Phishing

Hackers atacam folha de pagamento com engenharia social nesta temporada

Durante a temporada de festas, hackers estão intensificando ataques direcionados a sistemas de folha de pagamento, utilizando táticas de engenharia social e chamadas telefônicas para enganar equipes de suporte técnico. De acordo com a Okta Threat Intelligence, esses atacantes estão menos focados em invadir infraestruturas e mais em explorar processos humanos relacionados ao acesso à folha de pagamento. Eles se passam por funcionários legítimos, solicitando redefinições de senha ou alterações de conta, e, uma vez que obtêm acesso, alteram os dados bancários para redirecionar os salários para contas controladas por eles. Essa abordagem permite que os ataques permaneçam sob o radar das autoridades e das empresas, uma vez que os valores desviados parecem pequenos quando analisados individualmente. A tendência crescente de ataques a sistemas de folha de pagamento, especialmente durante períodos de bônus e pagamentos de fim de ano, destaca a necessidade de medidas rigorosas de verificação de identidade para o pessoal de suporte. As organizações devem implementar procedimentos que limitem o acesso a aplicativos sensíveis e aumentar a vigilância sobre solicitações incomuns, a fim de mitigar esses riscos.

Grupo alinhado à Rússia realiza campanha de phishing contra Microsoft 365

Um grupo suspeito de estar alinhado à Rússia está sendo responsabilizado por uma campanha de phishing que utiliza fluxos de autenticação por código de dispositivo para roubar credenciais do Microsoft 365 e realizar ataques de tomada de conta. A atividade, que começou em setembro de 2025, é monitorada pela Proofpoint sob o nome UNK_AcademicFlare. Os ataques envolvem o uso de endereços de e-mail comprometidos de organizações governamentais e militares para atingir entidades em setores como governo, think tanks, educação superior e transporte nos EUA e na Europa. Os atacantes se apresentam como representantes de organizações legítimas e enviam links que supostamente levam a documentos relevantes, mas que na verdade redirecionam as vítimas para uma página de login da Microsoft. Ao inserir o código fornecido, os atacantes conseguem gerar um token de acesso e tomar controle da conta da vítima. A Proofpoint alerta que essa técnica de phishing foi documentada anteriormente e está sendo utilizada por diversos grupos, tanto estatais quanto motivados financeiramente, para obter acesso não autorizado a dados sensíveis. Para mitigar os riscos, recomenda-se a criação de políticas de Acesso Condicional que bloqueiem esse fluxo de autenticação para todos os usuários ou que permitam apenas para usuários aprovados.

Autoridades nigerianas prendem suspeitos de fraudes na internet

As autoridades da Nigéria anunciaram a prisão de três suspeitos de fraudes na internet, envolvidos em ataques de phishing que visavam grandes corporações, incluindo o desenvolvedor do esquema RaccoonO365, um serviço de phishing como serviço (PhaaS). O principal suspeito, Okitipi Samuel, também conhecido como Moses Felix, é acusado de operar um canal no Telegram onde vendia links de phishing em troca de criptomoedas e hospedava portais de login fraudulentos utilizando credenciais de e-mail roubadas. A investigação, realizada em colaboração com a Microsoft e o FBI, resultou na apreensão de laptops e dispositivos móveis relacionados à operação. O RaccoonO365 é um grupo motivado financeiramente que permite a coleta de credenciais ao criar páginas de phishing que imitam os logins do Microsoft 365. Desde julho de 2024, estima-se que o esquema tenha levado ao roubo de pelo menos 5.000 credenciais de usuários em 94 países. A Microsoft, em uma ação civil, processou indivíduos envolvidos na operação, destacando o impacto financeiro e as violações de propriedade intelectual resultantes desses crimes cibernéticos. Além disso, a Google também está processando operadores de outro serviço PhaaS, o Darcula, que tem causado uma onda de smishing nos EUA.

Nova campanha de phishing espalha infostealer por arquivos ISO

A Seqrite Labs, empresa de cibersegurança, identificou uma nova campanha de phishing chamada Operação MoneyMount-ISO, que visa instituições financeiras e contábeis, principalmente na Rússia. Os atacantes enviam e-mails que aparentam ser confirmações de pagamento, mas contêm arquivos ISO disfarçados. Esses arquivos, ao serem abertos, instalam um malware conhecido como Phantom Stealer, que é capaz de roubar informações sensíveis, como dados de carteiras de criptomoeda, senhas, cookies e detalhes de cartões de crédito. O malware também monitora a área de transferência do usuário e as teclas pressionadas, além de evitar a execução em ambientes virtuais. Os dados coletados são enviados aos criminosos via Telegram ou Discord, e um servidor FTP é utilizado para transferir arquivos. Recentemente, outra campanha semelhante afetou setores de recursos humanos e pagamentos, utilizando um malware diferente chamado DUPERUNNER. A Intrinsec, uma empresa de cibersegurança, sugere que muitos desses ataques estão relacionados a hackativistas ucranianos visando o setor financeiro russo, em meio ao conflito entre os dois países.

Operação ForumTroll Ataques de phishing visam acadêmicos na Rússia

A Kaspersky revelou uma nova onda de ataques de phishing, atribuídos ao ator de ameaças ligado à Operação ForumTroll, que tem como alvo acadêmicos na Rússia, especialmente nas áreas de ciência política, relações internacionais e economia global. Detectados em outubro de 2025, esses ataques utilizam uma vulnerabilidade zero-day no Google Chrome (CVE-2025-2783) para implantar o backdoor LeetAgent e um spyware chamado Dante. Os e-mails fraudulentos se disfarçam como comunicações da eLibrary, uma biblioteca científica russa, e são enviados de um domínio registrado seis meses antes do início da campanha, indicando um planejamento cuidadoso. Os alvos são instruídos a clicar em links maliciosos para baixar um relatório de plágio, resultando no download de um arquivo ZIP que contém um atalho do Windows. Ao ser executado, esse atalho ativa um script PowerShell que baixa um payload malicioso, permitindo acesso remoto ao dispositivo da vítima. A Kaspersky alerta que a Operação ForumTroll tem um histórico de ataques a organizações e indivíduos na Rússia e Belarus desde 2022, sugerindo que a ameaça continuará a se expandir.

Campanha de roubo de credenciais da APT28 mira usuários do UKR.net

O grupo de ameaças patrocinado pelo Estado russo, conhecido como APT28, está conduzindo uma campanha de roubo de credenciais direcionada a usuários do serviço de webmail e notícias UKR.net, popular na Ucrânia. Observada entre junho de 2024 e abril de 2025 pela Recorded Future, essa atividade se baseia em ataques anteriores que utilizavam malware e páginas de phishing. APT28, também conhecido como Fancy Bear, é associado ao GRU, a principal agência de inteligência militar da Rússia.

Aumento de fraudes digitais no Brasil como se proteger de golpes?

Um estudo da BioCatch revelou um aumento alarmante de 220% nas fraudes bancárias digitais no Brasil no primeiro semestre de 2025, em comparação ao segundo semestre de 2024. O crescimento dessas fraudes está associado ao aumento de ataques de malware, que visam roubar dados bancários, especialmente durante transações via Pix. Além disso, os golpes de ‘falsa central’, que utilizam chamadas telefônicas para enganar as vítimas, dobraram neste ano. Os criminosos frequentemente se passam por atendentes de instituições financeiras, solicitando informações sensíveis como senhas e códigos de segurança. Para se proteger, é essencial desconfiar de mensagens e ligações suspeitas, evitar clicar em links desconhecidos e nunca fornecer dados pessoais por telefone ou e-mail. O uso de autenticação multifator e ferramentas de segurança, como antivírus, também é recomendado. A vigilância constante é crucial, uma vez que os golpes estão se tornando cada vez mais sofisticados, especialmente com a popularização da inteligência artificial.

Campanha de phishing ativa na Rússia usa malware Phantom Stealer

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma campanha de phishing ativa, denominada Operação MoneyMount-ISO, que está atacando diversos setores na Rússia, especialmente entidades financeiras e contábeis. Os e-mails de phishing se disfarçam como comunicações financeiras legítimas, solicitando a confirmação de transferências bancárias. Os anexos contêm arquivos ZIP que, ao serem abertos, revelam uma imagem ISO maliciosa, que, quando montada, executa o malware Phantom Stealer. Este malware é projetado para roubar dados de carteiras de criptomoedas, senhas de navegadores e tokens de autenticação do Discord, além de monitorar o conteúdo da área de transferência e registrar teclas digitadas. A exfiltração de dados é realizada através de um bot do Telegram ou um webhook do Discord controlado pelo atacante.

A ofensiva impulsionada por IA contra SaaS a identidade é o elo mais fraco

Os ataques cibernéticos modernos estão se transformando, com a identidade se tornando o principal alvo dos criminosos. Em um cenário onde 75% das organizações enfrentaram incidentes relacionados a SaaS no último ano, a maioria envolvendo credenciais comprometidas, a segurança da identidade se torna crucial. Os atacantes utilizam inteligência artificial (IA) para imitar usuários legítimos, contornando controles de segurança e operando de forma discreta em ambientes confiáveis. A IA é empregada em várias etapas do ataque, desde a coleta de informações sobre funcionários até a geração de identidades sintéticas que dificultam a detecção. O uso de modelos de linguagem avançados permite que os criminosos criem campanhas de phishing mais sofisticadas e personalizadas. Além disso, a automação de processos de ataque, como a exploração de credenciais, torna as operações mais eficientes e direcionadas, aumentando a probabilidade de sucesso. Com a identidade se tornando a nova linha de defesa, as empresas precisam reavaliar suas estratégias de segurança para proteger dados críticos em plataformas SaaS.

Aplicativo legítimo da Play Store é usado por criminosos para fraudes

Cibercriminosos estão utilizando um aplicativo legítimo da Play Store, chamado Supremo, para realizar fraudes digitais, especialmente na Argentina e no Brasil. A ESET identificou que os golpistas se passam por funcionários de bancos nas redes sociais, enganando usuários para que baixem o aplicativo, que oferece suporte técnico e administrativo à distância. Após a instalação, as vítimas são induzidas a compartilhar um código de acesso, permitindo que os criminosos assumam o controle remoto de seus dispositivos. Isso possibilita o acesso a informações sensíveis, como dados bancários, resultando em roubos de dinheiro e contratações fraudulentas de empréstimos. Desde maio de 2024, esse golpe tem se intensificado, com anúncios direcionados a idosos nas redes sociais, prometendo descontos em serviços. A situação é preocupante, pois, entre 2024 e 2025, o número de fraudes digitais desse tipo cresceu significativamente no Brasil, com mais de 10 mil ocorrências registradas, gerando grandes prejuízos financeiros. Especialistas alertam para a importância de campanhas educativas sobre segurança digital e recomendam que os usuários nunca instalem aplicativos de acesso remoto a partir de orientações de terceiros.

Hackers se passando por autoridades enganam empresas de tecnologia

Cibercriminosos estão utilizando táticas de engenharia social para se passar por autoridades policiais e obter acesso a dados pessoais de usuários de grandes empresas de tecnologia, como Apple e Google. Esses ataques incluem a criação de e-mails e sites que imitam endereços oficiais da polícia, com pequenas variações que podem passar despercebidas. Além disso, os criminosos também têm utilizado a técnica de Business Email Compromise (BEC), invadindo caixas de entrada de agentes e oficiais para enviar solicitações de dados que parecem legítimas. Embora as empresas de tecnologia estejam implementando portais de solicitação de dados mais rigorosos para verificar a autenticidade das solicitações, a vulnerabilidade ainda persiste, uma vez que os criminosos estão constantemente adaptando suas abordagens. A situação é preocupante, pois a entrega inadvertida de dados pessoais pode resultar em roubo de identidade e fraudes, colocando em risco a privacidade dos usuários e a conformidade com legislações como a LGPD no Brasil.

Novos kits de phishing ameaçam segurança digital em larga escala

Pesquisadores de cibersegurança identificaram quatro novos kits de phishing: BlackForce, GhostFrame, InboxPrime AI e Spiderman, que facilitam o roubo de credenciais em grande escala. O BlackForce, detectado pela primeira vez em agosto de 2025, é projetado para realizar ataques Man-in-the-Browser (MitB) e capturar senhas de uso único (OTPs), burlando a autenticação multifatorial (MFA). Vendido em fóruns do Telegram, o kit já foi utilizado para se passar por marcas renomadas como Disney e Netflix. O GhostFrame, descoberto em setembro de 2025, utiliza um iframe oculto para redirecionar vítimas a páginas de phishing, enquanto o InboxPrime AI automatiza campanhas de e-mail malicioso usando inteligência artificial, permitindo que atacantes simulem comportamentos humanos reais. Por fim, o Spiderman replica páginas de login de bancos europeus, oferecendo uma plataforma completa para gerenciar campanhas de phishing. Esses kits representam uma ameaça crescente, especialmente para empresas que dependem de autenticação digital, exigindo atenção redobrada das equipes de segurança.

Golpistas envenenam buscas de IA com números de suporte falsos

Cibercriminosos estão utilizando técnicas de envenenamento de IA para promover números falsos de suporte ao cliente em fontes públicas acessadas por chatbots. Um estudo da Aurascape revelou que essa manipulação, chamada de “envenenamento de números de telefone de LLM”, afeta modelos de linguagem como a Visão Geral da Google e o navegador Comet da Perplexity. A técnica, que se assemelha à otimização de motores de busca (SEO), visa garantir que sites fraudulentos sejam utilizados como fontes de informação por assistentes de IA. Isso é feito ao comprometer sites legítimos, como os de instituições governamentais e universidades, e ao abusar de plataformas que permitem conteúdo gerado por usuários, como YouTube e Yelp. Os pesquisadores destacam que a dificuldade em distinguir entre informações legítimas e fraudulentas pode levar a usuários a entrarem em contato com call centers falsos, como demonstrado em casos envolvendo as companhias aéreas Emirates e British Airlines. A recomendação é que os usuários verifiquem a veracidade das informações e evitem compartilhar dados sensíveis com assistentes de IA, que ainda não foram amplamente testados em termos de segurança.

Kit de phishing Spiderman ameaça clientes de bancos na Europa

Um novo kit de phishing, conhecido como Spiderman, foi identificado por especialistas da Varonis em circulação na dark web, visando clientes de bancos e provedores de serviços financeiros na Europa. Este kit permite que cibercriminosos automatizem ataques para roubar dados pessoais em tempo real, facilitando a criação de páginas falsas que imitam sites legítimos. O Spiderman é considerado uma das ferramentas mais perigosas de 2025, com ataques já registrados em cinco países, incluindo Alemanha, Bélgica e Espanha.

Golpe do cartão trocado se espalha pelo Brasil saiba como se proteger

O ‘golpe do cartão trocado’ é uma nova modalidade de fraude que vem se espalhando pelo Brasil, onde criminosos trocam o cartão de crédito da vítima por um idêntico, utilizando-o para realizar compras até que o golpe seja descoberto. Um caso notório ocorreu com Lucas Hiroshi, um influenciador digital que perdeu R$ 4.000 após ser enganado por um ambulante em São Paulo. O golpe se deu quando o vendedor alegou que a função de aproximação da maquininha não estava funcionando e pediu o cartão físico. Durante o processo de pagamento, o cartão foi trocado por um semelhante, resultando em compras fraudulentas. Para se proteger, especialistas recomendam que os consumidores nunca entreguem o cartão ao vendedor, verifiquem sempre o visor da maquininha e monitorem suas faturas regularmente. Além disso, é aconselhável desativar o pagamento por aproximação se o cartão não for utilizado com frequência. O aumento desse tipo de golpe destaca a necessidade de atenção redobrada ao usar cartões de crédito e débito em transações cotidianas.

Fotos no Instagram podem ser usadas para sequestro virtual

O FBI emitiu um alerta sobre um novo golpe que utiliza fotos e vídeos de redes sociais, como o Instagram, para realizar sequestros virtuais e extorsões. Os cibercriminosos alteram imagens de vítimas para criar cenários convincentes e, em seguida, entram em contato com as famílias, alegando que sequestraram um membro da família. Para a liberação do suposto refém, exigem um pagamento de resgate. Os golpistas também podem usar informações reais de pessoas desaparecidas, aumentando a credibilidade do golpe. A técnica de engenharia social é utilizada para provocar medo e urgência, levando as vítimas a agir impulsivamente. O FBI recomenda que as pessoas verifiquem a veracidade das alegações antes de tomar qualquer ação e que evitem compartilhar informações pessoais nas redes sociais. Além disso, é importante que as famílias tentem contatar a suposta vítima antes de realizar qualquer pagamento. O uso de inteligência artificial para modificar imagens é uma preocupação crescente, tornando os golpes mais sofisticados e difíceis de detectar.

Anatomia do phishing Como identificar um e-mail falso

O phishing é uma técnica de cibercrime que visa enganar usuários para coletar dados sensíveis, como senhas e informações bancárias. Desde sua origem nos anos 1990, essa prática evoluiu, utilizando engenharia social e tecnologias avançadas, como inteligência artificial, para criar ataques mais sofisticados. Os cibercriminosos manipulam as vítimas por meio de mensagens que geram urgência ou curiosidade, como alertas de contas bloqueadas ou ofertas imperdíveis. Para se proteger, é essencial saber identificar e-mails falsos. Sinais básicos incluem verificar o remetente, usar o teste do mouseover para checar links e desconfiar de saudações genéricas. Além disso, técnicas mais avançadas, como spoofing de domínio e ataques homográficos, são frequentemente utilizadas para enganar os usuários. Para evitar ser enganado, recomenda-se não interagir com mensagens suspeitas, não clicar em links e utilizar ferramentas de análise para verificar a segurança de links. A desconfiança é a melhor defesa contra esses ataques.

Pós-Black Friday quando o golpe começa depois da compra

Após a Black Friday, os consumidores devem estar atentos a uma nova onda de golpes que ocorrem após a finalização das compras. Golpistas utilizam técnicas de phishing e engenharia social para explorar a ansiedade dos consumidores em relação ao recebimento de produtos. Um dos métodos mais comuns envolve o envio de e-mails ou mensagens falsas informando sobre problemas com a entrega, como taxas pendentes ou reembolsos, levando as vítimas a fornecer dados pessoais ou a realizar pagamentos indevidos. Além disso, fraudes mais sofisticadas têm sido registradas, como a devolução de produtos com caixas vazias ou adulteradas, e o uso de dados roubados para solicitar reembolsos indevidos. O Mapa da Fraude 2025 da Serasa Experian indica que, no sábado após a Black Friday, foram bloqueadas 17,8 mil tentativas de fraude, totalizando R$ 27,6 milhões. Para se proteger, os consumidores devem evitar clicar em links suspeitos, verificar a autenticidade das comunicações e utilizar autenticação em duas etapas. A segurança dos sistemas de devolução e reembolso deve ser reforçada pelas empresas para mitigar esses riscos.

Recebeu um link suspeito? Veja como verificar se ele é legítimo

Com o aumento das tecnologias de inteligência artificial, o phishing se tornou uma ameaça ainda mais comum na internet. Essa técnica de engenharia social manipula usuários para que acreditem que estão acessando serviços legítimos, levando-os a clicar em links maliciosos. Para se proteger, o artigo sugere algumas estratégias. A primeira é verificar a URL no VirusTotal, uma ferramenta que analisa links e arquivos em busca de malwares. Embora útil, essa abordagem não é infalível, já que domínios de phishing podem mudar rapidamente. Outra dica é passar o cursor sobre o link antes de clicar, permitindo que o usuário veja o endereço real. Se o link parecer suspeito, é importante compará-lo com o site oficial da empresa. Para uma investigação mais profunda, o artigo recomenda usar o ICANN para verificar a infraestrutura do domínio. Além disso, o uso de gerenciadores de senhas e autenticação em dois fatores pode aumentar a segurança. O artigo enfatiza a importância de não clicar em links recebidos por mensagens, preferindo acessar sites diretamente por meio de buscadores. Essas práticas são essenciais para evitar cair em golpes de phishing.

Novo golpe com convites falsos do Calendly ameaça usuários brasileiros

Uma nova campanha de phishing, identificada pela Push Security, utiliza convites falsos do Calendly para roubar contas do Google Workspace e do Facebook. Os cibercriminosos se passam por recrutadores de marcas conhecidas, como Disney e Uber, criando e-mails que imitam comunicações legítimas. A técnica de spoofing é empregada para usar nomes de funcionários reais, aumentando a credibilidade do golpe. Ao clicar no link do convite, a vítima é direcionada a uma página falsa do Calendly, que utiliza CAPTCHA, e posteriormente a uma página de phishing que tenta capturar as credenciais de login. A campanha é direcionada principalmente a contas de gestores de anúncios do Google, com mecanismos de proteção contra análise, como bloqueadores de VPN. O uso de inteligência artificial para criar os e-mails e as páginas de phishing torna o ataque ainda mais sofisticado e perigoso, especialmente por contornar a autenticação em duas etapas. Com 31 URLs identificadas, a ameaça se espalha rapidamente, exigindo atenção redobrada dos usuários e das empresas.

Golpe da Tarefa cresce 75 e se torna principal ameaça no Brasil

Uma pesquisa da Redbelt Security revelou um aumento alarmante de 75% no Golpe da Tarefa, também conhecido como Golpe das Missões ou da Renda Extra, que se tornou uma das principais ameaças cibernéticas no Brasil. Em setembro de 2024, foram identificados 128 grupos ativos na deep web, um salto significativo em relação aos 73 grupos do ano anterior. Essa fraude, originada no sudeste asiático, foi adaptada ao contexto brasileiro, utilizando plataformas como Telegram e WhatsApp para atrair vítimas com propostas de trabalho temporário e pequenas tarefas remuneradas. Inicialmente, os golpistas oferecem pagamentos baixos para criar confiança, mas logo começam a exigir depósitos progressivos, levando a perdas financeiras significativas. O golpe evoluiu para uma fraude híbrida, combinando phishing, engenharia social e distribuição de malwares, incluindo trojans que podem comprometer dispositivos móveis. Os criminosos se aproveitam da reputação de grandes marcas para enganar as vítimas, o que também prejudica a imagem dessas empresas. A situação exige uma resposta não apenas em termos de segurança digital, mas também de educação social, para que os usuários aprendam a desconfiar de ofertas que parecem boas demais para serem verdade.

A industrialização do cibercrime novas ferramentas de phishing

O cenário de cibersegurança está mudando drasticamente com a ascensão de ferramentas de inteligência artificial que facilitam ataques de phishing. Hoje, até mesmo indivíduos sem habilidades de programação podem lançar campanhas sofisticadas, equiparando-se a hackers patrocinados por estados. O artigo destaca três ferramentas principais que estão transformando o panorama das ameaças: WormGPT, que gera e-mails de comprometimento empresarial (BEC) com alta personalização; FraudGPT, um serviço de hacking que oferece um conjunto completo de ferramentas por uma assinatura mensal; e SpamGPT, que permite testes A/B em fraudes em larga escala. A eficácia das estratégias tradicionais de detecção de e-mails está em declínio, pois as mensagens geradas por IA são indistinguíveis das legítimas. A solução proposta é mudar o foco da defesa, não apenas bloqueando e-mails, mas protegendo identidades e neutralizando ataques no ponto de acesso, garantindo que os hackers não consigam obter credenciais. O artigo conclui que, para enfrentar essa nova realidade, é essencial que as empresas adotem uma abordagem proativa e inteligente na defesa contra essas ameaças emergentes.

Hacker condenado por criar Wi-Fi falso em voos na Austrália

Um homem de 44 anos foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão na Austrália por realizar um ataque do tipo ’evil twin’, onde criou uma rede Wi-Fi falsa em voos domésticos. O criminoso, cuja identidade não foi revelada, foi indiciado em julho de 2024 após a polícia confiscar seus equipamentos e confirmar sua participação em atividades maliciosas em aeroportos de Perth, Melbourne e Adelaide. O ataque consistia em configurar um ponto de acesso Wi-Fi com o mesmo nome da rede legítima, enganando os passageiros que se conectavam a ele. Assim que conectados, os usuários eram redirecionados para uma página de phishing que coletava dados de redes sociais. O criminoso tinha como alvo principal mulheres, buscando acessar suas credenciais para monitorar suas atividades online e roubar conteúdos privados. Para se proteger de ataques semelhantes, especialistas recomendam o uso de VPNs, gerenciadores de senhas e a desativação da conexão automática ao Wi-Fi, além de considerar o uso de hotspots pessoais em vez de redes públicas.

Hackers drenam contas com golpes de IA enquanto vítimas ajudam sem saber

O FBI alertou que, em 2025, hackers roubaram mais de US$ 262 milhões de alvos nos EUA através de esquemas de tomada de conta. Esses ataques, que afetam indivíduos, empresas e organizações, geralmente envolvem técnicas de engenharia social, como phishing, onde os criminosos manipulam as vítimas para que revelem suas credenciais de login. Após obter acesso, os atacantes podem redefinir senhas e transferir fundos para contas que controlam, frequentemente convertendo o dinheiro em criptomoedas para dificultar o rastreamento. O uso de inteligência artificial (IA) tem potencializado esses golpes, permitindo a criação de campanhas de phishing mais convincentes e sites falsos que imitam marcas conhecidas, como Amazon. O FBI também destacou o aumento de campanhas de phishing móvel, onde os atacantes se aproveitam de nomes de marcas confiáveis para induzir os usuários a clicar em links maliciosos. Para se proteger, o FBI recomenda que os usuários limitem a informação pessoal compartilhada online, monitorem suas contas financeiras e utilizem senhas complexas e únicas para cada conta.

Sites falsos que imitam Amazon crescem 250 na Black Friday

Um estudo da NordVPN revelou um aumento alarmante de 250% em sites falsos que imitam grandes varejistas, como a Amazon, durante a Black Friday. Entre setembro e outubro, os sites fraudulentos que se passavam pela Amazon cresceram 232%, enquanto os que imitavam o eBay aumentaram 525%. Essa situação é preocupante, pois apenas 27% dos brasileiros se sentem capacitados para identificar golpes digitais, uma queda significativa em relação ao ano anterior. Além disso, 69% dos consumidores acreditam estar bem informados sobre ciberataques, mas mais de 70% já foram vítimas de algum tipo de fraude. Os golpistas utilizam táticas como a ‘falsa venda’, onde produtos inexistentes são anunciados, levando os consumidores a perder dinheiro e dados sensíveis. Para se proteger, é essencial verificar o endereço do site, desconfiar de ofertas muito vantajosas e checar a presença de informações de contato da loja. A conscientização e a cautela são fundamentais para evitar fraudes durante esse período de compras.

Golpistas criam 180 sites falsos por hora no Brasil nesta Black Friday

Durante a Black Friday de 2025, o Brasil enfrenta um aumento alarmante de sites falsos criados por cibercriminosos, com uma média de 180 novas páginas fraudulentas surgindo a cada hora. Segundo a Redbelt Security, entre 1 e 24 de novembro, foram identificadas 5.125 páginas golpistas, e esse número pode ultrapassar 6.000 até a data oficial da promoção. Os golpistas estão clonando sites de grandes varejistas, como Havan e Shopee, oferecendo produtos populares com descontos exagerados para atrair vítimas desatentas. O crescimento de 96% na criação de sites fraudulentos na semana anterior à Black Friday indica uma profissionalização dos golpes, potencializada pelo uso de inteligência artificial para automatizar processos. Especialistas recomendam que os consumidores desconfiem de ofertas muito abaixo do preço médio e verifiquem sempre a URL dos sites antes de realizar compras. A ativação da autenticação em dois fatores e o monitoramento de atividades bancárias também são medidas recomendadas para evitar fraudes.

69 dos brasileiros temem que idosos sofram golpes na Black Friday

Uma pesquisa da Avast revelou que 69% dos brasileiros estão preocupados com a possibilidade de que idosos em seu círculo social sejam vítimas de fraudes durante a Black Friday e as compras de fim de ano. O estudo destaca que 72% dos entrevistados temem se tornar vítimas de ciberataques, especialmente em um período marcado por promoções e ofertas tentadoras. Os dados mostram que 68% dos consumidores estão alarmados com a possibilidade de serem enganados, e 61% expressaram preocupação com golpes que utilizam inteligência artificial. A falta de educação digital é um fator crítico, com 35% dos usuários afirmando já ter sido alvo de fraudes online, resultando em perdas médias de R$ 2 mil, e em casos extremos, até R$ 200 mil. A pesquisa indica uma necessidade urgente de conscientização e educação sobre práticas de segurança digital, especialmente em um cenário onde 86% dos entrevistados desejam aprender mais sobre como se proteger. A Black Friday, embora ofereça oportunidades de compras, também representa um terreno fértil para cibercriminosos que exploram a vulnerabilidade dos consumidores, especialmente os mais idosos.

Black Friday segura 7 dicas para evitar golpes

A Black Friday é um período de grandes ofertas, mas também de riscos elevados de fraudes online. O artigo de Lillian Sibila Dala Costa destaca a importância de estar atento a golpes que se intensificam durante essa temporada de compras. Mirella Kurata, CEO da DMK3, alerta que os cibercriminosos utilizam táticas como phishing, imitação de grandes varejistas e criação de links fraudulentos para enganar consumidores. Para evitar cair nessas armadilhas, o artigo apresenta sete dicas práticas: pesquisar preços em sites confiáveis, evitar links compartilhados, usar cartões virtuais, evitar Wi-Fi público, monitorar faturas, verificar a segurança dos sites e utilizar autenticação em dois fatores. Além disso, caso alguém caia em um golpe, é recomendado desconectar da internet, realizar uma varredura com antivírus e alterar senhas. O texto enfatiza a necessidade de cautela e desconfiança em relação a ofertas que parecem boas demais para serem verdade, especialmente durante a Black Friday.

Brasil lidera uso de deepfakes em fraudes na América Latina

Um relatório da Sumsub, empresa especializada em verificação de identidade, revelou que o Brasil é o líder na utilização de deepfakes para fraudes na América Latina, com um aumento alarmante de 126% entre 2024 e 2025. Apesar da diminuição geral no número de ataques, a complexidade das fraudes tem crescido, com 28% das tentativas globais sendo consideradas altamente sofisticadas. O uso de deepfakes e identidades sintéticas está se tornando cada vez mais comum, especialmente em um cenário onde 43% das empresas na região relataram ter sofrido fraudes. O relatório destaca que a manipulação de telemetria, onde dados de dispositivos e fluxos de câmera são alterados, está na vanguarda dessas fraudes. A digitalização das fraudes também é crescente, com 1 em cada 50 documentos falsificados gerados por inteligência artificial. Para enfrentar esses desafios, as empresas precisam adotar tecnologias de segurança mais avançadas, como biometria comportamental e monitoramento contínuo, para se protegerem contra esses novos métodos de ataque.

Black Friday aumenta fraudes e lavagem de dinheiro nas apostas

Durante a Black Friday, o setor de apostas online, conhecido como bets, enfrenta um aumento significativo em fraudes digitais, com um crescimento de até 30% nos golpes. Segundo uma análise da Sumsub, em 2024, 80% dos operadores relataram incidentes de fraudes, e a expectativa é que esse cenário se repita em 2025, impulsionado pelo aumento do faturamento online, que deve crescer 17%. Os golpes mais comuns incluem fraudes de identidade e lavagem de dinheiro, representando 64,8% dos casos, além do abuso de bônus, que chega a 63,8%. A maioria dos ataques ocorre durante os depósitos (41,9%), seguidos pelo onboarding (23,8%) e saques (22,9%). Os criminosos costumam agir entre 4 e 9 horas da manhã, quando as equipes de compliance estão menos ativas, o que facilita a exploração das vulnerabilidades. Leonardo Chaves, CEO da OKTO Pagamentos, enfatiza a necessidade de monitoramento em tempo real das transações para prevenir fraudes.

Vulnerabilidade no Microsoft Teams permite ataques via acesso de convidados

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma vulnerabilidade no Microsoft Teams que permite que atacantes contornem as proteções do Microsoft Defender for Office 365 através da funcionalidade de acesso de convidados. Quando um usuário atua como convidado em outro tenant, suas proteções são determinadas pelo ambiente anfitrião, não pela organização de origem. Essa situação se agrava com a nova funcionalidade do Teams, que permite que usuários conversem com qualquer pessoa via e-mail, incluindo aqueles que não utilizam a plataforma. A falta de proteção pode ser explorada por atacantes que criam ‘zonas livres de proteção’ em tenants maliciosos, onde podem enviar convites para usuários desavisados. Como os convites são enviados a partir da infraestrutura da Microsoft, eles podem passar despercebidos por soluções de segurança de e-mail. Para mitigar esse risco, recomenda-se que as organizações restrinjam as configurações de colaboração B2B a domínios confiáveis e treinem os usuários para desconfiar de convites não solicitados.

5 tecnologias usadas por cibercriminosos para enganar na Black Friday

O artigo destaca cinco tecnologias que cibercriminosos utilizam para enganar consumidores durante a Black Friday. Entre as táticas mencionadas, estão os anúncios falsos gerados por deepfakes, que imitam celebridades para atrair cliques em ofertas fraudulentas. Outra técnica é o phishing, onde golpistas usam modelos de linguagem avançados para criar mensagens personalizadas que parecem legítimas. Além disso, a clonagem de voz permite que criminosos imitem atendentes de suporte, enganando consumidores para que forneçam informações sensíveis. O uso de avaliações falsas em larga escala também é abordado, onde bots geram comentários positivos para produtos inexistentes. Por fim, chatbots maliciosos são utilizados em sites fraudulentos para coletar dados pessoais dos usuários. Para se proteger, o artigo recomenda desconfiar de ofertas que parecem boas demais, verificar a autenticidade de sites e evitar compartilhar informações pessoais em chamadas ou chats suspeitos.

Deepfakes de IA aumentam 1740 e tornam golpes indetectáveis

Um estudo da McAfee revelou que os golpes baseados em inteligência artificial (IA) e deepfakes aumentaram 1.740% nos Estados Unidos em um ano, com quase metade da população já tendo encontrado tais fraudes durante compras online. Os deepfakes, que são vídeos ou áudios manipulados para imitar pessoas reais, tornaram-se tão sofisticados que 39% dos entrevistados afirmaram ter dificuldade em identificá-los. Além disso, 22% dos que acreditavam ser capazes de detectar fraudes acabaram caindo em golpes. Um exemplo notável foi um vídeo falso da cantora Taylor Swift, que promovia uma doação de panelas de luxo, enganando fãs e levando-os a sites fraudulentos. Para se proteger, especialistas recomendam desconfiar de anúncios que parecem bons demais para serem verdade e sempre verificar diretamente os sites oficiais das marcas. A pesquisa destaca a necessidade de vigilância constante e de uma abordagem crítica ao consumir conteúdo online, especialmente em épocas de festas, quando os golpes tendem a aumentar.

Golpistas clonam sites da Havan e Shopee para fraudes na Black Friday

Uma nova onda de fraudes online está ameaçando consumidores brasileiros durante a Black Friday, com criminosos clonando sites da Havan e da Shopee. A empresa de cibersegurança ESET identificou que os golpistas criam páginas falsas que imitam as verdadeiras, utilizando engenharia social para enganar os usuários. Os links maliciosos são disseminados por meio de anúncios, redes sociais e e-mails, atraindo consumidores com descontos de até 70%. Ao tentar finalizar a compra, os usuários são redirecionados para páginas de checkout que exigem pagamento via Pix, a única opção disponível. Isso permite que os criminosos capturem dados pessoais sensíveis, como nome e e-mail, enquanto os consumidores acreditam estar realizando uma compra legítima. Para se proteger, especialistas recomendam desconfiar de ofertas excessivamente vantajosas e acessar os sites diretamente pelo navegador, evitando links suspeitos. Caso alguém caia no golpe, é aconselhável contatar o banco para tentar reverter a transação e denunciar o site fraudulento.

Avast lança ferramenta gratuita de IA para combater fraudes digitais

A Avast lançou recentemente o Scam Guardian, uma ferramenta gratuita baseada em inteligência artificial (IA) destinada a combater fraudes digitais. Integrada ao Avast Free Antivirus, essa nova funcionalidade visa proteger os usuários de golpes online, especialmente em um cenário onde cibercriminosos estão utilizando IA para automatizar fraudes. O Scam Guardian é descrito como uma ‘investigadora experiente de fraudes’, capaz de analisar não apenas links maliciosos, mas também o contexto e a linguagem das URLs suspeitas, identificando sinais de perigo. Além disso, a ferramenta bloqueia ameaças ocultas no código de sites, promovendo uma navegação mais segura. A Avast também oferece uma versão premium, o Scam Guardian Pro, que proporciona proteção adicional contra golpes via e-mail e SMS. O aumento alarmante de fraudes digitais, com um crescimento de 186% em registros pessoais vazados e 466% em casos de phishing no primeiro trimestre de 2025, destaca a urgência de soluções eficazes. A diretora de produtos da Gen Digital, Leena Elias, enfatiza a importância de disponibilizar proteção robusta contra golpes, especialmente em tempos de crescente violação de dados.

Investimentos em SOC A chave para a segurança cibernética eficaz

As empresas atualmente são desafiadas a manter entre 6 a 8 ferramentas de detecção de ameaças, consideradas essenciais na defesa cibernética. No entanto, muitos líderes de segurança enfrentam dificuldades para justificar a alocação de recursos para suas equipes de Centro de Operações de Segurança (SOC), resultando em investimentos assimétricos. Um estudo de caso recente revelou que, apesar de oito ferramentas de segurança de e-mail falharem em detectar um ataque de phishing sofisticado direcionado a executivos, as equipes do SOC conseguiram identificar a ameaça rapidamente após relatos de funcionários. Essa eficácia se deve a um investimento equilibrado ao longo do ciclo de alerta, que não negligencia o SOC. O artigo destaca que a falta de recursos no SOC pode dificultar a identificação de ameaças e sobrecarregar os analistas com alertas, comprometendo a capacidade de investigação. A adoção de plataformas de SOC baseadas em inteligência artificial (IA) está emergindo como uma solução eficaz, permitindo que equipes pequenas realizem investigações mais profundas e reduzam significativamente os falsos positivos. O investimento em SOC não apenas maximiza o retorno sobre os investimentos em ferramentas de detecção, mas também se torna crucial à medida que as ameaças se tornam mais sofisticadas.

Norton revela ameaças baseadas em IA no Brasil e suas contramedidas

Em um recente evento, a Norton apresentou dados alarmantes sobre o aumento de ciberataques no Brasil, destacando o uso crescente de inteligência artificial (IA) em golpes de engenharia social. A pesquisa revelou que 68% dos brasileiros estão mais preocupados com fraudes online do que no ano anterior, e 74% temem pela segurança de seus dados pessoais. A sofisticação dos ataques inclui a combinação de SMS, e-mails e redes sociais, utilizando conteúdos gerados por IA, como deepfakes, para enganar as vítimas. A Norton, em resposta, atualizou suas ferramentas de segurança, como o Norton Scam Protection, que agora conta com o Norton Genie AI, capaz de identificar e bloquear golpes em tempo real, especialmente em mensagens SMS. A empresa bloqueia cerca de 110 tentativas de golpe relacionadas à engenharia social por segundo, evidenciando a gravidade da situação. Com 65% dos brasileiros incapazes de identificar golpes gerados por IA, a necessidade de soluções eficazes de cibersegurança se torna ainda mais urgente.

FBI alerta sobre fraudes de roubo de contas financeiras nos EUA

O FBI alertou sobre um aumento significativo em fraudes de roubo de contas (ATO) nos Estados Unidos, onde cibercriminosos estão se passando por instituições financeiras para roubar dinheiro e informações sensíveis. Desde o início do ano, mais de 5.100 queixas foram registradas, resultando em perdas superiores a US$ 262 milhões. Os ataques geralmente envolvem técnicas de engenharia social, como mensagens de texto, chamadas e e-mails que exploram o medo dos usuários, além de sites falsos que imitam instituições financeiras. Os criminosos manipulam as vítimas a fornecerem suas credenciais de login, incluindo códigos de autenticação de múltiplos fatores. O FBI também destacou o uso de SEO para direcionar usuários a sites fraudulentos. Para se proteger, recomenda-se que os usuários sejam cautelosos ao compartilhar informações online, monitorem suas contas regularmente e utilizem senhas complexas e únicas. O aumento das fraudes coincide com o uso de ferramentas de inteligência artificial por atacantes, que facilitam a criação de e-mails de phishing e sites falsos mais convincentes. Além disso, a exploração de vulnerabilidades em plataformas de e-commerce também foi observada, aumentando o risco de fraudes durante a temporada de compras.

Brasil é vice-campeão mundial em ciberataques com 28 milhões de golpes no Pix

O Brasil enfrenta um alarmante aumento nas fraudes digitais, com 28 milhões de golpes via Pix registrados entre janeiro e setembro de 2025. O país ocupa o segundo lugar no ranking global de ciberataques, com 700 milhões de tentativas anuais, o que equivale a 1.379 ataques por minuto. A pesquisa da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) revela que a maioria das fraudes ocorre em compras online, com 2,7 milhões de casos, seguidos por 1,6 milhão de golpes via WhatsApp e 1,5 milhão relacionados a phishing. Os golpes financeiros, especialmente os que envolvem o Pix, representam 47% das fraudes totais, enquanto 15% estão ligados ao roubo de identidade. O estudo também destaca que pessoas acima de 50 anos são as mais afetadas, representando 53% das vítimas. Além disso, a utilização de tecnologias avançadas, como deepfakes e inteligência artificial, tem contribuído para a sofisticação dos golpes. O presidente da ADDP, Francisco Gomes Junior, alerta que a falta de educação digital e a popularização do Pix têm facilitado a atuação de quadrilhas organizadas, resultando em prejuízos estimados entre R$ 10 bilhões e R$ 112 bilhões, muitos dos quais não são reportados.

Como assistir Fake Friend O Golpista de Ingressos online - é GRÁTIS

O documentário Fake Friend: The Ticket Scammer, da BBC, estreia no dia 24 de novembro de 2025, e revela a história de Miles Hart, um golpista de ingressos que enganou amigos e estranhos, vendendo ingressos falsificados para eventos como o Glastonbury Festival. Com 59 minutos de duração, o filme apresenta depoimentos impactantes de vítimas e especialistas da indústria de eventos, mostrando como Hart utilizou seu carisma para manter um estilo de vida luxuoso enquanto enganava centenas de pessoas. A produção faz parte da Scam Safe Week 2025 e está disponível gratuitamente no BBC iPlayer, acessível apenas para residentes do Reino Unido. Para quem está fora do país, a utilização de uma VPN, como a NordVPN, é recomendada para desbloquear o serviço. O documentário não apenas expõe a fraude, mas também investiga as consequências emocionais e financeiras enfrentadas pelas vítimas, destacando a cultura de influência que permitiu que Hart prosperasse em suas mentiras. Com um enredo envolvente, o filme promete ser uma reflexão sobre confiança e engano na era digital.

Cibercriminosos usam notificações de navegador para ataques de phishing

Cibercriminosos estão explorando notificações de navegador como um novo vetor para ataques de phishing, utilizando uma plataforma chamada Matrix Push C2. Essa estrutura, que não requer arquivos, aproveita notificações push, alertas falsos e redirecionamentos de links para enganar vítimas em diferentes sistemas operacionais. Os atacantes induzem os usuários a permitir notificações de sites maliciosos ou comprometidos, enviando alertas que parecem ser do sistema operacional ou do próprio navegador, utilizando marcas confiáveis e linguagem convincente. Uma vez que a vítima clica em um botão de ‘Verificar’ ou ‘Atualizar’, é redirecionada para um site falso.

Hacker que invadiu conta de Obama é condenado a pagar R 28,8 milhões

Joseph James O’Connor, um hacker britânico de 26 anos, foi condenado a pagar aproximadamente R$ 28,8 milhões em Bitcoin por sua participação em um ataque ao Twitter (atualmente X) em 2020. O ataque comprometeu contas de várias figuras públicas, incluindo Barack Obama, Joe Biden e Elon Musk, e envolveu fraudes com criptomoedas. O’Connor foi extraditado da Espanha para os Estados Unidos, onde já cumpria uma pena de cinco anos de prisão por crimes como invasão de computadores e extorsão. O Serviço de Promotoria da Coroa Britânica obteve uma ordem de recuperação civil para apreender 42 bitcoins e outros ativos relacionados ao crime. O promotor Adrian Foster destacou a importância de garantir que criminosos não se beneficiem de suas ações, mesmo que não sejam condenados no Reino Unido. O incidente levantou preocupações sobre a segurança das contas verificadas no Twitter, levando a plataforma a restringir o acesso a essas contas até que a situação fosse resolvida.

Campanha de Hacking do WhatsApp Alerta Usuários no Brasil

A CTM360 identificou uma campanha de hacking de contas do WhatsApp, chamada HackOnChat, que está se espalhando rapidamente pelo mundo. Os atacantes utilizam portais de autenticação enganosos e páginas de impersonação para enganar os usuários e comprometer suas contas. A campanha se destaca pelo uso de URLs maliciosas hospedadas em domínios de baixo custo, geradas por plataformas modernas de criação de sites, permitindo que os hackers criem novas páginas em grande escala. As técnicas de ataque incluem o sequestro de sessão, onde os criminosos aproveitam a funcionalidade de dispositivos vinculados para assumir sessões ativas do WhatsApp Web, e a tomada de conta, que envolve enganar as vítimas para que entreguem chaves de autenticação. Uma vez que os atacantes controlam uma conta, eles a utilizam para atingir os contatos da vítima, solicitando dinheiro ou informações sensíveis. A campanha tem mostrado um aumento significativo de atividades, especialmente no Oriente Médio e na Ásia, e destaca a eficácia das táticas de engenharia social, que exploram interfaces familiares e a confiança humana.

Golpistas usam e-mail oficial do Facebook para roubar contas

Pesquisadores da Check Point Research alertam sobre uma nova onda de e-mails de phishing que utilizam o domínio legítimo @facebookmail.com para enganar administradores de contas do Facebook Ads. Esses e-mails, que aparentam ser comunicações oficiais da Meta, têm como objetivo roubar credenciais de acesso. Aproximadamente 40 mil e-mails foram enviados a cerca de 5 mil usuários em várias regiões, incluindo Austrália, Canadá, Europa e Estados Unidos. Os assuntos das mensagens incluem ‘Verificação de Conta Necessária’ e ‘Convite para parceria Meta Agency’. Ao clicar nos links, as vítimas são direcionadas a páginas fraudulentas que imitam o branding da Meta, hospedadas em domínios como vercel.app. A campanha é massiva e visa empresas que dependem da Meta para marketing, como setores automotivo, educacional e financeiro. Para se proteger, recomenda-se a ativação da autenticação em duas etapas e a verificação de convites diretamente na plataforma do Facebook Business antes de clicar em links suspeitos.

Cuidado Hackers criam 4 mil sites de viagens falsos para roubar dados

Uma nova campanha de phishing foi identificada, envolvendo a criação de aproximadamente 4.300 sites fraudulentos de reservas de hotéis, com o objetivo de roubar dados de usuários. A pesquisa, conduzida por Andrew Brandt da Netcraft, revelou que hackers russos estão por trás dessa ação, que começou em fevereiro de 2025. Entre os sites falsos, 685 imitam o Booking.com, um dos portais de viagens mais populares. Os ataques ocorrem quando os usuários recebem e-mails que solicitam a confirmação de reservas em um curto prazo, levando-os a clicar em links que redirecionam para páginas fraudulentas. Essas páginas, que se apresentam como legítimas, solicitam informações de cartão de crédito sob a falsa premissa de que é necessário pagar uma taxa de reserva. O uso de um CAPTCHA falso e suporte em 43 idiomas amplia o alcance do golpe, tornando-o uma ameaça global. Os especialistas alertam que a campanha pode impactar significativamente a segurança dos dados pessoais e financeiros dos viajantes, exigindo atenção redobrada ao realizar reservas online.

Golpistas usam videochamada do WhatsApp para roubar contas bancárias

Um novo golpe de cibersegurança está se espalhando, onde criminosos utilizam a funcionalidade de compartilhamento de tela do WhatsApp para roubar dados pessoais e dinheiro de vítimas. Segundo uma pesquisa da ESET, os golpistas iniciam o ataque com uma videochamada inesperada de um número desconhecido, alegando ser de um banco ou suporte da Meta. Eles criam um clima de pânico, informando que a conta da vítima pode estar comprometida. Para resolver a situação, os golpistas pedem que a vítima compartilhe a tela ou instale aplicativos de acesso remoto, como AnyDesk ou TeamViewer. Essa técnica de engenharia social se baseia em confiança, urgência e controle, levando as vítimas a revelarem informações sensíveis, como senhas e dados bancários. A Meta já tomou medidas para combater essa ameaça, banindo milhões de contas fraudulentas e alertando os usuários sobre os riscos de compartilhar a tela com desconhecidos. O golpe já causou perdas significativas, como um caso em Hong Kong onde uma vítima perdeu R$ 3,69 milhões. É crucial que os usuários estejam cientes desses riscos e adotem práticas seguras ao utilizar plataformas de comunicação.

Malware Sneaky 2FA utiliza técnica de Browser-in-the-Browser em ataques

O malware Sneaky 2FA, associado ao modelo Phishing-as-a-Service (PhaaS), introduziu a funcionalidade Browser-in-the-Browser (BitB), facilitando ataques de phishing para roubo de credenciais de contas Microsoft. Essa técnica, documentada pelo pesquisador de segurança mr.d0x, utiliza HTML e CSS para criar janelas de navegador falsas que imitam páginas de login legítimas, enganando os usuários. O ataque começa com um URL suspeito que, após uma verificação de proteção contra bots, exibe um botão ‘Entrar com Microsoft’ para acessar um documento PDF. Ao clicar, o usuário é redirecionado para uma página de phishing que coleta informações de login. Além disso, os atacantes utilizam técnicas de carregamento condicional e obfuscação para evitar a detecção. A pesquisa também destaca a possibilidade de ataques que burlam métodos de autenticação resistentes a phishing, como os passkeys, por meio de extensões maliciosas que manipulam o processo de autenticação. Com a evolução contínua das técnicas de phishing, é crucial que usuários e organizações adotem medidas de segurança rigorosas, como políticas de acesso condicional, para mitigar o risco de sequestro de contas.

Ataques de phishing no LinkedIn uma nova ameaça para empresas

Os ataques de phishing estão se diversificando, com um em cada três ocorrendo fora do e-mail, especialmente no LinkedIn. Este artigo destaca como os atacantes estão utilizando a plataforma para realizar ataques direcionados, especialmente contra executivos de empresas nos setores financeiro e tecnológico. A natureza das mensagens diretas no LinkedIn permite que os ataques contornem as ferramentas tradicionais de segurança, que geralmente se concentram na proteção de e-mails. Além disso, a facilidade de criar contas falsas ou sequestrar contas legítimas torna o LinkedIn um alvo atraente para os criminosos. Os atacantes podem facilmente mapear perfis de empresas e identificar alvos de alto valor, aumentando a probabilidade de sucesso. A falta de proteção contra spam e a expectativa de interações profissionais tornam os usuários mais suscetíveis a cair em armadilhas. O impacto potencial desses ataques pode ser devastador, com acesso a dados críticos e funções empresariais. Portanto, é crucial que as empresas adotem medidas proativas para proteger suas redes e treinar seus funcionários sobre os riscos associados a essas novas formas de phishing.

Por que nossos próprios cliques são aliados do cibercrime

No combate ao cibercrime, muitas vezes pensamos em hackers sofisticados e códigos complexos, mas o relatório da Verizon Business 2025 revela que quase 60% das violações de dados envolvem o fator humano. Técnicas de engenharia social, como phishing e pretexting, continuam a ser as mais comuns, utilizando elementos do nosso cotidiano digital, como notificações de entrega e solicitações de redefinição de senha, para enganar os usuários. Os criminosos cibernéticos estão se aproveitando da confiança que depositamos em plataformas digitais, criando armadilhas que se disfarçam como atualizações legítimas ou links de newsletters confiáveis. Além disso, novas táticas, como induzir usuários a copiar e colar comandos maliciosos, estão transformando ferramentas comuns em cúmplices involuntários. Mesmo a autenticação multifatorial (MFA), considerada uma defesa robusta, está sendo explorada por criminosos através de plataformas de phishing. A defesa mais eficaz contra essas ameaças não é apenas software, mas sim indivíduos informados e vigilantes. A cibersegurança deve ser uma preocupação coletiva, exigindo pensamento crítico e ceticismo em cada interação online.

EUA lançam força-tarefa para combater fraudes em criptomoedas no Sudeste Asiático

Os Estados Unidos criaram uma força-tarefa, denominada ‘Strike Force’, para combater fraudes relacionadas a criptomoedas que operam a partir do Sudeste Asiático, especialmente em países como Mianmar, Camboja e Laos. Nos últimos cinco anos, redes organizadas têm enganado cidadãos americanos, resultando em perdas de bilhões de dólares. A força-tarefa, que envolve várias agências federais, como o Departamento de Justiça e o FBI, utilizará investigações, processos criminais, sanções e apreensões para desmantelar essas operações e buscar restituição para as vítimas. Até agora, foram apreendidos mais de 401 milhões de dólares em criptomoedas de operações fraudulentas. Além disso, a força-tarefa está colaborando com autoridades locais, como a Polícia Real da Tailândia, para combater centros de fraudes. Grupos criminosos transnacionais, incluindo organizações chinesas, estão envolvidos na coordenação dessas fraudes, que também estão ligadas a atividades de tráfico humano e conflitos armados na região. O aumento das fraudes em investimentos em criptomoedas tem sido alarmante, com o Serviço Secreto dos EUA relatando cerca de 3.000 vítimas apenas no ano fiscal de 2025. A iniciativa reflete o compromisso dos EUA em se tornar um centro global para a indústria de criptomoedas, ao mesmo tempo em que protege seus cidadãos de fraudes.