Ransomware

Autoridades desmantelam VPN criminosa usada em ataques cibernéticos

Autoridades da Europa e América do Norte anunciaram a desarticulação de um serviço de rede privada virtual (VPN) chamado First VPN, utilizado por criminosos para ocultar a origem de ataques de ransomware, roubo de dados e ataques de negação de serviço. A operação, liderada pela França e Países Baixos, contou com a colaboração de diversas nações desde dezembro de 2021, incluindo o Brasil. O First VPN oferecia serviços voltados para atividades ilícitas, permitindo pagamentos anônimos e uma infraestrutura oculta para que os usuários pudessem esconder suas identidades durante atividades criminosas. Entre os dias 19 e 20 de maio, as autoridades realizaram ações simultâneas, como a apreensão de 33 servidores e a prisão do administrador do serviço na Ucrânia. O First VPN operava desde 2014 e tinha servidores de saída em 27 países, incluindo os Estados Unidos. Estima-se que pelo menos 25 grupos de ransomware, como o Avaddon, tenham utilizado a infraestrutura do First VPN para realizar suas atividades. O serviço aceitava pagamentos em criptomoedas e oferecia suporte técnico através de plataformas de mensagens criptografadas. Essa operação destaca a crescente colaboração internacional no combate ao cibercrime e a importância de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Serviço de VPN First VPN desativado em operação internacional

O serviço de rede privada virtual (VPN) conhecido como ‘First VPN’, utilizado em ataques de ransomware e roubo de dados, foi desativado em uma operação conjunta de aplicação da lei internacional. Autoridades apreenderam dezenas de servidores do First VPN em 27 países, prenderam o administrador e realizaram uma busca domiciliar na Ucrânia. O serviço era promovido em fóruns de cibercrime como uma VPN focada na privacidade, que não registrava dados dos usuários e ignorava solicitações de informações por parte das autoridades. Embora as VPNs sejam usadas legitimamente para proteger a privacidade, contornar censura e permitir trabalho remoto seguro, criminosos também as utilizam para ocultar sua localização. A Europol informou que o nome do serviço foi mencionado em quase todas as investigações de cibercrime que apoiou. A investigação começou em dezembro de 2021 e envolveu a infiltração na infraestrutura da VPN, onde foram coletados dados de usuários e conexões utilizadas em ataques. A operação resultou na apreensão de 33 servidores e na identificação de usuários da plataforma, embora não tenha sido especificado se ações legais serão tomadas contra eles.

Grupo cibercriminoso SafePay reivindica ataque a comissão de Harrison County

O grupo cibercriminoso SafePay reivindicou um ataque cibernético ocorrido em 23 de abril de 2026, que afetou os sistemas da Comissão do Condado de Harrison, na Virgínia Ocidental. O ataque resultou na interrupção do atendimento ao público no dia seguinte, quando cidadãos tentaram pagar seus impostos sobre propriedade. Embora a maioria dos sistemas tenha sido restaurada mais de uma semana depois, alguns ainda estavam fora do ar em 6 de maio. SafePay, que utiliza um esquema de extorsão dupla, exigiu um pagamento em resgate em troca da recuperação dos dados e da exclusão das informações roubadas. A Comissão do Condado não confirmou a reivindicação do grupo, e detalhes sobre a quantidade de dados comprometidos ou o valor do resgate permanecem desconhecidos. SafePay é um grupo de ransomware que começou a operar em 2024 e já reivindicou 479 ataques, com 68 confirmados. Em 2026, o grupo já reivindicou 56 ataques, sendo seis confirmados. Este incidente destaca a crescente ameaça de ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA, que podem comprometer dados sensíveis e interromper serviços essenciais.

Grupo cibercriminoso DragonForce ataca empresa de saúde nos EUA

O grupo cibercriminoso conhecido como DragonForce reivindicou um ataque cibernético à AdvancedHealth, uma empresa que opera centenas de clínicas médicas no Tennessee. Em abril, a Columbia Surgical Partners, uma das clínicas, notificou pacientes sobre uma violação de dados em sua empresa-mãe, a Advanced Diagnostic Imaging. Em 14 de maio, DragonForce anunciou em seu site de vazamento que havia roubado 390 GB de dados da AdvancedHealth, incluindo 2,3 milhões de linhas de dados de pacientes, acordos com parceiros, arquivos de gestão, folha de pagamento e recursos humanos. O grupo ameaçou divulgar 1.000 linhas de dados por dia até que sua demanda de resgate fosse atendida. A AdvancedHealth não comentou sobre a violação e não confirmou a reivindicação do DragonForce. O ataque de ransomware afetou o acesso da Columbia Surgical Partners a registros médicos eletrônicos. DragonForce, que opera um modelo de ransomware como serviço, já reivindicou 167 ataques em 2026, com 14 confirmados. O impacto de ataques de ransomware no setor de saúde é significativo, podendo comprometer a segurança e a privacidade dos pacientes, além de causar interrupções nos serviços médicos.

Foxconn, fornecedora da Apple, sofre ataque e perde 8 TB de dados

A Foxconn, uma das principais fornecedoras de eletrônicos do mundo e fabricante de chips para a Apple, confirmou que suas operações na América do Norte foram alvo de um ataque de ransomware. O incidente, que ocorreu no dia 1º de maio, comprometeu servidores e sistemas operacionais em fábricas localizadas no México e nos Estados Unidos, resultando em uma interrupção temporária das atividades. Os invasores conseguiram acessar documentos internos da empresa e roubaram 8 TB de dados, que incluem informações sobre projetos de clientes como Dell, Google, Apple e NVIDIA. A extensão do vazamento ainda está sendo investigada, e a Foxconn afirmou que já acionou seus protocolos de segurança e iniciou o processo de restauração dos sistemas afetados. Este não é o primeiro ataque que a Foxconn enfrenta; em dezembro de 2020, a instalação mexicana já havia sido atacada, resultando em um roubo de dados e exigência de resgate em bitcoins. O ataque atual destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética em grandes corporações, especialmente aquelas que lidam com informações sensíveis de clientes.

Foxconn retoma operações após ataque cibernético em fábricas da América do Norte

A Foxconn, maior fabricante de eletrônicos do mundo, anunciou que algumas de suas fábricas na América do Norte estão retomando as operações normais após um ataque cibernético. O incidente foi confirmado por um porta-voz da empresa, que relatou que a equipe de cibersegurança ativou imediatamente um mecanismo de resposta e implementou medidas operacionais para garantir a continuidade da produção. O grupo de ransomware Nitrogen reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 8 TB de dados, incluindo documentos confidenciais de grandes clientes como Apple, Intel e Google. Este não é o primeiro ataque do tipo que a Foxconn enfrenta; a empresa já foi alvo de outras gangues de ransomware, como LockBit e DoppelPaymer, nos últimos anos. A situação destaca a crescente ameaça de ataques cibernéticos a grandes corporações e a importância de medidas robustas de segurança cibernética para proteger informações sensíveis e garantir a continuidade dos negócios.

American Lending Center confirma violação de dados em julho de 2025

O American Lending Center (ALC), um credor de pequenas empresas da Califórnia, notificou 123.158 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em julho de 2025, resultante de um ataque de ransomware. A empresa revelou que o invasor comprometeu sua rede interna, executou o ataque e acessou arquivos que podem conter informações pessoais sensíveis, como nomes, números de Seguro Social e datas de nascimento. Até o momento, não se sabe como os atacantes conseguiram acessar a rede da ALC ou se um resgate foi pago. Para mitigar os danos, a ALC está oferecendo monitoramento de crédito gratuito e um seguro contra roubo de identidade de até 1 milhão de dólares através da IDX. Em 2025, foram registrados 67 ataques de ransomware em empresas financeiras dos EUA, afetando cerca de 1,4 milhão de pessoas. O ataque à ALC foi o terceiro maior em termos de registros comprometidos, atrás de incidentes em outras empresas financeiras. Os ataques de ransomware têm se tornado uma preocupação crescente, pois não apenas roubam dados, mas também podem paralisar sistemas, exigindo resgates para a restauração. A ALC gerencia ativos de 3,1 bilhões de dólares e financiou 110 projetos em todos os estados dos EUA.

Grupo de ransomware Genesis ataca clínica de saúde no Canadá

O grupo de ransomware Genesis reivindicou um ataque cibernético à CarePoint Health, uma clínica médica em Ontário, que resultou em um vazamento de dados em março de 2026. A clínica confirmou que informações sensíveis, como nomes, dados médicos, endereços e números de telefone, foram comprometidas. Genesis alegou ter roubado 70 GB de dados médicos, operacionais e financeiros da CarePoint, publicando a reivindicação em seu site de vazamento de dados. Até o momento, a CarePoint não confirmou oficialmente a alegação do grupo e não se sabe quantas pessoas foram afetadas ou se um resgate foi pago. O ataque à CarePoint é o primeiro incidente confirmado de 2026 para o grupo, que já atacou outras quatro organizações de saúde desde seu início em 2025. Os ataques de ransomware têm se tornado uma preocupação crescente no Canadá, com sete incidentes confirmados em 2026 até agora, destacando o risco significativo que essas ameaças representam para a segurança de dados e a continuidade dos serviços de saúde.

Ator de ameaças explora falha crítica do cPanel para implantar backdoor

Um ator de ameaças identificado como Mr_Rot13 está explorando uma vulnerabilidade crítica no cPanel, conhecida como CVE-2026-41940, que permite a bypass de autenticação e controle remoto do painel de controle. Após a divulgação pública da falha, mais de 2.000 IPs de atacantes em todo o mundo, incluindo Brasil, foram identificados realizando ataques automatizados. A exploração envolve o uso de um script que baixa um infector baseado em Go, que implantam uma chave SSH para acesso persistente e um shell PHP para execução remota de comandos. O shell é utilizado para injetar código JavaScript que redireciona usuários para uma página de login falsa, coletando credenciais que são enviadas para um sistema controlado pelo atacante. O backdoor, denominado Filemanager, é capaz de infectar sistemas Windows, macOS e Linux, e coleta informações sensíveis do host comprometido. A operação parece ter sido realizada de forma discreta por anos, com baixa taxa de detecção em produtos de segurança. A situação exige atenção urgente das empresas que utilizam cPanel e WHM.

Grupo de ransomware Lynx ataca escola católica no Reino Unido

No final de semana, o grupo de ransomware Lynx reivindicou um ataque ocorrido em março de 2026 na St Anne’s Catholic School, em Southampton, Reino Unido. O grupo afirma ter roubado informações confidenciais, dados financeiros e contratos da instituição. Em um comunicado enviado aos pais no dia 22 de março, a escola confirmou o ataque e permaneceu fechada por quatro dias, reabrindo em 27 de março. O diretor, Julian Waterfield, afirmou que não há evidências de que dados tenham sido comprometidos, ressaltando que o impacto foi a perda temporária de controle sobre a rede da escola. O Lynx, que opera sob um modelo de Ransomware-as-a-Service (RaaS), realiza ataques em duas etapas: primeiro, criptografa os sistemas e exige um resgate, e segundo, mantém os dados roubados como moeda de troca. Até o momento, a St Anne’s não confirmou as alegações do Lynx sobre o roubo de dados ou se um resgate foi pago. Este é o primeiro ataque confirmado a uma instituição educacional pelo grupo, que tem como alvo principal organizações governamentais e empresas. Até agora, em 2026, foram registrados 120 ataques de ransomware no Reino Unido, com seis confirmados pelas vítimas.

Ransomware destrói arquivos e inviabiliza resgate

Uma nova variante de ransomware, chamada VECT 2.0, está causando problemas não apenas para suas vítimas, mas também para os próprios hackers que a utilizam. Identificado pela Check Point Research, esse malware, que opera no modelo ransomware-as-a-service, apresenta uma falha crítica em seu código que resulta na destruição permanente de arquivos ao invés de apenas bloqueá-los para cobrança de resgate. O VECT 2.0 foi lançado em um fórum cibercriminoso russo em 2025 e, ao encriptar arquivos maiores que 128 KB, sobrescreve códigos de desencriptação, tornando impossível a recuperação dos dados. Essa falha não só prejudica as vítimas, mas também os cibercriminosos que dependem do pagamento do resgate para lucrar. A pesquisa revelou que o código contém erros amadores, como funções de evasão de segurança que não estão ativadas e ferramentas que não funcionam. Apesar da ineficiência técnica, o VECT 2.0 tem um alcance significativo, pois está associado ao BreachForums, uma das maiores comunidades de hackers da internet, que oferece acesso gratuito ao kit de ferramentas do ransomware. Essa situação levanta preocupações sobre a evolução dos ataques cibernéticos e suas consequências para a segurança digital.

Horizon Media confirma violação de dados em janeiro de 2026

A Horizon Media, uma das maiores agências de mídia independentes do mundo, confirmou que notificou um número não revelado de pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em 9 de janeiro de 2026. A violação comprometeu nomes e números de Seguro Social de indivíduos. Segundo a empresa, um ator não autorizado acessou seus sistemas através de um ’evento sofisticado de engenharia social’. No mesmo dia, o grupo de ransomware Chaos reivindicou a responsabilidade pelo ataque, ameaçando divulgar 3,2 TB de dados se suas exigências não fossem atendidas. A Horizon Media não confirmou se pagou o resgate ou quantas pessoas foram notificadas. A investigação interna da empresa foi concluída em 6 de abril de 2026, e a Horizon está oferecendo 24 meses de monitoramento de crédito gratuito para as vítimas. O grupo Chaos, ativo desde 2021, já reivindicou 51 ataques de ransomware, sendo 13 confirmados. Os ataques de ransomware em empresas de serviços, como a Horizon, podem resultar em roubo de dados e paralisação de sistemas, aumentando o risco de fraudes para clientes e funcionários.

Grupo iraniano MuddyWater realiza ataque de ransomware disfarçado

O grupo de hackers iraniano MuddyWater, também conhecido como Mango Sandstorm, foi responsabilizado por um ataque de ransomware que se caracteriza como uma operação de “falsa bandeira”. Observado pela Rapid7 no início de 2026, o ataque utilizou técnicas de engenharia social através do Microsoft Teams para iniciar a infecção. Embora inicialmente parecesse um ataque típico de ransomware-as-a-service (RaaS), as evidências sugerem que se tratou de um ataque direcionado, disfarçado de extorsão oportunista. Os atacantes utilizaram compartilhamento de tela interativo para coletar credenciais e manipular a autenticação multifatorial (MFA). Em vez de criptografar arquivos, o grupo optou pela exfiltração de dados e persistência a longo prazo usando ferramentas de gerenciamento remoto como DWAgent. O uso de ferramentas disponíveis no submundo do cibercrime, como CastleRAT e Tsundere, indica uma tentativa de dificultar a atribuição do ataque. O grupo Chaos, que opera sob um modelo de dupla extorsão, também foi mencionado, destacando a convergência entre atividades patrocinadas por estados e táticas de cibercrime. Este incidente ressalta a necessidade de atenção redobrada por parte das empresas, especialmente em setores críticos, devido ao potencial impacto na segurança e conformidade com a LGPD.

Queda de ataques de ransomware em abril de 2026

Em abril de 2026, os ataques de ransomware caíram 22%, totalizando 628 incidentes, o menor número em seis meses. Os ataques a entidades governamentais diminuíram significativamente, com apenas 19 ocorrências, menos da metade das 41 registradas em março. No entanto, o setor de saúde viu um aumento de 10%, passando de 41 para 45 ataques. Exemplos notáveis incluem o ataque à Signature Healthcare, que resultou em interrupções significativas, e à ChipSoft, que afetou a plataforma de registros eletrônicos de saúde na Holanda. O grupo de ransomware Qilin, responsável por 105 ataques, viu uma queda de 28% em suas reivindicações. No total, 125 TB de dados foram roubados em abril, com os EUA liderando em número de ataques. O setor de saúde continua sendo um alvo prioritário para hackers, refletindo uma tendência preocupante que exige atenção contínua das organizações de segurança cibernética.

Lituano é condenado a 8,5 anos por envolvimento em ransomware Karakurt

Deniss Zolotarjovs, um cidadão letão extraditado para os Estados Unidos, foi condenado a 8,5 anos de prisão por seu papel como negociador em casos de extorsão do grupo de ransomware Karakurt. Com 35 anos e residente em Moscou, Zolotarjovs foi preso na Geórgia em dezembro de 2023 e se declarou culpado em julho de 2025 por conspiração para cometer fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. O Departamento de Justiça dos EUA revelou que ele ajudou a gangue a lucrar com ataques a mais de 54 empresas, resultando em perdas superiores a 56 milhões de dólares, incluindo 2,8 milhões em pagamentos de resgate. Zolotarjovs era responsável por reativar negociações com vítimas que haviam interrompido a comunicação, utilizando informações pessoais e de saúde roubadas para aumentar a pressão psicológica. Ele é o primeiro membro do Karakurt a ser processado e condenado nos EUA, o que pode abrir caminho para ações contra outros membros do grupo. O FBI o vinculou a pelo menos seis casos de extorsão entre agosto de 2021 e novembro de 2023, destacando a gravidade e a complexidade das operações de ransomware que afetam organizações americanas e, potencialmente, brasileiras.

Suffolk, Virginia, confirma violação de dados que afetou 157 mil pessoas

A cidade de Suffolk, na Virgínia, notificou 157.725 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em fevereiro de 2026, que comprometeu nomes, números de Seguro Social e informações financeiras. A violação foi atribuída a um ataque de ransomware, embora os investigadores tenham afirmado que o ataque foi interrompido antes que o ransomware pudesse ser implantado. No entanto, os cibercriminosos conseguiram roubar dados da rede da cidade. O grupo de cibercriminosos Cloak reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 2,5 TB de arquivos. Até o momento, a cidade não confirmou a reivindicação do Cloak, e não está claro como os atacantes conseguiram acessar a rede ou se um resgate foi pago. A notificação enviada às vítimas não menciona a oferta de monitoramento de crédito ou proteção contra roubo de identidade. Este incidente é um dos 20 ataques de ransomware confirmados em entidades governamentais dos EUA em 2026, destacando a crescente ameaça de ataques cibernéticos a instituições públicas.

Falha crítica no cPanel é explorada em ataques de ransomware Sorry

Uma nova vulnerabilidade no cPanel, identificada como CVE-2026-41940, está sendo amplamente explorada em ataques de ransomware conhecidos como ‘Sorry’. Recentemente, uma atualização de emergência foi lançada para corrigir uma falha crítica de bypass de autenticação que permite que atacantes acessem painéis de controle. O cPanel e o WHM são painéis de controle de hospedagem web baseados em Linux, sendo o WHM responsável pelo controle do servidor e o cPanel pelo acesso ao backend do site. Desde o final de fevereiro, tentativas de exploração dessa falha têm sido registradas, e a Shadowserver reportou que pelo menos 44.000 endereços IP executando cPanel foram comprometidos. Os hackers estão utilizando um criptografador Linux baseado em Go para implementar o ransomware ‘Sorry’, que adiciona a extensão ‘.sorry’ a todos os arquivos criptografados. O ransomware utiliza o cifrador de fluxo ChaCha20 e a chave de criptografia é protegida por uma chave pública RSA-2048. Para reverter a criptografia, é necessário obter a chave privada correspondente. Os usuários do cPanel e WHM são aconselhados a instalar as atualizações de segurança imediatamente para proteger seus sites contra esses ataques e roubo de dados.

Profissionais de cibersegurança são condenados por ataques de ransomware

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a condenação de dois profissionais de cibersegurança, Ryan Goldberg e Kevin Martin, a quatro anos de prisão por sua participação em ataques de ransomware BlackCat em 2023. Ambos, junto com um terceiro cúmplice, Angelo Martino, foram acusados de extorquir vítimas em todo o país, utilizando suas habilidades em cibersegurança para facilitar os ataques. Os criminosos concordaram em pagar 20% dos resgates recebidos aos administradores do BlackCat em troca de acesso à plataforma de extorsão. Em um dos casos, conseguiram extorquir cerca de US$ 1,2 milhão em Bitcoin, que foi posteriormente lavado. O esquema de ransomware como serviço (RaaS) BlackCat já havia atacado mais de 1.000 vítimas globalmente. Martino, que também se declarou culpado, abusou de sua função como negociador para obter pagamentos maiores, revelando informações confidenciais sobre limites de apólices de seguro das vítimas. O caso destaca a grave ameaça que profissionais com conhecimento técnico podem representar quando desviam suas habilidades para atividades criminosas.

Ex-funcionários de empresas de cibersegurança são condenados por ransomware

Ryan Clifford Goldberg e Kevin Tyler Martin, ex-funcionários de empresas de resposta a incidentes de cibersegurança, foram condenados a quatro anos de prisão por envolvimento em ataques de ransomware BlackCat (ALPHV) contra empresas nos EUA. Ambos, junto com um terceiro cúmplice, Angelo Martino, atuaram como afiliados do ransomware entre maio e novembro de 2023, comprometendo redes de diversas vítimas, incluindo uma empresa farmacêutica em Maryland e um fabricante de dispositivos médicos em Tampa. Os criminosos exploraram seu conhecimento especializado em cibersegurança para extorquir empresas, exigindo resgates que variavam de $300.000 a $10 milhões. O caso destaca a crescente ameaça de ransomware e a necessidade de vigilância constante nas redes corporativas. O FBI já havia vinculado o grupo BlackCat a mais de 60 violações de segurança, coletando pelo menos $300 milhões em pagamentos de resgate até setembro de 2023. Este incidente ressalta a importância de uma postura proativa em cibersegurança e a necessidade de medidas rigorosas para proteger dados sensíveis.

Grupo cibercriminoso Interlock reivindica ataque a governo de Minnesota

O grupo cibercriminoso Interlock assumiu a responsabilidade por um ataque de ransomware que ocorreu em abril de 2026, afetando o governo local do Condado de Winona, em Minnesota. Em 9 de abril, o condado anunciou que havia retirado seus sistemas do ar após detectar a invasão, alertando os residentes sobre possíveis atrasos nos serviços. Interlock afirmou ter roubado mais de 2 milhões de arquivos e publicou amostras de documentos supostamente extraídos. Até o momento, o condado não confirmou a alegação e não se sabe se um resgate foi pago ou como a rede foi comprometida. Este foi o segundo ataque de ransomware ao Condado de Winona em 2026, sendo que em janeiro o condado já havia declarado estado de emergência devido a um ataque anterior. O grupo Interlock, que começou a reivindicar ataques em 2024, já foi responsável por 16 incidentes em 2026, incluindo ataques a instituições educacionais e organizações sem fins lucrativos. Os ataques de ransomware a entidades governamentais nos EUA têm se tornado cada vez mais frequentes, resultando em sérios riscos de perda de dados e interrupção de serviços essenciais.

Ataques de ransomware no setor de saúde aumentam em 2026

No primeiro trimestre de 2026, foram registrados 120 ataques de ransomware em hospitais e provedores de saúde, além de 81 ataques a empresas do setor, como fabricantes de dispositivos médicos e provedores de tecnologia. Embora os ataques a provedores de saúde tenham diminuído em 15% em relação ao trimestre anterior, os ataques a empresas de saúde aumentaram 35%, refletindo a lucratividade contínua para os hackers. Um ataque significativo ocorreu no University of Mississippi Medical Center, que resultou na paralisação de clínicas por um mês. Dados sensíveis de 131.700 pessoas foram comprometidos em um ataque ao Nippon Medical School Musashi Kosugi Hospital no Japão, e 92.000 pessoas foram notificadas sobre um ataque ao Hospital Caribbean Medical Center em Porto Rico. Os grupos de ransomware mais ativos foram Qilin e The Gentlemen, com Qilin liderando em ataques confirmados. O relatório destaca a necessidade urgente de medidas de segurança robustas no setor de saúde, que continua sendo um alvo atrativo para cibercriminosos.

Ransomware VECT 2.0 pode destruir arquivos em vez de criptografá-los

Pesquisadores alertam sobre uma falha crítica no ransomware VECT 2.0, que pode levar à destruição permanente de arquivos maiores ao invés de criptografá-los. O problema reside na forma como o VECT lida com os nonces de criptografia, onde cada novo nonce sobrescreve o anterior, resultando na perda de partes significativas dos arquivos. Após o processamento, apenas 25% do arquivo é recuperável, enquanto os outros 75% se tornam irrecuperáveis. Isso é especialmente preocupante para empresas, pois muitos arquivos valiosos, como discos de máquinas virtuais e bancos de dados, geralmente excedem 128 KB, o que os classifica como ‘grandes arquivos’ para o ransomware. Além disso, os operadores do VECT, que se associaram ao grupo TeamPCP, têm como objetivo explorar vítimas de ataques de cadeia de suprimentos, o que aumenta o potencial de danos. A falha de manuseio de nonces é comum em todas as variantes do VECT, afetando sistemas Windows, Linux e ESXi, o que amplia o alcance do problema. A Check Point destaca que a situação pode ser catastrófica para a maioria das organizações, pois a perda de dados críticos pode ocorrer sem possibilidade de recuperação.

Grupo de ransomware Rhysida ataca STELIA Aerospace na América do Norte

O grupo de ransomware Rhysida atacou a STELIA Aerospace North America Inc., exigindo um resgate de 27 bitcoins (aproximadamente R$ 2,07 milhões) em troca de 10 TB de dados. A empresa, subsidiária da Airbus Atlantic, confirmou a detecção do ataque e ativou seus protocolos de defesa cibernética, isolando os sistemas afetados. A STELIA assegurou que o incidente está restrito ao seu ambiente de TI e não afeta a rede mais ampla da Airbus Atlantic. Documentos, incluindo informações de identidade e planos de benefícios de funcionários, foram divulgados pelo grupo, que também listou clientes importantes como Lockheed Martin e Boeing, sugerindo que dados desses parceiros podem ter sido comprometidos. Desde sua origem em maio de 2023, Rhysida já registrou 266 ataques, com uma média de resgate de aproximadamente R$ 5,4 milhões. Este é o segundo ataque confirmado em 2026, após um incidente com a Elabs AG na Alemanha. O Canadá tem sido um alvo frequente para ataques de ransomware, com 133 alegações em 2026, sendo 26 delas direcionadas a fabricantes, como a STELIA.

Grupo VECT 2.0 Malware que destrói dados em vez de sequestrá-los

O grupo de cibercriminosos conhecido como VECT 2.0 tem gerado preocupações entre especialistas em segurança cibernética, pois seu malware atua mais como um destruidor de dados do que como um ransomware tradicional. De acordo com a análise da Check Point Research, a implementação de criptografia do VECT apresenta uma falha crítica que resulta na destruição permanente de arquivos grandes, impossibilitando a recuperação mesmo para aqueles que pagam o resgate. O malware, que se apresenta como ransomware, destrói arquivos com mais de 131KB, descartando as chaves de descriptografia durante o processo. Isso significa que, mesmo que as vítimas optem por pagar, não há como recuperar os dados. O VECT 2.0, que opera sob um modelo de ransomware como serviço (RaaS), cobra uma taxa de entrada de $250 para novos afiliados, com isenção para candidatos de países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Além disso, o grupo estabeleceu parcerias com o BreachForums e o TeamPCP, ampliando sua capacidade de ataque. A análise também revela que o VECT utiliza um algoritmo de criptografia fraco e apresenta falhas de design que comprometem sua eficácia. A situação exige que as empresas priorizem a resiliência, com backups offline e procedimentos de recuperação testados, em vez de depender de negociações com os atacantes.

Ataques de ransomware Trigona usam ferramenta personalizada para roubo de dados

Recentemente, ataques de ransomware Trigona têm utilizado uma ferramenta personalizada chamada ‘uploader_client.exe’ para exfiltração de dados em ambientes comprometidos. Essa ferramenta, que se conecta a um servidor com endereço fixo, foi projetada para operar de forma mais eficiente e rápida, permitindo até cinco conexões simultâneas por arquivo e rotacionando conexões TCP após 2GB de tráfego, a fim de evitar a detecção. Além disso, ela permite a exfiltração seletiva de tipos de arquivos, excluindo mídias de baixo valor. Os ataques, que começaram em outubro de 2022, exigem pagamentos em criptomoeda Monero e, apesar de uma interrupção temporária em outubro de 2023 por ativistas cibernéticos ucranianos, os operadores do ransomware parecem ter retomado suas atividades. A Symantec, que analisou esses ataques, observou que os invasores instalam ferramentas como HRSword para desativar produtos de segurança e utilizam programas como AnyDesk para acesso remoto. A empresa também disponibilizou indicadores de comprometimento (IoCs) para auxiliar na detecção e bloqueio dessas ameaças.

Nova operação de ransomware Kyber ataca sistemas Windows e VMware ESXi

Uma nova operação de ransomware chamada Kyber está atacando sistemas Windows e endpoints VMware ESXi, com uma variante utilizando criptografia pós-quântica Kyber1024. A empresa de cibersegurança Rapid7 analisou duas variantes do Kyber em março de 2026, ambas implantadas na mesma rede, sendo uma focada em VMware ESXi e a outra em servidores de arquivos Windows. A variante ESXi é projetada para ambientes VMware, permitindo a criptografia de datastores e a desfiguração de interfaces de gerenciamento. Por outro lado, a variante Windows, escrita em Rust, possui uma funcionalidade experimental para atacar máquinas virtuais Hyper-V. Embora a variante Linux do ransomware afirme usar criptografia pós-quântica, na prática, utiliza ChaCha8 e RSA-4096 para a criptografia de arquivos. Já a variante Windows realmente implementa Kyber1024, mas apenas para proteger chaves simétricas, enquanto a criptografia de dados é realizada pelo AES-CTR. Ambas as variantes visam eliminar caminhos de recuperação de dados, como a exclusão de cópias de sombra e a desativação de serviços de backup. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada, um grande contratante de defesa e serviços de TI dos EUA.

Mercado Anônimo Russo RAMP Um Alvo para Cibercriminosos

O RAMP (Russian Anonymous Marketplace) foi um fórum de cibercrime que operou de 2021 até sua apreensão pelo FBI em janeiro de 2026. Com mais de 7.700 usuários registrados, o fórum facilitava a venda de acessos a redes corporativas, malware e dados roubados, destacando-se pela sua acessibilidade tanto na rede Tor quanto na clearnet. O acesso a redes corporativas era o foco principal, com 333 threads oferecendo pontos de entrada, sendo o RDP (Remote Desktop Protocol) o tipo mais comum. Os Estados Unidos foram o principal alvo, representando 40% das listagens. O fórum também promovia programas de ransomware como serviço (RaaS), com divisões de lucros que chegaram a 90% para os afiliados. A atividade no fórum aumentou 348% em um ano, indicando uma resiliência após ações de law enforcement. O aumento das listagens de acesso VPN reflete uma mudança nas táticas de ataque, especialmente após a divulgação de vulnerabilidades críticas em produtos populares como Cisco e Fortinet. O RAMP exemplifica a crescente complexidade e a interconexão do cibercrime global, exigindo atenção redobrada das organizações, especialmente em setores críticos como governo, finanças e tecnologia.

Grupo de ransomware Qilin ataca governo de Rusk County, Wisconsin

O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético ocorrido em março de 2026 contra o governo local de Rusk County, Wisconsin. Os oficiais do condado relataram um ‘incidente de cibersegurança’ no início de março, que ainda está sob investigação. A confirmação do ataque foi feita pelo Qilin em seu site de vazamento de dados em 21 de abril de 2026, embora o condado não tenha reconhecido oficialmente a reivindicação. O grupo Qilin, baseado na Rússia, é conhecido por suas táticas de phishing e opera um modelo de ransomware como serviço, permitindo que afiliados utilizem seu malware para realizar ataques. Até agora, em 2026, o Qilin já reivindicou 411 ataques, sendo que 27 organizações confirmaram as invasões. O ataque a Rusk County é o quarto contra entidades governamentais neste ano, destacando uma tendência preocupante de ataques a governos nos EUA. Esses incidentes podem resultar em roubo de dados e paralisação de sistemas, obrigando as autoridades a pagar resgates para restaurar o funcionamento normal. O caso de Rusk County se junta a outros ataques recentes, como os ocorridos em Tulsa, Oklahoma, e Seal Beach, Califórnia.

Grupo de ransomware The Gentlemen utiliza malware SystemBC em ataques

O grupo de ransomware conhecido como The Gentlemen, que opera sob o modelo de ransomware-as-a-service (RaaS), está utilizando um malware proxy chamado SystemBC para expandir suas operações. De acordo com a pesquisa da Check Point, o servidor de comando e controle (C2) associado ao SystemBC revelou uma botnet com mais de 1.570 vítimas em todo o mundo. O SystemBC estabelece túneis de rede SOCKS5 e pode baixar e executar malware adicional, complicando a defesa das vítimas. Desde sua aparição em julho de 2025, The Gentlemen já reivindicou mais de 320 vítimas em seu site de vazamento de dados, utilizando um modelo de dupla extorsão. As táticas do grupo incluem o uso de objetos de política de grupo (GPOs) para comprometer domínios inteiros e a desativação de ferramentas de segurança como o Windows Defender. A pesquisa também destaca que a velocidade dos ataques está aumentando, com a maioria das tentativas ocorrendo durante a noite e nos fins de semana, visando maximizar o impacto antes que as defesas possam reagir. O cenário atual de ransomware é caracterizado por uma evolução para operações mais disciplinadas e especializadas, com um aumento significativo nos ataques a pequenas e médias empresas e setores críticos.

Hospital Caribbean Medical Center sofre ataque cibernético em 2026

O Hospital Caribbean Medical Center, localizado em Porto Rico, registrou uma violação de dados que afetou 92.000 registros no portal de violações do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA. O ataque, reivindicado pelo grupo de ransomware The Gentlemen, ocorreu em fevereiro de 2026. Em março, o hospital confirmou que conseguiu conter o ataque, que impactou parte de seus sistemas de informação. A detecção precoce permitiu a implementação de medidas de contenção com o apoio de especialistas em cibersegurança. Embora o hospital tenha notificado as autoridades competentes e esteja colaborando na análise técnica do incidente, não confirmou se um resgate foi exigido ou pago. Este ataque é o quarto confirmado contra provedores de saúde, destacando a crescente ameaça de ransomware no setor. Em 2026, já foram registrados 27 ataques confirmados a instituições de saúde em todo o mundo, com o Hospital Caribbean Medical Center sendo o segundo maior em termos de registros afetados. A situação ressalta a necessidade urgente de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis na área da saúde.

Negociador de ransomware se declara culpado por ataques nos EUA

Angelo Martino, um negociador de ransomware de 41 anos, se declarou culpado por realizar ataques de ransomware contra empresas nos Estados Unidos em 2023. Ele colaborou com o grupo criminoso BlackCat, fornecendo informações confidenciais sobre as posições de negociação de cinco vítimas, sem o conhecimento ou consentimento delas. Essas informações incluíam limites de apólices de seguro e estratégias internas, o que resultou em resgates mais altos. Martino foi compensado financeiramente por essas informações. Além disso, ele admitiu ter trabalhado com outros dois respondentes a incidentes para implantar o ransomware BlackCat em várias vítimas entre abril e novembro de 2023, extorquindo uma delas em aproximadamente 1,2 milhão de dólares em Bitcoin. As autoridades confiscam 10 milhões de dólares em ativos de Martino, incluindo criptomoedas e veículos. Ele enfrenta uma pena máxima de 20 anos de prisão e está programado para ser sentenciado em julho de 2026. O caso destaca a traição de confiança em um setor que deveria proteger as vítimas de ataques cibernéticos.

Ex-funcionário da DigitalMint se declara culpado por ataques de ransomware

Angelo Martino, ex-funcionário da DigitalMint, admitiu sua culpa em ataques de ransomware BlackCat (ALPHV) direcionados a empresas dos EUA em 2023. Juntamente com outros dois negociadores de resgates, Martino foi acusado de conspiração para interferir no comércio interestadual por extorsão e danos intencionais a computadores protegidos. Durante seu trabalho como negociador, ele compartilhou informações confidenciais sobre as vítimas com os operadores do ransomware, facilitando a extorsão de valores elevados. Entre abril de 2023 e abril de 2025, Martino e seus cúmplices exigiram pagamentos de resgate, ameaçando vazar dados antes de criptografar os sistemas das vítimas. O impacto financeiro foi significativo, com uma empresa de serviços financeiros pagando mais de 25 milhões de dólares e uma organização sem fins lucrativos mais de 26 milhões. A operação BlackCat, associada a mais de 60 violações, arrecadou pelo menos 300 milhões de dólares em pagamentos de resgate até setembro de 2023. A DigitalMint condenou as ações de seus ex-funcionários e os demitiu assim que as irregularidades foram descobertas.

Botnet de malware proxy SystemBC atinge mais de 1.570 empresas

Uma botnet de malware proxy chamada SystemBC, composta por mais de 1.570 hosts, foi descoberta após investigações relacionadas a um ataque de ransomware conhecido como Gentlemen. Este ransomware, que surgiu em meados de 2025, utiliza um serviço de ransomware como serviço (RaaS) e é capaz de criptografar sistemas Windows, Linux, NAS e BSD, além de hipervisores ESXi. A Check Point, responsável pela investigação, identificou que a maioria das vítimas está localizada nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Austrália e Romênia, com um foco claro em ambientes corporativos.

Grupo cibercriminoso Blackwater ataca hospital nos EUA

O grupo de cibercriminosos Blackwater reivindicou a responsabilidade por um incidente de cibersegurança ocorrido no Minidoka Memorial Hospital, em Rupert, Idaho, durante o fim de semana da Páscoa de 2026. O ataque, que ocorreu no dia 17 de abril, resultou na interrupção de diversos serviços hospitalares, incluindo a imagem médica. Blackwater afirmou ter roubado 577 GB de dados do hospital e exigiu um pagamento de resgate em uma semana, embora o hospital não tenha confirmado publicamente a reivindicação. Em uma postagem no Facebook, o Minidoka Memorial Hospital reconheceu a ocorrência de um incidente cibernético que afetou temporariamente alguns sistemas, mas garantiu que os serviços de emergência seriam restaurados até a meia-noite do dia 19 de abril. Este ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware a instituições de saúde nos EUA, com nove incidentes confirmados em 2026 até o momento. Blackwater, que surgiu em março de 2026, é um novo grupo de ransomware que combina a criptografia de sistemas com o roubo de dados, exigindo resgates para a devolução das informações. O aumento desses ataques levanta preocupações sobre a segurança cibernética em hospitais e a proteção de dados sensíveis dos pacientes.

Ransomware Payouts King usa QEMU como backdoor reverso

O ransomware Payouts King tem utilizado o emulador QEMU como uma backdoor reversa SSH para executar máquinas virtuais ocultas em sistemas comprometidos, contornando a segurança de endpoints. O QEMU, uma ferramenta de virtualização de código aberto, permite que atacantes executem cargas maliciosas e armazenem arquivos dentro de máquinas virtuais, que não são escaneadas pelas soluções de segurança do host. Pesquisadores da Sophos documentaram duas campanhas, uma delas associada ao grupo de ameaças GOLD ENCOUNTER, que utiliza tarefas agendadas para lançar VMs QEMU disfarçadas. A primeira campanha, STAC4713, foi observada em novembro de 2025, enquanto a segunda, STAC3725, explora a vulnerabilidade CitrixBleed 2 (CVE-2025-5777) para obter acesso inicial. Os atacantes têm usado VPNs expostas e engenharia social para infiltrar-se em redes, além de empregar técnicas de ofuscação e mecanismos anti-análise para evitar detecções. O esquema de criptografia do Payouts King combina AES-256 e RSA-4096, e as notas de resgate direcionam as vítimas a sites de vazamento na dark web. A Sophos recomenda que as organizações verifiquem instalações não autorizadas do QEMU e monitorem atividades suspeitas relacionadas a SSH.

Grupo de ransomware Anubis ataca hospital em Massachusetts

O grupo de ransomware Anubis reivindicou um ataque cibernético contra a Signature Healthcare, resultando em sérias interrupções no Brockton Hospital, em Massachusetts. Em um comunicado de 6 de abril de 2026, a Signature Healthcare informou que um incidente de segurança cibernética levou o hospital a adotar procedimentos de emergência, incluindo a desvio de ambulâncias e o cancelamento de consultas de quimioterapia. Anubis alegou ter roubado 2 TB de dados sensíveis de pacientes e deu um prazo de sete dias para que a instituição pagasse um resgate, caso contrário, os dados seriam divulgados. Embora a Signature Healthcare não tenha confirmado a reivindicação do grupo, a situação destaca a crescente ameaça de ataques de ransomware no setor de saúde, onde a proteção de dados é crucial. Até agora, em 2026, Anubis já reivindicou 27 ataques, com seis deles confirmados em organizações de saúde. Os ataques de ransomware podem comprometer a segurança e a privacidade dos pacientes, além de causar danos financeiros significativos às instituições afetadas.

Fornecedor de software de saúde na Holanda sofre ataque de ransomware

A ChipSoft, uma importante fornecedora de sistemas de Registro Eletrônico de Saúde (EHR) na Holanda, foi alvo de um ataque de ransomware que resultou na desativação de seu site e serviços digitais para pacientes e prestadores de saúde. O incidente foi confirmado por um memorando interno que alertou instituições de saúde sobre ‘possível acesso não autorizado’. A empresa recomendou que os operadores de centros de saúde desconectassem seus sistemas até que a situação fosse normalizada. O Z-CERT, equipe de resposta a emergências de cibersegurança na saúde, está colaborando com a ChipSoft e as instituições afetadas para avaliar o impacto e auxiliar na recuperação. Embora alguns sistemas voltados para pacientes estejam operando normalmente, relatos indicam que vários hospitais, como o Sint Jans Gasthuis e o Flevo Hospital, enfrentam interrupções. Ataques cibernéticos a provedores de TI na saúde podem ser extremamente prejudiciais, dado que essas empresas gerenciam grandes volumes de dados sensíveis. O incidente destaca a vulnerabilidade do setor de saúde a ataques cibernéticos, que podem ter consequências graves para a privacidade e a continuidade dos serviços.

Ataques de ransomware continuam em alta no início de 2026

Nos primeiros três meses de 2026, os ataques de ransomware se mantiveram elevados, com 2.200 incidentes registrados, um aumento de 1,66% em relação ao último trimestre de 2025. Os setores de educação e saúde apresentaram quedas significativas, com reduções de 23% e 14%, respectivamente. No entanto, empresas do setor de saúde que não prestam cuidados diretos, como fabricantes de dispositivos médicos, viram um aumento de 35% nos ataques. Os setores de transporte, finanças, varejo, tecnologia e construção também registraram aumentos nos ataques, com o setor de manufatura permanecendo como um dos mais visados, representando 22% de todos os ataques. O valor médio do resgate subiu para $480.000, com o maior resgate exigido sendo de $3,1 milhões. Os EUA foram o país mais afetado, com 1.041 ataques, seguidos por Canadá e Reino Unido. As gangues de ransomware mais ativas foram Qilin e The Gentlemen, com 353 e 202 ataques, respectivamente. O artigo destaca a necessidade de vigilância contínua e ações proativas para mitigar esses riscos.

Grupo de cibercriminosos Lynx assume ataque a fabricante de implantes

O Procurador Geral de Indiana confirmou que a empresa TriMed notificou 81.203 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em setembro de 2025. O ataque comprometeu informações pessoais, incluindo números de registros médicos e datas de nascimento. O grupo de cibercriminosos Lynx reivindicou a responsabilidade pelo ataque em 2 de outubro de 2025, publicando amostras de documentos supostamente roubados do TriMed em seu site. A TriMed, que fabrica implantes ortopédicos e foi adquirida pela Henry Schein em abril de 2024, não confirmou a reivindicação do Lynx e não se sabe como os atacantes conseguiram acessar os dados. O ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware direcionados a empresas de saúde nos EUA, que, em 2025, registraram 31 ataques confirmados, comprometendo mais de 7,2 milhões de registros. Os ataques de ransomware podem causar interrupções significativas nas operações comerciais, exigindo resgates para restaurar sistemas e proteger dados. A situação destaca a vulnerabilidade do setor de saúde e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis.

Microsoft alerta sobre hackers da China usando novos zero-days para ransomware

Um novo relatório da Microsoft revelou que o grupo de hackers Storm-1175, baseado na China, está utilizando vulnerabilidades zero-day e n-day para lançar ataques de ransomware em organizações ao redor do mundo, com foco em setores como saúde, educação e finanças. O grupo tem demonstrado uma capacidade alarmante de transitar rapidamente de acesso inicial a compromissos completos de sistemas e exfiltração de dados, muitas vezes em menos de 24 horas. Até agora, foram identificadas mais de 16 vulnerabilidades exploradas, afetando produtos como Microsoft Exchange e Papercut. O Storm-1175 não é um ator patrocinado pelo estado, mas sim um coletivo que busca lucro, e suas operações têm se mostrado eficazes devido à sua velocidade e habilidade em identificar ativos expostos. Os especialistas alertam que a rapidez com que esses ataques são realizados oferece pouco tempo para que as defesas sejam implementadas, aumentando o risco para as organizações visadas.

Grupo de cibercriminosos da China utiliza vulnerabilidades para ataques rápidos

Um grupo de cibercriminosos baseado na China, conhecido como Storm-1175, tem sido associado ao uso de vulnerabilidades zero-day e N-day para realizar ataques rápidos em sistemas expostos à internet. De acordo com a equipe de Inteligência de Ameaças da Microsoft, esses ataques têm impactado severamente organizações de saúde, educação, serviços profissionais e finanças na Austrália, Reino Unido e Estados Unidos. O grupo utiliza uma combinação de exploits, incluindo o OWASSRF, para obter acesso inicial e, após comprometer os sistemas, rapidamente exfiltra dados e implanta o ransomware Medusa. Desde 2023, Storm-1175 explorou mais de 16 vulnerabilidades conhecidas, algumas das quais foram utilizadas como zero-days antes de serem divulgadas publicamente. As táticas observadas incluem o uso de ferramentas legítimas para movimentação lateral e a modificação de políticas do Windows Firewall para facilitar a entrega de cargas maliciosas. A crescente utilização de ferramentas de gerenciamento remoto (RMM) por esses atacantes levanta preocupações sobre a segurança das infraestruturas de TI, pois permite que o tráfego malicioso se misture ao tráfego legítimo, dificultando a detecção.

Polícia Federal da Alemanha identifica líderes de ransomware GandCrab e REvil

A Polícia Federal da Alemanha (BKA) identificou dois cidadãos russos como líderes das operações de ransomware GandCrab e REvil entre 2019 e 2021. Daniil Maksimovich Shchukin, de 31 anos, e Anatoly Sergeevitsch Kravchuk, de 43 anos, foram apontados como responsáveis por pelo menos 130 casos de extorsão, especificamente direcionados a empresas na Alemanha. Os ataques resultaram em um pagamento total de aproximadamente 2,2 milhões de dólares em resgates, com danos financeiros estimados em mais de 40 milhões de dólares.

Grupo cibercriminoso Storm-1175 utiliza exploits em ataques rápidos

A Microsoft alertou sobre o grupo cibercriminoso Storm-1175, baseado na China, que tem se destacado por ataques rápidos e eficazes utilizando ransomware Medusa. Este grupo é conhecido por explorar vulnerabilidades de dia zero e dia n, conseguindo acesso às redes de suas vítimas em um curto espaço de tempo, frequentemente em menos de 24 horas após a descoberta das falhas. Recentemente, suas ações impactaram severamente setores críticos, como saúde, educação e finanças, em países como Austrália, Reino Unido e Estados Unidos.

Google Drive implementa proteção contra ataques de ransomware

O Google Drive lançou uma nova atualização de segurança que visa proteger os usuários contra ataques de ransomware, um tipo de malware que sequestra dados e exige resgate para liberá-los. De acordo com informações divulgadas no blog do Google Workspace, a nova ferramenta utiliza inteligência artificial (IA) para detectar softwares maliciosos que tentam criptografar arquivos armazenados na nuvem. Quando um ataque é identificado, a sincronização do Drive é automaticamente pausada, evitando que o malware se espalhe e contamine arquivos legítimos. Embora a restauração de arquivos afetados esteja disponível para todos os usuários, os alertas e a interrupção da sincronização são recursos exclusivos para assinantes dos planos pagos do Workspace Business e Enterprise. A atualização é especialmente relevante, pois o Google afirma que a nova função é capaz de detectar até 14 vezes mais ataques de ransomware em comparação com versões anteriores. Essa melhoria na segurança é crucial, considerando que os ataques de ransomware aumentaram 50% recentemente, embora os valores de resgate tenham caído para níveis históricos.

Grupo cibercriminoso Interlock ataca faculdade nos EUA com ransomware

No último fim de semana, o grupo cibercriminoso Interlock reivindicou um ataque de ransomware ocorrido em março de 2026 contra o Community College of Beaver County (CCBC), na Pensilvânia. Em 9 de março, a instituição anunciou que hackers criptografaram dados e exigiram pagamento de resgate para a recuperação. O ataque afetou o acesso a notas, históricos e informações financeiras, levando ao fechamento do campus até a segunda-feira seguinte e à suspensão das aulas presenciais até 30 de março. O Interlock afirmou ter roubado 780 GB de dados, incluindo informações pessoais e documentos financeiros, que foram posteriormente vazados. Embora a CCBC tenha reconhecido o incidente, não confirmou a reivindicação do grupo nem se pagou o resgate. O ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware em instituições educacionais nos EUA, com sete incidentes confirmados em 2026 até o momento, afetando operações diárias e expondo dados sensíveis. A situação destaca a vulnerabilidade das instituições educacionais a ataques cibernéticos e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Polícia Federal da Alemanha identifica líderes do ransomware REvil

O Escritório Federal de Polícia Criminal da Alemanha (BKA) revelou as identidades de dois indivíduos-chave associados ao extinto grupo de ransomware REvil, também conhecido como Sodinokibi. Daniil Maksimovich Shchukin, de 31 anos, e Anatoly Sergeevitsch Kravchuk, de 43 anos, ambos russos, são acusados de liderar uma das maiores operações de ransomware global, que resultou em 130 ataques na Alemanha, com pagamentos de resgate totalizando €1,9 milhão. O grupo, que atacou empresas de renome como JBS e Kaseya, exigia grandes quantias em troca da descriptografia e não divulgação de dados. O BKA destacou que os danos financeiros totais ultrapassaram €35,4 milhões. O REvil, que evoluiu do GandCrab, ficou offline em julho de 2021, mas ressurgiu brevemente antes de encerrar suas operações definitivamente. A Rússia também anunciou a prisão de membros do grupo, indicando um esforço global para combater o cibercrime. Shchukin, que se autodenominava UNKN, afirmou ter estado no negócio de ransomware desde 2007, revelando um passado difícil que contrasta com sua atual riqueza.

Grupo de ransomware Qilin usa técnica BYOVD para desativar segurança

Recentemente, os grupos de ransomware Qilin e Warlock têm utilizado a técnica conhecida como ‘bring your own vulnerable driver’ (BYOVD) para desativar ferramentas de segurança em sistemas comprometidos. A análise realizada pela Cisco Talos revelou que o Qilin emprega um DLL malicioso chamado ‘msimg32.dll’, que inicia uma cadeia de infecção em múltiplas etapas, visando desativar soluções de detecção e resposta em endpoints (EDR). Este DLL é capaz de encerrar mais de 300 drivers de EDR de diversos fornecedores.

Grupo de ransomware Qilin ameaça vazar dados do partido Die Linke

O grupo de ransomware Qilin comprometeu a rede do partido político alemão Die Linke, que é uma organização socialista democrática, e está ameaçando vazar dados sensíveis. Em 27 de março, um dia após a invasão, o partido revelou um incidente cibernético, mas não confirmou um vazamento de dados. A organização, que possui 123 mil membros e 64 representantes no Bundestag, afirmou que os atacantes visam publicar informações internas e dados pessoais de funcionários, embora a base de dados de membros não tenha sido afetada. O Die Linke identificou os atacantes como criminosos cibernéticos de língua russa, motivados tanto financeiramente quanto politicamente, e destacou que o ataque não parece ser acidental. Em 1º de abril, o Qilin reivindicou publicamente a responsabilidade pelo ataque, adicionando o partido à sua lista de vítimas sem divulgar amostras de dados. O partido notificou as autoridades alemãs e está colaborando com especialistas em TI para restaurar seus sistemas. O uso de ransomware é frequentemente associado a guerras híbridas e ataques a infraestruturas críticas, o que levanta preocupações sobre a segurança cibernética em contextos políticos.

Impacto Real do Ransomware em Diversos Setores

Em fevereiro de 2026, o Centro Médico da Universidade do Mississippi (UMMC) sofreu um ataque de ransomware que desativou seu sistema de registro eletrônico de saúde, afetando 35 clínicas e mais de 200 locais de telemedicina. O ataque resultou no cancelamento de tratamentos de quimioterapia e adiamentos de cirurgias não emergenciais, forçando a equipe médica a retornar a processos em papel. Este incidente é parte de uma tendência alarmante, com 93% das organizações de saúde nos EUA relatando pelo menos um ataque cibernético em 2025, e 72% afirmando que esses incidentes impactaram diretamente o atendimento ao paciente. Outros setores, como manufatura e finanças, também estão em risco, como evidenciado pelo ataque à BridgePay, que paralisou suas operações de processamento de pagamentos. A evolução do ransomware para táticas de dupla e tripla extorsão, onde dados sensíveis são exfiltrados antes da criptografia, torna as defesas tradicionais insuficientes. A plataforma D.AMO, desenvolvida pela Penta Security, oferece uma solução abrangente que combina criptografia, controle de acesso e recuperação de backup, visando neutralizar as ameaças de ransomware em todas as suas fases.

Grupo de ransomware Payouts King ataca UFP Technologies em 2026

O grupo de ransomware Payouts King reivindicou a responsabilidade por um ataque cibernético à UFP Technologies, ocorrido em fevereiro de 2026. A UFP, uma fabricante americana de dispositivos médicos, revelou o incidente em um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, informando que um terceiro não autorizado acessou seus sistemas, resultando no roubo de arquivos e na interrupção de processos de faturamento e rotulagem. O grupo afirma ter roubado 620 GB de dados da empresa e listou a UFP em seu site de vazamento de dados. Até o momento, a UFP não confirmou a alegação do grupo, e detalhes sobre a natureza dos dados comprometidos, a forma como o ataque foi realizado, se um resgate foi pago ou o valor exigido permanecem desconhecidos. O Payouts King, que atua de forma independente e não como um serviço de ransomware, já reivindicou 56 ataques, com 12 confirmados por organizações-alvo. O grupo tem como foco fabricantes e empresas do setor de saúde, que lidam com grandes volumes de dados pessoais, tornando-se alvos atraentes para hackers. O impacto de tais ataques pode ser devastador, comprometendo a segurança e a privacidade de pacientes e clientes.