Pirataria

Autoridades vietnamitas prendem operadores do HiAnime, serviço de pirataria

As autoridades do Vietnã prenderam sete suspeitos envolvidos na operação do HiAnime, a maior plataforma de streaming de anime pirata, que foi encerrada em junho de 2023. O HiAnime oferecia uma vasta biblioteca de animes legendados e dublados em inglês sem taxas de assinatura, atraindo centenas de milhões de visitantes mensais e superando temporariamente serviços legais como Disney+ e Crunchyroll em tráfego na web entre 2024 e 2025. A plataforma foi lançada no domínio Zoro.to, rebatizada como Aniwatch e, posteriormente, como HiAnime/H!Anime. Após sua popularidade, o HiAnime foi incluído na lista de Pirataria e Contrafação da Comissão Europeia e na lista de Mercados Notórios do Representante de Comércio dos EUA. Os sete réus enfrentam acusações de violação de direitos autorais e lavagem de dinheiro, com quatro deles detidos e três sob prisão domiciliar. Eles são acusados de criar mais de 100 sites para hospedar mais de 26.000 filmes de anime piratas, gerando cerca de 12,85 milhões de dólares em receita publicitária ilegal entre 2020 e abril de 2026. A Aliança para Criatividade e Entretenimento (ACE) confirmou a ação das autoridades e expressou gratidão ao apoio dos EUA durante a investigação que levou às prisões.

Departamento de Justiça dos EUA fecha 400 sites de streaming ilegal da Copa

O Departamento de Justiça dos EUA, através de sua Divisão Criminal, confiscou quase 400 domínios que estavam sendo utilizados para a transmissão ilegal de partidas da Copa do Mundo da FIFA 2026. Esses sites ofereciam transmissões em tempo real não autorizadas, infringindo a legislação de direitos autorais dos EUA. A operação, denominada ‘Operation Offsides’, foi realizada em colaboração com autoridades internacionais e visou servidores e domínios em países como Peru, Bulgária, Croácia, Romênia, Polônia e Colômbia. A ação foi apoiada por organizações como a FIFA e a beIN Media Group, que alertaram sobre os riscos associados a esses serviços, incluindo a exposição a malware e conexões inseguras que podem comprometer dados pessoais e financeiros dos usuários. Além disso, o FBI já havia emitido um alerta sobre sites falsos que se passavam pela FIFA, visando fraudes relacionadas a ingressos e pacotes de hospitalidade. A operação segue um esforço contínuo para combater a pirataria esportiva, que, segundo dados, gera milhões de acessos anualmente, especialmente na América Latina.

Autoridades italianas desmantelam aplicativo de pirataria CINEMAGOAL

As autoridades italianas desmantelaram uma rede de pirataria que operava através do aplicativo CINEMAGOAL, que oferecia acesso a plataformas de streaming como Netflix, Disney+ e Spotify. A operação, chamada ‘Tutto Chiaro’, resultou em 100 buscas e na apreensão de materiais que podem ajudar a identificar os envolvidos e os lucros obtidos ilegalmente. A Guardia di Finanza revelou que os operadores do CINEMAGOAL teriam gerado milhões de euros em lucros por meio de pirataria audiovisual e fraudes. O aplicativo se conectava diretamente a plataformas legítimas, utilizando códigos de decriptação válidos obtidos de servidores estrangeiros. O sistema capturava esses códigos a cada três minutos e os redistribuía aos usuários, que se beneficiavam de uma qualidade de streaming superior. Durante a operação, servidores do CINEMAGOAL foram apreendidos na França e na Alemanha, e mais de 70 revendedores foram identificados, vendendo assinaturas anuais entre €40 e €130. Estima-se que a operação tenha causado danos de cerca de €300 milhões em receitas não pagas. As autoridades estão analisando o material apreendido para identificar todos os envolvidos, incluindo usuários finais, e já aplicaram multas a alguns assinantes.

Polícia espanhola desmantela plataforma de pirataria de mangás

A polícia espanhola anunciou a desarticulação da maior plataforma de pirataria de mangás em língua espanhola, que operava desde 2014 e atraía milhões de usuários mensais. A plataforma, que não foi nomeada, oferecia acesso gratuito a obras protegidas por direitos autorais, gerando mais de 4,7 milhões de dólares em receita publicitária, em grande parte através de pop-ups agressivos, muitos dos quais eram de conteúdo pornográfico, o que levanta preocupações sobre a segurança de usuários menores de idade. A investigação, iniciada em junho de 2025, levou a uma operação que incluiu a apreensão de dispositivos de armazenamento com carteiras de criptomoedas, totalizando mais de 470 mil dólares em ativos digitais. A ação também resultou na prisão de um suspeito que estava desenvolvendo um segundo site para continuar as atividades ilegais. A operação teve um impacto internacional significativo, causando danos financeiros e reputacionais a editores e à indústria cultural como um todo.