Ransomware

Grupo de ransomware Rhysida assume ataque a fabricante médica nos EUA

O grupo de ransomware Rhysida reivindicou a responsabilidade por uma violação de dados ocorrida em novembro de 2025 na Cytek Biosciences, uma fabricante de produtos médicos localizada em Fremont, Califórnia. A violação afetou 331 pessoas, comprometendo informações pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, dados de saúde, informações financeiras, e credenciais de contas de funcionários. A Cytek não confirmou se pagou um resgate, e detalhes sobre como a rede foi invadida ainda não foram divulgados. Rhysida, que opera como um serviço de ransomware, já realizou 258 ataques desde sua fundação em 2023, com um histórico de demandas de resgate que podem ultrapassar US$ 3 milhões. Em 2025, ataques a empresas de saúde nos EUA resultaram no comprometimento de mais de 5,86 milhões de registros. A Cytek está oferecendo 24 meses de proteção contra roubo de identidade para as vítimas afetadas. Este incidente destaca a crescente ameaça de ransomware no setor de saúde, que pode comprometer a segurança e a privacidade dos pacientes.

Novo ransomware Osiris utiliza drivers para atacar usuários

Pesquisadores de segurança das equipes Carbon Black e Symantec relataram detalhes sobre o novo ransomware Osiris, que vem afetando países da Ásia desde novembro de 2025. Este ransomware, que é vendido como ransomware-as-a-service, utiliza um driver malicioso chamado POORTRY, projetado para desativar aplicativos de segurança nas máquinas das vítimas. Diferente de variantes anteriores, o Osiris não possui relação com o ransomware Locky, que surgiu em 2016. Os ataques são classificados como ’living-off-the-land’, extraindo dados através de buckets Wasabi e utilizando ferramentas como Mimikatz, Netscan, Netexec, MeshAgent e Rustdesk. O uso do driver POORTRY é um diferencial, pois ele é especificamente desenhado para elevar privilégios e fechar ferramentas de segurança, em vez de simplesmente entregar programas vulneráveis. No Brasil, o grupo Makop também tem realizado atividades semelhantes, visando sistemas remotos e utilizando drivers maliciosos. Para se proteger, especialistas recomendam monitorar ferramentas de uso duplo, restringir acessos a sistemas remotos, reforçar a autenticação em duas etapas e proibir aplicativos suspeitos.

Campanha de phishing multifásica ataca usuários na Rússia com ransomware

Uma nova campanha de phishing multifásica foi identificada, visando usuários na Rússia com ransomware e um trojan de acesso remoto chamado Amnesia RAT. O ataque começa com documentos de aparência rotineira que utilizam engenharia social para enganar as vítimas. Esses documentos contêm scripts maliciosos que operam em segundo plano, enquanto distraem o usuário com tarefas falsas. A campanha se destaca pelo uso de serviços de nuvem públicos, como GitHub e Dropbox, para distribuir diferentes tipos de cargas úteis, dificultando a remoção. Além disso, um recurso chamado defendnot é utilizado para desativar o Microsoft Defender, permitindo que o malware opere sem ser detectado. O ataque utiliza arquivos de atalho maliciosos que, ao serem executados, baixam scripts adicionais que estabelecem um ponto de controle no sistema. O Amnesia RAT, uma das cargas finais, é capaz de roubar dados sensíveis e controlar remotamente o sistema, enquanto um ransomware derivado da família Hakuna Matata criptografa arquivos e altera endereços de carteiras de criptomoedas. A campanha evidencia como ataques modernos podem comprometer sistemas sem explorar vulnerabilidades de software, utilizando recursos nativos do Windows para desativar defesas e implantar ferramentas de vigilância e cargas destrutivas.

Falha de segurança permite recuperação de dados de ransomware nos EUA

Uma falha na segurança operacional possibilitou que pesquisadores recuperassem dados que o grupo de ransomware INC havia roubado de uma dúzia de organizações nos Estados Unidos. A investigação, conduzida pela empresa Cyber Centaurs, começou após um cliente detectar atividade de criptografia de ransomware em um servidor SQL. O ransomware, uma variante do RainINC, foi executado a partir do diretório PerfLogs, que normalmente é utilizado pelo Windows, mas que os atacantes começaram a usar para armazenar suas ferramentas. Durante a análise, os pesquisadores encontraram vestígios de uma ferramenta de backup legítima chamada Restic, embora esta não tenha sido utilizada na exfiltração de dados. A análise revelou que o grupo de ransomware poderia estar reutilizando a infraestrutura de backup em várias campanhas, o que levantou a hipótese de que dados roubados de outras organizações poderiam ainda estar disponíveis em forma criptografada. Para validar essa teoria, a equipe desenvolveu um processo de enumeração controlada que confirmou a presença de dados criptografados de 12 organizações diferentes em setores como saúde, manufatura e tecnologia. Após a recuperação, os dados foram descriptografados e as cópias preservadas, enquanto a Cyber Centaurs contatou as autoridades para validar a propriedade e orientar sobre os procedimentos adequados.

Nova família de ransomware Osiris ataca operadora de alimentos na Ásia

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre uma nova família de ransomware chamada Osiris, que atacou um grande operador de franquias de serviços alimentícios no Sudeste Asiático em novembro de 2025. O ataque utilizou um driver malicioso denominado POORTRY, parte de uma técnica conhecida como ‘bring your own vulnerable driver’ (BYOVD), para desativar softwares de segurança. O Osiris é considerado uma nova cepa de ransomware, sem relação com uma variante anterior do mesmo nome. Os especialistas da Broadcom identificaram indícios que sugerem que os atacantes podem ter vínculos com o ransomware INC. O Osiris utiliza um esquema de criptografia híbrido e chaves únicas para cada arquivo, sendo capaz de interromper serviços e especificar quais pastas e extensões devem ser criptografadas. O ataque também envolveu a exfiltração de dados sensíveis para um bucket de armazenamento em nuvem Wasabi, utilizando ferramentas como Rclone e uma versão personalizada do software de desktop remoto Rustdesk. O uso do driver POORTRY, projetado para elevar privilégios e encerrar ferramentas de segurança, destaca a evolução das táticas de ransomware, que continuam a representar uma ameaça significativa para as empresas. Em 2025, foram registrados 4.737 ataques de ransomware, um aumento em relação ao ano anterior, evidenciando a persistência e a adaptação dos grupos de cibercrime.

Gangue de ransomware NightSpire vende dados roubados da rede Hyatt

O grupo de ransomware NightSpire atacou o hotel Hyatt Place Chelsea, em Nova York, e roubou 48,5 GB de dados sensíveis, que incluem recibos, registros de gastos e informações pessoais de funcionários e parceiros. Os hackers disponibilizaram esses dados em um site da dark web, onde oferecem amostras para potenciais compradores. Especialistas da Cybernews analisaram os arquivos e identificaram que as informações podem ser utilizadas para ataques de phishing, aumentando o risco de novos vazamentos de dados. A Hyatt Hotels Corporation, que opera mais de 1.350 hotéis globalmente, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o incidente. A indústria hoteleira é frequentemente alvo de ciberataques, e a falta de informações claras sobre a extensão do ataque levanta preocupações sobre a segurança dos dados de clientes e parceiros. O impacto potencial desse vazamento pode ser significativo, considerando a natureza sensível das informações envolvidas e a possibilidade de acesso a sistemas internos da empresa.

Líder de grupo de ransomware é adicionado ao alerta vermelho da Interpol

Oleg Evgenievich Nefedov, suposto líder do grupo de ransomware Black Basta, foi incluído no alerta vermelho da Interpol durante uma operação conjunta entre autoridades policiais da Ucrânia e da Alemanha. Nefedov, um cidadão russo de 35 anos, é acusado de liderar um grupo que arrecadou ilegalmente centenas de milhões de dólares em criptomoedas, atacando mais de 500 empresas na América do Norte, Europa e Austrália desde 2022. Os membros do grupo são especializados em invasões técnicas e na extração de senhas, utilizando softwares específicos para realizar ciberataques e extorquir dinheiro das vítimas. Durante a operação, dois ucranianos foram identificados como suspeitos e tiveram suas residências vasculhadas, resultando na apreensão de dispositivos digitais e ativos em criptomoedas. Nefedov já havia sido preso em 2024 na Armênia, mas conseguiu escapar. Atualmente, seu paradeiro é desconhecido, embora se acredite que ele esteja na Rússia. O caso destaca a crescente ameaça de grupos de ransomware e a necessidade de uma resposta internacional coordenada para combater esses crimes cibernéticos.

Ataques de Ransomware Usam Novo Malware PDFSider em Empresa Financeira

Recentemente, um ataque de ransomware direcionado a uma empresa do setor financeiro da Fortune 100 utilizou uma nova variante de malware chamada PDFSider. Os atacantes empregaram engenharia social para se passar por trabalhadores de suporte técnico, induzindo funcionários a instalar a ferramenta Quick Assist da Microsoft. A Resecurity, empresa de cibersegurança, identificou o PDFSider como uma backdoor furtiva que permite acesso a longo prazo, com características associadas a técnicas de APT (Advanced Persistent Threat). O malware é distribuído por e-mails de spearphishing que contêm um arquivo ZIP com um executável legítimo e uma versão maliciosa de uma DLL necessária para o funcionamento do software. Ao ser executado, o malware carrega a DLL maliciosa, permitindo a execução de comandos no sistema. O PDFSider opera de forma discreta, utilizando criptografia avançada para proteger suas comunicações e mecanismos de anti-análise para evitar detecções. A Resecurity alerta que o PDFSider é mais próximo de um malware de espionagem do que de um ataque motivado financeiramente, destacando a crescente facilidade com que cibercriminosos exploram vulnerabilidades em softwares devido ao uso de IA na programação.

Ingram Micro sofre ataque de ransomware e vaza dados de 42 mil pessoas

A gigante de tecnologia Ingram Micro revelou que um ataque de ransomware em julho de 2025 resultou em uma violação de dados que afetou mais de 42.000 indivíduos. A empresa, que é uma das maiores fornecedoras de serviços B2B e distribuidora de tecnologia do mundo, confirmou que documentos contendo informações pessoais, como números de Seguro Social, foram roubados. O incidente foi detectado em 3 de julho de 2025, quando a Ingram Micro iniciou uma investigação após a detecção de atividades não autorizadas em seus sistemas internos. Os arquivos afetados incluíam registros de emprego e de candidatos, contendo dados como nome, informações de contato, data de nascimento e números de identificação emitidos pelo governo. Além da violação de dados, o ataque causou uma grande interrupção nos sistemas internos e no site da empresa, obrigando os funcionários a trabalharem de casa. Embora a Ingram Micro ainda não tenha vinculado o ataque a um grupo específico, a gangue de ransomware SafePay reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 3,5 TB de documentos. O grupo é conhecido por suas táticas de dupla extorsão, que envolvem roubo de documentos sensíveis antes de criptografar os sistemas das vítimas e ameaçar a divulgação dos arquivos se o resgate não for pago.

Autoridades identificam suspeitos de ransomware Black Basta

Autoridades de segurança da Ucrânia e da Alemanha identificaram dois ucranianos suspeitos de atuar no grupo de ransomware Black Basta, vinculado à Rússia. O líder do grupo, Oleg Evgenievich Nefedov, foi incluído na lista dos mais procurados da União Europeia e no Aviso Vermelho da INTERPOL. Os suspeitos eram especializados em hacking técnico e na extração de senhas, permitindo que o grupo invadisse redes corporativas e extorquisse dinheiro por meio de ransomware. As investigações resultaram em buscas nas residências dos acusados, onde foram apreendidos dispositivos digitais e ativos em criptomoedas. O Black Basta, que surgiu em abril de 2022, é responsável por ataques a mais de 500 empresas em várias regiões, acumulando centenas de milhões de dólares em pagamentos ilícitos. Apesar de uma aparente queda após vazamentos de informações internas, a possibilidade de rebranding e reemergência do grupo é alta, com suspeitas de que ex-membros possam ter migrado para outras operações de ransomware, como a CACTUS.

Líder do grupo de ransomware Black Basta é identificado e procurado

As autoridades da Ucrânia e da Alemanha confirmaram a identidade do líder do grupo de ransomware Black Basta, Oleg Evgenievich Nefedov, um cidadão russo de 35 anos, que agora figura na lista de procurados da Europol e da Interpol. A operação conjunta resultou na identificação de dois outros suspeitos que atuavam na fase inicial dos ataques, especializados em acessar redes-alvo e preparar o terreno para os ataques de ransomware. Os investigadores relataram que esses indivíduos eram responsáveis por quebrar senhas e obter credenciais de acesso de funcionários de empresas, o que lhes permitia invadir sistemas corporativos internos. Durante as investigações, foram apreendidos dispositivos de armazenamento digital e ativos em criptomoeda. O grupo Black Basta, que surgiu em abril de 2022, é responsável por pelo menos 600 incidentes de ransomware, afetando grandes organizações globalmente, incluindo a Rheinmetall, Hyundai e Ascension. A conexão de Nefedov com o grupo Conti, um sindicato de ransomware que se desfez em 2022, também foi destacada, indicando sua experiência e influência no cenário de cibercrime. As autoridades continuam a investigar e monitorar as atividades do grupo, que representa uma ameaça significativa para a segurança cibernética mundial.

Grupo de ransomware Genesis reivindica ataque a Upper Township, NJ

O grupo de ransomware Genesis assumiu a responsabilidade por uma violação de dados ocorrida em dezembro de 2025 em Upper Township, Nova Jersey. Em seu site de vazamento de dados, o grupo ameaçou divulgar 100 GB de informações pessoais e financeiras, caso a prefeitura não pagasse um resgate em três dias. A administração da cidade, liderada por James W. Van Zilke, confirmou que a investigação sobre a violação está em andamento, mas não verificou a reivindicação do Genesis. No entanto, documentos da reunião do conselho municipal indicam que foram autorizados até US$ 110.000 para serviços de consultoria em segurança cibernética e remediação. Genesis, que começou a operar em outubro de 2025, já reivindicou 28 ataques, sendo três deles confirmados por organizações, incluindo a prefeitura de Upper Township. Em 2025, foram registrados 81 ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA, destacando a crescente ameaça a sistemas públicos. A situação em Upper Township ressalta a necessidade de vigilância contínua e resposta rápida a incidentes de segurança cibernética, especialmente em um cenário onde a proteção de dados sensíveis é crucial.

Clínica de saúde no Texas sofre violação de dados em 2025

O Spindletop Center, uma clínica de saúde comportamental no Texas, notificou vítimas de uma violação de dados ocorrida em setembro de 2025, conforme informações enviadas ao procurador-geral do estado. A violação comprometeu dados pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, identificações emitidas pelo governo e números de casos. Um grupo de ransomware chamado Rhysida reivindicou a responsabilidade pelo ataque, exigindo um resgate de 15 bitcoins, equivalente a aproximadamente 1,65 milhão de dólares na época. A clínica relatou uma interrupção em seus sistemas em 29 de setembro de 2025, e uma investigação interna revelou que informações sensíveis podem ter sido acessadas em 23 de setembro. Até o momento, não há confirmação se o Spindletop pagou o resgate ou como os atacantes conseguiram invadir seus sistemas. A Rhysida, que opera um modelo de ransomware como serviço, já reivindicou mais de 100 ataques confirmados desde sua criação em 2023, afetando milhões de registros. Este incidente destaca a crescente ameaça de ataques cibernéticos no setor de saúde, que podem comprometer a privacidade e a segurança dos pacientes.

União de Crédito da Comunidade Appalachian sofre violação de dados

A Appalachian Community Federal Credit Union (ACFCU) notificou 30.797 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em outubro de 2025, conforme divulgado pelo procurador-geral do estado de Indiana. A violação comprometeu nomes, números de Seguro Social e informações de contas financeiras. O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 75 GB de dados. Embora a ACFCU tenha confirmado a violação em 10 de outubro, não está claro se a instituição pagou um resgate ou como os atacantes conseguiram acessar sua rede. Para mitigar os danos, a ACFCU está oferecendo monitoramento de crédito gratuito aos afetados, com um prazo de 90 dias para inscrição. O grupo Qilin, baseado na Rússia, é conhecido por suas táticas de phishing e por operar um modelo de ransomware como serviço, sendo responsável por mais de 1.000 ataques em 2025. A violação da ACFCU não é um caso isolado, já que o grupo também atacou outras instituições financeiras nos EUA, levantando preocupações sobre a segurança cibernética no setor financeiro.

Prisões de hackers não reduziram ransomware em 2025, diz estudo

Um relatório da Emsisoft, intitulado “O Estado do Ransomware nos Estados Unidos”, revela que, apesar das prisões de grupos hackers e do fechamento de servidores, o número de ataques de ransomware aumentou significativamente entre 2023 e 2025. O estudo, que analisou dados de plataformas como RansomLook.io e Ransomware.live, aponta que o número de vítimas subiu de 5.400 em 2023 para mais de 8.000 em 2025. O aumento é atribuído à proliferação de novos grupos de ataque, que passaram de cerca de 70 em 2023 para entre 126 e 141 em 2025. Os principais grupos ativos incluem Qilin, Akira, Cl0p, Play, Safepay e INC Ransom. Embora as ações legais tenham impactado algumas gangues, a competição entre os atacantes parece ter contribuído para o aumento dos incidentes. A Emsisoft sugere que, apesar do cenário atual, a aplicação de leis internacionais pode eventualmente ajudar a reduzir o número de vítimas.

Aumento de ataques de ransomware em 2025 um alerta global

Em 2025, o mundo registrou 7.419 ataques de ransomware, um aumento de 32% em relação ao ano anterior. Desses, 1.173 foram confirmados por organizações-alvo, enquanto muitos outros não foram reconhecidos publicamente. A pesquisa da Sophos revela que quase metade das empresas pagam resgates para recuperar dados, o que pode contribuir para a subnotificação de incidentes. O setor de manufatura foi o mais afetado, com um aumento de 56% nos ataques e um pedido médio de resgate que mais que dobrou, alcançando quase 1,2 milhão de dólares. Embora os ataques a setores como saúde e educação tenham se estabilizado, o aumento geral de ataques a empresas e entidades governamentais é alarmante. Os Estados Unidos foram o país mais visado, com 3.810 ataques. O relatório destaca a evolução das táticas de ransomware e a necessidade urgente de medidas de segurança mais robustas, especialmente em setores críticos. A média de resgates caiu 26%, mas o número de registros comprometidos continua a crescer, exigindo atenção contínua das equipes de segurança.

Colégio Comunitário de Clackamas sofre violação de dados em 2025

O Colégio Comunitário de Clackamas, localizado em Oregon, confirmou que notificou 33.381 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em outubro de 2025. A violação comprometeu informações pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, registros de estudantes, números de identificação do governo, informações médicas e financeiras. Este é o segundo ataque de ransomware que a instituição enfrenta em dois anos, sendo que o grupo criminoso Medusa reivindicou a responsabilidade pelo ataque mais recente, exigindo um resgate de $300.000 por 1,2 terabytes de dados. A escola não confirmou se pagou o resgate e está oferecendo um ano de monitoramento de crédito gratuito para as vítimas. A investigação forense revelou que um terceiro não autorizado acessou um número limitado de sistemas e adquiriu arquivos em 24 de outubro de 2025. O grupo Medusa, ativo desde 2019, já foi responsável por 154 ataques de ransomware em 2025, afetando mais de 1,7 milhão de registros. O ataque ao Colégio Comunitário de Clackamas é parte de uma tendência crescente de ataques a instituições educacionais nos EUA, que registraram 49 ataques confirmados em 2025, comprometendo mais de 3,8 milhões de registros.

Ameaça de ransomware via exploração de vulnerabilidades do VMware ESXi

Um grupo de atores de ameaças que fala chinês é suspeito de ter utilizado um dispositivo VPN SonicWall comprometido como vetor de acesso inicial para implantar um exploit do VMware ESXi. Essa atividade foi observada pela empresa de cibersegurança Huntress em dezembro de 2025, que conseguiu interrompê-la antes que avançasse para um ataque de ransomware. O ataque explorou três vulnerabilidades do VMware, divulgadas como zero-days pela Broadcom em março de 2025, com pontuações CVSS variando de 7.1 a 9.3. A exploração permitiu que um ator malicioso com privilégios de administrador vazasse memória do processo VMX ou executasse código como o processo VMX. O toolkit utilizado no ataque inclui componentes sofisticados, como um driver de kernel não assinado e um backdoor que oferece acesso remoto persistente ao host ESXi. A comunicação entre o cliente e o backdoor é feita através do protocolo VSOCK, que permite interações diretas entre máquinas virtuais e o hipervisor, dificultando a detecção. A análise sugere que o desenvolvimento do exploit pode ter ocorrido mais de um ano antes da divulgação pública, indicando um desenvolvedor bem financiado operando em uma região de língua chinesa.

Por que os cibercriminosos estão ficando mais jovens?

Recentes ataques cibernéticos, como os que afetaram a Marks & Spencer e a Jaguar Land Rover, revelaram que os suspeitos envolvidos são predominantemente jovens, com idades entre 17 e 20 anos. Essa tendência crescente de cibercrime juvenil pode ser atribuída à maior acessibilidade de ferramentas de ransomware, oferecidas por grupos de Ransomware-as-a-Service (RaaS), que permitem que indivíduos sem habilidades avançadas em hacking realizem ataques. Além disso, fatores como fama, frustração, finanças e a influência de comunidades de jogos online têm atraído jovens para o mundo do crime cibernético. A percepção negativa das carreiras em cibersegurança, consideradas monótonas em comparação com o glamour do hacking ilegal, também contribui para essa situação. Para combater essa tendência, é essencial que a indústria de cibersegurança mude sua imagem e busque atrair novos talentos, especialmente aqueles que não seguem os caminhos tradicionais de educação. Isso inclui a valorização de habilidades autodidatas e neurodiversas, que frequentemente são ignoradas nas contratações tradicionais. A indústria deve agir rapidamente para mostrar que existem oportunidades legítimas e recompensadoras para esses jovens talentos, antes que eles se tornem parte do problema.

Previsões de Cibersegurança para 2026 Riscos Emergentes e Estratégias

À medida que as organizações se preparam para 2026, as previsões de cibersegurança estão em alta, mas muitas estratégias ainda são moldadas por especulações. Um webinar da Bitdefender busca esclarecer essas previsões, focando em dados reais e riscos emergentes. O evento abordará três tendências principais: a evolução do ransomware, que está se tornando mais direcionado e impactante; a adoção descontrolada de inteligência artificial (IA), que gera uma crise interna de segurança; e a possibilidade de ataques orquestrados por IA. Os especialistas da Bitdefender discutirão a necessidade de ceticismo em relação à capacidade de ataques adaptativos baseados em IA no curto prazo. O webinar visa ajudar líderes de segurança a diferenciar previsões sensacionalistas de aquelas que realmente devem influenciar suas estratégias de segurança. Os participantes aprenderão a justificar investimentos em segurança com base em riscos reais e a atualizar suas defesas antes que novas técnicas de ataque se tornem comuns.

Sistema Escolar de Pell City sofre ataque de ransomware

O sistema escolar de Pell City, no Alabama, notificou os pais sobre uma violação de dados resultante de um ataque de ransomware ocorrido no final do ano passado. O superintendente Justin Burns afirmou que o sistema de informações dos alunos não foi afetado, mas dados foram roubados por um terceiro em um ‘incidente de segurança’. A gangue de cibercriminosos SafePay reivindicou a responsabilidade pela violação em dezembro de 2025, embora o distrito não tenha confirmado a alegação. Não foram divulgados detalhes sobre os dados comprometidos ou o valor do resgate exigido. O sistema escolar decidiu não pagar o resgate, conforme relatado pela WBRC. SafePay, que utiliza um esquema de dupla extorsão, já realizou 57 ataques confirmados, afetando diversas instituições educacionais. Em 2025, foram registrados 48 ataques de ransomware em escolas dos EUA, comprometendo mais de 3,8 milhões de registros. Os ataques a escolas podem não apenas roubar dados, mas também interromper operações diárias, colocando alunos e funcionários em risco de fraudes. O sistema escolar de Pell City é um distrito público que abrange várias instituições educacionais na região.

Grupo de ransomware Meduza Locker ataca escola no Canadá

O grupo de ransomware Meduza Locker reivindicou um ataque cibernético à Kelsey School Division, em Manitoba, Canadá, ocorrido em novembro de 2025. Em um comunicado, o superintendente da divisão escolar, Trevor Lane, informou que uma violação não autorizada afetou a rede de TI da instituição, interrompendo sistemas escolares. Meduza Locker listou a Kelsey School Division em seu site de vazamento de dados, alegando ter roubado documentos de alunos, pais e funcionários, e exigiu um resgate de $40.000 pela recuperação dos dados. Embora a Kelsey School Division tenha iniciado uma investigação sobre a extensão da violação, não confirmou a autenticidade das alegações do grupo. O ataque destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética em instituições educacionais, que têm sido alvos frequentes de ransomware, com 89 ataques confirmados em escolas, faculdades e universidades em 2025 até o momento. O impacto desses ataques pode ser severo, afetando operações diárias e expondo dados sensíveis a riscos de fraude.

Operação da INTERPOL combate cibercrime na África e recupera US 3 milhões

Uma operação coordenada pela INTERPOL, chamada Operação Sentinel, resultou na recuperação de US$ 3 milhões e na prisão de 574 suspeitos em 19 países africanos, entre 27 de outubro e 27 de novembro de 2025. A ação focou em crimes cibernéticos como comprometimento de e-mails empresariais (BEC), extorsão digital e ransomware. Entre os países participantes estão Gana, Nigéria, África do Sul e Uganda. Durante a operação, mais de 6.000 links maliciosos foram removidos e seis variantes de ransomware foram descriptografadas. Um ataque específico a uma instituição financeira em Gana criptografou 100 terabytes de dados e resultou em um roubo de cerca de US$ 120.000. Além disso, uma rede de fraudes cibernéticas que operava entre Gana e Nigéria foi desmantelada, resultando em 10 prisões e a apreensão de 100 dispositivos digitais. Neal Jetton, diretor de cibercrime da INTERPOL, destacou que a sofisticação dos ataques cibernéticos na África está aumentando, especialmente contra setores críticos como finanças e energia. A Operação Sentinel faz parte da Iniciativa Africana Conjunta de Combate ao Cibercrime (AFJOC), que visa fortalecer as capacidades das agências de segurança na região.

Ransomware-as-a-Service (RaaS) A uberização do crime

O ransomware como serviço (RaaS) representa uma nova era no cibercrime, permitindo que indivíduos sem habilidades técnicas avancem em ataques de ransomware. Este modelo de negócio ilícito funciona como uma plataforma digital, onde hackers desenvolvem e vendem softwares maliciosos na dark web, permitindo que qualquer pessoa, desde novatos até criminosos experientes, realize ataques. O ransomware sequestra dados de usuários e empresas, criptografando informações sensíveis até que um resgate seja pago. O RaaS democratiza o acesso a ferramentas de ataque, aumentando a frequência e a diversidade de ataques, o que representa um risco significativo para a segurança digital. A dificuldade de rastreamento dos criminosos, que utilizam criptomoedas para transações, torna a situação ainda mais alarmante. Para se proteger, é crucial que usuários e empresas realizem backups regulares, utilizem filtros de spam, mantenham sistemas atualizados e adotem autenticação multifator. A conscientização digital é essencial para identificar e evitar armadilhas de phishing e outras ameaças.

Autoridade de Saúde de Richmond sofre violação de dados em 2025

A Richmond Behavioral Health Authority (RBHA), na Virgínia, notificou 113.232 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em setembro de 2025, conforme informações do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA. A violação comprometeu nomes, números de Seguro Social, números de passaporte, informações financeiras e dados de saúde protegidos dos pacientes da RBHA. O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 192 GB de dados e postando imagens de documentos supostamente extraídos da RBHA em seu site de vazamento de dados. A RBHA não confirmou a veracidade da alegação do grupo, e detalhes sobre como a rede foi comprometida, se um resgate foi pago ou o valor exigido permanecem desconhecidos. O ataque é um dos maiores de 2025, afetando significativamente o setor de saúde, que já registrou 85 ataques de ransomware neste ano, comprometendo mais de 8,1 milhões de registros. A RBHA, uma organização sem fins lucrativos que atende cerca de 13.000 pessoas anualmente, não ofereceu monitoramento de crédito gratuito para as vítimas, o que levanta preocupações sobre a proteção contra roubo de identidade.

Falha no ransomware VolkLocker permite recuperar arquivos sem resgate

O grupo de hackers pró-Rússia conhecido como CyberVolk lançou um novo ransomware chamado VolkLocker, que encripta arquivos e exige pagamento em bitcoin para a recuperação. No entanto, uma falha crítica na implementação do malware permite que as vítimas recuperem seus arquivos sem pagar o resgate. A pesquisa da SentinelOne revelou que a chave-mestra do ransomware está hard-coded nos arquivos binários e também é armazenada em texto claro na pasta temporária do sistema, facilitando a recuperação dos dados. O VolkLocker afeta sistemas operacionais Windows e Linux e utiliza o algoritmo de encriptação AES-256. Após a infecção, o ransomware tenta evitar a detecção, desativando o Microsoft Defender e excluindo arquivos de backup. O grupo CyberVolk, que começou suas operações em 2024, também oferece outros serviços maliciosos, como trojans e keyloggers. Este incidente destaca a importância de medidas de segurança robustas e a necessidade de conscientização sobre as vulnerabilidades que podem ser exploradas por ransomware.

Novo ransomware do Telegram apresenta falha que beneficia vítimas

O grupo de hacktivistas pró-Rússia, conhecido como CyberVolk, lançou um ransomware chamado VolkLocker, que opera exclusivamente pelo Telegram. Este modelo de ransomware como serviço (RaaS) foi projetado para facilitar a venda de códigos maliciosos, permitindo que até mesmo usuários sem conhecimentos técnicos possam utilizá-lo. No entanto, uma falha crítica foi descoberta: as chaves mestras de criptografia estão incluídas nos arquivos executáveis, permitindo que as vítimas recuperem seus dados sem pagar o resgate. O especialista Jim Walter, da SentinelOne, destacou que essa contradição revela dificuldades na operação do grupo, que, apesar de sua automação sofisticada, cometeu um erro ao deixar as chaves acessíveis. O ransomware utiliza escalonamento de privilégios para obter controle total das máquinas infectadas, mas a falta de geração dinâmica das chaves pode ser uma vantagem para as vítimas. Apesar dessa falha, o CyberVolk continua a ser uma ameaça significativa, com recursos adicionais como keyloggers e trojans de acesso remoto. A situação exige atenção, pois o ransomware pode impactar usuários desavisados e organizações em geral.

Rockrose Development confirma vazamento de dados de 47 mil pessoas

A Rockrose Development notificou 47.392 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em julho de 2025, que comprometeu informações pessoais sensíveis, incluindo números de Seguro Social, identificações fiscais, números de carteira de motorista, passaportes, informações financeiras e dados médicos. O grupo de ransomware Play reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado documentos relacionados a clientes, contabilidade e informações financeiras. A Rockrose não confirmou se pagou um resgate ou como a violação ocorreu. A empresa está oferecendo 24 meses de proteção de identidade gratuita aos afetados. O ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware em empresas de construção e desenvolvimento imobiliário nos EUA, com 12 ataques confirmados em 2025, comprometendo mais de 69 mil registros. O ataque à Rockrose é o maior registrado desde 2018, destacando a vulnerabilidade do setor a esse tipo de crime cibernético.

Grupo hacktivista CyberVolk lança ransomware com falhas de segurança

O grupo hacktivista pro-Rússia conhecido como CyberVolk, também chamado de GLORIAMIST, voltou a atuar com uma nova oferta de ransomware como serviço (RaaS) chamada VolkLocker. Lançado em agosto de 2025, o VolkLocker é capaz de atacar sistemas Windows e Linux, utilizando a linguagem de programação Golang. Apesar de suas características típicas de ransomware, como a modificação do Registro do Windows e a exclusão de cópias de sombra, uma análise revelou uma falha crítica: as chaves mestres do ransomware estão codificadas nos binários e são armazenadas em um arquivo de texto simples na pasta %TEMP%, permitindo que as vítimas recuperem seus arquivos sem pagar o resgate. O ransomware utiliza criptografia AES-256 em modo Galois/Counter (GCM) e impõe um timer que apaga pastas do usuário se o pagamento não for realizado em 48 horas ou se a chave de descriptografia for inserida incorretamente três vezes. O CyberVolk também oferece um trojan de acesso remoto e um keylogger, ampliando sua estratégia de monetização. A operação é gerenciada via Telegram, com preços variando de $800 a $2,200, dependendo do sistema operacional. Apesar das tentativas de banimento de contas no Telegram, o grupo conseguiu restabelecer suas operações, refletindo uma tendência crescente entre grupos de ameaças politicamente motivadas.

Fabricante de Nova York notifica 247 mil sobre violação de dados

A fabricante nova-iorquina Fieldtex notificou 247.363 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em agosto de 2025, afetando informações pessoais de membros do programa de benefícios de saúde. O ataque cibernético, reivindicado pelo grupo de ransomware Akira, comprometeu dados como nomes, endereços, datas de nascimento e números de identificação de membros de planos de saúde. A Fieldtex, que fabrica equipamentos médicos e kits de primeiros socorros, confirmou a atividade não autorizada em seus sistemas em 19 de agosto de 2025. Embora o grupo Akira tenha afirmado ter roubado 14 GB de dados da marca E-First Aid Supplies, a empresa não confirmou a veracidade da alegação, mas admitiu que informações de saúde protegidas foram impactadas. A Fieldtex está oferecendo monitoramento de crédito gratuito para as vítimas. O ataque é um dos maiores registrados em 2025, destacando a crescente ameaça de ransomware no setor de saúde, que já contabiliza 19 ataques confirmados a empresas que não prestam cuidados diretos, comprometendo cerca de 5,8 milhões de registros pessoais.

Grupo Akira é responsável por 683 ataques de ransomware em 2025

Entre janeiro e novembro de 2025, o grupo de ransomware Akira reivindicou 683 ataques, tornando-se a segunda variante mais ativa do ano, atrás do Qilin, que teve 864 ataques no mesmo período. Este número já supera mais do que o dobro dos 272 ataques registrados em 2024. A atividade do Akira apresentou dois picos notáveis, com um aumento significativo no primeiro trimestre de 2025, seguido por uma queda entre abril e julho, e um novo aumento nos últimos meses, impulsionado pela exploração de vulnerabilidades do SonicWall SSL VPN (CVE-2024-40766). O FBI e outras agências dos EUA emitiram um alerta sobre a atividade do Akira, destacando a ameaça iminente à infraestrutura crítica. Até setembro de 2025, o grupo alegou ter arrecadado aproximadamente 244,17 milhões de dólares em resgates. Os alvos principais incluem pequenas e médias empresas, com um foco crescente em fabricantes, enquanto os ataques ao setor educacional diminuíram drasticamente. Os Estados Unidos foram o país mais afetado, com 455 ataques, seguidos por Alemanha e Canadá. O Akira também é conhecido por suas altas demandas de resgate, com casos documentados de valores que chegam a 1,4 milhão de dólares.

Grupo de Ransomware Inc ataca provedora de internet no Kansas

O grupo de ransomware Inc reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético ocorrido em novembro de 2025 contra a Rainbow Communications, uma provedora de telefonia e internet rural no nordeste do Kansas. No dia 16 de novembro, a Rainbow anunciou problemas de serviço devido a um evento de cibersegurança que afetou a telefonia e a internet de seus clientes, com a normalização dos serviços ocorrendo em 19 de novembro. O grupo alegou ter roubado 200 GB de dados, incluindo informações contábeis, de recursos humanos e dados de clientes, e publicou amostras desses documentos em seu site de vazamento de dados. Até o momento, a Rainbow não confirmou as alegações do grupo, e detalhes sobre a extensão da violação, o número de pessoas afetadas, se um resgate foi pago ou como a rede foi comprometida permanecem desconhecidos. O grupo Inc, que surgiu em julho de 2023, já foi responsável por 54 ataques confirmados em 2025, afetando setores como saúde, educação e governo. Os ataques de ransomware em empresas de utilidade nos EUA têm se tornado cada vez mais comuns, resultando em interrupções significativas nos serviços e riscos de fraude para os clientes.

Gangue de Ransomware DragonForce Ataca Cidade de La Vergne, Tennessee

A gangue de ransomware DragonForce reivindicou um ataque cibernético à cidade de La Vergne, no Tennessee, que resultou na interrupção dos sistemas de computador da administração local. Em um comunicado emitido em 17 de outubro de 2025, os oficiais da cidade informaram que estavam investigando um incidente de rede que comprometeu os servidores do governo, com a gangue afirmando ter roubado 382 GB de dados. DragonForce deu um prazo de uma semana para que a cidade pagasse um valor não revelado em resgate, ameaçando divulgar os dados roubados caso a exigência não fosse atendida. Embora a cidade tenha tomado medidas imediatas para isolar os sistemas afetados e envolvido profissionais de cibersegurança e autoridades policiais, ainda não há confirmação sobre a veracidade das alegações da gangue. Este ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware a entidades governamentais nos Estados Unidos, com mais de 70 incidentes confirmados em 2025, comprometendo cerca de 450 mil registros. A situação destaca a vulnerabilidade das infraestruturas governamentais e a necessidade urgente de medidas de proteção e resposta a incidentes.

Grupo Storm-0249 muda táticas para ataques de ransomware

O grupo de cibercriminosos conhecido como Storm-0249 está mudando sua abordagem, deixando de ser apenas um corretor de acesso inicial para adotar táticas mais sofisticadas, como spoofing de domínio, side-loading de DLL e execução de PowerShell sem arquivo, visando facilitar ataques de ransomware. Segundo um relatório da ReliaQuest, essas técnicas permitem que o grupo contorne defesas, infiltre redes e opere de forma indetectável, o que representa uma preocupação significativa para as equipes de segurança. O Storm-0249, que já foi identificado pela Microsoft como um corretor de acesso inicial, tem colaborado com outros grupos de ransomware, como o Storm-0501, vendendo acesso a redes corporativas. Recentemente, o grupo utilizou uma campanha de phishing com temas relacionados a impostos para infectar usuários nos EUA. Uma das táticas mais recentes envolve o uso de engenharia social para induzir as vítimas a executar comandos maliciosos, utilizando o utilitário legítimo “curl.exe” para baixar scripts PowerShell de domínios falsificados que imitam a Microsoft. Isso resulta na execução de pacotes MSI maliciosos com privilégios de sistema, permitindo que o grupo mantenha comunicação com servidores de comando e controle de forma furtiva. A mudança para ataques mais precisos, que exploram a confiança em processos assinados, aumenta o risco de ataques de ransomware direcionados, especialmente em um cenário onde grupos como LockBit e ALPHV utilizam identificadores de sistema únicos para criptografar dados de forma eficaz.

Campanha cibernética mira organizações canadenses com ransomware

Organizações canadenses estão sendo alvo de uma campanha cibernética direcionada, orquestrada pelo grupo de ameaças STAC6565, conforme relatado pela empresa de cibersegurança Sophos. Entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025, foram investigadas quase 40 intrusões ligadas a esse ator, que também é associado ao grupo de hackers Gold Blade. Inicialmente focado em espionagem cibernética, o grupo evoluiu para uma operação híbrida que combina roubo de dados com ataques de ransomware, utilizando um malware personalizado chamado QWCrypt.

Ameaças a serem observadas este ano roubo de dados e extorsão

O cenário de cibersegurança está em constante evolução, com ameaças cada vez mais sofisticadas e direcionadas. Um relatório recente da Bridewell destaca a crescente incidência de táticas de roubo de dados e extorsão, onde grupos de ransomware, como Warlock e Clop, têm priorizado a exfiltração de informações sensíveis em vez da simples criptografia de dados. O ataque à Colt Technology Services, que resultou no roubo de centenas de gigabytes de dados, exemplifica essa mudança de abordagem, onde os atacantes ameaçaram divulgar informações se o resgate não fosse pago. Além disso, a exploração de vulnerabilidades em dispositivos de rede e software de transferência de arquivos, como o MOVEit, tem sido uma estratégia comum entre os cibercriminosos. Os grupos de ransomware também estão se adaptando para evitar sistemas de Detecção e Resposta de Endpoint (EDR), utilizando ferramentas que se disfarçam como operações normais do sistema. À medida que as organizações enfrentam essas ameaças, é crucial que implementem medidas proativas de segurança, como o monitoramento contínuo e a atualização de sistemas, para se protegerem contra esses ataques em evolução.

Grupo que atacou Petrobras invade ASUS e rouba 1 TB de dados

Um grave incidente de segurança cibernética ocorreu com a ASUS, uma das principais fabricantes de hardware e eletrônicos do mundo. O grupo de ransomware Everest anunciou ter roubado mais de 1 TB de dados da empresa, incluindo o código-fonte de câmeras, o que pode comprometer a segurança de dispositivos como notebooks e smartphones. Os hackers exigiram que a ASUS se comunicasse com eles em um prazo de 21 horas através de uma plataforma de mensagens criptografadas, mas não divulgaram o valor do resgate. A ASUS ainda não se pronunciou sobre a violação. Este ataque se junta a uma série de ações do Everest contra grandes organizações, incluindo a Petrobras e a Under Armour, levantando preocupações sobre a segurança de dados sensíveis e a integridade de sistemas críticos. Especialistas alertam que a violação pode ter afetado firmware e drivers internos, aumentando o risco de exploração de vulnerabilidades em dispositivos da empresa. O ataque à ASUS destaca a crescente ameaça de grupos de ransomware e a necessidade urgente de medidas de segurança robustas.

Grupo de ransomware Rhysida ataca escritório do xerife em Oklahoma

O grupo de ransomware Rhysida reivindicou um ataque cibernético ao Escritório do Xerife do Condado de Cleveland, em Oklahoma, ocorrido em 20 de novembro de 2025. O ataque comprometeu partes do sistema interno do escritório, resultando na exigência de um resgate de 9 bitcoins, equivalente a aproximadamente $787.000. Para corroborar suas alegações, Rhysida divulgou imagens de documentos que supostamente foram roubados, incluindo cartões de Seguro Social, checagens de antecedentes criminais e registros médicos. Embora o escritório do xerife tenha confirmado a ocorrência do ataque, não houve verificação da autenticidade das informações divulgadas pelo grupo. Até o momento, não se sabe como os atacantes conseguiram acessar a rede do escritório ou se o resgate será pago. O grupo Rhysida, que surgiu em maio de 2023, já reivindicou 246 ataques de ransomware, afetando diversas agências governamentais nos EUA. Em 2025, foram registrados 72 ataques confirmados a entidades governamentais nos EUA, comprometendo cerca de 450.000 registros, com um resgate médio de $1,18 milhão. O ataque ao escritório do xerife destaca a crescente ameaça de ransomware a instituições governamentais e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Ataques de ransomware permanecem altos em novembro de 2025

Em novembro de 2025, o número de ataques de ransomware totalizou 659, apresentando uma leve queda de 5% em relação a outubro. O setor de saúde viu uma redução significativa, com ataques caindo 44%, enquanto empresas do setor de saúde, como farmacêuticas, enfrentaram um aumento de 43%. O setor de manufatura também registrou um aumento expressivo de 35%, e a educação teve um crescimento de 24%. Os grupos de ransomware mais ativos foram Qilin, Akira e Clop, com Qilin liderando com 107 ataques confirmados. Os dados indicam que mais de 31.200 TB de dados foram supostamente roubados, com um ataque específico alegando a violação de 31.063.838 GB de uma fabricante nos EUA. Os EUA foram o país mais afetado, com 354 ataques, seguidos pelo Canadá e Reino Unido. O artigo destaca a importância de monitorar e proteger sistemas, especialmente em setores vulneráveis como saúde e educação, onde os ataques têm consequências diretas para a segurança de dados sensíveis.

Gangue de ransomware Inc ataca distrito escolar no Texas

A gangue de ransomware conhecida como Inc reivindicou um ataque cibernético ao Valley View Independent School District, no Texas, ocorrido em 29 de novembro de 2025. O distrito confirmou, em 10 de novembro, que seus sistemas de computador e linhas telefônicas foram afetados. Inc alegou ter roubado 68 GB de dados e deu ao distrito um prazo de duas semanas para pagar um valor de resgate não divulgado. Para corroborar sua afirmação, a gangue publicou imagens de documentos que afirma ter obtido. Até o momento, o distrito não confirmou a veracidade das alegações da gangue, e detalhes sobre como os atacantes conseguiram acessar a rede ainda não foram divulgados. A Inc, que surgiu em meados de 2023, utiliza métodos como spear phishing e exploração de vulnerabilidades conhecidas, operando sob um modelo de ransomware como serviço. Em 2025, a gangue já reivindicou 51 ataques confirmados, sendo 17 direcionados ao setor educacional. Os ataques de ransomware têm o potencial de interromper operações diárias em instituições de ensino, afetando a comunicação, a gestão de dados e a segurança dos alunos e funcionários.

Consultoria canadense JASCO sofre ataque cibernético e vaza dados

A JASCO Applied Sciences, uma consultoria científica canadense, notificou residentes dos EUA sobre uma violação de dados resultante de um ataque cibernético iniciado em julho de 2025. O grupo de ransomware Rhysida reivindicou a responsabilidade pelo ataque em outubro, exigindo um resgate de 10 bitcoins, equivalente a aproximadamente 1,22 milhão de dólares americanos. A violação foi descoberta em 21 de julho, mas a empresa só confirmou a aquisição de informações pessoais em 20 de outubro. Os dados comprometidos incluem nomes, informações de contato, datas de nascimento, números de contas bancárias, números de Seguro Social, informações fiscais, números de carteira de motorista, números de cartões de saúde e informações de passaporte. Até o momento, 66 residentes dos EUA foram informados sobre o incidente. Rhysida, que tem laços com o grupo Vice Society, já realizou 95 ataques confirmados desde sua origem em maio de 2023, afetando cerca de 5,5 milhões de registros. Este ataque à JASCO destaca a vulnerabilidade de empresas que oferecem serviços a múltiplos setores, tornando-se alvos atrativos para grupos de ransomware.

Gainsight revela impacto de ataque cibernético em clientes

A Gainsight, empresa de software de gestão de clientes, anunciou que um ataque cibernético afetou mais clientes do que o inicialmente reportado. A Salesforce, parceira da Gainsight, detectou atividades suspeitas em aplicações publicadas pela Gainsight, levando à revogação de acessos e tokens. O grupo de cibercrime ShinyHunters reivindicou a responsabilidade pelo ataque. Embora a Gainsight não tenha divulgado o número exato de clientes afetados, seu CEO mencionou que apenas alguns tiveram dados comprometidos. Como medida de precaução, empresas como Zendesk e HubSpot suspenderam integrações com a Gainsight. A Gainsight também listou produtos que estão temporariamente sem acesso ao Salesforce, como Customer Success e Community. Para mitigar riscos, a Gainsight recomenda que seus clientes rotacionem chaves de acesso e reautorizem aplicações conectadas. O incidente ocorre em um contexto de crescente atividade de ransomware, com o surgimento de uma nova plataforma chamada ShinySp1d3r, que apresenta características inovadoras e potencializa as ameaças cibernéticas. O ataque destaca a necessidade de vigilância constante e ações proativas para proteger dados sensíveis.

Ataque de ransomware Qilin atinge setor financeiro da Coreia do Sul

O setor financeiro da Coreia do Sul foi alvo de um sofisticado ataque de cadeia de suprimentos, resultando na implementação do ransomware Qilin. Segundo a Bitdefender, esse ataque envolveu um grupo de Ransomware-as-a-Service (RaaS) e possivelmente atores ligados ao estado norte-coreano, utilizando a violação de um Provedor de Serviços Gerenciados (MSP) como vetor de acesso inicial. Em outubro de 2025, o Qilin se destacou por um crescimento explosivo, atingindo mais de 180 vítimas, com 29% de todos os ataques de ransomware atribuídos a esse grupo. A análise revelou que 25 casos de ransomware na Coreia do Sul em setembro foram exclusivamente atribuídos ao Qilin, com 24 das vítimas pertencendo ao setor financeiro. Os atacantes se autodenominaram ‘Korean Leaks’, e a campanha foi marcada por uma abordagem de propaganda, ameaçando expor corrupção sistêmica e manipulação do mercado financeiro. O ataque resultou no roubo de mais de 1 milhão de arquivos e 2 TB de dados de 28 vítimas. Para mitigar riscos semelhantes, a Bitdefender recomenda a implementação de autenticação multifator (MFA) e a aplicação do Princípio do Menor Privilégio (PoLP).

Grupo de ransomware Devman ataca Autoridade de Tribunais da Geórgia

O grupo de ransomware conhecido como Devman reivindicou um ataque cibernético contra a Georgia Superior Court Clerks’ Cooperative Authority (GSCCCA), que resultou na interrupção do acesso ao seu site. O ataque ocorreu no final de semana, e o grupo afirmou ter roubado 500 GB de dados, exigindo um pagamento de resgate em um prazo de três dias, que já expirou. A GSCCCA, em sua página no Facebook, confirmou a ameaça cibernética e ativou protocolos de segurança defensiva, restringindo temporariamente o acesso aos seus serviços. Embora a GSCCCA não tenha confirmado a reivindicação de Devman, o grupo é conhecido por operar um modelo de ransomware como serviço, permitindo que afiliados lancem ataques utilizando sua infraestrutura. Desde abril de 2025, Devman já atacou mais de 50 organizações, incluindo agências governamentais. Em 2025, foram registrados 71 ataques de ransomware em entidades governamentais dos EUA, com um resgate médio de 1,2 milhão de dólares. O impacto desses ataques pode ser severo, resultando em perda de dados e interrupção de serviços essenciais, o que levanta preocupações sobre a segurança cibernética em instituições públicas.

Quase 50 dos ataques de ransomware começam pela sua VPN

Um estudo da Beazley Security revelou que 48% dos ataques de ransomware têm início com o roubo de credenciais de VPN, um aumento alarmante de 38% em relação ao trimestre anterior. Os cibercriminosos utilizam técnicas como o credential stuffing para acessar redes privadas virtuais, explorando vulnerabilidades como a falta de Autenticação Multifator (MFA). Além disso, 23% dos ataques foram realizados através da exploração de serviços externos. A pesquisa também destacou que 65% dos sequestros digitais foram perpetrados por três grupos criminosos notórios. O aumento nos vazamentos de dados sensíveis, que subiu 11% em comparação ao trimestre anterior, gera preocupação entre especialistas em segurança. É fundamental que as empresas escolham cuidadosamente seus provedores de VPN e implementem medidas de segurança adicionais, como antivírus e políticas de proteção de dados, para mitigar esses riscos. O uso de VPNs, embora ofereça uma navegação mais segura, não garante proteção contra ataques de phishing e ransomware, exigindo uma abordagem holística de segurança digital.

Hackers ameaçam expor segredos da Petrobras após invasão

O grupo cibercriminoso Everest, especializado em ransomware, anunciou ter invadido a Petrobras, uma das maiores empresas do Brasil, e sua parceira SAExploration. Os hackers afirmam ter roubado mais de 176 gigabytes de dados, dos quais mais de 90 GB pertencem diretamente à Petrobras. Esses dados incluem informações críticas sobre navegação sísmica, como posicionamento de navios e medições de profundidade, essenciais para a indústria de petróleo e gás. O grupo deu um prazo de quatro dias para que a Petrobras inicie negociações de resgate, sob a ameaça de divulgar os dados ao público. A divulgação dessas informações poderia permitir que concorrentes replicassem métodos da Petrobras, reduzindo custos e aumentando a competitividade. A invasão foi confirmada por capturas de tela publicadas pelos hackers, que também se comunicaram com a empresa através de uma mensagem encriptada. Este incidente destaca a crescente ameaça de ransomware e a vulnerabilidade de grandes corporações a ataques cibernéticos.

Grupo de ransomware Sinobi ataca Heywood Healthcare em Massachusetts

O grupo de ransomware Sinobi reivindicou um ataque cibernético contra o Heywood Healthcare, localizado em Massachusetts, que resultou na paralisação dos sistemas de TI em suas duas unidades: Heywood Hospital em Gardner e Athol Hospital em Athol. O ataque, que começou em 12 de outubro, levou à interrupção de serviços essenciais, embora a maioria tenha sido restaurada até 31 de outubro. Sinobi afirmou ter roubado 550 GB de dados e exigiu um resgate não revelado. Até o momento, Heywood não confirmou a veracidade da reivindicação do grupo, e detalhes sobre o número de pessoas afetadas e a natureza dos dados comprometidos permanecem desconhecidos. O Sinobi é conhecido por operar um esquema de ransomware como serviço, permitindo que afiliados utilizem sua infraestrutura para realizar ataques. Em 2025, foram registrados 75 ataques confirmados de ransomware em provedores de saúde nos EUA, comprometendo cerca de 7,6 milhões de registros. A situação ressalta a vulnerabilidade do setor de saúde a ataques cibernéticos, que podem comprometer a segurança e a privacidade dos pacientes.

Ciberataque na Jaguar Land Rover causou prejuízo de R 1,3 bilhão

A Tata Motors, proprietária da Jaguar Land Rover (JLR), divulgou que um ciberataque de ransomware ocorrido em setembro resultou em um prejuízo de £ 196 milhões (aproximadamente R$ 1,3 bilhão). O ataque interrompeu a produção nas fábricas da JLR por quase um mês, impactando significativamente os resultados financeiros da empresa. No relatório do segundo semestre, a JLR registrou uma queda de 24% na receita em comparação ao ano anterior, totalizando £ 4,9 bilhões (R$ 34 bilhões). O prejuízo total do período foi de £ 485 milhões (R$ 3,3 bilhões), enquanto no ano anterior a empresa havia reportado um lucro de £ 398 milhões (R$ 2,7 bilhões).

RansomHouse ataca novamente e vaza dados confidenciais da Fulgar

A Fulgar, uma renomada produtora de fios sintéticos, confirmou ter sido alvo de um ataque de ransomware vinculado ao grupo RansomHouse. Os atacantes publicaram documentos internos, incluindo informações financeiras, listas de clientes e comunicações sensíveis, em seu site de vazamento no dia 12 de novembro, alegando que os dados estavam criptografados desde 31 de outubro. A Fulgar, que fornece para grandes marcas como H&M e Adidas, opera em várias regiões, incluindo Europa, Sri Lanka e Turquia. O ataque destaca a vulnerabilidade de grandes fornecedores, mostrando que mesmo empresas consolidadas podem ser comprometidas. A divulgação de informações confidenciais pode facilitar tentativas de phishing direcionadas, aumentando os riscos para a empresa e seus parceiros. O grupo RansomHouse, ativo desde 2021, já listou mais de cem vítimas, e as autoridades cibernéticas dos EUA o associaram a atores iranianos. A proteção contra roubo de identidade e o uso de software antivírus eficaz são essenciais para mitigar riscos adicionais durante esses períodos de incerteza.

O debate sobre pagamentos de resgate em ransomware implicações para organizações

O aumento dos ataques de ransomware tem gerado um intenso debate sobre a questão dos pagamentos de resgate. Em 2025, houve um crescimento de 126% nos ataques em relação ao trimestre anterior, levando o governo do Reino Unido a considerar a proibição desses pagamentos, especialmente para o setor público e infraestrutura crítica. A proposta visa desencorajar organizações de cederem a demandas de criminosos, que muitas vezes não garantem a devolução dos dados. Embora pagar um resgate possa parecer uma solução rápida, isso alimenta um ciclo de criminalidade cibernética. Em 2025, 41% das organizações admitiram ter pago resgates, mas apenas 67% conseguiram recuperar totalmente seus dados. A proibição dos pagamentos poderia forçar as organizações a se concentrarem em resiliência cibernética, planejamento de resposta a incidentes e estratégias de recuperação. Para se proteger, as empresas devem investir em provedores de serviços gerenciados (MSPs), treinamento de conscientização em segurança e planos de resposta a incidentes. A discussão sobre a proibição dos pagamentos de resgate levanta questões sobre a eficácia dessa abordagem e a necessidade de alternativas viáveis para a recuperação de dados sensíveis.