Regulamentacao

EUA suspendem apoio ao fórum global de cibersegurança

Os Estados Unidos decidiram suspender seu apoio ao Global Forum on Cyber Expertise (GFCE), um importante fórum global dedicado à cibersegurança. A decisão foi anunciada pelo presidente Donald Trump em uma ordem executiva que retirou o país de cerca de 66 agências internacionais, incluindo 31 vinculadas à ONU. O GFCE, que conta com a participação de mais de 100 países, tem como objetivo fortalecer a colaboração entre nações para enfrentar desafios de segurança digital, especialmente em um cenário onde as ameaças cibernéticas se tornam cada vez mais frequentes e sofisticadas, em parte devido ao avanço da inteligência artificial. Além do GFCE, os EUA também se retiraram do European Centre of Excellence for Countering Hybrid Threats (Hybrid CoE), que se concentra na análise e resposta a ameaças híbridas. A decisão reflete uma postura do governo americano de se distanciar de iniciativas que considera contrárias aos seus interesses, o que pode gerar preocupações sobre a eficácia da colaboração internacional em cibersegurança em um momento crítico para a proteção de dados e infraestruturas digitais.

Roblox implementa verificação de idade obrigatória para chat globalmente

A Roblox Corporation anunciou a expansão de sua verificação de idade obrigatória para recursos de chat, incluindo voz e texto, em todas as regiões. A partir de agora, todos os usuários que desejam utilizar essas ferramentas sociais devem passar por um processo que envolve a digitalização facial para determinar seu grupo etário. Essa medida visa proteger usuários mais jovens de conteúdos inadequados e comportamentos predatórios, em um contexto de crescente regulamentação da internet. No entanto, especialistas em privacidade expressaram preocupações sobre os riscos associados à coleta de dados biométricos e documentos de identificação, que podem se tornar alvos para cibercriminosos. A Roblox afirma que a privacidade dos usuários é uma prioridade, mas a exigência de compartilhar informações sensíveis pode ser vista como um grande compromisso em termos de privacidade. Os usuários também têm a opção de contestar a estimativa de idade através de métodos alternativos, como verificação de identidade ou controles parentais. A medida levanta questões sobre a segurança dos dados e o potencial impacto de um possível vazamento de informações pessoais, considerando o grande número de usuários da plataforma.

Disney pagará US 10 milhões por violar privacidade infantil

A Disney foi condenada a pagar uma multa de US$ 10 milhões por violar a Children’s Online Privacy Protection Act (COPPA), uma legislação dos Estados Unidos que protege a privacidade de crianças na internet. O caso surgiu a partir de alegações de que a empresa não rotulou corretamente vídeos infantis no YouTube, permitindo a coleta de dados pessoais de menores de 13 anos para publicidade direcionada. O Departamento de Justiça dos EUA informou que a Disney falhou em sinalizar conteúdos como ‘Feito para Crianças’, o que é crucial para garantir um ambiente seguro e controlado para os pequenos. Desde 2019, o YouTube exige essa rotulagem, e a Disney já havia sido alertada sobre a irregularidade em seus vídeos. A Comissão Federal do Comércio dos EUA destacou que essa falha permitiu que a Disney coletasse dados pessoais sem o consentimento adequado, resultando em uma violação significativa da norma. Além da multa, a Disney terá que implementar medidas para garantir que os pais sejam informados antes da coleta de dados de crianças e que os conteúdos sejam devidamente rotulados. Este caso levanta questões importantes sobre a conformidade com a legislação de proteção de dados, especialmente em um cenário onde a privacidade infantil é cada vez mais debatida.

Legislação e desafios o que 2026 reserva para a indústria de VPNs?

O artigo da TechRadar discute os desafios que a indústria de VPNs enfrentará até 2026, destacando a crescente pressão regulatória e as ameaças tecnológicas. A verificação de idade é um tema central, com governos buscando implementar medidas de segurança infantil que possam tornar as VPNs obsoletas. A colaboração entre a SafeToNet e a HMD exemplifica uma abordagem que bloqueia conteúdo impróprio diretamente no nível do sistema operacional, independentemente do uso de VPNs. Além disso, a possibilidade de proibições ou restrições a VPNs já é debatida em regiões como o Reino Unido e a União Europeia.

Anatel intensifica combate ao spoofing e fraudes telefônicas

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou novas medidas para combater fraudes telefônicas, especialmente o spoofing, que consiste na adulteração do número de origem das chamadas. O Despacho Decisório nº 978/2025/COGE/SCO, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2026, aprimora as diretrizes já estabelecidas em 2024, visando modernizar as legislações e aumentar a eficácia no combate a esse tipo de crime. Entre as principais determinações estão o bloqueio de chamadas irregulares, a exigência de registros detalhados das chamadas e a proibição de revenda irregular de números. A Anatel também poderá bloquear interconexões de prestadoras que não cumprirem as normas, com penalidades que podem chegar a um mês de suspensão em casos de reincidência. Essas ações visam aumentar a rastreabilidade das chamadas e melhorar a comunicação entre prestadoras e a agência, além de fortalecer a responsabilização por fraudes. Com a implementação dessas medidas, a Anatel espera reduzir significativamente o número de fraudes telefônicas no Brasil.

Coreia do Sul restringe acesso a cartões SIM com reconhecimento facial

A Coreia do Sul está implementando um novo sistema de registro de cartões SIM que inclui reconhecimento facial, como resposta ao aumento de fraudes e vazamentos de dados. A medida visa dificultar a criação de contas móveis fraudulentas, que têm proliferado devido ao acesso fácil a dados pessoais roubados. Com a nova política, os usuários deverão apresentar documentos de identidade oficiais e realizar uma verificação facial por meio de aplicativos de operadoras. O Ministério da Ciência e TIC do país argumenta que a simples apresentação de dados pessoais não é mais suficiente para ativar uma linha telefônica, especialmente após uma série de incidentes de vazamento de dados que afetaram mais da metade da população sul-coreana. As operadoras de telecomunicações enfrentaram críticas por falhas de segurança, levando a multas e exigências de compensação aos consumidores. Embora a verificação biométrica possa aumentar a segurança, ela também levanta preocupações sobre a proteção e armazenamento dos dados biométricos. A nova política pode complicar o processo de aquisição de linhas telefônicas, especialmente para usuários temporários ou pré-pagos, mas as autoridades acreditam que é um passo necessário para combater fraudes e proteger os consumidores.

Apple é multada em 98,6 milhões por práticas anticompetitivas na Itália

A Apple foi multada em €98,6 milhões pela Autoridade Antitruste da Itália (AGCM) por práticas que restringem a concorrência na App Store. A investigação, iniciada em maio de 2023, concluiu que a empresa abusou de sua posição dominante ao impor unilateralmente regras de transparência de rastreamento de aplicativos (ATT) a desenvolvedores de terceiros, sem consulta prévia. Embora a AGCM não questione a intenção da Apple de proteger a privacidade dos usuários, critica os requisitos de consentimento que oneram excessivamente os desenvolvedores. A ATT exige que os desenvolvedores apresentem solicitações de permissão separadas para o rastreamento de dados, enquanto os aplicativos da Apple podem obter essa permissão com um único toque. A autoridade argumenta que essa exigência dupla prejudica os desenvolvedores que dependem de publicidade. A Apple anunciou que irá recorrer da decisão, reafirmando seu compromisso com a proteção da privacidade. Este não é o primeiro caso de conflito da ATT com autoridades de concorrência, já que a empresa também foi multada na França e enfrenta investigações em outros países da Europa, como Polônia e Romênia.

Coreia do Sul combate números falsos com reconhecimento facial

O governo da Coreia do Sul anunciou, em 19 de dezembro de 2025, a implementação de um sistema de verificação facial obrigatório para todas as operadoras de telefonia ao vender novos chips de celular. Esta medida, proposta pelo Ministério da Ciência e Tecnologias da Informação e Comunicação, visa combater o aumento de fraudes, especialmente os golpes de phishing por voz, conhecidos como vishing. A nova exigência inclui a apresentação de documentos de identidade durante a venda, o que deve dificultar a criação de contas fraudulentas. As principais operadoras do país, SK Telecom, LG Uplus e Korea Telecom, já oferecem um aplicativo chamado PASS, que armazenará informações biométricas dos usuários. A Coreia do Sul já enfrentou sérios problemas de segurança, com incidentes de vazamento de dados que afetaram milhões de cidadãos. Em 2024, a Coupang teve 30 milhões de registros expostos, e a SK Telecom também sofreu um vazamento significativo, resultando em multas e compensações financeiras. A medida é uma resposta a um cenário em que operadoras virtuais, que não possuem infraestrutura própria, foram responsáveis por 92% dos números falsos detectados no último ano.

FCC proíbe drones estrangeiros por preocupações de segurança nacional

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou uma proibição de drones e componentes críticos fabricados em países estrangeiros, especialmente da China, devido a preocupações com a segurança nacional. A medida, que se alinha ao Ato de Autorização de Defesa Nacional de 2025, visa proteger o espaço aéreo americano e prevenir o uso indevido de drones por criminosos e agentes hostis. A FCC destacou que drones e componentes como sistemas de comunicação e controle de voo, se produzidos fora dos EUA, podem facilitar vigilância não autorizada e operações destrutivas. A proibição não afeta drones já adquiridos pelos consumidores, nem impede a venda de modelos aprovados anteriormente. Essa decisão é especialmente relevante à medida que os EUA se preparam para eventos de grande escala, como a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028. A FCC também indicou que componentes poderiam ser isentos se o Departamento de Segurança Interna dos EUA determinasse que não representam riscos. A medida reflete uma crescente preocupação com a segurança cibernética e a proteção de dados sensíveis em um cenário global cada vez mais complexo.

Dinamarca quer proibir VPNs para desbloquear streams ilegais

O governo dinamarquês propôs uma nova legislação que visa proibir o uso de VPNs para acessar conteúdos de streaming geoblocados ou contornar restrições em sites ilegais. A proposta, parte de um esforço mais amplo para combater a pirataria online, gerou preocupações entre defensores dos direitos digitais, que consideram a redação do projeto como excessivamente ampla e com um ’toque totalitário’. O ministro da Cultura da Dinamarca, Jakob Engel-Schmidt, defendeu a proposta, afirmando que o objetivo é combater a pirataria, não tornar as VPNs ilegais. Atualmente, cerca de 9% da população dinamarquesa utiliza VPNs para acessar bibliotecas de streaming de outros países, como o Netflix americano. Se aprovada, a lei entrará em vigor em 1º de julho de 2026, e os infratores poderão enfrentar multas. A proposta se insere em um contexto mais amplo de legislação que tem sido criticada por especialistas em privacidade, incluindo tentativas de implementar o polêmico projeto de ‘Chat Control’ na UE, que visa monitorar mensagens digitais privadas. A proposta dinamarquesa representa uma escalada significativa, transferindo a responsabilidade legal dos provedores para os usuários finais.

Ex-funcionário da Accenture é acusado de fraude em segurança na nuvem

Um ex-gerente de produtos da Accenture, identificado como Hilmer, foi acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) de fraudes relacionadas à segurança em produtos de nuvem. Ele é acusado de ter enganado clientes do governo sobre as medidas de segurança da plataforma de nuvem da Accenture, que não atendia aos requisitos do programa FedRAMP, utilizado por agências federais para garantir a segurança de produtos e serviços em nuvem. Hilmer teria feito representações falsas para induzir o Exército dos EUA a patrocinar a plataforma para uma autorização provisória do Departamento de Defesa. As acusações incluem duas contagens de fraude eletrônica, uma de fraude governamental e duas de obstrução de auditoria federal. Se condenado, ele pode enfrentar até 20 anos de prisão por fraude eletrônica. A Accenture declarou que trouxe a questão à atenção do governo após uma revisão interna e está cooperando com a investigação. Este caso levanta preocupações sobre a conformidade de segurança em serviços de nuvem, especialmente em contratos governamentais, onde a integridade e a segurança dos dados são cruciais.

Lavagem de dinheiro e contas laranjas estão na mira da verificação digital

A verificação digital de identidade, especialmente na abertura de contas bancárias, surge como uma solução eficaz para combater as chamadas “contas de passagem” ou “laranjas”, frequentemente utilizadas em transações ilícitas. Segundo a Prove Identity, essa prática é essencial para evitar prejuízos financeiros e proteger a reputação das empresas, uma vez que as fraudes digitais estão se tornando cada vez mais sofisticadas no Brasil. As contas de passagem são utilizadas por criminosos para ocultar a origem de valores, dificultando o rastreamento de transações fraudulentas. A verificação de identidade, realizada pelo celular, garante que apenas usuários legítimos tenham acesso aos serviços bancários, além de validar comportamentos e históricos de uso, tornando quase impossível para fraudadores simularem identidades verdadeiras. Com mais de 200 milhões de celulares ativos no Brasil, a segurança digital se torna ainda mais crítica, pois a maioria das fraudes bancárias envolve um número de celular. Portanto, é fundamental que tanto usuários quanto empresas estejam cientes das medidas de proteção para identificar práticas como a identidade sintética, que utiliza dados de pessoas falecidas ou inexistentes para realizar transações ilícitas.

80 dos e-mails promocionais que você recebe estão te rastreando

Uma pesquisa realizada pela Proton Mail revelou que 80% dos e-mails promocionais recebidos pelos usuários contêm tecnologias de rastreamento. O estudo analisou mensagens das 50 maiores varejistas dos Estados Unidos durante o período de Black Friday, onde o volume de e-mails promocionais disparou, alcançando cerca de 2,55 bilhões de envios diários. Os rastreadores, que geralmente são pixels invisíveis, coletam dados sobre a localização do usuário, horários de abertura dos e-mails, cliques e até compras realizadas. Essa prática permite que as empresas construam perfis detalhados dos consumidores, visando direcionar anúncios personalizados. Entre as empresas que mais utilizam essas ferramentas estão CB2, Anthropologie e Victoria’s Secret. Os especialistas alertam que essa coleta de dados transforma a simples ação de abrir um e-mail em um evento de vigilância, levantando preocupações sobre privacidade e segurança dos dados dos usuários.

Governo brasileiro lança site com lista de foragidos mais procurados

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Brasil lançou um site que compila informações sobre os 216 criminosos foragidos mais procurados do país. A lista foi elaborada com base em uma matriz de risco que considera a gravidade dos crimes, a conexão com organizações criminosas e a quantidade de mandados de prisão. O objetivo é aprimorar a segurança pública e facilitar a colaboração da população por meio de denúncias anônimas. Entre os foragidos estão figuras notórias como André do Rap, membro do PCC, e Doca, líder do Comando Vermelho. O site faz parte do Programa Captura, que visa unificar dados e reforçar o combate ao crime organizado. A expectativa é que uma sede operacional seja instalada no Rio de Janeiro para coordenar essas ações. O ministério destaca a importância da colaboração entre as esferas federal e estadual para enfrentar as organizações criminosas no Brasil.

Brasil lança plano de combate a fraudes bancárias digitais

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Brasil, em colaboração com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), anunciou um plano de ação para enfrentar o aumento das fraudes bancárias digitais no país. O Brasil ocupa a segunda posição mundial em tentativas de golpes digitais, atrás apenas da China, conforme um estudo recente. A nova iniciativa, chamada Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias Digitais, envolve 23 instituições públicas e privadas e visa aprimorar a prevenção, detecção e apoio às vítimas de fraudes financeiras online. O plano, que se estenderá por cinco anos, inclui a capacitação de agentes, a criação de protocolos de integração para o compartilhamento de informações e campanhas educativas para aumentar a conscientização da população. Além disso, o MJSP lançou o portal ‘Sofri um golpe e agora?’, que oferece orientações sobre como agir após ser vítima de fraudes digitais. A proposta busca não apenas combater o cibercrime, mas também acolher e tratar as vítimas de maneira mais eficaz, refletindo a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta coordenada.

India impõe regras de segurança cibernética para aplicativos de mensagens

O Departamento de Telecomunicações da Índia (DoT) estabeleceu novas diretrizes para provedores de serviços de comunicação baseados em aplicativos, exigindo que plataformas como WhatsApp, Telegram e Signal utilizem um cartão SIM ativo vinculado ao número de telefone do usuário. Essa medida, parte da emenda às Regras de Cibersegurança das Telecomunicações de 2024, visa combater fraudes cibernéticas, phishing e garantir a segurança das telecomunicações. O DoT destacou que a remoção ou desativação do SIM não deve permitir que contas continuem ativas, o que tem sido explorado por criminosos para realizar fraudes. As novas regras incluem a necessidade de reautenticação periódica a cada seis horas e a vinculação contínua ao SIM, dificultando o controle remoto de contas por fraudadores. Além disso, um novo sistema de Validação de Números Móveis (MNV) será implementado para verificar a autenticidade dos números utilizados em serviços financeiros e digitais. Essas mudanças visam aumentar a segurança e a confiança nas transações digitais, permitindo que as autoridades rastreiem números envolvidos em atividades fraudulentas.

Governo indiano exige instalação de app de cibersegurança em celulares

O Ministério das Telecomunicações da Índia determinou que fabricantes de dispositivos móveis instalem obrigatoriamente o aplicativo Sanchar Saathi em todos os novos smartphones dentro de um prazo de 90 dias. Este aplicativo, que não pode ser desinstalado ou desativado, permite que os usuários relatem fraudes, spam e links maliciosos, além de bloquear aparelhos roubados e verificar conexões móveis em seu nome. Uma das funcionalidades principais é a possibilidade de reportar chamadas internacionais fraudulentas que se disfarçam como chamadas nacionais. Desde seu lançamento em maio de 2023, o Sanchar Saathi já foi instalado mais de 11,4 milhões de vezes e ajudou a bloquear 4,2 milhões de dispositivos perdidos. A medida visa combater ameaças à cibersegurança nas telecomunicações, como o uso de números IMEI falsificados. A iniciativa coloca a Índia ao lado de países como a Rússia, que também impôs a pré-instalação de aplicativos governamentais em dispositivos móveis, levantando preocupações sobre privacidade e vigilância.

Cuidado com a privacidade ao usar apps de compras na Black Friday

Nesta Black Friday, cerca de 50% dos consumidores utilizarão smartphones para aproveitar as ofertas, com 27% preferindo aplicativos de varejistas. No entanto, uma análise de 101 aplicativos populares para Android revelou que, em média, cada app solicita quase 29 permissões, sendo 8 delas consideradas ‘perigosas’ pelo Android. Essas permissões incluem acesso à câmera, microfone, localização e armazenamento. Embora algumas permissões sejam necessárias para o funcionamento do aplicativo, muitas delas são solicitadas sem justificativa clara nas políticas de privacidade. Em 27 casos, aplicativos pediram acesso à câmera e/ou arquivos de mídia sem mencionar isso em suas políticas. Além disso, 23% dos aplicativos analisados podem violar os padrões de privacidade do Google. A média de rastreadores por aplicativo é de 7, com um aplicativo apresentando 17 rastreadores. A falta de transparência sobre o uso de dados pessoais levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é cada vez mais relevante, como na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.

FCC dos EUA revoga regras de cibersegurança para telecomunicações

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) decidiu revogar regulamentações de cibersegurança que foram implementadas após os ataques do grupo de ameaças cibernéticas conhecido como Salt Typhoon, que infiltrou redes de telecomunicações americanas por mais de um ano. As regras exigiam que as empresas de telecomunicações adotassem controles básicos de segurança e colaborassem para proteger consumidores e a segurança nacional. A FCC argumentou que as regulamentações eram ineficazes e impunham um ônus legal desnecessário, já que as empresas estariam voluntariamente fortalecendo suas defesas cibernéticas. A decisão reflete uma tendência da administração Trump de desregulamentar o setor tecnológico, priorizando a liberdade das empresas em detrimento de proteções robustas contra ameaças cibernéticas. A revogação das regras pode aumentar a vulnerabilidade das redes de telecomunicações, especialmente em um cenário onde ataques cibernéticos estão se tornando cada vez mais sofisticados e frequentes.

SEC desiste de processo contra SolarWinds por ataque cibernético

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) decidiu abandonar o processo judicial contra a SolarWinds e seu diretor de segurança da informação, Timothy G. Brown, que alegavam que a empresa havia enganado investidores sobre suas práticas de segurança cibernética, levando ao ataque à cadeia de suprimentos em 2020. A SEC havia acusado a SolarWinds de ‘fraude e falhas de controle interno’, afirmando que a empresa exagerou suas práticas de cibersegurança e não divulgou adequadamente os riscos conhecidos. O ataque, atribuído ao grupo APT29, patrocinado pelo Estado russo, expôs vulnerabilidades significativas. Em julho de 2024, o tribunal descartou várias alegações, afirmando que não havia evidências suficientes para sustentar as acusações. O CEO da SolarWinds, Sudhakar Ramakrishna, declarou que a empresa emerge mais forte e preparada após esse desafio. A decisão da SEC não reflete sua posição em outros casos relacionados, e a empresa continua a ser um ponto focal em discussões sobre segurança cibernética e conformidade regulatória.

Nova proposta de controle de chats preocupa especialistas em privacidade

Uma nova proposta de controle de chats, conhecida como Chat Control, foi apresentada ao Conselho da União Europeia, gerando preocupações entre especialistas em privacidade. A proposta revisada, que agora torna a detecção de conteúdo de abuso sexual infantil (CSAM) voluntária, foi recebida com apoio durante uma reunião recente, mas críticos, como o jurista Patrick Breyer, alertam que isso pode ser uma ‘decepção política’. Embora os provedores de serviços de mensagens não sejam obrigados a escanear todas as comunicações, um artigo da proposta sugere que serviços de alto risco podem ser forçados a implementar medidas de mitigação, o que poderia comprometer a natureza voluntária da detecção. Breyer destaca que essa mudança pode levar à quebra de criptografia, uma tecnologia essencial para a segurança das comunicações privadas. Além disso, a proposta pode ampliar o escopo da vigilância, incluindo a análise de textos e metadados de chats privados. A discussão sobre a proposta continua, e a resistência de vários países membros da UE levanta questões sobre a proteção da privacidade dos cidadãos e a segurança das comunicações digitais.

VoP entra em vigor milhões de empresas da UE não estão preparadas

A partir de 9 de outubro de 2025, a União Europeia implementará a verificação de pagador (VoP), exigindo que todos os pagamentos em euros passem por uma checagem de nome. Isso significa que o nome do titular da conta deve corresponder ao IBAN antes que o dinheiro seja transferido. Essa medida visa combater fraudes crescentes, como os golpes de pagamento por autorização (APP), que custaram mais de €2,4 bilhões às empresas da UE em 2024. O VoP funcionará como um ‘bouncer’ para pagamentos, alertando sobre discrepâncias antes que os fundos sejam enviados. Embora a medida tenha sido inspirada em um sistema britânico semelhante, sua implementação na UE será obrigatória desde o início, afetando cerca de 3.000 bancos e provedores de serviços de pagamento. As empresas precisarão garantir que seus registros de fornecedores sejam precisos e consistentes para evitar atrasos nas transações. A falta de conscientização sobre o VoP, especialmente entre empresas fora da zona do euro, pode resultar em complicações financeiras significativas.

Amazon começará a bloquear aplicativos piratas no Fire TV Stick

A Amazon anunciou que começará a bloquear aplicativos instalados ilegalmente no Fire TV Stick, uma medida que visa combater a pirataria e proteger os usuários de ameaças digitais. O bloqueio será implementado inicialmente na Alemanha e na França, com planos de expansão global. A empresa justificou a ação como parte de um esforço contínuo para apoiar criadores de conteúdo e proteger consumidores, uma vez que aplicativos piratas podem ser fontes de malware e fraudes. Os usuários que tentarem acessar esses aplicativos receberão um alerta informando que o acesso não é permitido, seguido pelo bloqueio do aplicativo. A Amazon não especificou quais aplicativos serão afetados, mas garantiu que serviços legítimos como Netflix e Prime Video continuarão funcionando normalmente. Essa iniciativa também está alinhada com um acordo antipirataria da Alliance for Creativity and Entertainment (ACE). Além de combater a pirataria, a medida busca mitigar riscos de ciberataques, já que aplicativos não verificados podem facilitar o acesso de cibercriminosos aos dispositivos dos usuários.

Máfia das VPNs do Irã é culpada por atraso na liberação do Telegram

O Irã continua a manter a proibição do Telegram, que já dura sete anos, e um legislador iraniano atribui essa situação à chamada ‘máfia das VPNs’. O secretário da Comissão de Indústrias e Minas do parlamento, Mostafa Pourdehghan, afirmou que o lobby em favor da venda de VPNs, que movimenta cerca de 50 trilhões de tomans (aproximadamente 450 milhões de dólares), está impedindo a liberação do aplicativo. Desde 2018, os cidadãos iranianos têm acesso ao Telegram apenas por meio de VPNs, devido a restrições impostas em nome da segurança nacional. Apesar de o governo estar em conversações para potencialmente desbloquear o serviço, as condições impostas incluem a limitação de conteúdo considerado provocativo e a colaboração com a justiça iraniana em solicitações de dados. Essas exigências, segundo Pourdehghan, estão em desacordo com os princípios de liberdade de expressão defendidos pelo fundador do Telegram, Pavel Durov. A crescente utilização de VPNs no Irã, que atinge cerca de 90% da população, reflete a repressão à liberdade de acesso à internet, com a maioria das plataformas de redes sociais ainda bloqueadas no país. A situação levanta preocupações sobre a liberdade digital e os direitos dos cidadãos no Irã.

Ciber-resiliência A Nova Necessidade para Instituições Financeiras

As instituições financeiras enfrentam uma nova realidade em cibersegurança, onde a ciber-resiliência se tornou uma exigência regulatória. Regulamentos como o DORA na UE e o CORIE na Austrália exigem que essas organizações realizem exercícios de gerenciamento de crise e simulações de incidentes cibernéticos. A complexidade da conformidade está na colaboração entre equipes técnicas e não técnicas, onde simulações de incidentes cibernéticos precisam ser integradas a exercícios de mesa. A ferramenta OpenAEV tem se destacado ao permitir a combinação de simulações técnicas e de comunicação humana, facilitando a preparação e execução de cenários de crise. Essa abordagem integrada não só melhora a eficiência logística, mas também permite que as equipes desenvolvam uma memória muscular para responder a crises reais. À medida que as regulamentações se tornam mais rigorosas, as instituições devem se adaptar rapidamente, realizando simulações frequentes e relevantes para garantir a conformidade e a resiliência operacional. O acesso a ferramentas como OpenAEV, que oferece uma biblioteca de cenários de ransomware e integrações técnicas, é crucial para fortalecer as defesas cibernéticas e a conformidade.

Proposta do governo prevê Anatel como agência de cibersegurança no Brasil

Uma nova proposta do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sugere que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assuma a responsabilidade pela cibersegurança no Brasil. Essa iniciativa surge em meio à crescente preocupação com a segurança digital no país, especialmente após a aprovação da Política Nacional de Cibersegurança em 2023. O GSI, em colaboração com a Anatel e o Ministério da Gestão, está revisando um anteprojeto que, após aprovação pela Casa Civil, será enviado ao Parlamento como um Projeto de Lei. O ministro-chefe do GSI, Marcos Antonio Amaro dos Santos, destacou a necessidade de um marco legal mais robusto para a cibersegurança, e a Anatel, já estabelecida e com ampla capilaridade, é vista como uma solução viável. A proposta original de criar uma nova agência, a Agência Nacional de Cibersegurança (ANCiber), foi descartada devido a restrições orçamentárias. A Anatel demonstrou interesse em assumir essa nova missão, o que fortalece a proposta nos bastidores. Essa mudança pode impactar significativamente a forma como a cibersegurança é gerida no Brasil, refletindo a urgência em enfrentar as ameaças digitais atuais.

Brasil assina convenção da ONU para combater crimes cibernéticos

O Brasil se tornou signatário da Convenção das Nações Unidas Contra o Crime Cibernético, um tratado que visa fortalecer a cooperação internacional no combate a crimes digitais. A assinatura foi realizada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante uma visita ao Vietnã, onde acompanhava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O tratado, que já conta com a adesão de 59 países, busca não apenas combater o aumento dos crimes cibernéticos, mas também garantir a proteção dos direitos humanos no ambiente digital. A Polícia Federal destacou que a convenção facilitará a troca de provas eletrônicas, essencial para o enfrentamento de crimes como a sextorsão e o abuso sexual infantil online. O secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou a assinatura um marco histórico na luta contra as crescentes ameaças digitais. Entretanto, os Estados Unidos optaram por não assinar o acordo, citando a necessidade de medidas adicionais para garantir a proteção legal e os direitos humanos dos signatários. A próxima etapa para o Brasil envolve a aprovação do Congresso Nacional, que poderá formalizar as obrigações jurídicas do país em relação ao tratado.

Mozilla exige transparência na coleta de dados de extensões do Firefox

A Mozilla anunciou novas exigências de transparência para a coleta de dados por extensões do Firefox, que entrarão em vigor em 3 de novembro de 2025. Todas as extensões recém-submetidas deverão declarar se coletam ou transmitem dados pessoais diretamente no arquivo de configuração manifest.json. Essa medida visa aumentar a conscientização dos usuários sobre como as extensões lidam com informações sensíveis. Os desenvolvedores deverão utilizar a chave browser_specific_settings.gecko.data_collection_permissions para especificar suas práticas de coleta de dados, sendo que extensões que não coletam dados devem declarar isso explicitamente. As informações sobre a coleta de dados serão exibidas durante o processo de instalação da extensão e também nas páginas de listagem no addons.mozilla.org e na seção Permissões e Dados da página about:addons do Firefox. Embora as novas regras se apliquem apenas a extensões novas, a Mozilla planeja expandir essas exigências para todas as extensões até o primeiro semestre de 2026. Essa iniciativa reflete o compromisso da Mozilla com a proteção da privacidade dos usuários e a necessidade de um design de navegador centrado na privacidade.

OpenAI enfrenta mandado do DHS por dados de usuários do ChatGPT

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) emitiu um mandado inédito exigindo que a OpenAI forneça informações detalhadas sobre as conversas de usuários do ChatGPT, em um caso criminal relacionado a material de exploração infantil. O mandado, que foi deslacrado em Maine, representa um marco na interseção entre inteligência artificial e justiça criminal. A investigação, que começou em 2019, revelou que o suspeito mencionou o uso do ChatGPT durante comunicações com agentes infiltrados. Embora os dados da OpenAI não tenham sido necessários para identificar o suspeito, a solicitação levanta questões sobre privacidade e a responsabilidade das empresas de IA em relação a dados de usuários. A OpenAI já processou milhares de conteúdos relacionados a exploração infantil e atendeu a várias solicitações governamentais. Este caso destaca a crescente tendência de as autoridades considerarem plataformas de IA como fontes de evidência, exigindo uma reavaliação das práticas de coleta de dados e proteção de privacidade por parte das empresas de tecnologia.

Acordo do GSI com a Amazon pode comprometer dados do governo brasileiro

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Brasil anunciou um acordo com a Amazon para a hospedagem de dados governamentais, incluindo informações classificadas e sigilosas, na Amazon Web Services (AWS). A nova normativa, que substitui uma proibição anterior de 2021, permite que dados sejam armazenados em nuvens de empresas privadas, desde que os data centers estejam localizados no Brasil. Especialistas levantam preocupações sobre a segurança e a soberania dos dados, citando legislações americanas, como o Cloud Act, que podem exigir que empresas entreguem dados sob ordens judiciais, mesmo que estejam fora dos EUA. A AWS, por sua vez, afirma que os clientes têm controle total sobre seus dados e que não pode acessá-los sem autorização. A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) não participou da elaboração do acordo, mas poderá intervir para garantir a conformidade com a legislação brasileira. Além disso, um recente apagão nos servidores da AWS levantou questões sobre a confiabilidade do serviço, o que poderia afetar a segurança de informações sensíveis do governo brasileiro.

Controle de Chats é comparado a malware pela Signal em proposta da UE

O aplicativo de mensagens Signal criticou a proposta de legislação da União Europeia, conhecida como ‘Chat Control’, que visa escanear mensagens privadas de cidadãos em busca de material de abuso sexual infantil (CSAM). Segundo a Signal, essa exigência funcionaria como spyware, comprometendo a segurança dos dispositivos dos usuários. A proposta exige que plataformas de mensagens realizem a varredura de URLs, imagens e vídeos antes que as mensagens sejam criptografadas, o que, segundo a Signal, anula o propósito da criptografia. A empresa já sinalizou que pode deixar o mercado europeu se a legislação for aprovada, pois isso representaria um risco existencial para seus serviços. A discussão sobre a proposta está marcada para 14 de outubro, e a Alemanha, que tem se mostrado indecisa, é vista como um voto crucial. Especialistas em segurança digital alertam que a implementação de escaneamento em dispositivos pode criar vulnerabilidades que poderiam ser exploradas por agentes maliciosos, além de abrir precedentes para a vigilância em massa. A Signal e outros críticos argumentam que a proposta pode ter consequências globais, permitindo que governos autoritários restrinjam ainda mais os direitos dos cidadãos.

Como escolher uma VPN para verificação de idade

Com a implementação da Lei de Segurança Online no Reino Unido, o interesse em redes privadas virtuais (VPNs) aumentou, especialmente entre novos usuários. As novas regras de verificação de idade limitam o acesso a conteúdos online, como sites para adultos e aplicativos de namoro, levando muitos a buscar VPNs como uma solução. No entanto, especialistas alertam que nem todas as VPNs são confiáveis. O artigo destaca a importância de escolher uma VPN que tenha um histórico de auditoria transparente e protocolos de segurança robustos, como OpenVPN e WireGuard. VPNs como NordVPN e ExpressVPN se destacam por suas políticas rigorosas de não registro e auditorias independentes. Além disso, é crucial considerar a localização dos servidores, pois isso impacta a capacidade de contornar restrições geográficas. O uso de VPNs gratuitas é desaconselhado, pois muitas comprometem a privacidade do usuário. A escolha de uma VPN amigável ao usuário também é fundamental, especialmente para aqueles que não têm experiência técnica. O artigo conclui que, com as novas leis, a escolha de uma VPN confiável é mais importante do que nunca para proteger a privacidade online.

Afeganistão desliga completamente a internet nem VPNs ajudam

A partir de 29 de setembro de 2025, o Afeganistão sofreu um desligamento total da internet, uma medida justificada pelas autoridades como uma forma de ‘prevenir a imoralidade’. Especialistas, no entanto, acreditam que o verdadeiro objetivo é silenciar a dissidência e restringir a comunicação entre os cidadãos. A organização de monitoramento da internet, NetBlocks, observou uma queda drástica na conectividade desde o início de setembro, culminando em um apagão total de comunicação. Neste cenário, as VPNs, que normalmente ajudam a contornar restrições governamentais, não conseguem funcionar, pois dependem de uma conexão ativa à internet. A única alternativa viável para os afegãos são a internet via satélite e cartões SIM estrangeiros, que, no entanto, apresentam barreiras de custo e disponibilidade. A situação é alarmante, pois a falta de acesso à internet impacta negativamente todos os aspectos da vida dos cidadãos, incluindo educação, saúde e emprego. A especialista Felicia Anthonio, da Access Now, destaca que essa medida é uma tentativa de controle da informação e um ataque aos direitos humanos, especialmente para mulheres, jornalistas e comunidades marginalizadas. A comunidade internacional é chamada a agir em apoio aos direitos humanos no Afeganistão, onde o uso de desligamentos de internet se torna uma prática comum entre regimes autoritários.

Banalização da privacidade app paga para você vender sua voz para IAs

O Neon Mobile é um aplicativo que permite aos usuários venderem suas gravações de voz, gerando polêmica sobre privacidade e ética. O app grava ligações telefônicas e paga US$ 0,30 por minuto, com um limite diário de US$ 30. Embora os usuários possam decidir o que fazer com seus dados, a política de privacidade do Neon levanta preocupações sobre o uso e a venda dessas gravações para empresas de inteligência artificial. O app afirma que remove informações pessoais antes de vender os dados, mas não esclarece como os parceiros utilizarão essas gravações. A prática é legal em alguns lugares, mas suscita debates sobre a conscientização dos usuários em relação ao que estão compartilhando. A questão central é se os usuários realmente entendem os riscos envolvidos em vender suas conversas privadas por valores baixos, considerando o potencial uso malicioso por terceiros. O caso do Neon Mobile reflete uma tendência preocupante em que a privacidade é sacrificada em troca de recompensas financeiras mínimas.

Projeto de lei em Michigan ameaça o discurso político e o uso de VPNs

Um projeto de lei em Michigan, conhecido como ‘Anticorruption of Public Morals Act’, propõe a proibição do uso e promoção de ferramentas de contorno, como VPNs, para acessar conteúdos restritos. Essa legislação, que visa a verificação de idade para acesso a conteúdos adultos, pode transformar provedores de serviços de internet (ISPs) em responsáveis por monitorar e bloquear o acesso a essas ferramentas, resultando em multas de até $500.000 por não conformidade. A proposta gera preocupações sobre a segurança na internet e a liberdade de expressão, pois pode criar um precedente perigoso para a censura online nos Estados Unidos. A Proton VPN expressou sua preocupação, afirmando que a medida pode prejudicar a privacidade e segurança dos usuários, além de potencialmente abrir caminho para legislações mais restritivas em outros estados. Embora a proposta ainda não tenha sido aprovada, seu impacto pode ser significativo, afetando a forma como os cidadãos acessam informações e se comunicam online.

Top 10 Melhores Softwares de Gestão de Conformidade em Cibersegurança em 2025

Em 2025, a conformidade em cibersegurança se torna uma prioridade crítica para as organizações, que buscam alinhar suas operações a padrões regulatórios em constante evolução. Com a crescente aplicação de frameworks como SOC 2, ISO 27001, GDPR e HIPAA, as empresas necessitam de soluções robustas de gestão de conformidade que automatizem controles, simplifiquem auditorias e reduzam o risco de penalidades regulatórias. O artigo apresenta uma análise dos 10 melhores softwares de gestão de conformidade em cibersegurança, destacando suas capacidades principais, usabilidade e eficiência para empresas de médio e grande porte.

Um grande retrocesso para a privacidade a indústria de VPN se manifesta contra o Chat Control

A indústria de VPNs expressou forte oposição ao projeto de lei dinamarquês conhecido como Chat Control, que visa obrigar serviços de mensagens a escanear chats de usuários em busca de material de abuso sexual infantil (CSAM). A VPN Trust Initiative (VTI), um consórcio de provedores de VPN, alertou que a proposta pode comprometer os padrões de criptografia, essenciais para a privacidade digital. O projeto exige que mensagens sejam escaneadas antes de serem criptografadas, o que, segundo especialistas, cria vulnerabilidades de segurança. Críticos, como Emilija Beržanskaitė da VTI, afirmam que a criptografia deve proteger todos ou ninguém. A proposta, que já enfrenta resistência de vários países da UE, pode ser aprovada em breve, com um prazo até 14 de outubro. Mais de 500 cientistas em criptografia assinaram uma carta alertando sobre os riscos da proposta. Apesar do apoio de 15 países, a oposição está crescendo, com oito nações já se manifestando contra. A VTI defende que a solução para a segurança infantil deve ser baseada em investigações direcionadas e não em escaneamento indiscriminado que compromete a privacidade de todos.

Controle de Chats Alemanha se opõe à varredura obrigatória de conversas privadas

A Alemanha e Luxemburgo se juntaram a um crescente grupo de países que se opõem ao projeto de lei controverso que propõe a varredura obrigatória de mensagens privadas em busca de material de abuso sexual infantil (CSAM). O projeto, conhecido como ‘Chat Control’, exige que serviços de mensagens na Europa escaneiem chats, mesmo que criptografados, para identificar conteúdos conhecidos e desconhecidos relacionados a CSAM. O escaneamento deve ocorrer diretamente nos dispositivos antes da criptografia das mensagens, o que levanta preocupações sobre a privacidade e segurança das comunicações dos cidadãos. O governo alemão, que anteriormente apoiava a criptografia, agora expressa resistência a quebrar essa proteção, destacando que a introdução de ‘backdoors’ para facilitar a vigilância pode resultar em vulnerabilidades de segurança. O debate sobre a proposta está se intensificando, com 15 países da UE apoiando a medida, enquanto oito, incluindo Alemanha e Luxemburgo, se opõem. A decisão da Alemanha pode influenciar significativamente o resultado das votações futuras sobre o projeto.

A Vigilância Online e o Impacto da Lei de Segurança no Reino Unido

Desde a introdução da Lei de Segurança Online (OSA) no Reino Unido, em 2022, houve um aumento significativo no uso de VPNs e na busca por métodos alternativos para acessar conteúdo restrito. A OSA, que visa proteger crianças e adultos online, resultou em um aumento de 56% nas buscas por informações sobre VPNs e um impressionante aumento de 1.800% nos downloads do ProtonVPN. No entanto, a lei também gerou preocupações sobre privacidade, especialmente com a exigência de verificação de idade para sites pornográficos e a possibilidade de escaneamento de mensagens em aplicativos de mensagens antes da criptografia. Essa abordagem levanta questões sobre a segurança dos dados pessoais dos usuários e a eficácia das tecnologias de verificação. Além disso, a OSA pode levar a um aumento na busca por identidades falsas e acesso à dark web, o que representa um risco adicional. Embora a OSA não imponha uma censura total, suas implicações para a privacidade e a segurança online são significativas e podem servir como um alerta para outros países, incluindo o Brasil, sobre os desafios da regulamentação da internet.

A Importância da Cibersegurança nas Decisões Empresariais

Com a chegada da temporada orçamentária, a cibersegurança frequentemente enfrenta questionamentos e despriorização nas empresas. Um estudo da Gartner revela que 88% dos conselhos administrativos veem a cibersegurança como um risco de negócios, não apenas uma questão de TI. Para que os líderes de segurança consigam elevar o perfil da cibersegurança, é crucial que comuniquem sua importância em termos de continuidade de negócios, conformidade e impacto financeiro. Estratégias como alinhar a segurança com os objetivos empresariais, construir um framework focado em riscos e utilizar padrões da indústria são essenciais. Além disso, a validação contínua da segurança, através de testes automatizados, ajuda a identificar vulnerabilidades antes que se tornem problemas. A comunicação clara e adaptada para diferentes públicos dentro da organização é fundamental para demonstrar como as decisões de segurança impactam diretamente a receita e a reputação da empresa. Em um cenário de ameaças cibernéticas em constante evolução, a cibersegurança deve ser vista como um facilitador de negócios, e não apenas como um centro de custo.

Disney pagará R 54 milhões por coleta indevida de dados de crianças

A Walt Disney Company concordou em pagar US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 54 milhões) à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) devido à coleta indevida de dados pessoais de crianças no YouTube, sem o consentimento dos pais. A questão gira em torno da falha da Disney em marcar corretamente o conteúdo infantil na plataforma, o que levou à coleta de informações de crianças abaixo de 13 anos, em violação à Regra de Proteção de Privacidade Online Infantil (COPPA). A Disney havia marcado seus vídeos como ‘Feito Para Crianças’ (FPC) a nível de canal, mas muitos vídeos individuais foram erroneamente classificados como ‘Não Feito Para Crianças’ (NFPC). Isso resultou na exibição de publicidade direcionada a crianças, o que é proibido pela COPPA. Além da multa, a Disney terá que implementar um novo programa para garantir a correta classificação de seus vídeos e notificar os pais antes de coletar dados pessoais. Este caso destaca a importância da conformidade com as regulamentações de privacidade, especialmente em plataformas que atendem a um público jovem.

França multa Google e Shein por violação de regras de cookies

A Comissão Nacional de Informática e Liberdade (CNIL) da França impôs multas significativas a Google e Shein por violarem as regras de consentimento de cookies. Google foi multada em €325 milhões (cerca de R$ 379 milhões) e Shein em €150 milhões (aproximadamente R$ 175 milhões) por instalar cookies de publicidade nos navegadores dos usuários sem obter consentimento adequado. A CNIL destacou que, ao criar uma conta no Google, os usuários eram incentivados a aceitar cookies para anúncios personalizados, sem serem devidamente informados de que essa aceitação era uma condição para acessar os serviços da empresa. Embora Google tenha introduzido uma opção de recusa de cookies em outubro de 2023, a falta de consentimento informado ainda persistiu. Além disso, a CNIL criticou a prática do Google de exibir anúncios em e-mails do Gmail sem o consentimento explícito dos usuários, o que também contraria o Código Postal e de Comunicações Eletrônicas da França. A CNIL deu um prazo de seis meses para que o Google se adeque às normas, sob pena de multas diárias de €100 mil. O caso ocorre em um contexto mais amplo de crescente vigilância sobre a privacidade dos dados, com ações semelhantes sendo tomadas contra outras empresas, como a Disney nos EUA, por violações de privacidade infantil.

Google evita divisão do Chrome e deve compartilhar dados de busca

Em uma decisão histórica proferida em 3 de setembro de 2025, o Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia determinou que o Google deve implementar mudanças significativas em suas práticas monopolistas relacionadas à busca e publicidade de busca, sem exigir a venda do navegador Chrome. A corte proibiu o Google de firmar contratos de distribuição exclusiva para seus produtos principais, como Google Search e Chrome, visando aumentar a concorrência no setor. Além disso, o Google foi ordenado a compartilhar dados de busca, incluindo acesso ao seu índice de busca e dados de interação do usuário, com concorrentes, permitindo que eles desenvolvam suas próprias tecnologias de busca. Essa decisão é vista como um passo importante para restaurar a escolha do consumidor e estimular a inovação, já que o Google detém cerca de 90% do mercado de buscas nos EUA. O procurador-geral dos EUA, Pamela Bondi, elogiou a decisão, que foi apoiada por 49 estados e dois territórios, sinalizando um novo capítulo na promoção de mercados competitivos.

A Dura Realidade da Adoção de IA nas Empresas

Um relatório do MIT revelou que 40% das organizações adquiriram assinaturas de LLMs empresariais, mas mais de 90% dos funcionários utilizam ferramentas de IA no dia a dia. A pesquisa da Harmonic Security indica que 45,4% das interações sensíveis com IA ocorrem em contas de e-mail pessoais, o que levanta preocupações sobre a chamada ‘Economia de IA Sombra’. Essa situação ocorre porque a adoção de IA é impulsionada pelos funcionários, e não por diretrizes corporativas. Muitas empresas tentam bloquear o acesso a plataformas de IA, mas essa estratégia falha, pois a IA está integrada em quase todos os aplicativos SaaS. Para mitigar riscos, as equipes de segurança precisam entender e governar o uso de IA, tanto em contas autorizadas quanto não autorizadas. A descoberta da IA Sombra é essencial para manter a conformidade regulatória e proteger dados sensíveis. A Harmonic Security oferece soluções para monitorar o uso de IA e aplicar políticas de governança adequadas, permitindo que as empresas se beneficiem da produtividade da IA, enquanto protegem suas informações.

Bluesky sai do Mississippi devido a lei de verificação de idade

A plataforma de mídia social Bluesky anunciou sua saída do estado do Mississippi em resposta a uma nova lei que exige a verificação de idade de todos os usuários antes de conceder acesso. A partir de 22 de agosto de 2025, a Bluesky bloqueará todo o tráfego proveniente de endereços IP do Mississippi. A empresa argumenta que a lei, que obriga plataformas a verificar se os usuários têm mais de 18 anos e a obter consentimento dos pais para menores, impõe desafios significativos à liberdade de expressão e à privacidade. Além disso, a Bluesky expressou preocupações sobre os custos e recursos necessários para implementar os sistemas de verificação exigidos, que poderiam prejudicar especialmente plataformas menores. Embora a lei tenha como objetivo a segurança infantil, a Bluesky acredita que suas implicações são amplas e podem afetar todos os cidadãos do estado. A empresa também alertou que a coleta e o armazenamento de informações sensíveis podem representar riscos à privacidade. Para contornar a restrição, os usuários do Mississippi podem usar serviços de VPN para acessar a plataforma, embora a Bluesky recomende cautela ao escolher provedores de VPN confiáveis.

Google exigirá verificação de desenvolvedores de apps Android

O Google anunciou que começará a verificar a identidade de todos os desenvolvedores que distribuem aplicativos no Android, incluindo aqueles que o fazem fora da Play Store. A medida visa aumentar a responsabilidade e dificultar a distribuição de aplicativos maliciosos. A partir de outubro de 2025, convites para a verificação serão enviados gradualmente, com a implementação total prevista para setembro de 2026 em países como Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia. A vice-presidente do Android, Suzanne Frey, destacou que todos os aplicativos instalados em dispositivos Android certificados nessas regiões precisarão ser registrados por desenvolvedores verificados. Embora os desenvolvedores que já utilizam a Play Store não enfrentem grandes mudanças, a nova exigência busca impedir que atores maliciosos se façam passar por desenvolvedores legítimos. Além disso, a Google já havia implementado outras medidas de segurança, como a exigência de um número D-U-N-S para novos registros de contas de desenvolvedores organizacionais. Essas mudanças visam proteger os usuários de malware e fraudes, mantendo a escolha do usuário enquanto reforçam a segurança do ecossistema Android.

VPNs gratuitas com vínculos chineses e russos levantam preocupações

Um relatório do Tech Transparency Project revelou que mais de 20 das 100 principais VPNs gratuitas nas lojas de aplicativos dos EUA têm indícios de propriedade chinesa, sem divulgações claras sobre esses vínculos. Após a publicação do relatório, a Apple removeu alguns aplicativos suspeitos, mas muitos permanecem disponíveis. A Comparitech analisou 24 aplicativos de VPN, tanto para Android quanto para iOS, e encontrou que seis deles se comunicam com domínios chineses, enquanto oito se conectam a IPs russos. Esses sinais não confirmam a propriedade, mas levantam preocupações sobre a privacidade dos usuários, já que as leis da China e da Rússia podem forçar VPNs a monitorar dados. A análise também revelou que algumas VPNs utilizam SDKs chineses ou russos, o que pode indicar controle ou desenvolvimento por entidades desses países. A Comparitech recomenda que os usuários verifiquem a origem de suas VPNs, já que a falta de transparência pode ser um sinal de alerta. VPNs baseadas na China ou na Rússia não podem garantir serviços de ‘sem registros’, o que é essencial para a proteção da privacidade do usuário.

Governo do Reino Unido desiste de exigir backdoor da Apple

O governo do Reino Unido abandonou suas tentativas de forçar a Apple a enfraquecer suas proteções de criptografia, que incluiriam a implementação de um backdoor para acesso a dados criptografados de cidadãos americanos. A decisão foi anunciada pela Diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, que destacou a importância da proteção das liberdades civis dos americanos. A Apple havia desativado sua funcionalidade de Proteção Avançada de Dados (ADP) para iCloud no Reino Unido em fevereiro de 2025, em resposta a exigências governamentais por acesso a dados criptografados. A empresa reiterou que nunca construiu um backdoor para seus produtos e serviços. A ordem secreta que exigia a implementação do backdoor foi emitida pelo Ministério do Interior do Reino Unido sob a Lei de Poderes de Investigação, visando acesso irrestrito a dados criptografados, incluindo backups. Críticos alertaram que tal acesso poderia ser explorado por cibercriminosos e governos autoritários. Enquanto isso, o Google e a Meta afirmaram não terem recebido solicitações semelhantes do governo britânico. A situação destaca a tensão entre segurança digital e privacidade, especialmente em um contexto de crescente preocupação com violações de dados e privacidade do consumidor.

Conformidade regulatória em cibersegurança um guia essencial

Organizações que lidam com dados sensíveis ou informações pessoais identificáveis (PII) devem seguir padrões de conformidade regulatória, especialmente em setores regulados como saúde, finanças e educação. Padrões como PCI DSS, GDPR e HIPAA são cruciais para proteger contra riscos cibernéticos e evitar multas. Para atender a esses requisitos, as empresas devem revisar regularmente as normas aplicáveis, designar um responsável pela conformidade e treinar funcionários. O Wazuh, uma plataforma de segurança de código aberto, oferece suporte na implementação dessas normas, com recursos como monitoramento de eventos de conformidade, visualização de alertas e documentação atualizada. A conformidade não apenas protege as organizações, mas também facilita processos de licenciamento e reduz riscos financeiros. O artigo destaca a importância de plataformas como o Wazuh para garantir que as empresas permaneçam em conformidade com as regulamentações, ajudando a mitigar riscos e a melhorar a postura de segurança.

Google exige aprovação oficial para desenvolvedores de aplicativos de criptomoeda

O Google implementou novas exigências regulatórias para desenvolvedores de aplicativos de criptomoeda que desejam distribuir suas aplicações na Google Play Store. Agora, é necessário que esses desenvolvedores obtenham licenciamento oficial do governo antes de publicar seus aplicativos em várias jurisdições ao redor do mundo. Essa atualização de política reflete a resposta da empresa ao panorama regulatório em rápida evolução em relação a ativos digitais e serviços financeiros.

Os requisitos de licenciamento variam significativamente entre regiões. Nos Estados Unidos, por exemplo, os desenvolvedores devem se registrar como Empresas de Serviços Monetários (MSBs) e obter licenças estaduais, enquanto na União Europeia, é necessário autorização como Prestadores de Serviços de Criptoativos (CASP) sob a regulamentação MiCA. O Japão e a Coreia do Sul têm suas próprias exigências específicas, como registro com a Agência de Serviços Financeiros e relatórios à Unidade de Inteligência Financeira, respectivamente.