Vazamento

Hackers ameaçam divulgar histórico de usuários Premium do Pornhub

O grupo de hackers ShinyHunters está ameaçando o Pornhub com a divulgação de dados sensíveis de usuários Premium, incluindo histórico de pesquisas e visualizações. A coleta dessas informações teria ocorrido devido a uma falha de segurança na Mixpanel, uma empresa de análise de dados que presta serviços ao Pornhub. Os criminosos afirmam ter roubado cerca de 94 GB de dados, totalizando mais de 200 milhões de registros. Embora o Pornhub tenha tentado acalmar seus usuários, afirmando que dados financeiros e senhas não foram comprometidos, a situação levanta preocupações sobre a privacidade dos clientes. A Mixpanel, por sua vez, nega que os dados tenham sido obtidos em um incidente recente, alegando que a origem do vazamento remonta a uma violação de 2023. A contradição entre as declarações do Pornhub e da Mixpanel gera incertezas sobre a segurança dos dados dos usuários e a responsabilidade pela violação.

Centro de Saúde do Alasca sofre violação de dados afetando 70 mil pessoas

O Anchorage Neighborhood Health Center (ANHC) notificou 70.555 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em agosto de 2025, conforme informações do procurador-geral do Oregon. A violação comprometeu dados sensíveis, incluindo nomes, números de Seguro Social, datas de nascimento, números de identificação emitidos pelo estado, informações sobre tratamentos médicos e dados de seguros de saúde. No dia 26 de agosto, o ANHC anunciou dificuldades técnicas que impediram o agendamento de consultas e chamadas telefônicas, com interrupções que duraram mais de uma semana. Um grupo de hackers anônimo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 23 TB de dados, inicialmente afirmando ter acessado 10.000 registros de pacientes, número que foi posteriormente elevado para 60.000. O ANHC não confirmou a reivindicação dos hackers e não se sabe como a rede foi comprometida, se um resgate foi pago ou qual foi o valor exigido. Em resposta ao incidente, o ANHC tomou medidas imediatas para revisar a segurança da rede e lançou uma investigação com especialistas em cibersegurança. Embora tenha sido determinado que informações não públicas foram acessadas, não há evidências de que dados pessoais tenham sido usados para fraudes. O centro está oferecendo 12 meses de monitoramento de crédito gratuito aos indivíduos afetados.

Google descontinuará ferramenta de relatório da dark web em 2026

O Google anunciou que irá descontinuar sua ferramenta de relatório da dark web em fevereiro de 2026, menos de dois anos após seu lançamento. A decisão foi motivada pelo feedback dos usuários, que indicou que a ferramenta não oferecia passos práticos suficientes para a proteção das informações pessoais. A partir de 15 de janeiro de 2026, as varreduras para novas violações na dark web serão interrompidas, e todos os dados relacionados à ferramenta serão excluídos após sua desativação. A ferramenta, lançada em março de 2023, tinha como objetivo ajudar os usuários a monitorar se suas informações pessoais, como nome, endereço e número de segurança social, estavam disponíveis na dark web. Em julho de 2024, o Google expandiu o acesso à ferramenta para todos os titulares de contas, não apenas para assinantes do Google One. A empresa também incentivou os usuários a fortalecerem a segurança de suas contas, sugerindo a criação de chaves de acesso para autenticação multifatorial resistente a phishing e a remoção de informações pessoais dos resultados de busca do Google. Essa mudança reflete uma tendência maior de priorizar ferramentas que ofereçam ações mais claras para a proteção de dados online.

Extensão do Chrome coleta dados de usuários de chatbots de IA

Uma extensão do Google Chrome chamada Urban VPN Proxy, que possui seis milhões de usuários e é marcada como ‘Destaque’ na loja, foi descoberta coletando silenciosamente dados de usuários que interagem com chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Microsoft Copilot. Apesar de se apresentar como uma ferramenta de VPN para proteger a identidade online, a versão 5.5.0 da extensão, lançada em julho de 2025, habilitou a coleta de dados de forma padrão. A coleta é realizada por meio de scripts JavaScript que interceptam as conversas dos usuários, capturando prompts, respostas dos chatbots e metadados de sessão, enviando essas informações para servidores remotos. A política de privacidade da Urban VPN menciona que os dados são coletados para melhorar a navegação segura e para fins de marketing, mas não garante a anonimização completa das informações. Além disso, a empresa BIScience, que possui a Urban Cyber Security Inc., é acusada de coletar dados de navegação sob políticas de privacidade enganosas. A situação levanta preocupações sobre a confiança em extensões de navegador e a proteção de dados pessoais, especialmente em um contexto onde os usuários compartilham informações sensíveis com chatbots.

Polícia prende adolescente que roubou 64 milhões de dados de empresas

Um adolescente de 19 anos foi detido em Barcelona, Espanha, após ser acusado de roubar 64 milhões de registros de dados de nove empresas por meio de invasões digitais. A polícia espanhola revelou que o jovem utilizava seis contas e cinco pseudônimos para ocultar suas atividades criminosas, além de tentar vender as credenciais em fóruns online. Os dados vazados incluem informações pessoais como nomes, endereços, e-mails e números de telefone, mas ainda não se sabe quantas pessoas foram afetadas. As investigações começaram em junho e culminaram na apreensão de computadores e carteiras de criptomoedas do suspeito, que continham fundos obtidos com a venda das informações. O adolescente enfrenta acusações de crimes cibernéticos, acesso não autorizado a informações privadas e violação de privacidade.

ICO multa LastPass em 1,2 milhões por vazamento de dados

O Escritório do Comissário de Informação do Reino Unido (ICO) multou a LastPass em £1,2 milhões (cerca de $1,6 milhões) devido a um vazamento de dados ocorrido em 2022, que comprometeu informações de 1,6 milhão de usuários. O ICO apontou que a LastPass não implementou medidas de segurança adequadas, resultando em dois incidentes de violação de dados. O ataque começou com a obtenção de credenciais criptografadas após a invasão de um laptop da empresa, que tinha acesso ao ambiente de desenvolvimento da LastPass. O invasor, utilizando um keylogger, conseguiu acessar o banco de dados de backup da LastPass, roubando informações pessoais como nomes, e-mails, números de telefone e URLs de sites armazenados. Embora a LastPass utilize um formato de criptografia de conhecimento zero, o que significa que as senhas armazenadas não foram confirmadas como descriptografadas, a exposição de dados pessoais é uma preocupação significativa. O Comissário de Informação do Reino Unido, John Edwards, enfatizou a importância de que empresas que oferecem gerenciadores de senhas garantam a segurança dos dados de seus clientes, alertando para a necessidade de revisão urgente dos sistemas de segurança. Este incidente destaca a vulnerabilidade de sistemas amplamente utilizados e a necessidade de medidas de proteção robustas.

Falha expõe rede com 1 milhão de deepfakes pornográficos

Um vazamento de dados na plataforma MagicEdit, uma ferramenta de geração de imagens com inteligência artificial, revelou a existência de cerca de um milhão de deepfakes pornográficos, incluindo conteúdos envolvendo crianças. O pesquisador de cibersegurança Jeremiah Fowler descobriu que o banco de dados da plataforma continha imagens e vídeos manipulados, muitos dos quais apresentavam sobreposições de rostos de adultos em corpos de menores, levantando sérias preocupações sobre consentimento e exploração. Após a descoberta, a MagicEdit restringiu o acesso ao seu banco de dados e iniciou uma investigação sobre o incidente. O aplicativo, que era destinado a usuários maiores de 18 anos, foi descrito na App Store como contendo conteúdo sexual, mas o vazamento expôs um uso indevido alarmante da tecnologia. Fowler alertou sobre os riscos de chantagem e outros crimes associados a esses deepfakes, embora sua análise tenha sido feita para fins educacionais. O incidente destaca a necessidade urgente de regulamentação e proteção contra o uso indevido da inteligência artificial na criação de conteúdos prejudiciais.

ASUS confirma exposição de dados, mas nega roubo de informações de usuários

A ASUS confirmou a exposição de dados devido a uma brecha em uma empresa terceirizada, relacionada ao vazamento de amostras do ransomware Everest. Os hackers, que afirmam ter invadido a ASUS, ArcSoft e Qualcomm, publicaram informações sobre os dados roubados em um site na rede Tor. Segundo a empresa, os dados expostos incluem códigos-fonte de câmeras de celulares, mas não afetaram produtos, sistemas internos ou dados de usuários. A ASUS está reforçando a segurança de sua cadeia de suprimentos conforme os padrões de cibersegurança atuais. O grupo Everest divulgou que a invasão resultou em uma base de dados de 1 TB, contendo informações como módulos de segmentação binários, logs de memória e dados de câmeras. Especialistas alertam que a exposição de códigos de câmeras pode permitir que atacantes explorem vulnerabilidades em dispositivos móveis. A situação destaca a importância da segurança em toda a cadeia de suprimentos e a necessidade de vigilância contínua contra ameaças cibernéticas.

PF investiga vazamento de fotos íntimas e abuso infantojuvenil

A Polícia Federal (PF) lançou a Operação Poditor com o objetivo de combater o armazenamento e a disseminação de imagens íntimas de mulheres na internet, além de investigar casos de abuso sexual infantojuvenil. A operação resultou na prisão de um homem no Rio de Janeiro, que mantinha relacionamentos virtuais com suas vítimas, produzindo e armazenando fotos e vídeos íntimos sem o consentimento delas. O conteúdo era posteriormente distribuído em sites internacionais de pornografia. A PF coletou dispositivos eletrônicos e materiais usados ilegalmente pelo suspeito em ações realizadas em São Paulo, no Rio de Janeiro e no exterior.

Sites de formatação de código vazam senhas de governo e bancos

Uma pesquisa da empresa de segurança cibernética WatchTowr revelou que sites de formatação de código, como JSONFormatter e CodeBeautify, expuseram milhares de informações sensíveis, incluindo senhas e credenciais de administrador. A análise de mais de 80.000 arquivos JSON identificou dados críticos, como chaves API e registros SSH, que foram inadvertidamente compartilhados por usuários. A vulnerabilidade se deve ao uso das ferramentas ‘Salvar’ e ‘Links Recentes’, que permitiram que informações coladas fossem acessíveis através de URLs previsíveis. Organizações de setores essenciais, como governo e finanças, foram afetadas, e os pesquisadores alertaram as instituições de segurança, mas a maioria não respondeu. A exploração dessas brechas já foi confirmada por hackers, o que representa um risco significativo para a segurança cibernética. Os especialistas enfatizam a necessidade de maior conscientização sobre a segurança ao compartilhar dados sensíveis online.

OpenAI confirma vazamento de e-mails e nomes de clientes

A OpenAI alertou seus usuários sobre uma possível violação de segurança que afetou a Mixpanel, uma empresa de análise de dados. Um hacker conseguiu acesso não autorizado aos sistemas da Mixpanel no início de novembro, resultando na exportação de dados que incluíam nomes de clientes, e-mails, localização aproximada, sistema e navegador utilizados, além de IDs diversos. A OpenAI informou que muitos dos dados comprometidos podem ter sido obtidos através de ataques de phishing, que utilizam engenharia social para enganar usuários desprevenidos. A empresa recomendou que os usuários verifiquem mensagens suspeitas, especialmente aquelas que solicitam informações sensíveis. Em resposta ao incidente, a OpenAI decidiu remover a Mixpanel de seus serviços, mas continuará a colaborar com a empresa durante as investigações. É importante destacar que a violação não afetou diretamente o ChatGPT ou outros produtos da OpenAI relacionados a interações de chat. A quantidade exata de dados vazados ainda não foi determinada, mas a situação levanta preocupações sobre a segurança de dados em serviços amplamente utilizados.

Dartmouth College confirma vazamento de dados de 35 mil pessoas

O Dartmouth College anunciou que notificou mais de 35.000 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em agosto de 2025, que comprometeu nomes, números de Seguro Social e informações financeiras. A maioria das vítimas está em New Hampshire, com 31.742 residentes afetados. O ataque foi atribuído ao grupo de ransomware Clop, que explorou uma vulnerabilidade zero-day no software Oracle E-Business Suite, amplamente utilizado por grandes empresas para gerenciar finanças e recursos humanos. Embora o Clop tenha reivindicado a responsabilidade pelo ataque, Dartmouth ainda não confirmou se um resgate foi pago ou como os hackers conseguiram acessar a rede da instituição. O colégio está oferecendo proteção contra roubo de identidade gratuita através da Experian até 28 de fevereiro de 2026. O ataque ao Dartmouth é um dos maiores registrados em instituições educacionais, destacando a crescente ameaça de ransomware no setor. Em 2025, 42 ataques de ransomware foram confirmados em instituições educacionais dos EUA, comprometendo 219.000 registros.

Advocacia de Pittsburgh confirma vazamento de dados de 54 mil pessoas

O escritório de advocacia Davies, McFarland & Carroll, localizado em Pittsburgh, confirmou que notificou 54.712 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em maio de 2025. As informações comprometidas incluem números de Seguro Social, histórico médico, informações de seguro de saúde e datas de nascimento. O ataque foi reivindicado pelo grupo de ransomware Lynx, que listou o escritório em seu site de vazamento de dados. Embora a firma tenha detectado o acesso não autorizado em 22 de maio de 2025, a investigação forense revelou que os dados podem ter sido acessados entre 19 e 22 de maio. A empresa está oferecendo 12 meses de monitoramento de crédito gratuito e assistência contra fraudes aos afetados. O Lynx, um grupo que opera um esquema de ransomware como serviço, já reivindicou 316 ataques desde julho de 2024, sendo este o maior ataque a um escritório de advocacia em 2025. Ransomware tem se tornado uma ameaça crescente para escritórios de advocacia nos EUA, colocando em risco dados sensíveis de clientes e causando interrupções operacionais significativas.

Organizações expõem senhas em ferramentas online de formatação de código

Uma nova pesquisa revelou que diversas organizações em setores sensíveis, como governo e infraestrutura crítica, estão colando senhas e credenciais em ferramentas online como JSONFormatter e CodeBeautify. A empresa de cibersegurança watchTowr Labs coletou um conjunto de dados com mais de 80.000 arquivos nesses sites, revelando milhares de informações sensíveis, incluindo nomes de usuários, senhas, chaves de autenticação e dados pessoais. Os dados expostos incluem informações de setores como finanças, saúde e tecnologia, evidenciando a gravidade do problema. As ferramentas, que são populares entre desenvolvedores e administradores, permitem a criação de links compartilháveis que podem ser acessados por qualquer pessoa com o URL, facilitando o acesso não autorizado. Após a pesquisa, as plataformas desativaram temporariamente a funcionalidade de salvar links, indicando uma resposta a preocupações de segurança. O uso descuidado dessas ferramentas representa um risco significativo, pois informações valiosas estão sendo exploradas por agentes maliciosos, destacando a necessidade urgente de conscientização e melhores práticas de segurança entre as organizações.

Hackers roubam dados de mil empresas em ataque à Salesforce

Recentemente, a Salesforce revogou todos os acessos ativos e tokens do aplicativo Gainsight após detectar atividade suspeita que resultou em acesso não autorizado a dados de usuários. Estima-se que até 200 instâncias da Salesforce tenham sido afetadas por uma campanha emergente que comprometeu tokens de autenticação OAuth de terceiros. O grupo hacker ShinyHunters, que já havia atacado outras plataformas, reivindicou a autoria do ataque, afirmando ter roubado dados de quase 1.000 organizações. A Gainsight, um dos aplicativos afetados, já havia sido alvo de um ataque anterior, mas não está claro se os incidentes estão interligados. A Salesforce, por precaução, removeu o Gainsight do AppExchange e revogou conexões com o Zendesk. Embora a empresa não tenha identificado vulnerabilidades em sua plataforma, a situação destaca a importância de monitorar aplicativos de terceiros e a segurança dos tokens de autenticação utilizados.

Hackers ameaçam expor 343 GB de dados da Under Armour

O grupo cibercriminoso Everest reivindicou um ataque à Under Armour, afirmando ter roubado 343 GB de dados sensíveis da empresa. Os hackers publicaram um comunicado na dark web, incluindo informações pessoais e corporativas de clientes e funcionários, como histórico de compras, dados de identificação, e-mails e até passaportes. Além disso, documentos internos, catálogos de produtos e análises de comportamento de consumidores também foram supostamente comprometidos. O Everest não exigiu resgate, mas deu um ultimato à Under Armour, solicitando contato em até sete dias para evitar a divulgação de mais dados. Este ataque destaca o risco elevado de fraudes e roubo de identidade, especialmente considerando a natureza dos dados expostos. O grupo já atacou outras grandes empresas, como AT&T e Coca-Cola, o que evidencia um padrão de comportamento focado em extorsão ao invés de criptografia de dados. A Under Armour, que já enfrentou um incidente de segurança em 2018, agora se vê em uma situação crítica que pode afetar sua reputação e a confiança dos consumidores.

Salesforce alerta sobre acesso não autorizado a dados de clientes

A Salesforce emitiu um alerta sobre atividades incomuns relacionadas a aplicativos publicados pela Gainsight que estão conectados à sua plataforma. A investigação preliminar sugere que essa atividade pode ter possibilitado o acesso não autorizado a dados de clientes da Salesforce através da conexão com esses aplicativos. Como medida de precaução, a empresa revogou todos os tokens de acesso e atualização associados a esses aplicativos e os removeu temporariamente do AppExchange. Embora a Salesforce não tenha revelado quantos clientes foram afetados, informou que todos foram notificados. A empresa enfatizou que não há indícios de que a vulnerabilidade tenha origem na plataforma Salesforce, mas sim na conexão externa dos aplicativos. O analista Austin Larsen, do Google Threat Intelligence Group, classificou a situação como uma campanha emergente, possivelmente ligada ao grupo de ameaças ShinyHunters, que já havia realizado ataques semelhantes anteriormente. Organizações são aconselhadas a revisar aplicativos de terceiros conectados à Salesforce e a revogar tokens de acesso para aplicações suspeitas.

WEL Companies confirma vazamento de dados de 122 mil pessoas

A WEL Companies, fornecedora de transporte, notificou 122.960 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em janeiro de 2025. Informações pessoais comprometidas incluem números de Seguro Social e identificações emitidas pelo estado. O grupo de ransomware RansomHub reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 189 GB de dados, incluindo documentos sensíveis como passaportes e relatórios de acidentes. Embora a WEL tenha identificado atividade incomum em sua rede no dia 31 de janeiro, a empresa ainda não confirmou se pagou um resgate ou como a violação ocorreu. Para mitigar os danos, a WEL está oferecendo monitoramento de identidade gratuito através da Kroll. Este ataque é um dos maiores registrados contra empresas de transporte nos EUA, destacando a crescente ameaça de ransomware nesse setor. Em 2025, já foram registrados seis ataques confirmados a empresas de transporte nos EUA, com 99 alegações adicionais ainda não verificadas. Os ataques de ransomware não apenas comprometem dados, mas também podem paralisar sistemas, resultando em perdas financeiras significativas e riscos de fraude para os clientes.

WhatsApp expõe dados de 206 milhões de brasileiros devido a falha

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Viena revelou uma falha de segurança no WhatsApp que expôs dados de 206 milhões de usuários brasileiros. A pesquisa, que envolveu a adição de números aleatórios ao aplicativo, resultou na coleta de 3,5 bilhões de números de celular, dos quais 57% tinham fotos de perfil visíveis e 29% apresentavam informações públicas, como status e nomes. Essa vulnerabilidade já havia sido reportada em 2017, mas a Meta, empresa controladora do WhatsApp, não implementou medidas eficazes para corrigi-la. Embora a Meta tenha afirmado que os dados expostos são informações públicas e que os usuários podem tornar suas informações privadas, os pesquisadores não encontraram barreiras significativas durante o teste. A situação é preocupante, especialmente considerando que 61% dos usuários brasileiros têm suas fotos de perfil expostas. Além disso, a pesquisa identificou usuários em países onde o aplicativo é banido, o que levanta questões sobre a segurança e privacidade em contextos de uso clandestino. A Meta declarou que está trabalhando em defesas contra scraping de dados, mas a eficácia dessas medidas ainda é questionada pelos pesquisadores.

Marquis Software Solutions sofre vazamento de dados em ataque cibernético

A Marquis Software Solutions, fornecedora de serviços de marketing e conformidade para mais de 700 bancos e cooperativas de crédito nos Estados Unidos, sofreu um vazamento de dados em agosto de 2025. O incidente comprometeu informações sensíveis, incluindo números de Seguro Social, números de identificação fiscal, números de contas e datas de nascimento de 6.876 pessoas, conforme notificado pela Community 1st Credit Union. Acredita-se que a Marquis tenha pago um resgate após um ataque de ransomware, embora os detalhes sobre o valor e a forma de ataque ainda não tenham sido divulgados. A Community 1st Credit Union inicialmente não identificou a inclusão de informações de seus membros no vazamento, mas posteriormente foi informada de que dados pessoais não públicos estavam envolvidos. Este incidente destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética, especialmente em um cenário onde ataques de ransomware estão se tornando mais frequentes, com 24 ataques confirmados em empresas de tecnologia dos EUA apenas em 2025, afetando cerca de 825.000 registros. A Marquis está oferecendo proteção de identidade gratuita para as vítimas afetadas pelo vazamento.

Famosa fabricante russa de tecnologia de vigilância é hackeada - fim para a Protei?

A Protei, uma empresa russa conhecida por desenvolver ferramentas de vigilância como DPI (Deep Packet Inspection) e SORM (Sistema de Interceptação Legal), foi recentemente hackeada, resultando no roubo de 182GB de dados, incluindo anos de correspondência por e-mail. O ataque ocorreu em torno de 8 de novembro e foi realizado por um grupo de hacktivistas que também desfigurou o site da empresa, deixando uma mensagem de oposição ao ecossistema de vigilância da Rússia. A Protei fornece soluções de software e hardware para operadores de telecomunicações e clientes governamentais em diversos países, incluindo Rússia, Belarus e Cuba, permitindo que autoridades monitorem comunicações. O roubo de dados e a desfiguração do site levantam questões sobre a segurança das informações sensíveis e a eficácia das medidas de proteção adotadas por empresas que operam nesse setor. O incidente destaca a crescente atividade de hacktivismo e a vulnerabilidade de empresas que atuam em áreas de vigilância e controle de dados.

Logitech confirma ataque hacker e admite vazamento de dados de clientes

A Logitech confirmou ter sido alvo de um ataque de dia zero, resultando em um vazamento de dados considerado ’limitado’. O grupo de cibercrime Clop, conhecido por suas práticas de extorsão, foi identificado como responsável pelo ataque. Embora a empresa tenha garantido que a violação não afetou seus produtos ou operações, especialistas acreditam que informações sobre funcionários, consumidores e fornecedores podem ter sido comprometidas. A Logitech não tem certeza sobre quais dados específicos foram roubados, mas afirma que informações sensíveis, como registros de identidade e dados de cartão de crédito, não estavam armazenadas no sistema afetado. A vulnerabilidade explorada estava em uma plataforma de software de terceiros, que foi corrigida imediatamente após a descoberta. O incidente destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética, especialmente em um cenário onde grupos como o Clop têm intensificado suas atividades de ransomware, afetando diversas empresas ao redor do mundo.

China nega, mas vazamento indica criação de armas cibernéticas estatais

Um vazamento significativo de dados da empresa chinesa Knownsec, especializada em cibersegurança, revelou informações que sugerem um possível envolvimento do governo da China em atividades de ciberespionagem. O incidente, que ocorreu no início de novembro de 2025, expôs cerca de 12 mil arquivos, totalizando aproximadamente 95 GB de registros de imigração da Índia, 3 TB de registros de chamadas da operadora sul-coreana LG Uplus e 459 GB de dados sobre transporte em Taiwan. Os documentos vazados indicam que a Knownsec, que frequentemente colabora com órgãos governamentais, poderia estar desenvolvendo “armas cibernéticas” para espionagem. Além disso, foram encontrados dados sensíveis de mais de 20 países, incluindo Japão e Reino Unido, e uma planilha detalhando ataques digitais a 80 empresas internacionais, principalmente no setor de telecomunicações. Os hackers teriam utilizado um trojan de acesso remoto (RAT) para obter controle total dos dispositivos infectados, além de ferramentas específicas para Android que permitiam a coleta de mensagens de aplicativos como Telegram. O governo chinês negou qualquer envolvimento, afirmando que não tem conhecimento sobre a violação de segurança, mas não descartou a possibilidade de que empresas estatais possam estar envolvidas em operações de inteligência cibernética.

Sato Corporation notifica violação de dados em outubro de 2025

A Sato Corporation anunciou a notificação de vítimas de uma violação de dados ocorrida em outubro de 2025, que comprometeu informações pessoais como nomes, endereços de e-mail, endereços postais, números de telefone e contas de clientes. Os hackers exploraram uma vulnerabilidade zero-day no software Oracle E-Business Suite, amplamente utilizado por grandes empresas para gerenciar finanças e recursos humanos. A Sato informou que o sistema afetado continha dados de pedidos, informações de envio e recebimento, além de contas a receber e a pagar, mas não incluiu senhas ou informações de produtos. O grupo de ransomware Clop reivindicou a responsabilidade pelo ataque, que afetou operações da Sato em vários países, incluindo Japão, EUA, Singapura, Malásia, Europa e Reino Unido. A Sato não confirmou se pagou ou não o resgate exigido, e a investigação sobre a extensão da violação está em andamento. O ataque destaca a crescente ameaça de grupos de ransomware que exploram vulnerabilidades em softwares críticos, com um aumento significativo de ataques a fabricantes em 2025.

Trabalho remoto e as grandes brechas de 2025 Causa ou desculpa conveniente?

O trabalho remoto, intensificado pela pandemia, trouxe à tona questões de segurança cibernética, mas não é o único responsável pelas brechas de dados. O artigo analisa como a combinação de falhas históricas, como credenciais expostas, controles fracos de terceiros e configurações inadequadas de serviços em nuvem, contribuiu para os incidentes de segurança em 2025. Embora o trabalho remoto tenha ampliado os riscos, ele não é o único fator. As investigações revelam que muitos ataques foram facilitados por erros humanos e vulnerabilidades em sistemas legados, independentemente da localização dos funcionários. Para mitigar esses riscos, os líderes empresariais devem priorizar a gestão de identidade, fortalecer a segurança de terceiros, corrigir desvios de configuração e medir métricas relevantes. O foco deve ser em sistemas e processos, em vez de culpar o trabalho remoto, para garantir uma abordagem mais eficaz na segurança cibernética.

Vazamento de dados do Washington Post afeta quase 10 mil funcionários

O Washington Post notificou cerca de 10 mil empregados e prestadores de serviço sobre um vazamento de dados que ocorreu devido a um ataque hacker em sistemas da Oracle, entre 10 de julho e 22 de agosto de 2025. A vulnerabilidade explorada foi identificada no Oracle E-Business Suite, um software amplamente utilizado para gerenciar recursos humanos, finanças e cadeias de suprimentos. Os hackers, associados ao grupo de ransomware Clop, tentaram extorquir a empresa em setembro, após a descoberta da brecha. Os dados comprometidos incluem informações sensíveis como nome completo, número de conta bancária, documentos de identidade e dados fiscais. A empresa IDX, especializada em proteção contra roubo de identidade, ofereceu serviços gratuitos aos afetados, recomendando medidas como o congelamento de segurança nos cartões de crédito. Este incidente ressalta a importância de monitorar e proteger sistemas críticos, especialmente em um cenário onde a segurança da informação é cada vez mais desafiadora.

Vazamento da Checkout.com ShinyHunters invade armazenamento em nuvem

A Checkout.com, processadora de pagamentos, revelou um vazamento significativo de dados após um ataque direcionado do grupo cibercriminoso ShinyHunters. O incidente levantou preocupações imediatas no setor fintech, mas a resposta rápida da empresa e sua comunicação transparente trouxeram alguma tranquilidade para seus parceiros comerciais e clientes. O ataque ocorreu devido à exploração de um sistema de armazenamento em nuvem legado, que estava acessível desde 2020 e continha registros internos sensíveis e informações de integração de comerciantes. A investigação da Checkout.com indicou que cerca de 25% de sua base atual de comerciantes poderia ser afetada. Apesar da demanda de resgate feita pelos criminosos, a empresa se recusou a pagar e, em vez disso, decidiu doar um valor equivalente para iniciativas de pesquisa em cibersegurança em instituições renomadas, como a Universidade Carnegie Mellon e o Centro de Cibersegurança da Universidade de Oxford. Este incidente destaca a vulnerabilidade representada por sistemas legados e a importância de uma gestão de infraestrutura abrangente. A Checkout.com se comprometeu a fortalecer sua postura de segurança e a apoiar os comerciantes afetados, mantendo canais de comunicação abertos para quaisquer preocupações.

Vazamento cibernético na China revela operações de hacking globais

Um recente vazamento de dados na empresa de segurança chinesa Knownsec expôs mais de 12.000 documentos classificados que revelam operações de hacking ligadas ao governo chinês. Os arquivos vazados incluem informações sobre ‘armas cibernéticas’, ferramentas internas de inteligência artificial e uma lista extensa de alvos internacionais, abrangendo mais de vinte países, como Japão, Índia e Reino Unido. Entre as informações preocupantes, estão planilhas que detalham ataques a 80 alvos estrangeiros, incluindo empresas de infraestrutura crítica e telecomunicações. O vazamento também revelou dados significativos, como 95GB de registros de imigração da Índia e 3TB de logs de chamadas da LG U Plus da Coreia do Sul. Os especialistas identificaram a presença de Trojans de Acesso Remoto (RATs) que podem comprometer sistemas operacionais populares, além de dispositivos de hacking de hardware utilizados pela Knownsec. Apesar das tentativas do governo chinês de desmentir o incidente, a profundidade da infiltração sugere uma colaboração estreita entre empresas privadas e operações estatais. Este evento destaca a necessidade de uma defesa cibernética mais robusta, que combine monitoramento em tempo real e segmentação de rede.

Quanto vale seu cartão de crédito roubado na dark web?

Uma pesquisa da NordVPN revelou que o preço médio dos cartões de crédito brasileiros roubados na dark web subiu para US$ 10,70 (cerca de R$ 56,81) em 2025, um aumento de 26% em relação a 2023. O estudo analisou 50.705 registros de cartões listados em marketplaces da dark web, destacando que o Brasil se tornou um dos mercados mais procurados por cibercriminosos. O aumento no valor dos cartões pode ser atribuído à dinâmica de oferta e demanda, onde a escassez de informações de qualidade eleva os preços. A pesquisa também identificou que 87% dos cartões permanecem ativos por mais de 12 meses, o que aumenta seu valor comercial. Além disso, o estudo descreveu a cadeia de cibercriminosos envolvidos no processo de ‘carding’, que inclui harvesters, validators e cash-outers. Para se proteger, recomenda-se monitorar extratos bancários, usar senhas fortes e evitar armazenar dados de cartões em navegadores. O relatório alerta para a crescente ameaça de vazamentos de dados, com 300 milhões de registros pessoais já expostos na dark web em 2025.

Conversas no ChatGPT vazam para ferramenta de SEO do Google

Recentemente, foi descoberto que conversas realizadas no ChatGPT estavam vazando para o Google Search Console (GSC), uma ferramenta utilizada por desenvolvedores para monitorar o tráfego de pesquisas. O consultor Jason Packer, da Quantable, identificou que pesquisas feitas no ChatGPT, incluindo interações pessoais e profissionais, estavam sendo exibidas no GSC, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários. A OpenAI, responsável pelo ChatGPT, reconheceu a existência de um problema que afetou temporariamente o caminho de algumas buscas, mas não forneceu detalhes sobre a natureza do vazamento. Aproximadamente 200 pesquisas estranhas foram registradas, revelando que os prompts dos usuários não são tão privados quanto se poderia supor. Os especialistas sugerem que a OpenAI deve aumentar a transparência em relação a incidentes como este e reforçar a proteção da privacidade dos usuários, especialmente em um contexto onde a conformidade com a LGPD é crucial. O vazamento é considerado um incidente de segurança que pode impactar a confiança dos usuários e a reputação da OpenAI.

Microsoft revela novo ataque que espiona chats de IA criptografados

A Microsoft anunciou a descoberta de um novo tipo de ataque cibernético denominado ‘Whisper Leak’, que consegue expor os tópicos discutidos em chats com chatbots de IA, mesmo quando as conversas estão totalmente criptografadas. A pesquisa da empresa indica que atacantes podem analisar o tamanho e o tempo dos pacotes criptografados trocados entre um usuário e um modelo de linguagem, permitindo inferir o conteúdo das discussões. Embora a criptografia proteja o conteúdo das mensagens, a vulnerabilidade reside na forma como os modelos de linguagem enviam respostas, transmitindo dados de forma incremental. Isso cria padrões que podem ser analisados por invasores, permitindo deduzir informações sensíveis. Após a divulgação, empresas como OpenAI e Mistral implementaram medidas para mitigar o problema, como a adição de sequências de texto aleatórias nas respostas. A Microsoft recomenda que os usuários evitem discutir assuntos sensíveis em redes Wi-Fi públicas e utilizem VPNs. Além disso, a pesquisa destaca que muitos modelos de linguagem abertos ainda são vulneráveis a manipulações, especialmente em conversas mais longas, levantando preocupações sobre a segurança das plataformas de chat de IA.

65 das principais empresas de IA expõem segredos no GitHub

Uma investigação de segurança revelou que 65% das 50 principais empresas de inteligência artificial (IA) do mundo, avaliadas em mais de 400 bilhões de dólares, expuseram credenciais sensíveis no GitHub. Essas exposições incluem chaves de API e tokens de autenticação, que podem permitir acesso direto aos sistemas das empresas. Os pesquisadores descobriram que os segredos não estavam apenas em repositórios ativos, mas também em forks deletados e contas pessoais de desenvolvedores. A pesquisa destacou que, embora algumas empresas como LangChain e ElevenLabs tenham rapidamente corrigido as vulnerabilidades, quase metade dos vazamentos não recebeu resposta. Para mitigar esses riscos, recomenda-se que as empresas implementem varreduras obrigatórias de segredos em todos os repositórios públicos e estabeleçam canais de divulgação de segurança desde o início. O gerenciamento eficaz de segredos é crucial para proteger os ativos valiosos das empresas de IA e garantir a continuidade da inovação no setor.

GlobalLogic confirma vazamento de dados de mais de 10 mil pessoas

A GlobalLogic, empresa de desenvolvimento de software, notificou 10.471 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em julho de 2025. O incidente comprometeu informações pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, dados bancários, informações salariais, números de passaporte, nacionalidades, datas de nascimento, endereços de e-mail e números de telefone. Os hackers exploraram uma vulnerabilidade zero-day na suíte Oracle E-Business, utilizada pela empresa para gerenciar finanças e recursos humanos. O grupo de ransomware Clop, que já reivindicou responsabilidade por outros ataques semelhantes, não listou a GlobalLogic em seu site de vazamentos até o momento. A empresa não revelou a identidade dos atacantes nem se pagou um resgate. GlobalLogic está oferecendo monitoramento de crédito gratuito por 24 meses aos afetados. A vulnerabilidade explorada foi identificada pela Oracle em um aviso de segurança emitido em 4 de outubro de 2025. O acesso não autorizado foi detectado apenas em 9 de outubro de 2025, quase três meses após a invasão inicial. Este incidente destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética, especialmente em relação a vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados.

Relatório de Segurança de Navegadores 2025 Riscos Emergentes

O Relatório de Segurança de Navegadores 2025 revela que a maioria dos riscos relacionados a identidade, SaaS e inteligência artificial (IA) converge no navegador do usuário, criando uma nova superfície de ameaça. Com quase metade dos funcionários utilizando ferramentas de IA generativa (GenAI) fora da supervisão de TI, 77% deles colam dados em prompts de IA, sendo que 82% dessas colagens vêm de contas pessoais. Além disso, 99% dos usuários corporativos têm extensões instaladas, muitas das quais não são geridas adequadamente, aumentando o risco de vazamentos de dados. Os navegadores de IA, que integram modelos de linguagem diretamente na camada de navegação, também representam uma nova superfície de ataque, permitindo que dados sensíveis sejam processados sem controle. O relatório destaca que as ferramentas tradicionais de segurança, como DLP e EDR, não são suficientes para monitorar essas atividades, pois não inspecionam o que acontece dentro das sessões de navegação. Para mitigar esses riscos, é necessário adotar controles nativos de sessão que ofereçam visibilidade e proteção em tempo real, sem comprometer a experiência do usuário.

Ex-engenheiro da Intel acusado de roubar 18 mil arquivos confidenciais

A Intel está processando o ex-engenheiro de software Jinfeng Luo, que supostamente baixou cerca de 18.000 arquivos confidenciais da empresa após sua demissão em julho de 2025. O incidente destaca os riscos de segurança de dados durante a saída de funcionários e reestruturações organizacionais. Luo, que trabalhava em Seattle, foi demitido em meio a uma redução de força de trabalho que afetou mais de 15.000 empregados globalmente. Segundo a ação judicial, ele tentou transferir arquivos para um disco rígido externo em 23 de julho, mas foi bloqueado pelos sistemas de segurança da Intel. Em 28 de julho, ele conseguiu conectar um dispositivo diferente e baixar os arquivos sensíveis, que tinham marcações de “Top Secret”, violando regulamentos federais de segurança. A Intel está buscando pelo menos US$ 250.000 em danos e uma liminar para impedir a divulgação das informações roubadas. O caso ressalta a necessidade de protocolos mais rigorosos para gerenciar o acesso a dados durante transições de funcionários, levantando questões sobre controles de acesso e práticas de segurança em reestruturações organizacionais.

Microsoft revela ataque de canal lateral que compromete LLMs

A Microsoft divulgou detalhes sobre um novo ataque de canal lateral, denominado Whisper Leak, que pode permitir que adversários passem a observar o tráfego de rede para inferir tópicos de conversação em modelos de linguagem remotos, mesmo com a proteção de criptografia. Este ataque é particularmente preocupante, pois pode expor dados trocados entre usuários e modelos de linguagem em modo de streaming, colocando em risco a privacidade das comunicações de usuários e empresas. Pesquisadores da Microsoft explicaram que atacantes em posição de monitorar o tráfego criptografado, como agências governamentais ou provedores de internet, podem identificar se um usuário está discutindo tópicos sensíveis, como lavagem de dinheiro ou dissidência política, apenas analisando o tamanho dos pacotes e os tempos de chegada. A técnica foi testada com modelos de aprendizado de máquina, alcançando taxas de precisão superiores a 98% em identificar tópicos específicos. Embora a Microsoft e outras empresas tenham implementado medidas de mitigação, a eficácia do ataque pode aumentar com a coleta de mais amostras ao longo do tempo. A empresa recomenda que os usuários evitem discutir assuntos sensíveis em redes não confiáveis e considerem o uso de VPNs para proteção adicional.

Funcionário do Banco do Brasil é preso por roubo de dados de clientes

Um funcionário do Banco do Brasil foi preso pela Polícia Federal no Rio de Janeiro por roubar e vazar dados de clientes. A prisão ocorreu em flagrante em uma agência no Caju, onde o suspeito utilizava um software malicioso para coletar informações confidenciais. O Banco do Brasil informou que as investigações começaram após a detecção de irregularidades pela equipe interna da agência. O funcionário, cujo nome não foi divulgado, repassava os dados coletados para uma organização criminosa que aplicava golpes em correntistas em diversas localidades do país, permitindo transferências bancárias não autorizadas. Ele foi encaminhado ao sistema prisional e responderá por invasão de dispositivo informático e fraude eletrônica. A Polícia Federal continua a investigar outros envolvidos na quadrilha, que já causou prejuízos significativos a clientes do banco. Este incidente destaca a vulnerabilidade das instituições financeiras e a necessidade de medidas de segurança mais robustas para proteger informações sensíveis dos clientes.

As senhas mais comuns em 2025 um alerta de segurança

Um estudo recente da Comparitech revelou que as senhas mais comuns em 2025 incluem ‘123456’, ‘admin’ e ‘password’, com mais de 2 bilhões de senhas reais analisadas. A pesquisa destacou que 25% das 1.000 senhas mais usadas consistem apenas em números, e 38,6% contêm a sequência ‘123’. Além disso, 65,8% das senhas analisadas têm menos de 12 caracteres, o que as torna vulneráveis a ataques de força bruta. A combinação de números e palavras fracas, como ‘admin’ e ‘qwerty’, contribui para a fraqueza das senhas. Especialistas recomendam senhas com pelo menos 12 caracteres, misturando letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos. A pesquisa também enfatiza a importância de senhas únicas e a ativação da autenticação de dois fatores para proteger contas, mesmo que a senha seja comprometida. A análise foi baseada em dados de vazamentos de credenciais em fóruns de dados, com informações coletadas de forma a garantir a confidencialidade dos usuários.

Hyundai AutoEver Confirma Vazamento de Dados de Usuários

A Hyundai AutoEver America, LLC confirmou um vazamento de dados que expôs informações sensíveis de clientes, incluindo nomes, números de Seguro Social e dados de carteiras de motorista. O ataque cibernético ocorreu entre 22 de fevereiro e 2 de março de 2025, quando os invasores mantiveram acesso não autorizado ao ambiente de TI da empresa por aproximadamente nove dias. A empresa detectou a intrusão em 1º de março e imediatamente iniciou uma investigação, com apoio de especialistas em cibersegurança e autoridades. Os clientes afetados foram notificados com cartas personalizadas, detalhando os dados comprometidos. Para mitigar os riscos, a Hyundai AutoEver ofereceu serviços gratuitos de monitoramento de crédito e proteção contra roubo de identidade por dois anos. Especialistas recomendam que os clientes permaneçam vigilantes, revisando extratos financeiros e relatando qualquer atividade suspeita. O incidente destaca a importância de medidas de segurança robustas e a necessidade de monitoramento contínuo das informações pessoais expostas.

SonicWall aponta ataque patrocinado por Estado em violação de segurança

A SonicWall confirmou que um grupo de ameaças patrocinadas por um Estado foi responsável pela violação de segurança ocorrida em setembro, que resultou na exposição não autorizada de arquivos de backup de configuração de firewall. A empresa esclareceu que a atividade maliciosa foi restrita ao acesso não autorizado a arquivos de backup na nuvem, utilizando uma chamada de API, e que o incidente não está relacionado aos ataques de ransomware Akira que afetam firewalls e outros dispositivos de borda. A SonicWall contratou a Mandiant, empresa pertencente ao Google, para investigar a violação, que afetou menos de 5% de seus clientes que utilizam o serviço de backup na nuvem. A empresa assegurou que seus produtos, firmware e outros sistemas não foram comprometidos e que várias ações corretivas recomendadas pela Mandiant foram implementadas para fortalecer sua infraestrutura de segurança. Os clientes da SonicWall são aconselhados a acessar o MySonicWall.com para verificar seus dispositivos e redefinir as credenciais dos serviços afetados, se necessário. Além disso, a empresa disponibilizou ferramentas online para análise e redefinição de credenciais, visando aumentar a segurança dos serviços.

Universidade de Harvard sofre violação de dados em setembro de 2025

A Universidade de Harvard notificou 41 residentes de Massachusetts sobre uma violação de dados ocorrida em setembro de 2025, que comprometeu nomes, números de Seguro Social e endereços. Um terceiro não autorizado explorou uma vulnerabilidade zero-day em software da Oracle para realizar o ataque. O grupo de ransomware Clop reivindicou a responsabilidade pela violação, que também afetou outras organizações, como a Ansell Limited e a Universidade de Witwatersrand. Harvard não confirmou a reivindicação do Clop e não revelou se pagou um resgate. A universidade está oferecendo 24 meses de monitoramento de crédito gratuito para as vítimas. O ataque destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética no setor educacional, que já registrou 39 ataques de ransomware em instituições dos EUA em 2025. Esses ataques podem causar interrupções significativas nas operações diárias das escolas, além de riscos de fraude para alunos e funcionários. A média de tempo para notificação de violações no setor educacional é de 4,8 meses, o que aumenta a urgência de medidas de segurança eficazes.

Vazamento de dados em empresa de TI sueca expõe informações de 1,5 milhão de usuários

Um grave vazamento de dados na empresa de TI sueca Miljödata comprometeu informações pessoais de mais de 1,5 milhão de pessoas, levando a Autoridade Sueca de Proteção de Dados (IMY) a abrir uma investigação. O incidente, ocorrido no final de agosto, envolveu o roubo de grandes volumes de dados pessoais, que foram posteriormente publicados na Darknet. A IMY está avaliando se a Miljödata e várias organizações do setor público, como a Cidade de Gotemburgo e a Prefeitura de Älmhult, cumpriram as exigências do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR). A investigação busca entender como o ataque ocorreu, quais dados foram afetados e se as medidas de segurança da empresa eram adequadas. A IMY enfatizou a necessidade de examinar as práticas de proteção de dados, especialmente em relação a informações sensíveis, como dados de crianças e indivíduos com identidades protegidas. O incidente levanta questões críticas sobre a segurança cibernética e a gestão responsável de dados na Suécia, refletindo preocupações que também podem ser relevantes para o Brasil, especialmente em relação à conformidade com a LGPD.

300 milhões de registros pessoais vazaram na dark web em 2025

Uma pesquisa da Proton revelou que 300 milhões de registros pessoais foram vazados na dark web, com 49% contendo senhas de usuários. O estudo, realizado com a ferramenta Data Breach Observatory, destacou que 71% dos dados expostos pertencem a pequenas e médias empresas. Além das senhas, 72% dos registros incluíam números de telefone e endereços, enquanto 34% continham informações de saúde e dados governamentais. O vazamento de credenciais é um indicativo de falhas graves na segurança digital, expondo os usuários a riscos de fraudes e ataques cibernéticos. A análise da Fortinet aponta que a combinação de contas legítimas com credenciais roubadas dificulta a detecção de fraudes, uma vez que os cibercriminosos podem se infiltrar nas atividades normais das empresas. A pesquisa também alerta que muitos vazamentos ocorrem com logins simples, sem a necessidade de técnicas sofisticadas. Para se proteger, é essencial adotar senhas fortes e únicas, além de implementar a autenticação de dois fatores sempre que possível.

Vazamento de dados da Proton expõe 300 milhões de credenciais na dark web

A empresa de tecnologia focada em privacidade, Proton, alertou sobre uma grave crise de vazamento de dados, revelando que centenas de milhões de credenciais de login roubadas estão circulando ativamente em mercados da dark web. Através de sua iniciativa de Vigilância da Dark Web, a Proton monitora fóruns cibernéticos para identificar e relatar vazamentos de dados em tempo real, ajudando empresas a se protegerem antes que incidentes de segurança se tornem públicos. O estudo da Proton destaca que quatro em cada cinco pequenas empresas sofreram vazamentos recentes, com custos que podem ultrapassar um milhão de dólares por incidente. Dados expostos incluem informações pessoais sensíveis, como nomes, endereços, números de telefone e senhas, além de dados críticos como números de segurança social e informações bancárias. Entre as empresas afetadas estão a companhia aérea australiana Qantas, a seguradora Allianz Life da Alemanha e a empresa de tecnologia Tracelo dos EUA, com milhões de registros comprometidos. Especialistas recomendam que as empresas implementem sistemas robustos de gerenciamento de senhas e autenticação multifatorial como primeira linha de defesa contra ataques baseados em credenciais.

Vazamento do Grande Firewall da China expõe mais de 500GB de dados

Em setembro de 2025, um incidente de segurança sem precedentes resultou no vazamento de mais de 500 gigabytes de dados internos de empresas que operam a infraestrutura do Grande Firewall (GFW) da China. O vazamento revelou uma visão abrangente da arquitetura de censura do país, incluindo manuais técnicos, logs operacionais e comunicações internas. Acredita-se que o ataque tenha sido realizado por um insider privilegiado ou um adversário externo altamente coordenado, resultando em um arquivo que se aproxima de 600GB e contém mais de 100.000 arquivos únicos.

Clínica de Saúde Feminina em Reno Confirma Vazamento de Dados de 62 mil Pacientes

A OB-GYN Associates, uma clínica de saúde feminina em Reno, Nevada, confirmou que notificou 62.238 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em agosto de 2025. O incidente comprometeu informações sensíveis, incluindo nomes, números de Seguro Social, números de carteira de motorista, informações médicas, números de contas bancárias e números de roteamento. O grupo de ransomware Inc reivindicou a responsabilidade pelo ataque em 27 de agosto de 2025, embora a clínica não tenha verificado essa alegação. O ataque foi detectado em 7 de agosto de 2025, e a investigação concluiu que um terceiro não autorizado acessou a rede da clínica, adquirindo informações pessoais dos pacientes. A clínica está oferecendo 12 meses de monitoramento de crédito gratuito para as vítimas. Este ataque é um dos maiores registrados em provedores de saúde neste ano, refletindo uma tendência alarmante de ataques de ransomware no setor de saúde dos EUA, que já contabilizou 71 ataques confirmados em 2025, comprometendo 7,6 milhões de registros. O grupo Inc, ativo desde julho de 2023, já reivindicou 129 ataques confirmados, com 49 deles direcionados a provedores de saúde.

Previsões de Cibersegurança A Identidade como Ponto Crítico em 2026

O artigo da BeyondTrust destaca que em 2026, as ameaças cibernéticas estarão fortemente ligadas à gestão de identidades. A primeira previsão é a ascensão da IA agente como vetor de ataque, onde ferramentas de IA podem ser manipuladas para executar ações maliciosas devido a permissões inadequadas. A segunda previsão é o aumento do ‘account poisoning’, onde fraudadores inserem pagadores e cobradores fraudulentos em contas financeiras, utilizando automação para explorar falhas nos sistemas. Por último, o artigo alerta para a presença de ‘identidades fantasmas’ em sistemas de gerenciamento de identidade (IAM), que podem resultar em brechas de segurança não detectadas. As organizações devem adotar uma postura de segurança centrada na identidade, aplicando princípios de menor privilégio e zero trust. Além disso, o artigo menciona a obsolescência das VPNs tradicionais e o surgimento do ‘AI veganism’, um movimento contra o uso de IA por questões éticas. A mensagem central é que a segurança deve ser reavaliada à luz dessas novas ameaças, com foco na gestão de identidades.

Megavazamento expõe 183 milhões de credenciais do Gmail e outros serviços

Um vazamento massivo de dados, revelado por Troy Hunt, expôs mais de 183 milhões de credenciais de usuários do Gmail e de outros serviços de e-mail. O incidente, que ocorreu em abril de 2025, foi descoberto após Hunt cruzar informações de fóruns e bases de dados da dark web. Os dados comprometidos totalizam 3,5 terabytes e incluem não apenas senhas do Gmail, mas também credenciais de outros serviços como Amazon e Netflix, aumentando o risco de ataques de credential stuffing. Os infostealers, softwares maliciosos que capturam credenciais durante o login, são os responsáveis por essa violação. Embora o Google tenha negado uma violação específica em seus sistemas, a presença de quase 200 milhões de contas em bases de dados criminosas levanta preocupações sobre a segurança dos dados pessoais. O uso comum de senhas reutilizadas entre diferentes serviços amplifica o risco para os usuários. Especialistas alertam que a situação é alarmante, pois milhões de pessoas podem ter suas contas comprometidas sem saber. O incidente destaca a necessidade urgente de medidas de segurança mais robustas e conscientização sobre práticas seguras de gerenciamento de senhas.

Escolas de North Stonington sofrem vazamento de dados em 2025

As escolas públicas de North Stonington, em Connecticut, notificaram alunos e funcionários sobre um vazamento de dados ocorrido em setembro de 2025, que comprometeu informações pessoais sensíveis. Os dados afetados incluem nomes, datas de nascimento, endereços, números de identificação de alunos, informações de saúde, registros acadêmicos e muito mais. Para os funcionários, os registros de emprego e arquivos pessoais também foram expostos, incluindo números de Seguro Social e informações de folha de pagamento. O grupo de ransomware Interlock reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 3 TB de dados do distrito escolar. Embora a escola tenha detectado o incidente em 18 de setembro de 2025, ainda não se sabe quantas pessoas foram afetadas ou se um resgate foi pago. O distrito está oferecendo monitoramento de crédito gratuito para os afetados, com prazo de inscrição de 90 dias. Este incidente destaca a crescente ameaça de ataques de ransomware no setor educacional, que já registrou 39 ataques confirmados em 2025, afetando operações diárias e expondo dados sensíveis.

Vulnerabilidade do Microsoft 365 Copilot permite vazamento de e-mails

Uma nova vulnerabilidade no Microsoft 365 Copilot foi descoberta, permitindo que atacantes enganem o assistente de IA para acessar e vazar dados sensíveis de e-mails corporativos. Pesquisadores identificaram que, ao ocultar instruções secretas dentro de um documento do Office, os atacantes podem forçar o Copilot a buscar e codificar e-mails recentes, empacotando-os em um diagrama malicioso gerado pelo Mermaid. Quando um usuário clica no diagrama, os e-mails codificados são enviados para um servidor controlado pelo atacante.