Regulamentacao

Funcionários federais recuperam acesso ao Claude após decisão judicial

Funcionários federais dos EUA conseguiram restaurar o acesso ao modelo de inteligência artificial Claude, da Anthropic, após um juiz federal da Califórnia bloquear a designação do governo Trump que considerava a empresa um risco à cadeia de suprimentos. A juíza Rita Lin emitiu uma liminar preliminar, permitindo que os trabalhadores do governo, incluindo aqueles do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, voltassem a usar o serviço, que inclui histórico de conversas e dados anteriores. O conflito começou em 2026, quando a Anthropic se recusou a permitir que seu modelo fosse utilizado para desenvolver armas autônomas letais ou para vigilância em massa. Em resposta, a administração Trump designou a empresa como um risco à cadeia de suprimentos, uma ação considerada por muitos como uma retaliação inconstitucional. A juíza Lin criticou a administração, afirmando que a designação era uma violação da Primeira Emenda. Embora o acesso tenha sido restaurado, a batalha legal continua, com a Anthropic buscando uma suspensão de emergência da designação. O Departamento de Defesa apelou da decisão, mas não solicitou uma suspensão imediata da liminar, permitindo que ela entre em vigor.

Censores russos visam Google em campanha contra VPNs

Em março de 2026, a Rússia intensificou sua repressão ao uso de VPNs, com a Roskomnadzor emitindo 233 ordens de remoção de aplicativos do Google Play, especificamente direcionadas a ferramentas que contornam restrições de internet. Além disso, foram solicitadas a remoção de mais de 500 URLs dos resultados de busca do Google. Apesar da pressão, o Google tem resistido em grande parte a essas ordens, removendo apenas seis aplicativos até o momento, segundo Benjamin Ismail, diretor da GreatFire. Em contraste, a Apple removeu pelo menos 60 aplicativos de VPN de sua loja russa em 2024. A situação se agrava com o aumento da censura na internet na Rússia, onde apenas sites aprovados estão acessíveis em grandes cidades como Moscou e São Petersburgo. O governo russo, por meio do ministro de Desenvolvimento Digital, anunciou planos para reduzir o uso de VPNs, impondo novas multas e restrições. Enquanto isso, algumas VPNs resistentes à censura, como Amnezia VPN e Windscribe, continuam operando no país. A remoção do ZoogVPN, um aplicativo popular, foi considerada um falso positivo por seus desenvolvedores, mas destaca a crescente dificuldade de acesso à internet livre na Rússia.

LinkedIn é acusado de coletar dados de extensões de navegador dos usuários

Um relatório da associação Fairlinked e.V. acusa o LinkedIn de escanear navegadores de usuários para coletar dados sobre extensões instaladas, utilizando um script em JavaScript que verifica mais de 6 mil extensões do Google Chrome. A análise sugere que essa coleta de dados é feita sem o consentimento dos usuários e que as informações obtidas são vinculadas aos perfis dos mesmos, permitindo ao LinkedIn mapear quais empresas utilizam ferramentas concorrentes. Além disso, o relatório menciona que a plataforma teria enviado ameaças a usuários de ferramentas de terceiros com base nos dados coletados. O site Bleeping Computer confirmou a presença de um script que coleta informações detalhadas do navegador, como memória disponível e configurações de idioma. Em resposta, o LinkedIn negou as acusações, afirmando que as alegações são falsas e que a verificação de extensões é uma medida para proteger a privacidade dos usuários. Essa situação levanta preocupações sobre a privacidade e a segurança dos dados dos usuários da plataforma.

Cibercrime no Reino Unido quase dobrou, enquanto efetivo policial cresceu 31

O cibercrime no Reino Unido aumentou quase 88% nos últimos anos, com os casos subindo de 774 mil para mais de 1,4 milhão. Em contraste, o efetivo policial dedicado a crimes cibernéticos cresceu apenas 31% no mesmo período, resultando em uma carga de trabalho significativamente maior para cada policial. Essa disparidade entre o aumento de incidentes e a capacidade de resposta das forças de segurança gera preocupações sobre a eficácia no combate a fraudes e crimes relacionados ao uso de computadores. Além disso, novas legislações estão sendo discutidas no Parlamento, como o Cyber Security and Resilience Bill, que visa fortalecer a resiliência cibernética nacional e introduzir penalidades mais severas para organizações que não cumprirem as novas normas. As propostas incluem a proibição de pagamentos de resgates em casos de ransomware, o que pode complicar ainda mais a situação para as empresas, que podem se ver pressionadas a tomar decisões difíceis em situações críticas. A combinação do aumento do cibercrime com regulamentações mais rigorosas impõe um ônus adicional às organizações, especialmente aquelas com capacidades de segurança interna limitadas.

Gerenciando Riscos de Terceiros A Nova Fronteira da Cibersegurança

O artigo da Cynomi destaca a crescente importância da gestão de riscos de terceiros (TPRM) na cibersegurança moderna. Com a evolução das operações empresariais, a segurança não se limita mais a um perímetro definido, mas se estende a um ecossistema interconectado que inclui fornecedores e ferramentas SaaS. Dados da Verizon indicam que 30% das violações de dados envolvem terceiros, com um custo médio de remediação de US$ 4,91 milhões por incidente. A abordagem tradicional de avaliação de riscos, que se baseava em questionários anuais e análises manuais, já não é suficiente, especialmente com o aumento das exigências regulatórias. A TPRM deve ser vista como uma função central de governança, e não apenas como uma formalidade de conformidade. Para provedores de serviços gerenciados (MSPs) e provedores de serviços de segurança gerenciados (MSSPs), isso representa uma oportunidade significativa para oferecer serviços contínuos e de alto valor, ao invés de projetos pontuais. A construção de uma prática TPRM estruturada e escalável pode não apenas melhorar a retenção de clientes, mas também posicionar esses provedores como parceiros essenciais na segurança e conformidade de seus clientes.

FBI alerta sobre riscos de aplicativos móveis estrangeiros

O FBI emitiu um alerta aos cidadãos americanos sobre os riscos de privacidade e segurança de dados associados a aplicativos móveis desenvolvidos por empresas estrangeiras, especialmente as chinesas. Em um comunicado divulgado pelo seu Centro de Queixas de Crimes na Internet (IC3), o FBI destacou que muitos dos aplicativos mais baixados nos EUA são mantidos por empresas estrangeiras, que estão sujeitas às rigorosas leis de segurança nacional da China. Isso pode permitir que o governo chinês acesse dados dos usuários. O alerta menciona que alguns aplicativos coletam dados continuamente, mesmo quando não estão em uso, e que as permissões padrão podem incluir informações sensíveis, como contatos e endereços. Para proteger seus dados, o FBI recomenda desativar o compartilhamento de dados desnecessários, atualizar regularmente o software dos dispositivos e baixar aplicativos apenas de lojas oficiais. Além disso, sugere o uso de gerenciadores de senhas para criar senhas fortes, em vez de alterá-las frequentemente, o que pode levar a escolhas mais fracas. O FBI também pediu que os usuários relatem qualquer atividade suspeita após a instalação de aplicativos estrangeiros. Este alerta surge após a transferência do controle operacional do TikTok para uma joint venture majoritariamente americana, em resposta a preocupações de segurança nacional.

Google implementa verificação de desenvolvedores Android para segurança

O Google anunciou a implementação da verificação de desenvolvedores Android, visando combater a distribuição de aplicativos prejudiciais por agentes mal-intencionados que operam de forma anônima. A partir de setembro, essa verificação será obrigatória para desenvolvedores que distribuem aplicativos fora da Google Play em países como Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia, com expansão global prevista para o próximo ano. Os desenvolvedores deverão criar uma conta no Android Developer Console para confirmar sua identidade. Para a maioria dos usuários, a instalação de aplicativos permanecerá inalterada, mas aqueles que tentarem instalar aplicativos não registrados precisarão passar por um fluxo avançado de autenticação. O Google também introduzirá um processo manual para registro de aplicativos que não puderem ser automaticamente verificados. Essa mudança busca aumentar a segurança da comunidade Android, ao mesmo tempo em que mantém a flexibilidade para usuários avançados. Além disso, a Apple atualizou seu Acordo de Licença do Programa de Desenvolvedores para reforçar regras de privacidade sobre o acesso de dispositivos de terceiros a atividades e notificações ao vivo, proibindo o uso de informações de encaminhamento para publicidade e monitoramento de localização.

Meta é acusada de piratear livros para treinar IA

A Meta, empresa controladora do Facebook, enfrenta um novo processo judicial que a acusa de utilizar o BitTorrent para baixar livros pirateados de bibliotecas clandestinas, como o Anna’s Archive, para treinar seus modelos de inteligência artificial. Os autores das obras, que incluem escritores renomados como Richard Kadrey e Sarah Silverman, alegam que a Meta facilitou a violação de direitos autorais ao compartilhar torrents dos livros com desenvolvedores de suas IAs sem a devida autorização. Embora a Meta tenha obtido uma vitória judicial anterior, onde o uso de livros pirateados para treinar seu modelo Llama foi considerado ‘justo’, os autores insistem que a empresa cometeu uma violação direta ao enviar dados para outros servidores. O juiz do caso criticou a nova alegação dos autores, mas aceitou a emenda, ressaltando que deveria ter sido apresentada anteriormente. A situação levanta questões sobre a legalidade do uso de conteúdo protegido por direitos autorais na formação de modelos de IA, um tema que continua a gerar debates acalorados na indústria de tecnologia e direitos autorais.

Rússia busca reduzir uso de VPN com novas restrições e multas

O governo russo anunciou uma nova estratégia para restringir o uso de VPNs no país, com o objetivo de impedir que cidadãos contornem bloqueios estatais, especialmente em relação ao aplicativo de mensagens Telegram. O Ministro do Desenvolvimento Digital, Maksut Shadaev, afirmou que a meta é diminuir a utilização de VPNs, e que plataformas digitais deverão bloquear usuários identificados como utilizadores desses serviços. Além disso, o governo está considerando a implementação de uma taxa para usuários que excedam 15GB de dados internacionais por mês. Essa medida se insere em um contexto mais amplo de repressão digital na Rússia, onde mais de 400 serviços de VPN já foram restringidos, representando um aumento de 70% em relação ao ano anterior. A situação se agrava com a aprovação de uma lei que permite ao Serviço Federal de Segurança (FSB) ordenar o desligamento de comunicações de forma direcionada. Embora o uso de VPNs ainda não seja ilegal, as ações do governo indicam uma intensificação da repressão à liberdade digital no país.

EUA proíbem roteadores fabricados fora do país por segurança nacional

A Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos implementou uma proibição que impede a venda de novos roteadores domésticos fabricados fora do país. A decisão, que visa proteger a segurança nacional, foi motivada por investigações que indicam que esses dispositivos podem ser utilizados como vetores de ciberespionagem. A medida se aplica a todos os modelos novos, mas os consumidores que já possuem roteadores de marcas como TP-Link e D-Link poderão continuar a usá-los. A proibição surge em um contexto de aumento de ataques cibernéticos, especialmente contra serviços essenciais, como água e energia, realizados por grupos hackers internacionais. A FCC justifica a ação como parte da Estratégia de Segurança Nacional de 2025, que busca realinhar a política externa dos EUA e proteger os cidadãos americanos de riscos cibernéticos.

ACE desmantela plataforma de streaming de anime AnimePlay

A Aliança para Criatividade e Entretenimento (ACE) anunciou o fechamento da AnimePlay, uma plataforma de streaming de anime que contava com mais de 5 milhões de usuários, principalmente da Indonésia. A ACE, que é apoiada por grandes redes de televisão e estúdios de cinema, como Disney, Paramount e Netflix, tem como foco a erradicação de serviços de streaming ilegais por meio de ações judiciais e operações de cessação. Recentemente, a ACE também desmantelou a Photocall, uma plataforma de pirataria de TV com 26 milhões de usuários anuais. No caso da AnimePlay, a ACE não apenas fechou a aplicação, mas também tomou controle de toda a infraestrutura, incluindo servidores de hospedagem e domínios associados, efetivamente impedindo que os operadores da plataforma a reativassem. Larissa Knapp, da Motion Picture Association, afirmou que a organização continuará a trabalhar para desmantelar operações criminosas na região da Ásia-Pacífico e globalmente, visando proteger a integridade da economia criativa.

FCC proíbe importação de roteadores estrangeiros por riscos cibernéticos

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou a proibição da importação de novos roteadores de consumo fabricados no exterior, citando riscos inaceitáveis à segurança cibernética e nacional. O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que a medida visa proteger os cidadãos americanos e as redes de comunicação do país. Os roteadores estrangeiros foram incluídos na ‘Covered List’, a menos que tenham recebido uma aprovação condicional do Departamento de Guerra ou do Departamento de Segurança Interna, que ateste a ausência de riscos. A decisão foi motivada por uma determinação de segurança nacional que destaca como esses dispositivos podem ser explorados por atores estatais e não estatais para realizar espionagem cibernética e comprometer a infraestrutura crítica dos EUA. A FCC também mencionou que roteadores comprometidos podem ser usados para ataques em larga escala, como ‘password spraying’ e acesso não autorizado a redes. Embora a nova política não afete roteadores já adquiridos, ela ressalta a vulnerabilidade dos dispositivos fabricados no exterior, especialmente em um contexto onde adversários como grupos patrocinados pelo Estado chinês têm utilizado botnets formadas por esses roteadores para atacar setores críticos. A FCC enfatiza que a segurança das redes americanas é uma prioridade e que as vulnerabilidades introduzidas por roteadores estrangeiros são inaceitáveis.

FCC proíbe venda de roteadores estrangeiros nos EUA por riscos à segurança

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) atualizou sua ‘Covered List’, incluindo todos os roteadores de consumo fabricados no exterior, o que proíbe a venda de novos modelos no país. Essa lista, criada pela Lei de Redes de Comunicações Seguras e Confiáveis de 2019, contém equipamentos e serviços que representam riscos inaceitáveis à segurança nacional. A decisão foi baseada em uma determinação de segurança nacional que identificou riscos na cadeia de suprimentos, podendo afetar a economia dos EUA e sua infraestrutura crítica. A FCC destacou que roteadores estrangeiros foram utilizados em ataques cibernéticos a infraestruturas vitais, como os perpetrados pelos hackers Volt, Flax e Salt Typhoon. Embora a nova regra não afete imediatamente os consumidores, que continuarão a usar roteadores existentes, a disponibilidade de novos modelos pode ser reduzida e os preços podem aumentar devido ao processo de aprovação regulatória. Exceções foram feitas para alguns roteadores utilizados pelo Departamento de Guerra e pelo Departamento de Segurança Interna, que não representam riscos de segurança. Fabricantes estrangeiros ainda podem buscar aprovação nos EUA, desde que divulguem informações sobre sua estrutura corporativa e cadeia de suprimentos.

Preocupações significativas de privacidade Reino Unido entrega dados à Palantir

A Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) firmou um contrato de três meses com a empresa americana Palantir, no valor de mais de £30.000 por semana, para analisar dados financeiros com o objetivo de combater crimes financeiros, como fraudes e lavagem de dinheiro. A Palantir terá acesso a informações altamente sensíveis, incluindo dados de casos de fraude, relatórios bancários e informações pessoais identificáveis. Críticos levantam preocupações sobre a privacidade, dado o histórico da Palantir com agências como a ICE nos EUA e seu envolvimento em questões de direitos humanos. Apesar de a FCA afirmar que os dados serão armazenados no Reino Unido e que a empresa deve deletá-los após o término do contrato, a utilização de dados reais em vez de dados sintéticos para o projeto piloto gerou controvérsias. A FCA garante que implementou controles rigorosos para proteger os dados, mas a crescente presença da Palantir no governo britânico, com contratos que totalizam mais de £500 milhões, levanta questões sobre a privacidade e a segurança de informações sensíveis.

4chan é multado em R 3,6 milhões por falhar na proteção de menores

O fórum virtual 4chan foi multado em £ 520 mil (aproximadamente R$ 3,65 milhões) pela Ofcom, órgão regulador do Reino Unido, devido a falhas na proteção de menores de idade contra conteúdos pornográficos e ilegais. A multa é resultado de infrações à Lei de Segurança Online de 2023, que exige mecanismos eficazes de verificação de idade. Além da falta de controle etário, o 4chan também foi acusado de não impedir a veiculação de conteúdo ilegal. O site tem até 2 de abril para implementar medidas adequadas, sob pena de multas adicionais que podem chegar a £ 800 por dia. A Ofcom intensificou sua fiscalização sobre plataformas que operam sem moderação, e o 4chan, conhecido por permitir discursos de ódio e conteúdo questionável, enfrenta crescente pressão legal. O advogado do site, Preston Byrne, defendeu que a operação do 4chan nos Estados Unidos não infringe leis locais, citando a proteção da Primeira Emenda. No entanto, a falta de verificação de idade pode forçar mudanças significativas na política de anonimato do fórum, caso queiram evitar sanções mais severas.

FBI admite compra de dados para rastrear cidadãos nos EUA

Durante uma audiência no Senado dos Estados Unidos, o diretor do FBI, Kash Patel, confirmou que a agência federal compra dados de localização de cidadãos americanos para auxiliar em investigações. Essa é a primeira vez que o FBI admite publicamente essa prática desde que o ex-diretor Christopher Wray mencionou a aquisição de dados no passado. Patel defendeu a compra como uma forma de obter ‘informações valiosas’, alegando que a coleta é feita em conformidade com a Constituição e as leis de privacidade. No entanto, a declaração gerou controvérsia, especialmente porque a legislação exige um mandado judicial para a coleta de dados de localização fornecidos por operadoras de telefonia. O senador Ron Wyden criticou a prática, considerando-a uma violação da Quarta Emenda, especialmente com o uso de inteligência artificial para analisar grandes volumes de dados pessoais. A situação levanta preocupações sobre privacidade e os limites da vigilância governamental, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é cada vez mais debatida.

Operação da PF combate cibercrimes de abuso sexual infantojuvenil

A Polícia Federal (PF) lançou a ‘Operação Guardião Digital’ para combater crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes. A operação abrangeu 17 estados brasileiros e resultou na emissão de 35 mandados de busca e apreensão. O foco é identificar e responsabilizar indivíduos que armazenam, compartilham, produzem ou comercializam materiais de abuso sexual infantojuvenil na internet. Além disso, a operação coincide com a implementação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que estabelece novos mecanismos de proteção para menores no ambiente digital, como verificação de idade e controle parental. A PF também irá colaborar com autoridades governamentais para a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, que receberá comunicações sobre conteúdos virtuais que possam violar a integridade de crianças e adolescentes. Essa ação é um passo significativo na luta contra a exploração sexual infantil online e destaca a importância da segurança infantojuvenil na internet.

Big Techs firmam acordo contra fraudes online e reconhecem crise

Um grupo de grandes empresas de tecnologia, incluindo Google, Microsoft, OpenAI, Meta, LinkedIn, Amazon, Adobe e Match Group, uniu forças para combater fraudes digitais através do Online Services Accord Against Scams (Acordo de Serviços Online contra Fraudes). Este pacto, que foi assinado de forma voluntária, visa criar uma frente unificada na indústria para enfrentar golpes no ambiente digital, especialmente aqueles orquestrados por redes criminosas. Entre as medidas acordadas estão a implementação de ferramentas para detectar fraudes, a introdução de recursos de segurança mais robustos para transações bancárias e a promoção do compartilhamento de informações entre empresas e autoridades policiais. Além disso, as empresas se comprometeram a pressionar os governos para que a prevenção contra fraudes digitais seja considerada uma prioridade nacional. Vale destacar que muitas das empresas envolvidas já possuem iniciativas internas para combater fraudes, como a Meta, que recentemente lançou recursos para alertar usuários sobre contas suspeitas em suas plataformas. Este movimento é um reflexo da crescente preocupação com a segurança digital e a necessidade de uma resposta coordenada para enfrentar a crise de fraudes online.

Reino Unido gasta milhões em VPNs enquanto considera proibição para crianças

O governo do Reino Unido tem investido mais de £2 milhões em tecnologia de VPN para órgãos públicos, como Ofcom, Ofsted e NHS, enquanto discute a possibilidade de proibir o uso de VPNs por crianças. Embora as VPNs sejam reconhecidas como ferramentas legítimas para proteger dados e privacidade, a proposta de regulamentação visa implementar medidas de verificação de idade que poderiam restringir o acesso de jovens a esses serviços. A análise de contratos públicos revela que Ofsted, responsável pela inspeção de escolas, destinou £490.000 para um serviço de VPN gerenciado, enquanto outras entidades, como HM Revenue & Customs, também investiram em soluções de VPN. A situação levanta preocupações sobre a segurança cibernética e a privacidade, especialmente considerando que as mesmas tecnologias utilizadas por órgãos governamentais são acessíveis a consumidores. Especialistas alertam que a regulação excessiva pode prejudicar a reputação do Reino Unido como um ambiente seguro para negócios digitais. A consulta pública em andamento busca entender as implicações de restringir o uso de VPNs, tanto para a privacidade dos usuários quanto para a inovação no setor.

Bancos devem reembolsar clientes por transações não autorizadas

O Advogado Geral do Tribunal de Justiça da UE, Athanasios Rantos, emitiu uma opinião formal afirmando que os bancos devem reembolsar imediatamente os clientes afetados por transações não autorizadas, mesmo que a culpa seja do próprio cliente. A declaração foi feita em resposta a um caso de fraude de phishing envolvendo um cliente do banco PKO BP S.A. na Polônia. O cliente, ao tentar vender um item em uma plataforma de leilão, foi enganado por um golpista que enviou um link malicioso que imitava a interface de login do banco. Após inserir suas credenciais, o golpista realizou uma transação não autorizada. Apesar de o cliente ter reportado o incidente ao banco e à polícia, a instituição financeira se recusou a reembolsar o valor perdido, alegando negligência do cliente. Rantos destacou que, segundo a Diretiva de Serviços de Pagamento da UE (PSD2), os bancos não podem negar reembolsos a menos que tenham motivos razoáveis para suspeitar de fraude por parte do cliente. Contudo, se o banco provar que o cliente agiu com negligência grave ou intenção, poderá buscar a recuperação dos valores. Essa opinião ainda não é uma decisão final do CJEU, mas indica a possível direção que o tribunal pode tomar. A questão é relevante para a segurança financeira e a proteção dos consumidores na UE e pode ter implicações para os bancos brasileiros em casos semelhantes.

Câmera escondida é crime como detectar e se proteger

Recentemente, um caso alarmante de instalação de câmeras escondidas em banheiros de uma empresa em Içara, Santa Catarina, trouxe à tona a preocupação com a privacidade e a segurança no ambiente de trabalho. A descoberta de uma microcâmera sob uma pia, voltada para um vaso sanitário, resultou em uma ação policial que incluiu a apreensão de equipamentos e a aplicação de um termo circunstanciado por violação de intimidade. A legislação brasileira, através do artigo 216-B do Código Penal, considera crime filmar ou registrar conteúdos íntimos sem consentimento, com penas que variam de seis meses a um ano de prisão.

Funcionários do TikTok podem acessar suas mensagens privadas

Um recente artigo da BBC revelou que os funcionários do TikTok têm a capacidade de acessar mensagens privadas dos usuários, uma vez que a plataforma não utiliza criptografia ponta-a-ponta. Diferentemente de aplicativos como WhatsApp e Signal, que protegem as comunicações de forma que nem mesmo a empresa pode acessá-las, o TikTok opta por uma abordagem que permite o acesso a mensagens por parte de sua equipe de segurança. Essa decisão é justificada pela empresa como uma necessidade para cumprir a lei e garantir a segurança dos usuários. No entanto, essa prática levanta preocupações sobre a privacidade dos dados dos usuários, especialmente considerando que muitos usuários podem não estar cientes dessa vulnerabilidade. A falta de criptografia ponta-a-ponta significa que, embora as mensagens sejam criptografadas, elas podem ser acessadas por funcionários treinados, o que contrasta com a abordagem de outras plataformas que priorizam a privacidade do usuário. Essa situação é particularmente relevante em um contexto onde a proteção de dados é uma preocupação crescente, especialmente com a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil.

Samsung e Texas chegam a acordo sobre coleta ilegal de dados

A Samsung e o Estado do Texas firmaram um acordo após alegações de coleta ilegal de informações de visualização através de suas TVs inteligentes. O processo, iniciado pelo Procurador-Geral do Texas, Ken Paxton, em dezembro, acusava a empresa de usar tecnologia de Reconhecimento Automático de Conteúdo (ACR) para coletar dados sem o consentimento explícito dos consumidores. Embora um pedido de restrição temporária tenha sido concedido e posteriormente revogado, as alegações permaneceram. O tribunal encontrou indícios de que a Samsung inscrevia automaticamente os usuários em um sistema de coleta de dados utilizando ‘padrões obscuros’, dificultando a leitura das políticas de privacidade. Em resposta, a Samsung afirmou que não concorda com as acusações, mas se comprometeu a melhorar suas divulgações de privacidade. O acordo exige que a Samsung pare de coletar dados de visualização sem consentimento explícito e atualize suas TVs para garantir que os consumidores possam tomar decisões informadas sobre a coleta de dados. O Procurador-Geral elogiou a Samsung por implementar salvaguardas para os consumidores, destacando que outras fabricantes de TVs ainda não tomaram medidas semelhantes.

Anthropic é designada como risco à cadeia de suprimentos pelo Pentágono

A empresa de inteligência artificial Anthropic se manifestou contra a decisão do Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que designou a companhia como um ‘risco à cadeia de suprimentos’. Essa medida ocorreu após meses de negociações que não avançaram, especialmente em relação ao uso de seu modelo de IA, Claude, para vigilância em massa e armas autônomas. Anthropic defende que seu modelo não deve ser utilizado para vigilância doméstica, argumentando que isso é incompatível com os valores democráticos e apresenta riscos à liberdade. Em resposta, o presidente Donald Trump ordenou que todas as agências federais descontinuem o uso da tecnologia da Anthropic em seis meses, enquanto Hegseth exigiu que todos os contratantes do Departamento de Defesa (DoD) interrompessem qualquer atividade comercial com a empresa imediatamente. O impasse gerou polarização na indústria de tecnologia, com funcionários de empresas como Google e OpenAI apoiando a Anthropic. Em contraste, o CEO da OpenAI, Sam Altman, anunciou um acordo com o DoD para o uso de seus modelos, enfatizando a segurança da IA e a responsabilidade humana em operações militares. A situação destaca a crescente tensão entre inovação tecnológica e considerações éticas na aplicação de IA em contextos militares.

Discord adia verificação de idade após protestos de usuários

O Discord, plataforma de comunicação popular entre gamers e comunidades online, anunciou o adiamento da implementação de uma nova verificação de idade, que estava prevista para março de 2026. A decisão foi tomada após uma forte reação da comunidade, que expressou preocupações sobre privacidade e segurança, especialmente após um incidente recente em que hackers acessaram mais de 70.000 documentos de identidade armazenados em seus servidores. O cofundador e CTO da empresa, Stanislav Vishnevskiy, reconheceu que a empresa falhou em comunicar claramente os objetivos da nova funcionalidade, que visava criar um ambiente mais seguro e apropriado para adolescentes. Embora a verificação de idade seja uma exigência em alguns países, como Brasil e Austrália, o Discord garantiu que os usuários ainda poderão acessar a plataforma, mesmo sem realizar a verificação, embora com limitações. A empresa está revisando suas opções de verificação de idade e prometeu aumentar a transparência do processo, considerando o feedback da comunidade. A situação destaca a importância da segurança de dados e a necessidade de plataformas digitais se adaptarem às preocupações dos usuários em relação à privacidade.

Novo processo acusa Roblox de facilitar crimes e abusos infantis

O Condado de Los Angeles processou a plataforma de jogos Roblox, alegando que a empresa falhou em proteger crianças contra comportamentos predatórios. O processo destaca que jogadores infantis têm sido expostos a conteúdo sexual, exploração e grooming, com o sistema de moderação da plataforma sendo considerado insuficiente. Segundo a ação, adultos têm conseguido se passar por crianças, criando relações de confiança que facilitam abusos. O condado afirma que teve que redirecionar recursos para lidar com o aumento de casos de exploração sexual e traumas relacionados, desviando fundos de serviços públicos essenciais. O Roblox, por sua vez, nega as acusações e se compromete a combater a ação legal, ressaltando que a segurança é uma prioridade e que medidas como a proibição de envio de mensagens e imagens por chat foram implementadas recentemente. A empresa já enfrentou acusações semelhantes na Austrália e, apesar das novas medidas de segurança, a comunidade de usuários continua a expressar preocupações sobre a proteção infantil na plataforma.

Promotora de Nova York processa Valve por jogos de azar com loot boxes

A Procuradora Geral de Nova York, Letitia James, processou a Valve Corporation, desenvolvedora e publicadora de jogos, por supostamente facilitar atividades de jogo ilegal entre crianças e adolescentes através de loot boxes em sua plataforma Steam. A Valve, que opera um dos maiores serviços de distribuição digital de jogos do mundo, é acusada de violar as leis de jogo do estado ao permitir que jogadores ganhem prêmios virtuais aleatórios que podem ser trocados por dinheiro real, semelhante a máquinas caça-níqueis. James destacou que essas práticas são prejudiciais e viciantes, especialmente para os jovens, e que a Valve lucrou bilhões com isso. O processo se concentra em jogos populares como Counter-Strike 2, Team Fortress 2 e Dota 2, onde os jogadores podem adquirir itens valiosos, com alguns itens alcançando preços superiores a um milhão de dólares. A Procuradora Geral pediu ao tribunal que proíba permanentemente a Valve de operar loot boxes no estado e que devolva os lucros obtidos com essa prática. O caso levanta preocupações sobre a introdução de jogos de azar entre crianças, que têm maior probabilidade de desenvolver problemas relacionados ao jogo na vida adulta.

Microsoft amplia controles de DLP para proteger documentos do Copilot

A Microsoft anunciou a expansão dos controles de prevenção de perda de dados (DLP) para impedir que o assistente de IA Microsoft 365 Copilot processe documentos confidenciais do Word, Excel e PowerPoint, independentemente de onde estejam armazenados. Atualmente, as políticas de DLP do Microsoft Purview se aplicam apenas a arquivos armazenados no SharePoint ou OneDrive, não abrangendo arquivos locais. A mudança será implementada entre o final de março e abril de 2026, garantindo que os controles de DLP se apliquem a todos os documentos do Office. Essa atualização foi uma resposta ao feedback dos clientes que solicitavam uma proteção mais consistente. Após a implementação, o Copilot não poderá acessar documentos rotulados como restritos pelas políticas de DLP. A Microsoft também abordou um bug anterior que permitiu que o Copilot acessasse e resumisse e-mails confidenciais, mesmo quando protegidos por políticas de DLP. Embora o bug tenha afetado a funcionalidade do chat do Copilot, a empresa afirmou que o acesso foi restrito a usuários já autorizados. Essa atualização não altera as capacidades do Copilot, mas melhora a forma como os rótulos de sensibilidade são lidos e aplicados.

Reddit é multado em 14,47 milhões por violar privacidade infantil no Reino Unido

O Escritório do Comissário de Informação do Reino Unido (ICO) multou o Reddit em £14,47 milhões (mais de $19,5 milhões) por coletar e usar informações pessoais de crianças menores de 13 anos sem as devidas proteções. O ICO destacou que o Reddit não implementou um sistema de verificação de idade eficaz até julho de 2025, apesar de suas próprias diretrizes proibir usuários nessa faixa etária. O regulador estimou que um número significativo de crianças estava utilizando a plataforma antes dessa data, expondo-as a conteúdos potencialmente prejudiciais. Embora o Reddit tenha introduzido medidas de verificação de idade em julho de 2025, o ICO criticou a eficácia dessas medidas, afirmando que as crianças poderiam facilmente contorná-las. O Comissário de Informação do Reino Unido, John Edwards, expressou preocupação com a falha do Reddit em proteger as informações pessoais de crianças, ressaltando que a auto-declaração de idade não é suficiente para garantir a segurança dos menores. Em resposta, um porta-voz do Reddit anunciou que a empresa pretende recorrer da decisão, argumentando que a maioria de seus usuários no Reino Unido são adultos e que a coleta de mais informações pessoais seria contrária ao compromisso da plataforma com a privacidade dos usuários.

Mullvad VPN leva anúncio anti-vigilância às ruas após rejeição na TV do Reino Unido

A Mullvad VPN, conhecida por sua postura firme em defesa da privacidade, enfrentou resistência ao tentar veicular seu anúncio anti-vigilância ‘And Then?’ na televisão britânica. O comercial, que critica a proposta da União Europeia para a ‘Chat Control’, foi barrado pela Clearcast, que alegou falta de clareza e relevância nas menções a criminosos violentos. Em resposta à proibição, a empresa lançou uma campanha de outdoor em Londres, que também encontrou obstáculos, levando-a a projetar o anúncio em paredes da cidade. A Mullvad expressou preocupação com o aumento da vigilância em massa e a censura no Reino Unido, citando a Lei de Poderes de Investigação e a proposta de restrições ao uso de VPNs para crianças. A resistência à sua campanha é vista como um sinal de um ambiente legal em deterioração para a privacidade digital, o que pode ter implicações sérias para a liberdade de expressão e a proteção de dados no país.

Departamento de Segurança dos EUA exige dados de críticos ao ICE

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) solicitou que grandes empresas de tecnologia, como Google e Meta, revelassem informações pessoais de cidadãos norte-americanos que criticam o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A ordem inclui nomes, endereços de e-mail e números de telefone de usuários que monitoram as atividades do ICE, especialmente em um contexto de crescente protestos contra a polícia migratória. A ação do DHS gerou controvérsia, pois especialistas afirmam que isso pode ameaçar a liberdade de expressão. Algumas empresas atenderam à solicitação, enquanto outras optaram por notificar os usuários e permitir que contestassem judicialmente o pedido. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) já entrou com um processo contra o DHS, argumentando que a intimação viola direitos constitucionais. O DHS defende que a medida visa proteger seus agentes de possíveis ameaças durante suas operações. Essa situação levanta questões sobre o equilíbrio entre segurança e direitos civis, especialmente em um cenário onde a privacidade e a liberdade de expressão estão em constante debate.

Texas processa TP-Link por ligações suspeitas com a China e falhas de segurança

O Procurador-Geral do Texas, Ken Paxton, processou a TP-Link, uma gigante de roteadores e redes, alegando que a empresa enganou consumidores sobre a origem de seus produtos e suas promessas de segurança. Segundo a ação, a TP-Link afirma que seus produtos destinados aos EUA são fabricados no Vietnã, mas a maioria dos componentes é importada da China, o que, segundo Paxton, configura uma designação geográfica enganosa. Além disso, o processo menciona a plataforma HomeShield da TP-Link, que promete proteção total contra ameaças cibernéticas, mas que tem sido associada a várias vulnerabilidades, como as campanhas Volt Typhoon e Salt Typhoon. O Texas busca penalidades civis que podem ultrapassar US$ 1 milhão, além de um julgamento por júri. A TP-Link, por sua vez, defende sua posição, afirmando que a ação é infundada e que suas operações são independentes e seguras nos EUA. Este caso levanta preocupações sobre a segurança de dispositivos de rede amplamente utilizados, especialmente em um cenário onde a privacidade e a proteção de dados são cada vez mais cruciais.

Texas processa TP-Link por segurança de roteadores comprometida

O estado do Texas processou a TP-Link Systems, acusando a empresa de marketing enganoso ao promover seus roteadores como seguros, enquanto permitia que hackers apoiados pelo governo chinês explorassem vulnerabilidades de firmware. A ação judicial, iniciada após uma investigação em outubro, alega que a TP-Link enganou os consumidores ao rotular seus produtos como ‘Feito no Vietnã’, apesar de quase todos os componentes serem originários da China. O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, destacou que a legislação chinesa pode obrigar empresas a cooperar com solicitações de inteligência do governo, colocando em risco a segurança dos dados dos usuários. O processo menciona falhas de segurança anteriores, incluindo a utilização de roteadores TP-Link em uma botnet de roubo de credenciais, que foi ligada a ataques cibernéticos contra os Estados Unidos. A TP-Link, por sua vez, negou as acusações, afirmando que é uma empresa americana independente e que todos os dados dos usuários nos EUA são armazenados em servidores da Amazon Web Services. O caso levanta preocupações sobre a segurança de dispositivos conectados e a proteção de dados dos consumidores, especialmente em um contexto onde a vigilância e a exploração de dados são temas cada vez mais relevantes.

Corte espanhola ordena bloqueio de sites de pirataria por VPNs

Um tribunal espanhol concedeu medidas cautelares contra os provedores de VPN NordVPN e ProtonVPN, obrigando-os a bloquear 16 sites que facilitam a pirataria de transmissões de futebol. As restrições se aplicam a uma lista dinâmica de endereços IP na Espanha, sem possibilidade de apelação. A LaLiga, organizadora do futebol profissional no país, e sua parceira de transmissão, Telefónica, devem preservar evidências digitais das transmissões ilegais. A decisão é considerada sem precedentes na Espanha e se alinha a ações semelhantes na França, reconhecendo a responsabilidade dos provedores de VPN na prevenção de infrações de direitos autorais. Em resposta, a ProtonVPN questionou a validade do processo, alegando falta de notificação adequada, enquanto a NordVPN criticou a abordagem, afirmando que o bloqueio de domínios não resolve a raiz do problema da pirataria. A empresa destacou que as VPNs gratuitas permanecem como uma brecha para piratas, pois são mais difíceis de regular. A decisão levanta questões sobre a eficácia das medidas contra a pirataria e a responsabilidade dos provedores de serviços de internet.

Investigação na Irlanda sobre uso de IA para gerar imagens sexuais não consensuais

A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda (DPC) iniciou uma investigação formal sobre a plataforma X e seu uso da ferramenta de inteligência artificial Grok, que supostamente gera imagens sexuais não consensuais de pessoas reais, incluindo crianças. A DPC, que atua como a principal autoridade de privacidade da União Europeia para a X, irá avaliar se a subsidiária da empresa na UE, a X Internet Unlimited Company, cumpriu as obrigações fundamentais do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR). Isso inclui a análise do processamento legal de dados, a proteção de dados desde a concepção e a realização de avaliações de impacto sobre a proteção de dados. A investigação irlandesa se junta a um esforço multinacional, com o Escritório do Comissário de Informação do Reino Unido e a Comissão Europeia também investigando as operações da Grok. As consequências podem incluir multas significativas, uma vez que a DPC pode aplicar penalidades em todos os 27 estados membros da UE. Além disso, a investigação levanta preocupações sobre a geração de conteúdo sexual explícito não consensual e a possível produção de material de abuso infantil. As autoridades francesas também estão investigando a X, com buscas em seus escritórios em Paris e convocações para entrevistas com executivos da empresa.

Uso de VPNs dispara na Argentina após bloqueios de pirataria

Após o governo argentino bloquear permanentemente duas plataformas de streaming ilegal, o uso de serviços de VPN (Rede Privada Virtual) disparou no país. Provedores como Proton VPN e Windscribe relataram um aumento significativo no interesse e nas inscrições, conforme evidenciado por dados do Google Trends. A medida do governo, que incluiu o bloqueio de mais de 70 domínios relacionados a essas plataformas, visa combater a pirataria, mas também levanta preocupações sobre a liberdade na internet. Especialistas alertam que acessar essas plataformas ilegais não apenas representa um risco legal, mas também um potencial perigo cibernético, já que muitos aplicativos associados podem conter malware. Embora as VPNs não sejam atualmente um alvo das autoridades argentinas, a situação pode mudar, especialmente considerando precedentes em outros países, como a França, onde provedores de VPN foram obrigados a bloquear sites de streaming ilegal. A crescente popularidade das VPNs na Argentina reflete uma busca por privacidade e segurança online em um cenário de restrições governamentais.

CEO do Telegram condena novas restrições na Rússia

Pavel Durov, CEO do Telegram, criticou fortemente as novas restrições impostas pelo governo russo ao aplicativo de mensagens, prometendo resistir à censura estatal. As medidas, anunciadas pela Roskomnadzor, visam garantir a conformidade com a legislação russa e proteger os cidadãos, mas Durov as considera uma tentativa autoritária de forçar os usuários a migrarem para um aplicativo controlado pelo estado, o MAX, que possui potencial de vigilância. O aumento das restrições levou a um crescimento significativo no uso de VPNs, com a AmneziaVPN relatando uma onda de novos usuários. Especialistas alertam que as ações do governo russo indicam um objetivo de desconectar o país da internet global, com investimentos em tecnologias de inspeção profunda de pacotes (DPI) para bloquear serviços internacionais. O uso de VPNs está se tornando mais difícil, e Durov comparou a situação atual à censura enfrentada no Irã, onde tentativas de bloqueio falharam em impedir o uso do Telegram. A situação destaca a luta contínua pela liberdade de expressão e privacidade na era digital.

Cibersegurança em Apps de Namoro Riscos e Privacidade dos Usuários

Um estudo recente analisou mais de 100 aplicativos de namoro disponíveis na Google Play Store, revelando preocupações significativas sobre a privacidade dos dados dos usuários. Em média, cada aplicativo solicita acesso a mais de 30 permissões, sendo que cerca de 8 dessas permissões são classificadas como ‘perigosas’ pelo Android. Essas permissões incluem acesso à câmera, localização precisa, armazenamento externo e gravação de áudio. Embora algumas permissões sejam necessárias para o funcionamento dos aplicativos, a transparência nas políticas de privacidade é crucial. O estudo encontrou que apenas um aplicativo não mencionou o acesso à câmera, mas 13 não informaram claramente sobre a coleta da localização precisa. Além disso, 24% dos aplicativos analisados não estavam em conformidade com os padrões de privacidade do Google Play. A média de rastreadores por aplicativo foi de 8,7, com um aplicativo utilizando 28 rastreadores. Esses dados levantam questões sobre a segurança e a privacidade dos usuários, especialmente em um cenário onde esses aplicativos foram baixados mais de 1,2 bilhões de vezes. A falta de clareza nas políticas de privacidade pode resultar em riscos significativos para os usuários, tornando essencial que os desenvolvedores sejam mais transparentes sobre o uso de dados pessoais.

Discord implementará verificação de idade obrigatória em todo o mundo

O Discord anunciou que, a partir de março de 2026, implementará uma verificação de idade obrigatória para todos os usuários, tanto novos quanto existentes. As contas serão automaticamente configuradas para uma experiência voltada para adolescentes, restringindo o acesso a canais e servidores com conteúdo adulto. Para verificar a idade, o Discord utilizará um método de estimativa facial por inteligência artificial, que analisará um vídeo curto do usuário localmente, sem enviar dados para a nuvem. Além disso, será possível verificar a idade através do envio de documentos de identidade a parceiros do Discord, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos dados, especialmente após uma violação de dados em 2025 que afetou 70 mil usuários. A empresa afirma que não armazenará informações pessoais e que o documento enviado será excluído imediatamente. O Discord também usará um sistema de inferência de idade que analisará metadados, como jogos jogados e horários de atividade, para identificar usuários adultos sem a necessidade de documentos. A empresa espera uma possível perda de usuários devido a essas novas políticas, mas está planejando estratégias para reter esses usuários. Essa mudança segue a tendência de regulamentação de segurança online, como a Lei de Segurança Online do Reino Unido, que exige a verificação de idade em plataformas digitais.

Usuários do Discord reagem à nova verificação de idade

O Discord anunciou a implementação de verificações de idade globalmente a partir de março, exigindo que usuários novos e existentes realizem uma verificação facial ou apresentem um documento de identidade para acessar partes restritas da plataforma. Essa decisão gerou uma onda de descontentamento entre os usuários, que expressam preocupações sobre privacidade e segurança, especialmente após um incidente de hack em um fornecedor terceirizado do Discord em outubro de 2025. Muitos usuários se sentem vigiados e desconfiam da capacidade do Discord em proteger seus dados pessoais. A reação nas redes sociais foi intensa, com muitos usuários considerando deixar a plataforma em busca de alternativas, embora não existam opções que ofereçam a mesma escala e funcionalidade do Discord. A verificação de idade é vista por alguns como uma medida necessária para proteger os jovens, mas outros acreditam que ela compromete a privacidade e a liberdade dos usuários. Apesar das promessas do Discord de que os dados não deixarão os dispositivos dos usuários, a confiança na plataforma está em baixa, e muitos já estão buscando outras opções de comunicação.

TikTok pode ser multado por violar regulamentos da UE sobre vícios digitais

A Comissão Europeia anunciou que o TikTok enfrenta a possibilidade de uma multa devido a características viciantes em sua plataforma, como rolagem infinita, reprodução automática e notificações personalizadas, que estariam infringindo a Lei de Serviços Digitais (DSA) da UE. As investigações preliminares indicam que a empresa não avaliou adequadamente os riscos que essas funcionalidades podem representar para o bem-estar físico e mental dos usuários, especialmente crianças e adultos vulneráveis. A Comissão destacou que o TikTok incentiva o comportamento compulsivo ao manter os usuários em um ‘modo automático’, reduzindo o autocontrole. Além disso, a plataforma não considerou indicadores importantes de uso compulsivo, como o tempo que menores passam no aplicativo à noite. Se as violações forem confirmadas, o TikTok poderá ser multado em até 6% de sua receita global anual. Para evitar sanções, a Comissão recomenda que a empresa implemente pausas de uso, adapte seu sistema de recomendações e desative características viciantes. A comissária de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, enfatizou a responsabilidade das plataformas em proteger seus usuários, especialmente crianças. O TikTok já enfrentou investigações e multas anteriores relacionadas à proteção de dados e privacidade infantil.

CISA ordena retirada de dispositivos de rede sem suporte nos EUA

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu uma diretiva para que as agências do Poder Executivo Civil Federal (FCEB) fortaleçam a gestão do ciclo de vida dos dispositivos de rede de borda e removam aqueles que não recebem mais atualizações de segurança dos fabricantes. Essa medida visa reduzir a dívida técnica e minimizar o risco de comprometimento, uma vez que atores de ameaças patrocinados por estados têm utilizado esses dispositivos como uma via de acesso preferencial para invadir redes-alvo. Dispositivos de borda incluem balanceadores de carga, firewalls, roteadores, switches e dispositivos IoT, que são vulneráveis a ataques cibernéticos. A CISA criou uma lista de dispositivos sem suporte e estabeleceu um cronograma para que as agências atualizem ou desativem esses dispositivos, com prazos que variam de três a 24 meses. A diretiva destaca que dispositivos não suportados representam um risco significativo para os sistemas federais e devem ser removidos das redes empresariais para fortalecer a resiliência cibernética.

CISA exige remoção de dispositivos de rede sem atualizações de segurança

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu uma nova diretiva operacional vinculativa que obriga agências federais a identificar e desativar dispositivos de rede que não recebem mais atualizações de segurança dos fabricantes. A CISA alertou que dispositivos de rede com fim de suporte, como roteadores e firewalls, deixam os sistemas federais vulneráveis a novas explorações e expõem a riscos inaceitáveis. A diretiva, chamada BOD 26-02, exige que as agências federais retirem imediatamente hardware e software obsoletos e realizem um inventário de todos os dispositivos em sua lista de fim de suporte em um prazo de três meses. Além disso, as agências têm 12 meses para descomissionar dispositivos que já estavam fora de suporte antes da emissão da diretiva. A CISA também recomenda que todas as organizações sigam essas orientações para proteger seus sistemas contra grupos de ameaças que visam dispositivos de rede. Embora a diretiva se aplique apenas a agências federais dos EUA, a CISA enfatiza a importância de ações proativas para evitar a exploração de vulnerabilidades em dispositivos de rede.

Promotores franceses investigam ferramenta de IA da X por conteúdo ilegal

Na terça-feira, promotores franceses realizaram uma operação nas instalações da X em Paris, no âmbito de uma investigação criminal sobre a ferramenta de inteligência artificial Grok, amplamente utilizada para gerar imagens sexualmente explícitas. A investigação, iniciada em janeiro de 2025, foi ampliada após denúncias de que a Grok estaria gerando conteúdo ilegal e que a plataforma X estaria sendo utilizada para compartilhar deepfakes sexuais e conteúdo de negação do Holocausto. A operação foi conduzida pela unidade de cibercrime da Gendarmaria Nacional, com apoio de oficiais da Europol. Além disso, Elon Musk e a CEO da X, Linda Yaccarino, foram convocados para entrevistas voluntárias em abril de 2025, junto a outros funcionários da empresa. A investigação abrange sete delitos, incluindo a posse e distribuição de pornografia infantil e fraudes relacionadas à extração de dados. A Comissão Europeia também iniciou uma investigação para verificar se a X cumpriu as obrigações do Digital Services Act antes de implementar a ferramenta Grok. A X já foi multada em 120 milhões de euros por violações de transparência sob a mesma legislação.

Investigação no Reino Unido sobre uso indevido de dados pela X

A Autoridade de Proteção de Dados do Reino Unido (ICO) iniciou uma investigação formal contra a X e sua subsidiária irlandesa, xAI, após relatos de que o assistente de IA Grok foi utilizado para gerar imagens sexuais não consensuais. A ICO busca determinar se a X Internet Unlimited Company (XIUC) e a X.AI LLC (X.AI) processaram dados pessoais de forma legal e se implementaram salvaguardas adequadas para evitar a criação de imagens prejudiciais. O órgão destacou que a perda de controle sobre dados pessoais pode causar danos imediatos e significativos, especialmente quando crianças estão envolvidas. Além disso, a investigação coincide com ações de autoridades francesas que estão apurando se o Grok gerou material de abuso sexual infantil e conteúdo de negação do Holocausto. A Comissão Europeia também lançou uma investigação para avaliar se a X cumpriu as normas do Digital Services Act antes de implementar o Grok. A ICO pode impor multas de até £17,5 milhões ou 4% do faturamento global da empresa, o que ressalta a gravidade da situação e a necessidade de conformidade com a legislação de proteção de dados.

Data Brokers empresas lucram vendendo sua vida veja como se proteger

O artigo aborda o fenômeno dos data brokers, empresas que coletam e vendem informações pessoais de consumidores para fins de marketing e análise. Essas empresas utilizam dados disponíveis na internet, como postagens em redes sociais, cookies de navegação e registros públicos, para criar perfis detalhados dos usuários, que são então vendidos a outras organizações, como bancos e varejistas. O texto destaca a controvérsia em torno da legalidade dessa prática, que, embora não seja ilegal sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), levanta questões sobre consentimento e privacidade. Os data brokers conseguem unir informações online e offline, criando perfis que podem impactar a vida dos consumidores, como influenciar preços de seguros e a concessão de crédito. O artigo também oferece dicas sobre como os usuários podem proteger seus dados, como solicitar a remoção de informações e adotar práticas de higiene digital. A discussão é relevante para o público brasileiro, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é uma preocupação crescente.

Apple introduz recurso de privacidade para limitar dados de localização

A Apple anunciou uma nova funcionalidade de privacidade que permite aos usuários restringir a precisão dos dados de localização compartilhados com redes celulares em alguns modelos de iPhone e iPad. A configuração, chamada ‘Limitar Localização Precisa’, estará disponível após a atualização para o iOS 26.3 ou versões posteriores. Quando ativada, essa opção limita as informações que as operadoras móveis utilizam para determinar a localização do dispositivo, permitindo que apenas a localização aproximada, como um bairro, seja identificada, em vez de um endereço exato. A Apple esclareceu que essa configuração não afeta a precisão dos dados de localização compartilhados com serviços de emergência durante chamadas de emergência, nem impacta os dados que os usuários compartilham com aplicativos através dos Serviços de Localização. Para ativar o recurso, os usuários devem acessar ‘Ajustes’, tocar em ‘Celular’, depois em ‘Opções de Dados Celulares’ e ativar a opção ‘Limitar Localização Precisa’. Atualmente, a funcionalidade é compatível apenas com modelos específicos de iPhone e iPad que executam o iOS 26.3 ou posterior, e sua disponibilidade depende do suporte das operadoras. Essa iniciativa surge após a FCC multar grandes operadoras dos EUA por práticas de rastreamento inadequadas, destacando a importância da privacidade dos dados dos usuários.

WhatsApp pode acessar mensagens mesmo com criptografia de ponta a ponta

Um processo judicial em São Francisco, EUA, alega que o WhatsApp, apesar de utilizar criptografia de ponta a ponta, pode acessar as mensagens dos usuários. O caso é movido por um grupo de usuários da Austrália, México e África do Sul, que argumentam que a segurança prometida pela plataforma é uma ‘farsa’. Segundo o processo, funcionários da Meta, empresa controladora do WhatsApp, podem solicitar acesso às mensagens por meio de um sistema interno, permitindo que visualizem conversas, mesmo que os usuários acreditem que suas mensagens estão protegidas. A Meta refutou as alegações, chamando-as de ‘falsas e absurdas’, e afirmou que a criptografia de ponta a ponta tem sido uma característica do WhatsApp por mais de dez anos. O caso levanta preocupações sobre a privacidade e segurança dos dados dos usuários, especialmente em um momento em que a proteção de dados é uma questão crítica em todo o mundo, incluindo o Brasil, onde a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) impõe rigorosas normas de privacidade. Embora o processo não apresente detalhes técnicos aprofundados, a alegação de que mensagens podem ser acessadas em tempo real e que conteúdos excluídos podem ser recuperados é alarmante para os usuários que confiam na segurança do aplicativo.

A Nova Realidade da Conformidade em Cibersegurança com IA

O artigo de Itamar Apelblat discute como a evolução da inteligência artificial (IA) está desafiando os tradicionais frameworks de conformidade, que foram construídos sob a premissa de que humanos são os principais atores em processos de negócios. Com a incorporação de agentes de IA em fluxos de trabalho regulados, surgem novos riscos de identidade, acesso e conformidade. Esses agentes não apenas assistem, mas agem de forma autônoma, o que pode levar a falhas de conformidade, já que suas decisões são baseadas em algoritmos que mudam constantemente. Isso representa um desafio significativo para os Chief Information Security Officers (CISOs), que agora podem ser responsabilizados não apenas por violações de segurança, mas também por falhas de conformidade resultantes do comportamento da IA. O artigo destaca a necessidade de uma governança robusta sobre identidades não humanas e a importância de controles de acesso rigorosos para garantir a integridade dos dados e a conformidade com regulamentações como SOX, GDPR, PCI DSS e HIPAA. À medida que a IA se torna um ator operacional, a linha entre segurança e conformidade se torna cada vez mais tênue, exigindo que os CISOs adaptem suas estratégias de segurança para incluir esses novos desafios.

Comissão Europeia investiga uso de IA pela X após geração de deepfakes

A Comissão Europeia anunciou a abertura de um processo formal sob a Lei de Serviços Digitais (DSA) para investigar se a plataforma X avaliou adequadamente os riscos antes de implementar sua ferramenta de inteligência artificial, Grok. A preocupação surge após relatos de que a ferramenta foi utilizada para gerar imagens sexualmente explícitas manipuladas, incluindo conteúdos que podem ser classificados como material de abuso sexual infantil. A comissária de tecnologia da UE, Henna Virkkunen, destacou que os deepfakes sexuais são uma forma inaceitável de degradação. Além disso, as autoridades do Reino Unido também estão investigando a plataforma, após o uso do chatbot Grok para criar imagens de usuários nus e material de abuso sexual infantil. Em resposta às preocupações, a X anunciou que restringiria as capacidades de geração e edição de imagens do Grok apenas para assinantes pagos, uma decisão criticada por autoridades britânicas como desrespeitosa às vítimas de violência sexual. Como uma plataforma online de grande porte, a X deve mitigar riscos sistêmicos conforme definido pela DSA, incluindo a disseminação de conteúdo ilegal. A Comissão Europeia já multou a X em €120 milhões por violações anteriores de obrigações de transparência sob a DSA.