corrigida afeta firewalls

Clientes da Fortinet estão enfrentando ataques que exploram uma vulnerabilidade crítica de autenticação em firewalls FortiGate, identificada como CVE-2025-59718. Apesar de um patch ter sido lançado em dezembro, administradores relataram que a versão mais recente do FortiOS (7.4.10) não resolveu completamente o problema. Um administrador afetado observou um login malicioso em sua conta de administrador local, que foi criado a partir de um login SSO (Single Sign-On) malicioso. Os logs mostraram que a conta foi criada a partir de um endereço de e-mail suspeito e um IP que já havia sido associado a ataques anteriores. Fortinet planeja lançar novas versões do FortiOS para corrigir a falha, mas até que isso aconteça, recomenda-se que os administradores desativem temporariamente a funcionalidade de login FortiCloud SSO. Embora essa funcionalidade não esteja habilitada por padrão, mais de 25.000 dispositivos Fortinet ainda estão expostos online. A CISA incluiu essa vulnerabilidade em sua lista de falhas ativamente exploradas, exigindo que agências federais a corrigissem em uma semana.

Plataforma global reúne dados sobre vulnerabilidades de cibersegurança

Uma nova iniciativa europeia, chamada Global Cybersecurity Vulnerability Enumeration (GCVE), foi lançada como uma alternativa ao programa americano Common Vulnerabilities and Exposures (CVE). O GCVE visa criar um banco de dados abrangente sobre vulnerabilidades de cibersegurança, reunindo informações de mais de 25 fontes públicas. O objetivo principal é reduzir os pontos de falha e promover a inovação na gestão de vulnerabilidades, permitindo que profissionais e pesquisadores de todo o mundo analisem dados de forma mais eficiente. A criação do GCVE surge em um contexto de incerteza em relação ao CVE, especialmente após a crise enfrentada em 2025, quando o governo dos EUA cancelou contratos significativos com a MITRE, a organização que administra o CVE. Especialistas, como William Wright, CEO da Closed Door Security, destacam que o GCVE pode se tornar uma alternativa confiável caso o programa americano seja encerrado, facilitando um processo de documentação mais ágil em meio a ameaças cibernéticas. Essa iniciativa é bem recebida pela comunidade de cibersegurança, que busca alternativas descentralizadas para enfrentar os desafios globais do setor.

Pesquisadores hackeiam sistema da Tesla e ganham US 516 mil

Durante a competição Pwn2Own Automotive 2026, realizada em Tóquio, o time Synacktiv conseguiu explorar 37 vulnerabilidades zero-day no sistema de infotainment da Tesla, resultando em um prêmio de US$ 516.500. O ataque foi realizado através de uma combinação de falhas, incluindo um vazamento de informações e uma falha de escrita fora dos limites, que permitiram ao time obter permissões de root. Além disso, o time Fuzzware.io arrecadou US$ 118.000 ao hackear estações de carregamento e receptores de navegação. No segundo dia da competição, mais equipes se preparam para atacar dispositivos como o Grizzl-E Smart 40A e o ChargePoint Home Flex, com recompensas de até US$ 50.000 por cada sucesso. Os fornecedores têm um prazo de 90 dias para corrigir as falhas antes que sejam divulgadas publicamente. A competição destaca a vulnerabilidade crescente em tecnologias automotivas, especialmente em sistemas de infotainment e carregadores de veículos elétricos, que são cada vez mais alvo de ataques cibernéticos.

GitLab corrige falha crítica de autenticação em suas plataformas

O GitLab lançou correções para uma vulnerabilidade crítica de bypass na autenticação de dois fatores, afetando tanto as edições comunitária quanto empresarial de sua plataforma de desenvolvimento de software. Identificada como CVE-2026-0723, essa falha permite que atacantes que conhecem o ID da conta de um alvo contornem a autenticação de dois fatores ao enviar respostas forjadas de dispositivos. Além disso, a empresa corrigiu outras duas falhas de alta gravidade que poderiam permitir que atores mal-intencionados não autenticados provocassem condições de negação de serviço (DoS) ao enviar solicitações malformadas. Para mitigar essas vulnerabilidades, o GitLab lançou as versões 18.8.2, 18.7.2 e 18.6.4, recomendando que os administradores atualizem suas instalações imediatamente. O GitLab, que possui mais de 30 milhões de usuários registrados, é amplamente utilizado por empresas de grande porte, incluindo a Nvidia e a Goldman Sachs. A empresa já havia corrigido problemas de segurança semelhantes anteriormente, destacando a importância de manter as versões atualizadas para evitar riscos de segurança.

Microsoft oferece solução temporária para falhas no Outlook após atualizações

A Microsoft divulgou uma solução temporária para usuários do Outlook que estão enfrentando travamentos após a instalação das atualizações de segurança do Windows deste mês. O problema afeta especialmente usuários com contas de e-mail POP que instalaram a atualização KB5074109 em sistemas Windows 11 25H2 e 24H2. Os sintomas incluem a incapacidade de reabrir o Outlook sem encerrar o processo pelo Gerenciador de Tarefas, e-mails sendo baixados novamente, além de mensagens enviadas não aparecendo na pasta Itens Enviados. A Microsoft também alertou que qualquer aplicativo pode se tornar não responsivo ao abrir ou salvar arquivos em serviços de armazenamento em nuvem, como OneDrive ou Dropbox. Os usuários afetados foram aconselhados a acessar suas contas de e-mail via webmail ou a mover seus arquivos PST do Outlook para fora do OneDrive. Embora seja possível desinstalar as atualizações problemáticas, a Microsoft adverte que isso pode deixar os dispositivos vulneráveis a ameaças, já que as atualizações de segurança corrigem falhas exploráveis. A empresa está investigando a situação, mas ainda não forneceu um cronograma para uma solução permanente.

Zoom e GitLab lançam atualizações de segurança críticas

Zoom e GitLab divulgaram atualizações de segurança para corrigir vulnerabilidades que podem resultar em negação de serviço (DoS) e execução remota de código. A falha mais grave afeta os Roteadores Multimídia Zoom Node (MMRs), permitindo que um participante de reunião execute código remotamente. Essa vulnerabilidade, identificada como CVE-2026-22844, possui um CVSS de 9.9, indicando um risco crítico. A Zoom recomenda que os usuários atualizem para a versão mais recente do MMR para evitar possíveis ameaças. Além disso, a GitLab lançou correções para várias falhas de alta gravidade em suas edições Community e Enterprise, que podem causar DoS e contornar a autenticação de dois fatores (2FA). As vulnerabilidades incluem CVE-2025-13927 e CVE-2025-13928, ambas com CVSS de 7.5, que permitem que usuários não autenticados provoquem condições de DoS. A GitLab também corrigiu uma falha (CVE-2026-0723) que permite a um indivíduo contornar a 2FA. Embora não haja evidências de exploração ativa dessas falhas, a atualização é essencial para garantir a segurança dos sistemas.

Vulnerabilidade crítica no npm binary-parser permite execução de JavaScript

Uma vulnerabilidade de segurança foi identificada na popular biblioteca npm binary-parser, que, se explorada, pode resultar na execução de código JavaScript arbitrário. A falha, registrada como CVE-2026-1245, afeta todas as versões do módulo anteriores à versão 2.3.0, que já possui um patch disponível desde 26 de novembro de 2025. O binary-parser é amplamente utilizado para construir parsers em JavaScript, permitindo que desenvolvedores interpretem dados binários de forma eficiente. A vulnerabilidade está relacionada à falta de sanitização de valores fornecidos pelo usuário, como nomes de campos do parser e parâmetros de codificação, quando o código do parser é gerado dinamicamente em tempo de execução. Isso pode permitir que um atacante insira dados não confiáveis, levando à execução de código malicioso com os privilégios do processo Node.js. Aplicações que utilizam definições de parser estáticas não são afetadas. O pesquisador de segurança Maor Caplan foi responsável por descobrir e relatar a vulnerabilidade. Recomenda-se que os usuários do binary-parser atualizem para a versão 2.3.0 e evitem passar valores controlados pelo usuário para os nomes dos campos do parser.

Vulnerabilidades críticas no framework Chainlit expõem dados sensíveis

Recentemente, foram descobertas vulnerabilidades de alta severidade no framework de inteligência artificial Chainlit, que podem permitir que atacantes roubem dados sensíveis e realizem movimentos laterais dentro de organizações vulneráveis. Denominadas coletivamente de ChainLeak, as falhas incluem a CVE-2026-22218, uma vulnerabilidade de leitura arbitrária de arquivos, e a CVE-2026-22219, uma vulnerabilidade de Server-Side Request Forgery (SSRF). Ambas as falhas podem ser exploradas para acessar chaves de API e arquivos sensíveis, comprometendo a segurança de aplicações de IA. A Chainlit, que já foi baixada mais de 7,3 milhões de vezes, lançou uma correção para essas vulnerabilidades na versão 2.9.4, após a divulgação responsável em novembro de 2025. A Zafran Security alerta que a adoção rápida de frameworks de IA pode introduzir novas superfícies de ataque, tornando sistemas vulneráveis a classes de falhas conhecidas. Além disso, uma vulnerabilidade no servidor MarkItDown da Microsoft também foi divulgada, permitindo acesso não autorizado a recursos URI, o que pode resultar em escalonamento de privilégios e vazamento de dados.

Falha de segurança no Google Gemini permite roubo de dados via convites de calendário

Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade no Google Gemini que permite a execução de ataques de injeção de prompt através de convites do Google Calendar. Esse tipo de ataque ocorre quando um ator malicioso insere um comando oculto em uma mensagem aparentemente inofensiva. Ao receber um convite de calendário que contém esse comando, a vítima pode inadvertidamente permitir que o AI do Gemini execute ações que resultam na extração de dados sensíveis, como informações de reuniões privadas. O ataque é particularmente preocupante porque não requer interação direta do usuário, permitindo que os invasores acessem dados sem que a vítima perceba. A vulnerabilidade foi mitigada, reduzindo o risco imediato de exploração, mas destaca a necessidade de vigilância contínua em relação a novas técnicas de ataque que podem comprometer a segurança de dados em plataformas amplamente utilizadas. A pesquisa enfatiza a importância de educar os usuários sobre os riscos associados a interações com sistemas de IA e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis.

Vulnerabilidade crítica no plugin ACF Extended do WordPress

Uma vulnerabilidade de gravidade crítica foi identificada no plugin ACF Extended para WordPress, que atualmente está ativo em cerca de 100.000 sites. A falha, registrada como CVE-2025-14533, permite que atacantes não autenticados obtenham permissões administrativas ao explorar a ação de formulário ‘Inserir Usuário / Atualizar Usuário’. Essa vulnerabilidade afeta as versões 0.9.2.1 e anteriores do plugin, que não impõem restrições de função durante a criação ou atualização de usuários. Mesmo que as configurações de campo estejam adequadas, a exploração é possível, permitindo que o papel do usuário seja definido arbitrariamente, inclusive como ‘administrador’. Embora a exploração dessa falha seja severa, ela só pode ser realizada em sites que utilizam explicitamente um formulário de ‘Criar Usuário’ ou ‘Atualizar Usuário’ com um campo de função mapeado. A vulnerabilidade foi descoberta pelo pesquisador de segurança Andrea Bocchetti e corrigida pelo fornecedor em 14 de dezembro de 2025. Apesar de ainda não haver relatos de ataques, atividades de reconhecimento em larga escala visando plugins vulneráveis foram observadas, o que indica um potencial risco para os sites que não atualizaram para a versão corrigida.

Falha no Google Gemini permite roubo de dados via Calendário

Pesquisadores da Miggo Security identificaram uma vulnerabilidade no Google Gemini que possibilita a injeção indireta de comandos maliciosos, utilizando o Calendário Google como vetor de ataque. Os criminosos criam um evento de calendário e, na descrição, inserem um prompt em linguagem natural que manipula a inteligência artificial do Gemini. Quando a vítima interage com o chatbot, fazendo perguntas sobre sua agenda, o sistema pode acabar extraindo dados privados e os repassando aos atacantes sem que o usuário perceba. Embora a Google já tenha corrigido a falha, o incidente ressalta os riscos associados ao uso de agentes de IA na automação de tarefas, especialmente quando lidam com informações sensíveis. Pesquisadores alertam que chatbots ainda não são totalmente seguros para gerenciar dados pessoais sem diretrizes rigorosas. Este caso destaca a necessidade de vigilância constante e de práticas de segurança robustas ao utilizar tecnologias de IA em ambientes corporativos.

Cloudflare corrige vulnerabilidade em sistema de gerenciamento de certificados

A Cloudflare anunciou a correção de uma vulnerabilidade em seu ambiente de validação de certificados, conhecido como ACME (Automatic Certificate Management Environment). A falha, identificada em outubro de 2025, permitia que requisições maliciosas contornassem as regras de segurança, possibilitando o acesso a servidores de origem. A vulnerabilidade estava relacionada à forma como a rede de borda da Cloudflare processava requisições destinadas ao caminho de desafio HTTP-01 do ACME. Quando um token de validação era solicitado, a lógica falhava em verificar se o token correspondia a um desafio ativo, permitindo que atacantes enviassem requisições arbitrárias. A empresa não encontrou evidências de exploração maliciosa, mas a correção foi implementada em 27 de outubro de 2025, ajustando a lógica para desabilitar as funcionalidades do firewall de aplicação web (WAF) apenas quando o token era válido para o hostname específico. Essa vulnerabilidade poderia ser utilizada para acessar arquivos sensíveis nos servidores de origem, aumentando o risco de reconhecimento e exploração de dados. A Cloudflare é amplamente utilizada por empresas em todo o mundo, incluindo no Brasil, o que torna essa correção relevante para a segurança cibernética local.

Vulnerabilidades críticas no servidor Git MCP da Anthropic

Um conjunto de três vulnerabilidades de segurança foi revelado no mcp-server-git, o servidor oficial do Protocolo de Contexto de Modelo Git (MCP) mantido pela Anthropic. Essas falhas podem ser exploradas para ler ou deletar arquivos arbitrários e executar código sob certas condições. Segundo o pesquisador Yarden Porat, da Cyata, a exploração ocorre por meio de injeção de prompt, permitindo que um atacante influencie o que um assistente de IA lê, como um README malicioso ou uma descrição de problema comprometida, sem acesso direto ao sistema da vítima. As vulnerabilidades, identificadas como CVE-2025-68143, CVE-2025-68144 e CVE-2025-68145, têm pontuações CVSS que variam de 7.1 a 8.8, indicando um risco elevado. Elas foram corrigidas nas versões 2025.9.25 e 2025.12.18, após divulgação responsável em junho de 2025. A exploração bem-sucedida pode permitir que um atacante transforme qualquer diretório em um repositório Git e acesse repositórios no servidor. Em resposta, a ferramenta git_init foi removida do pacote e validações adicionais foram implementadas. Usuários são aconselhados a atualizar para as versões mais recentes para garantir proteção adequada.

Cisco corrige falha crítica explorada por hackers chineses

A Cisco anunciou a correção de uma vulnerabilidade crítica em seus roteadores, identificada como CVE-2025-20393, que permitia a execução remota de códigos no AsyncOS, afetando o Gateway de E-mail Seguro (SEG) e o Gerenciador Seguro de Web e E-mail (SEWM). A falha foi explorada por grupos de hackers chineses, incluindo UAT-9686, APT41 e UNC5174, durante pelo menos cinco semanas, desde novembro de 2025. Os atacantes conseguiram instalar mecanismos de persistência, como uma backdoor chamada Aquashell, que permitia o controle contínuo dos sistemas comprometidos. A Cisco recomenda que as organizações afetadas atualizem seus softwares imediatamente e contatem seu Centro de Assistência Técnica para suporte. Embora a empresa tenha corrigido a falha, não divulgou quantas instâncias foram comprometidas ou o número de organizações afetadas, o que levanta preocupações sobre a extensão do ataque e a segurança dos dados das vítimas.

Vulnerabilidade no Google Gemini permite extração de dados do Calendar

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma falha de segurança que permite a injeção de comandos no Google Gemini, possibilitando a extração de dados do Google Calendar. A vulnerabilidade, identificada por Liad Eliyahu, da Miggo Security, permite que um invasor crie um evento de calendário malicioso que, ao ser consultado pelo usuário, ativa um comando oculto que extrai informações privadas de reuniões. O ataque é ativado quando o usuário faz uma pergunta aparentemente inocente sobre sua agenda, levando o chatbot a gerar um novo evento que contém um resumo das reuniões privadas do usuário. Embora a falha tenha sido corrigida, o incidente destaca como as funcionalidades baseadas em inteligência artificial podem ampliar a superfície de ataque e introduzir novos riscos de segurança. Além disso, a pesquisa aponta que vulnerabilidades não se limitam mais ao código, mas também se manifestam na linguagem e no comportamento da IA em tempo real. O artigo também menciona outras vulnerabilidades em sistemas de IA, reforçando a necessidade de auditorias regulares e controles de segurança adequados em ambientes corporativos que utilizam essas tecnologias.

Vulnerabilidade crítica permite invasão de fones Bluetooth por hackers

Pesquisadores da Universidade Católica de Leuven identificaram uma vulnerabilidade crítica no protocolo Fast Pair da Google, chamada WhisperPair (CVE-2025-36911), que afeta centenas de milhões de fones de ouvido e microfones Bluetooth. Essa falha permite que hackers sequestram dispositivos de áudio, possibilitando o rastreamento de usuários e a escuta de conversas sem o consentimento da vítima. A vulnerabilidade decorre de uma má implementação do protocolo, que deveria ignorar pedidos de pareamento não autorizados, mas que foi negligenciada por diversos fabricantes. Dispositivos de marcas como Google, JBL, Sony e Xiaomi estão entre os afetados, permitindo conexões a até 14 metros de distância. Após a descoberta, a Google premiou os pesquisadores com US$ 15.000 e está colaborando com os fabricantes para lançar correções. No entanto, a única defesa disponível para os usuários é a instalação de atualizações de firmware, já que desabilitar o Fast Pair nos celulares não impede o ataque. Essa situação levanta preocupações sobre a segurança de dispositivos Bluetooth e a privacidade dos usuários.

Vulnerabilidade em processadores AMD pode permitir acesso total ao sistema

Pesquisadores do Centro CISPA Helmholtz de Segurança da Informação, na Alemanha, identificaram uma vulnerabilidade crítica nos processadores AMD, que permite a execução remota de códigos e escalonamento de privilégios em máquinas virtuais. Denominada StackWarp, a falha afeta os processadores AMD Zen, do modelo 1 ao 5, e possibilita que agentes maliciosos, com acesso privilegiado, manipulem o empilhamento de memória, comprometendo a segurança das máquinas virtuais. Embora a AMD já tenha lançado um patch para corrigir a vulnerabilidade, classificada como CVE-2025-29943 com severidade baixa (3,2/10), a possibilidade de exploração ainda existe para aqueles que já possuem controle privilegiado sobre os sistemas. A vulnerabilidade foi demonstrada em testes, onde foi possível reconstruir chaves privadas e contornar autenticações de senha. Apesar de a falha ser limitada a atacantes internos ou hackers sofisticados, ela destaca uma fragilidade significativa na segurança dos processadores AMD, especialmente em ambientes de nuvem e virtualização, onde a proteção de dados sensíveis é crucial.

Nova vulnerabilidade de hardware afeta processadores AMD

Uma equipe de acadêmicos do CISPA Helmholtz Center for Information Security, na Alemanha, revelou uma nova vulnerabilidade de hardware, chamada StackWarp, que afeta processadores AMD, incluindo as séries EPYC 7003, 8004, 9004 e 9005. Essa falha permite que atacantes com controle privilegiado sobre um servidor host executem código malicioso dentro de máquinas virtuais confidenciais (CVMs), comprometendo a integridade das garantias de segurança oferecidas pelo Secure Encrypted Virtualization com Secure Nested Paging (SEV-SNP) da AMD. A vulnerabilidade, classificada como CVE-2025-29943, possui um escore de severidade médio (4.6) e pode ser explorada por meio de um bit de controle não documentado no lado do hipervisor, permitindo que um atacante manipule o ponteiro da pilha dentro da VM protegida. Isso pode resultar em execução remota de código e escalonamento de privilégios. A AMD já lançou atualizações de microcódigo para mitigar a vulnerabilidade, com patches adicionais programados para abril de 2026. Os operadores de SEV-SNP são aconselhados a desativar o hyperthreading em sistemas afetados e aplicar as atualizações disponíveis.

Ameaças cibernéticas em ascensão vulnerabilidades e malware em foco

O cenário de cibersegurança está em constante evolução, com a linha entre atualizações normais e incidentes graves se tornando cada vez mais tênue. Recentemente, uma vulnerabilidade crítica no Fortinet FortiSIEM, identificada como CVE-2025-64155, foi explorada ativamente, permitindo que atacantes não autenticados executassem códigos maliciosos. Essa falha, com um escore CVSS de 9.4, compromete o serviço phMonitor, que opera com privilégios elevados, possibilitando controle total do sistema. Além disso, um novo malware chamado VoidLink, voltado para ambientes Linux, foi desenvolvido para garantir acesso de longo prazo e coleta de dados, utilizando técnicas de evasão sofisticadas para evitar detecção.

Microsoft lança atualizações de emergência para Windows 10 e 11

A Microsoft divulgou atualizações de emergência para Windows 10, Windows 11 e Windows Server, visando corrigir dois problemas surgidos após as atualizações de segurança de janeiro de 2026. O primeiro problema afeta o acesso a sessões do Microsoft 365 Cloud PC, resultando em falhas de autenticação em aplicativos de conexão remota, como o Remote Desktop. O segundo problema, que impacta apenas o Windows 11 versão 23H2, impede que alguns PCs com Secure Launch desliguem ou entrem em hibernação, forçando um reinício do dispositivo. Para mitigar esses problemas, a Microsoft lançou atualizações fora do ciclo regular, que devem ser baixadas manualmente do Catálogo de Atualizações da Microsoft, já que não estão disponíveis via Windows Update. Para organizações que não podem aplicar as atualizações imediatamente, a Microsoft sugere o uso de um rollback de problema conhecido (KIR) através de políticas de grupo. Se os dispositivos não forem afetados, não há necessidade de instalar as atualizações de emergência, podendo os administradores aguardar a próxima atualização de pré-visualização ou o Patch Tuesday do próximo mês.

Hackers exploram falha em plugin do WordPress para acessar sites vulneráveis

Pesquisadores da Patchstack identificaram uma vulnerabilidade crítica no plugin Modular DS do WordPress, classificada como CVE-2026-23550, que afeta as versões 2.5.1 e anteriores. Essa falha permite que hackers obtenham acesso administrativo a sites, colocando em risco a segurança de dados e operações. O problema decorre de falhas de projeto que aceitam solicitações como ‘confiáveis’ sem verificação criptografada da origem. Isso possibilita que, ao não fornecer um ID de usuário, o sistema faça login automaticamente como um administrador, permitindo o controle total do site. Após a notificação, a Modular DS lançou uma atualização para corrigir a vulnerabilidade, e os usuários são aconselhados a atualizar imediatamente para evitar ataques. A exploração dessa falha pode resultar em danos significativos, especialmente para empresas que dependem do WordPress para gerenciar seus sites.

Vulnerabilidade crítica na AWS poderia permitir ataques a repositórios do GitHub

Uma falha crítica de configuração no serviço AWS CodeBuild expôs repositórios do GitHub gerenciados pela AWS a potenciais ataques de cadeia de suprimentos. A vulnerabilidade, identificada pela equipe de segurança Wiz e chamada de ‘CodeBreach’, permitia que usuários não autorizados iniciassem processos de build privilegiados, expondo tokens de acesso do GitHub armazenados no ambiente de construção. Isso poderia ter permitido a distribuição de atualizações de software comprometidas para uma vasta gama de aplicações e clientes da AWS. A AWS corrigiu a falha em menos de 48 horas após a notificação, sem evidências de abuso. A empresa também recomendou que os usuários revisassem suas configurações de CI/CD, ancorassem filtros de regex de webhook e limitassem os privilégios de tokens. A situação destaca a importância de uma configuração adequada em ambientes de desenvolvimento e a necessidade de vigilância contínua contra possíveis vulnerabilidades.

Vulnerabilidade crítica no Fortinet FortiSIEM é explorada em ataques

Uma vulnerabilidade crítica no Fortinet FortiSIEM, identificada como CVE-2025-64155, está sendo ativamente explorada por atacantes. Essa falha resulta de uma combinação de problemas que permitem a execução de comandos arbitrários com permissões de administrador e a escalada de privilégios para acesso root. A vulnerabilidade, classificada como uma injeção de comando do sistema operacional, permite que um invasor não autenticado execute códigos não autorizados por meio de requisições TCP manipuladas. A Fortinet lançou atualizações de segurança para corrigir a falha, que afeta as versões do FortiSIEM de 6.7 a 7.5, recomendando a atualização para versões mais recentes. A Horizon3.ai, que reportou a vulnerabilidade, também disponibilizou um código de prova de conceito que demonstra como explorar a falha. Após a divulgação, a empresa de inteligência de ameaças Defused confirmou que a exploração da vulnerabilidade está ocorrendo ativamente. A Fortinet ainda não atualizou seu aviso de segurança para refletir essa exploração, mas recomenda que os administradores limitem o acesso ao serviço vulnerável como uma medida temporária. A situação é crítica, pois a exploração pode levar a compromissos severos em sistemas afetados.

Atualização de segurança do Windows 11 causa problemas no Outlook

A Microsoft está investigando relatos de que uma atualização de segurança do Windows 11, lançada em janeiro, está causando travamentos no cliente de desktop do Outlook para usuários que utilizam contas de e-mail POP (Post Office Protocol). Embora o POP não seja tão comum quanto o IMAP ou Exchange, ainda é amplamente utilizado por usuários domésticos e pequenas empresas. O problema afeta aqueles que instalaram a atualização KB5074109, com relatos de que o Outlook não fecha corretamente e não reinicia após ser fechado. A Microsoft reconheceu que este é um problema emergente e ainda está coletando informações sobre os sintomas. Enquanto a solução definitiva não é disponibilizada, os usuários afetados podem desinstalar a atualização problemática através do aplicativo de Configurações do Windows. No entanto, a remoção de atualizações de segurança pode expor os dispositivos a vulnerabilidades, uma vez que essas atualizações corrigem falhas que podem ser exploradas por malware. A empresa ainda não forneceu um cronograma para uma correção ou solução alternativa.

Problema no Windows 11 impede desligamento com Secure Launch ativado

A Microsoft confirmou um novo problema que afeta dispositivos com Windows 11 versão 23H2 que possuem o recurso System Guard Secure Launch ativado. Este recurso de segurança foi projetado para proteger o processo de inicialização contra ataques de firmware e malware, como rootkits. O problema, que surgiu após a instalação da atualização cumulativa KB5073455 em 13 de janeiro de 2026, impede que alguns PCs desliguem ou entrem em hibernação, fazendo com que o dispositivo reinicie em vez disso. A falha afeta apenas as edições Enterprise e IoT do Windows 11. A Microsoft disponibilizou uma solução temporária, que envolve o uso do prompt de comando para desligar o dispositivo, mas não há uma solução para a hibernação. A empresa também está lidando com outro bug relacionado a falhas de conexão e erros de autenticação em sessões do Remote Desktop. Os usuários são aconselhados a salvar seu trabalho frequentemente para evitar perda de dados devido à falta de energia, já que o dispositivo pode não hibernar corretamente.

Cisco corrige vulnerabilidade crítica em dispositivos de e-mail

A Cisco lançou um patch para uma vulnerabilidade crítica de zero-day no Cisco AsyncOS, que estava sendo explorada em ataques a dispositivos Secure Email Gateway (SEG) e Secure Email and Web Manager (SEWM) desde novembro de 2025. A falha, identificada como CVE-2025-20393, permite que atacantes executem comandos arbitrários com privilégios de root no sistema operacional dos dispositivos afetados, especialmente quando a funcionalidade de Spam Quarantine está habilitada e exposta à Internet. A Cisco Talos, equipe de inteligência de ameaças da empresa, atribui os ataques a um grupo de hackers chinês conhecido como UAT-9686, que utilizou ferramentas como AquaShell e AquaTunnel para manter acesso persistente e ocultar suas atividades maliciosas. A CISA também incluiu essa vulnerabilidade em seu catálogo de falhas conhecidas, exigindo que agências federais tomem medidas de segurança até 24 de dezembro. A Cisco recomenda que os administradores verifiquem a exposição e apliquem as correções assim que disponíveis, dado que essas vulnerabilidades são vetores frequentes de ataque e representam riscos significativos para a segurança.

Cisco corrige falha crítica em software de segurança de e-mail

A Cisco anunciou atualizações de segurança para uma vulnerabilidade crítica em seu software AsyncOS, utilizado no Cisco Secure Email Gateway e no Cisco Secure Email and Web Manager. A falha, identificada como CVE-2025-20393, possui uma pontuação CVSS de 10.0, indicando seu alto potencial de risco. Essa vulnerabilidade permite a execução remota de comandos com privilégios de root, devido à validação insuficiente de requisições HTTP na funcionalidade de Spam Quarantine. Para que um ataque seja bem-sucedido, três condições devem ser atendidas: o appliance deve estar rodando uma versão vulnerável do software, a funcionalidade de Spam Quarantine deve estar habilitada e acessível pela internet. A Cisco identificou que um ator de ameaça persistente avançada, conhecido como UAT-9686, explorou essa falha desde novembro de 2025, utilizando ferramentas como ReverseSSH e um backdoor em Python chamado AquaShell. A empresa já lançou patches para diversas versões do AsyncOS e recomenda que os usuários sigam diretrizes de segurança, como proteger os appliances atrás de firewalls e desabilitar serviços de rede desnecessários.

Vulnerabilidade crítica no protocolo Fast Pair do Google expõe usuários

Pesquisadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade crítica no protocolo Fast Pair do Google, que permite que atacantes sequestram acessórios de áudio Bluetooth, rastreiem usuários e escutem conversas. A falha, identificada como CVE-2025-36911 e chamada de WhisperPair, afeta centenas de milhões de fones de ouvido, earbuds e alto-falantes de diversos fabricantes que suportam o recurso Fast Pair. O problema reside na implementação inadequada do protocolo, permitindo que dispositivos não autorizados iniciem o emparelhamento sem o consentimento do usuário. Após o emparelhamento, os atacantes podem controlar completamente o dispositivo, podendo reproduzir áudio em volumes altos ou escutar conversas através do microfone do acessório. Além disso, a vulnerabilidade permite que os atacantes rastreiem a localização das vítimas usando a rede Find Hub do Google. O Google já recompensou os pesquisadores com US$ 15.000 e está trabalhando com os fabricantes para lançar patches de segurança, embora nem todos os dispositivos vulneráveis tenham atualizações disponíveis. A única defesa contra esses ataques é a instalação de atualizações de firmware dos fabricantes, uma vez que desativar o Fast Pair em smartphones Android não impede a exploração da falha nos acessórios.

Exploração de falha crítica no plugin Modular DS do WordPress

Hackers estão explorando uma falha de gravidade máxima no plugin Modular DS do WordPress, que permite a eles contornar a autenticação remotamente e acessar sites vulneráveis com privilégios de administrador. A falha, identificada como CVE-2026-23550, afeta as versões 2.5.1 e anteriores do plugin, que é utilizado para gerenciar múltiplos sites WordPress a partir de uma única interface. Com mais de 40.000 instalações, o plugin permite que proprietários, desenvolvedores e provedores de hospedagem monitorem sites, realizem atualizações e gerenciem usuários. Pesquisadores da Patchstack confirmaram que a exploração da falha começou em 13 de janeiro, e a Modular DS lançou uma correção na versão 2.5.2 poucas horas depois. A vulnerabilidade é causada por falhas de design que aceitam requisições como confiáveis sem uma verificação criptográfica de sua origem, permitindo uma escalada de privilégios. Os usuários são aconselhados a atualizar para a versão mais recente e revisar logs de acesso ao servidor em busca de requisições suspeitas, além de regenerar todas as chaves do WordPress após a atualização.

Vulnerabilidade crítica no AWS CodeBuild expõe repositórios do GitHub

Uma falha de configuração crítica no AWS CodeBuild, identificada como CodeBreach, poderia ter permitido a tomada total dos repositórios do GitHub da Amazon, incluindo o AWS JavaScript SDK. A vulnerabilidade foi corrigida em setembro de 2025, após uma divulgação responsável em agosto do mesmo ano. Pesquisadores da Wiz relataram que, ao explorar essa falha, atacantes poderiam injetar código malicioso, comprometendo não apenas aplicações que dependem do SDK, mas também a própria Console da AWS, colocando em risco todas as contas AWS.

Novas Ameaças de Cibersegurança Vulnerabilidades e Malware em Alta

O cenário de cibersegurança continua a evoluir rapidamente, com novas vulnerabilidades e ataques emergindo semanalmente. Um dos destaques é uma falha crítica no Redis (CVE-2025-62507), que permite execução remota de código devido a um estouro de buffer. Essa vulnerabilidade, que afeta 2.924 servidores, foi corrigida na versão 8.3.2, mas a falta de autenticação no Redis torna a exploração ainda mais preocupante.

Além disso, o malware BaoLoader, que utiliza certificados de assinatura válidos para se disfarçar, tem se tornado uma ameaça significativa, permitindo que os atacantes operem sem serem detectados. Campanhas de phishing também estão em alta, com e-mails disfarçados de convites e alertas que instalam ferramentas de gerenciamento remoto (RMM).

Vulnerabilidade crítica no plugin Modular DS do WordPress em exploração ativa

Uma falha de segurança de severidade máxima foi identificada no plugin Modular DS do WordPress, afetando todas as versões até a 2.5.1. A vulnerabilidade, classificada como CVE-2026-23550 com uma pontuação CVSS de 10.0, permite a escalada de privilégios não autenticados. O problema reside na forma como o plugin gerencia suas rotas, permitindo que atacantes contornem mecanismos de autenticação ao ativar o modo de ‘pedido direto’. Isso expõe várias rotas sensíveis, como /login/ e /manager/, permitindo ações que vão desde login remoto até a obtenção de dados confidenciais. Desde 13 de janeiro de 2026, ataques explorando essa falha foram detectados, com tentativas de criar usuários administradores. O plugin possui mais de 40.000 instalações ativas e a versão corrigida 2.5.2 já está disponível. A situação ressalta os riscos de confiar implicitamente em caminhos de requisição internos expostos à internet pública. Usuários do plugin são fortemente aconselhados a atualizar para a versão corrigida o mais rápido possível.

Vulnerabilidade crítica no GlobalProtect da Palo Alto Networks

A Palo Alto Networks divulgou atualizações de segurança para uma vulnerabilidade de alta severidade, identificada como CVE-2026-0227, que afeta o software PAN-OS utilizado em suas soluções GlobalProtect Gateway e Portal. Com uma pontuação CVSS de 7.7, a falha permite que um atacante não autenticado cause uma condição de negação de serviço (DoS) no firewall, levando-o a entrar em modo de manutenção após tentativas repetidas de exploração. A vulnerabilidade foi descoberta por um pesquisador externo e afeta diversas versões do PAN-OS, incluindo 12.1, 11.2, 11.1, 10.2 e 10.1, além do Prisma Access. A Palo Alto Networks esclareceu que a falha é aplicável apenas a configurações com o GlobalProtect habilitado e que não existem alternativas para mitigar o problema. Embora não haja evidências de exploração ativa, a empresa recomenda que os dispositivos sejam mantidos atualizados, especialmente considerando a atividade de escaneamento em gateways GlobalProtect nos últimos meses.

Microsoft corrige 100 vulnerabilidades no Windows, incluindo 3 zero-day

No dia 13 de janeiro de 2026, a Microsoft lançou uma atualização de segurança que corrigiu mais de 100 vulnerabilidades no Windows, incluindo três falhas zero-day. A CVE-2026-20805, uma das falhas zero-day, permite que hackers acessem informações sensíveis através de vazamentos de memória, facilitando ataques subsequentes. Outra vulnerabilidade, CVE-2026-21265, está relacionada à expiração de certificados do secure boot, afetando computadores adquiridos entre 2012 e 2025. Para mitigar essa falha, é necessário auditar o hardware e atualizar o firmware. A terceira falha, CVE-2023-31096, está ligada à elevação de privilégios em drivers de modem que têm sido parte do Windows por décadas. Das 114 vulnerabilidades corrigidas, 57 são de elevação de privilégios, 22 de execução remota de código e 22 de vazamento de informações. Embora apenas 8 sejam categorizadas como críticas, é essencial que usuários e empresas avaliem o impacto dessas falhas em seus sistemas.

ServiceNow vulnerável devido a falhas na autenticação com IA

A ServiceNow, uma das principais empresas de TI do mundo, enfrentou uma grave vulnerabilidade de segurança relacionada à autenticação, que a deixou exposta a ataques cibernéticos. A falha, identificada pela AppOmni, permitia que hackers acessassem a infraestrutura da empresa utilizando apenas o e-mail de um usuário, sem a necessidade de senha ou autenticação adicional. Isso se deu em parte pela implementação de um chatbot, o Virtual Agent, que foi distribuído com credenciais comuns para todos os serviços de terceiros. A situação se agravou com a atualização do agente virtual para a tecnologia Now Assist, que ampliou o potencial de exploração para outras plataformas internas, como Salesforce e Microsoft. Embora a ServiceNow tenha corrigido a vulnerabilidade em outubro de 2025, a falha representa um risco crítico para a cadeia de suprimentos, uma vez que a empresa atende 85% das companhias da Fortune 500. Especialistas recomendam que as empresas não apenas apliquem patches, mas também evitem conceder a agentes de IA a capacidade de realizar ações críticas sem supervisão adequada.

Atualização de segurança da Microsoft corrige 114 vulnerabilidades

Em 14 de janeiro de 2026, a Microsoft lançou sua primeira atualização de segurança do ano, abordando 114 falhas, incluindo uma vulnerabilidade que está sendo explorada ativamente. Dentre as falhas, oito foram classificadas como Críticas e 106 como Importantes. A vulnerabilidade em destaque, CVE-2026-20805, é uma falha de divulgação de informações que afeta o Desktop Window Manager (DWM), permitindo que atacantes autorizados revelem informações sensíveis. A atualização também inclui correções para falhas no navegador Edge e um bypass de segurança relacionado ao Secure Boot. A CISA dos EUA incluiu a CVE-2026-20805 em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Explotadas, exigindo que agências federais apliquem as correções até 3 de fevereiro de 2026. A Microsoft também alertou sobre a expiração de certificados de Secure Boot, que pode impactar a segurança de dispositivos se não forem atualizados a tempo. A atualização removeu drivers de modem vulneráveis que poderiam permitir elevação de privilégios. A gravidade das falhas e a necessidade de correções rápidas destacam a importância da atualização para a segurança dos sistemas Windows.

Fortinet corrige falha crítica no FortiSIEM que permite execução de código

A Fortinet anunciou atualizações para corrigir uma vulnerabilidade crítica no FortiSIEM, identificada como CVE-2025-64155, que pode permitir a execução de código por atacantes não autenticados. Avaliada em 9.4 na escala CVSS, a falha se relaciona a uma injeção de comandos do sistema operacional, possibilitando que um invasor execute comandos não autorizados através de requisições TCP manipuladas. A vulnerabilidade afeta apenas os nós Super e Worker do FortiSIEM e foi descoberta pelo pesquisador de segurança Zach Hanley. O problema reside no serviço phMonitor, que gerencia a comunicação entre nós e a monitoração de saúde, permitindo a injeção de argumentos via curl. Isso pode ser explorado para escrever um shell reverso em um arquivo executável com permissões de root, comprometendo completamente o dispositivo. A Fortinet recomenda que os usuários atualizem para versões corrigidas e limitem o acesso à porta 7900 como uma medida de mitigação. Além disso, outra vulnerabilidade crítica foi identificada no FortiFone, com uma pontuação CVSS de 9.3, que também requer atenção imediata.

Node.js corrige falha crítica que afeta quase todos os aplicativos em produção

O Node.js lançou atualizações para corrigir uma falha de segurança crítica que impacta praticamente todos os aplicativos em produção que utilizam a plataforma. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-59466, pode levar a uma condição de negação de serviço (DoS) se explorada. O problema ocorre devido a um erro que se manifesta quando a API async_hooks é utilizada, resultando na saída abrupta do Node.js com o código 7, sem lançar um erro capturável. Isso torna os aplicativos vulneráveis a ataques de DoS, especialmente aqueles que dependem de entradas não sanitizadas para controlar a profundidade da recursão. As versões afetadas incluem todas a partir da 8.x até a 18.x, com correções disponíveis nas versões 20.20.0, 22.22.0, 24.13.0 e 25.3.0. Apesar da gravidade, a equipe do Node.js considera a correção uma mitigação, uma vez que a exaustão de espaço na pilha não é parte da especificação ECMAScript e não é tratada como um problema de segurança pelo motor V8. Dada a gravidade da vulnerabilidade, é recomendado que os usuários atualizem suas versões o mais rápido possível.

Governo dos EUA deve corrigir falha crítica de segurança do Gogs

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu uma nova vulnerabilidade crítica no seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). A falha, identificada como CVE-2025-8110, permite a execução remota de código (RCE) não autenticada por meio da API PutContents, comprometendo servidores Gogs. Com um índice de severidade de 8.7/10, a CISA ordenou que as agências federais apliquem um patch até 2 de fevereiro de 2026, ou cessem o uso do software vulnerável. O Gogs é um serviço de Git auto-hospedado, frequentemente utilizado em ambientes de desenvolvimento interno e redes isoladas. Pesquisadores da Wiz Research relataram que mais de 700 servidores Gogs já foram comprometidos, com ataques em andamento desde novembro de 2025. A correção disponível no GitHub implementa validação de caminho ciente de symlink em todos os pontos de entrada de escrita de arquivos, mitigando a vulnerabilidade. A situação destaca a necessidade urgente de atualização por parte das organizações que utilizam essa plataforma, uma vez que mais de 1.400 servidores Gogs estão expostos online.

Falha crítica na plataforma AI da ServiceNow permite impersonificação de usuários

A ServiceNow divulgou uma falha de segurança crítica em sua plataforma AI, identificada como CVE-2025-12420, que permite a um usuário não autenticado se passar por outro usuário e realizar ações arbitrárias em seu nome. Com uma pontuação CVSS de 9.3, a vulnerabilidade foi corrigida em 30 de outubro de 2025, através de uma atualização de segurança aplicada à maioria das instâncias hospedadas. A empresa também compartilhou os patches com parceiros e clientes que utilizam a plataforma de forma autônoma. A falha foi descoberta por Aaron Costello, da AppOmni, e, embora não haja evidências de exploração ativa, a ServiceNow recomenda que os usuários apliquem as atualizações de segurança imediatamente para evitar possíveis ameaças. Essa divulgação ocorre após a AppOmni ter alertado sobre a possibilidade de ataques que exploram configurações padrão na plataforma Now Assist, permitindo que agentes maliciosos realizem injeções de comandos e acessem dados corporativos sensíveis. A situação destaca a importância de manter as plataformas atualizadas e seguras, especialmente em ambientes de SaaS.

Agentes de IA Riscos de Segurança em Protocolos de Controle

Os agentes de inteligência artificial (IA) estão evoluindo rapidamente, não apenas escrevendo código, mas também executando-o. Ferramentas como Copilot, Claude Code e Codex agora conseguem construir, testar e implantar software em questão de minutos, o que, embora acelere o desenvolvimento, também cria lacunas de segurança que muitas equipes não percebem até que ocorra um problema. Um aspecto crítico que muitas organizações não estão protegendo adequadamente são os Protocolos de Controle de Máquinas (MCPs), que determinam quais comandos um agente de IA pode executar e quais ferramentas e APIs pode acessar. A falha CVE-2025-6514 exemplifica esse risco, onde um proxy OAuth confiável foi transformado em um vetor de execução remota de código, permitindo que a automação realizasse ações não intencionais em larga escala. Este cenário destaca a necessidade urgente de as equipes de segurança entenderem e protegerem esses sistemas de controle, pois, se um agente de IA pode executar comandos, também pode ser usado para realizar ataques. Um webinar está sendo oferecido para discutir esses riscos e como as organizações podem implementar controles práticos para garantir a segurança sem comprometer a velocidade de desenvolvimento.

CISA alerta sobre vulnerabilidade crítica no Gogs com exploração ativa

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre a exploração ativa de uma vulnerabilidade de alta severidade no Gogs, identificada como CVE-2025-8110, com uma pontuação CVSS de 8.7. Essa falha, relacionada a uma vulnerabilidade de travessia de caminho no editor de arquivos do repositório, pode permitir a execução de código malicioso. A CISA destacou que a vulnerabilidade permite que atacantes contornem proteções existentes, criando um repositório Git e utilizando a API PutContents para escrever dados em um link simbólico que aponta para um arquivo sensível, resultando na sobrescrição de arquivos de configuração do Git. A Wiz, empresa de segurança que descobriu a exploração em ataques zero-day, identificou 700 instâncias do Gogs comprometidas. Embora não existam patches disponíveis no momento, alterações de código necessárias foram feitas e aguardam a construção da nova imagem. Enquanto isso, os usuários do Gogs são aconselhados a desativar o registro aberto padrão e restringir o acesso ao servidor. Agências do governo dos EUA têm até 2 de fevereiro de 2026 para aplicar as mitig ações necessárias.