Phishing

Aumento de ataques baseados em navegador o que você precisa saber

Nos últimos anos, os ataques cibernéticos que visam usuários em navegadores da web aumentaram de forma alarmante. Esses ataques, conhecidos como ‘browser-based attacks’, têm como objetivo comprometer aplicativos empresariais e dados, explorando a vulnerabilidade dos usuários. O phishing, por exemplo, evoluiu para um modelo multi e cross-channel, utilizando mensagens instantâneas, redes sociais e até mesmo serviços SaaS para enganar os usuários e coletar credenciais. Além disso, técnicas como ClickFix e consent phishing têm se tornado comuns, onde os atacantes induzem as vítimas a executar comandos maliciosos ou a autorizar integrações com aplicativos controlados por eles. Outro vetor preocupante são as extensões de navegador maliciosas, que podem capturar logins e credenciais. A crescente complexidade do ambiente de trabalho moderno, com a utilização de aplicativos descentralizados, torna a detecção e prevenção desses ataques ainda mais desafiadoras. As organizações precisam estar cientes dessas ameaças e implementar medidas de segurança robustas para proteger seus dados e sistemas.

Golpes de phishing envolvendo PayPal e Spotify aumentam saiba como se proteger

Nos últimos meses, campanhas de phishing que se passam por PayPal e Spotify têm crescido de forma alarmante, especialmente após um vazamento de dados que afetou até 15,8 milhões de contas do PayPal. Os cibercriminosos estão utilizando informações obtidas para enganar usuários e roubar dados bancários. Os golpes geralmente se apresentam na forma de e-mails que solicitam a atualização de informações de pagamento, com mensagens de urgência que ameaçam a interrupção do serviço caso a ação não seja realizada rapidamente. Os e-mails maliciosos frequentemente começam com saudações impessoais, como ‘Caro usuário’, e incluem links que, ao serem clicados, podem comprometer a conta do usuário. Para se proteger, é fundamental verificar a procedência dos e-mails, evitando clicar em links suspeitos e sempre acessando diretamente os sites oficiais dos serviços. O PayPal e o Spotify oferecem orientações sobre como identificar comunicações legítimas e sugerem que os usuários mudem suas senhas ao suspeitar de atividades estranhas. A conscientização e a cautela são essenciais para evitar cair em tais armadilhas.

Ator de Ameaça PoisonSeed Registra Novos Domínios para Roubo de Credenciais

Pesquisadores de segurança da DomainTools identificaram uma nova onda de infraestrutura maliciosa associada ao ator de ameaça PoisonSeed, com 21 domínios registrados desde 1º de junho de 2025. A campanha visa principalmente clientes do SendGrid e ambientes empresariais, representando uma continuação das operações de phishing sofisticadas semelhantes ao grupo de cibercrime SCATTERED SPIDER. Os domínios recém-descobertos seguem as táticas, técnicas e procedimentos (TTPs) estabelecidos pelo PoisonSeed, utilizando intersticiais de CAPTCHA falsos da Cloudflare para adicionar legitimidade antes de redirecionar as vítimas para páginas de coleta de credenciais. Os pesquisadores observaram que esses domínios maliciosos exibem dados falsificados de Ray ID da Cloudflare, imitando processos de verificação de segurança legítimos. A infraestrutura maliciosa demonstra padrões de registro e hospedagem consistentes com campanhas anteriores do PoisonSeed, sendo todos os domínios registrados através do NiceNIC International Group Co. e hospedados em endereços IP específicos. A análise sugere que as operações do PoisonSeed podem estar conectadas ao coletivo de cibercrime “The Com”, que inclui jovens envolvidos em ataques motivados financeiramente desde 2022. Organizações que utilizam SendGrid devem implementar monitoramento aprimorado para solicitações de autenticação suspeitas e verificar comunicações através de canais oficiais antes de fornecer credenciais.

Grupos de cibercrime que roubaram US 10 bilhões dos americanos são sancionados

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a várias organizações de cibercrime localizadas na Birmânia e no Camboja, que foram responsáveis por fraudes que resultaram em perdas de mais de US$ 10 bilhões para cidadãos americanos em 2024. Essas organizações operavam principalmente por meio de golpes românticos e oportunidades de investimento falsas, além de estarem envolvidas em trabalho forçado e tráfico humano. As sanções congelam os ativos das entidades afetadas e bloqueiam seu acesso ao sistema financeiro dos EUA, dificultando suas operações globais. O governo dos EUA destacou que as perdas devido a esses golpes aumentaram 66% em relação ao ano anterior, ressaltando a gravidade da situação. Entre os alvos das sanções estão indivíduos que controlam propriedades que abrigam centros de fraude, além de fornecedores de energia e redes de lavagem de dinheiro. O impacto das sanções é significativo, pois impede que cidadãos e empresas dos EUA façam negócios com os indivíduos sancionados, além de desencorajar instituições financeiras internacionais de se envolverem com eles.

Hackers exploram aplicativo falso do Google para roubar credenciais

Um novo ataque de phishing tem utilizado a plataforma AppSheet do Google para roubar credenciais de usuários. Os hackers registram contas no AppSheet e enviam notificações automatizadas que imitam alertas legítimos de sistemas, utilizando e-mails que parecem autênticos e que passam por verificações de segurança como SPF, DKIM e DMARC. Os e-mails contêm links encurtados que redirecionam as vítimas para uma cópia falsa do portal de login do Google Workspace. Uma vez que as credenciais são inseridas, elas são imediatamente coletadas pelos atacantes. Em março de 2025, 10,88% dos e-mails de phishing globalmente utilizaram a infraestrutura do AppSheet. As defesas tradicionais falham em detectar esses ataques, pois confiam na reputação da infraestrutura do Google. Para mitigar esses riscos, é necessário implementar análises contextuais que possam identificar discrepâncias entre o remetente e o conteúdo da mensagem, além de políticas dinâmicas que monitorem interações típicas entre serviços e usuários.

Salty2FA Novo Kit de Phishing Ameaça Empresas Globalmente

O Salty2FA é um novo kit de phishing que tem se destacado por sua capacidade de contornar métodos de autenticação de dois fatores (2FA), colocando em risco diversas indústrias, especialmente nos setores financeiro, energético e de telecomunicações. Identificado em campanhas nos EUA e na Europa, o kit utiliza uma cadeia de execução em múltiplas etapas e infraestrutura evasiva para interceptar credenciais e códigos 2FA. A análise de um caso real revelou que um funcionário recebeu um e-mail disfarçado de solicitação de correção de pagamento, levando-o a uma página de login falsa da Microsoft. A partir daí, as credenciais foram roubadas e, se a conta tivesse 2FA, o kit poderia interceptar os códigos de verificação. Para mitigar os riscos associados ao Salty2FA, as equipes de segurança devem focar na detecção de comportamentos, realizar análises em sandbox e reforçar políticas de autenticação multifatorial, priorizando tokens de aplicativo ou hardware em vez de SMS. A adoção de sandboxes interativas, como o ANY.RUN, pode aumentar a eficiência das operações de segurança, permitindo investigações mais rápidas e precisas.

Hackers usam servidores da Apple para enganar com e-mails falsos

Um novo ataque de phishing foi identificado, utilizando convites do Calendário iCloud da Apple para enganar usuários. Os criminosos enviam e-mails maliciosos disfarçados como notificações de compra, utilizando o endereço noreply@email.apple.com, que é legítimo, para evitar filtros de spam. O golpe alerta sobre um pagamento de US$ 599, levando as vítimas a acreditarem que foram vítimas de uma fraude. Ao ligarem para os números fornecidos, os usuários são convencidos a instalar softwares que permitem o acesso remoto aos seus computadores, possibilitando o roubo de dados pessoais e financeiros. O ataque é tecnicamente simples, mas eficaz, pois utiliza ferramentas autênticas para ganhar credibilidade. Especialistas recomendam cautela ao receber convites inesperados e a verificação da procedência antes de qualquer ação.

Ameaças de phishing evoluem com uso de Axios e Microsoft Direct Send

Recentemente, pesquisadores da ReliaQuest identificaram uma nova técnica de phishing que utiliza ferramentas de cliente HTTP, como Axios, em conjunto com a funcionalidade Direct Send da Microsoft. Essa combinação tem permitido que atacantes formem um ‘pipeline de ataque altamente eficiente’, resultando em um aumento de 241% na atividade do agente de usuário Axios entre junho e agosto de 2025. As campanhas de phishing têm se aproveitado do Direct Send para simular usuários confiáveis e garantir que suas mensagens evitem os gateways de segurança, alcançando uma taxa de sucesso de 70% em algumas operações. Os ataques visam principalmente executivos e gerentes de setores como finanças e saúde, mas rapidamente se expandiram para todos os usuários. Os criminosos utilizam Axios para interceptar e modificar requisições HTTP, capturando tokens de sessão e códigos de autenticação multifatorial em tempo real. Além disso, os e-mails fraudulentos frequentemente contêm documentos PDF com QR codes maliciosos que redirecionam para páginas de login falsas, facilitando o roubo de credenciais. Para mitigar esses riscos, as organizações devem considerar desabilitar o Direct Send, implementar políticas de anti-spoofing e treinar funcionários para reconhecer e-mails de phishing.

SpamGPT Ferramenta de IA impulsiona campanhas massivas de phishing

O SpamGPT é uma nova ferramenta de cibercrime que combina inteligência artificial com plataformas de marketing por e-mail, facilitando a execução de campanhas de phishing em larga escala. Comercializada em fóruns clandestinos como uma solução de “spam como serviço”, a ferramenta reduz drasticamente a barreira técnica para criminosos. Com uma interface que imita softwares de marketing legítimos, o SpamGPT automatiza quase todas as etapas de uma operação de e-mail fraudulenta. Seu núcleo é um framework criptografado que inclui um assistente de IA, o “KaliGPT”, que gera textos persuasivos e personaliza conteúdos para alvos específicos, eliminando a necessidade de habilidades de escrita. Além disso, oferece painéis em tempo real para monitoramento de entregabilidade e métricas de engajamento, características normalmente restritas a grandes empresas. O SpamGPT permite que até iniciantes lancem operações de spam em massa, utilizando técnicas avançadas de spoofing para contornar verificações de segurança. Essa evolução no cibercrime torna os ataques de phishing mais escaláveis e convincentes, exigindo que as organizações adotem medidas robustas de segurança por e-mail, como políticas DMARC, SPF e DKIM, além de soluções de segurança baseadas em IA para detectar padrões de phishing gerados por IA.

Cibercriminosos Usam Amazon SES para Enviar Mais de 50.000 E-mails Maliciosos Diários

Pesquisadores de cibersegurança da Wiz descobriram uma campanha de phishing sofisticada que explora o Amazon Simple Email Service (SES) para realizar ataques em larga escala. Identificada em maio de 2025, a campanha começou com chaves de acesso da AWS roubadas, um vetor de ataque comum. O que a tornou particularmente perigosa foi a capacidade do atacante de escalar suas permissões de envio de e-mails, passando do modo ‘sandbox’ restrito para acesso de produção sem limitações.

Golpe da entrega da Jadlog usa código de rastreio válido, mas comete erro bobo

Uma nova variante do golpe conhecido como ‘golpe das entregas’ está circulando no Brasil, desta vez utilizando o nome da transportadora Jadlog. Os cibercriminosos têm se aproveitado da crescente movimentação do e-commerce, enviando mensagens que alegam que encomendas estão retidas e exigindo o pagamento de taxas inexistentes via Pix. O diferencial desta versão é a utilização de códigos de rastreamento válidos, que conferem um nível de credibilidade à fraude. No entanto, pequenos detalhes, como a apresentação de pacotes com etiquetas dos Correios, revelam a natureza fraudulenta do golpe. Os golpistas utilizam dados reais das vítimas, obtidos de vazamentos anteriores, para criar uma comunicação convincente. A abordagem é feita em horários estratégicos, como de madrugada, para explorar a vulnerabilidade cognitiva das pessoas. Apesar da sofisticação técnica, a falta de atenção a detalhes básicos e a reutilização de imagens para diferentes vítimas são falhas que podem ser percebidas por usuários mais atentos. Especialistas alertam que a combinação de dados vazados e técnicas de engenharia social torna esses golpes cada vez mais eficazes, exigindo cautela dos consumidores.

Grupo ligado ao Irã realiza campanha de phishing contra embaixadas

Um grupo de ciberespionagem vinculado ao Irã foi identificado como responsável por uma campanha de spear-phishing coordenada, visando embaixadas e consulados na Europa e em outras regiões do mundo. A empresa de cibersegurança israelense Dream atribuiu a atividade a operadores alinhados ao Irã, conectados a um esforço mais amplo de espionagem cibernética. Os ataques utilizaram e-mails que se disfarçavam como comunicações diplomáticas legítimas, explorando tensões geopolíticas entre o Irã e Israel. Os e-mails continham documentos do Microsoft Word maliciosos que, ao serem abertos, solicitavam aos destinatários que habilitassem macros, permitindo a execução de um código VBA que implantava um malware. Os alvos incluíram embaixadas, consulados e organizações internacionais em várias partes do mundo, com foco particular na Europa e na África. A campanha foi realizada a partir de 104 endereços de e-mail comprometidos, incluindo um que pertencia ao Ministério das Relações Exteriores de Omã. O objetivo final dos ataques era estabelecer persistência no sistema da vítima, contatar um servidor de comando e controle e coletar informações do sistema. A ClearSky, outra empresa de cibersegurança, também observou que técnicas semelhantes foram usadas em ataques anteriores, sugerindo uma continuidade nas táticas dos atores de ameaça iranianos.

Google desmente rumores sobre alerta de segurança do Gmail

Recentemente, circularam rumores de que o Google havia enviado um alerta de segurança urgente a todos os usuários do Gmail. No entanto, a empresa confirmou que não houve tal notificação em massa. O Gmail utiliza uma estratégia de defesa em camadas, que inclui autenticação de remetente através de protocolos como SPF, DKIM e DMARC, além de análise de conteúdo para detectar anexos maliciosos e URLs embutidos. O sistema de detecção de anomalias, apoiado por modelos de aprendizado de máquina, analisa bilhões de sinais anônimos para identificar comportamentos incomuns. Essa abordagem impede que mais de 99,9% das ameaças de phishing e malware cheguem às caixas de entrada dos usuários. O Google também recomenda que os usuários adotem métodos de autenticação modernos, como Passkeys, que eliminam os riscos associados ao roubo de senhas. Além disso, o Gmail oferece avisos de phishing e incentiva os usuários a reportarem mensagens suspeitas, contribuindo para a melhoria contínua dos algoritmos de detecção. Para aumentar a segurança, o Google sugere que os usuários verifiquem cuidadosamente os endereços dos remetentes e mantenham seus dispositivos atualizados.

Ameaça de Segurança no WhatsApp Novo Golpe Permite Hackers Controlarem Chats Privados

Uma nova campanha de phishing sofisticada está afetando usuários do WhatsApp, onde mensagens enganosas de contatos, como “Oi, encontrei sua foto por acaso!”, são utilizadas para induzir cliques em links maliciosos. Ao clicar, as vítimas são redirecionadas para uma página falsa de login do Facebook, onde, ao inserir suas credenciais, os hackers conseguem explorar a funcionalidade de vinculação de dispositivos do WhatsApp. Isso permite que os atacantes assumam o controle total das conversas, mídias e contatos da vítima.

Cibercriminosos Transformam Plataformas de E-mail em Armas de Phishing

Pesquisadores de cibersegurança da Trustwave SpiderLabs identificaram um aumento alarmante em ataques de phishing, onde criminosos cibernéticos estão explorando plataformas de marketing por e-mail e serviços em nuvem legítimos para contornar controles de segurança e enganar vítimas. O sistema de escaneamento de URLs da empresa detectou um aumento significativo em campanhas sofisticadas que utilizam a reputação de plataformas populares para evitar detecções e roubar credenciais corporativas.

Os atacantes estão abusando de serviços de marketing por e-mail, como o domínio de rastreamento ‘klclick3.com’, para criar e-mails de phishing que disfarçam URLs maliciosos como notificações de correio de voz. Além disso, a infraestrutura da Amazon Web Services (AWS) está sendo utilizada para hospedar conteúdo malicioso, explorando a confiança inerente à plataforma. As campanhas recentes incluem e-mails com temas de “Pagamento” que redirecionam para sites de phishing que imitam serviços legítimos, como o Roundcube Webmail.

Cibercriminosos exploram anúncios online para invadir sistemas de hotéis

Uma operação de phishing em larga escala está atacando a indústria de hospitalidade por meio de anúncios maliciosos em motores de busca. Os cibercriminosos estão se passando por pelo menos treze provedores de serviços de hotéis e aluguel de férias para roubar credenciais e invadir sistemas de gerenciamento de propriedades baseados em nuvem. A campanha utiliza malvertising, enganando usuários que buscam empresas legítimas. Anúncios patrocinados aparecem acima dos resultados autênticos, direcionando as vítimas para domínios que imitam sites legítimos. As páginas de phishing apresentam formulários de login falsos projetados para coletar nomes de usuário, endereços de e-mail, números de telefone e senhas. Os atacantes demonstram táticas avançadas para contornar a autenticação multifatorial (MFA), solicitando códigos de “senha única” e oferecendo opções de “Login com Código SMS” e “Código de E-mail” para capturar tokens de autenticação em tempo real. A análise técnica sugere que os responsáveis pela campanha têm origens russas, utilizando uma infraestrutura sofisticada para monitorar o engajamento das vítimas. A operação representa riscos significativos para a indústria, expondo informações pessoais e dados de pagamento dos hóspedes. Especialistas recomendam que as organizações priorizem métodos de autenticação resistentes a phishing e monitorem registros de domínios suspeitos.

Grupo de hackers da Coreia do Norte lança campanha de phishing com RokRAT

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de phishing atribuída ao grupo ScarCruft, vinculado à Coreia do Norte, com o objetivo de disseminar o malware RokRAT. Codificada como Operação HanKook Phantom, a campanha visa indivíduos associados à National Intelligence Research Association, incluindo acadêmicos e ex-oficiais do governo sul-coreano. Os ataques começam com um e-mail de spear-phishing que contém um anexo ZIP disfarçado de documento PDF, que, ao ser aberto, não só exibe um boletim informativo como também instala o RokRAT no sistema da vítima. Este malware é capaz de coletar informações do sistema, executar comandos arbitrários e capturar telas, além de exfiltrar dados através de serviços de nuvem como Dropbox e Google Cloud. Uma segunda fase da campanha utiliza um arquivo LNK para executar um script PowerShell, que também instala um documento Word falso e um script em lote ofuscado. A análise revela que o ScarCruft continua a empregar táticas de phishing altamente personalizadas, visando setores governamentais e acadêmicos da Coreia do Sul para espionagem e coleta de inteligência.

O que é Engenharia Social? Aprenda a se proteger de golpes

A Engenharia Social é uma técnica de manipulação psicológica utilizada por golpistas para obter informações pessoais e financeiras de suas vítimas. Ao invés de depender de tecnologia complexa, esses criminosos exploram a confiança e a urgência, criando cenários que induzem as pessoas a agir rapidamente, como mensagens que alertam sobre contas bloqueadas ou prêmios inesperados. Os métodos mais comuns incluem phishing, spear phishing, vishing, smishing, baiting e pretexting, cada um com suas particularidades. Para se proteger, é fundamental estar atento a sinais de alerta, como erros de gramática, endereços de e-mail suspeitos e solicitações de informações sensíveis. Além disso, recomenda-se a ativação da autenticação de dois fatores e a verificação de comunicações através de canais oficiais. A conscientização sobre esses golpes é crucial, pois mesmo pessoas experientes em tecnologia podem ser enganadas. Compartilhar informações sobre Engenharia Social pode ajudar a proteger amigos e familiares, especialmente os mais vulneráveis, como crianças e idosos.

O que é phishing e como se proteger?

O phishing é uma técnica de ataque cibernético que utiliza engenharia social para enganar usuários e roubar informações sensíveis, como dados bancários e pessoais. Os criminosos criam mensagens falsas, geralmente via e-mail ou SMS, que parecem legítimas, induzindo as vítimas a clicar em links ou fornecer informações. Os ataques de phishing podem ser classificados em várias categorias, incluindo phishing tradicional, spear phishing, whaling, smishing e vishing, cada um com diferentes níveis de sofisticação e alvo. Para se proteger, é essencial ativar a autenticação de dois fatores, usar senhas fortes e únicas, e manter softwares atualizados. Além disso, é importante educar amigos e familiares sobre os riscos e sinais de alerta, como remetentes suspeitos e erros de gramática em comunicações. Caso alguém caia em um golpe, é fundamental agir rapidamente para minimizar os danos.

Golpes de impersonação com IA disparam em 2025 saiba como se proteger

Os golpes de impersonação utilizando inteligência artificial (IA) estão em ascensão alarmante em 2025, com um aumento de 148% em comparação ao ano anterior, segundo especialistas em segurança. Esses golpes se aproveitam de tecnologias como clonagem de voz e deepfake para imitar com precisão a voz e a aparência de pessoas de confiança, como amigos, familiares e executivos de empresas. Os criminosos utilizam essas técnicas para realizar chamadas, reuniões por vídeo e enviar mensagens, criando um senso de urgência que pode levar as vítimas a agir rapidamente sem verificar a identidade do suposto remetente.

Golpe no TikTok vende AirTag falsa que denuncia perseguidor

Um novo golpe no TikTok está chamando a atenção por vender dispositivos que imitam a AirTag da Apple, prometendo rastreamento indetectável de pessoas. Esses localizadores GPS, que custam cerca de US$ 10 (R$ 55), são promovidos em vídeos que incentivam a perseguição a parceiros supostamente infiéis. No entanto, o dispositivo não funciona como anunciado e é detectável pela ferramenta ‘Buscar’ da Apple, além de emitir alertas quando se afasta do proprietário. A Apple já advertiu que acessórios que utilizam sua rede não devem ser usados para rastrear pessoas sem consentimento. O TikTok, por sua vez, possui políticas que proíbem a promoção de atividades criminosas, mas muitos vídeos ainda estão disponíveis na plataforma, com mais de 100 mil unidades vendidas até o momento. A situação levanta preocupações sobre a segurança e privacidade dos usuários, além de evidenciar a necessidade de uma maior fiscalização sobre conteúdos que promovem comportamentos de stalking, que é crime em diversos países.

Amazon interrompe campanha de phishing ligada ao APT29 da Rússia

No dia 29 de agosto de 2025, a Amazon anunciou a interrupção de uma campanha de phishing conhecida como “watering hole”, atribuída ao grupo de hackers APT29, vinculado à inteligência russa. Essa campanha utilizou sites comprometidos para redirecionar visitantes a uma infraestrutura maliciosa, enganando usuários a autorizarem dispositivos controlados pelos atacantes através do fluxo de autenticação de código de dispositivo da Microsoft. APT29, também conhecido como Cozy Bear, tem sido ativo em ataques direcionados a entidades ucranianas e na coleta de dados sensíveis. Recentemente, o grupo adotou métodos de phishing, como o phishing de código de dispositivo, para obter acesso não autorizado a contas do Microsoft 365. A campanha da Amazon destacou a evolução das táticas do APT29, que agora inclui técnicas de evasão, como a codificação Base64 para ocultar código malicioso. Apesar das tentativas do grupo de mudar para novas infraestruturas, a equipe de inteligência da Amazon continuou a rastrear e interromper suas operações, evidenciando a persistência da ameaça. O ataque redirecionou cerca de 10% dos visitantes de sites legítimos para domínios controlados pelos atacantes, que imitavam páginas de verificação da Cloudflare, visando coletar códigos de dispositivo legítimos dos usuários.

Hackers se passam por suporte técnico no Microsoft Teams para roubar controle de tela

Um novo vetor de ataque cibernético tem se destacado, onde hackers estão se passando por pessoal de suporte técnico no Microsoft Teams para roubar o controle de tela dos usuários. Este tipo de phishing, que antes era restrito a e-mails, agora se aproveita das configurações padrão de comunicação externa do Teams, permitindo que os atacantes se façam passar por funcionários de TI. Com a crescente adoção do trabalho remoto, muitas organizações mantêm as mensagens e chamadas externas habilitadas por padrão, o que facilita a intrusão. Os atacantes podem iniciar chats ou chamadas de voz, muitas vezes contornando avisos de segurança que aparecem brevemente antes de desaparecerem. Além disso, eles têm utilizado técnicas para compartilhar arquivos maliciosos disfarçados como documentos legítimos, complicando a detecção. Para mitigar esses riscos, as equipes de operações de segurança (SOCs) devem monitorar domínios externos suspeitos e padrões de nomes que imitam o suporte técnico, além de implementar estratégias de detecção e resposta rápidas. A conscientização dos usuários sobre as táticas de impersonação é crucial para fortalecer a segurança nas comunicações corporativas.

Autoridades desmantelam mercado ilegal de documentos falsos na web

As autoridades dos Países Baixos e dos Estados Unidos anunciaram a desarticulação do mercado ilícito VerifTools, que vendia documentos de identidade fraudulentos para cibercriminosos em todo o mundo. Dois domínios do marketplace, verif[.]tools e veriftools[.]net, além de um blog associado, foram retirados do ar, redirecionando os visitantes para uma página informativa sobre a ação realizada pelo FBI, com base em um mandado judicial. Os servidores do site foram confiscados em Amsterdã.

Roubo de Credenciais - Cibercriminosos Explorando Administradores do ScreenConnect

Uma nova campanha de roubo de credenciais, identificada como MCTO3030 pela equipe de pesquisa de ameaças da Mimecast, está atacando administradores dos serviços em nuvem ConnectWise ScreenConnect. Desde 2022, essa operação tem utilizado táticas avançadas de phishing direcionado, visando profissionais de TI com privilégios de superadministrador. Os ataques são realizados através do Amazon Simple Email Service (SES), permitindo alta taxa de entrega ao explorar uma infraestrutura respeitável para contornar mecanismos de filtragem. Os e-mails, que imitam alertas de segurança corporativa, induzem os destinatários a clicar em um botão de “Revisar Segurança”, redirecionando-os para páginas de login falsas do ScreenConnect. Essas páginas utilizam frameworks EvilGinx para capturar credenciais de login e códigos de autenticação multifatorial (MFA) em tempo real, permitindo que os atacantes obtenham acesso total, mesmo com MFA em vigor. Com as credenciais de superadministrador, os cibercriminosos podem se mover lateralmente em ambientes corporativos, potencialmente implantando clientes remotos e distribuindo cargas maliciosas, como ransomware. A Mimecast recomenda que as organizações adotem medidas de defesa, como MFA resistente a phishing e restrições de acesso para superadministradores.

Geradores de sites por IA se tornam ferramentas de phishing para hackers

A crescente popularidade de serviços de criação de sites por inteligência artificial, como a Lovable, trouxe à tona preocupações significativas de segurança cibernética. Um relatório da Proofpoint revelou que, desde fevereiro, dezenas de milhares de URLs geradas na plataforma têm sido utilizadas em campanhas de phishing, instalação de malwares e roubo de dados. Os sites fraudulentos imitam páginas de marcas conhecidas e utilizam mecanismos como captchas para evitar a detecção por bots. Quatro campanhas distintas foram identificadas, incluindo uma que visava roubar credenciais de login da Microsoft e outra que imitava a empresa de logística UPS para coletar dados pessoais e informações de pagamento. A Lovable implementou medidas de segurança em junho, mas a Proofpoint alerta que ainda é possível criar sites fraudulentos na plataforma. Essa situação evidencia como a tecnologia pode ser explorada para fins criminosos, exigindo atenção redobrada de empresas e usuários para evitar danos.

Nova técnica de phishing rouba senhas da Microsoft via anúncios falsos

Um novo golpe de phishing foi identificado, utilizando links legítimos do site office.com redirecionados por meio de publicidade falsa para roubar credenciais de usuários do Microsoft 365. A técnica, descoberta pela Push Security, consiste em evitar a detecção de endereços maliciosos e contornar a verificação multifator (MFA) da Microsoft. O ataque começa quando um usuário, ao buscar por ‘Office 265’ (um erro de digitação), clica em um link patrocinado que parece legítimo. Inicialmente, o usuário é redirecionado para o site oficial da Microsoft, o que dificulta a identificação do golpe. Os hackers criaram um domínio próprio que redireciona para uma página de phishing, que, embora não contenha elementos maliciosos visíveis, é projetada para enganar sistemas de detecção. A Push Security alerta que os alvos não são específicos, sugerindo que os hackers estão testando a eficácia dessa nova abordagem. Para se proteger, recomenda-se que empresas verifiquem os parâmetros de redirecionamento de anúncios que levam ao office.com e que usuários evitem clicar em links publicitários, optando por resultados orgânicos.

Nova campanha de phishing usa mensagens falsas para espalhar malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de phishing que utiliza mensagens de voz e ordens de compra falsas para disseminar um carregador de malware chamado UpCrypter. Os ataques têm como alvo setores como manufatura, tecnologia, saúde, construção e varejo, com maior incidência em países como Áustria, Canadá e Índia. A campanha se inicia com e-mails de phishing que induzem os destinatários a clicar em links que levam a páginas de phishing convincentes, onde são solicitados a baixar arquivos JavaScript maliciosos. O UpCrypter atua como um canal para ferramentas de acesso remoto, permitindo que atacantes assumam o controle total de sistemas comprometidos. O malware é distribuído em arquivos ZIP que contêm scripts ofuscados, que realizam verificações para evitar a detecção por ferramentas de análise forense. Além disso, a campanha se insere em um contexto mais amplo de ataques que exploram serviços legítimos, como o Google Classroom, para contornar protocolos de autenticação de e-mail. A situação destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de mitigação eficazes para proteger as organizações contra essas ameaças emergentes.

Hackers usam novos truques para roubar logins da Microsoft

Pesquisadores de cibersegurança da Push Security alertaram sobre um novo esquema de phishing que tem como alvo credenciais de login da Microsoft. Os criminosos cibernéticos criaram páginas falsas que imitam as telas de login do Microsoft 365, utilizando uma ferramenta chamada Active Directory Federation Services (ADFS) para enganar os usuários. Em vez de enviar as vítimas diretamente para o site de phishing, os atacantes configuraram suas contas Microsoft para redirecionar os usuários para essas páginas fraudulentas, fazendo com que os links parecessem legítimos, já que começavam com ‘outlook.office.com’. Além disso, a distribuição do link não ocorreu por e-mail, mas sim através de malvertising, onde vítimas que buscavam por “Office 265” eram direcionadas a uma página de login falsa. O uso de um blog de viagens falso como intermediário ajudou a ocultar o ataque. Essa abordagem sofisticada permitiu que o esquema contornasse muitas ferramentas de segurança, aumentando sua taxa de sucesso em comparação com métodos tradicionais de phishing. Para se proteger, equipes de TI devem bloquear anúncios suspeitos e monitorar o tráfego de anúncios, enquanto os usuários devem ter cuidado ao digitar termos de busca, pois um simples erro de digitação pode levar a um anúncio falso que compromete dispositivos e contas.

Navegadores com IA ainda não são seguros o suficiente, diz estudo

Um estudo da empresa de cibersegurança Guardio revela que navegadores de internet que utilizam inteligência artificial (IA) ainda não estão prontos para realizar tarefas sensíveis, como compras online e gerenciamento de e-mails, devido a vulnerabilidades que podem ser exploradas por golpistas. Tecnologias como Comet, do Perplexity, Copilot, do Microsoft Edge, e Aura, da OpenAI, foram testadas e mostraram-se suscetíveis a ataques de phishing e engenharia social. Em um dos testes, a IA Comet completou uma compra em um site falso sem solicitar confirmação do usuário, expondo dados sensíveis como informações de cartão de crédito. Outro teste demonstrou que a IA foi enganada por um e-mail de phishing que parecia legítimo, resultando no fornecimento de credenciais do usuário. A Guardio alerta que esses testes preliminares indicam que há mais problemas em potencial, sugerindo que os usuários evitem delegar tarefas críticas à IA e adotem medidas de segurança, como a autenticação de dois fatores. O estudo destaca a necessidade de cautela ao usar navegadores com IA para evitar o roubo de dados e outras fraudes.

Usuários de Windows e Mac Alvo - Hackers Explorando o Truque ClickFix

Recentemente, a Microsoft Threat Intelligence relatou um aumento significativo em ataques de engenharia social conhecidos como ClickFix, que visam usuários de Windows e Mac em todo o mundo. Esses ataques exploram a tendência dos usuários de resolver problemas técnicos menores, enganando-os para que executem comandos maliciosos disfarçados de etapas legítimas de solução de problemas. O ciclo típico de um ataque ClickFix começa com e-mails de phishing ou anúncios maliciosos que redirecionam os usuários para páginas de captura que imitam serviços confiáveis, como Google reCAPTCHA.

Ações policiais falham enquanto fraudes por ghost tapping prosperam

Um novo tipo de fraude conhecido como “ghost tapping” está se espalhando rapidamente, especialmente no Sudeste Asiático, desde 2020. Essa prática envolve o uso de dados de cartões de pagamento roubados, frequentemente obtidos por meio de phishing e engenharia social, que são carregados em celulares descartáveis, conhecidos como “burner phones”. Os criminosos conseguem contornar a segurança interceptando senhas de uso único enviadas às vítimas e, em seguida, utilizam esses dados para realizar compras em lojas ou retirar dinheiro de caixas eletrônicos. As mercadorias adquiridas, como joias e eletrônicos, são rapidamente revendidas em canais clandestinos, como o Telegram. Apesar das ações policiais, as redes de fraude se adaptaram, migrando para plataformas alternativas que continuam a facilitar essas transações fraudulentas. A falta de verificações rigorosas de identidade em muitos estabelecimentos torna a detecção de fraudes no ponto de venda extremamente difícil. Em Cingapura, por exemplo, a polícia registrou centenas de incidentes relacionados a dados de cartões de pagamento, resultando em perdas significativas. A situação exige que bancos, varejistas e provedores de pagamento adotem medidas mais robustas de segurança e autenticação para proteger os consumidores e mitigar os riscos associados a essa nova onda de fraudes.

Armadilhas de QR Code - Como Hackers Transformam Escaneamentos em Roubo de Dados

Os ataques de phishing utilizando QR codes, conhecidos como ‘quishing’, estão se tornando cada vez mais sofisticados, com hackers empregando técnicas avançadas para contornar medidas de segurança tradicionais. Pesquisadores de segurança identificaram dois métodos inovadores: os QR codes divididos e os QR codes aninhados. No primeiro método, os códigos maliciosos são fragmentados em duas imagens distintas, dificultando a detecção por scanners de segurança que reconhecem apenas imagens isoladas. Um exemplo recente envolve um golpe de redefinição de senha da Microsoft, onde os atacantes usaram mensagens personalizadas para enganar as vítimas. O segundo método, os QR codes aninhados, apresenta um código malicioso dentro de um código legítimo, criando ambiguidade na detecção. Isso pode confundir tanto os sistemas de segurança quanto os usuários, pois um código aponta para um URL malicioso enquanto o outro leva a um site legítimo. Diante da evolução dessas táticas, é crucial que as organizações adotem estratégias de defesa em múltiplas camadas, incluindo treinamento de conscientização em segurança e autenticação multifatorial. A implementação de sistemas de IA multimodal também é recomendada para melhorar a detecção de phishing baseado em imagens, especialmente aqueles que utilizam QR codes.

Ferramentas Web impulsionadas por IA se tornam maliciosas - Hackers inserem malware em sites

Pesquisas recentes da Proofpoint revelam que criminosos cibernéticos estão explorando construtores de sites impulsionados por inteligência artificial, como o Lovable, para criar campanhas de phishing e redes de distribuição de malware. O Lovable permite que usuários gerem sites a partir de descrições em linguagem natural, o que facilitou a criação de sites de phishing profissionais em questão de minutos. Em fevereiro de 2025, uma operação de phishing afetou mais de 5.000 organizações, utilizando e-mails maliciosos que redirecionavam vítimas para páginas falsas de autenticação da Microsoft. Além disso, campanhas de fraude financeira e ataques focados em criptomoedas também foram documentados, com criminosos criando réplicas convincentes de plataformas de finanças descentralizadas. Após a divulgação das vulnerabilidades, o Lovable implementou sistemas de detecção em tempo real e planos para aumentar a segurança, mas a pesquisa destaca a crescente preocupação com o abuso de ferramentas de IA no cibercrime. Organizações devem considerar políticas de lista de permissões para plataformas de IA frequentemente abusadas, enquanto os fornecedores de segurança monitoram esses vetores de ameaça emergentes.

Cuidado Cibercriminosos se Passando por Suporte do Google para Roubar Dados

Um novo ataque de engenharia social sofisticado está direcionado a usuários de contas do Google, onde golpistas se fazem passar por representantes de suporte da empresa para obter informações de login. O ataque começa com tentativas não autorizadas de recuperação de conta, originadas de locais internacionais, como França e Inglaterra, que criam uma sensação de urgência. Após alguns dias, as vítimas recebem chamadas de um número que parece ser o suporte legítimo do Google, +1 (650) 253-0000. O golpista, que fala com um sotaque americano convincente, menciona as tentativas de acesso não autorizado e pede permissão para enviar um prompt de recuperação de conta ao dispositivo da vítima. Durante a ligação, o golpista inicia um processo legítimo de recuperação de conta, fazendo com que a notificação pareça autêntica. No entanto, aceitar essa solicitação concede controle total da conta ao atacante. Os usuários devem estar cientes de que o Google nunca faz chamadas não solicitadas sobre questões de segurança e devem sempre iniciar qualquer processo de recuperação por conta própria. É crucial que os usuários rejeitem qualquer solicitação de recuperação recebida durante chamadas não solicitadas.

Nova técnica de injeção de prompt ameaça segurança de IA

Pesquisadores em cibersegurança apresentaram uma nova técnica de injeção de prompt chamada PromptFix, que engana modelos de inteligência artificial generativa (GenAI) para realizar ações indesejadas. Essa técnica, descrita pela Guardio Labs como uma versão moderna do golpe ClickFix, utiliza instruções maliciosas disfarçadas em verificações de CAPTCHA em páginas da web. O ataque explora navegadores impulsionados por IA, como o Comet da Perplexity, que prometem automatizar tarefas cotidianas, permitindo que interajam com páginas de phishing sem o conhecimento do usuário. A técnica leva a um novo cenário denominado Scamlexity, onde a conveniência da IA se combina com uma nova superfície de fraudes invisíveis. Os testes mostraram que o Comet, em várias ocasiões, completou transações em sites falsos sem solicitar confirmação do usuário. Além disso, a técnica pode ser usada para enganar assistentes de codificação, como o Lovable, levando à exposição de informações sensíveis. A pesquisa destaca a necessidade de sistemas de IA desenvolverem defesas proativas para detectar e neutralizar esses ataques, especialmente à medida que os criminosos cibernéticos utilizam plataformas GenAI para criar conteúdo de phishing realista e automatizar ataques em larga escala.

Campanha de espionagem cibernética da Coreia do Norte atinge embaixadas

Entre março e julho de 2025, atores de ameaças da Coreia do Norte realizaram uma campanha coordenada de espionagem cibernética, visando missões diplomáticas na Coreia do Sul. Os ataques foram realizados por meio de pelo menos 19 e-mails de spear-phishing que se faziam passar por contatos diplomáticos confiáveis, com o intuito de enganar funcionários de embaixadas e do ministério das relações exteriores. Os pesquisadores da Trellix identificaram que os atacantes utilizaram o GitHub como um canal de comando e controle, além de serviços de armazenamento em nuvem como Dropbox e Daum Cloud para distribuir um trojan de acesso remoto chamado Xeno RAT. Este malware permite que os atacantes assumam o controle dos sistemas comprometidos. Os e-mails, escritos em vários idiomas, incluíam assinaturas oficiais e referências a eventos reais, aumentando sua credibilidade. A análise sugere que a campanha pode ter ligações com operativos baseados na China, levantando a possibilidade de uma colaboração entre grupos de hackers. A situação é preocupante, especialmente considerando o aumento de atividades de espionagem cibernética e fraudes envolvendo trabalhadores de TI norte-coreanos em empresas ao redor do mundo.

Golpe de phishing engana usuários do Booking.com com site falso

Um novo golpe de phishing está afetando usuários do Booking.com, um dos sites mais populares para reservas de hospedagem. O ataque foi identificado por um pesquisador de segurança e utiliza uma técnica chamada typosquatting, que explora a semelhança entre caracteres. Os criminosos enviam e-mails falsos alegando que houve uma reclamação sobre um aluguel, solicitando que a vítima clique em um link que parece levar ao site legítimo do Booking.com. No entanto, o link contém um caractere hiragana japonês que substitui a barra lateral na URL, enganando até mesmo usuários mais atentos. Ao clicar, as vítimas podem baixar um instalador malicioso que infecta seus dispositivos com malware, permitindo o roubo de informações e acesso remoto. O Booking.com, devido à sua popularidade, se torna um alvo frequente para esses tipos de fraudes. É essencial que os usuários verifiquem cuidadosamente os links e a autenticidade dos sites que acessam, buscando por erros de digitação ou caracteres estranhos nas URLs.

Hackers exploram links seguros da Cisco para evadir segurança

Pesquisadores de cibersegurança da Raven AI descobriram uma campanha de phishing sofisticada que explora a tecnologia Safe Links da Cisco, transformando um mecanismo de segurança confiável em um vetor de ataque. A campanha demonstra como os atacantes utilizam a infraestrutura de segurança legítima para contornar sistemas tradicionais de filtragem de e-mails, aproveitando a confiança dos usuários em marcas estabelecidas de cibersegurança.

O ataque utiliza a funcionalidade de reescrita de URL do Cisco Safe Links, que visa proteger os usuários ao redirecionar links suspeitos através da infraestrutura de análise de ameaças da Cisco. Os criminosos cibernéticos encontraram várias maneiras de gerar links seguros da Cisco que redirecionam para destinos maliciosos, explorando a confiança inerente dos usuários em URLs que começam com “secure-web.cisco.com”.

Ataque Malicioso no Android Explora Subsídio de Eletricidade na Índia

Pesquisadores de cibersegurança da McAfee descobriram uma campanha sofisticada de phishing no Android que visa usuários indianos, disfarçando-se como parte do programa de subsídio de eletricidade PM Surya Ghar do governo. O ataque utiliza uma operação de engenharia social em múltiplas etapas, incluindo vídeos no YouTube, sites falsos e aplicativos maliciosos hospedados no GitHub, com o objetivo de roubar informações financeiras e obter controle remoto dos dispositivos infectados.

A campanha começa com vídeos promocionais no YouTube que prometem subsídios de eletricidade por meio de um aplicativo móvel. Esses vídeos contêm URLs encurtadas que redirecionam as vítimas para sites de phishing que imitam de perto o portal oficial do programa. O site fraudulento apresenta instruções de registro falsas e um ícone enganoso do Google Play, que, ao ser clicado, baixa um arquivo APK malicioso.

Golpe de phishing no Booking.com usa caracteres secretos para enganar vítimas

Um novo golpe de phishing está sendo utilizado por cibercriminosos que se aproveitam da popularidade do Booking.com para enganar usuários. Os atacantes enviam e-mails para pessoas que possuem anúncios na plataforma, informando que houve uma reclamação sobre seu anúncio e que devem agir rapidamente para evitar a suspensão. O link contido no e-mail parece legítimo, mas, ao analisá-lo mais de perto, é possível notar que um caractere hiragana japonês foi utilizado no lugar da barra normal, o que é uma técnica conhecida como ’typosquatting’. Essa prática visa confundir as vítimas, levando-as a clicar em links maliciosos que instalam malware em seus dispositivos. O pesquisador de segurança que relatou o incidente, JAMESWT, observou que o site falso pode servir como um instalador de malware, como infostealers e trojans de acesso remoto (RAT). Para se proteger, os usuários são aconselhados a revisar cuidadosamente mensagens recebidas, especialmente aquelas não solicitadas, e a verificar links e anexos antes de clicar. O ataque destaca a importância de uma vigilância constante em relação a comunicações digitais.

Criminosos vendem contas de e-mail do FBI por US 40 na dark web

Pesquisadores de cibersegurança alertam para a venda de contas de e-mail comprometidas do FBI e de outras agências governamentais dos EUA na dark web, com preços a partir de US$ 40. Essas contas são oferecidas em plataformas de mensagens criptografadas, como Telegram e Signal, e podem ser usadas para enviar solicitações de emergência fraudulentas a empresas de tecnologia. Os criminosos oferecem acesso completo às contas, permitindo o envio de mensagens, anexação de arquivos maliciosos e acesso a plataformas que exigem verificação governamental. A venda dessas credenciais representa um risco significativo, pois pode facilitar campanhas de malware em larga escala e a divulgação de dados sensíveis, como endereços IP e números de telefone. Os métodos utilizados para obter essas contas incluem o uso de malware, phishing e técnicas de engenharia social, que exploram vulnerabilidades humanas e técnicas. A crescente comercialização de contas de e-mail de instituições respeitáveis destaca a commoditização da confiança institucional, onde contas ativas e verificadas são reutilizadas para fraudes imediatas.

Fraude online pagamento falso causou prejuízo de R 1,6 bilhão em 2024

Um levantamento realizado pela OLX revelou que o golpe do ‘falso pagamento’ foi o crime mais prevalente em 2024, representando 46% de todas as fraudes em compras online no Brasil. Este tipo de fraude resultou em um prejuízo estimado de R$ 1,61 bilhão para os consumidores. O golpe, também conhecido como ‘golpe da compra aprovada’, ocorre quando o criminoso se faz passar por um comprador e envia um comprovante de pagamento falso. A vítima, acreditando que o valor já foi creditado, envia o produto, mas acaba descobrindo que o dinheiro nunca foi depositado. Para evitar cair nessa armadilha, especialistas recomendam que os vendedores confirmem o recebimento do pagamento antes de entregar o item. Além disso, é importante estar atento a sinais de alerta, como pressa excessiva do comprador, pedidos de dados pessoais desnecessários e exigências de taxas extras. Caso identifique comportamentos suspeitos, a orientação é interromper a negociação e denunciar o perfil na plataforma. A OLX já implementa soluções que centralizam pagamentos e entregas, oferecendo maior segurança aos usuários.