Phishing

ReliaQuest sofre ataque de engenharia social por grupo ShinyHunters

A empresa de cibersegurança ReliaQuest confirmou que um de seus funcionários foi alvo de um ataque de engenharia social, onde hackers se passaram por membros da equipe de segurança. Os atacantes tentaram enganar os colaboradores para que acessassem uma página falsa de login único (SSO) da ReliaQuest. A equipe de pesquisa de ameaças da empresa havia alertado sobre uma campanha do grupo de extorsão ShinyHunters, que registrou domínios .claims para se passar por equipes de suporte técnico. Um dos funcionários caiu na armadilha, inserindo suas credenciais na página falsa e aprovando uma notificação de autenticação multifator (MFA), o que deu ao atacante acesso temporário e somente de visualização ao painel de identidade da ReliaQuest. Apesar disso, controles de segurança impediram acessos subsequentes a aplicativos. A empresa tomou medidas imediatas, encerrando as sessões do atacante e revogando a senha exposta. A investigação não encontrou evidências de acesso a outros sistemas ou dados. O grupo ShinyHunters, em uma postagem em seu portal de extorsão, reivindicou o ataque, mas afirmou que o acesso foi limitado e não comprometeu dados de clientes ou sistemas da ReliaQuest.

Grupos de ciberespionagem russos utilizam phishing para atacar alvos na Europa e EUA

Três grupos de ciberespionagem russos, identificados como UNC6293, UNC7005 e UNC5976, estão realizando campanhas de phishing direcionadas a indivíduos em setores acadêmicos, de defesa e governamentais na Europa e nos Estados Unidos. Esses grupos utilizam táticas sofisticadas de engenharia social para comprometer contas pessoais em diversas plataformas. O UNC6293, vinculado ao Ice Relic, tem se concentrado em operações de phishing que simulam oficiais do Departamento de Estado dos EUA, enquanto o UNC5976 tem explorado técnicas de phishing OAuth, utilizando domínios falsos para coletar tokens de autenticação. O UNC7005, por sua vez, tem se destacado em operações de engenharia social que envolvem o WhatsApp e o uso de infostealers para roubar dados de acadêmicos e diplomatas. As campanhas têm como alvo específico a indústria de defesa e segurança, com um foco geográfico em países como Ucrânia e Armênia. As ações desses grupos representam um risco significativo para a segurança cibernética, exigindo atenção especial de profissionais de segurança da informação.

A evolução do phishing com inteligência artificial e suas implicações

Os ataques de phishing evoluíram significativamente com o uso de inteligência artificial (IA), tornando-se mais sofisticados e difíceis de detectar. Com ferramentas de IA, atacantes podem criar e-mails de phishing altamente personalizados em questão de minutos, utilizando informações disponíveis publicamente, como perfis do LinkedIn. Estudos indicam que campanhas de spear phishing geradas por IA alcançam taxas de cliques de 54%, comparáveis às de especialistas humanos, mas a um custo muito menor.

Evolução do Phishing Da Engenharia Social à Inteligência Artificial

O artigo aborda a evolução das ameaças de phishing, destacando três fases distintas: Phishing 1.0, focado em conteúdo malicioso; Phishing 2.0, que explora a intenção maliciosa através de engenharia social; e Phishing 3.0, que utiliza inteligência artificial (IA) para criar ataques mais sofisticados e personalizados. A transição para a terceira fase representa um desafio significativo, pois os atacantes agora utilizam agentes de IA para realizar reconhecimento e elaborar iscas que parecem autênticas, aumentando a eficácia dos ataques. O estudo revela que 88% dos líderes de segurança enfrentaram incidentes que minaram a confiança nas comunicações digitais, e 60% não confiam em sua capacidade de combater ataques com deepfakes. A análise sugere que as ferramentas tradicionais de segurança estão desatualizadas, pois não conseguem detectar ameaças que não possuem conteúdo malicioso visível. Para enfrentar essa nova realidade, as organizações devem adotar uma postura proativa, utilizando IA para antecipar e mitigar ataques antes que eles ocorram.

Autoridades da Ucrânia fecham 94 call centers fraudulentos

As autoridades ucranianas desmantelaram 94 call centers fraudulentos que enganavam cidadãos com esquemas de investimento e tentativas de acesso a contas bancárias. A operação, realizada esta semana, envolveu a polícia nacional, o Serviço de Segurança da Ucrânia, o Ministério Público e a polícia alemã, resultando em 411 buscas. Os golpistas se passavam por funcionários de bancos, ameaçando bloquear contas a menos que pagamentos fossem feitos, e persuadiam as vítimas a fornecer dados de cartões de crédito e a instalar softwares de acesso remoto. Durante as operações, foram apreendidos 1.794 estações de trabalho, 3.336 equipamentos de computação, 1.346 telefones, 5.200 cartões SIM, 90 cartões bancários, ferramentas de acesso a 20 carteiras de criptomoedas, além de veículos e dinheiro em espécie. A polícia identificou que alguns call centers também visavam cidadãos de outros países, especialmente na União Europeia, e que alguns produtos promovidos eram falsos tratamentos médicos. Os envolvidos podem enfrentar penas de até 12 anos de prisão. A investigação forense dos equipamentos apreendidos visa identificar vítimas e a extensão das perdas.

WhatsApp lança recurso de alerta contra fraudes para usuários

O WhatsApp iniciou a implementação de uma nova funcionalidade opcional chamada ‘Scam Alert’, que utiliza um modelo de aprendizado de máquina local para alertar os usuários sobre mensagens potencialmente fraudulentas. Este recurso está disponível em uma fase beta limitada, onde a empresa testa o sistema de alerta com pesquisadores da comunidade Bug Bounty. Segundo o WhatsApp, o modelo é treinado com base em conversas de fraudes relatadas pelos usuários e analisa mensagens recebidas de contatos não salvos, identificando padrões linguísticos e estruturas de conversação que indicam tentativas de golpe. Caso uma mensagem suspeita seja detectada, o usuário receberá um aviso no chat, podendo optar por bloquear, reportar ou continuar a conversa. O conteúdo das mensagens nunca deixa o dispositivo, garantindo a privacidade do usuário, que pode desativar o recurso a qualquer momento. Esta iniciativa faz parte de um esforço mais amplo da empresa para proteger seus 3 bilhões de usuários globalmente, complementando outras medidas de segurança já implementadas, como alertas sobre solicitações de vinculação de dispositivos fraudulentas e configurações de conta rigorosas para indivíduos em risco. O recurso ‘Scam Alert’ representa um avanço significativo na luta contra fraudes digitais, especialmente em um cenário onde os ataques cibernéticos estão em ascensão.

Como trabalhadores remotos falsos burlam controles de recrutamento

Um alerta recente do Departamento de Estado dos EUA revelou que trabalhadores de TI da Coreia do Norte estão se passando por cidadãos de outros países para obter empregos legítimos, enviando seus salários de volta para agências parentais na Coreia do Norte. O FBI também alertou sobre o risco de que esses trabalhadores fraudulentos possam acessar repositórios de código-fonte, exfiltrar informações proprietárias e realizar atividades cibernéticas criminosas. As operações de recrutamento fraudulentas expõem uma lacuna entre a verificação de identidade e a prova de quem realmente está usando uma conta. Táticas como alteração de nacionalidade, criação de perfis falsos com o uso de IA e métodos de pagamento não convencionais são comuns entre esses trabalhadores. Para mitigar esses riscos, as organizações precisam implementar processos de verificação robustos, como a validação de documentos de identidade e detecção biométrica de presença, para garantir que a identidade aprovada pertença à pessoa que realmente está recebendo acesso. A solução Specops Secure Onboarding é uma ferramenta que pode ajudar nesse processo, oferecendo verificações de identidade em momentos críticos.

Hackers russos usam ofertas de emprego falsas para atacar profissionais de TI

Hackers associados ao grupo de ameaças russo Sandworm estão atacando administradores de sistemas e profissionais de TI por meio de ofertas de emprego falsas desde pelo menos maio. Um relatório da Equipe de Resposta a Emergências de Computador da Ucrânia (CERT-UA) detalha uma campanha de engenharia social atribuída ao UAC-0145, considerado um subgrupo do Sandworm. Os atacantes se passam por empresas de TI e recrutadores, estudando currículos em sites de emprego e contatando as vítimas diretamente. As conversas são transferidas para o Telegram para agendar entrevistas por vídeo no Zoom, onde os candidatos recebem tarefas técnicas fictícias que exigem conexão a uma VPN corporativa. Em um caso, os atacantes se fizeram passar pela empresa internacional Sopra Steria, utilizando endereços de e-mail semelhantes aos da empresa na Bulgária. Durante a entrevista, instruções adicionais são enviadas por e-mail, incluindo arquivos de configuração para conectar-se a uma VPN ‘corporativa’. O arquivo baixado gera um erro falso, levando a vítima a baixar um cliente modificado chamado ‘SopraVPN’, que contém um código PowerShell malicioso. A CERT-UA recomenda que provedores de telecomunicações e empresas de TI restrinjam o acesso a recursos corporativos a dispositivos gerenciados e monitorados continuamente. O grupo APT44 é conhecido por atacar infraestrutura crítica e entidades governamentais, o que representa um risco significativo para a segurança cibernética.

A segurança da identidade enfrenta novos desafios com a IA

A segurança da identidade está sob crescente pressão, com métodos tradicionais de autenticação, como senhas e autenticação multifator (MFA), se tornando mais vulneráveis a ataques. A inteligência artificial (IA) não introduziu novas formas de ataque, mas tornou os ataques existentes mais rápidos e eficientes. Técnicas como phishing e roubo de credenciais são facilitadas pela IA, que permite a criação de e-mails de phishing convincentes em grande escala. Além disso, o uso de endereços IP rotativos e perfis de navegador descartáveis dificulta a distinção entre logins maliciosos e legítimos.

Grupo UNC6671 intensifica ataques de phishing em serviços financeiros

Um recente aumento de ataques cibernéticos, direcionados a serviços financeiros, private equity e serviços profissionais, é atribuído ao grupo de extorsão de dados conhecido como UNC6671. Segundo um relatório do Google Threat Intelligence Group (GTIG) e Mandiant, o grupo utiliza phishing por voz (vishing) para enganar funcionários de empresas, se passando por membros da equipe de TI. Os atacantes frequentemente contatam as vítimas em seus dispositivos móveis pessoais, induzindo-as a acessar portais de login falsificados, onde suas credenciais e tokens de autenticação multifatorial (MFA) são interceptados.

Levis sofre ataque de engenharia social e vaza dados corporativos

A Levi Strauss & Co. (Levi’s) confirmou que hackers utilizaram engenharia social para acessar dados corporativos de três de seus funcionários. O incidente foi reportado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), onde a empresa afirmou que sua resposta rápida conseguiu conter o acesso não autorizado e que, até o momento, não houve comprometimento de dados de consumidores. A investigação sobre o ataque ainda está em andamento, e a empresa não registrou interrupções em suas operações comerciais. Levi’s, que conta com 19 mil funcionários e uma receita anual de 6,3 bilhões de dólares, opera mais de 3.300 lojas em todo o mundo. Embora a empresa não tenha identificado publicamente os responsáveis pelo ataque, algumas fontes ligaram o incidente ao grupo UNC6671, conhecido por realizar ataques de phishing por voz. A Levi’s recomenda que os titulares de contas em suas lojas monitorem atividades suspeitas e relatem qualquer anomalia. A empresa acredita que o incidente não terá um impacto material em sua posição financeira.

Campanha de phishing ativa compromete contas do Microsoft 365

Pesquisadores de cibersegurança alertaram sobre uma campanha de phishing por e-mail que utiliza técnicas de adversário no meio (AitM) para assumir o controle de contas do Microsoft 365. O objetivo é identificar funcionários-chave envolvidos em fluxos de trabalho financeiros e coletar e-mails relacionados. A campanha se disfarça como tráfego comum, utilizando proxies residenciais para mascarar logins maliciosos. A atividade afeta organizações em setores como saúde, educação, manufatura e serviços profissionais nos EUA, Canadá e Europa. Os ataques, relacionados a um grupo chamado Payroll Pirates, têm sido observados desde 2025 e envolvem o uso de e-mails de phishing com temas de correio de voz que direcionam as vítimas a páginas de captura de credenciais. Essas páginas utilizam uma cadeia de redirecionamento de seis etapas, empregando serviços confiáveis como Google e Amazon para evitar filtros de segurança. Após o acesso inicial, os atacantes mantêm sessões comprometidas e coletam e-mails de pessoal de folha de pagamento e recursos humanos. A atividade maliciosa é caracterizada por logins que parecem originar-se de proxies residenciais no país da vítima, dificultando a detecção. A campanha é considerada crítica, pois evita comportamentos comuns que poderiam acionar alarmes de segurança.

Grupo de extorsão UNC6671 ataca fundos de investimento e empresas financeiras

Uma nova onda de ciberataques, atribuída ao grupo de extorsão UNC6671, tem como alvo fundos de hedge, firmas de private equity e outras organizações financeiras. Os ataques, que utilizam phishing por voz (vishing), visam enganar funcionários para obter acesso aos sistemas corporativos. Entre as empresas afetadas estão Point72 Asset Management, Millennium Management, Two Sigma Investments e Citadel. Embora Point72 tenha confirmado o ataque, não encontrou evidências de roubo de dados de clientes. Por outro lado, Two Sigma bloqueou uma tentativa de intrusão sem danos aparentes. O grupo UNC6671, anteriormente conhecido como BlackFile, diversificou suas operações de extorsão e agora opera sob várias marcas, incluindo Redact e Falcon. Os atacantes costumam se passar por helpdesks corporativos, induzindo os funcionários a fornecer credenciais em sites falsificados. Após obter acesso, eles utilizam ferramentas automatizadas para roubar dados de serviços em nuvem. A Mandiant, que está ajudando várias organizações afetadas, observa que a infraestrutura utilizada por UNC6671 é distinta de outros grupos que empregam táticas semelhantes. O impacto financeiro dos ataques é significativo, com pagamentos em Bitcoin que ultrapassam US$ 10,6 milhões entre janeiro e maio de 2026.

Campanha de phishing explora vulnerabilidade da carteira COLDCARD

Uma nova campanha de phishing está aproveitando o medo gerado pela vulnerabilidade recentemente divulgada da carteira COLDCARD e o roubo suspeito de 1.367 Bitcoins, avaliados em aproximadamente 88,6 milhões de dólares. A Proofpoint, que descobriu a campanha, relata que os atacantes estão enviando e-mails se passando pela COLDCARD, alegando que uma auditoria de segurança está sendo realizada em seus dispositivos de armazenamento a frio. Os e-mails, enviados de compliance@coldcardteamnews.com, solicitam que os usuários participem de uma verificação de segurança, direcionando-os para um site falso que imita a COLDCARD. Ao clicar em um botão para acessar a ferramenta de auditoria, os usuários baixam um arquivo que, na verdade, instala um software de acesso remoto, permitindo que os atacantes acessem seus dispositivos. A Proofpoint alerta que essa vulnerabilidade pode ser explorada para roubo de dados ou instalação de malware adicional. A situação é crítica, pois a exploração ativa dessa vulnerabilidade pode ter consequências severas para os usuários da COLDCARD e para a segurança das criptomoedas em geral.

OpenAI desmantela operação de golpes com ChatGPT no Camboja

A OpenAI anunciou a interrupção de uma operação de golpes baseada no Camboja que utilizava seu chatbot de inteligência artificial, o ChatGPT, para facilitar uma variedade de esquemas fraudulentos, incluindo investimentos, romances, jogos de azar e falsificação de autoridades policiais. A empresa baniu uma rede coordenada de contas do ChatGPT, que operava a partir de Poipet, uma região conhecida por suas ligações com atividades criminosas. Os golpistas usaram a IA para criar perfis falsos, gerar mensagens e conteúdo promocional, além de realizar tarefas administrativas. Entre os golpes, destacam-se promessas de empregos bem remunerados que, na verdade, levavam à exploração e ao tráfico de pessoas. A operação demonstrou como grupos criminosos organizados utilizam narrativas variadas para enganar suas vítimas, misturando técnicas de diferentes tipos de fraudes. Embora o total de perdas financeiras seja desconhecido, as comunicações dos golpistas indicam que centenas de vítimas podem ter perdido milhares de dólares. Este caso ilustra a crescente capacidade dos criminosos em usar ferramentas de IA para aumentar a eficácia de suas campanhas fraudulentas.

A crescente ameaça do phishing com o uso de IA

O uso de inteligência artificial (IA) por atacantes tem transformado o cenário do phishing, tornando as defesas tradicionais, como listas de bloqueio, cada vez mais ineficazes. Atualmente, 89% dos domínios de phishing estão ativos por menos de dois dias, o que dificulta a detecção e resposta a essas ameaças. Os atacantes estão criando páginas de phishing a partir de capturas de tela em questão de minutos e utilizando infraestrutura que é rapidamente descartada, tornando a detecção baseada em indicadores obsoleta. Além disso, a combinação de serviços legítimos com técnicas de proteção contra bots complica ainda mais a análise de ataques em tempo real. A fragmentação dos kits de phishing e a rápida evolução das técnicas, como o phishing de código de dispositivo, evidenciam a necessidade de uma abordagem mais robusta para a detecção de ameaças. A detecção em nível de técnica, que se concentra nos métodos de ataque, pode oferecer uma vantagem, mas requer visibilidade nas interações do usuário com as páginas maliciosas. A velocidade de pesquisa e a capacidade de identificar assinaturas comportamentais antes que se tornem comuns são cruciais para a defesa eficaz contra essas ameaças emergentes.

Plataforma Greatness de phishing evolui e ataca contas Microsoft 365

A plataforma de phishing Greatness, ativa desde meados de 2022, ampliou suas táticas, passando de ataques de credenciais para ataques adversário-no-meio e phishing de código de dispositivo, visando contas do Microsoft 365. Com um custo de US$ 289 por mês, a plataforma é vendida a cibercriminosos em um canal do Telegram com milhares de assinantes. Recentemente, a equipe de pesquisa da ZeroBEC observou uma campanha em que os operadores do Greatness abusaram da plataforma de comunicação RingCentral para contornar filtros de segurança de e-mail. Os atacantes se passaram pela RingCentral, enviando e-mails falsos que pareciam vir de um remetente legítimo, utilizando notificações de correio de voz e avaliações de desempenho como iscas. Apesar de falhas nas verificações de autenticação, os e-mails foram aceitos devido à lista de remetentes seguros da RingCentral. Ao clicar nos links, as vítimas eram direcionadas para a infraestrutura do Greatness, onde seus tokens de autenticação eram capturados. Após a violação, os atacantes conseguiram acessar contas comprometidas por mais de duas semanas, explorando dados do Microsoft 365, como e-mails e arquivos do OneDrive. A ZeroBEC sugere que as empresas auditem suas listas de remetentes seguros e monitorem acessos suspeitos ao Microsoft 365.

Kit de phishing como serviço Greatness expande suas capacidades

O kit de phishing como serviço (PhaaS) conhecido como Greatness, que se tornou uma solução de crime cibernético, agora suporta phishing por código de dispositivo, uma ameaça crescente que explora a autorização de dispositivo OAuth 2.0 para contornar a autenticação multifator (MFA) e tomar controle de contas de usuários. O Greatness permite roubo de credenciais e tokens, abuso de consentimento OAuth e é acessível por meio de uma assinatura em um canal público do Telegram, com mais de 3.250 assinantes. O custo da assinatura aumentou de $120 para $289 por mês, oferecendo acesso a um painel com estatísticas de campanhas e modelos de isca prontos para uso. Recentemente, campanhas de phishing têm explorado iscas de voicemail da RingCentral, aproveitando a confiança de clientes legítimos. A análise mostra que tokens de autenticação roubados são reutilizados rapidamente, permitindo acesso prolongado a recursos do Microsoft 365. O Greatness representa uma evolução significativa nas plataformas PhaaS, que agora integram ecossistemas de ataque mais complexos, refletindo uma tendência preocupante no cenário de cibersegurança.

Campanha de Cibersegurança Explora Atualizações Falsas de Software

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre uma campanha ativa e multifásica, chamada SMOKE#SCREEN, que utiliza engenharia social com temas de atualizações de software da Adobe e Zoom, revisões de documentos empresariais e utilitários de manutenção de sistema para implantar furtivamente programas de Monitoramento e Gerenciamento Remoto (RMM), como o ConnectWise ScreenConnect. A campanha utiliza uma variedade de ferramentas, incluindo droppers em VBScript, carregadores em arquivos batch e executáveis .NET compilados, todos apontando para um servidor de staging malicioso. Os ataques bem-sucedidos resultam na instalação do agente ScreenConnect, que fornece acesso remoto persistente aos sistemas comprometidos. Os vetores de acesso inicial são avaliados como spear-phishing, onde e-mails contêm scripts ofuscados que realizam verificações de ambiente antes de executar comandos maliciosos. A Securonix recomenda que as organizações restrinjam a execução de arquivos MSI não confiáveis e monitorem tentativas de manipulação de produtos de segurança para mitigar essa ameaça crescente.

Microsoft liga ataque a redes Wi-Fi de hotéis a grupo russo APT29

A Microsoft identificou uma campanha global que visa redes Wi-Fi de hospitalidade, associando-a ao ator de ameaças russo conhecido como Midnight Blizzard, ou APT29. A campanha, chamada CaptiveCrunch, tem sido ativa desde pelo menos maio de 2023 e envolve a manipulação de configurações de DNS em dispositivos Wi-Fi para roubar contas do Microsoft 365. Os atacantes, identificados como Storm-2945, utilizam duas famílias de malware, CornFlake e ChocoShell, que permitem acesso persistente, roubo de credenciais e exfiltração de dados. O ataque se aproveita de equipamentos de portal cativo em redes de hotéis e centros de conferências, redirecionando usuários para páginas de phishing que imitam portais de login do Microsoft 365. Além disso, a Microsoft observou que o malware pode ser disfarçado como atualizações de sistema, visando tanto dispositivos Windows quanto Android. A empresa recomenda que usuários tratem redes Wi-Fi de hotéis como não confiáveis e adotem autenticação resistente a phishing, como MFA e chaves de acesso.

Phishing por código de dispositivo uma ameaça em ascensão

O phishing por código de dispositivo, que explora a autorização de dispositivos do OAuth 2.0 para roubar tokens de acesso, evoluiu rapidamente de uma técnica de red-team para uma ameaça em larga escala. Inicialmente projetado para dispositivos com restrições de entrada, como TVs inteligentes e impressoras, esse método foi adotado por uma variedade de aplicativos, especialmente logins em interfaces de linha de comando (CLI). Desde 2020, quando foi descrito pela primeira vez, o uso dessa técnica por atores estatais e grupos criminosos cresceu exponencialmente, com a Barracuda relatando 7 milhões de ataques em apenas quatro semanas. A técnica contorna todos os métodos de autenticação multifatorial (MFA), incluindo chaves de segurança, atacando a camada de autorização após o login. A comercialização do phishing como serviço (PhaaS) facilitou a criação e distribuição de kits de phishing, com mais de 25 kits distintos sendo rastreados atualmente. Embora 99% dos ataques detectados visem a Microsoft, qualquer aplicativo que implemente o OAuth 2.0 pode ser um alvo. Essa mudança para ataques à autorização representa uma nova fase nas ameaças cibernéticas, exigindo que as equipes de segurança se adaptem rapidamente às novas dinâmicas.

Aumento de ataques cibernéticos no setor de saúde por ShinyHunters

A Health-ISAC, organização de compartilhamento de informações sobre cibersegurança no setor de saúde, alertou sobre um aumento nos ataques bem-sucedidos do grupo de extorsão ShinyHunters. Este grupo é conhecido por realizar ataques à cadeia de suprimentos e de identidade, visando plataformas SaaS e de armazenamento em nuvem. Nos últimos dois anos, ShinyHunters se destacou por comprometer parceiros de integração de terceiros, obtendo tokens OAuth que permitem acesso a provedores de SaaS como Salesforce e Snowflake. Os ataques frequentemente começam com engenharia social, como vishing e phishing, para manipular funcionários e obter acesso a contas corporativas de SSO (Single Sign-On). Uma vez dentro, os atacantes podem acessar uma variedade de aplicações, como Microsoft 365 e Google Drive, facilitando o roubo de dados. A Health-ISAC recomenda que as organizações de saúde adotem medidas rigorosas de verificação de identidade e implementem autenticação multifator resistente a phishing para proteger contas de alto risco. O alerta destaca a importância de fortalecer a segurança das equipes de suporte e monitorar logs de auditoria para detectar atividades suspeitas.

Fraude em larga escala com sites falsos de empresas russas

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma campanha de fraude em larga escala que utiliza sites falsos de grandes empresas russas para desviar fundos de empresas internacionais. Desde 2017, os criminosos têm criado clones de sites de fabricantes de fertilizantes, empresas petroquímicas, bancos e outros setores, copiando conteúdo legítimo e utilizando domínios semelhantes. Os sites fraudulentos, disponíveis em várias línguas, visam principalmente organizações nos países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), utilizando chamadas frias e e-mails de phishing para enganar clientes internacionais e roubar pagamentos antecipados por produtos inexistentes. Um exemplo notável é uma empresa do Azerbaijão que perdeu cerca de $150.000 em uma transação fraudulenta. A investigação da empresa de cibersegurança F6 identificou quase 100 domínios falsificados e evidências de que a infraestrutura está ligada a campanhas anteriores. Os atacantes também se aproveitaram de avisos de fraude publicados por empresas vítimas, copiando-os para seus sites falsos. Para mitigar esses riscos, as organizações devem verificar a legitimidade de informações de contato e detalhes de pagamento antes de realizar transações.

Apple processada por roubo de Bitcoin via aplicativo fraudulento

Três pessoas processaram a Apple após perderem cerca de $1,8 milhão em Bitcoin devido ao download de um aplicativo fraudulento chamado Sparrow Wallet, disponível na App Store. A queixa, apresentada em 24 de julho na Califórnia, alega que a Apple falhou em revisar adequadamente as aplicações distribuídas em sua loja, promovendo-a como um ambiente seguro. Os autores, James Ramirez, Christopher Ellis e Jalen Delgado, afirmam que o aplicativo malicioso se passou pelo legítimo Sparrow Wallet e solicitou que inserissem suas frases-semente, resultando na transferência de suas criptomoedas para carteiras controladas pelos golpistas. Apesar de alertas anteriores sobre aplicativos fraudulentos, a Apple não tomou medidas eficazes para removê-los. Os demandantes buscam reembolso, danos compensatórios e punitivos, além de melhorias nos procedimentos da Apple para detectar fraudes. A situação destaca a vulnerabilidade dos usuários de criptomoedas e a necessidade de maior vigilância por parte das plataformas de distribuição de aplicativos.

Campanha de phishing com tema Microsoft Teams é detectada

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de phishing que utiliza a temática do Microsoft Teams para enganar usuários e instalar ferramentas de gerenciamento remoto (RMM) em seus dispositivos. Os atacantes criaram uma página falsa da Microsoft Store, onde os usuários eram instruídos a atualizar o Teams para acessar documentos compartilhados. O download malicioso, denominado ‘supportdev.exe’, é um carregador que executa comandos PowerShell em uma janela oculta, baixando instaladores legítimos de RMM, como o ConnectWise ScreenConnect, com o objetivo de estabelecer acesso remoto persistente. Essa técnica não é nova; campanhas anteriores já exploraram ferramentas RMM para facilitar ataques. A operação atual, chamada de Operation BlueDash, é atribuída a um grupo de ameaças baseado na Nigéria. Os atacantes tentam instalar múltiplas ferramentas RMM no mesmo sistema para garantir acesso redundante, aumentando a resiliência em caso de detecção. Além disso, a análise da infraestrutura dos atacantes revelou um repositório no GitHub que contém o código-fonte da campanha, indicando que ela está ativa desde fevereiro de 2026. Este incidente destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger as organizações contra ataques de phishing e acesso não autorizado.

Grupo de extorsão usa dados vazados para ameaçar vítimas com sextorsão

Recentemente, o grupo de extorsão ShinyHunters tem sido associado a uma nova campanha de sextorsão, onde endereços de e-mail expostos em vazamentos de dados são utilizados para enviar mensagens ameaçadoras. Os e-mails, que alegam ser enviados pelo grupo, exigem um pagamento de $2.000 em Bitcoin, sob a ameaça de divulgar vídeos íntimos das vítimas. No entanto, investigações indicam que os remetentes não têm acesso real aos dispositivos das vítimas, mas utilizam informações de vazamentos anteriores para tornar as ameaças mais convincentes. Dados de empresas como Amtrak, Hallmark e Betterment foram mencionados como fontes de informações utilizadas na campanha. Apesar da aparência de legitimidade, não há evidências de que os remetentes tenham comprometido os dispositivos das vítimas ou coletado informações pessoais. Especialistas em segurança recomendam que as vítimas não respondam ou paguem o resgate, pois essas mensagens são parte de um golpe comum de extorsão. A campanha começou em abril e já gerou preocupações entre as empresas afetadas, que alertam seus clientes sobre a natureza fraudulenta dessas comunicações.

Phishing em tempo real nova ameaça para seguradoras

As campanhas de phishing têm evoluído significativamente, especialmente em relação a instituições financeiras e seguradoras. Recentemente, investigações revelaram que os atacantes estão utilizando uma abordagem em tempo real, onde sincronizam suas atividades com as vítimas enquanto elas fazem login em portais legítimos de seguros. Isso transforma o phishing de uma simples coleta de dados em um sequestro ativo de contas, permitindo que os criminosos acessem informações sensíveis imediatamente.

As seguradoras, que expandiram rapidamente seus serviços online, se tornaram alvos atraentes devido à quantidade de dados pessoais e financeiros que armazenam. Em vez de usar e-mails de phishing tradicionais, os atacantes estão investindo em anúncios patrocinados no Google, que redirecionam as vítimas para sites falsos que imitam as plataformas legítimas. Essa nova técnica, chamada de “InsureOTP Kit”, permite que os operadores gerenciem sessões de vítimas em tempo real, coletando dados enquanto as vítimas interagem com o site falso.

Hackers redirecionam Wi-Fi em hotéis para páginas falsas do Microsoft 365

Uma nova campanha de cibersegurança está em andamento, onde hackers alteram as configurações de DNS em dispositivos Wi-Fi de hotéis e centros de conferências para redirecionar usuários a páginas falsas de login do Microsoft 365. Identificada pela empresa de cibersegurança ReliaQuest, essa atividade afeta organizações de diversos setores, como serviços financeiros, saúde e varejo, e já foi observada em várias cidades dos EUA, além de regiões como Índia e Arábia Saudita. Os atacantes podem obter acesso a informações sensíveis ao comprometer contas do Microsoft 365, especialmente em eventos corporativos. A técnica utilizada envolve a exploração de interfaces de gerenciamento mal protegidas, permitindo que os hackers modifiquem as configurações de DNS dos gateways Wi-Fi. Os usuários que tentam acessar os portais legítimos do Microsoft são redirecionados para páginas de phishing, onde suas credenciais podem ser capturadas. Além disso, os pesquisadores notaram tentativas de abuso do Web Proxy Auto-Discovery (WPAD) para redirecionar o tráfego através de proxies controlados pelos atacantes. Para mitigar esses riscos, a ReliaQuest recomenda o uso de VPNs e DNS criptografado, além de desativar o WPAD e revisar logs de atividades suspeitas.

Campanha de phishing da Coreia do Norte usa domínios falsificados do Zoom

A empresa de cibersegurança JUMPSEC revelou que grupos de ameaças da Coreia do Norte, conhecidos como BlueNoroff, estão utilizando uma nova campanha de phishing que se disfarça como plataformas de videoconferência, como Zoom e Microsoft Teams. Esses atacantes têm explorado contatos comprometidos e engenharia social para criar uma cadeia de aquisição de vítimas, visando principalmente indivíduos com carteiras de criptomoedas. A campanha envolve o uso de contas legítimas do Telegram para enganar alvos, levando-os a clicar em links que parecem ser reuniões do Zoom, mas que na verdade são domínios falsificados. Uma vez que a vítima acessa o link, é solicitado que forneça permissões para a câmera, permitindo que os operadores capturem o fluxo de vídeo. O ataque é sofisticado, utilizando vídeos pré-editados com rostos gerados por IA, criando uma experiência convincente para a vítima. A análise também revelou que a campanha está em constante desenvolvimento, com várias versões do kit de phishing sendo identificadas. A natureza auto-sustentável do ataque, onde uma conta comprometida pode levar a outras, representa um risco significativo para empresas, especialmente aquelas no setor de criptomoedas e tecnologia.

Homem é condenado por hackear contas do Snapchat e roubar fotos íntimas

Um homem de Illinois foi condenado a 76 meses de prisão por hackear contas do Snapchat de mais de 750 mulheres, roubando fotos íntimas que ele posteriormente vendeu online. Kyle Svara, de 26 anos, usou táticas de engenharia social para obter códigos de acesso, se passando por representante da Snap Inc. Entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, ele atacou mais de 4.500 vítimas, acessando ilegalmente cerca de 517 contas. Além disso, Svara foi encontrado com material de abuso sexual infantil em sua conta Mega, contradizendo suas declarações de inocência durante a investigação. Ele também ofereceu seus serviços de hacking online, visando especificamente estudantes universitárias. Outro cliente, Steve Waithe, foi condenado por contratar Svara para hackear contas de alunas de sua universidade. Este caso destaca a crescente preocupação com a segurança digital e a proteção de dados pessoais, especialmente em plataformas populares entre jovens. A condenação de Svara serve como um alerta sobre os riscos de segurança associados ao uso de redes sociais e a necessidade de medidas de proteção mais robustas.

Autoridades derrubam infraestrutura de kit de phishing Kratos

As autoridades da Alemanha e dos Estados Unidos desmantelaram a infraestrutura central do Kratos, um dos kits de phishing mais utilizados no mundo, que era responsável por cerca de 15.000 campanhas mensais. A operação resultou na retirada de mais de 200 servidores do ar e na prisão do suposto desenvolvedor na Indonésia. O Kratos não apenas coletava senhas, mas também roubava cookies de sessão, permitindo que os criminosos contornassem a autenticação de dois fatores. Com uma estrutura de franquia, cerca de 1.800 clientes pagavam em criptomoedas para utilizar o kit, que foi responsável por centenas de milhares de vítimas em mais de 30 países, principalmente na Europa e nos EUA. A Microsoft já identificou o Kratos como SneakyLog, uma plataforma de phishing como serviço que visava usuários do Microsoft 365. As autoridades alertam que, mesmo com a operação, os clientes do kit ainda podem continuar a utilizá-lo, uma vez que o código e a infraestrutura podem ser facilmente reativados sob novos nomes. A operação é vista como um passo significativo no combate a infraestruturas de phishing altamente profissionais.

Autoridades desmantelam plataforma global de phishing Kratos

As autoridades da Alemanha e dos Estados Unidos desmantelaram a infraestrutura central da Kratos, uma plataforma de phishing como serviço (PhaaS) com alcance global, e prenderam seu desenvolvedor na Indonésia. Durante a operação, mais de 200 servidores foram apreendidos, interrompendo efetivamente o serviço malicioso. A ação foi liderada pelo Ministério Público de Frankfurt (ZIT) e pela Polícia Federal da Alemanha (BKA), em colaboração com agências de aplicação da lei dos EUA. A BKA descreveu a Kratos como um dos serviços de phishing mais utilizados no mundo, com vítimas confirmadas em 35 países, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Estima-se que mais de 1.800 clientes criminosos tenham adquirido o serviço, realizando cerca de 15.000 campanhas de phishing por mês, cada uma com potencial para atingir milhares de destinatários. O kit de phishing permitia a criação de páginas de autenticação falsas da Microsoft, projetadas para roubar endereços de e-mail e senhas. Com a prisão do administrador técnico e o fechamento de partes-chave da infraestrutura, as autoridades acreditam que essas campanhas de phishing não poderão mais continuar.

Novos kits de phishing ameaçam contas do Microsoft 365

Pesquisadores da ReliaQuest identificaram dois novos kits de phishing, Jalisco e OmegaLord, que visam contas do Microsoft 365, utilizando técnicas que burlam a autenticação multifator (MFA). O kit Jalisco emprega um método de phishing baseado em código de dispositivo, enquanto o OmegaLord se disfarça como um leitor de PDF para coletar credenciais de login e números de telefone, facilitando a interceptação de solicitações ou códigos MFA.

O método de phishing por código de dispositivo explora o fluxo de autorização do OAuth 2.0, enganando as vítimas para que autorizem um dispositivo controlado pelo atacante a acessar suas contas. O Jalisco gera códigos de dispositivo em tempo real, contornando a validade de 15 minutos imposta pela Microsoft. Após a invasão, os atacantes podem acessar dados sensíveis armazenados em serviços como SharePoint e realizar exfiltração em questão de minutos.

LastPass alerta sobre campanha de phishing com e-mails falsos

A LastPass emitiu um alerta sobre uma campanha de phishing em andamento que utiliza e-mails falsos para enganar usuários. Os e-mails, que se assemelham a comunicações corporativas legítimas, informam sobre supostas atualizações nas políticas de segurança e direcionam os destinatários a uma página que imita o serviço DocuSign, onde é alegado que um documento está disponível para revisão. A empresa esclarece que seus sistemas não foram comprometidos e que os e-mails não foram enviados de sua infraestrutura, apesar de os atacantes utilizarem domínios que aparentam ser legítimos. Os e-mails, enviados de ‘hello@lastpassnewsletter.com’, mencionam mudanças nas políticas de serviço da LastPass, como melhorias na monitorização de SaaS e opções de redefinição de senha. Ao clicar no botão ‘Revisar e Acessar Termos’, os usuários são levados a um site malicioso, identificado como lastpasscompliance[.]com, que foi sinalizado como perigoso por Microsoft Defender e Cloudflare. Embora a LastPass não tenha confirmado o objetivo da campanha, o site falso solicita que os usuários baixem um arquivo que supostamente é compatível com Windows e macOS. A empresa recomenda que os usuários que inseriram suas credenciais em sites de phishing mudem suas senhas imediatamente e revisem suas contas em busca de atividades suspeitas.

Autoridades do Reino Unido processam cinco por fraudes com chamadas

As autoridades britânicas acusaram cinco indivíduos após uma investigação da National Crime Agency (NCA) sobre a plataforma de falsificação de identificação de chamadas chamada Russian Coms. Essa plataforma, que operava desde 2020, permitia que criminosos realizassem mais de 1,8 milhão de chamadas fraudulentas, utilizando números de instituições financeiras e agências de segurança para enganar as vítimas. Os acusados, todos de Londres, enfrentam várias acusações, incluindo conspiração para fornecer artigos relacionados a fraudes e conversão de propriedade criminosa. A NCA revelou que a Russian Coms foi responsável por perdas financeiras que somam dezenas de milhões de libras, afetando cerca de 170 mil vítimas em mais de 107 países. A plataforma foi promovida em redes sociais como Telegram e Instagram e oferecia serviços como chamadas criptografadas e alteração de voz. A operação que resultou na desativação da Russian Coms, chamada ‘Operação Henhouse’, levou a 290 prisões em todo o Reino Unido e destacou a crescente preocupação com fraudes telefônicas que utilizam tecnologia avançada para enganar os consumidores.

Operação de phishing como serviço ataca contas do Microsoft 365

Um novo serviço de phishing, chamado Forg365, está utilizando uma combinação de técnicas avançadas para comprometer contas do Microsoft 365. Este serviço, que custa $400 por mês e é distribuído via Telegram, emprega phishing com código de dispositivo, táticas de adversário no meio (AitM), evasão de antibots e criação de iscas assistida por inteligência artificial (IA). As campanhas de ataque utilizam infraestrutura de entrega de e-mails legítimos, como Amazon SES e Twilio SendGrid, para disfarçar links maliciosos. O Forg365 oferece um painel de controle acessível na clearnet, onde os operadores podem gerar iscas e gerenciar tokens capturados. A plataforma também inclui uma extensão para navegadores que facilita o acesso contínuo a contas comprometidas. Além disso, o Forg365 permite ações pós-compromisso, como monitoramento de e-mails e respostas automáticas a mensagens. A operação reflete a industrialização do modelo de negócios de phishing, permitindo que até mesmo indivíduos com pouca experiência técnica realizem campanhas em larga escala. Diante desse cenário, recomenda-se que as empresas bloqueiem a autenticação por código de dispositivo, revisem regras de fluxo de e-mails e auditem atividades suspeitas em caixas de entrada.

Operação de phishing no Microsoft 365 expõe vulnerabilidades graves

Um ataque de phishing ativo direcionado a usuários do Microsoft 365 foi descoberto, revelando falhas significativas na segurança. Um operador egípcio, identificado como codemado, deixou um servidor Python exposto na internet, permitindo que a empresa de segurança Lexfo acessasse sua ferramenta de ataque. O operador utilizou uma versão modificada do proxy Evilginx, que permitiu contornar a autenticação multifator (MFA) de duas maneiras distintas. A primeira técnica envolveu a intermediação do login ao vivo, enquanto a segunda abusou de um fluxo de login legítimo da Microsoft.

Grupo de cibercriminosos usa phishing por voz para extorquir dados

Um ator de ameaças, identificado como O-UNC-066, está atacando organizações de diversos setores com solicitações de segurança falsas baseadas em voz, visando usuários do Microsoft 365. O grupo utiliza um kit de phishing controlado por painel que foca no processo de registro de chaves de acesso (passkeys). Os ataques têm como alvo indústrias como alimentos e bebidas, tecnologia, saúde, automotiva, construção e aviação. Os criminosos registram domínios que incluem a palavra ‘passkey’ e fazem chamadas para persuadir os usuários a se inscreverem em uma nova chave de acesso. Ao direcionar os usuários para um kit de phishing que imita o processo legítimo da Microsoft, os atacantes conseguem registrar suas próprias chaves de acesso nas contas das vítimas, obtendo acesso não autorizado. Este tipo de ataque se aproveita da falta de familiaridade dos usuários com a autenticação por chaves de acesso, criando uma sequência de páginas que enganam as vítimas a fornecerem suas credenciais e aprovar o registro de uma chave de acesso maliciosa. A situação é preocupante, pois coincide com a Microsoft incentivando a adoção de chaves de acesso, o que pode ser explorado por criminosos para facilitar ataques de extorsão de dados.

Verão e Cibersegurança Oportunidades para Criminosos Virtuais

Durante o verão, muitas organizações enfrentam desafios de segurança cibernética devido à redução de pessoal e à diminuição da vigilância. Os cibercriminosos aproveitam essa oportunidade, aumentando os ataques em até 40% durante períodos de férias. Com equipes de segurança menores, a capacidade de resposta a alertas e incidentes diminui, tornando mais difícil detectar atividades suspeitas, como phishing e comprometimento de e-mails corporativos. A falta de conhecimento institucional, com a ausência de engenheiros seniores, pode atrasar investigações e decisões críticas. Para mitigar esses riscos, as organizações devem adotar soluções de automação e monitoramento contínuo, que permitem a manutenção da segurança mesmo com equipes reduzidas. Ferramentas de automação podem priorizar alertas, executar processos de resposta e aplicar patches automaticamente, garantindo que a segurança não dependa exclusivamente da disponibilidade humana. Assim, é essencial que as empresas desenvolvam operações de segurança resilientes, capazes de detectar e responder a ameaças independentemente da equipe disponível.

Operação de phishing como serviço visa contas do Microsoft 365

Um novo serviço de phishing como serviço (PhaaS) chamado Forg365 tem como alvo contas do Microsoft 365, utilizando métodos de adversário no meio (AiTM) e códigos de dispositivo, além de geração de iscas assistida por inteligência artificial. A plataforma oferece uma extensão de navegador que permite acesso contínuo aos serviços da Microsoft sem necessidade de reautenticação. Pesquisadores da ZeroBEC identificaram que muitos recursos do Forg365 são semelhantes a outras plataformas de PhaaS, como Kali365 e Sneaky2FA. A investigação começou com e-mails de phishing disfarçados de documentos empresariais, utilizando serviços legítimos como Amazon SES e SendGrid para entrega. O Forg365 permite a criação de campanhas de phishing, gerenciamento de links e tokens, e geração de e-mails maliciosos a partir de um painel centralizado. A plataforma também possui um recurso de monitoramento de palavras-chave em caixas de entrada comprometidas e uma extensão chamada ForgCookie, que captura cookies de sessão para acesso persistente. As principais rotas de ataque incluem phishing por código de dispositivo e phishing AiTM, ambos projetados para enganar as vítimas e capturar credenciais sem solicitar diretamente a senha. A ZeroBEC recomenda que as organizações restrinjam a autenticação por código de dispositivo e monitorem logs do Microsoft Entra para eventos suspeitos.

Grupo Helix usa táticas de phishing para extorquir dados do SharePoint

Um novo grupo de extorsão de dados, conhecido como Helix, está utilizando táticas focadas em identidade, como vishing (phishing por voz), phishing de código de dispositivo e abuso de autenticação multifatorial (MFA) para roubar dados de ambientes SharePoint. O contato inicial é feito por meio de vishing, onde os atacantes se passam por gerentes das vítimas, utilizando nomes ou técnicas de falsificação de ID para parecerem legítimos. O objetivo é enganar os alvos em esquemas de phishing de código de dispositivo para obter acesso às suas contas. Após a invasão, os operadores do Helix registram rapidamente um novo aplicativo de autenticação multifatorial para garantir a persistência, explorando e enumerando o SharePoint antes de exfiltrar arquivos. Os dados roubados são geralmente utilizados para extorquir as organizações vítimas, ameaçando publicá-los a menos que um resgate seja pago. Pesquisadores da ReliaQuest identificaram que o comportamento de exfiltração do SharePoint é a assinatura técnica mais forte do Helix, com uma coleta automatizada que se mostrou consistente em vários incidentes. Para mitigar esses ataques, recomenda-se desativar a autenticação por código de dispositivo sempre que possível e restringir o acesso ao SharePoint a dispositivos gerenciados.

Operação global contra fraudes resulta em milhares de prisões

A Operação First Light 2026, coordenada pela INTERPOL, resultou na prisão de 5.811 suspeitos e na apreensão de US$ 293 milhões em ativos ilícitos em 97 países. Realizada entre 15 de janeiro e 30 de abril, a operação focou em fraudes de engenharia social, como comprometimento de e-mails empresariais, sextorsão e golpes de investimento, além de atividades de lavagem de dinheiro. Durante a operação, mais de 142.000 vítimas foram identificadas, e 31.014 contas bancárias foram bloqueadas. A INTERPOL utilizou mecanismos como o I-GRIP para interromper fluxos financeiros ilícitos. A operação é um reflexo do aumento das fraudes transnacionais, que afetam indivíduos, empresas e governos. A ação segue outras operações, como a Synergia II, que também resultaram em prisões e na desmantelação de infraestruturas de cibercrime. Tomonobu Kaya, diretor do Centro de Crimes Financeiros e Anticorrupção da INTERPOL, destacou a necessidade de uma estratégia coordenada entre os países para combater esses crimes, que exploram a psicologia humana para manipular as vítimas.

Relatório da IBM revela uso de IA em ataques cibernéticos

O Relatório de Custo de uma Violação de Dados da IBM de 2025 revelou que 16% das violações analisadas envolveram o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) por atacantes, principalmente para ataques de phishing e de impersonação com deepfake. O serviço de atendimento ao cliente (service desk) se torna um alvo natural para engenharia social, pois um atacante que convence um agente de que é um usuário legítimo pode contornar controles técnicos. A IA facilita essa tarefa, tornando as abordagens mais personalizadas e convincentes. O processo de integração de novos funcionários é especialmente vulnerável, já que os agentes de suporte podem não ter familiaridade com os novos colaboradores. Para mitigar esses riscos, é essencial que os agentes tenham métodos mais robustos de verificação de identidade antes de conceder acesso a credenciais ou aprovar mudanças sensíveis. O uso de soluções como o Specops Secure Onboarding pode ajudar a proteger o processo de integração, garantindo que os novos funcionários criem senhas seguras sem que credenciais sejam enviadas diretamente, além de implementar verificações biométricas para evitar impersonações. Com a crescente sofisticação dos ataques, a proteção do service desk se torna uma prioridade crítica para as organizações.

Grupo de cibercriminosos usa chamadas para phishing em Microsoft 365

Um grupo de cibercriminosos tem atacado organizações de diversos setores com solicitações de segurança falsas, utilizando chamadas telefônicas para persuadir usuários do Microsoft 365 a se inscreverem em uma nova chave de acesso Entra. Essa técnica, conhecida como vishing, explora uma funcionalidade recém-lançada pela Microsoft que permite campanhas de registro de chaves de acesso. Os atacantes direcionam as vítimas para sites de phishing que imitam o processo legítimo de registro, coletando credenciais e códigos de autenticação multifatorial (MFA). O grupo, identificado como O-UNC-066 e associado à operação de extorsão chamada Pink, tem como alvo setores como alimentos e bebidas, tecnologia, saúde, automotivo, construção e aviação. Após obter acesso às contas, os criminosos rapidamente exfiltram dados de serviços como SharePoint e OneDrive, utilizando um painel PHP controlado pelo operador para guiar as vítimas em tempo real. A Okta recomenda que as organizações implementem métodos de verificação mais rigorosos para a identidade de pessoal de suporte ao cliente e neguem solicitações de locais onde a empresa não opera.

Campanha EvilTokens expõe nova vulnerabilidade em segurança de e-mails

Uma recente campanha de phishing chamada EvilTokens está atacando empresas nos EUA e na Europa, revelando uma nova vulnerabilidade na segurança de e-mails. A técnica, conhecida como ‘ghost phishing’, mantém a página maliciosa oculta até que seja decifrada e se torne visível no navegador da vítima. O ataque utiliza um método de phishing que não requer o roubo direto de senhas, mas sim a autorização involuntária do acesso às contas do Microsoft 365. Isso representa um risco significativo, pois verificações tradicionais de URL podem não detectar o ataque, resultando em maior exposição a invasões de contas e acesso não autorizado a dados sensíveis. A análise do ataque foi realizada na sandbox interativa ANY.RUN, que permitiu visualizar o fluxo completo do ataque, destacando a importância de ter visibilidade no nível do navegador para detectar e conter essas ameaças antes que causem danos financeiros. Os setores mais afetados incluem tecnologia, manufatura, educação e serviços financeiros, onde a exposição ao phishing atingiu níveis alarmantes, como 75,6% no setor de consultoria. Para mitigar esses riscos, é crucial que as equipes de segurança adotem ferramentas que permitam a inspeção de dados no navegador e a detecção de comportamentos maliciosos.

Campanha de phishing com código de dispositivo do Microsoft 365 em alta

Uma nova campanha de phishing utilizando códigos de dispositivo do Microsoft 365 foi identificada entre o final de junho e início de julho de 2026. A técnica, conhecida como ‘device code phishing’, explora um fluxo legítimo de autenticação OAuth 2.0, permitindo que atacantes contornem a autenticação multifator (MFA) e acessem contas sem precisar roubar senhas. Ao invés de criar páginas falsas, os criminosos manipulam usuários a completarem um prompt de autenticação real, inserindo um código que, na verdade, autoriza o acesso do invasor. A campanha observada pela ZeroBEC utiliza iscas relacionadas a colaborações e pagamentos, levando as vítimas a um site legítimo, mas comprometido, que orquestra o desafio de código do dispositivo. Essa abordagem é similar a uma campanha anterior, Storm-2372, e utiliza uma infraestrutura reutilizável chamada DEBULL, que permite a personalização das iscas sem alterar a base de identidade. O aumento desses ataques representa um risco significativo, facilitando a tomada de controle de contas, roubo de informações e fraudes. A situação exige atenção especial dos profissionais de segurança, especialmente em um cenário onde a autenticação legítima é explorada para fins maliciosos.

Automatizando a segurança de e-mails com IA comportamental

As organizações continuam a investir em soluções de segurança como gateways de e-mail seguros e autenticação multifatorial, mas ataques de phishing, comprometimento de e-mail corporativo (BEC) e tomada de conta (ATO) permanecem como ameaças persistentes. Um webinar promovido pela BleepingComputer, intitulado ‘Stop chasing alerts: Automating email security with behavioral AI’, abordará como a inteligência artificial comportamental pode ajudar as empresas a identificar padrões de comunicação anormais, automatizar investigações e acelerar respostas a ataques de e-mail. Os ataques modernos têm se tornado mais sofisticados, utilizando identidades confiáveis e comunicações empresariais normais, o que dificulta a detecção por controles tradicionais de segurança. O evento contará com especialistas que compartilharão insights práticos sobre como reduzir a fadiga de alertas e melhorar a eficiência das investigações. O webinar também discutirá as estratégias para detectar esses ataques de forma mais eficaz, aliviando a carga operacional das equipes de segurança. Os participantes aprenderão sobre as táticas que os atacantes usam e como a IA pode ser uma aliada na defesa contra essas ameaças.

Campanha de phishing finge ser marcas famosas para roubar credenciais

Uma nova campanha de phishing está se passando por mais de 30 marcas conhecidas, como Adobe, Netflix e Coca-Cola, visando profissionais de marketing para roubar credenciais de contas do Google. Os atacantes utilizam a plataforma legítima PeopleForce e um domínio associado ao Salesforce Marketing Cloud para redirecionar as vítimas a uma página de captura maliciosa. Para aumentar a credibilidade, os e-mails de phishing usam nomes e fotos de recrutadores reais das empresas impersonadas. A análise de Will Thomas, da Team Cymru, revelou que a campanha utiliza pelo menos 34 domínios, abrangendo setores como aviação, alimentos, vestuário e tecnologia. Os e-mails, que inicialmente usavam endereços do Outlook, solicitam que as vítimas agendem entrevistas, levando-as a uma página que imita o login do Google. Embora não esteja claro como os atacantes acessaram as plataformas legítimas, a possibilidade de criação de contas genuínas ou uso de logins comprometidos é considerada. A operação já está em andamento há pelo menos cinco meses, destacando a necessidade de vigilância constante contra esse tipo de ameaça.

Grupo de ameaças ligado à China ataca contribuintes indianos

Um novo grupo de ameaças cibernéticas, supostamente ligado à China, está atacando contribuintes, profissionais de contabilidade e equipes financeiras corporativas na Índia. A campanha, chamada de Operação DragonReturn, foi identificada pela Seqrite Labs e começou em 18 de maio de 2026, coincidindo com a temporada de declaração de impostos no país. Os ataques utilizam e-mails de phishing que se disfarçam como comunicações do Departamento de Impostos da Índia, induzindo os usuários a clicarem em links maliciosos. O objetivo final é implantar um trojan de acesso remoto para roubar dados sensíveis. A técnica envolve o uso de documentos falsos, citações legais reais e conteúdo bilíngue para aumentar a credibilidade. Após a infecção, o malware garante acesso persistente ao sistema, utilizando técnicas de ocultação e injeção de payloads. A análise da infraestrutura sugere que os atacantes estão utilizando endereços IP associados à China, levantando suspeitas sobre a origem da operação. Essa ameaça representa um risco significativo, especialmente considerando a possibilidade de roubo de dados financeiros e credenciais. A situação é um alerta para empresas e profissionais que lidam com informações fiscais e financeiras, destacando a necessidade de vigilância e proteção contra ataques cibernéticos.

Nova plataforma de phishing como serviço ameaça contas do Microsoft 365

Uma nova plataforma de phishing como serviço (PhaaS) chamada ‘ARToken’ foi descoberta, operando como uma afiliada da EvilTokens, que visa comprometer contas do Microsoft 365. Pesquisadores da Cisco Talos identificaram um painel de gerenciamento baseado em React, o ‘ARToken Panel’, que expõe mais de 80 endpoints de API. Através da engenharia reversa do código JavaScript, foram reveladas funcionalidades que vão além do que é comum em plataformas de phishing. A ARToken permite que atacantes roubem tokens de autenticação do Microsoft 365, acessem caixas de entrada do Outlook, sites do SharePoint e arquivos do OneDrive, além de automatizar operações de comprometimento de e-mail corporativo (BEC). A plataforma utiliza um modelo de implantação semelhante ao Cloudflare Workers e permite que afiliados gerenciem suas campanhas em espaços dedicados. O uso de phishing baseado em código de dispositivo da Microsoft, que engana as vítimas a inserirem códigos legítimos, permite que os atacantes contornem a autenticação multifator. Com um aumento significativo nos ataques de phishing, a ARToken representa uma ameaça crescente para organizações que utilizam o Microsoft 365.