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TikTok fecha acordo de US 400 milhões por violação de privacidade infantil

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou um acordo de US$ 400 milhões com o TikTok e sua empresa-mãe, ByteDance, devido a alegações de violação da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA). O processo, iniciado em 2024, apontou que o TikTok permitiu que crianças menores de 13 anos criassem contas regulares, coletando e retendo informações pessoais sem consentimento dos pais. Em 2019, a plataforma Musical.ly, predecessora do TikTok, já havia concordado em pagar US$ 5,7 milhões por acusações semelhantes. Apesar do compromisso de conformidade assumido na época, o TikTok foi acusado de não excluir contas e dados quando solicitado pelos pais e de não ter procedimentos adequados para remover contas de menores. O acordo atual, um dos maiores já feitos em casos de COPPA, inclui um pagamento imediato de US$ 300 milhões e mais US$ 100 milhões, caso um decreto anterior relacionado à Musical.ly seja anulado. O Departamento de Justiça reconheceu que o TikTok implementou mudanças significativas em suas práticas de privacidade e controle de idade desde 2024.

Por que a Premier League agora tem novas regras de cibersegurança?

Com o início da temporada 2026-27, a Premier League implementou novas regras de cibersegurança que exigem que os clubes adotem medidas rigorosas para proteger os dados pessoais de torcedores, jogadores e funcionários. As equipes agora devem cumprir requisitos específicos relacionados a backups, resposta a incidentes, gestão de riscos e segurança da informação, com prazos estabelecidos para a implementação. As multas podem chegar a £100.000 para aqueles que não atenderem às exigências. Essa mudança ocorre em um contexto onde os clubes acumulam grandes volumes de dados sensíveis, tornando-os alvos atrativos para ataques cibernéticos. Especialistas destacam que, embora a multa pareça significativa, ela é relativamente baixa em comparação com as receitas anuais de mais de £600 milhões de alguns clubes. A implementação gradual das regras, com prazos até 2029, levanta preocupações sobre a eficácia da proteção contra ameaças cibernéticas, que estão em constante evolução. A nova abordagem da Premier League, que trata a cibersegurança como uma questão de governança, reflete uma mudança importante na forma como os clubes devem gerenciar seus riscos cibernéticos.

TikTok paga US 400 milhões por violação de privacidade infantil nos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) anunciou que a TikTok, pertencente à ByteDance, pagará US$ 400 milhões para resolver um processo de 2024 que a acusava de violar leis de privacidade infantil. A empresa pagará US$ 300 milhões imediatamente e mais US$ 100 milhões após a anulação de um decreto de consentimento anterior relacionado à sua predecessora, Musical.ly. A ação judicial, movida em agosto de 2024 em conjunto com a Comissão Federal de Comércio (FTC), alegou que a TikTok permitiu que crianças menores de 13 anos criassem contas e coletou dados de usuários no modo ‘Kids Mode’ de forma ilegal. Além disso, a TikTok não atendeu a solicitações de pais para deletar contas e informações de seus filhos. O DoJ destacou que este acordo representa uma das maiores recuperações já obtidas sob a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA). A TikTok, por sua vez, afirmou que muitos dos argumentos eram baseados em eventos passados e que já havia implementado medidas para melhorar a segurança de usuários mais jovens. Este não é o primeiro problema da TikTok com a privacidade de dados infantis, já que em setembro de 2023 a empresa foi multada em €345 milhões pela violação do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia.

Facilidade para identificar conteúdo gerado por IA pode aumentar

A União Europeia (UE) agora exige que empresas de inteligência artificial (IA) marquem seu conteúdo gerado, facilitando a identificação. A Anthropic, uma das principais fornecedoras de IA, anunciou que implementará um sistema de marcação invisível em seu modelo Claude. Essa marcação não será visível para usuários comuns e não afetará a qualidade do texto gerado, mantendo a criatividade e a legibilidade. O sistema de marcação funciona alterando a fonte de aleatoriedade durante a geração do texto, criando um padrão estatístico que pode ser detectado por quem possui a chave de codificação. Embora a marcação não interfira em respostas factuais ou em códigos que exigem precisão, ela será aplicada globalmente em textos gerados pelo Claude. A Anthropic também planeja lançar uma API para detectar essas marcações, permitindo estimar a probabilidade de que um texto tenha sido gerado por Claude. Essa iniciativa é uma resposta ao novo regulamento da UE sobre IA, mas pode ter implicações mais amplas, especialmente em relação à conformidade com a LGPD no Brasil.

Mercado de remoção de marcas dágua de IA cresce após anúncio da Anthropic

Após a Anthropic ativar marcas d’água invisíveis em textos gerados por seu modelo Claude, um mercado para remoção dessas marcas emergiu rapidamente. Ferramentas como watermarks-remover, desenvolvida por Guillaume Meyer, prometem remover marcas de diferentes modelos de IA, incluindo OpenAI e Gemini. No entanto, a eficácia dessas ferramentas é questionável, uma vez que a Anthropic ainda não divulgou detalhes sobre como suas marcas funcionam ou um detector que confirme a remoção. As ferramentas disponíveis realizam basicamente a remoção de metadados de arquivos, mas a remoção efetiva da marca d’água, que está integrada nas escolhas de palavras do modelo, requer reescrita significativa do texto. Embora algumas ferramentas afirmem oferecer resultados limpos e indetectáveis, testes independentes já revelaram falhas. A Anthropic justifica a marcação como uma medida de conformidade com a nova legislação da UE, mas críticos argumentam que isso não oferece uma defesa real contra a detecção. O crescimento desse mercado levanta preocupações sobre a segurança e a integridade dos dados, especialmente em um contexto onde a conformidade com regulamentações como a LGPD é crucial.

Novo programa da Casa Branca permite que empresas privadas hackeiem criminosos

Um novo memorando da Casa Branca, assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, instrui o Centro Nacional de Coordenação (NCC) a criar um programa que permitirá que empresas de segurança privadas solicitem aprovação para hackear organizações de cibercrime estrangeiras. O memorando, que faz parte da estratégia de segurança nacional, visa aproveitar as capacidades do setor privado dos EUA para realizar operações cibernéticas contra organizações criminosas transnacionais. O programa será supervisionado por diretores executivos designados pelos departamentos de Justiça e Segurança Interna, e as empresas participantes passarão por um processo de verificação antes de firmar contratos. As operações devem seguir rigorosamente a Constituição dos EUA e as leis federais, além de acordos internacionais aplicáveis. As empresas também devem manter um depósito de pelo menos US$ 1 milhão, que será perdido em caso de não conformidade. O objetivo é combater organizações criminosas envolvidas em ataques de ransomware, fraudes financeiras e outras atividades ilícitas, que causaram perdas de mais de US$ 20,8 bilhões a consumidores americanos em 2025. Especialistas consideram essa iniciativa uma mudança significativa na política cibernética dos EUA, ampliando o papel do setor privado em operações ofensivas.

Plano de escaneamento de dispositivos do Reino Unido ameaça ambientes empresariais

Em junho, Keir Starmer anunciou um plano que exige que empresas de tecnologia implementem controles em dispositivos para impedir que crianças enviem e recebam imagens sexualmente explícitas. Essa proposta, que envolve escaneamento em dispositivos, levanta preocupações significativas para a segurança cibernética nas empresas. O escaneamento de conteúdo antes da criptografia ou transmissão pode criar novas superfícies de ataque e comprometer a privacidade e a integridade das informações sensíveis. Organizações como Signal e a British Computer Society alertaram que esse tipo de escaneamento pode gerar vulnerabilidades sistêmicas, que poderiam ser exploradas por cibercriminosos, alterando a confiança digital. Além disso, a introdução de um agente de escaneamento governamental pode desestabilizar a arquitetura de segurança das empresas, que se baseia na confiança no sistema operacional. Isso pode resultar em falhas de conformidade, especialmente em setores altamente regulamentados, onde o controle sobre o processamento de dados sensíveis é crucial. As equipes de segurança precisam se preparar para avaliar os riscos associados a essa mudança, adaptando suas estratégias de segurança para mitigar possíveis impactos negativos.

Nashville usará domínio eminente para bloquear centro de dados de 700 milhões

O Conselho Metropolitano de Nashville aprovou, por 27 votos a 5, a aquisição de um terreno de 23,49 acres ao lado do Zoológico de Nashville, onde a empresa DC BLOX planeja construir um centro de dados. Essa decisão surge após uma intensa luta local que se transformou em uma campanha nacional, com uma petição que coletou mais de 500 mil assinaturas e o apoio de celebridades como Brad Paisley e Sheryl Crow. Embora a votação autorize a cidade a negociar ou condenar o terreno, não representa um compromisso imediato para a compra. O prefeito deixou claro que as negociações ainda não começaram e que a cidade deve demonstrar a necessidade pública do terreno em um tribunal. As preocupações incluem o impacto do ruído contínuo sobre os animais do zoológico e a deterioração da infraestrutura hídrica local. Nashville não é a única cidade a considerar restrições a centros de dados, com mais de 70 moratórias ativas em todo o país. O caso é significativo, pois pode estabelecer um precedente sobre como as cidades podem usar o domínio eminente para proteger interesses públicos contra projetos de infraestrutura.

FCC inclui robôs móveis e inversores de energia estrangeiros na lista coberta

Em 28 de julho de 2026, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA adicionou robôs móveis e inversores de energia produzidos no exterior à sua lista coberta, o que impede novos modelos de receber a autorização necessária para importação, comercialização ou venda nos Estados Unidos. Modelos já autorizados podem continuar a ser vendidos e dispositivos em uso não são afetados. A FCC também concedeu uma isenção para atualizações de software e firmware até 1º de janeiro de 2029, permitindo que fabricantes solicitem aprovação condicional para mudanças que corrijam vulnerabilidades. A definição de robô abrange dispositivos mecânicos móveis que operam à distância e que devem pesar mais de 2 kg, enquanto os inversores são sistemas que convertem corrente contínua em alternada e vice-versa. A decisão da FCC é uma ação preventiva de segurança da cadeia de suprimentos, sem evidências de exploração ativa contra robôs ou inversores. Essa é a terceira ação de lista coberta da FCC, seguindo a inclusão de drones e roteadores. O movimento visa proteger a infraestrutura crítica dos EUA contra potenciais riscos de segurança associados a equipamentos estrangeiros.

VPNs enfrentam reclamações sobre renovações automáticas e preços

O setor de VPNs enfrenta sérios problemas relacionados a renovações automáticas e aumentos de preços, conforme revelado por uma análise de quase 30.000 avaliações de usuários no Google Play. Embora a maioria dos usuários esteja satisfeita com a funcionalidade das aplicações, cerca de 60% das críticas relacionadas a preços e faturamento são negativas. Os principais fornecedores, como NordVPN, ExpressVPN e Surfshark, têm enfrentado escrutínio legal devido a práticas de renovação automática. Proton VPN se destaca com apenas 35% de comentários negativos sobre faturamento, em grande parte devido à sua opção gratuita. No entanto, a insatisfação é alta entre os usuários pagantes, com NordVPN apresentando 83% de críticas negativas sobre preços. Os problemas mais comuns incluem dificuldades em cancelar testes gratuitos, renovações automáticas inesperadas e aumentos de preços na renovação. Para evitar surpresas, recomenda-se que os usuários desativem a renovação automática imediatamente após a assinatura. A situação exige que os provedores de VPN adotem práticas mais transparentes e justas em relação à cobrança.

Comissão Europeia multa Google em 890 milhões por práticas anticompetitivas

A Comissão Europeia impôs uma multa de €890 milhões (cerca de US$ 1 bilhão) ao Google por violar a Lei de Mercados Digitais (DMA), que visa garantir a concorrência justa online. A empresa foi classificada como ‘gatekeeper’ para o Google Search em setembro de 2023, e investigações sobre não conformidade foram iniciadas em março de 2024. A Comissão constatou que o Google favoreceu seus próprios serviços, como compras e resultados de esportes, em detrimento de terceiros nas buscas. Além disso, a empresa restringiu como desenvolvedores de aplicativos poderiam direcionar clientes a opções de compra mais baratas na Google Play Store. A multa foi dividida em €460 milhões por manipulação de resultados de busca e €430 milhões por práticas de direcionamento na loja de aplicativos. O Google deve corrigir essas violações em até 60 dias ou enfrentar penalidades adicionais de até 5% de seu faturamento global. Apesar de ter iniciado testes para ajustar a apresentação de seus serviços, a Comissão destacou que a conformidade efetiva ainda não foi alcançada.

FedRAMP 20X A Nova Era da Segurança em Nuvem

O artigo de Maril Vernon discute a transição do FedRAMP Rev5 para o FedRAMP 20X, destacando a mudança de um modelo de avaliação pontual para um sistema de validação contínua de segurança. Enquanto o Rev5 focava em descrever controles de segurança e apresentar evidências documentais, o 20X exige que as organizações provem continuamente a eficácia de suas medidas de segurança através de Indicadores de Segurança Chave (KSIs), que são resultados mensuráveis suportados por evidências legíveis por máquinas. Essa mudança é crucial, pois ambientes em nuvem são dinâmicos e as ameaças são constantes. O novo modelo requer que as evidências sejam coletadas de forma contínua, com um mínimo de 70% dos KSIs automatizados, permitindo uma validação mais precisa e confiável. A implementação dessa nova abordagem não é apenas uma atualização de documentação, mas sim uma reengenharia dos sistemas de segurança das organizações, exigindo um esforço significativo em automação e design de sistemas para garantir a sustentabilidade da conformidade.

Justiça dos EUA bloqueia mais de 1.000 sites de streaming ilegal da FIFA

O Departamento de Justiça dos EUA confiscou mais de 1.000 sites e bloqueou 1.970 domínios utilizados para transmitir jogos da Copa do Mundo da FIFA 2026 sem autorização. As autoridades identificaram os domínios por meio de informações fornecidas por diversas entidades, incluindo a FIFA e a Motion Picture Association’s Alliance for Creativity and Entertainment (ACE). Essas ações fazem parte da Operação Offsides, que envolve 14 parceiros em 54 países e visa proteger os direitos autorais e reduzir riscos para consumidores americanos expostos a softwares maliciosos em serviços de streaming ilegais. Além disso, a Operação Red Card foi realizada em países da América Latina, resultando na prisão de membros de um grupo cibercriminoso no Brasil e em outros países. As autoridades alertaram sobre fraudes relacionadas à venda de ingressos falsos para a Copa do Mundo, destacando a necessidade de vigilância contra ameaças cibernéticas associadas a eventos de grande escala. A operação é um esforço contínuo para combater a pirataria e proteger os direitos de propriedade intelectual.

Verificação de Idade Desafios e Soluções em Cibersegurança

A verificação de idade está se tornando uma exigência legal em diversos países, incluindo o Brasil, que implementará a Lei Geral de Proteção à Criança e ao Adolescente (ECA Digital) em 2026. Com mais de 30 legislações em vigor, a coleta de dados biométricos, especialmente imagens faciais, levanta preocupações sobre privacidade e segurança. A Incode Technologies propõe uma solução inovadora: a estimativa de idade no dispositivo do usuário, que elimina a necessidade de enviar ou armazenar imagens faciais em servidores. Essa abordagem não apenas protege a privacidade do usuário, mas também reduz o risco de vazamentos de dados, uma preocupação crescente, já que 63% dos consumidores expressaram receios sobre a coleta de dados biométricos. Além disso, a Incode anunciou um investimento de US$ 100 milhões para desenvolver tecnologias que preservem a privacidade, visando melhorar a infraestrutura de identidade digital. A nova solução de estimativa de idade no dispositivo promete atender às exigências legais sem comprometer a segurança dos dados pessoais, oferecendo uma alternativa viável e segura para plataformas que precisam verificar a idade de seus usuários.

Funcionários dos EUA apoiam transferência de ações de IA para fundo público

Uma pesquisa recente realizada pela Verasight revelou que 69% dos americanos apoiam a proposta do senador Bernie Sanders de exigir que empresas de inteligência artificial (IA) transfiram 50% de suas ações para um fundo público. A ideia é que esse fundo beneficie a população, proporcionando um pagamento anual de mil dólares a cada cidadão e financiando áreas como saúde e educação. A pesquisa, que entrevistou 1.690 adultos, também mostrou uma desconfiança significativa em relação às práticas das empresas de IA, com 43% dos entrevistados acreditando que as regulamentações propostas visam beneficiar as próprias empresas. Além disso, 30% confiam mais no governo federal do que em empresas como OpenAI e Anthropic. Apesar da polarização em torno de Sanders, a proposta de um fundo de riqueza pública mantém um nível considerável de apoio, indicando uma preocupação crescente com o impacto da IA na sociedade. Embora a percepção pública sobre as empresas de IA esteja em declínio, elas ainda são vistas de forma mais positiva do que indústrias como jogos de azar e tabaco.

Comissão Europeia impõe novas regras para assistentes de IA no Android

A Comissão Europeia determinou que o Google deve conceder a assistentes de IA rivais acesso igualitário a recursos do Android, como câmera e microfone, até a versão Android 18, com prazo final em 1º de agosto de 2027. Essa decisão faz parte da aplicação da Lei de Mercados Digitais e visa aumentar a concorrência no setor de assistentes virtuais. Além disso, o Google deve compartilhar dados de pesquisa anonimizados com motores de busca concorrentes e chatbots de IA, sem multas envolvidas. O acesso a cinco funcionalidades do sistema operacional será restrito, exigindo certificação, enquanto outras seis estarão disponíveis para todos os aplicativos. A nova regulamentação também estabelece um programa de certificação para assistentes de IA, que deve ser gratuito e não discriminatório. O Google expressou preocupações sobre a segurança dos dispositivos, argumentando que a decisão pode comprometer a proteção dos usuários. A mudança pode impactar cerca de 60% dos usuários móveis na Europa, refletindo uma tendência crescente de regulamentação em tecnologia e proteção de dados.

47 solicitações, zero respostas Como Proton VPN nega pedidos de dados

O Proton VPN, um dos principais serviços de VPN, divulgou seu relatório de transparência referente ao primeiro semestre de 2026, revelando que recebeu 47 solicitações legais de dados, todas negadas. A empresa, com sede na Suíça, mantém uma rigorosa política de não registro, o que significa que não armazena informações que poderiam ser entregues às autoridades. Desde 2019, Proton VPN recebeu um total de 458 pedidos, sem atender a nenhum deles. As solicitações, provenientes de autoridades suíças, buscavam identificar usuários conectados a servidores específicos em determinados horários. A política de não registro do Proton VPN garante que não há dados de navegação, consultas DNS ou metadados de conexão armazenados, impossibilitando a ligação entre um usuário e uma atividade. Além disso, o Proton VPN passou por sua quinta auditoria anual, confirmando a eficácia de sua política. No entanto, a legislação suíça pode mudar, exigindo que serviços com mais de 5.000 usuários mantenham dados por seis meses, o que pode impactar a operação da empresa no futuro.

Governo australiano orienta descarte de roteadores, gerando riscos de segurança

O governo australiano, através da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidor (ACCC), ordenou o descarte de cerca de 4.000 roteadores SamKnows SK-WB8, utilizados para medir a velocidade da banda larga no país. Esses dispositivos, que foram desativados remotamente em 30 de junho de 2026, correm o risco de serem descartados sem a devida limpeza de dados, o que pode levar a violações de segurança digital. Especialistas alertam que, embora os roteadores estejam ‘bricked’ para acesso à internet, eles ainda podem ser reutilizados com firmware alternativo, como o OpenWRT, o que torna a destruição dos dispositivos questionável. A ACCC incentivou os usuários a descartar os roteadores de maneira ambientalmente responsável, mas não forneceu explicações claras sobre o motivo do descarte de equipamentos que ainda podem ser utilizados. A situação levanta preocupações sobre o aumento de resíduos eletrônicos e a segurança dos dados que podem permanecer nos dispositivos se não forem devidamente resetados antes do descarte.

Não é verificação de idade privacidade é a principal razão para uso de VPNs por crianças no Reino...

Um recente relatório do governo britânico revela que a principal motivação para o uso de VPNs entre crianças no Reino Unido é a proteção da privacidade online, e não a evasão de verificações de idade, como se pensava anteriormente. A pesquisa, realizada com mais de 2.000 jovens de 11 a 17 anos, mostrou que 30% dos usuários ativos de VPNs utilizam essas ferramentas para garantir sua privacidade digital. Apenas 20% dos usuários de VPNs afirmaram usar o serviço para contornar verificações de idade, o que representa apenas 7% de todas as crianças britânicas. Além disso, a maioria dos jovens que contornam essas verificações o faz através de métodos mais simples, como mudar para plataformas que não exigem verificação de idade ou fornecendo informações falsas, como datas de nascimento. O relatório sugere que a narrativa de que a restrição ao uso de VPNs é essencial para a aplicação das leis de verificação de idade pode não ser justificada, especialmente à medida que as plataformas implementam métodos mais rigorosos de verificação. A discussão sobre a regulamentação do uso de VPNs no Reino Unido está em andamento, com apelos de grupos de defesa da privacidade para que essas ferramentas permaneçam acessíveis às crianças.

Câmeras em carros novos da UE geram preocupações sobre privacidade

A Comissão Europeia anunciou que todos os novos veículos registrados na União Europeia deverão ser equipados com sistemas avançados de alerta de distração do motorista (ADDW). Esses sistemas, que incluem câmeras voltadas para o rosto do condutor, visam aumentar a segurança nas estradas, onde o número de mortes e ferimentos ainda é considerado elevado. As câmeras monitoram os olhos e expressões faciais do motorista, emitindo alertas sonoros quando detectam distração. No entanto, críticos levantam preocupações sobre a privacidade dos dados coletados, especialmente considerando que a maioria dos carros será conectada à internet até 2030. Uma análise da Mozilla revelou que todas as marcas de automóveis estudadas falharam em atender seus próprios padrões de privacidade. Além disso, a falta de clareza sobre o tratamento dos dados dos motoristas pode levar a implicações legais, como a determinação de prêmios de seguro ou uso em processos judiciais. A implementação inadequada dessa tecnologia também pode resultar em distrações adicionais para os motoristas, criando um paradoxo em relação à segurança.

Rússia abandona polêmica taxa de VPN após atrasos e reações negativas

O Ministério do Desenvolvimento Digital da Rússia anunciou a desistência de um plano que previa a cobrança de taxas sobre o tráfego de internet internacional, que visava taxar usuários em 150 rublos por gigabyte adicional após um limite mensal de 15GB. Essa proposta, que tinha como alvo principal os usuários de VPNs, foi abandonada após meses de atrasos técnicos e forte resistência da indústria. A reversão da política foi confirmada pelo vice-ministro Ivan Lebedev durante uma sessão da Duma Estatal, onde ele afirmou que as taxas para tráfego estrangeiro não estão mais sendo consideradas. A ideia inicial surgiu em uma reunião em março, mas enfrentou dificuldades logísticas e pressão de operadoras de telecomunicações que não estavam preparadas para implementar as mudanças. Embora a desistência da taxa represente uma vitória para os defensores da privacidade, a demanda por ferramentas de contorno de censura continua alta, especialmente após o bloqueio de plataformas globais como YouTube e Facebook. A situação reflete um ambiente digital hostil, onde o governo russo intensifica suas tentativas de controlar o acesso à informação na internet.

Malásia intensifica combate ao uso indevido de VPNs, mas elas continuam legais

O governo da Malásia anunciou uma ação rigorosa contra o uso indevido de VPNs, especialmente em casos que envolvem atividades criminosas ou a violação da nova lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos. O vice-ministro do Interior, Datuk Seri Dr. Shamsul Anuar Nasarah, afirmou que a utilização de VPNs para contornar essas restrições será investigada, mas ressaltou que a posse e o uso de VPNs em si não são ilegais. A medida faz parte de um esforço mais amplo para proteger crianças online, em resposta ao aumento de crimes cibernéticos. As plataformas de redes sociais agora têm a obrigação de verificar a idade dos usuários, e a não conformidade pode resultar em multas de até RM10 milhões. Embora a ação se concentre em comportamentos ilegais, especialistas em direitos digitais criticam a abordagem, argumentando que a verificação de idade pode levar à normalização da vigilância e ao risco de exposição de dados pessoais. Para os usuários comuns de VPN, a mensagem é clara: o uso de VPNs para proteção de dados e privacidade continua legal e não deve ser interrompido.

Corte da UE rejeita apelação final do Google sobre multa antitruste

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) confirmou a decisão da Comissão Europeia que impôs uma multa de €4,1 bilhões (cerca de $4,7 bilhões) ao Google por práticas anticompetitivas relacionadas ao sistema operacional Android. A Comissão havia determinado que o Google abusou de sua posição dominante ao exigir que fabricantes de dispositivos pré-instalassem o Google Search e o Chrome para licenciar a Play Store, além de proibir a venda de dispositivos com versões do Android não aprovadas. Embora o Tribunal Geral tenha reduzido a multa original, o TJUE sustentou que as práticas do Google restringem a concorrência e fortalecem sua posição no mercado. Em resposta, o Google argumentou que o Android promove a escolha do consumidor e que suas práticas foram adaptadas desde 2018 para atender às exigências da Comissão. A empresa também destacou a concorrência com o iOS da Apple e a intensa competição entre fabricantes de dispositivos Android. Este caso levanta questões importantes sobre a regulação de grandes plataformas tecnológicas e suas implicações para o mercado global de tecnologia.

Amazon pagará US 2,25 milhões por bloqueio a vítimas de roubo de identidade

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) anunciou que a Amazon pagará uma multa civil de US$ 2,25 milhões para resolver acusações de que bloqueou o acesso de vítimas de roubo de identidade a registros de transações fraudulentas. Segundo a denúncia apresentada ao Departamento de Justiça, a Amazon não forneceu a muitos consumidores afetados os registros de transações fraudulentas realizadas em seus nomes, conforme exigido pela Seção 609(e) da Lei de Relato Justo de Crédito (FCRA). Além disso, agentes de atendimento ao cliente da Amazon negaram pedidos de registros com base em razões de ‘privacidade’ ou ‘segurança’. Mesmo quando os registros foram compartilhados, isso ocorreu após o prazo de 30 dias estipulado pela FCRA. A FTC também destacou que a Amazon se recusou a fornecer registros a agências de aplicação da lei que haviam sido autorizadas a fazer tais solicitações. Como parte do acordo, a Amazon terá que garantir o acesso a registros solicitados legalmente dentro do prazo de 30 dias e notificar consumidores que solicitaram registros desde abril de 2024. Este caso se junta a outras multas que a Amazon enfrentou, incluindo uma de US$ 25 milhões por violar leis de privacidade infantil e outra de US$ 2,5 bilhões por práticas enganosas relacionadas ao seu programa de assinatura Prime.

Ordem Executiva dos EUA acelera migração para criptografia pós-quântica

Em 22 de junho de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que estabelece prazos rigorosos para que agências federais migrem ativos de alto valor e sistemas de alto impacto para criptografia pós-quântica (PQC). As datas limites são 31 de dezembro de 2030 para o estabelecimento de chaves e 31 de dezembro de 2031 para assinaturas digitais. Essa medida é uma resposta ao risco de adversários que podem coletar dados criptografados atualmente e decifrá-los no futuro, uma ameaça conhecida como ‘colher agora, decifrar depois’. A ordem executiva antecipa o cronograma de migração em quatro a cinco anos em relação ao plano anterior, que previa a conclusão até 2035. As agências devem nomear líderes de migração em 30 dias e revisar seus inventários em 90 dias. Além disso, a ordem se estende a contratantes federais, que terão até 2030 para se adequar aos novos padrões. O NIST já finalizou os padrões necessários, que incluem algoritmos como ML-KEM e ML-DSA. Essa mudança é crucial para garantir a segurança nacional em um cenário onde a computação quântica pode comprometer a criptografia atual.

Google inicia verificação de desenvolvedores Android em quatro países

A partir de 30 de setembro de 2026, o Google começará a implementar a verificação de desenvolvedores Android em quatro países: Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia. Essa medida visa bloquear a instalação de aplicativos de desenvolvedores não registrados em dispositivos Android certificados, que representam mais de 95% dos aparelhos fora da China. O novo serviço, chamado Android Developer Verifier, será instalado em dispositivos com Android 8 ou superior e confirmará se um aplicativo está associado a um desenvolvedor verificado antes da instalação. Aplicativos não registrados ainda poderão ser instalados, mas por meio de métodos mais complexos, como o Android Debug Bridge (ADB), que exigem que o usuário ative o modo desenvolvedor e passe por um processo de autenticação. O Google justifica essa mudança como uma forma de combater o malware, que é mais prevalente em fontes não verificadas. No entanto, a comunidade de código aberto, representada por organizações como o F-Droid, expressou preocupações de que essa exigência pode inviabilizar projetos que dependem de contribuições anônimas. A implementação global está prevista para 2027, mas questões sobre o processo de apelação para desenvolvedores e a manutenção do registro de identidade permanecem sem resposta.

Proibição de redes sociais na Austrália mostra falhas em medidas de segurança infantil no Reino U...

A recente proibição de redes sociais para menores de 16 anos na Austrália levanta questões sobre a eficácia de medidas semelhantes que o Reino Unido pretende implementar. Apesar da intenção de proteger crianças e adolescentes, dados revelam que cerca de 70% dos jovens australianos ainda possuem contas ativas em plataformas como Snapchat e Instagram, mesmo com a nova legislação. A pesquisa da Molly Rose Foundation indica que a maioria dos entrevistados não percebeu melhorias na segurança online desde a proibição, com muitos afirmando que a situação se tornou até mais insegura. A resistência a essa abordagem vem não apenas da indústria de tecnologia de privacidade, mas também de grupos de segurança infantil, que argumentam que a proibição pode ser um retrocesso na proteção online. A falta de verificação de idade efetiva por parte das plataformas é apontada como uma das principais razões para a ineficácia da medida. Com o Reino Unido planejando adotar um modelo semelhante, especialistas alertam que a implementação de verificações obrigatórias de idade pode resultar em um ‘desastre de cibersegurança’. A situação destaca a necessidade de abordagens mais eficazes e menos invasivas para garantir a segurança das crianças na internet.

Governo da Índia bloqueia Telegram por vazamento de provas

O governo indiano informou ao Tribunal Superior de Delhi que o Telegram foi alertado cerca de duas semanas antes de ser bloqueado, devido à sua incapacidade de detectar proativamente canais que vendiam provas vazadas do exame NEET-UG 2026, um importante teste de admissão médica no país. O bloqueio, que ocorreu antes do exame nacional, afetou usuários do Telegram não apenas na Índia, mas também em outros países, como os Emirados Árabes Unidos, devido a um vazamento de rota BGP. O Telegram contestou a legalidade do bloqueio, afirmando que cooperou com as autoridades. O governo, por sua vez, alegou que não bloqueou o aplicativo de forma total, mas tomou medidas restritivas após receber várias reclamações sobre o uso da plataforma para fraudes relacionadas ao exame. A situação se agravou com a declaração do CEO do Telegram, Pavel Durov, que culpou a operadora de telecomunicações Reliance por um suposto sabotagem, o que foi negado pela empresa. O bloqueio deve ser revisto pelo tribunal, enquanto os usuários ainda podem acessar o Telegram através de um proxy MTProto.

Avaliação da Reflectiz em Conformidade com PCI DSS

Um avaliador independente de PCI testou a plataforma Reflectiz em relação às novas regras do PCI DSS, revelando que a ferramenta pode apoiar efetivamente a conformidade. O artigo destaca a vulnerabilidade das páginas de checkout, que frequentemente carregam scripts de terceiros que podem ser comprometidos por atacantes, como demonstrado pelo grupo Magecart. O PCI DSS v4.0.1 introduziu requisitos que exigem um inventário de scripts de pagamento e a detecção de adulterações em tempo real. A Reflectiz se destaca por monitorar o comportamento dos scripts, não apenas suas assinaturas, e por ser implementada sem a necessidade de alterações de código. Além disso, fornece evidências prontas para auditoria. O artigo também menciona que, desde janeiro de 2025, comerciantes que utilizam redirecionamento completo para processadores podem não precisar cumprir certos requisitos, mas aqueles que incorporam iframes de pagamento devem demonstrar que não são suscetíveis a ataques de script. A análise completa está disponível em um white paper da Integrity360 Europe.

Google usará endereços IP para anúncios na Europa a partir de 2026

O Google notificou anunciantes sobre uma mudança significativa que ocorrerá em 3 de agosto de 2026, quando começará a utilizar endereços IP para medição e personalização de anúncios na Área Econômica Europeia (EEE), no Reino Unido e na Suíça. Essa prática, que já é comum em outras partes do mundo, é nova na EEE e no Reino Unido, onde o endereço IP é considerado dado pessoal sob o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR). A mudança implica que os endereços IP, que já são coletados para roteamento de tráfego e entrega de anúncios, passarão a ser utilizados para identificar dispositivos, o que exige consentimento do usuário. O Google também se registrará no IAB Europe Transparency and Consent Framework para a identificação de dispositivos. Embora a empresa afirme que a mudança está alinhada com tecnologias que melhoram a privacidade, a utilização de endereços IP para personalização levanta preocupações sobre a privacidade e o rastreamento de usuários. O Escritório do Comissário de Informação do Reino Unido (ICO) já expressou preocupações sobre essa reversão de política do Google, que anteriormente se opunha ao uso de técnicas de rastreamento como a impressão digital. A mudança pode impactar a conformidade com a LGPD no Brasil, uma vez que práticas semelhantes podem ser adotadas por outras plataformas.

Índia proíbe Telegram após venda de materiais de exame vazados

O governo indiano impôs uma proibição temporária ao aplicativo Telegram até 22 de junho, após o uso da plataforma para a venda de acesso a materiais de exames vazados, especificamente o NEET, um dos maiores exames de admissão médica do país. A decisão foi tomada pelo Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação, com base na Seção 69A da Lei de TI, após recomendações da Agência Nacional de Testes (NTA). Além da proibição, o Telegram foi obrigado a desativar sua função de edição de mensagens até 30 de junho. O CEO do Telegram, Pavel Durov, acusou a operadora de telecomunicações Reliance de realizar um ‘sequestro de BGP’ para aplicar a proibição, afetando usuários fora da Índia, como nos Emirados Árabes Unidos. Especialistas em tecnologia contestaram a alegação de Durov, sugerindo que a interrupção foi resultado de uma configuração incorreta, e não de sabotagem intencional. A proibição gerou críticas de grupos de direitos digitais, que a consideram desproporcional e prejudicial a milhões de usuários legítimos que dependem do Telegram para estudos e materiais de preparação. A situação destaca a complexidade da regulação de plataformas digitais e os desafios de lidar com fraudes sem impactar usuários inocentes.

Governo do Reino Unido proíbe redes sociais para menores de 16 anos

O governo do Reino Unido anunciou a proibição do uso de redes sociais para menores de 16 anos, com regulamentações previstas para serem implementadas até a primavera de 2027. Para garantir a aplicação da nova regra, as plataformas deverão realizar verificações de idade, o que significa que novos usuários precisarão comprovar sua idade por meio de documentos de identidade ou reconhecimento facial. Embora contas antigas estejam isentas, a criação de novas contas exigirá essa verificação, eliminando a possibilidade de perfis anônimos. Especialistas em segurança e privacidade alertam que esses métodos de verificação são facilmente contornáveis e podem expor dados pessoais a riscos de vazamentos. O primeiro-ministro Keir Starmer justificou a medida com base em uma consulta nacional que revelou que 90% dos pais apoiam a proibição. A nova legislação se inspira em um modelo australiano e incluirá restrições em recursos de alto risco, como transmissões ao vivo e contato com estranhos, que também se aplicarão a jovens de 16 e 17 anos. No entanto, a eficácia da verificação de idade é questionada, com especialistas afirmando que as medidas podem ser mais prejudiciais do que benéficas, aumentando o risco de roubo de identidade e vazamentos de dados. Além disso, a utilização de VPNs pode contornar essas restrições, permitindo que menores acessem as plataformas de forma não regulamentada.

Departamento de Justiça dos EUA apreende sites de deepfake

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a apreensão dos sites CFAKE.com e SOCFAKE.com, que supostamente hospedavam imagens e vídeos gerados por inteligência artificial (IA) de nudez não consensual de mulheres. Esta ação marca a primeira apreensão pública sob a Lei TAKE IT DOWN, que proíbe a publicação de imagens íntimas alteradas sem consentimento. Os sites compartilhavam deepfakes de figuras públicas, incluindo celebridades e políticas de diversos países. A investigação começou após denúncias da polícia italiana, levando a uma colaboração internacional que resultou na apreensão dos domínios e na prisão de um suspeito na França. A Lei TAKE IT DOWN, sancionada em 2025, visa combater a disseminação de pornografia gerada por IA e exige que plataformas online removam conteúdo denunciado em até 48 horas. O ato foi elogiado como uma vitória significativa na luta contra a pornografia de deepfake, destacando a necessidade de proteger mulheres e crianças da exploração digital.

Após possível jailbreak, Anthropic suspende acesso a modelos de IA

A Anthropic anunciou a suspensão do acesso aos seus modelos de inteligência artificial Mythos 5 e Fable 5, em resposta a uma ordem de segurança nacional do governo dos Estados Unidos. A decisão foi tomada após preocupações sobre um ‘potencial jailbreak’, que, segundo a empresa, é considerado ’estreito’ e ’não universal’. A ordem, emitida pela Casa Branca, proíbe o acesso a esses modelos por qualquer nacional estrangeiro, incluindo funcionários da Anthropic, o que levou à suspensão geral do acesso. A empresa está trabalhando para restaurar o acesso o mais rápido possível, afirmando que a situação é um mal-entendido. O modelo Fable 5, que foi lançado recentemente, prometia avanços significativos em codificação e raciocínio, e passou por um rigoroso processo de validação antes de sua liberação. Apesar das salvaguardas implementadas, a Anthropic reconhece que estas não foram suficientes para atender às exigências atuais do governo. A situação gerou descontentamento entre os usuários, que expressaram suas frustrações nas redes sociais, considerando a suspensão uma ‘situação de pesadelo’.

Anthropic suspende acesso a modelos de IA após diretiva do governo dos EUA

A Anthropic, empresa de inteligência artificial, suspendeu o acesso a seus modelos Fable 5 e Mythos 5 após uma diretiva do governo dos EUA que proíbe o acesso a estrangeiros, tanto dentro quanto fora do país. A ordem, recebida em 12 de junho, é justificada por questões de segurança nacional e afeta até mesmo funcionários estrangeiros da empresa. O Fable 5, que foi disponibilizado gratuitamente para clientes Pro, Max e Enterprise até 22 de junho, agora está offline para todos os usuários. O modelo Fable 5 é uma versão protegida do Mythos 5, que é acessível apenas a parceiros de defesa cibernética e ciências da vida. A Anthropic afirma que a decisão foi tomada em resposta a uma suposta vulnerabilidade que poderia permitir o ‘jailbreak’ do modelo, embora a empresa discorde da gravidade da situação. A empresa está trabalhando para restaurar o acesso e promete mais informações em breve. Essa situação levanta questões sobre a soberania tecnológica e o impacto das regulamentações governamentais sobre inovações em IA.

Anthropic desativa modelos de IA após ordem do governo dos EUA

A Anthropic anunciou a desativação abrupta de seus modelos de inteligência artificial mais avançados, Claude Fable 5 e Mythos 5, após uma ordem do governo dos EUA que suspendeu o acesso a esses modelos para cidadãos estrangeiros, citando preocupações de segurança nacional. A empresa acredita que houve um ‘mal-entendido’ e está trabalhando para restaurar o acesso o mais rápido possível. A ordem foi recebida após a descoberta de uma técnica de ‘jailbreak’ que poderia explorar vulnerabilidades conhecidas, embora a Anthropic afirme que essas falhas são simples e que outros modelos disponíveis publicamente também podem identificá-las. O modelo Mythos 5, que possui capacidades de cibersegurança avançadas, permanece acessível a um grupo restrito de defensores cibernéticos. A empresa destacou que implementou medidas rigorosas para evitar o uso indevido de seus modelos, especialmente em tarefas relacionadas à cibersegurança. A situação levanta questões sobre a segurança de modelos de IA e a capacidade de contornar suas proteções, além de implicações para a conformidade com regulamentações como a LGPD no Brasil.

Um espião no seu bolso? Como o bloqueio de imagens nuas pode funcionar

Durante a London Tech Week, o Primeiro-Ministro britânico, Keir Starmer, anunciou um ultimato para as grandes empresas de tecnologia, como Apple e Google, para que implementem tecnologias de escaneamento em dispositivos com o objetivo de proteger crianças de imagens explícitas. Starmer enfatizou a urgência de combater o aumento de materiais de abuso sexual infantil (CSAM) e incidentes de grooming, ameaçando mudar a legislação caso as empresas não se adequem. Embora Apple e Google já tenham introduzido algumas funcionalidades de segurança para crianças, como o recurso de ‘Comunicação Segura’ que desfoca imagens explícitas, a proposta de bloqueio total de conteúdo explícito levanta preocupações sobre privacidade e segurança. A empresa britânica SafeToNet desenvolveu uma tecnologia chamada HarmBlock, que promete detectar e bloquear imagens explícitas com uma taxa de precisão superior a 98%. No entanto, especialistas alertam que a implementação de escaneamento no nível do sistema operacional pode prejudicar a confiança dos usuários em seus dispositivos, afetando seus direitos de privacidade. A discussão sobre a viabilidade técnica e as implicações éticas desse tipo de escaneamento continua, com muitos defendendo que a proteção das crianças não deve comprometer a privacidade dos usuários.

Mapa do Instagram chega ao Brasil com riscos de privacidade

O Instagram lançou no Brasil, em 10 de junho de 2026, o Mapa do Instagram, uma nova funcionalidade que permite aos usuários compartilhar sua localização com amigos selecionados. Embora a ferramenta tenha como objetivo facilitar a conexão entre amigos e a descoberta de novos lugares, ela levanta sérias preocupações de privacidade e segurança. A localização pode revelar informações sensíveis sobre a rotina do usuário, como locais frequentes e trajetos habituais, criando um ‘mapa comportamental’ que pode ser explorado por indivíduos mal-intencionados. A Meta, empresa controladora do Instagram, afirma que o compartilhamento de localização é desativado por padrão e que os usuários têm controle sobre quem pode ver suas informações. No entanto, a falta de compreensão clara sobre como a funcionalidade opera pode levar a riscos significativos, especialmente para grupos vulneráveis, como crianças e sobreviventes de violência doméstica. Autoridades de segurança já expressaram preocupações sobre o impacto potencial do recurso, que pode facilitar o stalking e outras formas de assédio. A discussão sobre a utilidade do Mapa do Instagram deve ser equilibrada com a necessidade de proteger a privacidade dos usuários, especialmente em uma plataforma com um alcance tão vasto.

Verificação de idade nas redes sociais boa ideia, mas mal implementada

Recentemente, a Espanha anunciou planos para proibir o uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos, citando preocupações com a segurança digital. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, enfatizou a necessidade de implementar barreiras reais para a verificação de idade, em vez de soluções superficiais. Essa proposta se alinha a um movimento global que busca proteger crianças de conteúdos prejudiciais, mas levanta questões sérias sobre privacidade e direitos digitais. A verificação de identidade, muitas vezes exigindo documentos como carteiras de identidade, pode criar um banco de dados centralizado de informações sensíveis, aumentando o risco de vazamentos e abusos. Exemplos de sistemas de identificação, como o da China, mostram os perigos de comprometer a privacidade em nome da segurança. A União Europeia tenta evitar esses problemas com propostas que priorizam a anonimidade, mas ainda enfrenta desafios com soluções que coletam dados excessivos. Em vez de banir completamente os menores, algumas políticas sugerem restrições específicas dentro das plataformas, mas isso também requer comprovações de idade que podem ser invasivas. A discussão sobre como proteger as crianças sem sacrificar a privacidade de todos é crucial e deve ser abordada com tecnologias de identificação digital que respeitem a privacidade.

China intensifica repressão ao uso de VPNs

Pesquisas recentes indicam que o governo chinês está intensificando sua repressão ao uso de VPNs, especialmente na região autônoma do Xinjiang, onde o tráfego de internet via VPN para sites banidos é estimado em apenas 4%. Este dado foi coletado a partir de mais de 100 mil documentos da Geedge Networks. A censura na China é amplamente conhecida, com muitos sites ocidentais bloqueados ou de difícil acesso. A partir de abril de 2026, novas medidas foram implementadas para bloquear serviços de VPN, especialmente em datas sensíveis como o aniversário do massacre da Praça Tiananmen. O uso de VPNs na China é permitido, mas as opções disponíveis são monitoradas pelo governo, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários. A pesquisa também destaca que, enquanto o uso de VPNs é comum em países ocidentais, na China, a utilização é drasticamente menor, com apenas 2% do tráfego de internet durante períodos críticos sendo direcionado a aplicativos como o WhatsApp. A situação atual reflete um ambiente de crescente vigilância e controle sobre a comunicação digital dos cidadãos.

EUA impõem sanções à maior exchange de criptomoedas do Irã

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra a Nobitex, a maior exchange de criptomoedas do Irã, por facilitar pagamentos relacionados a atividades terroristas. A Nobitex é acusada de ajudar a evadir sanções econômicas e facilitar transações ligadas ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Em 2025, a exchange processou mais de 50% de todos os influxos de ativos digitais iranianos, além de permitir que o Banco Central do Irã acessasse centenas de milhões de dólares em stablecoins para estabilizar o valor do rial iraniano. O OFAC também designou executivos da Nobitex, como o presidente Amir Hossein Rad e o CEO Seyed Ali Khoee, e impôs sanções a outras exchanges iranianas. Dados da Chainalysis indicam que o ecossistema de criptomoedas do Irã recebeu quase $7,8 bilhões em 2025, com endereços associados ao IRGC representando mais de 50% do valor recebido no quarto trimestre. As sanções congelam ativos sob jurisdição dos EUA e proíbem negócios com as partes designadas, criando pressão internacional sobre aliados e empresas estrangeiras. Além disso, um grupo de hackers pro-Israel afirmou ter invadido a Nobitex, roubando ativos digitais avaliados em cerca de $90 milhões.

ABC critica FCC por mudança de licença que ameaça liberdade de expressão

A emissora ABC, pertencente ao grupo Disney, está em conflito com a Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA após a exigência da FCC para que a rede solicitasse a renovação de suas licenças de transmissão com dois anos de antecedência, em vez dos quatro meses habituais. A FCC justificou a medida alegando que as políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) da ABC estão sob investigação. A ABC considera essa exigência uma forma de retaliação política, especialmente devido a críticas feitas em programas como ‘Jimmy Kimmel Live’ e ‘The View’ ao governo e ao ex-presidente Donald Trump. A emissora protocolou as renovações ‘sob protesto’, afirmando que a ação da FCC representa uma ameaça à Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão. A FCC, por sua vez, defendeu sua posição, afirmando que está analisando as estruturas de propriedade para garantir que as emissoras atendam às necessidades de suas comunidades locais. O caso levanta preocupações sobre a liberdade de imprensa e a possibilidade de censura em um ambiente político polarizado.

GM paga US 12,75 milhões por violação da privacidade na Califórnia

O Procurador-Geral da Califórnia, Rob Bonta, anunciou um acordo de liquidação de US$ 12,75 milhões com a General Motors (GM) devido a alegações de violação da Lei de Privacidade do Consumidor da Califórnia (CCPA). As acusações surgiram a partir de investigações que indicaram que a GM coletou e vendeu ilegalmente dados de direção e localização de motoristas californianos para corretores de dados, como Verisk Analytics e LexisNexis Risk Solutions, entre 2020 e 2024. A coleta de dados foi realizada através da subsidiária OnStar da GM e do sistema ‘Smart Driver’, destinado a produtos de pontuação de motoristas relacionados a seguros. Além da multa, a GM deve interromper a venda de dados de direção por cinco anos, excluir dados retidos em 180 dias, solicitar a exclusão dos dados já vendidos e implementar um programa de conformidade de privacidade mais robusto. Este caso é o primeiro a focar em regras de minimização de dados e representa um marco na proteção da privacidade dos consumidores na Califórnia.

Criança com bigode falso burlou verificação de idade online

Recentemente, um incidente curioso chamou a atenção para as falhas nos sistemas de verificação de idade online. Uma criança de 12 anos conseguiu enganar as ferramentas de verificação da Meta, pintando um bigode em seu rosto e se passando por um adolescente de 15 anos. Esse caso ilustra as dificuldades que empresas como a Meta enfrentam ao tentar identificar usuários menores de 13 anos, especialmente em plataformas como Instagram e Facebook. A Meta está implementando novas tecnologias de inteligência artificial que analisam imagens e vídeos para detectar ‘dicas visuais’ da idade dos usuários, como características físicas e postagens relacionadas a aniversários. Apesar dessas melhorias, a eficácia dessas ferramentas ainda é questionável, já que muitos menores conseguem contornar as restrições. A Meta anunciou que, caso haja suspeita de que um menor esteja gerenciando uma conta, a conta será suspensa e o usuário terá que passar por um novo processo de verificação de idade. Essas medidas estão sendo implementadas em vários países, incluindo Brasil e na União Europeia, como resposta a preocupações regulatórias sobre a proteção de crianças online.

A repressão ao uso de VPNs em Utah e recomendações de segurança

O estado de Utah, nos Estados Unidos, está implementando uma legislação que visa regular o uso de VPNs como parte de suas leis de verificação de idade, tornando-se o primeiro estado a adotar tal medida. Especialistas em direitos digitais expressam preocupação com o impacto dessa legislação na privacidade online dos cidadãos. O uso de VPNs é essencial para proteger dados pessoais contra provedores de internet, garantir segurança em conexões Wi-Fi públicas e facilitar o streaming de conteúdo. Para os residentes de Utah, é crucial escolher um VPN que ofereça servidores locais, desempenho robusto e segurança rigorosa. Entre as opções recomendadas estão o NordVPN, que se destaca pela velocidade e segurança, o ExpressVPN, conhecido por sua proteção e cobertura ampla, e o Private Internet Access (PIA), que é uma alternativa mais econômica. Cada um desses serviços oferece características específicas que atendem às necessidades dos usuários em Utah, especialmente em um cenário de crescente vigilância estatal.

FTC proíbe Kochava de vender dados de localização sem consentimento

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) decidiu proibir a Kochava e sua subsidiária Collective Data Solutions (CDS) de vender dados de localização sem o consentimento explícito dos consumidores. A ação é resultado de uma denúncia feita em agosto de 2022, onde a FTC alegou que a Kochava coletava e comercializava dados de geolocalização precisos de centenas de milhões de dispositivos móveis. Esses dados permitiam que os clientes da empresa rastreassem os movimentos de usuários em locais sensíveis, como clínicas de saúde mental e abrigos para vítimas de violência doméstica. A Kochava oferecia acesso a esses dados por meio de uma plataforma amigável, cobrando uma taxa de assinatura de $25.000. A FTC destacou que muitos consumidores não estavam cientes da coleta e compartilhamento de seus dados, o que os deixava vulneráveis a riscos como assédio e discriminação. A proposta de ordem judicial exige que a Kochava obtenha consentimento explícito antes de compartilhar dados de localização e implemente um programa para gerenciar dados sensíveis. A decisão da FTC reflete um movimento crescente para regulamentar a vigilância comercial em massa e proteger a privacidade dos consumidores.

Administração Trump bloqueia 30GW de energia eólica por segurança nacional

A administração Trump impediu o desenvolvimento de 165 parques eólicos nos Estados Unidos, alegando riscos à segurança nacional. Esses parques, que poderiam fornecer energia para 15 milhões de residências, necessitam da aprovação do Departamento de Defesa (DoD) para garantir que não interfiram em sistemas de radar, rotas aéreas ou instalações militares. Desde agosto de 2025, os desenvolvedores têm enfrentado dificuldades para obter feedback e aprovações do DoD, que cancelou reuniões e interrompeu o processamento de aplicações. A administração Trump tem priorizado projetos de combustíveis fósseis e criticado a energia renovável, afirmando que a energia eólica é a “forma mais cara de energia”. Além disso, a administração está mirando parques eólicos offshore, alegando que eles afetam a vida marinha. Essa situação levanta preocupações sobre a política energética dos EUA e suas implicações para o futuro das energias renováveis.

Rússia ordena remoção do app Important Stories da Apple e Google

As autoridades russas, através do órgão regulador Roskomnadzor, ordenaram que a Apple e o Google removam o aplicativo Important Stories (IStories) de suas lojas oficiais no país. Lançado em fevereiro de 2023, o IStories é um aplicativo de mídia investigativa que permite acesso a notícias não censuradas sem a necessidade de VPN. A ordem de remoção foi justificada pela alegação de que o aplicativo estaria distribuindo informações em violação à lei, embora os detalhes sobre o conteúdo específico a ser removido não tenham sido esclarecidos. Essa ação se insere em um contexto mais amplo de censura na Rússia, onde muitos sites e plataformas de mídia social foram bloqueados desde o início da invasão da Ucrânia. O fundador do IStories, Roman Anin, expressou preocupação de que a remoção do aplicativo represente uma tentativa de silenciar fontes de verdade no país. Apesar da notificação, o aplicativo ainda estava disponível nas lojas da Apple e Google no momento da reportagem. A situação levanta questões sobre o papel das grandes empresas de tecnologia na censura e no controle da informação em regimes autoritários.

NordVPN enfrenta nova ação judicial por cancelamento difícil de assinaturas

A Nord Security, responsável pelo serviço de VPN NordVPN, foi alvo de uma nova ação judicial nos Estados Unidos, especificamente na Virgínia, acusada de práticas comerciais enganosas relacionadas ao sistema de renovação automática de assinaturas. O processo, movido por Craig Schnappinger, alega que a empresa utiliza ‘padrões obscuros’ para dificultar o cancelamento das assinaturas, tornando o processo ‘intencionalmente’ complicado. A ação busca representar todos os clientes da Nord Security em Virgínia e Carolina do Norte, abrangendo serviços como NordVPN, NordPass e NordLocker. A acusação destaca que a empresa não divulga claramente os termos de renovação automática e as instruções para cancelamento no momento da inscrição, o que pode violar leis de proteção ao consumidor. Além disso, a prática de cobrar os usuários 14 dias antes do término da assinatura é contestada, pois a notificação não esclarece que o cancelamento deve ocorrer antes desse prazo para evitar cobranças. A Nord Security, por sua vez, defende que as informações sobre renovação automática são apresentadas de forma clara e que está comprometida em facilitar o gerenciamento de contas para os usuários.

O que são pixels de rastreamento e por que são preocupantes

Os pixels de rastreamento são pequenos códigos invisíveis embutidos em sites, e-mails e anúncios que coletam dados sobre o comportamento dos usuários na internet. Embora sua principal função seja ajudar empresas a direcionar publicidades de forma mais eficaz, sua utilização levanta sérias preocupações sobre a privacidade dos indivíduos. Recentemente, empresas como Meta e TikTok foram acusadas de coletar dados além do consentimento dos usuários, incluindo informações sensíveis como números de cartões de crédito e geolocalização, mesmo quando o usuário se opõe ao compartilhamento de dados. Essa prática, que envolve a injeção de scripts maliciosos, é um exemplo claro de como a coleta de dados pode ultrapassar limites éticos e legais. Além disso, a diferença entre pixels de rastreamento e cookies é importante: enquanto os pixels enviam dados diretamente para servidores, os cookies armazenam informações no navegador do usuário. A coleta não consentida de dados é uma violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil, o que torna a questão ainda mais crítica para as empresas que operam no país. Para se proteger, os usuários devem estar atentos aos banners de consentimento e considerar o uso de ferramentas que bloqueiem rastreadores.