Regulamentacao

TikTok pode ser multado por violar regulamentos da UE sobre vícios digitais

A Comissão Europeia anunciou que o TikTok enfrenta a possibilidade de uma multa devido a características viciantes em sua plataforma, como rolagem infinita, reprodução automática e notificações personalizadas, que estariam infringindo a Lei de Serviços Digitais (DSA) da UE. As investigações preliminares indicam que a empresa não avaliou adequadamente os riscos que essas funcionalidades podem representar para o bem-estar físico e mental dos usuários, especialmente crianças e adultos vulneráveis. A Comissão destacou que o TikTok incentiva o comportamento compulsivo ao manter os usuários em um ‘modo automático’, reduzindo o autocontrole. Além disso, a plataforma não considerou indicadores importantes de uso compulsivo, como o tempo que menores passam no aplicativo à noite. Se as violações forem confirmadas, o TikTok poderá ser multado em até 6% de sua receita global anual. Para evitar sanções, a Comissão recomenda que a empresa implemente pausas de uso, adapte seu sistema de recomendações e desative características viciantes. A comissária de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, enfatizou a responsabilidade das plataformas em proteger seus usuários, especialmente crianças. O TikTok já enfrentou investigações e multas anteriores relacionadas à proteção de dados e privacidade infantil.

CISA ordena retirada de dispositivos de rede sem suporte nos EUA

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu uma diretiva para que as agências do Poder Executivo Civil Federal (FCEB) fortaleçam a gestão do ciclo de vida dos dispositivos de rede de borda e removam aqueles que não recebem mais atualizações de segurança dos fabricantes. Essa medida visa reduzir a dívida técnica e minimizar o risco de comprometimento, uma vez que atores de ameaças patrocinados por estados têm utilizado esses dispositivos como uma via de acesso preferencial para invadir redes-alvo. Dispositivos de borda incluem balanceadores de carga, firewalls, roteadores, switches e dispositivos IoT, que são vulneráveis a ataques cibernéticos. A CISA criou uma lista de dispositivos sem suporte e estabeleceu um cronograma para que as agências atualizem ou desativem esses dispositivos, com prazos que variam de três a 24 meses. A diretiva destaca que dispositivos não suportados representam um risco significativo para os sistemas federais e devem ser removidos das redes empresariais para fortalecer a resiliência cibernética.

CISA exige remoção de dispositivos de rede sem atualizações de segurança

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu uma nova diretiva operacional vinculativa que obriga agências federais a identificar e desativar dispositivos de rede que não recebem mais atualizações de segurança dos fabricantes. A CISA alertou que dispositivos de rede com fim de suporte, como roteadores e firewalls, deixam os sistemas federais vulneráveis a novas explorações e expõem a riscos inaceitáveis. A diretiva, chamada BOD 26-02, exige que as agências federais retirem imediatamente hardware e software obsoletos e realizem um inventário de todos os dispositivos em sua lista de fim de suporte em um prazo de três meses. Além disso, as agências têm 12 meses para descomissionar dispositivos que já estavam fora de suporte antes da emissão da diretiva. A CISA também recomenda que todas as organizações sigam essas orientações para proteger seus sistemas contra grupos de ameaças que visam dispositivos de rede. Embora a diretiva se aplique apenas a agências federais dos EUA, a CISA enfatiza a importância de ações proativas para evitar a exploração de vulnerabilidades em dispositivos de rede.

Promotores franceses investigam ferramenta de IA da X por conteúdo ilegal

Na terça-feira, promotores franceses realizaram uma operação nas instalações da X em Paris, no âmbito de uma investigação criminal sobre a ferramenta de inteligência artificial Grok, amplamente utilizada para gerar imagens sexualmente explícitas. A investigação, iniciada em janeiro de 2025, foi ampliada após denúncias de que a Grok estaria gerando conteúdo ilegal e que a plataforma X estaria sendo utilizada para compartilhar deepfakes sexuais e conteúdo de negação do Holocausto. A operação foi conduzida pela unidade de cibercrime da Gendarmaria Nacional, com apoio de oficiais da Europol. Além disso, Elon Musk e a CEO da X, Linda Yaccarino, foram convocados para entrevistas voluntárias em abril de 2025, junto a outros funcionários da empresa. A investigação abrange sete delitos, incluindo a posse e distribuição de pornografia infantil e fraudes relacionadas à extração de dados. A Comissão Europeia também iniciou uma investigação para verificar se a X cumpriu as obrigações do Digital Services Act antes de implementar a ferramenta Grok. A X já foi multada em 120 milhões de euros por violações de transparência sob a mesma legislação.

Investigação no Reino Unido sobre uso indevido de dados pela X

A Autoridade de Proteção de Dados do Reino Unido (ICO) iniciou uma investigação formal contra a X e sua subsidiária irlandesa, xAI, após relatos de que o assistente de IA Grok foi utilizado para gerar imagens sexuais não consensuais. A ICO busca determinar se a X Internet Unlimited Company (XIUC) e a X.AI LLC (X.AI) processaram dados pessoais de forma legal e se implementaram salvaguardas adequadas para evitar a criação de imagens prejudiciais. O órgão destacou que a perda de controle sobre dados pessoais pode causar danos imediatos e significativos, especialmente quando crianças estão envolvidas. Além disso, a investigação coincide com ações de autoridades francesas que estão apurando se o Grok gerou material de abuso sexual infantil e conteúdo de negação do Holocausto. A Comissão Europeia também lançou uma investigação para avaliar se a X cumpriu as normas do Digital Services Act antes de implementar o Grok. A ICO pode impor multas de até £17,5 milhões ou 4% do faturamento global da empresa, o que ressalta a gravidade da situação e a necessidade de conformidade com a legislação de proteção de dados.

Data Brokers empresas lucram vendendo sua vida veja como se proteger

O artigo aborda o fenômeno dos data brokers, empresas que coletam e vendem informações pessoais de consumidores para fins de marketing e análise. Essas empresas utilizam dados disponíveis na internet, como postagens em redes sociais, cookies de navegação e registros públicos, para criar perfis detalhados dos usuários, que são então vendidos a outras organizações, como bancos e varejistas. O texto destaca a controvérsia em torno da legalidade dessa prática, que, embora não seja ilegal sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), levanta questões sobre consentimento e privacidade. Os data brokers conseguem unir informações online e offline, criando perfis que podem impactar a vida dos consumidores, como influenciar preços de seguros e a concessão de crédito. O artigo também oferece dicas sobre como os usuários podem proteger seus dados, como solicitar a remoção de informações e adotar práticas de higiene digital. A discussão é relevante para o público brasileiro, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é uma preocupação crescente.

Apple introduz recurso de privacidade para limitar dados de localização

A Apple anunciou uma nova funcionalidade de privacidade que permite aos usuários restringir a precisão dos dados de localização compartilhados com redes celulares em alguns modelos de iPhone e iPad. A configuração, chamada ‘Limitar Localização Precisa’, estará disponível após a atualização para o iOS 26.3 ou versões posteriores. Quando ativada, essa opção limita as informações que as operadoras móveis utilizam para determinar a localização do dispositivo, permitindo que apenas a localização aproximada, como um bairro, seja identificada, em vez de um endereço exato. A Apple esclareceu que essa configuração não afeta a precisão dos dados de localização compartilhados com serviços de emergência durante chamadas de emergência, nem impacta os dados que os usuários compartilham com aplicativos através dos Serviços de Localização. Para ativar o recurso, os usuários devem acessar ‘Ajustes’, tocar em ‘Celular’, depois em ‘Opções de Dados Celulares’ e ativar a opção ‘Limitar Localização Precisa’. Atualmente, a funcionalidade é compatível apenas com modelos específicos de iPhone e iPad que executam o iOS 26.3 ou posterior, e sua disponibilidade depende do suporte das operadoras. Essa iniciativa surge após a FCC multar grandes operadoras dos EUA por práticas de rastreamento inadequadas, destacando a importância da privacidade dos dados dos usuários.

WhatsApp pode acessar mensagens mesmo com criptografia de ponta a ponta

Um processo judicial em São Francisco, EUA, alega que o WhatsApp, apesar de utilizar criptografia de ponta a ponta, pode acessar as mensagens dos usuários. O caso é movido por um grupo de usuários da Austrália, México e África do Sul, que argumentam que a segurança prometida pela plataforma é uma ‘farsa’. Segundo o processo, funcionários da Meta, empresa controladora do WhatsApp, podem solicitar acesso às mensagens por meio de um sistema interno, permitindo que visualizem conversas, mesmo que os usuários acreditem que suas mensagens estão protegidas. A Meta refutou as alegações, chamando-as de ‘falsas e absurdas’, e afirmou que a criptografia de ponta a ponta tem sido uma característica do WhatsApp por mais de dez anos. O caso levanta preocupações sobre a privacidade e segurança dos dados dos usuários, especialmente em um momento em que a proteção de dados é uma questão crítica em todo o mundo, incluindo o Brasil, onde a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) impõe rigorosas normas de privacidade. Embora o processo não apresente detalhes técnicos aprofundados, a alegação de que mensagens podem ser acessadas em tempo real e que conteúdos excluídos podem ser recuperados é alarmante para os usuários que confiam na segurança do aplicativo.

A Nova Realidade da Conformidade em Cibersegurança com IA

O artigo de Itamar Apelblat discute como a evolução da inteligência artificial (IA) está desafiando os tradicionais frameworks de conformidade, que foram construídos sob a premissa de que humanos são os principais atores em processos de negócios. Com a incorporação de agentes de IA em fluxos de trabalho regulados, surgem novos riscos de identidade, acesso e conformidade. Esses agentes não apenas assistem, mas agem de forma autônoma, o que pode levar a falhas de conformidade, já que suas decisões são baseadas em algoritmos que mudam constantemente. Isso representa um desafio significativo para os Chief Information Security Officers (CISOs), que agora podem ser responsabilizados não apenas por violações de segurança, mas também por falhas de conformidade resultantes do comportamento da IA. O artigo destaca a necessidade de uma governança robusta sobre identidades não humanas e a importância de controles de acesso rigorosos para garantir a integridade dos dados e a conformidade com regulamentações como SOX, GDPR, PCI DSS e HIPAA. À medida que a IA se torna um ator operacional, a linha entre segurança e conformidade se torna cada vez mais tênue, exigindo que os CISOs adaptem suas estratégias de segurança para incluir esses novos desafios.

Comissão Europeia investiga uso de IA pela X após geração de deepfakes

A Comissão Europeia anunciou a abertura de um processo formal sob a Lei de Serviços Digitais (DSA) para investigar se a plataforma X avaliou adequadamente os riscos antes de implementar sua ferramenta de inteligência artificial, Grok. A preocupação surge após relatos de que a ferramenta foi utilizada para gerar imagens sexualmente explícitas manipuladas, incluindo conteúdos que podem ser classificados como material de abuso sexual infantil. A comissária de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, destacou que os deepfakes sexuais são uma forma inaceitável de degradação. Além disso, as autoridades do Reino Unido também estão investigando a plataforma, após o uso do chatbot Grok para criar imagens de usuários nus e material de abuso sexual infantil. Em resposta às preocupações, a X anunciou que restringiria as capacidades de geração e edição de imagens do Grok apenas para assinantes pagos, uma decisão criticada por autoridades britânicas como desrespeitosa às vítimas de violência sexual. Como uma plataforma online de grande porte, a X deve mitigar riscos sistêmicos conforme definido pela DSA, incluindo a disseminação de conteúdo ilegal. A Comissão Europeia já multou a X em €120 milhões por violações anteriores de obrigações de transparência sob a DSA.

A batalha da Rússia contra VPNs entra em nova fase O que esperar em 2026

A luta da Rússia para estabelecer uma internet nacional e fechada se intensificou, com o órgão de censura Roskomnadzor bloqueando 1,3 milhão de páginas da web em um ano, um aumento de 59% em relação ao ano anterior. Em resposta, as redes privadas virtuais (VPNs) tornaram-se essenciais para os usuários que desejam acessar conteúdos bloqueados, mas agora também estão sob ataque, sendo a categoria de sites bloqueados que mais cresce. Especialistas afirmam que a maioria dos protocolos de VPN está bloqueada no país, restando apenas alguns que se disfarçam como outros protocolos de rede. A situação se agravou com a aprovação de um decreto que permite ao Roskomnadzor bloquear serviços diretamente, tornando-o um ‘super-regulador’. Embora alguns serviços de VPN ocidentais ainda funcionem, muitos enfrentam dificuldades significativas, com um recente bloqueio que resultou em uma queda de 90% no tráfego russo. Para 2026, espera-se que o bloqueio de VPNs se intensifique, com o governo alocando recursos significativos para tecnologias de bloqueio. A crescente repressão à internet na Rússia levanta preocupações sobre a liberdade digital e a privacidade, refletindo uma tendência que pode se espalhar para outras democracias ocidentais.

TikTok forma joint venture para operar nos EUA e garantir segurança de dados

Na última sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, o TikTok anunciou a formação de uma joint venture chamada TikTok USDS Joint Venture LLC, permitindo que a popular plataforma de compartilhamento de vídeos continue suas operações nos Estados Unidos. A criação da joint venture está em conformidade com uma ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump em setembro de 2025, que exigia que a empresa chinesa ByteDance, proprietária do TikTok, vendesse a maior parte de sua participação para investidores majoritariamente americanos, mantendo apenas 19,9% do negócio.

NordVPN alerta seu smartphone compartilha dados enquanto você dorme

Um alerta da NordVPN destaca que, mesmo quando inativos, os smartphones continuam a compartilhar dados em segundo plano, o que pode representar riscos à privacidade dos usuários. Durante a noite, enquanto os dispositivos parecem estar parados, eles realizam trocas de dados para atualizações de sistema, notificações e sincronização de mensagens. Embora algumas dessas atividades sejam necessárias para o funcionamento adequado do aparelho, outras podem expor informações pessoais sem o consentimento do usuário. Isso inclui a transmissão de identificadores de dispositivos e dados de localização, mesmo com o GPS desativado. Para mitigar esses riscos, a NordVPN recomenda revisar permissões de aplicativos, desativar a atualização em segundo plano e limitar backups automáticos. O uso de uma VPN com proteção contra rastreadores também é sugerido como uma forma eficaz de proteger a privacidade. A conscientização sobre essas práticas é crucial, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é cada vez mais relevante, especialmente com a vigência da LGPD no Brasil.

OpenAI implementa modelo de previsão de idade no ChatGPT

A OpenAI está lançando um novo modelo de previsão de idade no ChatGPT, com o objetivo de detectar a faixa etária dos usuários e aplicar restrições de segurança para prevenir o uso inadequado por adolescentes. A empresa busca evitar que conteúdos adultos ou potencialmente perigosos sejam acessados por usuários menores de 18 anos sem o consentimento dos pais. O modelo de detecção de idade analisa os tópicos abordados nas conversas e os horários de uso do ChatGPT para fazer suas previsões. No entanto, a OpenAI alerta que o sistema pode cometer erros, classificando erroneamente adultos como adolescentes. Para aqueles que forem identificados incorretamente, existe a opção de verificação de idade, que pode ser feita através do envio de uma selfie ao vivo e de um documento de identidade emitido pelo governo. Após a verificação, se confirmada a idade, as restrições adicionais serão removidas. Essa funcionalidade está sendo implementada globalmente e se aplicará automaticamente a todas as contas do ChatGPT. A OpenAI também garante que as informações enviadas para verificação serão excluídas em até sete dias após a confirmação da idade.

Bloqueio do Pornhub nos EUA e França devido à verificação de idade

O Pornhub foi bloqueado em 23 estados dos EUA e na França em resposta a novas legislações que exigem a verificação de idade para acesso a conteúdos adultos. A empresa controladora, Aylo, decidiu retirar o site do ar em locais onde as leis foram implementadas, alegando que a forma como as legislações estão sendo executadas é ineficaz e coloca em risco a privacidade dos usuários. A legislação, que já foi aprovada em estados como Louisiana, Alabama e Texas, visa proteger menores de idade, mas o Pornhub argumenta que isso não impede o acesso a conteúdos impróprios, pois usuários estão migrando para sites piratas sem medidas de segurança. A União Europeia também está investigando a conformidade de sites pornográficos com a Lei de Serviços Digitais (DSA). A procuradora-geral do Missouri defendeu a lei, afirmando que a decisão do Pornhub de se retirar do mercado revela suas prioridades em relação à proteção de crianças. A situação levanta questões sobre a eficácia das legislações e os impactos na privacidade e segurança online.

Comissão Europeia propõe nova legislação de cibersegurança

A Comissão Europeia apresentou uma nova proposta de legislação em cibersegurança que visa a remoção de fornecedores considerados de alto risco das redes de telecomunicações, com o objetivo de fortalecer a proteção contra grupos de cibercrime e ameaças estatais que visam a infraestrutura crítica. Essa iniciativa surge após anos de aplicação desigual da ‘5G Security Toolbox’, que incentivava os Estados-membros a reduzirem a dependência de fornecedores de alto risco, como empresas de tecnologia chinesas. O novo pacote de cibersegurança permitirá que a Comissão organize avaliações de risco em toda a UE e apoie restrições ou proibições de equipamentos utilizados em infraestruturas sensíveis. Além disso, a proposta inclui uma revisão da Lei de Cibersegurança, que facilitará os procedimentos de certificação para empresas e permitirá que a Agência da UE para a Cibersegurança (ENISA) emita alertas de ameaças e ajude na resposta a ataques de ransomware. A nova legislação entrará em vigor imediatamente após a aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE, com um ano para que os Estados-membros implementem as alterações em suas legislações nacionais.

Senhas ainda são um problema para empresas do Reino Unido - e agora?

Apesar de campanhas de conscientização e regulamentações rigorosas, o uso de senhas fracas, como ‘admin’ e ‘123456’, continua a ser um desafio para as empresas no Reino Unido. Este fenômeno reflete uma falha mais profunda na gestão de credenciais e na cultura organizacional de segurança. O Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) do Reino Unido recentemente atualizou suas diretrizes, sugerindo uma menor dependência de senhas e uma maior ênfase em processos organizacionais e defesas técnicas. A pesquisa indica que quase 20% das organizações ainda não possuem controles formais de credenciais, o que contribui para a persistência de senhas fracas. A sobrecarga de senhas, resultante da necessidade de gerenciar um grande número de contas, leva os usuários a adotar práticas inseguras, como reutilização de senhas. Para mitigar esses riscos, o NCSC recomenda a implementação de gerenciadores de senhas de terceiros e a adoção de uma abordagem de gerenciamento de identidade que trate a identidade como o novo perímetro de segurança. A gestão de acesso privilegiado (PAM) é destacada como uma solução crítica para reduzir riscos em ambientes de TI complexos, garantindo que o acesso seja controlado e monitorado de forma eficaz. Essa mudança de paradigma é essencial para fortalecer a postura de segurança das organizações frente a um cenário de ameaças em constante evolução.

Comissão dos EUA proíbe GM de vender dados de usuários por 5 anos

A Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC) decidiu proibir a General Motors (GM) e sua subsidiária OnStar de coletar e vender dados de localização e comportamento de motoristas por um período de cinco anos. A decisão foi motivada por acusações de que a GM coletou dados sem consentimento, utilizando a ferramenta Smart Driver, que foi descontinuada. Essa ferramenta, que prometia autodiagnóstico dos hábitos de direção, na verdade, coletava informações a cada três segundos, que eram vendidas a agências de reporte de consumidores e, posteriormente, a seguradoras, resultando em taxas elevadas ou até mesmo na negação de serviços. A GM agora terá que obter consentimento explícito dos consumidores para qualquer coleta ou compartilhamento de dados, exceto em situações de emergência. Além disso, os consumidores poderão solicitar cópias de seus dados e pedir a exclusão deles. A decisão da FTC se alinha a um movimento crescente para proteger a privacidade dos dados dos usuários, especialmente em um contexto onde a coleta de dados se tornou uma prática comum entre empresas de tecnologia e automotivas.

Cloudflare é multada em R 87 milhões na Europa por não combater pirataria

A Cloudflare, empresa de infraestrutura digital, foi multada em € 14 milhões (aproximadamente R$ 87 milhões) pela Autoridade de Regulação das Comunicações da Itália (AGCOM) por não colaborar adequadamente com o sistema Piracy Shield, criado para combater a pirataria no país. A AGCOM alegou que a Cloudflare não tomou as medidas necessárias para bloquear domínios e endereços IP associados à pirataria, conforme exigido pela legislação italiana. Desde a implementação do Piracy Shield, mais de 65 mil domínios e 14 mil endereços IP foram bloqueados, mas a eficácia do sistema é questionada por especialistas, que afirmam que o bloqueio não necessariamente resulta em um aumento de audiência nas plataformas legais. A multa foi calculada com base em 1% do faturamento global da Cloudflare no último ano fiscal, embora a legislação permitisse uma penalização de até 2%. Este incidente destaca a crescente pressão sobre provedores de serviços online para que atuem no combate à pirataria e a importância da conformidade com as regulamentações locais.

CEO da Cloudflare ameaça retirar servidores da Itália após multa de 14M

A Cloudflare, empresa de infraestrutura web, foi multada em €14 milhões pela AGCOM, a agência de telecomunicações da Itália, por não ter se registrado no controverso sistema Piracy Shield, que exige que provedores de DNS bloqueiem sites piratas. O CEO da Cloudflare, Matthew Prince, criticou a decisão, chamando-a de ‘injusta’ e um exemplo de excesso regulatório, que poderia levar a um bloqueio generalizado de sites na internet. Ele argumenta que a imposição de bloqueios por provedores de DNS, como o 1.1.1.1 da Cloudflare, cria um precedente perigoso e pode prejudicar a liberdade na internet. A empresa está considerando retirar seus servidores da Itália e suspender serviços de cibersegurança gratuitos, incluindo aqueles destinados aos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026. A disputa destaca um conflito crescente entre provedores de internet e detentores de direitos autorais na Europa, onde a pressão para que intermediários atuem como ‘polícias da internet’ tem aumentado. A Cloudflare planeja recorrer da multa, defendendo que o bloqueio de conteúdo não é a solução para a pirataria e que pode resultar em danos colaterais a sites legítimos.

Usuários de VPN sob ataque em Jammu e Caxemira com proibição de 2 meses

As autoridades de Jammu e Caxemira impuseram uma proibição de dois meses ao uso de VPNs não autorizadas, citando a necessidade de combater atividades maliciosas. Desde a implementação da medida, cerca de 800 usuários foram identificados e penalizados por acessar aplicativos de VPN. A proibição foi justificada com base na Seção 163 do código de processo penal indiano, permitindo que a polícia realize buscas em dispositivos móveis para verificar a presença de aplicativos ilegais. Especialistas em direitos digitais consideram a ordem ’legalmente impermissível’, argumentando que a proibição geral de uma tecnologia não deve ser permitida sob poderes de emergência. A situação é preocupante, pois as VPNs são ferramentas essenciais para os cidadãos que buscam contornar a censura e proteger suas comunicações. A proibição atual pode ser uma formalidade, mas há riscos de extensão. A pressão sobre o uso de VPNs não é nova na região, que já enfrentou um shutdown de internet prolongado em 2019. Embora a situação seja crítica, especialistas recomendam o uso de protocolos ofuscados para tentar contornar a proibição, mas alertam sobre os riscos legais envolvidos.

EUA suspendem apoio ao fórum global de cibersegurança

Os Estados Unidos decidiram suspender seu apoio ao Global Forum on Cyber Expertise (GFCE), um importante fórum global dedicado à cibersegurança. A decisão foi anunciada pelo presidente Donald Trump em uma ordem executiva que retirou o país de cerca de 66 agências internacionais, incluindo 31 vinculadas à ONU. O GFCE, que conta com a participação de mais de 100 países, tem como objetivo fortalecer a colaboração entre nações para enfrentar desafios de segurança digital, especialmente em um cenário onde as ameaças cibernéticas se tornam cada vez mais frequentes e sofisticadas, em parte devido ao avanço da inteligência artificial. Além do GFCE, os EUA também se retiraram do European Centre of Excellence for Countering Hybrid Threats (Hybrid CoE), que se concentra na análise e resposta a ameaças híbridas. A decisão reflete uma postura do governo americano de se distanciar de iniciativas que considera contrárias aos seus interesses, o que pode gerar preocupações sobre a eficácia da colaboração internacional em cibersegurança em um momento crítico para a proteção de dados e infraestruturas digitais.

Roblox implementa verificação de idade obrigatória para chat globalmente

A Roblox Corporation anunciou a expansão de sua verificação de idade obrigatória para recursos de chat, incluindo voz e texto, em todas as regiões. A partir de agora, todos os usuários que desejam utilizar essas ferramentas sociais devem passar por um processo que envolve a digitalização facial para determinar seu grupo etário. Essa medida visa proteger usuários mais jovens de conteúdos inadequados e comportamentos predatórios, em um contexto de crescente regulamentação da internet. No entanto, especialistas em privacidade expressaram preocupações sobre os riscos associados à coleta de dados biométricos e documentos de identificação, que podem se tornar alvos para cibercriminosos. A Roblox afirma que a privacidade dos usuários é uma prioridade, mas a exigência de compartilhar informações sensíveis pode ser vista como um grande compromisso em termos de privacidade. Os usuários também têm a opção de contestar a estimativa de idade através de métodos alternativos, como verificação de identidade ou controles parentais. A medida levanta questões sobre a segurança dos dados e o potencial impacto de um possível vazamento de informações pessoais, considerando o grande número de usuários da plataforma.

Disney pagará US 10 milhões por violar privacidade infantil

A Disney foi condenada a pagar uma multa de US$ 10 milhões por violar a Children’s Online Privacy Protection Act (COPPA), uma legislação dos Estados Unidos que protege a privacidade de crianças na internet. O caso surgiu a partir de alegações de que a empresa não rotulou corretamente vídeos infantis no YouTube, permitindo a coleta de dados pessoais de menores de 13 anos para publicidade direcionada. O Departamento de Justiça dos EUA informou que a Disney falhou em sinalizar conteúdos como ‘Feito para Crianças’, o que é crucial para garantir um ambiente seguro e controlado para os pequenos. Desde 2019, o YouTube exige essa rotulagem, e a Disney já havia sido alertada sobre a irregularidade em seus vídeos. A Comissão Federal do Comércio dos EUA destacou que essa falha permitiu que a Disney coletasse dados pessoais sem o consentimento adequado, resultando em uma violação significativa da norma. Além da multa, a Disney terá que implementar medidas para garantir que os pais sejam informados antes da coleta de dados de crianças e que os conteúdos sejam devidamente rotulados. Este caso levanta questões importantes sobre a conformidade com a legislação de proteção de dados, especialmente em um cenário onde a privacidade infantil é cada vez mais debatida.

Legislação e desafios o que 2026 reserva para a indústria de VPNs?

O artigo da TechRadar discute os desafios que a indústria de VPNs enfrentará até 2026, destacando a crescente pressão regulatória e as ameaças tecnológicas. A verificação de idade é um tema central, com governos buscando implementar medidas de segurança infantil que possam tornar as VPNs obsoletas. A colaboração entre a SafeToNet e a HMD exemplifica uma abordagem que bloqueia conteúdo impróprio diretamente no nível do sistema operacional, independentemente do uso de VPNs. Além disso, a possibilidade de proibições ou restrições a VPNs já é debatida em regiões como o Reino Unido e a União Europeia.

Anatel intensifica combate ao spoofing e fraudes telefônicas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou novas medidas para combater fraudes telefônicas, especialmente o spoofing, que consiste na adulteração do número de origem das chamadas. O Despacho Decisório nº 978/2025/COGE/SCO, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, aprimora as diretrizes já estabelecidas em 2024, visando modernizar as legislações e aumentar a eficácia no combate a esse tipo de crime. Entre as principais determinações estão o bloqueio de chamadas irregulares, a exigência de registros detalhados das chamadas e a proibição de revenda irregular de números. A Anatel também poderá bloquear interconexões de prestadoras que não cumprirem as normas, com penalidades que podem chegar a um mês de suspensão em casos de reincidência. Essas ações visam aumentar a rastreabilidade das chamadas e melhorar a comunicação entre prestadoras e a agência, além de fortalecer a responsabilização por fraudes. Com a implementação dessas medidas, a Anatel espera reduzir significativamente o número de fraudes telefônicas no Brasil.

Coreia do Sul restringe acesso a cartões SIM com reconhecimento facial

A Coreia do Sul está implementando um novo sistema de registro de cartões SIM que inclui reconhecimento facial, como resposta ao aumento de fraudes e vazamentos de dados. A medida visa dificultar a criação de contas móveis fraudulentas, que têm proliferado devido ao acesso fácil a dados pessoais roubados. Com a nova política, os usuários deverão apresentar documentos de identidade oficiais e realizar uma verificação facial por meio de aplicativos de operadoras. O Ministério da Ciência e TIC do país argumenta que a simples apresentação de dados pessoais não é mais suficiente para ativar uma linha telefônica, especialmente após uma série de incidentes de vazamento de dados que afetaram mais da metade da população sul-coreana. As operadoras de telecomunicações enfrentaram críticas por falhas de segurança, levando a multas e exigências de compensação aos consumidores. Embora a verificação biométrica possa aumentar a segurança, ela também levanta preocupações sobre a proteção e armazenamento dos dados biométricos. A nova política pode complicar o processo de aquisição de linhas telefônicas, especialmente para usuários temporários ou pré-pagos, mas as autoridades acreditam que é um passo necessário para combater fraudes e proteger os consumidores.

Apple é multada em 98,6 milhões por práticas anticompetitivas na Itália

A Apple foi multada em €98,6 milhões pela Autoridade Antitruste da Itália (AGCM) por práticas que restringem a concorrência na App Store. A investigação, iniciada em maio de 2023, concluiu que a empresa abusou de sua posição dominante ao impor unilateralmente regras de transparência de rastreamento de aplicativos (ATT) a desenvolvedores de terceiros, sem consulta prévia. Embora a AGCM não questione a intenção da Apple de proteger a privacidade dos usuários, critica os requisitos de consentimento que oneram excessivamente os desenvolvedores. A ATT exige que os desenvolvedores apresentem solicitações de permissão separadas para o rastreamento de dados, enquanto os aplicativos da Apple podem obter essa permissão com um único toque. A autoridade argumenta que essa exigência dupla prejudica os desenvolvedores que dependem de publicidade. A Apple anunciou que irá recorrer da decisão, reafirmando seu compromisso com a proteção da privacidade. Este não é o primeiro caso de conflito da ATT com autoridades de concorrência, já que a empresa também foi multada na França e enfrenta investigações em outros países da Europa, como Polônia e Romênia.

Coreia do Sul combate números falsos com reconhecimento facial

O governo da Coreia do Sul anunciou, em 19 de dezembro de 2025, a implementação de um sistema de verificação facial obrigatório para todas as operadoras de telefonia ao vender novos chips de celular. Esta medida, proposta pelo Ministério da Ciência e Tecnologias da Informação e Comunicação, visa combater o aumento de fraudes, especialmente os golpes de phishing por voz, conhecidos como vishing. A nova exigência inclui a apresentação de documentos de identidade durante a venda, o que deve dificultar a criação de contas fraudulentas. As principais operadoras do país, SK Telecom, LG Uplus e Korea Telecom, já oferecem um aplicativo chamado PASS, que armazenará informações biométricas dos usuários. A Coreia do Sul já enfrentou sérios problemas de segurança, com incidentes de vazamento de dados que afetaram milhões de cidadãos. Em 2024, a Coupang teve 30 milhões de registros expostos, e a SK Telecom também sofreu um vazamento significativo, resultando em multas e compensações financeiras. A medida é uma resposta a um cenário em que operadoras virtuais, que não possuem infraestrutura própria, foram responsáveis por 92% dos números falsos detectados no último ano.

FCC proíbe drones estrangeiros por preocupações de segurança nacional

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou uma proibição de drones e componentes críticos fabricados em países estrangeiros, especialmente da China, devido a preocupações com a segurança nacional. A medida, que se alinha ao Ato de Autorização de Defesa Nacional de 2025, visa proteger o espaço aéreo americano e prevenir o uso indevido de drones por criminosos e agentes hostis. A FCC destacou que drones e componentes como sistemas de comunicação e controle de voo, se produzidos fora dos EUA, podem facilitar vigilância não autorizada e operações destrutivas. A proibição não afeta drones já adquiridos pelos consumidores, nem impede a venda de modelos aprovados anteriormente. Essa decisão é especialmente relevante à medida que os EUA se preparam para eventos de grande escala, como a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028. A FCC também indicou que componentes poderiam ser isentos se o Departamento de Segurança Interna dos EUA determinasse que não representam riscos. A medida reflete uma crescente preocupação com a segurança cibernética e a proteção de dados sensíveis em um cenário global cada vez mais complexo.

Dinamarca quer proibir VPNs para desbloquear streams ilegais

O governo dinamarquês propôs uma nova legislação que visa proibir o uso de VPNs para acessar conteúdos de streaming geoblocados ou contornar restrições em sites ilegais. A proposta, parte de um esforço mais amplo para combater a pirataria online, gerou preocupações entre defensores dos direitos digitais, que consideram a redação do projeto como excessivamente ampla e com um ’toque totalitário’. O ministro da Cultura da Dinamarca, Jakob Engel-Schmidt, defendeu a proposta, afirmando que o objetivo é combater a pirataria, não tornar as VPNs ilegais. Atualmente, cerca de 9% da população dinamarquesa utiliza VPNs para acessar bibliotecas de streaming de outros países, como o Netflix americano. Se aprovada, a lei entrará em vigor em 1º de julho de 2026, e os infratores poderão enfrentar multas. A proposta se insere em um contexto mais amplo de legislação que tem sido criticada por especialistas em privacidade, incluindo tentativas de implementar o polêmico projeto de ‘Chat Control’ na UE, que visa monitorar mensagens digitais privadas. A proposta dinamarquesa representa uma escalada significativa, transferindo a responsabilidade legal dos provedores para os usuários finais.

Ex-funcionário da Accenture é acusado de fraude em segurança na nuvem

Um ex-gerente de produtos da Accenture, identificado como Hilmer, foi acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) de fraudes relacionadas à segurança em produtos de nuvem. Ele é acusado de ter enganado clientes do governo sobre as medidas de segurança da plataforma de nuvem da Accenture, que não atendia aos requisitos do programa FedRAMP, utilizado por agências federais para garantir a segurança de produtos e serviços em nuvem. Hilmer teria feito representações falsas para induzir o Exército dos EUA a patrocinar a plataforma para uma autorização provisória do Departamento de Defesa. As acusações incluem duas contagens de fraude eletrônica, uma de fraude governamental e duas de obstrução de auditoria federal. Se condenado, ele pode enfrentar até 20 anos de prisão por fraude eletrônica. A Accenture declarou que trouxe a questão à atenção do governo após uma revisão interna e está cooperando com a investigação. Este caso levanta preocupações sobre a conformidade de segurança em serviços de nuvem, especialmente em contratos governamentais, onde a integridade e a segurança dos dados são cruciais.

Lavagem de dinheiro e contas laranjas estão na mira da verificação digital

A verificação digital de identidade, especialmente na abertura de contas bancárias, surge como uma solução eficaz para combater as chamadas “contas de passagem” ou “laranjas”, frequentemente utilizadas em transações ilícitas. Segundo a Prove Identity, essa prática é essencial para evitar prejuízos financeiros e proteger a reputação das empresas, uma vez que as fraudes digitais estão se tornando cada vez mais sofisticadas no Brasil. As contas de passagem são utilizadas por criminosos para ocultar a origem de valores, dificultando o rastreamento de transações fraudulentas. A verificação de identidade, realizada pelo celular, garante que apenas usuários legítimos tenham acesso aos serviços bancários, além de validar comportamentos e históricos de uso, tornando quase impossível para fraudadores simularem identidades verdadeiras. Com mais de 200 milhões de celulares ativos no Brasil, a segurança digital se torna ainda mais crítica, pois a maioria das fraudes bancárias envolve um número de celular. Portanto, é fundamental que tanto usuários quanto empresas estejam cientes das medidas de proteção para identificar práticas como a identidade sintética, que utiliza dados de pessoas falecidas ou inexistentes para realizar transações ilícitas.

80 dos e-mails promocionais que você recebe estão te rastreando

Uma pesquisa realizada pela Proton Mail revelou que 80% dos e-mails promocionais recebidos pelos usuários contêm tecnologias de rastreamento. O estudo analisou mensagens das 50 maiores varejistas dos Estados Unidos durante o período de Black Friday, onde o volume de e-mails promocionais disparou, alcançando cerca de 2,55 bilhões de envios diários. Os rastreadores, que geralmente são pixels invisíveis, coletam dados sobre a localização do usuário, horários de abertura dos e-mails, cliques e até compras realizadas. Essa prática permite que as empresas construam perfis detalhados dos consumidores, visando direcionar anúncios personalizados. Entre as empresas que mais utilizam essas ferramentas estão CB2, Anthropologie e Victoria’s Secret. Os especialistas alertam que essa coleta de dados transforma a simples ação de abrir um e-mail em um evento de vigilância, levantando preocupações sobre privacidade e segurança dos dados dos usuários.

Governo brasileiro lança site com lista de foragidos mais procurados

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Brasil lançou um site que compila informações sobre os 216 criminosos foragidos mais procurados do país. A lista foi elaborada com base em uma matriz de risco que considera a gravidade dos crimes, a conexão com organizações criminosas e a quantidade de mandados de prisão. O objetivo é aprimorar a segurança pública e facilitar a colaboração da população por meio de denúncias anônimas. Entre os foragidos estão figuras notórias como André do Rap, membro do PCC, e Doca, líder do Comando Vermelho. O site faz parte do Programa Captura, que visa unificar dados e reforçar o combate ao crime organizado. A expectativa é que uma sede operacional seja instalada no Rio de Janeiro para coordenar essas ações. O ministério destaca a importância da colaboração entre as esferas federal e estadual para enfrentar as organizações criminosas no Brasil.

Brasil lança plano de combate a fraudes bancárias digitais

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Brasil, em colaboração com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), anunciou um plano de ação para enfrentar o aumento das fraudes bancárias digitais no país. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em tentativas de golpes digitais, atrás apenas da China, conforme um estudo recente. A nova iniciativa, chamada Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais, envolve 23 instituições públicas e privadas e visa aprimorar a prevenção, detecção e apoio às vítimas de fraudes financeiras online. O plano, que se estenderá por cinco anos, inclui a capacitação de agentes, a criação de protocolos de integração para o compartilhamento de informações e campanhas educativas para aumentar a conscientização da população. Além disso, o MJSP lançou o portal ‘Sofri um golpe e agora?’, que oferece orientações sobre como agir após ser vítima de fraudes digitais. A proposta busca não apenas combater o cibercrime, mas também acolher e tratar as vítimas de maneira mais eficaz, refletindo a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta coordenada.

India impõe regras de segurança cibernética para aplicativos de mensagens

O Departamento de Telecomunicações da Índia (DoT) estabeleceu novas diretrizes para provedores de serviços de comunicação baseados em aplicativos, exigindo que plataformas como WhatsApp, Telegram e Signal utilizem um cartão SIM ativo vinculado ao número de telefone do usuário. Essa medida, parte da emenda às Regras de Cibersegurança das Telecomunicações de 2024, visa combater fraudes cibernéticas, phishing e garantir a segurança das telecomunicações. O DoT destacou que a remoção ou desativação do SIM não deve permitir que contas continuem ativas, o que tem sido explorado por criminosos para realizar fraudes. As novas regras incluem a necessidade de reautenticação periódica a cada seis horas e a vinculação contínua ao SIM, dificultando o controle remoto de contas por fraudadores. Além disso, um novo sistema de Validação de Números Móveis (MNV) será implementado para verificar a autenticidade dos números utilizados em serviços financeiros e digitais. Essas mudanças visam aumentar a segurança e a confiança nas transações digitais, permitindo que as autoridades rastreiem números envolvidos em atividades fraudulentas.

Governo indiano exige instalação de app de cibersegurança em celulares

O Ministério das Telecomunicações da Índia determinou que fabricantes de dispositivos móveis instalem obrigatoriamente o aplicativo Sanchar Saathi em todos os novos smartphones dentro de um prazo de 90 dias. Este aplicativo, que não pode ser desinstalado ou desativado, permite que os usuários relatem fraudes, spam e links maliciosos, além de bloquear aparelhos roubados e verificar conexões móveis em seu nome. Uma das funcionalidades principais é a possibilidade de reportar chamadas internacionais fraudulentas que se disfarçam como chamadas nacionais. Desde seu lançamento em maio de 2023, o Sanchar Saathi já foi instalado mais de 11,4 milhões de vezes e ajudou a bloquear 4,2 milhões de dispositivos perdidos. A medida visa combater ameaças à cibersegurança nas telecomunicações, como o uso de números IMEI falsificados. A iniciativa coloca a Índia ao lado de países como a Rússia, que também impôs a pré-instalação de aplicativos governamentais em dispositivos móveis, levantando preocupações sobre privacidade e vigilância.

Cuidado com a privacidade ao usar apps de compras na Black Friday

Nesta Black Friday, cerca de 50% dos consumidores utilizarão smartphones para aproveitar as ofertas, com 27% preferindo aplicativos de varejistas. No entanto, uma análise de 101 aplicativos populares para Android revelou que, em média, cada app solicita quase 29 permissões, sendo 8 delas consideradas ‘perigosas’ pelo Android. Essas permissões incluem acesso à câmera, microfone, localização e armazenamento. Embora algumas permissões sejam necessárias para o funcionamento do aplicativo, muitas delas são solicitadas sem justificativa clara nas políticas de privacidade. Em 27 casos, aplicativos pediram acesso à câmera e/ou arquivos de mídia sem mencionar isso em suas políticas. Além disso, 23% dos aplicativos analisados podem violar os padrões de privacidade do Google. A média de rastreadores por aplicativo é de 7, com um aplicativo apresentando 17 rastreadores. A falta de transparência sobre o uso de dados pessoais levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é cada vez mais relevante, como na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.

FCC dos EUA revoga regras de cibersegurança para telecomunicações

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) decidiu revogar regulamentações de cibersegurança que foram implementadas após os ataques do grupo de ameaças cibernéticas conhecido como Salt Typhoon, que infiltrou redes de telecomunicações americanas por mais de um ano. As regras exigiam que as empresas de telecomunicações adotassem controles básicos de segurança e colaborassem para proteger consumidores e a segurança nacional. A FCC argumentou que as regulamentações eram ineficazes e impunham um ônus legal desnecessário, já que as empresas estariam voluntariamente fortalecendo suas defesas cibernéticas. A decisão reflete uma tendência da administração Trump de desregulamentar o setor tecnológico, priorizando a liberdade das empresas em detrimento de proteções robustas contra ameaças cibernéticas. A revogação das regras pode aumentar a vulnerabilidade das redes de telecomunicações, especialmente em um cenário onde ataques cibernéticos estão se tornando cada vez mais sofisticados e frequentes.

SEC desiste de processo contra SolarWinds por ataque cibernético

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) decidiu abandonar o processo judicial contra a SolarWinds e seu diretor de segurança da informação, Timothy G. Brown, que alegavam que a empresa havia enganado investidores sobre suas práticas de segurança cibernética, levando ao ataque à cadeia de suprimentos em 2020. A SEC havia acusado a SolarWinds de ‘fraude e falhas de controle interno’, afirmando que a empresa exagerou suas práticas de cibersegurança e não divulgou adequadamente os riscos conhecidos. O ataque, atribuído ao grupo APT29, patrocinado pelo Estado russo, expôs vulnerabilidades significativas. Em julho de 2024, o tribunal descartou várias alegações, afirmando que não havia evidências suficientes para sustentar as acusações. O CEO da SolarWinds, Sudhakar Ramakrishna, declarou que a empresa emerge mais forte e preparada após esse desafio. A decisão da SEC não reflete sua posição em outros casos relacionados, e a empresa continua a ser um ponto focal em discussões sobre segurança cibernética e conformidade regulatória.

Nova proposta de controle de chats preocupa especialistas em privacidade

Uma nova proposta de controle de chats, conhecida como Chat Control, foi apresentada ao Conselho da União Europeia, gerando preocupações entre especialistas em privacidade. A proposta revisada, que agora torna a detecção de conteúdo de abuso sexual infantil (CSAM) voluntária, foi recebida com apoio durante uma reunião recente, mas críticos, como o jurista Patrick Breyer, alertam que isso pode ser uma ‘decepção política’. Embora os provedores de serviços de mensagens não sejam obrigados a escanear todas as comunicações, um artigo da proposta sugere que serviços de alto risco podem ser forçados a implementar medidas de mitigação, o que poderia comprometer a natureza voluntária da detecção. Breyer destaca que essa mudança pode levar à quebra de criptografia, uma tecnologia essencial para a segurança das comunicações privadas. Além disso, a proposta pode ampliar o escopo da vigilância, incluindo a análise de textos e metadados de chats privados. A discussão sobre a proposta continua, e a resistência de vários países membros da UE levanta questões sobre a proteção da privacidade dos cidadãos e a segurança das comunicações digitais.

VoP entra em vigor milhões de empresas da UE não estão preparadas

A partir de 9 de outubro de 2025, a União Europeia implementará a verificação de pagador (VoP), exigindo que todos os pagamentos em euros passem por uma checagem de nome. Isso significa que o nome do titular da conta deve corresponder ao IBAN antes que o dinheiro seja transferido. Essa medida visa combater fraudes crescentes, como os golpes de pagamento por autorização (APP), que custaram mais de €2,4 bilhões às empresas da UE em 2024. O VoP funcionará como um ‘bouncer’ para pagamentos, alertando sobre discrepâncias antes que os fundos sejam enviados. Embora a medida tenha sido inspirada em um sistema britânico semelhante, sua implementação na UE será obrigatória desde o início, afetando cerca de 3.000 bancos e provedores de serviços de pagamento. As empresas precisarão garantir que seus registros de fornecedores sejam precisos e consistentes para evitar atrasos nas transações. A falta de conscientização sobre o VoP, especialmente entre empresas fora da zona do euro, pode resultar em complicações financeiras significativas.

Amazon começará a bloquear aplicativos piratas no Fire TV Stick

A Amazon anunciou que começará a bloquear aplicativos instalados ilegalmente no Fire TV Stick, uma medida que visa combater a pirataria e proteger os usuários de ameaças digitais. O bloqueio será implementado inicialmente na Alemanha e na França, com planos de expansão global. A empresa justificou a ação como parte de um esforço contínuo para apoiar criadores de conteúdo e proteger consumidores, uma vez que aplicativos piratas podem ser fontes de malware e fraudes. Os usuários que tentarem acessar esses aplicativos receberão um alerta informando que o acesso não é permitido, seguido pelo bloqueio do aplicativo. A Amazon não especificou quais aplicativos serão afetados, mas garantiu que serviços legítimos como Netflix e Prime Video continuarão funcionando normalmente. Essa iniciativa também está alinhada com um acordo antipirataria da Alliance for Creativity and Entertainment (ACE). Além de combater a pirataria, a medida busca mitigar riscos de ciberataques, já que aplicativos não verificados podem facilitar o acesso de cibercriminosos aos dispositivos dos usuários.

Máfia das VPNs do Irã é culpada por atraso na liberação do Telegram

O Irã continua a manter a proibição do Telegram, que já dura sete anos, e um legislador iraniano atribui essa situação à chamada ‘máfia das VPNs’. O secretário da Comissão de Indústrias e Minas do parlamento, Mostafa Pourdehghan, afirmou que o lobby em favor da venda de VPNs, que movimenta cerca de 50 trilhões de tomans (aproximadamente 450 milhões de dólares), está impedindo a liberação do aplicativo. Desde 2018, os cidadãos iranianos têm acesso ao Telegram apenas por meio de VPNs, devido a restrições impostas em nome da segurança nacional. Apesar de o governo estar em conversações para potencialmente desbloquear o serviço, as condições impostas incluem a limitação de conteúdo considerado provocativo e a colaboração com a justiça iraniana em solicitações de dados. Essas exigências, segundo Pourdehghan, estão em desacordo com os princípios de liberdade de expressão defendidos pelo fundador do Telegram, Pavel Durov. A crescente utilização de VPNs no Irã, que atinge cerca de 90% da população, reflete a repressão à liberdade de acesso à internet, com a maioria das plataformas de redes sociais ainda bloqueadas no país. A situação levanta preocupações sobre a liberdade digital e os direitos dos cidadãos no Irã.

Ciber-resiliência A Nova Necessidade para Instituições Financeiras

As instituições financeiras enfrentam uma nova realidade em cibersegurança, onde a ciber-resiliência se tornou uma exigência regulatória. Regulamentos como o DORA na UE e o CORIE na Austrália exigem que essas organizações realizem exercícios de gerenciamento de crise e simulações de incidentes cibernéticos. A complexidade da conformidade está na colaboração entre equipes técnicas e não técnicas, onde simulações de incidentes cibernéticos precisam ser integradas a exercícios de mesa. A ferramenta OpenAEV tem se destacado ao permitir a combinação de simulações técnicas e de comunicação humana, facilitando a preparação e execução de cenários de crise. Essa abordagem integrada não só melhora a eficiência logística, mas também permite que as equipes desenvolvam uma memória muscular para responder a crises reais. À medida que as regulamentações se tornam mais rigorosas, as instituições devem se adaptar rapidamente, realizando simulações frequentes e relevantes para garantir a conformidade e a resiliência operacional. O acesso a ferramentas como OpenAEV, que oferece uma biblioteca de cenários de ransomware e integrações técnicas, é crucial para fortalecer as defesas cibernéticas e a conformidade.

Proposta do governo prevê Anatel como agência de cibersegurança no Brasil

Uma nova proposta do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sugere que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assuma a responsabilidade pela cibersegurança no Brasil. Essa iniciativa surge em meio à crescente preocupação com a segurança digital no país, especialmente após a aprovação da Política Nacional de Cibersegurança em 2023. O GSI, em colaboração com a Anatel e o Ministério da Gestão, está revisando um anteprojeto que, após aprovação pela Casa Civil, será enviado ao Parlamento como um Projeto de Lei. O ministro-chefe do GSI, Marcos Antonio Amaro dos Santos, destacou a necessidade de um marco legal mais robusto para a cibersegurança, e a Anatel, já estabelecida e com ampla capilaridade, é vista como uma solução viável. A proposta original de criar uma nova agência, a Agência Nacional de Cibersegurança (ANCiber), foi descartada devido a restrições orçamentárias. A Anatel demonstrou interesse em assumir essa nova missão, o que fortalece a proposta nos bastidores. Essa mudança pode impactar significativamente a forma como a cibersegurança é gerida no Brasil, refletindo a urgência em enfrentar as ameaças digitais atuais.

Brasil assina convenção da ONU para combater crimes cibernéticos

O Brasil se tornou signatário da Convenção das Nações Unidas Contra o Crime Cibernético, um tratado que visa fortalecer a cooperação internacional no combate a crimes digitais. A assinatura foi realizada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante uma visita ao Vietnã, onde acompanhava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tratado, que já conta com a adesão de 59 países, busca não apenas combater o aumento dos crimes cibernéticos, mas também garantir a proteção dos direitos humanos no ambiente digital. A Polícia Federal destacou que a convenção facilitará a troca de provas eletrônicas, essencial para o enfrentamento de crimes como a sextorsão e o abuso sexual infantil online. O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou a assinatura um marco histórico na luta contra as crescentes ameaças digitais. Entretanto, os Estados Unidos optaram por não assinar o acordo, citando a necessidade de medidas adicionais para garantir a proteção legal e os direitos humanos dos signatários. A próxima etapa para o Brasil envolve a aprovação do Congresso Nacional, que poderá formalizar as obrigações jurídicas do país em relação ao tratado.

Mozilla exige transparência na coleta de dados de extensões do Firefox

A Mozilla anunciou novas exigências de transparência para a coleta de dados por extensões do Firefox, que entrarão em vigor em 3 de novembro de 2025. Todas as extensões recém-submetidas deverão declarar se coletam ou transmitem dados pessoais diretamente no arquivo de configuração manifest.json. Essa medida visa aumentar a conscientização dos usuários sobre como as extensões lidam com informações sensíveis. Os desenvolvedores deverão utilizar a chave browser_specific_settings.gecko.data_collection_permissions para especificar suas práticas de coleta de dados, sendo que extensões que não coletam dados devem declarar isso explicitamente. As informações sobre a coleta de dados serão exibidas durante o processo de instalação da extensão e também nas páginas de listagem no addons.mozilla.org e na seção Permissões e Dados da página about:addons do Firefox. Embora as novas regras se apliquem apenas a extensões novas, a Mozilla planeja expandir essas exigências para todas as extensões até o primeiro semestre de 2026. Essa iniciativa reflete o compromisso da Mozilla com a proteção da privacidade dos usuários e a necessidade de um design de navegador centrado na privacidade.

OpenAI enfrenta mandado do DHS por dados de usuários do ChatGPT

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) emitiu um mandado inédito exigindo que a OpenAI forneça informações detalhadas sobre as conversas de usuários do ChatGPT, em um caso criminal relacionado a material de exploração infantil. O mandado, que foi deslacrado em Maine, representa um marco na interseção entre inteligência artificial e justiça criminal. A investigação, que começou em 2019, revelou que o suspeito mencionou o uso do ChatGPT durante comunicações com agentes infiltrados. Embora os dados da OpenAI não tenham sido necessários para identificar o suspeito, a solicitação levanta questões sobre privacidade e a responsabilidade das empresas de IA em relação a dados de usuários. A OpenAI já processou milhares de conteúdos relacionados a exploração infantil e atendeu a várias solicitações governamentais. Este caso destaca a crescente tendência de as autoridades considerarem plataformas de IA como fontes de evidência, exigindo uma reavaliação das práticas de coleta de dados e proteção de privacidade por parte das empresas de tecnologia.