Malware

Ferramentas de IA podem ser sequestradas para criar botnets massivas

Pesquisadores da Intuit, Technion e da Universidade de Tel Aviv alertam que ferramentas de inteligência artificial, como GitHub Copilot e OpenClaw, podem ser exploradas para criar botnets massivas. O método, denominado HalluSquatting, se baseia na incapacidade dos modelos de linguagem (LLMs) de identificar recursos com precisão, permitindo que atacantes registrem recursos mal nomeados e insiram comandos maliciosos. Essa técnica combina ataques de ‘pull’, onde um prompt malicioso é inserido em um site, com ataques de ‘push’, que envolvem injeção de código. Os pesquisadores demonstraram que, ao registrar recursos que um LLM pode confundir, é possível executar código remotamente em larga escala. Embora existam algumas medidas de mitigação, como o bloqueio de operações de busca por parte dos desenvolvedores de LLMs, a implementação dessas soluções pode levar tempo e requer colaboração entre diferentes partes. O aumento do malware baseado em LLMs, como o ataque JADEPUFFER, que é um ransomware totalmente operado por um LLM, destaca a urgência da situação.

Ator de ameaça russo usa IA para operar botnet em clínica dental

Um ator de ameaça de língua russa, conhecido como ‘bandcampro’, utilizou a ferramenta de IA de código aberto Gemini CLI do Google como agente de hacking, operando uma botnet em pequena escala. Entre 19 de maio e 21 de abril, o ator interagiu com a IA em mais de 200 sessões, controlando oito sistemas em uma clínica dental e acessando o banco de dados OpenDental. O agente de IA atuou como um ’testador de penetração autorizado’, salvando credenciais automaticamente e gerenciando a infraestrutura de comando e controle (C2) com um playbook que incluía operações padrão e códigos de infecção. A migração da botnet para uma nova infraestrutura C2 foi realizada em apenas seis minutos, com a IA diagnosticando problemas de tráfego e gerenciando a reconexão dos bots. Apesar de sua configuração leve, a botnet não utilizou técnicas sofisticadas de evasão. Além disso, o ator usou a IA para adivinhação de senhas e análise de dumps do 1Password. A pesquisa da Trend Micro destaca a capacidade da IA em automatizar operações de ataque, levantando preocupações sobre o uso de tecnologias de IA em cibercrimes.

Botnet TuxBot v3 Evolution Nova ameaça no cenário IoT

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre uma nova estrutura de botnet chamada TuxBot v3 Evolution, que parece ter sido desenvolvida com a ajuda de um modelo de linguagem grande (LLM). Apesar da assistência da IA, o código gerado apresenta falhas funcionais. O TuxBot é composto por um agente bot em C, um servidor de comando e controle (C2) em Go, e uma infraestrutura de testes baseada em Docker. O agente bot utiliza 1.496 pares de credenciais para realizar ataques de força bruta via Telnet e explora mais de 30 famílias de dispositivos IoT com vulnerabilidades conhecidas. A comunicação com o servidor C2 é feita através de um canal TCP criptografado, utilizando um algoritmo de geração de domínio (DGA) e protocolos P2P. O framework é modular e tem raízes em botnets conhecidas como Mirai e AISURU. Embora ainda em desenvolvimento, o TuxBot já apresenta funcionalidades que podem ser potencialmente perigosas, como a capacidade de realizar ataques DDoS e manter persistência em dispositivos comprometidos. A descoberta do TuxBot destaca a crescente integração de inteligência artificial em ferramentas de cibercrime, o que pode acelerar a evolução de ameaças no espaço IoT.

Pacotes maliciosos do AsyncAPI comprometem o npm em ataque supply-chain

Recentemente, cinco versões maliciosas de pacotes AsyncAPI foram publicadas no Node Package Manager (npm) em um ataque de supply-chain, resultando na distribuição de um trojan com capacidades de roubo de informações. O ataque ocorreu devido a uma configuração inadequada do fluxo de trabalho do GitHub Actions, permitindo que o invasor injetasse pacotes trojanizados na namespace @asyncapi, que acumulou mais de 2,25 milhões de downloads semanais. Em 14 de julho, o invasor comprometeu dois repositórios do GitHub do AsyncAPI e injetou malware nos arquivos do projeto. Os pacotes maliciosos incluíam versões do @asyncapi/generator e @asyncapi/specs, entre outros. O malware, uma estrutura de 92.000 linhas, estabelece persistência no sistema e se comunica com servidores de comando e controle por diversos canais. Embora algumas funções de coleta de dados não estejam operacionais, o malware pode ser executado manualmente. Todos os pacotes maliciosos foram removidos do npm, mas instalações existentes podem ainda conter as versões comprometidas. A janela de exposição durou cerca de quatro horas, e recomenda-se que os desenvolvedores regenerem arquivos de bloqueio e removam o payload oculto.

Malware OkoBot visa usuários de carteiras de hardware no Brasil

O malware OkoBot, ativo desde abril de 2025, tem como alvo usuários de carteiras de hardware, como Trezor e Ledger, roubando suas frases de recuperação. O módulo SeedHunter, parte do OkoBot, injeta código malicioso no software legítimo das carteiras, criando uma página de phishing que solicita a frase de recuperação assim que o dispositivo é conectado. A Kaspersky identificou centenas de vítimas em mais de 25 países, com o Brasil sendo o mais afetado. O malware possui mais de 20 cargas úteis e continua ativo, explorando vulnerabilidades em sistemas Windows. Além disso, o OkoBot utiliza métodos sofisticados, como um downloader em PowerShell que se conecta a servidores controlados por atacantes, permitindo o roubo de credenciais e dados sensíveis. A situação é crítica, pois não há correções disponíveis para as vulnerabilidades exploradas, e a proteção depende da vigilância dos usuários e da segurança dos endpoints.

Pacotes npm comprometidos distribuem loader de botnet multiestágio

Quatro pacotes npm na namespace @asyncapi foram comprometidos e estão distribuindo um loader de botnet multiestágio, conforme relatado por OX Security, SafeDep, Socket e StepSecurity. Os pacotes afetados incluem @asyncapi/generator-helpers@1.1.1, @asyncapi/generator-components@0.7.1, @asyncapi/generator@3.3.1 e @asyncapi/specs (v6.11.2, v6.11.2-alpha.1). O ataque utiliza um payload ofuscado que baixa um segundo payload criptografado, identificado como Miasma, a partir do IPFS. O código malicioso é executado quando o módulo infectado é carregado pelo Node.js, ativando um processo em segundo plano que baixa e executa o malware. O loader, chamado ‘sync.js’, contém um framework de tarefas e um grande blob criptografado. O Miasma permite roubo de credenciais, contaminação de ferramentas de IA e propagação em repositórios como npm e PyPI. Além disso, possui mecanismos de persistência e um ‘dead man’s switch’ que apaga diretórios se um token roubado for revogado. Os pacotes maliciosos foram removidos do registro npm, mas qualquer endpoint que os utilizou deve ser considerado potencialmente comprometido.

Campanha de malware se disfarça em repositórios falsos do GitHub

Um ator de ameaças publicou centenas de repositórios falsos no GitHub, imitando projetos legítimos de software e segurança, com o objetivo de distribuir malware do tipo infostealer. A campanha atraiu tráfego de resultados de busca relacionados a produtos de segurança, serviços de criptomoedas, ferramentas financeiras e utilitários para desenvolvedores. O malware é capaz de coletar dados de mais de 19 navegadores, roubar informações de 32 carteiras de criptomoedas e extrair detalhes sensíveis de aplicativos de mensagens e redes sociais. A empresa de cibersegurança ArcticWolf identificou a atividade após descobrir que um de seus produtos estava sendo imitado desde 26 de junho. No total, foram encontrados 292 repositórios falsos, cada um contendo um arquivo README com um link de download que direcionava os visitantes para uma página maliciosa. Essa página apresentava uma interface projetada para inspirar confiança, incluindo botões de download e selos de autenticidade falsificados. O malware, uma variante da família BoryptGrab, coleta uma ampla gama de dados, incluindo senhas, informações de pagamento e tokens de sessão de aplicativos populares. Embora o GitHub tenha removido muitos dos repositórios maliciosos, ainda existem redirecionadores ativos. A ArcticWolf alerta que a campanha depende da confiança dos usuários em downloads gratuitos de ferramentas premium e recomenda cautela ao interagir com páginas não oficiais do GitHub.

Pesquisadores identificam novo trojan de acesso remoto baseado em Rust

Pesquisadores de cibersegurança alertaram sobre um novo trojan de acesso remoto (RAT) chamado LabubaRAT, que utiliza a linguagem de programação Rust e se disfarça como software da NVIDIA para se infiltrar em ambientes-alvo. O LabubaRAT permite que os atacantes mantenham um ponto de acesso reutilizável, realizando diversas atividades, como perfilamento do host, identificação de ferramentas de segurança, execução de comandos, movimentação de arquivos e captura de telas. O malware se comunica por meio de múltiplos métodos, incluindo HTTPS e DNS tunneling, o que dificulta sua detecção e remoção. O ataque começa com um executável chamado ’nvidia-sysruntime.exe’, que aceita configurações em tempo de execução, permitindo que os operadores definam parâmetros críticos para a comunicação com o servidor remoto. O LabubaRAT também realiza operações de descoberta para identificar navegadores e produtos de segurança instalados, preparando o ambiente para suas funções. Com uma ampla gama de capacidades, o malware oferece controle significativo ao operador, permitindo interações diretas com o sistema comprometido. A estrutura do LabubaRAT sugere que ele pode ser oferecido como um serviço de malware (MaaS), aumentando sua acessibilidade para cibercriminosos.

Novo malware para macOS finge ser ferramenta da Apple para roubar dados

Um novo malware para macOS, chamado CrashStealer, tem se destacado por se disfarçar como a ferramenta de relatórios de falhas da Apple, visando roubar credenciais, dados do chaveiro e carteiras de criptomoedas. Pesquisadores começaram a monitorar essa ameaça em maio, quando ainda estava em desenvolvimento, mas notaram seu uso em ataques a partir de julho. O malware utiliza um binário que imita o componente do sistema da Apple, chamado ‘CrashReporter.app’, e cria um LaunchAgent com o nome ‘com.apple.crashreporter.helper’, além de usar o ícone e metadados da ferramenta legítima para evitar a detecção. O instalador, denominado ‘Werkbit Setup’, é assinado e notarizado pela Apple, permitindo que o malware contorne o Gatekeeper, a proteção anti-malware do macOS. Ao ser executado, o CrashStealer apresenta um falso prompt de senha do macOS, enganando o usuário para que forneça sua senha do chaveiro, que armazena dados sensíveis como senhas de aplicativos e chaves criptográficas. O malware também coleta credenciais de navegadores e gerenciadores de senhas, além de arquivos de diretórios do usuário. Os dados roubados são criptografados e enviados para um servidor de comando e controle. A operação é cuidadosamente planejada para ser discreta, utilizando um dropper assinado e notarizado, e um processo de re-assinatura para garantir persistência.

Pacote npm malicioso da Jscrambler compromete dados de desenvolvedores

A empresa Jscrambler, especializada em segurança web, revelou que um ator de ameaça publicou uma versão maliciosa de seu pacote npm, que foi baixada quase 1.500 vezes em um curto período de duas horas. As versões afetadas foram 8.14, 8.16, 8.17 e 8.20, e o malware incluído tinha a capacidade de roubar informações sensíveis durante o processo de instalação. O pacote malicioso foi rapidamente descontinuado e substituído pela versão segura 8.22. O malware visava dados críticos, como credenciais de desenvolvedores, segredos de nuvem, dados de carteiras de criptomoedas e informações de aplicativos de colaboração. A Jscrambler atribuiu a violação a credenciais de publicação npm comprometidas, que já foram revogadas. Após o incidente, a empresa implementou controles de segurança adicionais em seu pipeline de publicação. Os desenvolvedores que utilizaram as versões maliciosas devem considerar seus ambientes como comprometidos e rotacionar todas as credenciais. A Jscrambler recomenda que seus clientes utilizem a versão mais recente de seu produto para garantir a segurança.

Novo malware CrashStealer rouba dados de usuários do macOS

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo malware para macOS chamado CrashStealer, que tem a capacidade de roubar informações sensíveis de sistemas comprometidos. Diferente de outros ladrões de informações, CrashStealer é desenvolvido em C++ e não utiliza AppleScript ou Objective-C. O malware valida a senha de login do usuário localmente antes de coletar dados de navegadores, carteiras de criptomoedas, gerenciadores de senhas e do chaveiro do macOS. Os dados coletados são criptografados com AES-GCM e enviados para um servidor controlado pelos atacantes. O malware é distribuído através de um dropper assinado e notarizado, chamado ‘Werkbit.app’, que passa pelas verificações de segurança do Gatekeeper da Apple. O processo de instalação é oculto por um PIN de reunião, limitando o acesso ao instalador. Após a instalação, o malware estabelece persistência como um LaunchAgent e coleta dados de várias fontes, incluindo credenciais de navegadores e gerenciadores de senhas. A exfiltração de dados é feita em um arquivo ZIP enviado para um servidor específico. A complexidade e a sofisticação do CrashStealer destacam a necessidade de vigilância constante em relação a ameaças emergentes no ecossistema macOS.

Novo malware RedHook explora ADB sem conexão USB no Android

Uma nova versão do malware RedHook para Android está utilizando de forma inovadora o mecanismo de Wireless Debugging (Wireless ADB) para obter privilégios de shell sem a necessidade de conexão com um computador. Pesquisadores da empresa de cibersegurança Group-IB analisaram essa variante, que expande significativamente suas capacidades em comparação com a versão anterior de 2025. O RedHook mantém suas características de trojan de acesso remoto (RAT), permitindo o streaming de tela, interceptação de teclas, automação de interações na interface do usuário e roubo de credenciais.

Pacote jscrambler npm comprometido infostealer em máquinas de desenvolvedores

O pacote jscrambler na versão 8.14.0 foi comprometido, e sua instalação ativa um infostealer em máquinas de desenvolvedores. Publicado em 11 de julho de 2026, essa versão maliciosa contém um hook de pré-instalação que baixa e executa um binário nativo para Windows, macOS e Linux. A análise da StepSecurity e SafeDep revelou que a versão 8.14.0 foi publicada diretamente no npm por uma conta de mantenedor legítima, o que sugere uma conta comprometida ou um pipeline de construção vulnerável. O infostealer, escrito em Rust, visa coletar credenciais de nuvem, senhas de navegadores, e até arquivos de configuração de ferramentas de codificação de IA. Além disso, ele possui capacidades de persistência e anti-debugging, o que o torna ainda mais perigoso. A versão 8.15.0 já foi lançada, mas a 8.14.0 ainda está disponível no npm, representando um risco contínuo para aqueles que não atualizarem. O alerta é claro: qualquer máquina que tenha executado a versão comprometida deve considerar todos os segredos acessíveis como comprometidos e tomar medidas imediatas de mitigação.

Ameaça de malware compromete repositório do Injective Labs no GitHub

Um ataque cibernético recente comprometeu o repositório do projeto Injective Labs SDK no GitHub, resultando na publicação de um pacote malicioso na npm registry. A versão comprometida, @injectivelabs/sdk-ts@1.20.21, foi lançada em 8 de julho de 2026 e continha uma funcionalidade falsa de telemetria que exfiltrava dados sensíveis de carteiras de criptomoedas, como chaves privadas e frases mnemônicas. O ataque foi realizado por um ator desconhecido que utilizou uma conta de desenvolvedor confiável para introduzir os commits maliciosos. Além disso, a versão comprometida foi publicada em 17 outros pacotes relacionados, aumentando o risco para usuários que não instalaram a biblioteca diretamente. O malware modifica funções legítimas para capturar informações sensíveis sem ser detectado, enviando-as para um servidor remoto. Os usuários que instalaram a versão maliciosa devem atualizar para a versão limpa (1.20.23) e considerar suas chaves como comprometidas. Este incidente destaca a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos de software e a necessidade de vigilância constante em ambientes de desenvolvimento.

Microsoft descobre novo pacote de malware GigaWiper

A Microsoft alertou sobre um novo malware chamado GigaWiper, atribuído ao grupo iraniano CyberAv3ngers. Este software malicioso combina várias variantes de malware, permitindo que ele execute funções de espionagem e destruição de dados. O GigaWiper pode apagar drives, criptografar arquivos com uma extensão falsa de ransomware e sobrepor partições do Windows, tornando os dados irrecuperáveis. Além disso, ele pode capturar capturas de tela, gravar a tela do usuário e acessar dados do sistema. O malware se disfarça como tarefas de atualização do OneDrive, o que dificulta sua detecção. A Microsoft não especificou um caminho de recuperação para os dados afetados, o que aumenta a gravidade da ameaça. O uso de técnicas de ofuscação sugere que os atacantes tentaram minimizar a detecção por parte dos usuários e sistemas de segurança. A combinação de espionagem e destruição torna o GigaWiper uma ameaça significativa para empresas e usuários em geral.

Grupo de cibercrime ligado à China lança novo trojan baseado em Rust

O grupo de cibercrime conhecido como Silver Fox, vinculado à China, foi associado a um novo trojan de acesso remoto (RAR) chamado MODBEACON, desenvolvido em Rust. Segundo a empresa de cibersegurança QiAnXin, embora a operação pareça de baixa sofisticação, ela possui uma estrutura organizacional complexa, envolvendo múltiplos distribuidores que propagam malware por meio de instaladores falsificados e técnicas de SEO. Uma campanha observada em junho de 2026 visou empresas de tecnologia, educação e estatais na Ásia, utilizando uma infraestrutura de comando e controle (C2) hospedada na Amazon e na rede de entrega de conteúdo (CDN) da Cloudflare.

Hackers comprometem repositório do Injective Labs e roubam chaves de criptomoedas

Recentemente, hackers comprometeram o repositório do projeto Injective Labs no GitHub, publicando um pacote malicioso no Node Package Manager (npm) que visava roubar chaves privadas e frases mnemônicas de carteiras de criptomoedas. A vulnerabilidade foi detectada por empresas de segurança cibernética, incluindo Socket e Ox Security, através da versão 1.20.21 do pacote @injectivelabs/sdk-ts, que possui 50 mil downloads semanais e é amplamente utilizado por desenvolvedores de carteiras de criptomoedas e aplicações DeFi. O ataque começou em 8 de junho, quando o invasor acessou uma conta de um colaborador legítimo e fez alterações suspeitas. Embora o proprietário da conta tenha revertido as mudanças rapidamente, a versão maliciosa já havia sido baixada 310 vezes antes de ser descontinuada. O malware se ativa ao utilizar funções do SDK que geram ou importam chaves de carteira, capturando informações sensíveis e enviando-as para um endpoint público da Injective Labs. Os desenvolvedores afetados são aconselhados a transferir suas criptomoedas para novas carteiras e a rotacionar segredos em seus ambientes.

Microsoft desmantela malware GigaWiper, uma ameaça cibernética complexa

A Microsoft revelou detalhes sobre o GigaWiper, um malware destrutivo que atua como uma backdoor no Windows. O GigaWiper combina três programas maliciosos antigos, permitindo ao operador escolher entre diferentes métodos de destruição: apagar todo o disco, sobrescrever a unidade do Windows ou executar um ransomware falso que criptografa arquivos sem deixar chave para decriptação. O malware também possui capacidades de espionagem, permitindo que o atacante monitore a atividade do usuário, capture telas e controle remotamente o PC infectado. A origem do GigaWiper está ligada a um grupo de hackers possivelmente iraniano, que visa organizações israelenses. A detecção precoce e a manutenção de backups offline são essenciais para mitigar os danos, uma vez que não há patch disponível para este tipo de malware. A Microsoft recomenda a ativação de proteções contra alterações em antivírus e o bloqueio de servidores de comando conhecidos para proteger sistemas contra essa ameaça.

Grupo Lurking Lizard opera rede de proxies maliciosos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram a atuação de um novo ator de ameaças, denominado Lurking Lizard, que opera um negócio de proxies residenciais maliciosos. Desde agosto de 2022, o grupo tem utilizado mais de 230 domínios semelhantes para recrutar dispositivos comprometidos como nós de proxy. Uma das campanhas observadas envolveu a distribuição de um instalador trojanizado do 7-Zip, hospedado em um domínio que imitava o original. O Lurking Lizard também se faz passar por provedores de proxy renomados e utiliza sites de revisão falsos para direcionar tráfego para suas plataformas fraudulentas. A análise sugere que o grupo é baseado na China e emprega técnicas como o ‘drop-catching’, adquirindo domínios expirados para herdar sua legitimidade. Além disso, a infraestrutura utilizada para a campanha do 7-Zip também serve para distribuir instaladores falsos de outros aplicativos populares. O impacto dessa operação é significativo, pois pode transformar dispositivos comuns em parte de uma botnet, expondo os usuários a riscos de segurança e possíveis ações maliciosas. A situação é agravada pelo fato de que a Google recentemente desmantelou outra rede de proxies residenciais, destacando a gravidade do problema.

Grupo de ameaças ligado à China explora servidores Roundcube em universidades

Um novo grupo de ameaças, identificado como UNK_MassTraction, está explorando servidores vulneráveis do Roundcube em universidades dos Estados Unidos e Canadá, visando principalmente departamentos de física e engenharia, além de organizações de pesquisa em astrofísica e segurança nacional. Desde maio, a campanha tem sido rastreada pela empresa de cibersegurança Proofpoint, que relata que os ataques começam com e-mails maliciosos enviados de contas comprometidas ou domínios falsificados. Ao abrir esses e-mails em um cliente webmail Roundcube vulnerável, os usuários são afetados por uma falha de cross-site scripting (CVE-2024-42009), que executa um código JavaScript e carrega um payload chamado IceCube. Este malware é capaz de roubar credenciais, dados de autenticação de dois fatores e informações do navegador. Além disso, o malware tenta explorar uma falha de desserialização (CVE-2025-49113) para instalar um webshell PHP, SquareShell, que permite execução remota de código. A Proofpoint sugere que o UNK_MassTraction é um ator de espionagem alinhado à China, dado o uso de infraestrutura associada a grupos chineses e a tática de atacar servidores de e-mail. A empresa recomenda que administradores de sistemas Roundcube apliquem atualizações de segurança para mitigar essas vulnerabilidades.

Pacotes maliciosos no npm e PyPI visam aplicativos de pagamento

Recentemente, pacotes maliciosos foram identificados no Node Package Manager (npm) e no Python Package Index (PyPI), direcionados a desenvolvedores e usuários dos aplicativos de pagamento Paysafe, Skrill e Neteller. Os atacantes publicaram pelo menos 17 pacotes maliciosos simultaneamente, com a finalidade de exfiltrar credenciais e tokens de acesso para um servidor de comando e controle hospedado na Amazon Web Services (AWS). Esses pacotes se disfarçam como SDKs legítimos de pagamento, mas na verdade retornam respostas falsas de sucesso, enquanto buscam por segredos como tokens, senhas e chaves de API. A análise da empresa de segurança Socket revela que os pacotes npm publicaram quatro versões maliciosas, enquanto os pacotes PyPI apresentaram apenas uma. Os dados exfiltrados incluem chaves de API do Paysafe, chaves da AWS e tokens do GitHub. Os desenvolvedores que instalaram esses pacotes são aconselhados a rotacionar imediatamente todas as credenciais em qualquer máquina que tenha importado ou executado esses pacotes. A capacidade do atacante de transitar entre diferentes ecossistemas pode dificultar a defesa, especialmente se houver visibilidade limitada em um único ecossistema.

Fraude bancária no México utiliza iscas ClickFix para atacar clientes

Um novo esquema de fraude bancária está atacando clientes de bancos, fintechs e exchanges de criptomoedas no México, utilizando iscas ClickFix. A operação, identificada como REF6045 pelo Elastic Security Labs, envolve a infecção de vítimas através de páginas falsas de verificação CAPTCHA, que induzem os usuários a executar um comando malicioso que instala um toolkit PowerShell chamado SCMBANKER. Este malware é projetado especificamente para o ecossistema financeiro mexicano e possui capacidades como monitoramento de sessões bancárias, captura de telas e manipulação de área de transferência. O ataque começa com uma verificação CAPTCHA falsa que leva as vítimas a copiar e colar um comando malicioso. Após a instalação, o operador pode monitorar a atividade bancária da vítima, redirecionar navegadores e até mesmo bloquear a tela com avisos falsos. Os pesquisadores notaram que o SCMBANKER utiliza um modelo de linguagem para desenvolver suas ferramentas, evidenciando a utilização de inteligência artificial na criação do malware. A operação representa um risco significativo, pois já existem vítimas reais sendo monitoradas em tempo real pelos operadores. A descoberta de um diretório aberto permitiu a recuperação de informações detalhadas sobre a infraestrutura do ataque, revelando falhas de segurança operacional por parte dos criminosos.

Grupo de Ameaça Chinês Refinando Malware para Expandir Rede ORB

O grupo de ameaças avançadas persistentes (APT) conhecido como UAT-7810, vinculado à China, está aprimorando seu malware personalizado para expandir sua rede de Operational Relay Box (ORB). De acordo com a Cisco Talos, o UAT-7810 é responsável pela manutenção e proliferação do LapDogs, uma rede ORB identificada pela primeira vez em junho de 2025. O objetivo do grupo é estabelecer redes ORB que possam ser utilizadas por outros atores de ameaças para realizar ataques cibernéticos a alvos de alto valor. Recentemente, o UAT-7810 desenvolveu uma nova versão de seu malware, chamada LONGLEASH, além de outras ferramentas como DOGLEASH e LEASHTEST, que são utilizadas para explorar vulnerabilidades em dispositivos de rede, como roteadores Ruckus e ASUS. As campanhas do grupo têm se concentrado em explorar falhas conhecidas, como CVE-2020-22653 e CVE-2023-25717, para comprometer dispositivos e estabelecer acesso persistente. A evolução do malware indica um ciclo ativo de desenvolvimento, com novas funcionalidades sendo testadas em dispositivos MIPS. A situação representa um risco significativo para a segurança de redes, especialmente para infraestruturas críticas.

Hackers chineses evoluem malware para comprometer roteadores Ruckus

Hackers chineses identificados como ‘UAT-7810’ estão aprimorando seu malware para expandir sua rede de infraestrutura de relé operacional (ORB), focando principalmente em dispositivos de rede expostos à internet, como roteadores Ruckus não atualizados. De acordo com pesquisadores da Cisco Talos, essa rede ORB serve como uma infraestrutura de relé segura para outras ameaças persistentes avançadas (APTs) alinhadas à China. O malware LONGLEASH, uma versão aprimorada do backdoor SHORTLEASH, foi identificado, oferecendo novas funcionalidades, como redirecionamento de tráfego e suporte a TLS. Além disso, foram descobertos outros malwares, como DOGLEASH, um backdoor leve para Linux, e JARLEASH, uma ferramenta administrativa em Java. Os pesquisadores destacam que UAT-7810 explora vulnerabilidades conhecidas em roteadores, como CVE-2020-22653 e CVE-2023-25717, para obter acesso inicial. A continuidade da expansão da infraestrutura ORB e a substituição do SHORTLEASH pelo LONGLEASH indicam um aumento na capacidade operacional dos atacantes. A lista completa de indicadores de comprometimento (IoCs) relacionados à atividade do UAT-7810 está disponível no relatório da Cisco Talos.

Novo malware RedWing ameaça segurança bancária em dispositivos Android

Um novo malware para Android, denominado RedWing, está sendo comercializado no Telegram como um serviço de fraude bancária acessível até para criminosos de baixa habilidade. De acordo com a Zimperium, que identificou a operação, o RedWing é uma variante do malware Oblivion, e é oferecido em pacotes de assinatura que incluem descontos por indicação, guias e vídeos explicativos, permitindo que qualquer comprador crie um aplicativo personalizado sob demanda.

O processo de infecção começa com um link de phishing que direciona a vítima a uma página falsa de loja de aplicativos. O malware solicita permissões de forma gradual, utilizando técnicas enganosas para obter acesso total ao dispositivo. Uma vez instalado, o RedWing pode criar telas de login falsas, ler mensagens de texto para capturar códigos de autenticação e redirecionar chamadas, além de permitir o controle remoto do dispositivo.

Atores de ameaças abusam de chamadas do Microsoft Teams para instalar malware

A Palo Alto Networks, através da sua unidade Unit 42, revelou uma nova campanha de ciberataques que explora chamadas de voz do Microsoft Teams. Os atacantes se passam por funcionários de suporte técnico para induzir colaboradores a instalar o malware EtherRAT, que concede acesso remoto a redes corporativas. O ataque começa com um e-mail de phishing disfarçado de ‘Pesquisa de Funcionários’, contendo um PDF malicioso. Após abrir o documento, a vítima recebe uma chamada de voz do Teams de uma conta externa que se faz passar por um ‘Administrador de Sistema’. Os pesquisadores notaram que a sessão do Teams exibia o rótulo ‘Externo desconhecido’, indicando que o chamador pertencia a um locatário diferente do Microsoft 365. Após convencer a vítima a conceder controle remoto, o atacante orienta a instalação de ferramentas legítimas de acesso remoto, como HopToDesk e AnyDesk, antes de baixar e executar um instalador MSI malicioso que carrega o EtherRAT. Este trojan de acesso remoto, escrito em Node.js, permite que os atacantes executem comandos, manipulem arquivos e roubem dados. A campanha destaca a crescente preocupação com a segurança do Microsoft Teams, levando a empresa a implementar novas proteções contra ataques de phishing e vishing.

Grupo de hackers iranianos utiliza novo malware contra Israel

Um grupo de hackers iranianos, vinculado ao Ministério da Inteligência e Segurança do Irã, tem utilizado um novo framework modular de comando e controle (C2) chamado Cavern, visando principalmente organizações israelenses, especialmente no setor de TI e governo. A pesquisa da Check Point identificou que o Cavern Manticore, como é conhecido o grupo, apresenta semelhanças táticas com outros grupos como MuddyWater e Lyceum. O framework é construído sobre uma base .NET e utiliza múltiplos formatos de compilação, dificultando a análise por parte de especialistas em segurança.

Análise do antivírus MacPaw Moonlock

O MacPaw Moonlock é um novo software antivírus que se destaca no mercado por sua interface amigável e um conjunto abrangente de funcionalidades. Lançado em outubro de 2025, o Moonlock não apenas oferece proteção contra malware, mas também inclui um VPN, um inspetor de rede e um conselheiro de segurança. O software foi testado e certificado pelo AV-Test, obtendo notas altas em proteção e usabilidade. Apesar de suas qualidades, o preço de $54 por ano para um único dispositivo pode ser um obstáculo para alguns usuários, especialmente quando comparado a concorrentes mais baratos. Além disso, a necessidade de um cartão de crédito para iniciar o teste gratuito e a falta de suporte ao vivo são pontos negativos. A pesquisa da MacPaw indica que 66% dos usuários de Mac enfrentaram pelo menos uma ameaça cibernética no último ano, reforçando a importância de soluções de segurança como o Moonlock. O software é ideal para quem busca uma proteção mais robusta e educativa, mas pode não ser a melhor escolha para todos devido ao custo e à concorrência.

Novo trojan QuimaRAT ameaça sistemas Windows, Linux e macOS

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo trojan de acesso remoto, denominado QuimaRAT, que opera em ambientes Windows, Linux e macOS. Este malware é oferecido sob um modelo de malware como serviço (MaaS), com preços que variam de $150 a $1.200, dependendo do período de assinatura. O QuimaRAT possui uma arquitetura modular, permitindo a expansão dinâmica de suas capacidades por meio de plugins criptografados. Os criadores do malware também disponibilizam um construtor que gera arquivos em diversos formatos, facilitando a personalização para diferentes ambientes. Embora o QuimaRAT prometa total furtividade em Windows e Linux, no macOS, algumas funcionalidades exigem permissões administrativas do usuário. O malware é projetado para executar uma variedade de ações maliciosas, incluindo execução remota de comandos, roubo de credenciais e vigilância por webcam. Além disso, ele utiliza técnicas avançadas para evitar detecções, como a execução de shellcode sem arquivos e um framework de comunicação resiliente. A análise sugere que o QuimaRAT é uma plataforma modular, o que representa um desafio significativo para a segurança cibernética, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é crucial.

Incidentes de Cibersegurança Ameaças e Respostas Recentes

O cenário de cibersegurança apresentou eventos significativos na última semana, destacando a vulnerabilidade de dispositivos comuns e a exploração de falhas em sistemas amplamente utilizados. A ação conjunta do Google e do FBI resultou na desativação da rede de proxies residenciais NetNut, que utilizava dispositivos domésticos, como TVs inteligentes, para mascarar atividades maliciosas. Estima-se que a rede envolva cerca de 2 milhões de dispositivos globalmente. Além disso, o WhatsApp introduziu um sistema de nomes de usuário, levantando preocupações sobre possíveis abusos para impersonificação. Outro incidente relevante foi a descoberta do trojan bancário Ousaban, que ataca usuários na Espanha e Portugal através de documentos PDF falsos. Por fim, um novo ransomware gerado por IA foi identificado, explorando a API de Acesso a Arquivos do Chromium, embora ainda não tenha sido observado em ataques reais. Esses eventos ressaltam a necessidade de uma abordagem proativa em cibersegurança, especialmente em um ambiente onde a confiança é frequentemente mal colocada.

Estudo revela falhas em scanners de habilidades maliciosas para IA

Um estudo da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong revelou que scanners projetados para detectar habilidades maliciosas em agentes de codificação de IA falham em mais de 90% dos casos. Os pesquisadores desenvolveram uma ferramenta chamada SKILLCLOAK, que reescreve habilidades maliciosas para parecerem inofensivas, utilizando técnicas como a troca de caracteres e o empacotamento autoextraível. Essas habilidades podem roubar credenciais, copiar códigos-fonte ou instalar backdoors, operando com o mesmo acesso que o agente. A pesquisa também introduziu o SKILLDETONATE, um verificador de comportamento que analisa o que uma habilidade faz em um ambiente controlado, conseguindo detectar 97% dos ataques. Embora essa abordagem seja mais lenta que os scanners tradicionais, ela é mais eficaz na identificação de ameaças ocultas. O estudo destaca a crescente preocupação com a segurança em marketplaces públicos, onde habilidades maliciosas são frequentemente encontradas. A situação é crítica, pois a confiança nas habilidades deve ser transferida do marketplace para o ambiente de execução, onde o comportamento malicioso se revela. Os pesquisadores alertam que a instalação deve ser feita apenas de fontes confiáveis e que o acesso dos agentes deve ser minimizado.

Meu celular foi hackeado? 9 sinais e o que fazer agora

O artigo aborda os sinais que indicam que um celular pode ter sido hackeado, destacando nove comportamentos suspeitos, como o envio de mensagens não autorizadas, consumo excessivo de dados e instalação de aplicativos desconhecidos. O texto também orienta sobre as ações imediatas a serem tomadas, como encerrar sessões desconhecidas em aplicativos e ativar a autenticação em duas etapas. Além disso, apresenta ferramentas gratuitas para verificar se o dispositivo foi comprometido e desmistifica alguns mitos comuns sobre segurança móvel. A importância de proteger contas de e-mail e redes sociais é enfatizada, pois são portas de entrada para acessos não autorizados. O artigo conclui com recomendações sobre como agir em caso de roubo ou uso indevido de dados pessoais.

Campanha de Malware da Coreia do Norte Alvo de Desenvolvedores de Criptomoedas

A campanha de cibersegurança conhecida como Contagious Interview, ligada a atores de ameaça da Coreia do Norte, tem se intensificado com a publicação de 108 pacotes e extensões de navegador maliciosos em plataformas como npm, Packagist, Go e Google Chrome. Os atacantes utilizam táticas de recrutamento para enganar desenvolvedores de software e profissionais do setor de criptomoedas, persuadindo-os a executar códigos maliciosos disfarçados. Desde 2023, a atividade tem se mostrado ativa, comprometendo 1.951 repositórios públicos do GitHub. Os atacantes não utilizam credenciais roubadas, mas sim exploram extensões maliciosas do VS Code ou pacotes npm para comprometer as contas dos mantenedores. O malware, uma variante do BeaverTail, busca arquivos específicos no computador da vítima e insere código JavaScript malicioso, além de modificar o histórico do Git para ocultar suas ações. A última onda de ataques envolve um carregador de malware que se conecta a infraestruturas de blockchain para baixar um segundo estágio de payloads maliciosos. Especialistas recomendam que usuários que instalaram esses pacotes tratem seus ambientes como comprometidos e realizem auditorias em seus repositórios e estações de trabalho.

Operação conjunta desmantela rede de proxies residenciais NetNut

Uma operação coordenada envolvendo o Google e outras entidades, como o FBI, resultou na desarticulação da NetNut, uma rede de proxies residenciais que controlava milhões de dispositivos Android comprometidos, incluindo TVs inteligentes e caixas de streaming. Conhecida também como Popa, a botnet NetNut permitia que cibercriminosos ocultassem suas atividades maliciosas utilizando endereços IP residenciais legítimos. Estima-se que a rede seja composta por pelo menos dois milhões de dispositivos infectados, que se tornaram parte da botnet após serem contaminados por malware, seja pré-instalado ou baixado por meio de aplicativos maliciosos. A operação resultou na apreensão de domínios utilizados pela NetNut e na desativação de contas e serviços que os operadores da botnet utilizavam para controle de malware. O Google também implementou medidas de proteção para alertar usuários e desativar aplicativos infectados. A desarticulação da NetNut pode ter um impacto significativo na indústria de proxies, uma vez que muitos serviços populares dependem dessa rede. O Google já havia realizado ações semelhantes anteriormente, visando desmantelar botnets de proxies residenciais.

Framework de malware modular Avalon representa nova ameaça cibernética

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo framework de malware modular, denominado Avalon, que utiliza uma cadeia de phishing em múltiplas etapas para contornar controles de segurança tradicionais. O ataque inicia com um e-mail que simula um documento legal, levando o destinatário a um arquivo protegido por senha no Proton Drive. Dentro desse arquivo, um atalho do Windows aciona uma sequência de malware que culmina na execução do Avalon, que combina funções de coleta de credenciais, movimentação lateral, acesso remoto e execução de ransomware, conhecido internamente como CrownX.

Grupo Armored Likho ataca setores estratégicos em vários países

Um novo ator de ameaças cibernéticas, conhecido como Armored Likho, foi identificado como responsável por ataques direcionados a agências governamentais e ao setor de energia elétrica na Rússia, Brasil e Cazaquistão. Segundo a Kaspersky, esse grupo combina campanhas motivadas financeiramente com espionagem cibernética, utilizando um conjunto de ferramentas sofisticadas, como RATs (Remote Access Trojans) e infostealers, projetados para evitar análises dinâmicas. Os ataques começam com e-mails de spear-phishing que distribuem arquivos maliciosos disfarçados de notificações oficiais. O malware BusySnake, uma das ferramentas utilizadas, é um stealer em Python que coleta dados sensíveis, como credenciais e cookies de navegadores, e se comunica com servidores de comando e controle (C2). Além disso, o grupo tem laços com outra ameaça conhecida, chamada Eagle Werewolf, que também visa organizações governamentais e de defesa. A complexidade e a evolução das técnicas utilizadas pelo Armored Likho indicam um aumento na maturidade técnica do grupo, representando um risco significativo para a segurança cibernética, especialmente em setores críticos como energia e governo.

Ameaça de pacotes npm maliciosos ligados à Coreia do Norte

Recentemente, a empresa de cibersegurança JFrog identificou uma nova campanha de ataque envolvendo pacotes npm maliciosos associados a atores de ameaças da Coreia do Norte. Os pacotes, que se disfarçam como ferramentas de polifil para o Rollup, têm como objetivo facilitar o acesso remoto e o roubo de dados. Os pacotes ‘rollup-packages-polyfill-core’ e ‘rollup-runtime-polyfill-core’ imitam o projeto legítimo ‘rollup-plugin-polyfill-node’, o que pode enganar desenvolvedores durante uma revisão rápida de dependências. Além desses, outros quatro pacotes também foram removidos do registro npm, incluindo ‘quirky-token’ e ‘react-icon-svgs’.

Novo malware para macOS rouba credenciais e dados sensíveis

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo malware para macOS chamado PamStealer, que utiliza técnicas sofisticadas para infectar sistemas e roubar dados sensíveis. Distribuído como um arquivo AppleScript disfarçado de Maccy, um gerenciador de área de transferência legítimo, o PamStealer valida a senha de login da vítima através dos Módulos de Autenticação Pluggable (PAM) do macOS antes de capturá-la. O malware é entregue em duas etapas: um AppleScript que baixa um segundo payload, um infostealer baseado em Rust, capaz de roubar credenciais, coletar dados de navegadores e persistir no sistema. O vetor de ataque inicial é um site falso que imita o Maccy, e o script executa um downloader que busca o payload malicioso. O malware também possui características que evitam a execução em ambientes de análise e sistemas fora do Apple Silicon. Após a captura da senha, o malware exibe um alerta falso, enganando a vítima para descartar o aplicativo malicioso. O desenvolvedor do Maccy já emitiu um alerta sobre sites fraudulentos que distribuem essa ameaça. Essa evolução dos stealers para macOS destaca a necessidade de vigilância constante e medidas de segurança robustas.

Ex-membro do Parlamento Europeu alvo de spyware Pegasus

Um novo relatório do Citizen Lab revelou que Stelios Kouloglou, ex-membro do Parlamento Europeu, teve seu dispositivo móvel repetidamente hackeado com o spyware Pegasus enquanto investigava o uso de ferramentas de vigilância comercial na União Europeia. A análise forense do seu iPhone indicou que os invasores poderiam acessar documentos confidenciais e deliberações do comitê. Embora não se tenha atribuído a responsabilidade a um governo específico, há indícios de que um cliente do Pegasus, autorizado a espionar em vários países europeus, pode estar por trás do ataque. Kouloglou foi membro do Comitê PEGA, criado para investigar o uso indevido de spyware comercial. O primeiro ataque ocorreu em outubro de 2022, seguido por outro em março de 2023, coincidindo com momentos críticos de discussões sobre o relatório do comitê. O uso do spyware Pegasus levanta preocupações sobre como governos podem abusar de tecnologias destinadas a combater crimes graves, como terrorismo, para espionar jornalistas e críticos. Além disso, o relatório também destacou campanhas de espionagem que exploram vulnerabilidades na infraestrutura de telecomunicações global, permitindo rastreamento de localização sem a necessidade de malware.

Google desmantela rede NetNut, uma das maiores botnets de proxy residencial

O Google, em colaboração com o FBI e outras entidades, anunciou a degradação significativa da NetNut, uma das maiores redes que transforma dispositivos residenciais em proxies alugados para tráfego de terceiros. A NetNut, também conhecida como Popa, é uma rede global que abrange pelo menos 2 milhões de dispositivos, incluindo TVs inteligentes e caixas de streaming. Quando um dispositivo da NetNut está em uma residência, criminosos podem redirecionar seu tráfego pela conexão de internet do usuário, comprometendo sua privacidade e segurança. A rede opera através da venda de acesso a endereços IP residenciais, permitindo que atacantes ocultem sua localização real. A empresa por trás da NetNut, a Alarum Technologies, nega a classificação de botnet, alegando que seu software é para compartilhamento de largura de banda consentido. No entanto, pesquisas indicam que os aplicativos associados não informam os usuários sobre esse consentimento. O Google alerta que a degradação da NetNut não é um desmantelamento definitivo, pois a rede possui um programa de revenda que permite que outras empresas comercializem o mesmo pool de dispositivos, tornando a situação complexa e resiliente. Para os consumidores, recomenda-se cautela ao usar aplicativos que prometem pagamento por largura de banda não utilizada e a compra de dispositivos de marcas conhecidas.

Grupo ToddyCat utiliza malware Umbrij para acessar e-mails corporativos

O grupo de ameaças avançadas conhecido como ToddyCat desenvolveu um novo malware chamado Umbrij, que visa comprometer o acesso a e-mails corporativos hospedados no Gmail por meio da API do Google. Segundo um relatório da Kaspersky, o Umbrij utiliza o protocolo OAuth 2.0 para obter tokens de autorização, permitindo que os atacantes acessem recursos de e-mail de forma furtiva. O malware opera em navegadores baseados em Chromium, explorando sessões ativas do Gmail. Ao lançar o navegador em modo headless e se conectar a uma porta de depuração remota, o Umbrij consegue capturar o código de autorização OAuth e trocá-lo por um token de acesso, comprometendo assim as comunicações de e-mail corporativas. O ataque é facilitado por técnicas como DLL side-loading, onde executáveis legítimos são abusados para iniciar o malware. A Kaspersky recomenda que as organizações revisem os códigos de autorização concedidos a aplicações e revoguem acessos não utilizados para mitigar os riscos. A automação do Umbrij aumenta a escala e a frequência dos ataques, evidenciando as habilidades técnicas avançadas do grupo ToddyCat.

Malware ChocoPoC se disfarça em códigos falsos para roubar dados

Pesquisadores de segurança alertaram sobre um novo malware chamado ChocoPoC, que se disfarça em repositórios de código falso no GitHub, direcionado a caçadores de bugs. O malware é um trojan que rouba dados sensíveis, como senhas salvas e cookies de navegadores, e oferece acesso remoto ao computador da vítima. O ataque ocorre quando os pesquisadores clonam repositórios e instalam dependências, levando à instalação de um pacote malicioso chamado ‘skytext’. Este pacote, ao detectar a execução de um código de prova de conceito (PoC), ativa o malware, que permanece oculto durante uma análise superficial. O ChocoPoC já foi encontrado em pelo menos sete repositórios falsos relacionados a vulnerabilidades conhecidas, como CVEs de produtos populares. A campanha é uma evolução de táticas anteriores, onde grupos maliciosos tentam explorar a pressa dos pesquisadores em testar novas falhas. A recomendação é que os pesquisadores tratem qualquer PoC como potencialmente hostil e verifiquem cuidadosamente as dependências antes de executá-las.

Malware ChocoPoC ataca pesquisadores de cibersegurança via GitHub

Pesquisadores de segurança identificaram uma nova campanha de malware que utiliza exploits de prova de conceito (PoC) no GitHub para disseminar um trojan de acesso remoto (RAT) chamado ChocoPoC. Este malware se destaca por não estar embutido diretamente nos arquivos de exploit, mas sim por meio de pacotes Python maliciosos adicionados à lista de dependências do PoC. Os pacotes, hospedados no Python Package Index (PyPI), são instalados automaticamente quando a vítima clona um repositório malicioso. O ChocoPoC é capaz de executar comandos arbitrários, coletar dados sensíveis como senhas de navegadores e histórico de navegação, e até mesmo exfiltrar dados através de conjuntos de dados do Mapbox. A campanha já foi associada a pelo menos sete repositórios no GitHub, explorando vulnerabilidades conhecidas. A instalação do pacote malicioso ‘frint’ puxa uma dependência adicional chamada ‘skytext’, que contém um código Python embutido que baixa o payload final. Com mais de 2.400 downloads, a maioria em sistemas Linux, a campanha se aproveita da curiosidade de pesquisadores e testadores de segurança. Especialistas recomendam que esses profissionais nunca confiem cegamente em repositórios do GitHub e executem códigos não verificados em ambientes isolados.

Nova cadeia de ataque de malware usa engenharia social e Blogger

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova cadeia de ataque de malware em múltiplas etapas, chamada VEIL#DROP, que utiliza engenharia social e páginas do Blogger para disseminar um ladrão de informações conhecido como PureLogs. O ataque começa com um arquivo JavaScript disfarçado, que executa comandos PowerShell para baixar um payload adicional hospedado em um blog. Esse método permite que os atacantes contornem defesas baseadas em reputação, aproveitando a infraestrutura confiável do Google. O payload baixado cria a ilusão de que um documento PDF está sendo aberto, enquanto a infecção ocorre em segundo plano. O malware é projetado para ser altamente evasivo, utilizando técnicas como mutação em tempo de execução e geração dinâmica de estágios, dificultando a detecção por soluções antivírus tradicionais. Além disso, o uso de binários assinados pela Microsoft permite que os atacantes realizem suas atividades sem levantar suspeitas. A infecção pode ter consequências graves, permitindo que dados sensíveis sejam extraídos e utilizados para comprometer ainda mais o ambiente alvo. Essa combinação de técnicas demonstra um esforço deliberado para evitar a detecção e manter a furtividade durante todo o ciclo de infecção.

Ameaça de Malware Utiliza ScreenConnect para Distribuir AsyncRAT

Um novo ataque cibernético está utilizando a ferramenta de acesso remoto ScreenConnect para implantar o malware AsyncRAT. A Kaspersky identificou uma campanha massiva que distribui arquivos de instalação maliciosos disfarçados de softwares populares, como OBS Studio e Bandicam, em mais de 90 domínios falsificados em 10 idiomas, incluindo português. Esses arquivos maliciosos contêm um executável legítimo da Microsoft e uma biblioteca DLL maliciosa, que, ao serem carregados, ativam o serviço ScreenConnect. Isso permite que os atacantes mantenham controle sobre os dispositivos comprometidos, que podem incluir tanto usuários individuais quanto organizações. O malware realiza diversas ações, como desativar o Controle de Conta de Usuário e criar scripts que extraem e executam o módulo AsyncRAT. A conexão com um servidor remoto permite que os invasores monitorem atividades e roubem dados sensíveis. A persistência do malware é garantida por uma tarefa agendada que executa scripts a cada dois minutos, mesmo após reinicializações do sistema. A Kaspersky alerta que os atacantes utilizam técnicas de SEO para posicionar seus sites fraudulentos nos resultados de busca, aumentando a probabilidade de infecção.

Trojan bancário brasileiro Ousaban ataca usuários na Espanha e Portugal

O trojan bancário brasileiro Ousaban está direcionando ataques a usuários do Windows que realizam transações bancárias na Espanha e em Portugal. Identificado pelo Fortinet’s FortiGuard Labs em maio de 2026, o ataque começa com um PDF de phishing disfarçado como um arquivo corrompido. Ao abrir o PDF, a vítima é induzida a clicar em um botão de ‘Atualizar’, que a redireciona para uma página maliciosa. Ousaban utiliza técnicas de geofencing para garantir que apenas usuários localizados em Espanha ou Portugal sejam afetados, bloqueando acessos de VPNs e ferramentas de segurança automatizadas. Uma vez instalado, o malware monitora mais de duas dezenas de bancos, incluindo Banco Santander e BBVA, capturando capturas de tela, teclas digitadas e manipulando a área de transferência para roubar credenciais bancárias. Ousaban é parte de um grupo de trojans brasileiros conhecidos como ‘Tetrade’, que têm um histórico de resiliência e adaptação. A detecção é dificultada por técnicas como esteganografia e a mudança diária de endereços de comando. O artigo alerta para a necessidade de cautela ao abrir PDFs ou e-mails suspeitos, especialmente aqueles que solicitam atualizações ou comandos para corrigir erros.

ClickFix a nova ameaça de malware que engana usuários

O ClickFix, uma técnica de engenharia social que induz usuários a executar malware, evoluiu significativamente, utilizando servidores API para entregar comandos maliciosos disfarçados. A pesquisa do especialista em segurança Bert-Jan Pals revelou que as páginas fraudulentas, que simulam CAPTCHAs ou erros, agora extraem comandos de servidores backend, oferecendo a cada visitante um malware diferente. Essa abordagem, que evita a detecção por antivírus tradicionais, resultou em um aumento de 517% nos casos de acesso inicial entre 2024 e 2025, conforme medido pela ESET. Além disso, uma nova técnica permite que o malware seja baixado silenciosamente para a pasta de Downloads, utilizando um comando aparentemente inofensivo que contorna a varredura de scripts do Windows. O ClickFix não é mais uma ferramenta exclusiva de criminosos, tendo sido associado a grupos apoiados por estados, como APT28 e MuddyWater. A pesquisa destaca a importância de monitorar cadeias de processos e não apenas o texto da área de transferência para detectar essas ameaças. O ClickFix representa um risco crescente, especialmente com sua capacidade de se adaptar rapidamente às defesas dos usuários.

Campanha maliciosa ataca desenvolvedores de bots do Telegram com trojans

Desde novembro de 2025, uma campanha de cibersegurança tem como alvo desenvolvedores de bots do Telegram que utilizam forks trojanizados do Pyrogram, permitindo que atacantes leiam arquivos arbitrários em servidores comprometidos. O Pyrogram, um framework popular para a criação de bots, não é mais mantido, mas ainda conta com cerca de 350.000 downloads mensais. Pesquisadores da Checkmarx identificaram pelo menos oito pacotes maliciosos publicados no Python Package Index (PyPI), que incluem um backdoor ativado por módulos auxiliares ao importar o Pyrogram ou ao iniciar o bot. O backdoor, chamado secret.py, registra manipuladores de comandos ocultos no Telegram, permitindo que os atacantes executem código Python ou comandos de shell no servidor da vítima. Isso possibilita o acesso a dados sensíveis, como chats do Telegram e variáveis de ambiente. A campanha, denominada ‘Operação Navy Ghost’, é atribuída a um único ator de ameaças, evidenciado pela lista de ‘OWNERS’ codificada nos pacotes. Os desenvolvedores que possam ter instalado esses pacotes devem removê-los imediatamente e rotacionar todas as credenciais do servidor afetado.

Nova família de malware RustDuck ataca roteadores e câmeras IP

Uma nova família de malware chamada RustDuck está comprometendo roteadores domésticos, câmeras IP, caixas Android e servidores mal protegidos, formando uma botnet destinada a realizar ataques de negação de serviço distribuída (DDoS). Pesquisadores da QiAnXin’s XLab monitoram essa ameaça desde fevereiro de 2026, destacando sua rápida evolução e a complexidade de suas técnicas de evasão. RustDuck se espalha por meio de senhas fracas, bugs não corrigidos e vulnerabilidades conhecidas em dispositivos, como CVE-2017-17215 e CVE-2025-29635. O malware é notável por ser reescrito em Rust, o que dificulta a análise e a desativação. Ele opera em duas etapas, começando com um carregador que descompacta um módulo central mais robusto. Além disso, RustDuck realiza verificações para evitar ser detectado em ambientes de pesquisa, utilizando criptografia avançada para suas comunicações. Embora atualmente seja uma botnet pequena, sua capacidade de adaptação e as técnicas que está testando podem representar uma ameaça crescente no futuro. Para mitigar os riscos, recomenda-se desativar interfaces de gerenciamento remoto, corrigir vulnerabilidades conhecidas e monitorar indicadores técnicos associados ao malware.

Extensão maliciosa no Chrome coleta dados de navegação

Uma extensão maliciosa na Chrome Web Store, disfarçada como o motor de respostas Perplexity AI, está interceptando tráfego de busca e coletando informações de navegação dos usuários. Nomeada ‘Search for perplexity ai’, a extensão redireciona consultas de busca e sugestões em tempo real através de sua infraestrutura antes de levar os usuários aos serviços de busca legítimos. Pesquisadores da Microsoft Threat Intelligence afirmaram que, embora a extensão não tenha roubado credenciais ou informações sensíveis, suas permissões poderiam facilmente permitir isso se o operador decidisse ampliar o escopo do roubo de dados. A extensão falsa utiliza uma marca semelhante e um domínio diferente do oficial, alterando as configurações de busca do navegador para substituir o provedor de busca padrão. A coleta de dados não é acidental, conforme evidenciado pelo código de registro encontrado no servidor da extensão, que indica um design intencional. Os usuários que instalaram a extensão devem removê-la imediatamente e trocar suas senhas de contas críticas como precaução.