Ransomware

Grupo de Ransomware Akira Afirma Ter Roubado 23GB de Dados do Apache OpenOffice

O grupo de ransomware Akira anunciou em 29 de outubro de 2025 que conseguiu invadir os sistemas do Apache OpenOffice, exfiltrando 23 gigabytes de dados corporativos sensíveis. Conhecido por suas táticas de dupla extorsão, o grupo ameaçou divulgar as informações caso um resgate não fosse pago. O Apache OpenOffice, uma ferramenta de produtividade de código aberto amplamente utilizada, não teve seus servidores de download comprometidos, garantindo a segurança das instalações dos usuários até o momento. Os dados supostamente roubados incluem registros pessoais de funcionários, como endereços, números de telefone, datas de nascimento, além de informações financeiras e documentos confidenciais internos. A Apache Software Foundation ainda não confirmou a violação, levantando dúvidas sobre a autenticidade dos dados. O incidente destaca os riscos crescentes enfrentados por organizações de software de código aberto, que frequentemente operam com recursos limitados de cibersegurança. A situação é um alerta para a necessidade de maior investimento em segurança cibernética para proteger infraestruturas digitais críticas.

Grupo de pesquisa confirma violação de dados que afeta mais de 6 mil pessoas

O Berkeley Research Group (BRG) notificou 6.083 indivíduos sobre uma violação de dados ocorrida em fevereiro de 2025, que comprometeu informações sensíveis, incluindo números de Seguro Social, dados financeiros, informações médicas e identificações emitidas pelo governo. A violação foi resultado de um ataque de ransomware perpetrado pelo grupo Chaos, que exigiu um resgate não divulgado. O ataque ocorreu entre 28 de fevereiro e 2 de março de 2025, quando um ator não autorizado acessou brevemente os sistemas da BRG. O Departamento de Justiça dos EUA confirmou que a violação afetou sobreviventes de abusos sexuais por clérigos católicos. Para mitigar os danos, a BRG está oferecendo 24 meses de monitoramento de identidade gratuito através da Kroll. O grupo Chaos, ativo desde 2021, utiliza táticas de download automático e phishing, aplicando um esquema de dupla extorsão, onde exige pagamento tanto para destruir dados roubados quanto para restaurar sistemas infectados. Até agora, foram registrados 400 ataques de ransomware nos EUA em 2025, comprometendo 15,3 milhões de registros.

Aumento de ataques cibernéticos no setor educacional em 2025

Nos primeiros nove meses de 2025, foram registrados 180 ataques cibernéticos no setor educacional, um aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2024. Apesar desse crescimento, os últimos dois trimestres de 2025 mostraram uma diminuição significativa nos ataques, marcando a primeira queda desde o início do ano. Até agora, 63 ataques foram confirmados, resultando em 227.214 registros de dados comprometidos. Os ataques frequentemente causaram interrupções nas atividades escolares, com um impacto médio de 2,6 TB de dados roubados por ataque. Os grupos de ransomware mais ativos incluem Qilin, Fog e Interlock, sendo este último responsável pela maioria dos ataques confirmados. Os Estados Unidos lideram em número de ataques, seguidos pelo Reino Unido e França, que viu um aumento significativo nos incidentes. As demandas de resgate variam, com uma média de $444.400, e alguns casos extremos chegando a $1,5 milhão. A situação exige atenção especial dos líderes de segurança, especialmente em relação à proteção de dados e conformidade com a LGPD.

Grupo de ransomware Devman ataca hospital nos EUA e exige resgate

O grupo de ransomware Devman reivindicou um ataque cibernético ao Family Health West, um hospital e rede de clínicas médicas no Colorado, que resultou na paralisação de todos os sistemas eletrônicos da instituição. Embora a Family Health West tenha afirmado que não há evidências de perda ou criptografia de dados, o Devman alegou ter roubado 120 GB de informações e exigiu um resgate de $700.000, ameaçando divulgar os dados se a quantia não for paga em quatro dias. Este ataque marca a primeira vez que o Devman ataca uma empresa de saúde e também é seu primeiro alvo nos Estados Unidos. O grupo, que opera um modelo de ransomware como serviço, já atacou 41 organizações, com um resgate médio de $4,4 milhões. Em 2025, foram registrados 71 ataques de ransomware em instituições de saúde dos EUA, comprometendo mais de 7,5 milhões de registros. Os ataques a hospitais podem colocar em risco a saúde e a segurança dos pacientes, levando a interrupções nos serviços e à necessidade de recorrer a métodos manuais de atendimento.

Empresas brasileiras evitam pagar resgates em ataques de ransomware

Um estudo da Coveware revelou que apenas 23% das empresas vítimas de ataques de ransomware pagaram os resgates exigidos no terceiro trimestre de 2025, a menor taxa já registrada. Essa queda reflete uma mudança significativa na postura das organizações, que estão investindo mais em defesas contra ataques cibernéticos em vez de ceder às exigências dos criminosos. A média dos valores pagos também caiu drasticamente, com uma redução de 66% em relação ao trimestre anterior, totalizando US$ 376 mil. A evolução dos ataques de ransomware, que agora frequentemente incluem a exfiltração de dados, tem levado as empresas a reconsiderarem suas estratégias de pagamento. Especialistas apontam que cada pagamento evitado limita os recursos dos cibercriminosos, dificultando suas operações. Além disso, a conscientização sobre os riscos e a pressão regulatória têm contribuído para essa resistência crescente. As empresas estão adotando medidas de segurança mais robustas, como autenticação multifator e treinamento de funcionários, para prevenir ataques. A tendência é que os grupos de ransomware se tornem mais seletivos em seus alvos, focando em grandes corporações que possam pagar resgates elevados, enquanto tentam adaptar suas táticas para se manterem lucrativos.

Fóruns de Hacking Promovem Novo RaaS Gentlemens Alvo de Sistemas Windows, Linux e ESXi

O ator de ameaças conhecido como zeta88 está promovendo um novo programa de ransomware como serviço (RaaS) chamado Gentlemen’s, que visa ambientes empresariais em sistemas operacionais Windows, Linux e ESXi. Este RaaS se destaca por sua arquitetura modular e compatível com múltiplas plataformas, utilizando linguagens como Go e C para otimização de desempenho. O ransomware implementa chaves efêmeras por arquivo, dificultando a recuperação de dados e aumentando a complexidade da descriptografia. Além disso, o malware possui recursos avançados de segurança operacional, como modos de execução silenciosa e técnicas anti-forense para evitar detecções. O modelo econômico do programa permite que afiliados recebam 90% dos pagamentos de resgate, enquanto os operadores retêm apenas 10%, refletindo uma tendência crescente em operações de ransomware. A operação exclui alvos na Rússia e em países da CEI, focando em empresas da América do Norte, Europa e APAC. Para se proteger contra essa ameaça emergente, as organizações devem priorizar a implementação de soluções de EDR, segmentação de rede e fortalecimento da infraestrutura de backup.

Grupo de ransomware Qilin ataca MedImpact Healthcare e vaza dados

O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade por uma violação de dados que afetou a MedImpact Healthcare, uma gestora de benefícios farmacêuticos, no início de outubro de 2025. Em um comunicado, a MedImpact confirmou a detecção de ransomware em seus sistemas e informou que está trabalhando para restaurar os sistemas afetados em um novo ambiente seguro. Embora a empresa não tenha especificado quais dados foram comprometidos, Qilin alegou ter roubado 160 GB de informações, incluindo documentos de sua subsidiária Elixir Solutions. A MedImpact não confirmou a veracidade da alegação do grupo. O ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware no setor de saúde dos EUA, que já registrou 12 incidentes confirmados em 2025, comprometendo cerca de 5,5 milhões de registros. O grupo Qilin, ativo desde 2022, é conhecido por sua abordagem de ransomware como serviço, onde afiliados pagam para usar seu malware. Este incidente destaca a vulnerabilidade das empresas de saúde e a necessidade de medidas robustas de cibersegurança.

Grupo de ransomware Akira reivindica ataque a BK Technologies

O grupo de ransomware Akira assumiu a responsabilidade por uma violação de dados na BK Technologies, fabricante de dispositivos de comunicação sem fio, ocorrida em 20 de setembro de 2025. A empresa confirmou que um acesso não autorizado a seus sistemas foi realizado, resultando no roubo de 25 GB de dados, incluindo informações de funcionários, documentos contábeis e contratos confidenciais. Embora a Akira tenha listado a BK Technologies em seu site de vazamento de dados, a empresa ainda não confirmou a extensão dos dados comprometidos ou se pagará um resgate. O relatório da SEC indica que, após o incidente, alguns sistemas não críticos sofreram interrupções menores, mas a empresa acredita que o acesso não autorizado foi contido. Akira, que surgiu em março de 2023, já reivindicou 559 ataques de ransomware, afetando diversos setores, incluindo manufatura e saúde. O aumento de ataques a fabricantes nos EUA, como evidenciado por 50 incidentes confirmados em 2025, destaca a crescente ameaça de ransomware, que pode causar interrupções significativas nas operações e riscos de conformidade, especialmente em relação à LGPD no Brasil.

Grupo de ransomware Qilin ataca mais de 40 vítimas mensalmente em 2025

O grupo de ransomware conhecido como Qilin, também chamado de Agenda, Gold Feather e Water Galura, tem se mostrado extremamente ativo, reivindicando mais de 40 vítimas por mês desde o início de 2025, exceto em janeiro. Em junho, o número de casos postados em seu site de vazamento de dados atingiu 100. A operação de ransomware como serviço (RaaS) é responsável por 84 vítimas em agosto e setembro. Os ataques têm como alvo principalmente os setores de manufatura, serviços profissionais e científicos, e comércio atacadista, afetando países como EUA, Canadá, Reino Unido, França e Alemanha. Os atacantes utilizam credenciais administrativas vazadas para obter acesso inicial, seguido de conexões RDP e reconhecimento do sistema. Ferramentas como Mimikatz e Cyberduck são empregadas para coletar credenciais e transferir dados. O ransomware Qilin, por sua vez, criptografa arquivos e apaga cópias de sombra do Windows. Além disso, uma variante do ransomware para Linux foi descoberta, demonstrando a capacidade de afetar sistemas Windows e Linux simultaneamente. Os ataques também exploram ferramentas legítimas para contornar barreiras de segurança, destacando a necessidade de vigilância constante e medidas de mitigação eficazes.

Grupo Agenda de Ransomware Alvo de Implantação VMware com RAT Linux

O grupo de ransomware Agenda, também conhecido como Qilin, lançou uma nova variante que utiliza um ransomware baseado em Linux, capaz de operar em sistemas Windows. Essa abordagem representa uma escalada significativa nas operações de ataque multi-plataforma do grupo. Os atacantes empregaram ferramentas legítimas de TI, como Splashtop Remote e WinSCP, para entregar um payload Linux, contornando sistemas de segurança centrados em Windows. A campanha se aproveita de ferramentas de gerenciamento remoto e de transferência de arquivos para implantar ransomware em ambientes híbridos de forma discreta. Além disso, o grupo realizou uma coleta direcionada de credenciais contra a infraestrutura de backup da Veeam, desativando a recuperação e roubando tokens de backup antes de implantar o ransomware. A variante híbrida demonstrou consciência do hipervisor, detectando ambientes VMware ESXi e Nutanix AHV, e utilizou técnicas de Bring Your Own Vulnerable Driver (BYOVD) para neutralizar ferramentas de antivírus. Com mais de 700 organizações comprometidas em 62 países, incluindo setores críticos como manufatura, finanças e saúde, especialistas alertam as empresas a reforçarem os controles de acesso e monitorarem o uso de credenciais. A Trend Vision One™ já detecta e bloqueia os indicadores de comprometimento identificados.

Grupo Qilin se torna o mais ativo em ataques de ransomware em 2025

O grupo de ransomware Qilin, baseado na Rússia, alcançou um marco alarmante ao reivindicar seu 700º ataque em 2025, superando o total de vítimas do ano anterior do grupo RansomHub. Desde sua aparição em 2022, Qilin ganhou notoriedade em 2023 e, em 2024, registrou 179 vítimas, número que quadruplicou neste ano. O modelo de negócios Ransomware-as-a-Service (RaaS) tem impulsionado sua atividade, especialmente após o desaparecimento do RansomHub, que levou seus afiliados a se unirem ao Qilin. Os principais alvos incluem setores críticos como manufatura, finanças, varejo, saúde e agências governamentais, onde a criptografia de sistemas e o roubo de dados podem causar grandes interrupções. Até agora, Qilin já comprometeu 788.377 registros e roubou 116 TB de dados. Os Estados Unidos são o país mais afetado, seguido por França, Canadá e Coreia do Sul. O aumento de ataques no setor educacional, com um crescimento de 420% em relação ao ano anterior, é particularmente preocupante, assim como os ataques a entidades governamentais, que subiram 344%. O impacto financeiro e a conformidade com a LGPD são preocupações significativas para as organizações brasileiras.

Novo grupo de ransomware Genesis ataca empresas nos EUA

O grupo de ransomware Genesis reivindicou ataques a nove empresas nos Estados Unidos, incluindo Healthy Living Market & Café e River City Eye Care, que já relataram vazamentos de dados. O ataque a Healthy Living, ocorrido em setembro de 2025, comprometeu informações sensíveis como nomes, números de Seguro Social, dados de depósitos diretos e registros médicos. Já o ataque a River City Eye Care expôs nomes, números de telefone, datas de nascimento e informações de identificação de alguns pacientes. Genesis afirma ter roubado 400 GB de dados da Healthy Living e 200 GB da River City Eye. Embora as empresas não tenham confirmado as alegações do grupo, a situação destaca a crescente ameaça de ransomware nos EUA, com 381 ataques confirmados em 2025 até agora, afetando mais de 15,2 milhões de registros. O valor médio do resgate exigido é de aproximadamente $984,600. A falta de ofertas de monitoramento de crédito ou proteção contra roubo de identidade para as vítimas é uma preocupação adicional. O aumento de ataques de ransomware, especialmente em setores críticos como saúde e alimentação, levanta questões sobre a segurança cibernética e a proteção de dados pessoais.

Ransomware Monolock é supostamente vendido na Dark Web

Um novo e sofisticado kit de ferramentas de ransomware, chamado Monolock, foi identificado em fóruns da dark web, gerando preocupação nas comunidades de cibersegurança. Este ransomware é projetado para campanhas de ataque rápidas e automatizadas, apresentando capacidades técnicas avançadas. O Monolock oferece um pacote completo para operações de ransomware, incluindo módulos para automação de comando e controle, escalonamento de privilégios e técnicas de evasão persistente. Além disso, possui ferramentas para deletar cópias de sombra em sistemas-alvo, dificultando estratégias comuns de recuperação de desastres. O kit também conta com recursos anti-análise que evitam a execução em ambientes de segurança. Os operadores do Monolock estão recrutando afiliados com experiência em implantação de malware, oferecendo um programa de afiliados que inclui taxas de registro e uma divisão de lucros. A emergência do Monolock se alinha com a tendência de ransomware como serviço (RaaS), permitindo que grupos criminosos menores tenham acesso a ferramentas avançadas. Especialistas em segurança recomendam que as organizações monitorem indicadores de comprometimento relacionados ao Monolock e mantenham backups offline para se protegerem contra essa nova ameaça.

Volkswagen é supostamente alvo de ataque de ransomware do grupo 8Base

O Grupo Volkswagen confirmou que está investigando alegações do grupo de ransomware 8Base, que afirma ter roubado e vazado dados sensíveis da montadora alemã. Embora a empresa assegure que sua infraestrutura de TI principal permanece segura, a natureza vaga da resposta gerou preocupações sobre uma possível violação de dados de terceiros. O grupo 8Base, conhecido por suas táticas de extorsão dupla, alegou ter exfiltrado arquivos confidenciais em 23 de setembro de 2024, ameaçando divulgar os dados até 26 de setembro. Embora o prazo inicial tenha passado sem vazamentos, 8Base listou as informações roubadas em sua plataforma na dark web. Os dados comprometidos incluem faturas, documentos contábeis, arquivos pessoais de funcionários e contratos de trabalho. Se confirmada, essa violação pode expor informações financeiras e pessoais sensíveis em operações globais da Volkswagen, afetando marcas renomadas como Audi e Porsche. Especialistas em cibersegurança destacam a necessidade urgente de aprimorar a gestão de riscos de terceiros, uma vez que ataques modernos frequentemente exploram vulnerabilidades em parceiros da cadeia de suprimentos.

Microsoft revoga certificados usados em ataques de ransomware

A Microsoft anunciou a revogação de mais de 200 certificados utilizados pelo grupo de cibercriminosos conhecido como Vanilla Tempest, que assina fraudulentamente binários maliciosos em ataques de ransomware. Esses certificados foram empregados em arquivos de instalação falsos do Microsoft Teams para entregar o backdoor Oyster e, por fim, implantar o ransomware Rhysida. A atividade foi detectada no final de setembro de 2025, e a Microsoft já atualizou suas soluções de segurança para sinalizar as assinaturas associadas a esses arquivos maliciosos. O grupo Vanilla Tempest, que opera desde julho de 2022, é conhecido por distribuir diversas variantes de ransomware, incluindo BlackCat e Quantum Locker. O backdoor Oyster é frequentemente disseminado por meio de instaladores trojanizados de softwares populares, utilizando domínios maliciosos que imitam sites legítimos. A Microsoft alerta que os usuários são frequentemente direcionados a esses sites por meio de técnicas de SEO, que manipulam resultados de busca. Para se proteger, é recomendado baixar softwares apenas de fontes verificadas e evitar clicar em links suspeitos.

Ransomware Qilin Expande Operações Globais com Hospedagem Fantasma

O grupo de ransomware Qilin, conhecido por seu modelo de ransomware como serviço (RaaS), intensificou suas operações globais utilizando provedores de hospedagem à prova de balas (BPH) para ocultar suas atividades. De acordo com a Resecurity, a infraestrutura do Qilin abrange várias jurisdições, incluindo Rússia, Hong Kong, Chipre e Emirados Árabes Unidos, permitindo que o grupo evite a aplicação da lei e mantenha suas operações a longo prazo. Recentemente, o Qilin atacou o Asahi Group Holdings, a maior fabricante de bebidas do Japão, paralisando a produção em 30 fábricas. O grupo, que surgiu em meados de 2022, utiliza um modelo avançado de RaaS, onde seus afiliados executam ataques e retêm 80-85% do resgate. A infraestrutura do Qilin é sustentada por provedores de BPH que operam sem identificação de clientes, permitindo que dados roubados e servidores de comando e controle sejam hospedados de forma anônima. Até outubro de 2025, o Qilin já havia reivindicado mais de 50 novas vítimas, incluindo agências governamentais e cooperativas elétricas nos EUA. A dependência de redes BPH fantasmas demonstra como a infraestrutura de hospedagem anonimizada permite que grupos de ransomware prosperem fora do alcance da lei internacional.

Aumento de ataques cibernéticos a organizações governamentais em 2025

Nos primeiros nove meses de 2025, pesquisadores da Comparitech registraram 276 ataques a organizações governamentais, um aumento de 41% em relação ao mesmo período de 2024. Desses, 147 ataques foram confirmados, com uma expectativa de que esse número cresça à medida que mais incidentes sejam verificados. Apesar do aumento geral, o número de ataques de ransomware a agências governamentais tem diminuído a cada trimestre desde o primeiro trimestre de 2025. No entanto, as empresas de serviços públicos não experimentaram essa mesma queda, com 10 ataques confirmados, sendo cinco deles nos últimos três meses. O ataque ao Lakehaven Water & Sewer District em setembro, reivindicado pelo grupo Qilin, exemplifica o impacto que esses incidentes podem ter nos serviços essenciais. Os ataques a organizações governamentais são frequentemente amplamente divulgados, o que aumenta a notoriedade dos grupos atacantes. O relatório também destaca que o grupo Qilin foi responsável pelo maior número de ataques confirmados, com 19 incidentes, e que os Estados Unidos lideram em termos de ataques, seguidos por Brasil e Canadá. O impacto financeiro médio das demandas de resgate foi de aproximadamente $1,95 milhão, com um aumento significativo nas exigências em alguns casos.

Microsoft interrompe ataque Vanilla Tempest ao revogar certificados maliciosos

A Microsoft anunciou a interrupção de uma campanha sofisticada de ciberataques liderada pelo grupo Vanilla Tempest, também conhecido como VICE SPIDER e Vice Society. A ação envolveu a revogação de mais de 200 certificados de assinatura de código obtidos fraudulentamente. A campanha, que começou em setembro de 2025, utilizou arquivos de instalação falsificados do Microsoft Teams para implantar um backdoor chamado Oyster e, posteriormente, o ransomware Rhysida. Os atacantes criaram sites que se passavam por portais oficiais de download do Teams, utilizando técnicas de SEO para atrair vítimas. Após a execução do instalador falso, o backdoor Oyster permitia acesso persistente aos sistemas comprometidos. A Microsoft agiu rapidamente para revogar os certificados, invalidando as chaves usadas nos arquivos de instalação e atualizando o Microsoft Defender para detectar as ameaças associadas. A ação ressalta a importância da gestão robusta de certificados e do compartilhamento de inteligência em tempo real, ajudando a proteger clientes globalmente e a estabelecer um precedente para a colaboração entre autoridades certificadoras e a comunidade de cibersegurança.

Grupo de ransomware Interlock ataca escolas públicas de Kearney, Nebraska

O grupo de ransomware Interlock reivindicou um ataque cibernético às escolas públicas de Kearney, em Nebraska, ocorrido na última sexta-feira. O ataque resultou no roubo de 354 GB de dados, incluindo informações pessoais e financeiras de alunos e seus familiares. Embora a escola tenha restaurado seus sistemas até segunda-feira, a veracidade das alegações do grupo não foi confirmada. A diretora de comunicações da escola, Tori Stofferson, afirmou que a investigação ainda está em andamento e que não houve solicitação de resgate. O superintendente, Dr. Jason Mundorf, mencionou que servidores de câmeras e de telefonia foram comprometidos, mas não se sabe se dados pessoais foram acessados. O Interlock é um grupo que começou a operar em outubro de 2024 e já reivindicou 32 ataques confirmados, sendo 11 direcionados a instituições educacionais. Os ataques de ransomware têm se tornado comuns nas escolas dos EUA, com 38 incidentes confirmados em 2025, comprometendo 184 mil registros. O impacto desses ataques pode ser severo, afetando operações diárias e expondo dados sensíveis a fraudes.

CISA alerta sobre exploração ativa de vulnerabilidade do Velociraptor

A CISA (Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA) adicionou a vulnerabilidade CVE-2025-6264 ao seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploited (KEV), alertando que operadores de ransomware estão explorando uma falha de permissões padrão no Velociraptor, uma ferramenta de forense de endpoints da Rapid7. Essa vulnerabilidade permite a execução de comandos arbitrários e a possível tomada de controle do endpoint, desde que o atacante já tenha acesso suficiente para coletar artefatos. A falha está relacionada a configurações de permissões incorretas, que podem ser utilizadas em estágios de movimento lateral em ataques de ransomware, onde os operadores convertem acessos limitados em controle total. A CISA recomenda que as organizações remedeiem a vulnerabilidade até 4 de novembro de 2025, aplicando as mitig ações do fornecedor e seguindo as diretrizes de BOD 22-01 para serviços em nuvem. A exploração ativa dessa vulnerabilidade foi observada em várias campanhas de ransomware, elevando a urgência para defensores do setor público e privado. As equipes de segurança devem verificar as permissões de implantação do Velociraptor, reforçar credenciais e aumentar a telemetria para detectar usos anômalos.

Violação do Ransomware BlackSuit Ligada a Credenciais VPN Comprometidas

Um grande fabricante sofreu um ataque de ransomware devastador após a obtenção de credenciais VPN roubadas. O grupo cibercriminoso Ignoble Scorpius utilizou um ataque de phishing por voz para enganar um funcionário, que forneceu suas informações de login em um site falso. Com essas credenciais, os atacantes conseguiram acesso à rede e rapidamente elevaram seus privilégios, realizando um ataque DCSync para coletar credenciais administrativas adicionais.

Os invasores se moveram lateralmente pela rede, utilizando ferramentas como Advanced IP Scanner para mapear servidores valiosos e instalaram um Trojan de acesso remoto para garantir acesso contínuo. Eles comprometeram um segundo controlador de domínio, extraindo mais de 400 GB de dados sensíveis antes de implantar o ransomware BlackSuit, que criptografou centenas de máquinas virtuais, paralisando as operações da empresa.

Grupo de ransomware Obscura ataca Michigan City, Indiana

No final de semana, o grupo de ransomware Obscura reivindicou um ataque cibernético ocorrido em setembro de 2025 contra Michigan City, Indiana. Em 9 de outubro de 2025, autoridades da cidade confirmaram que um ataque comprometeu dados municipais e interrompeu o acesso online e telefônico dos funcionários. Obscura afirmou ter roubado 450 GB de dados e que o prazo para pagamento do resgate já havia expirado. Embora a cidade não tenha confirmado a reivindicação do grupo, a situação está sob investigação policial, limitando as informações disponíveis ao público. O ataque é o primeiro reconhecido por Obscura, que também alegou ter atacado uma entidade governamental na Alemanha e uma loja de suprimentos na Irlanda. Os ataques de ransomware em entidades governamentais dos EUA têm aumentado, com 64 incidentes confirmados em 2025 até agora. Esses ataques podem resultar em perda de dados, interrupções em serviços essenciais e riscos de fraude para os cidadãos. A cidade de Michigan City, que abriga mais de 32.000 pessoas, está focada em restaurar seus sistemas de forma segura.

Ransomware Medusa atinge 1,27 milhão de pacientes da SimonMed Imaging

No final de semana, a SimonMed Imaging confirmou que 1.275.669 pessoas foram afetadas por uma violação de dados em janeiro de 2025, atribuída ao grupo de ransomware Medusa, que exigiu um resgate de US$ 1 milhão. Este incidente se torna a segunda maior violação de dados do ano no setor de saúde e a sexta em todos os setores. A SimonMed foi alertada por um de seus fornecedores sobre um incidente de segurança em 27 de janeiro, e, após uma revisão, identificou atividades suspeitas em sua rede no dia seguinte. Os dados comprometidos incluem informações pessoais e médicas, como nomes, endereços, números de registro médico e informações de seguro de saúde. Medusa reivindicou a responsabilidade pelo ataque e listou a SimonMed em seu site, exigindo o resgate. Até agora, 140 ataques confirmados do grupo resultaram na violação de mais de 4,5 milhões de registros, com um foco crescente em organizações de saúde. Em 2025, já foram registrados 65 ataques a provedores de saúde nos EUA, totalizando mais de 7,5 milhões de registros comprometidos. O ataque à SimonMed é o maior até agora, superando outros incidentes significativos no setor de saúde.

Ataques cibernéticos em evolução vulnerabilidades e ameaças emergentes

O cenário de cibersegurança continua a se deteriorar, com ataques cada vez mais sofisticados e coordenados. Um dos principais incidentes recentes envolve a exploração de uma falha crítica no Oracle E-Business Suite, afetando diversas organizações desde agosto de 2025. A falha, identificada como CVE-2025-61882, possui uma pontuação CVSS de 9.8 e foi utilizada por grupos como o Cl0p para exfiltrar dados sensíveis. Além disso, o grupo Storm-1175 explorou uma vulnerabilidade no GoAnywhere MFT, resultando em ataques em setores variados, como transporte e educação.

Ameaças de ransomware exploram vulnerabilidades do Velociraptor

Recentemente, o grupo de ameaças Storm-2603, associado a ataques de ransomware, tem utilizado o Velociraptor, uma ferramenta de resposta a incidentes de código aberto, para comprometer sistemas. Os atacantes exploraram vulnerabilidades do SharePoint, conhecidas como ToolShell, para obter acesso inicial e implantar uma versão desatualizada do Velociraptor, que possui uma vulnerabilidade de escalonamento de privilégios (CVE-2025-6264). Durante os ataques, que ocorreram em agosto de 2025, os invasores tentaram criar contas de administrador de domínio e se mover lateralmente dentro da rede comprometida, utilizando ferramentas como Smbexec para executar programas remotamente. Além disso, modificaram objetos de política de grupo do Active Directory e desativaram a proteção em tempo real para evitar detecções. Este é o primeiro caso em que o Storm-2603 foi vinculado ao uso do ransomware Babuk, além dos já conhecidos Warlock e LockBit. A análise sugere que o grupo possui características de atores patrocinados por estados-nação, devido à sua organização e práticas de desenvolvimento sofisticadas. As implicações para a segurança cibernética são significativas, especialmente considerando a possibilidade de que esses métodos possam ser replicados em ambientes corporativos no Brasil.

Grupo de ransomware Qilin ataca distrito escolar no Texas

O grupo de ransomware Qilin reivindicou um ataque cibernético ao Uvalde Consolidated Independent School District, ocorrido entre 15 e 18 de setembro de 2025. Durante o ataque, as escolas do distrito foram fechadas devido à interrupção de serviços essenciais, como telefonia, ar-condicionado e câmeras de segurança. Embora o distrito tenha afirmado que não houve acesso não autorizado a dados sensíveis, Qilin alegou ter roubado informações pessoais de funcionários e alunos, além de dados financeiros. Para corroborar sua afirmação, o grupo publicou imagens de documentos que afirmam ter sido extraídos dos servidores do distrito. Até o momento, o Uvalde CISD não confirmou a veracidade das alegações do grupo. O Qilin é um grupo de ransomware que opera um modelo de ransomware como serviço, permitindo que afiliados utilizem seu malware para realizar ataques. Em 2025, foram confirmados 106 ataques atribuídos ao Qilin, com o grupo já tendo atacado diversas instituições educacionais nos Estados Unidos. Os ataques de ransomware têm se tornado cada vez mais comuns no setor educacional, com 34 incidentes confirmados em 2025, impactando operações diárias e colocando em risco a segurança de dados de alunos e funcionários.

Dispositivos SonicWall SSL VPN são alvo de ransomware Akira

Desde julho de 2025, operadores do ransomware Akira têm explorado dispositivos SonicWall SSL VPN, utilizando uma vulnerabilidade conhecida (CVE-2024-40766) que afeta versões do SonicOS. Essa falha, que foi divulgada e corrigida em agosto de 2024, permite acesso inadequado e tem sido utilizada para comprometer redes empresariais em diversos setores. A campanha inclui técnicas avançadas de coleta de credenciais e exfiltração de dados, com um ataque documentado em agosto de 2025 que resultou na transferência de aproximadamente 2 GB de dados sensíveis. Os atacantes utilizaram métodos sofisticados, como a técnica ‘UnPAC the hash’, para escalar privilégios dentro da rede. A Darktrace, empresa de segurança, conseguiu conter o ataque, mas a exploração contínua da vulnerabilidade destaca a importância de práticas de gerenciamento de patches atualizadas, especialmente para dispositivos que oferecem acesso remoto. O incidente ressalta a necessidade de vigilância constante e resposta rápida a ameaças cibernéticas, especialmente em um cenário onde a segurança de dados é crítica.

Ataque cibernético expõe dados de mais de 40 mil pessoas em Coös County

Em julho de 2025, Coös County Family Health Services confirmou que 40.185 pessoas tiveram seus dados comprometidos em um ataque cibernético. O grupo de ransomware Run Some Wares reivindicou a responsabilidade pelo ataque em agosto. A investigação revelou que, em 9 de julho, houve acesso não autorizado aos servidores, onde dados sensíveis, como datas de nascimento, informações de contato, números de Seguro Social e dados médicos, podem ter sido visualizados ou copiados. Embora Coös County não tenha confirmado a natureza do ataque, a organização está oferecendo monitoramento de crédito gratuito por 12 meses aos afetados. Este incidente se insere em um contexto mais amplo, onde o setor de saúde dos EUA já registrou 63 ataques confirmados em 2025, resultando em mais de 6,2 milhões de registros expostos. O ataque em Coös County é um exemplo claro do impacto devastador que os ataques de ransomware podem ter sobre instituições de saúde, tanto em termos de tempo de inatividade quanto na violação de dados. A situação é alarmante, especialmente considerando que o setor de saúde é um alvo frequente para esses tipos de ataques.

Exploração de falha zero-day afeta Oracle E-Business Suite

Um relatório recente do Google Threat Intelligence Group (GTIG) e da Mandiant revelou que dezenas de organizações podem ter sido impactadas pela exploração de uma falha de segurança zero-day no software Oracle E-Business Suite (EBS), identificada como CVE-2025-61882, com uma pontuação CVSS de 9.8. Desde 9 de agosto de 2025, a atividade maliciosa, associada ao grupo de ransomware Cl0p, utilizou múltiplas vulnerabilidades para invadir redes-alvo e exfiltrar dados sensíveis. A campanha de ataques começou em 29 de setembro de 2025, com um envio em massa de e-mails fraudulentos a executivos de empresas, alegando que suas aplicações Oracle EBS haviam sido comprometidas. Os atacantes exigiam resgates em troca de não vazamento das informações roubadas. A Oracle já lançou patches para corrigir a vulnerabilidade. Os ataques foram realizados utilizando técnicas como Server-Side Request Forgery (SSRF) e injeção de código, permitindo a execução remota de comandos. A complexidade e o investimento na campanha indicam um planejamento cuidadoso por parte dos atacantes, que podem estar associados ao grupo FIN11, conhecido por suas táticas de extorsão.

Ataques de Ransomware Usam Ferramenta Velociraptor por Atores Ameaçadores

Pesquisadores da Cisco Talos confirmaram que operadores de ransomware estão explorando a ferramenta de resposta a incidentes e forense digital (DFIR) Velociraptor em ataques cibernéticos sofisticados. A atividade foi atribuída ao grupo de ameaças Storm-2603, suspeito de operar a partir da China, que ganhou notoriedade por explorar vulnerabilidades do SharePoint. Em agosto de 2025, o grupo lançou um ataque que utilizou várias variantes de ransomware, como Warlock, LockBit e Babuk, para criptografar máquinas virtuais VMware ESXi e servidores Windows.

Incidente de segurança da Strategic Retail Partners expõe dados pessoais

A Strategic Retail Partners (SRP) confirmou que notificou um número não revelado de pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em fevereiro de 2025, que comprometeu informações pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, identificações emitidas pelo estado e informações financeiras. O ataque foi reivindicado pelo grupo de ransomware Medusa, que alegou ter roubado 1,35 TB de dados e exigiu um resgate de 1,2 milhão de dólares. Após uma segunda invasão em março, Medusa exigiu um resgate adicional de 1 milhão de dólares, afirmando que a SRP não havia melhorado sua segurança. A empresa ofereceu 12 meses de monitoramento de crédito gratuito para as vítimas. O ataque à SRP é o primeiro do grupo direcionado a uma empresa de varejo, que já havia atacado outras organizações em setores diversos. A pesquisa da Comparitech registrou 17 ataques confirmados de ransomware a varejistas nos EUA em 2025, comprometendo mais de 110 mil registros. Os ataques de ransomware podem causar interrupções significativas nas operações comerciais, além de expor dados pessoais a riscos de fraude.

Aumento de ataques de ransomware no setor de saúde em 2025

Nos primeiros nove meses de 2025, foram registrados 293 ataques de ransomware em hospitais e clínicas, além de 130 ataques a empresas do setor de saúde, como fabricantes de produtos médicos e provedores de tecnologia. Embora os ataques a prestadores de serviços de saúde tenham se mantido estáveis em relação a 2024, os ataques a empresas do setor aumentaram em 30%. O aumento da conscientização sobre a ameaça de ransomware, impulsionado por ataques de alto perfil, pode ter levado as organizações a melhorar suas defesas. Além disso, as empresas de saúde lidam com múltiplos prestadores, o que aumenta a vulnerabilidade a ataques. Os dados revelam que 7,4 milhões de registros foram comprometidos em ataques confirmados, com um pedido médio de resgate de cerca de $514.000. Os principais grupos de ransomware identificados foram INC, Qilin e SafePay. Os Estados Unidos lideram em número de ataques, seguidos por Austrália, Alemanha e Reino Unido. O relatório destaca a necessidade urgente de ações de segurança cibernética no setor, especialmente em relação a fornecedores terceirizados, que representam um novo vetor de ataque.

Sites de vazamento de dados atingem recorde com RaaS e LockBit 5.0

No terceiro trimestre de 2025, a atividade de ransomware atingiu níveis recordes, impulsionada pelo anúncio da plataforma RaaS (Ransomware as a Service) da Scattered Spider e o retorno do LockBit com a versão 5.0, que agora visa explicitamente a infraestrutura crítica. O número de sites ativos de vazamento de dados subiu para 81, com novos grupos emergindo em diversas regiões e setores, apesar do número total de organizações listadas permanecer estável em relação ao segundo trimestre. A Scattered Spider, conhecida por suas táticas de engenharia social, está se preparando para lançar sua plataforma ShinySp1d3r, prometendo uma integração eficiente de exfiltração de dados e criptografia de arquivos. Por outro lado, o LockBit 5.0 permite que seus afiliados ataquem infraestrutura crítica, refletindo uma mudança significativa em sua estratégia após ações de aplicação da lei. O setor de saúde e serviços técnicos viu um aumento nas exposições, enquanto setores como manufatura e construção enfrentaram quedas. A combinação de táticas de extorsão dupla e ataques a sistemas operacionais industriais representa uma ameaça crescente, exigindo que as organizações adotem medidas rigorosas de segurança, como segmentação de rede e monitoramento de sites de vazamento.

Grupos de ransomware formam aliança estratégica para ataques mais eficazes

Três grupos de ransomware, DragonForce, LockBit e Qilin, anunciaram uma nova aliança estratégica, destacando mudanças significativas no cenário de ameaças cibernéticas. Essa coalizão visa compartilhar técnicas, recursos e infraestrutura, aumentando a eficácia dos ataques. A parceria surge após o retorno do LockBit, que busca restaurar sua reputação após uma operação de repressão em 2024 que resultou na prisão de membros e na perda de infraestrutura. O grupo Qilin, que se tornou o mais ativo nos últimos meses, focou principalmente em organizações da América do Norte, com mais de 200 vítimas apenas no terceiro trimestre de 2025. A nova versão do LockBit, a 5.0, é capaz de atacar sistemas Windows, Linux e ESXi, o que pode aumentar o risco para setores críticos. Além disso, a aliança pode levar a um aumento nos ataques a infraestruturas críticas, ampliando a ameaça a setores antes considerados de baixo risco. O relatório também aponta um aumento nos ataques em países como Egito, Tailândia e Colômbia, sugerindo que os cibercriminosos estão se expandindo para evitar a repressão das autoridades. Com 1.429 incidentes de ransomware registrados no terceiro trimestre de 2025, a situação exige atenção redobrada das empresas, especialmente aquelas em setores vulneráveis.

Hackers exploram bancos de dados com comandos legítimos

Hackers estão explorando rapidamente bancos de dados expostos na nuvem e em SaaS utilizando técnicas “sem malware”, abusando de comandos legítimos e configurações inadequadas. As operações automatizadas evoluíram para campanhas de dupla extorsão, com MySQL e PostgreSQL sendo as plataformas mais visadas. Os ataques resultam na criação de notas de resgate em novas tabelas de banco de dados, pressionando as vítimas com ameaças de vazamento ou venda de dados roubados.

Grupo de ransomware Qilin ataca Asahi Group Holdings

O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético que resultou em uma violação de dados na Asahi Group Holdings, uma importante cervejaria japonesa. O incidente, que foi divulgado pela primeira vez em 29 de setembro de 2025, levou a empresa a suspender pedidos, remessas e serviços ao cliente. A Qilin afirma ter roubado 27 GB de arquivos, incluindo documentos financeiros, orçamentos, contratos e dados pessoais de funcionários. Embora a Asahi esteja investigando a extensão da violação, ainda não confirmou a veracidade das alegações da Qilin nem se pagará um resgate. O grupo Qilin, baseado na Rússia, é conhecido por suas táticas de phishing e opera um modelo de ransomware como serviço, permitindo que afiliados utilizem seu malware para realizar ataques. Este ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware direcionados a fabricantes, que podem causar interrupções significativas nas operações e comprometer dados sensíveis. A Asahi, que possui marcas de cerveja globais, está enfrentando dificuldades operacionais devido a este incidente, que destaca a vulnerabilidade do setor a ataques cibernéticos.

Grupos de Ransomware Explorando Ferramentas de Acesso Remoto

Grupos de ransomware têm utilizado ferramentas de acesso remoto (RATs) legítimas, como AnyDesk e UltraViewer, para estabelecer pontos de acesso furtivos e evitar detecções. Ao abusar de versões gratuitas ou empresariais dessas ferramentas, os atacantes conseguem contornar controles de segurança tradicionais, aproveitando assinaturas digitais confiáveis e canais criptografados para manter a persistência e movimentar-se lateralmente na rede.

Após o acesso inicial, geralmente por meio de força bruta em RDP ou reutilização de credenciais, os operadores exploram serviços RAT pré-instalados. Técnicas como ‘sequestro’ de serviços e instalação silenciosa são comuns, permitindo que os atacantes evitem alertas de segurança. Uma vez que os serviços RAT estão ativos, eles escalam privilégios e manipulam políticas de segurança do Windows para excluir diretórios RAT de varreduras de antivírus.

Ransomware Yurei Explora Compartilhamentos SMB e Drives Removíveis

O ransomware Yurei, identificado pela CYFIRMA em setembro de 2025, apresenta uma nova ameaça para ambientes Windows, utilizando técnicas sofisticadas de criptografia e anti-forense. Escrito em Go, o Yurei adiciona a extensão .Yurei a cada arquivo criptografado, utilizando uma chave/nonce única gerada pelo algoritmo ChaCha20. Antes de iniciar a criptografia, o malware executa comandos PowerShell para eliminar cópias de sombra e backups, dificultando a recuperação de dados. O Yurei se propaga furtivamente por drives removíveis e compartilhamentos SMB, copiando-se como WindowsUpdate.exe e System32_Backup.exe. Após a criptografia, uma nota de resgate é gerada, exigindo pagamento para a recuperação dos arquivos, com ameaças de divulgação de dados caso as exigências não sejam atendidas. A análise revela semelhanças com o projeto de ransomware Prince, mas com melhorias significativas em stealth e eficiência. Para mitigar os impactos do Yurei, as organizações devem implementar políticas de backup imutáveis, regras de EDR para detectar cabeçalhos de arquivos suspeitos e estabelecer planos de contenção rápidos.

Ransomware Cl0p Explora Vulnerabilidade Zero-Day da Oracle E-Business Suite

O grupo de ransomware Cl0p está explorando uma vulnerabilidade crítica zero-day na Oracle E-Business Suite, identificada como CVE-2025-61882. Essa falha, localizada no componente de Integração do Business Intelligence Publisher, permite a execução remota de código sem autenticação, com uma pontuação máxima de 9.8 no CVSS, possibilitando a total comprometimento do sistema. A vulnerabilidade afeta versões amplamente utilizadas da Oracle EBS, entre 12.2.3 e 12.2.14, que são essenciais para operações empresariais como gestão de pedidos e finanças. A Oracle já lançou atualizações de segurança, mas as organizações precisam aplicar primeiro o Critical Patch Update de outubro de 2023. O Cl0p, ativo desde 2019, tem um histórico de exploração de zero-days e, nesta campanha, está focado na exfiltração de dados em vez da criptografia. As empresas devem realizar um inventário imediato dos endpoints expostos, confirmar a instalação das atualizações e monitorar logs e tráfego de rede para sinais de comprometimento. A situação é crítica, e a falta de ação pode resultar em sérias interrupções operacionais e vazamentos de dados.

Microsoft atribui ataque de ransomware Medusa a falha crítica no GoAnywhere

A Microsoft identificou um grupo de cibercriminosos, denominado Storm-1175, como responsável pela exploração de uma vulnerabilidade crítica no software Fortra GoAnywhere, que permitiu a implantação do ransomware Medusa. A falha, classificada como CVE-2025-10035, possui um escore CVSS de 10.0 e é um bug de desserialização que pode resultar em injeção de comandos sem necessidade de autenticação. A vulnerabilidade foi corrigida nas versões 7.8.4 e 7.6.3 do software. Desde 11 de setembro de 2025, o grupo tem explorado aplicações expostas ao público para obter acesso inicial, com indícios de exploração ativa desde pelo menos 10 de setembro. A exploração bem-sucedida dessa vulnerabilidade pode permitir que os atacantes realizem descobertas de sistema e usuário, mantenham acesso a longo prazo e implantem ferramentas adicionais para movimentação lateral e malware. A cadeia de ataque inclui a instalação de ferramentas de monitoramento remoto, como SimpleHelp e MeshAgent, e a criação de arquivos .jsp nos diretórios do GoAnywhere MFT. A Microsoft também observou o uso de Rclone para exfiltração de dados em pelo menos um ambiente afetado. A situação levanta preocupações sobre a transparência da Fortra em relação à segurança de seus produtos.

Grupo de ransomware Qilin ataca escolas públicas na Virgínia

O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade por uma violação de dados ocorrida em setembro de 2025 nas escolas públicas do Condado de Mecklenburg, na Virgínia. O incidente foi notificado aos pais em 2 de setembro, levando a uma interrupção significativa nas atividades escolares, com professores utilizando métodos tradicionais de ensino devido à falta de acesso à internet. Qilin afirma ter roubado 305 GB de dados, incluindo relatórios financeiros, orçamentos e registros médicos de crianças, e publicou amostras desses documentos em seu site de vazamento. O superintendente das escolas, Scott Worner, confirmou a autoria do ataque, mas ressaltou que a verificação do que foi comprometido depende da conclusão da investigação pelas autoridades e pela seguradora da escola. O grupo tem um histórico de ataques a instituições educacionais, tendo realizado 103 ataques confirmados em 2025 até o momento. Worner alertou outras escolas sobre a inevitabilidade de ataques cibernéticos, enfatizando a importância de manter a cobertura de cibersegurança atualizada. O ataque destaca a vulnerabilidade do setor educacional, que frequentemente enfrenta dificuldades em relatar violações de dados e pode sofrer interrupções significativas em suas operações diárias.

Empresas que pagam resgates de ransomware não recuperam dados

Um estudo recente da Veeam revelou que a eficácia do pagamento de resgates em ataques de ransomware está em declínio. Em 2024, apenas 32% das empresas que pagaram resgates conseguiram recuperar seus dados, uma queda significativa em relação aos 54% de 2023. Por outro lado, o número de organizações que conseguiram recuperar suas informações sem pagar o resgate mais que dobrou, passando de 14% para 30%. O aumento da frequência e da gravidade dos ataques de ransomware tem gerado perdas financeiras significativas, com custos de inatividade que podem chegar a £1 milhão por hora. Além disso, a pesquisa destaca que 63% das empresas não conseguem se recuperar de crises devido à falta de infraestrutura alternativa. O governo do Reino Unido também planeja proibir pagamentos de resgates por organizações do setor público e de infraestrutura crítica. A Veeam recomenda que as empresas invistam em sistemas de backup robustos e alternativas de infraestrutura para evitar a necessidade de pagar resgates, uma vez que os atacantes são considerados uma opção não confiável para a recuperação de dados.

Aumento de 36 em ataques de ransomware em 2025

Em 2025, os pesquisadores da Comparitech registraram 5.186 ataques de ransomware, um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. No terceiro trimestre, houve 1.517 ataques, com um crescimento de 6% em relação ao segundo trimestre. Embora os ataques a entidades governamentais e empresas de saúde tenham diminuído, os negócios, especialmente na indústria de manufatura, foram os mais atingidos, com um aumento de 11% nos ataques. Os grupos de ransomware mais ativos foram Qilin, Akira e INC, com Qilin liderando em ataques confirmados. O setor de saúde registrou 78 ataques, uma queda de 14%, enquanto o setor educacional manteve números semelhantes. O valor médio do resgate foi de $3,57 milhões, com o maior resgate exigido sendo de $15 milhões. Os ataques a fornecedores de tecnologia de terceiros também causaram grandes interrupções, destacando a necessidade de uma vigilância contínua e de medidas de segurança robustas. A crescente complexidade e o impacto dos ataques ressaltam a importância de uma resposta rápida e eficaz por parte das organizações.

Grupo Cl0p inicia campanha de extorsão contra empresas com Oracle

O Google Mandiant e o Google Threat Intelligence Group (GTIG) estão monitorando uma nova atividade maliciosa possivelmente ligada ao grupo de cibercriminosos Cl0p, conhecido por suas motivações financeiras. Desde o dia 29 de setembro de 2025, executivos de diversas organizações têm recebido e-mails de extorsão, nos quais os criminosos alegam ter roubado dados sensíveis do Oracle E-Business Suite. Genevieve Stark, do GTIG, afirmou que a investigação ainda está em estágios iniciais e que as alegações do grupo não foram confirmadas. Charles Carmakal, CTO da Mandiant, descreveu a operação como uma “campanha de e-mail de alto volume” originada de contas comprometidas, algumas das quais estão ligadas ao grupo FIN11, que já atuava em ataques de ransomware desde 2020. Os e-mails maliciosos incluem informações de contato que foram verificadas como estando listadas no site de vazamento de dados do Cl0p, sugerindo uma associação com o grupo. Embora o Google não tenha evidências concretas para confirmar essas ligações, a similaridade nas táticas utilizadas em ataques anteriores do Cl0p levanta preocupações. A forma como os atacantes obtêm acesso inicial ainda não está clara, mas acredita-se que eles tenham comprometido e-mails de usuários e abusado da função de redefinição de senha do Oracle E-Business Suite. O grupo Cl0p é conhecido por explorar falhas em várias plataformas, comprometendo milhares de organizações nos últimos anos.

Hackers tentam recrutar jornalista da BBC para invadir a empresa

O jornalista Joe Tidy, correspondente da seção de cibersegurança da BBC, recebeu uma proposta inusitada de um hacker que se identificou como Syn. Ele ofereceu 15% dos lucros de um resgate obtido em um ataque de ransomware à BBC, caso Tidy liberasse o acesso à sua conta corporativa. O caso destaca uma vulnerabilidade pouco discutida: a utilização de agentes internos para facilitar invasões. A comunicação ocorreu via Signal, um aplicativo de mensagens seguras, e foi precedida por um incidente em que um funcionário de TI no Brasil vendeu seu login a cibercriminosos, resultando em uma invasão que custou R$ 500 milhões à empresa. Tidy, que apenas buscava entender o golpe, foi alvo de tentativas de login e notificações de autenticação de dois fatores, uma técnica conhecida como MFA bombing. Após relatar o incidente à equipe de segurança da BBC, ele teve seus acessos revogados. Os hackers, que já atacaram mais de 300 vítimas, tentaram convencer Tidy de que não seriam descobertos, mas acabaram desistindo após dias sem resposta. O caso evidencia a necessidade de discutir as ameaças internas nas organizações, que podem ser tão perigosas quanto as externas.

Novo ransomware LockBit 5.0 é mais perigoso do que nunca

A Trend Micro identificou uma nova variante do ransomware LockBit, chamada LockBit 5.0, que se mostra significativamente mais perigosa do que suas versões anteriores. Lançado em setembro de 2025, o LockBit 5.0 apresenta uma interface aprimorada e capacidades furtivas inovadoras, além de uma encriptação mais rápida. Os pesquisadores observaram que o ransomware agora possui versões para Windows, Linux e ESXi, o que representa uma escalada crítica nas suas capacidades, especialmente na virtualização VMWare. O novo vírus permite que os atacantes escolham quais pastas encriptar ou ignorar e oferece modos de operação como “invisível” e “verbal”. Além disso, o LockBit 5.0 utiliza técnicas de evasão, como a substituição de APIs, dificultando a detecção pelo Windows. O grupo responsável pelo ransomware também implementou um sistema de suporte via chat para negociação de resgates, complicando ainda mais a recuperação dos dados para as vítimas. A nova versão mantém a geolocalização para evitar ataques em regiões onde a língua russa é detectada, o que demonstra uma evolução nas táticas do grupo criminoso. Com a continuidade das operações do LockBit, mesmo após ações de autoridades em 2024, a ameaça se torna cada vez mais relevante para empresas em todo o mundo, incluindo o Brasil.

Grupo de ransomware Qilin ataca distrito de água em Washington

O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético ao Lakehaven Water & Sewer District, em Washington, ocorrido em 3 de setembro de 2025. O ataque resultou em uma interrupção significativa no sistema de pagamento de contas do distrito. Em 25 de setembro, Qilin publicou amostras de documentos internos supostamente roubados, mas o Lakehaven não confirmou a veracidade da reivindicação. A investigação sobre o incidente está em andamento, e o distrito informou que não haverá interrupções nos serviços de água e esgoto, apesar das dificuldades no processamento de pagamentos. Qilin, que opera um modelo de ransomware como serviço, já atacou 134 organizações, incluindo 28 entidades governamentais em 2025. Os ataques de ransomware a serviços públicos nos EUA têm se intensificado, com 63 incidentes confirmados até agora neste ano. O impacto desses ataques pode incluir roubo de dados e paralisação de sistemas, colocando em risco a segurança dos clientes e a continuidade dos serviços. O Lakehaven atende cerca de 112.000 pessoas na região.

Contas VPN da SonicWall comprometidas por ransomware Akira

O ransomware Akira está explorando a vulnerabilidade CVE-2024-40766 para acessar dispositivos VPN SSL da SonicWall, mesmo em contas que utilizam autenticação multifator (MFA). Pesquisadores de segurança, como os da Arctic Wolf Labs, relataram um aumento nos logins maliciosos em instâncias da SonicWall SSL VPN, sugerindo que os atacantes conseguiram comprometer as sementes de senhas de uso único (OTP), permitindo que contornassem as proteções de MFA. Apesar de a SonicWall ter lançado patches e recomendado a redefinição de credenciais, os ataques continuam a ocorrer. O Google identificou um grupo de ameaças, denominado UNC6148, que está utilizando credenciais e sementes de OTP roubadas em campanhas de ataque direcionadas a dispositivos SonicWall SMA 100, que estão fora de suporte. Isso levanta preocupações significativas sobre a eficácia das medidas de segurança implementadas, uma vez que os atacantes estão conseguindo autenticar-se em contas protegidas por MFA. A situação destaca a necessidade de vigilância contínua e de ações proativas para proteger as infraestruturas de TI contra essas ameaças emergentes.

Empresa de 158 anos faliu por conta de uma senha fraca entenda

A KNP Logistics, uma empresa britânica com 158 anos de história, faliu em junho de 2025 após ser vítima de um ataque de ransomware. O grupo Akira conseguiu acessar o sistema da empresa através de uma senha fraca de um funcionário que não utilizava autenticação em dois fatores. Os hackers apagaram todos os backups e sistemas de recuperação, exigindo um resgate de £5 milhões (cerca de R$ 35,6 milhões) para restaurar os dados. A KNP, que operava 500 caminhões e empregava 700 pessoas, não tinha recursos para pagar o resgate e, em poucas semanas, encerrou suas atividades, deixando os funcionários desempregados. Este incidente destaca a vulnerabilidade das empresas, mesmo as mais estabelecidas, a ataques cibernéticos, e a importância de implementar medidas de segurança robustas, como senhas fortes e autenticação multifatorial. Além disso, a falência da KNP Logistics ilustra o impacto devastador que um ataque cibernético pode ter não apenas na saúde financeira de uma empresa, mas também na comunidade que depende de seus serviços.

Ransomware LockBit 5.0 Ataca Windows, Linux e ESXi

A nova versão 5.0 do ransomware LockBit representa um avanço significativo em suas operações de ransomware como serviço (RaaS). Pela primeira vez, o LockBit oferece binários totalmente suportados para Windows, diversas distribuições Linux e hipervisores VMware ESXi, permitindo que atacantes comprometam simultaneamente endpoints, servidores e hosts de virtualização. Essa capacidade de ataque multiplataforma reduz drasticamente o tempo de impacto, afetando tanto as camadas de produção quanto de virtualização. Após a desarticulação da infraestrutura do LockBit em fevereiro de 2024, seus afiliados rapidamente migraram para novos canais de comando e controle, demonstrando resiliência e inovação. A versão 5.0 introduz técnicas avançadas de evasão e criptografia, como execução em memória e rotinas de criptografia paralela, dificultando a resposta a incidentes e a recuperação baseada em backups. Para se proteger contra essa ameaça, as organizações devem adotar uma estratégia de defesa em profundidade, que inclua segmentação de rede, controles de acesso, proteção de endpoints e servidores, segurança de hipervisores e rigor na recuperação de dados.