Malware

Grupo de ameaças LongNosedGoblin ataca governos na Ásia

Um novo grupo de ameaças cibernéticas, conhecido como LongNosedGoblin, foi identificado como responsável por uma série de ataques direcionados a entidades governamentais no Sudeste Asiático e no Japão. O objetivo principal dessas ações é a espionagem cibernética, conforme relatado pela empresa de cibersegurança ESET. As atividades do grupo foram detectadas desde setembro de 2023 e utilizam o mecanismo de Group Policy para implantar malware em redes comprometidas, além de serviços de nuvem como Microsoft OneDrive e Google Drive como servidores de comando e controle.

Natal do crime novo malware SantaStealer rouba navegadores e criptomoedas

O SantaStealer é um novo malware do tipo ladrão de informações (infostealer) que está sendo comercializado em fóruns de hackers e no Telegram. Ele é uma versão rebranded do BluelineStealer e foi identificado por pesquisadores da Rapid7. O malware opera diretamente na memória do sistema, dificultando sua detecção. Com uma assinatura básica custando US$ 175 por mês, o SantaStealer oferece 14 módulos de coleta de dados, permitindo o roubo de informações de navegadores, senhas, cookies, histórico, contas de aplicativos como Telegram e Discord, além de documentos e dados de criptomoedas. Os dados são enviados para um servidor de comando e controle em pacotes de 10 MB. Embora tenha capacidades avançadas, o malware ainda não está totalmente operacional e não é amplamente distribuído. Os pesquisadores alertam sobre métodos de ataque como phishing e comandos colados no terminal do Windows, recomendando cautela ao abrir links e anexos suspeitos.

Análise das Ameaças Cibernéticas da Semana Novas Táticas e Incidentes

O boletim semanal de ameaças cibernéticas destaca a evolução das táticas de ataque, com um foco em um esquema de fraude internacional desmantelado na Ucrânia, onde mais de 400 vítimas perderam mais de €10 milhões. As autoridades europeias, em colaboração com a Eurojust, prenderam 12 suspeitos envolvidos em call centers que enganavam vítimas, utilizando técnicas como a simulação de policiais para obter informações bancárias. Além disso, o governo do Reino Unido está pressionando a Apple e o Google a implementar sistemas de bloqueio de nudez em dispositivos móveis, visando proteger crianças. Outra ameaça emergente é o malware SantaStealer, que coleta dados sensíveis e opera de forma modular, dificultando a detecção. O artigo também menciona a resiliência de provedores de Bulletproof Hosting, que permitem que criminosos cibernéticos operem com agilidade. Por fim, novas técnicas de engenharia social, como o ataque GhostPairing, estão sendo utilizadas para sequestrar contas do WhatsApp, destacando a necessidade de vigilância constante. O cenário cibernético continua a se transformar rapidamente, exigindo atenção das organizações para mitigar riscos.

Grupo Kimsuky distribui malware Android via QR Codes em sites de phishing

O grupo de ameaças cibernéticas norte-coreano Kimsuky está vinculado a uma nova campanha que distribui uma variante de malware para Android chamada DocSwap. O malware é disseminado por meio de QR codes hospedados em sites de phishing que imitam a empresa de logística CJ Logistics. Os atacantes utilizam QR codes e pop-ups de notificação para enganar as vítimas, levando-as a instalar o malware em seus dispositivos móveis. A aplicação maliciosa, ao ser instalada, decripta um APK embutido e ativa um serviço que permite controle remoto (RAT) do dispositivo. Para contornar as advertências de segurança do Android, os atacantes apresentam o aplicativo como uma versão oficial e segura. Além disso, a campanha utiliza mensagens de smishing e e-mails de phishing que se passam por empresas de entrega para atrair as vítimas. Uma vez instalado, o malware pode registrar teclas, capturar áudio, acessar a câmera, realizar operações de arquivos e coletar dados sensíveis, como mensagens SMS e contatos. O ataque também inclui amostras disfarçadas de aplicativos legítimos, como um VPN, demonstrando a evolução das táticas do grupo. A análise revela que os sites de phishing estão associados a campanhas anteriores de coleta de credenciais, aumentando a preocupação com a segurança dos usuários na Coreia do Sul e potencialmente em outros locais, incluindo o Brasil.

Nova botnet Kimwolf compromete 1,8 milhão de dispositivos IoT

A botnet Kimwolf, identificada pela QiAnXin XLab, já infectou cerca de 1,8 milhão de dispositivos, incluindo TVs Android e set-top boxes. Entre 19 e 22 de novembro de 2025, a botnet emitiu 1,7 bilhão de comandos de ataque DDoS, destacando-se no ranking da Cloudflare. Os principais alvos são dispositivos de TV em redes residenciais, com infecções concentradas em países como Brasil, Índia e EUA. A botnet utiliza técnicas avançadas, como o uso de ENS (Ethereum Name Service) para dificultar sua desativação. A pesquisa sugere que Kimwolf pode estar associada à botnet AISURU, conhecida por ataques DDoS recordes. A malware é projetada para operar de forma discreta, garantindo que apenas uma instância do processo seja executada e utilizando criptografia TLS para comunicação. Com 13 métodos de ataque DDoS suportados, a botnet visa maximizar o uso da largura de banda dos dispositivos comprometidos, indicando um foco em monetização através de serviços de proxy. Este incidente destaca a crescente ameaça que botnets de grande escala representam para dispositivos IoT, especialmente em um cenário onde a segurança cibernética é cada vez mais crítica.

Downloads falsos de Teams e Meet espalham malware no Brasil

Uma nova campanha de cibersegurança está ameaçando usuários do Microsoft Teams e do Google Meet no Brasil, com downloads falsos que disseminam malware. Especialistas da CyberProof identificaram que cibercriminosos estão utilizando técnicas de envenenamento de SEO para manipular resultados de busca, fazendo com que sites fraudulentos apareçam no topo. Ao acessar esses sites, os usuários acreditam estar baixando as plataformas legítimas, mas, na verdade, estão instalando o backdoor Oyster, um malware que cria uma porta de entrada oculta no sistema. Esse malware instala um arquivo malicioso chamado ‘AlphaSecurity.dll’, que é executado a cada 18 minutos, mesmo após reinicializações do sistema. A campanha é particularmente preocupante para o setor financeiro, onde o uso do Teams e Meet é elevado, aumentando o risco de sequestro de dados por grupos de ransomware. Especialistas recomendam que os usuários evitem clicar em anúncios de download e busquem sempre canais oficiais para evitar infecções.

Grupo de hackers Jewelbug intensifica ataques a governos na Europa

Desde julho de 2025, o grupo de cibercriminosos conhecido como Jewelbug tem direcionado suas atividades principalmente a alvos governamentais na Europa, enquanto ainda mantém ataques em regiões da Ásia e América do Sul. A Check Point Research, que monitora essa ameaça sob o nome Ink Dragon, descreve a atuação do grupo como altamente eficaz e discreta, utilizando engenharia de software avançada e ferramentas nativas de plataformas para se camuflar no tráfego normal das empresas. Entre suas táticas, destacam-se o uso de backdoors como FINALDRAFT e NANOREMOTE, que permitem controle remoto e exfiltração de dados. O grupo também explorou vulnerabilidades em serviços da ASP.NET e SharePoint para comprometer servidores e estabelecer uma infraestrutura de comando e controle (C2). As intrusões têm resultado em acesso a informações sensíveis, incluindo credenciais administrativas e dados de registro. A Check Point alerta que a arquitetura de relé do Ink Dragon permite que um único comprometimento se torne um nó em uma rede de ataques mais ampla, exigindo que as defesas considerem a possibilidade de uma rede de cibercriminosos interconectada.

Campanha GhostPoster usa extensões do Firefox para fraudes publicitárias

Uma nova campanha chamada GhostPoster explorou arquivos de logotipo associados a 17 extensões do navegador Mozilla Firefox para embutir código JavaScript malicioso. Esse código é projetado para sequestrar links de afiliados, injetar códigos de rastreamento e cometer fraudes de cliques e anúncios. As extensões, que foram baixadas mais de 50.000 vezes, foram retiradas do ar após a descoberta pela Koi Security. Entre elas, estavam programas que prometiam funcionalidades como VPNs e bloqueadores de anúncios. O ataque se inicia quando o arquivo de logotipo é carregado, permitindo que o código malicioso busque um servidor externo para obter um payload principal. O malware é capaz de realizar diversas atividades fraudulentas, como desviar comissões de afiliados e injetar códigos de rastreamento em páginas visitadas. Além disso, técnicas de evasão foram implementadas para dificultar a detecção, como a ativação do malware apenas após seis dias da instalação. A campanha destaca a vulnerabilidade de extensões de navegador, que podem ser utilizadas para atividades maliciosas, colocando em risco a privacidade e a segurança dos usuários.

Milhares baixam torrent e liberam malware AgentTesla em dispositivos Windows

Um novo ataque cibernético tem se espalhado por meio de um torrent fraudulento que promete conter o filme “One Battle After Another”, estrelado por Leonardo DiCaprio. Ao clicar em um atalho disfarçado como lançador do filme, os usuários inadvertidamente executam um script PowerShell malicioso que se oculta em arquivos de legenda. Esse script extrai e executa outros scripts maliciosos, resultando na instalação do AgentTesla, um trojan de acesso remoto que rouba credenciais de navegadores, clientes de e-mail e ferramentas de FTP. A campanha, observada por pesquisadores, destaca a vulnerabilidade dos usuários que, atraídos pela curiosidade por novos lançamentos, ignoram os riscos de segurança. O ataque não depende de falhas de software, mas sim da execução do usuário, o que permite contornar defesas básicas de antivírus. A disseminação de torrents por publicadores anônimos continua a ser um método comum para a entrega de malware, reforçando a necessidade de cautela ao baixar conteúdos não verificados.

Pacote NuGet malicioso rouba carteiras de criptomoedas

Pesquisadores de cibersegurança descobriram um novo pacote NuGet malicioso que utiliza typosquatting para se passar pela popular biblioteca de rastreamento .NET, introduzindo um ladrão de carteiras de criptomoedas. Nomeado ‘Tracer.Fody.NLog’, o pacote foi publicado em 26 de fevereiro de 2020 e permaneceu no repositório por quase seis anos, sendo baixado mais de 2.000 vezes. O pacote se disfarça como ‘Tracer.Fody’, que é mantido por um autor legítimo, mas contém um código que escaneia diretórios de carteiras Stratis no Windows, extrai dados de carteiras e senhas, enviando essas informações para um servidor controlado por criminosos na Rússia. O ataque utiliza táticas sofisticadas para evitar detecções, como a imitação do nome do mantenedor legítimo e a ocultação de funções maliciosas em códigos comuns. O mesmo endereço IP já havia sido utilizado em um ataque anterior, demonstrando um padrão de comportamento de ameaças que pode se repetir em outras bibliotecas populares. A descoberta ressalta a importância da segurança na cadeia de suprimentos de software, especialmente em ambientes de código aberto.

Campanha de Malware Alvo de Clientes da AWS para Mineração de Criptomoedas

Uma nova campanha de cibersegurança está atacando clientes da Amazon Web Services (AWS) utilizando credenciais comprometidas de Gerenciamento de Identidade e Acesso (IAM) para realizar mineração de criptomoedas. Detectada pela primeira vez em 2 de novembro de 2025 pelo serviço de detecção de ameaças GuardDuty da Amazon, a atividade emprega técnicas de persistência inovadoras para dificultar a resposta a incidentes. Os atacantes, operando de um provedor de hospedagem externo, rapidamente enumeraram recursos e permissões antes de implantar recursos de mineração em ECS e EC2. Em menos de 10 minutos após o acesso inicial, os mineradores estavam operacionais.

Extensões maliciosas do Visual Studio Code escondem trojan em PNGs falsos

Uma pesquisa da ReversingLabs revelou uma campanha de ciberataques direcionada a desenvolvedores que utilizam o Marketplace do Visual Studio Code (VS Code). Desde fevereiro de 2025, 19 extensões maliciosas foram identificadas, ocultando um trojan. O vetor de ataque foi descoberto em 2 de dezembro e envolve a manipulação de uma dependência popular chamada ‘path-is-absolute’, que possui mais de 9 bilhões de downloads. As extensões falsas, como uma versão adulterada do Prettier, foram projetadas para parecerem legítimas, mas continham código malicioso que se ativava ao abrir o VS Code. O malware se disfarça como uma imagem PNG, mas na verdade, é um arquivo que gera um erro ao ser aberto, revelando binários maliciosos. O trojan resultante, ainda em análise, utiliza a ferramenta nativa do Windows, cmstp.exe, para executar suas funções. Os usuários são aconselhados a inspecionar suas extensões, especialmente aquelas com poucos downloads ou avaliações, para evitar infecções.

Torrent do novo filme de Leonardo DiCaprio espalha malware para Windows

Especialistas da Bitdefender alertaram sobre um arquivo torrent do filme ‘Uma Batalha Após a Outra’, estrelado por Leonardo DiCaprio, que está sendo utilizado como isca por hackers para disseminar um malware conhecido como Agent Tesla. Este software malicioso, que atua como um trojan de acesso remoto, compromete o sistema operacional Windows ao explorar programas legítimos para contornar medidas de segurança.

O ataque ocorre quando o usuário tenta abrir o arquivo torrent, que na verdade contém uma série de comandos maliciosos ocultos nas legendas do filme. Ao clicar no atalho ‘CD.lnk’, scripts do PowerShell são executados, permitindo que o malware se instale e ganhe controle sobre o dispositivo. O Agent Tesla é projetado para roubar informações pessoais e dados bancários, além de transformar o computador da vítima em um ‘agente zumbi’ para futuros ataques. Desde 2014, milhares de downloads comprometidos foram identificados, expondo muitos usuários a esse risco.

Campanha de Cibercrime Hijackea Extensões de Navegador Populares

Em dezembro de 2025, pesquisadores de segurança revelaram uma campanha de cibercrime que comprometeu extensões populares dos navegadores Chrome e Edge. O grupo de ameaças conhecido como ShadyPanda passou sete anos publicando ou adquirindo extensões inofensivas, acumulando milhões de instalações antes de transformá-las em malware por meio de atualizações silenciosas. Aproximadamente 4,3 milhões de usuários foram afetados, com as extensões se tornando um framework de execução remota de código (RCE) que permitia o roubo de dados, como cookies de sessão e tokens de autenticação. Essa tática representa um ataque à cadeia de suprimentos de extensões de navegador, onde a confiança do usuário foi explorada. Para as equipes de segurança de SaaS, o incidente destaca a necessidade de uma abordagem integrada entre segurança de endpoints e identidade, já que as extensões podem comprometer contas corporativas sem disparar alarmes de segurança tradicionais. Medidas recomendadas incluem a implementação de listas de permissões de extensões, auditorias regulares e monitoramento de comportamentos suspeitos para mitigar riscos futuros.

Hackers usam malware para infectar computadores com o Notepad

Recentemente, os desenvolvedores do Notepad++, um popular editor de código-fonte, emitiram um alerta sobre uma vulnerabilidade crítica em seu atualizador, o WinGUp. Hackers têm explorado essa falha para redirecionar o tráfego do atualizador para servidores maliciosos, resultando no download de malware nos computadores das vítimas. Essa exploração ocorre quando um atacante consegue interromper a comunicação entre o WinGUp e a infraestrutura de atualização, fazendo com que o software baixe arquivos infectados em vez de atualizações legítimas. Embora os ataques tenham sido direcionados e em número limitado, a situação é preocupante. Para mitigar o risco, os desenvolvedores lançaram uma atualização (v8.8.9) que corrige a falha, recomendando que os usuários a instalem manualmente. Além disso, é aconselhável realizar uma verificação completa com antivírus e, para empresas, restringir o acesso à internet durante o processo de atualização. A situação destaca a importância de manter softwares atualizados e de estar atento a potenciais ameaças cibernéticas.

Nova campanha de malware utiliza repositórios do GitHub para disseminação

Pesquisadores de cibersegurança alertam para uma nova campanha que utiliza repositórios Python hospedados no GitHub para distribuir um Trojan de Acesso Remoto (RAT) baseado em JavaScript, denominado PyStoreRAT. Esses repositórios, que se apresentam como ferramentas de desenvolvimento ou de inteligência de código aberto (OSINT), contêm apenas algumas linhas de código que baixam e executam um arquivo HTA remotamente. O PyStoreRAT é um implante modular que pode executar diversos tipos de arquivos, incluindo EXE, DLL e scripts em PowerShell. Além disso, ele implanta um ladrão de informações chamado Rhadamanthys como carga adicional. A campanha começou em junho de 2025 e se espalhou por meio de contas do GitHub, muitas vezes inativas, que foram reativadas para publicar os repositórios maliciosos. Os atacantes utilizam técnicas para aumentar artificialmente a popularidade dos repositórios, como inflar métricas de estrelas e forks. O malware é projetado para evitar a detecção de soluções de EDR, utilizando lógica de evasão e executando comandos que podem roubar informações sensíveis, especialmente relacionadas a carteiras de criptomoedas. A origem dos atacantes sugere um grupo de língua russa, e a campanha representa uma evolução nas técnicas de infecção, utilizando implantes baseados em scripts que se adaptam às medidas de segurança existentes.

Trojan manipula posicionamento no Chrome simulando atividade de usuários

Pesquisadores da Doctor Web identificaram um novo trojan chamado ChimeraWire, que afeta o ranqueamento de resultados no Google Chrome. Este malware não se limita ao roubo de dados, mas simula a atividade de usuários reais para aumentar a visibilidade de sites específicos, manipulando o SEO através de buscas automatizadas e cliques falsos. O ChimeraWire opera em duas cadeias de instalação: a primeira envolve a instalação de um programa que verifica a legitimidade do sistema e, se aprovado, instala um script malicioso. A segunda cadeia utiliza um instalador que simula processos legítimos do Windows, explorando vulnerabilidades para obter acesso ao sistema. Uma vez instalado, o trojan adiciona extensões que burlam CAPTCHAs e se conecta a um servidor de comando, permitindo a manipulação de tráfego falso. Além disso, o malware possui recursos adicionais, como leitura de conteúdo de páginas e captura de tela, que podem ser utilizados pelos operadores. A detecção do ChimeraWire é complicada, pois até o momento, 66 antivírus não conseguiram identificá-lo.

Malware para Android sequestra celular e espiona vítima pela câmera

Uma nova ameaça de cibersegurança, identificada como DroidLock, está afetando dispositivos Android na Espanha, sequestrando celulares e espionando usuários através da câmera frontal. Detectado pela empresa Zimperium’s zLabs, o malware se espalha por meio de sites falsos, enganando as vítimas com telas de atualização falsas que as levam a entrar em contato com os hackers. Embora se assemelhe a um ransomware, o DroidLock não criptografa arquivos, mas utiliza permissões do dispositivo para alterar senhas e reconfigurar o aparelho, permitindo controle total aos criminosos. Através de uma tecnologia chamada VNC (Virtual Network Computing), os hackers conseguem acessar remotamente o dispositivo, coletando informações sensíveis, como logins e códigos de autenticação, que são enviadas para servidores controlados por eles. A situação é alarmante, especialmente para empresas, onde um simples clique em um link malicioso pode comprometer dados corporativos e a segurança de informações confidenciais. Especialistas alertam que a natureza agressiva do DroidLock pode causar danos significativos, tornando essencial que usuários e empresas adotem medidas de proteção adequadas.

Malware inspirado em Duna apaga arquivos se não roubar dados

Um novo malware, denominado Shai Hulud 2.0, foi identificado por especialistas da Kaspersky e está causando preocupação no cenário de cibersegurança. Distribuído através do Node Package Manager (npm), esse worm apresenta um funcionamento em dois estágios. Na primeira fase, ele compromete pacotes npm, enquanto na segunda, se não conseguir roubar dados, apaga arquivos do usuário. Desde sua descoberta em setembro de 2025, mais de 800 pacotes npm foram infectados, afetando principalmente desenvolvedores no Brasil, mas também em países como China, Índia, Rússia, Turquia e Vietnã.

Serviço ajuda hackers a esconderem vírus de qualquer antivírus

A empresa de cibersegurança Sophos revelou que grupos de cibercriminosos estão utilizando a plataforma Shanya, que oferece um serviço de empacotamento de malware, conhecido como packer-as-a-service. Essa ferramenta permite que códigos maliciosos sejam ofuscados, dificultando sua detecção por antivírus e outras soluções de segurança. O uso do Shanya tem crescido desde o final de 2024, sendo empregado por grupos como Medusa, Qilin, Crytox e Akira, com foco em ransomwares que desativam soluções de detecção e resposta (EDR).

Novo backdoor para Windows usa Google Drive para controle remoto

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um novo backdoor para Windows chamado NANOREMOTE, que utiliza a API do Google Drive para suas operações de comando e controle (C2). De acordo com o Elastic Security Labs, o malware apresenta semelhanças de código com outro implante conhecido como FINALDRAFT, que utiliza a API do Microsoft Graph. O NANOREMOTE é projetado para facilitar o roubo de dados e a transferência de arquivos de forma discreta, utilizando um sistema de gerenciamento de tarefas que permite pausar, retomar e cancelar transferências de arquivos. Acredita-se que o grupo por trás do NANOREMOTE, conhecido como REF7707, esteja vinculado a atividades de espionagem cibernética, com alvos em setores como governo, defesa e telecomunicações na Ásia e América do Sul. O vetor de acesso inicial para o NANOREMOTE ainda não é conhecido, mas um loader chamado WMLOADER foi identificado como parte da cadeia de ataque. O malware é escrito em C++ e possui funcionalidades que incluem execução de arquivos e coleta de informações do host. A utilização de uma chave de criptografia comum entre NANOREMOTE e FINALDRAFT sugere uma possível conexão entre os dois malwares, indicando um ambiente de desenvolvimento compartilhado.

Cibersegurança Novas Ameaças e Incidentes em Destaque

O cenário de cibersegurança apresenta um aumento significativo nas ameaças digitais, com hackers infiltrando malware em downloads de filmes, extensões de navegador e atualizações de software. Um novo botnet, Broadside, baseado na variante Mirai, está explorando uma vulnerabilidade crítica em dispositivos TBK DVR, visando o setor de logística marítima. Além disso, o Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido alertou que falhas em aplicações de inteligência artificial generativa podem nunca ser totalmente mitigadas. Em uma operação da Europol, 193 indivíduos foram presos por envolvimento em redes de ‘violência como serviço’, enquanto na Polônia, três ucranianos foram detidos por tentativas de sabotagem de sistemas de TI. Na Espanha, um jovem hacker foi preso por roubar 64 milhões de registros de dados. A Rússia desmantelou uma operação que utilizava malware para roubar milhões de clientes bancários. Por fim, uma nova backdoor chamada GhostPenguin foi descoberta, capaz de coletar informações de sistemas Linux. Esses eventos destacam a necessidade urgente de medidas de segurança robustas e vigilância contínua.

Malware evolui e usa IA para atacar via WhatsApp Web no Brasil

Uma análise da Trend Micro revelou a evolução da campanha maliciosa Water Saci, que utiliza o malware SORVEPOTEL para se propagar através do WhatsApp Web, especialmente entre usuários brasileiros. Os hackers mudaram suas táticas, substituindo o código PowerShell por Python, o que aumentou a compatibilidade com navegadores e a eficiência na automação do ataque. A campanha se baseia em engenharia social, induzindo os usuários a interagir com conteúdos maliciosos, como arquivos ZIP e PDF, além de mensagens fraudulentas que simulam atualizações do Adobe Acrobat.

Grupo GrayBravo utiliza CastleLoader em campanhas de malware

Um novo relatório da Recorded Future revela que o grupo de cibercriminosos conhecido como GrayBravo, anteriormente identificado como TAG-150, está utilizando um carregador de malware chamado CastleLoader em quatro clusters de atividade distintos. Este grupo é caracterizado por sua sofisticação técnica e rápida adaptação às reportagens públicas. O CastleLoader é um componente central de uma infraestrutura de malware como serviço (MaaS), permitindo que outros atores do crime cibernético o utilizem. Entre as ferramentas associadas ao GrayBravo estão o trojan de acesso remoto CastleRAT e o framework de malware CastleBot, que é responsável por injetar módulos maliciosos em sistemas vulneráveis. Os ataques são direcionados a setores específicos, como logística e transporte, utilizando técnicas de phishing e malvertising. A análise também destaca a utilização de contas fraudulentas em plataformas de correspondência de frete para aumentar a credibilidade das campanhas de phishing. A crescente adoção do CastleLoader por diversos grupos de ameaças indica uma proliferação rápida de ferramentas avançadas no ecossistema cibernético, o que representa um risco significativo para empresas em diversos setores.

Ameaça de malware EtherRAT explora vulnerabilidade crítica do React

Um novo malware chamado EtherRAT, vinculado a atores de ameaças da Coreia do Norte, está explorando uma vulnerabilidade crítica recentemente divulgada no React Server Components (RSC). Essa falha, identificada como CVE-2025-55182, possui uma pontuação CVSS de 10.0, indicando sua gravidade máxima. O EtherRAT utiliza contratos inteligentes do Ethereum para resolver comandos de controle e possui cinco mecanismos independentes de persistência no Linux, o que permite que ele mantenha acesso contínuo aos sistemas infectados. O ataque geralmente começa com uma abordagem de engenharia social, onde os desenvolvedores de blockchain e Web3 são alvos de entrevistas de emprego falsas. Após a exploração da vulnerabilidade, um script shell é baixado e executado, instalando o malware. O EtherRAT se destaca por sua capacidade de se atualizar e por usar um mecanismo de votação de consenso entre nove endpoints RPC do Ethereum para obter URLs de servidores de comando e controle, dificultando a detecção e a neutralização. Essa evolução na exploração da vulnerabilidade do React representa um desafio significativo para as defesas tradicionais, exigindo atenção especial dos profissionais de segurança cibernética.

Extensões maliciosas no VS Code comprometem dados de desenvolvedores

Pesquisadores de cibersegurança descobriram duas extensões maliciosas no Marketplace do Microsoft Visual Studio Code (VS Code) que visam infectar máquinas de desenvolvedores com malware do tipo stealer. As extensões, que se apresentavam como um tema escuro premium e um assistente de codificação baseado em inteligência artificial, na verdade, possuíam funcionalidades ocultas para baixar cargas adicionais, capturar telas e roubar dados. As informações coletadas eram enviadas a um servidor controlado por atacantes. As extensões identificadas foram ‘BigBlack.bitcoin-black’, que teve 16 instalações, e ‘BigBlack.codo-ai’, com 25 instalações, ambas removidas pela Microsoft em dezembro de 2025. O malware era capaz de roubar senhas de Wi-Fi, acessar o conteúdo da área de transferência e sequestrar sessões de navegador. Além disso, versões anteriores das extensões permitiam a execução de scripts PowerShell para baixar arquivos maliciosos. O ataque destaca a vulnerabilidade de ferramentas amplamente utilizadas por desenvolvedores e a necessidade de vigilância constante em relação a pacotes de software. O incidente é um alerta sobre a segurança na cadeia de suprimentos de software, especialmente em um cenário onde pacotes maliciosos também foram identificados em outras plataformas como Go e npm.

Rede de cibercrime nacional operando há 14 anos desmantelada na Indonésia

Pesquisadores de segurança da Malanta.ai descobriram uma vasta infraestrutura de cibercrime na Indonésia, que operava há mais de 14 anos, com características que lembram operações patrocinadas por estados. A rede controlava mais de 320 mil domínios, incluindo 90 mil subdomínios hackeados, e estava envolvida na distribuição de milhares de aplicativos Android maliciosos. Esses aplicativos, disfarçados como plataformas de jogos, permitiam acesso total aos dispositivos comprometidos. A operação resultou no roubo de mais de 50 mil credenciais de jogos e levantou suspeitas sobre a possível ligação com atores estatais, dada a sofisticação e o financiamento da infraestrutura. Os pesquisadores alertam que a utilização de serviços como AWS e Firebase para comando e controle (C2) pode indicar um nível de organização além do que se espera de criminosos comuns.

Campanha JSSMUGGLER usa sites comprometidos para distribuir malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha chamada JS#SMUGGLER, que utiliza sites comprometidos para distribuir um trojan de acesso remoto conhecido como NetSupport RAT. A análise da Securonix revela que a cadeia de ataque envolve um carregador JavaScript ofuscado injetado em um site, um aplicativo HTML (HTA) que executa estagiários PowerShell criptografados via ‘mshta.exe’, e um payload PowerShell que baixa e executa o malware principal. O NetSupport RAT permite controle total do host comprometido, incluindo acesso remoto, operações de arquivos e roubo de dados. A campanha, que ainda não está ligada a nenhum grupo de ameaças conhecido, visa usuários empresariais e utiliza técnicas sofisticadas de evasão, como iframes ocultos e execução em camadas de scripts. Os pesquisadores recomendam a implementação de medidas de segurança robustas, como monitoramento de scripts e restrições ao mshta.exe, para detectar e mitigar esses ataques.

Novo spyware infecta celular apenas ao visualizar anúncios

Um novo spyware chamado Predator, desenvolvido pela empresa de vigilância Intellexa, está gerando preocupações entre especialistas em cibersegurança. Este software malicioso utiliza um mecanismo de ‘clique zero’, permitindo que dispositivos sejam infectados apenas pela visualização de anúncios maliciosos. O spyware, identificado como Aladdin, foi descoberto em uma investigação que revelou como empresas ao redor do mundo serviam como fachada para a disseminação do malware. Os anúncios maliciosos são exibidos em sites e aplicativos confiáveis, disfarçados entre propagandas legítimas. A técnica utilizada pelo Aladdin força a exibição de anúncios direcionados a alvos específicos, identificados por seus endereços IP, através de uma Plataforma de Demanda (DSP) que automatiza a compra de publicidade digital. Isso levanta um alerta significativo, pois o usuário não precisa interagir com o anúncio para ser afetado; a simples visualização é suficiente para comprometer o dispositivo. Até o momento, não há informações detalhadas sobre como o spyware compromete os sistemas, mas especula-se que isso possa ocorrer por meio de redirecionamentos para servidores de exploração da Intellexa.

Novas famílias de malware Android ameaçam usuários de bancos na Polônia

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre duas novas famílias de malware Android, FvncBot e SeedSnatcher, além de uma versão aprimorada do ClayRat. O FvncBot, disfarçado como um aplicativo de segurança do mBank, visa usuários de bancos na Polônia e é desenvolvido do zero, sem inspiração em trojans anteriores. Ele utiliza serviços de acessibilidade do Android para realizar fraudes financeiras, incluindo keylogging e injeções de web. O SeedSnatcher, distribuído via Telegram, tem como alvo frases-semente de carteiras de criptomoedas e intercepta mensagens SMS para roubar códigos de autenticação de dois fatores. Já o ClayRat, atualizado, abusa de permissões de SMS e acessibilidade, permitindo o controle total do dispositivo. As técnicas de evasão de detecção utilizadas por esses malwares incluem injeção de conteúdo em WebView e carregamento dinâmico de classes. A distribuição do FvncBot e do SeedSnatcher ainda não é clara, mas trojans bancários costumam usar phishing via SMS e lojas de aplicativos de terceiros como vetores de propagação. A crescente sofisticação desses malwares representa uma ameaça significativa para a segurança dos usuários de dispositivos Android, especialmente em um contexto onde a proteção de dados é crucial.

Grupo de hackers iraniano utiliza nova backdoor UDPGangster

O grupo de hackers iraniano MuddyWater foi identificado utilizando uma nova backdoor chamada UDPGangster, que opera através do protocolo UDP para fins de comando e controle (C2). A atividade de ciberespionagem tem como alvo usuários na Turquia, Israel e Azerbaijão, conforme relatado pelo Fortinet FortiGuard Labs. O malware permite o controle remoto de sistemas comprometidos, possibilitando a execução de comandos, exfiltração de arquivos e implantação de cargas adicionais, tudo isso através de canais UDP que visam evitar defesas de rede tradicionais.

Pense antes de clicar aplicativos de compartilhamento expõem riscos de segurança

Um estudo da Surfshark revelou que muitos aplicativos de compartilhamento de arquivos gratuitos, como Dropbox, Box e WeTransfer, não oferecem proteção adequada contra malware. Box e WeTransfer disponibilizam a verificação de vírus apenas em planos pagos, enquanto Dropbox e iCloud não realizam nenhuma verificação, dependendo da segurança dos dispositivos Apple. Isso representa um risco significativo para os usuários, que podem inadvertidamente baixar arquivos infectados. A análise destaca que, embora esses serviços sejam amplamente utilizados, a segurança não é uma prioridade, especialmente nas versões gratuitas. A Surfshark alerta que a confiança excessiva nesses aplicativos pode comprometer a segurança dos dados dos usuários. Além disso, a discussão sobre a regulamentação no Reino Unido, que visa aumentar a responsabilidade das plataformas de compartilhamento de arquivos, levanta preocupações sobre privacidade e vigilância em massa. A utilização de antivírus e VPNs é recomendada para mitigar esses riscos. Por fim, apenas Google Drive e OneDrive oferecem verificação de vírus para usuários gratuitos, mas com limitações. Essa situação exige que os usuários façam escolhas informadas sobre os riscos que estão dispostos a correr ao compartilhar arquivos online.

Falso ChatGPT Atlas é usado para roubar senhas de usuários em navegadores

Pesquisadores da Fable Security identificaram uma nova ameaça que utiliza uma versão falsa do ChatGPT Atlas para roubar senhas de usuários em navegadores. Denominada ‘ataque ClickFix’, essa campanha de cibercrime cresceu 517% recentemente, explorando um truque de ‘copia e cola’ para disseminar instaladores maliciosos. Os hackers criam sites falsos que imitam o layout e o design do verdadeiro ChatGPT Atlas, enganando usuários desatentos. Ao acessar o instalador falso, a vítima é instruída a copiar um comando e colá-lo em um terminal, como o PowerShell, o que ativa um script que solicita repetidamente a senha do usuário. Esse método permite que os criminosos escalem privilégios e obtenham acesso total ao dispositivo, coletando credenciais sensíveis. A situação é alarmante, pois os hackers conseguem contornar ferramentas de segurança robustas. Especialistas recomendam que os usuários sejam cautelosos ao instalar ferramentas e evitem executar comandos de fontes suspeitas.

Trojan bancário no WhatsApp e malware para Android ameaçam brasileiros

Duas novas campanhas de malware estão ameaçando usuários brasileiros, com foco em um trojan bancário que ataca o WhatsApp e um malware que compromete pagamentos NFC em dispositivos Android. Pesquisadores da Trend Micro identificaram que o grupo Water Saci está por trás do trojan, que se espalha através de arquivos HTA e PDFs maliciosos. Os cibercriminosos utilizam contatos confiáveis para enganar as vítimas, aumentando a probabilidade de que elas baixem os arquivos infectados. Uma vez instalado, o trojan rouba informações sensíveis, como senhas e dados de cartões de crédito. Além disso, o malware RelayNFC, que afeta pagamentos NFC, permite que hackers realizem transações fraudulentas ao interceptar dados do cartão da vítima quando este é encostado no dispositivo. Essa nova era de ameaças digitais no Brasil destaca a vulnerabilidade dos usuários e a necessidade de medidas de segurança mais robustas, especialmente em plataformas amplamente utilizadas como o WhatsApp.

Hackers iranianos usam tática do jogo da cobrinha em espionagem

Um grupo de hackers iranianos conhecido como MuddyWater tem chamado a atenção de especialistas em cibersegurança por utilizar uma técnica inspirada no jogo da cobrinha, popular nos anos 90, para realizar ataques de espionagem. Recentemente, o grupo tem atacado organizações israelenses com um novo malware chamado Fooder, que se destaca por sua capacidade de camuflagem. Essa técnica permite que o malware permaneça inativo por um longo período após a infecção, evitando a detecção até que o sistema seja completamente analisado. O Fooder se ativa apenas após uma inspeção detalhada, alterando seu comportamento conforme as ações do usuário. Historicamente, o MuddyWater tem utilizado e-mails de spear-phishing com anexos maliciosos, mas a nova abordagem demonstra uma evolução em suas táticas, tornando-se mais sofisticada e difícil de rastrear. A detecção dessa técnica levanta preocupações sobre a capacidade do grupo de esconder suas atividades, o que pode representar um risco significativo para a segurança digital de organizações em todo o mundo.

Spyware Predator ataca advogado de direitos humanos no Paquistão

Um advogado de direitos humanos da província de Balochistan, no Paquistão, foi alvo de um ataque de spyware chamado Predator, desenvolvido pela empresa Intellexa. Este é o primeiro caso documentado de um membro da sociedade civil paquistanesa sendo atacado por essa ferramenta, que é capaz de coletar dados sensíveis de dispositivos Android e iOS sem o conhecimento do usuário. O ataque foi realizado através de um link malicioso enviado via WhatsApp, que, ao ser clicado, explorou vulnerabilidades conhecidas, como CVE-2025-48543 e CVE-2023-41993, para instalar o spyware. O Predator é semelhante ao Pegasus, da NSO Group, e é comercializado sob diferentes nomes, incluindo Helios e Nova. A Intellexa foi sancionada pelos EUA por suas práticas que comprometem as liberdades civis. O relatório da Anistia Internacional, que inclui colaborações com veículos de imprensa, revela que a empresa pode ter acesso remoto aos sistemas de vigilância de seus clientes, levantando preocupações sobre a responsabilidade em casos de abuso de direitos humanos. O uso de vetores de ataque sofisticados, como injeções de rede e anúncios maliciosos, destaca a crescente demanda por ferramentas de spyware em várias regiões, incluindo a África.

Cibersegurança Backdoor BRICKSTORM é usado por hackers chineses

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) divulgou informações sobre um backdoor chamado BRICKSTORM, utilizado por grupos de hackers patrocinados pelo Estado da República Popular da China. Este malware, desenvolvido em Golang, é projetado para ambientes VMware vSphere e Windows, permitindo acesso remoto e persistente aos sistemas comprometidos. BRICKSTORM é capaz de executar uma variedade de funções, incluindo manipulação de arquivos e comunicação encoberta através de protocolos como HTTPS e DNS-over-HTTPS.

Grupo Silver Fox realiza ataques com operação de bandeira falsa na China

O grupo de cibercriminosos conhecido como Silver Fox está realizando uma operação de bandeira falsa, imitando um grupo de ameaças russo em ataques direcionados a organizações na China. Desde novembro de 2025, a campanha de envenenamento de SEO utiliza iscas do Microsoft Teams para enganar usuários desavisados a baixarem um arquivo malicioso que instala o malware ValleyRAT, associado a grupos de cibercrime chineses. A pesquisa da ReliaQuest destaca que a campanha visa usuários que falam chinês, incluindo aqueles em organizações ocidentais na China, utilizando um loader modificado do ValleyRAT com elementos cirílicos para confundir a atribuição. O ValleyRAT permite controle remoto de sistemas infectados, exfiltração de dados sensíveis e execução de comandos arbitrários. A campanha redireciona usuários para um site falso que oferece um suposto software do Teams, mas na verdade baixa um arquivo ZIP malicioso. O malware, uma versão trojanizada do Teams, manipula processos do sistema e estabelece conexões com servidores externos para controle remoto. Os objetivos do Silver Fox incluem ganho financeiro e coleta de inteligência sensível, representando riscos imediatos como vazamentos de dados e perdas financeiras para as organizações-alvo.

Malware infecta app SmartTube em smart TVs Android saiba como agir

O SmartTube, um aplicativo de código aberto amplamente utilizado para acessar o YouTube em TVs Android, foi recentemente comprometido por cibercriminosos que conseguiram roubar a chave de assinatura do aplicativo. Isso resultou na distribuição de versões alteradas do app, que continham malware. O desenvolvedor, Yuliskov, já removeu as versões afetadas e lançou uma nova versão beta com uma chave de assinatura atualizada. O malware, localizado na biblioteca libalphasdk.so, coleta informações do dispositivo, como aplicativos instalados e endereço IP, mas, segundo especialistas, não houve vazamento de dados de contas. O Google Play Protect conseguiu bloquear a instalação do malware em muitos dispositivos antes que os usuários percebessem o problema. Para os usuários do SmartTube, é recomendado desinstalar as versões comprometidas e instalar apenas a versão 30.56, que é considerada segura. Essa versão pode ser encontrada no GitHub, já que o aplicativo não está mais disponível na Play Store. O uso de versões não oficiais ou aplicativos que prometem consertar o problema deve ser evitado, pois isso pode aumentar os riscos de segurança.

Grupo de cibercriminosos GoldFactory ataca usuários móveis na Ásia

Um novo ataque cibernético, atribuído ao grupo GoldFactory, está afetando usuários móveis na Indonésia, Tailândia e Vietnã. Desde outubro de 2024, os criminosos têm distribuído aplicativos bancários modificados que atuam como vetores para malware no sistema Android. O grupo, que opera desde junho de 2023, utiliza táticas de engenharia social, como se passar por serviços governamentais, para induzir as vítimas a instalar o malware. Mais de 300 amostras de aplicativos alterados foram identificadas, resultando em cerca de 11.000 infecções. Os atacantes utilizam chamadas telefônicas para persuadir as vítimas a baixar aplicativos maliciosos através de links enviados por aplicativos de mensagens. O malware injetado permite o controle remoto dos dispositivos, ocultando funcionalidades e contornando medidas de segurança. Além disso, uma nova variante de malware, chamada Gigaflower, foi descoberta, prometendo funcionalidades ainda mais sofisticadas. A mudança na abordagem do grupo, que agora orienta as vítimas a usar dispositivos Android emprestados, sugere uma adaptação às rigorosas medidas de segurança da Apple. Este cenário destaca a necessidade urgente de vigilância e proteção contra ameaças emergentes no setor financeiro.

Campanha ShadyPanda infecta Chrome e Edge por 7 anos sem ser detectada

Pesquisadores da Koi Security descobriram a campanha de malware chamada ShadyPanda, que afetou mais de 4,3 milhões de usuários dos navegadores Google Chrome e Microsoft Edge ao longo de sete anos. A operação, iniciada em 2018, explorou extensões de produtividade que pareciam legítimas, permitindo que os criminosos injetassem códigos maliciosos e realizassem fraudes. Inicialmente, a ShadyPanda utilizava extensões de gestão de tarefas para enganar os usuários, mas evoluiu para um controle ativo dos navegadores, utilizando uma extensão chamada Infinity V+, que sequestrava dados de pesquisa e exfiltrava cookies. Apesar de o Google ter removido as extensões comprometidas, cinco delas ainda permanecem ativas no Edge, com uma delas, chamada WeTab 新标签页, possuindo cerca de 3 milhões de instalações e coletando dados dos usuários. A campanha continua a operar por meio de atualizações automáticas, o que a torna ainda mais difícil de detectar e mitigar.

Aplicativos fraudulentos para Mac exploram marcas do Google e OpenAI

Recentemente, a segurança da App Store da Apple foi colocada em xeque após a descoberta de aplicativos fraudulentos que imitam produtos de inteligência artificial da Google e OpenAI. O desenvolvedor Neural Techlabs tem sido identificado como responsável pela publicação repetida de aplicativos que utilizam logotipos, nomes e interfaces semelhantes aos softwares legítimos, como o Google Gemini e o ChatGPT. Apesar de algumas dessas aplicações terem sido removidas anteriormente por infrações de propriedade intelectual, novas versões continuam a surgir, evidenciando falhas no processo de revisão da Apple. Os aplicativos, como ‘AI Chat Bot for Google Gemini’, criam confusão entre os usuários e podem expô-los a riscos de segurança, como a interação com informações sensíveis. A persistência dessas violações levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de segurança da Apple e a necessidade de os usuários verificarem as credenciais dos desenvolvedores antes de baixar aplicativos. A situação destaca a vulnerabilidade do ecossistema da App Store e a importância de uma vigilância contínua contra fraudes digitais.

Grupo Water Saci evolui táticas de malware para atacar usuários brasileiros

O grupo de cibercriminosos conhecido como Water Saci está aprimorando suas táticas de ataque, utilizando uma cadeia de infecção sofisticada que se espalha via WhatsApp. Recentemente, a ameaça se afastou do uso de PowerShell e adotou uma variante baseada em Python, permitindo a propagação de um trojan bancário através de arquivos HTA e PDFs. Os usuários recebem mensagens de contatos confiáveis, incentivando-os a abrir anexos maliciosos que iniciam a infecção. O novo método de ataque é caracterizado por uma estrutura de código orientada a objetos e melhor manuseio de erros, tornando a propagação mais rápida e resiliente. O malware é projetado para monitorar atividades bancárias, capturar dados sensíveis e contornar softwares de segurança. Além disso, o Water Saci pode ter utilizado ferramentas de inteligência artificial para converter scripts de PowerShell para Python, demonstrando um nível elevado de sofisticação. Essa campanha representa uma nova era de ameaças cibernéticas no Brasil, onde plataformas de mensagens populares são exploradas para disseminar malware em larga escala. Os especialistas alertam que a confiança dos usuários em canais de comunicação familiarizados é um vetor crítico para a propagação de ataques.

Roteadores D-Link e TP-Link podem ser zumbis por novo malware

Um novo malware chamado ShadowV2, baseado na botnet Mirai, está atacando dispositivos de marcas como D-Link e TP-Link, explorando vulnerabilidades conhecidas. Pesquisadores da FortiGuard Labs identificaram que o malware se espalha por pelo menos oito falhas em equipamentos de Internet das Coisas (IoT), incluindo CVEs como CVE-2020-25506 e CVE-2024-10915. Apesar de algumas dessas falhas serem conhecidas, a D-Link não planeja corrigir as vulnerabilidades em seus dispositivos considerados ’end-of-life’. O ShadowV2 realiza ataques DDoS utilizando protocolos UDP, TCP e HTTP, e é controlado por servidores de comando e controle. Os ataques foram observados em diversos setores, incluindo governo e telecomunicações, afetando regiões da América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia. A gravidade da situação é acentuada pela falta de atualizações em dispositivos vulneráveis, o que pode levar a um aumento na exploração dessas falhas por cibercriminosos.

Pacote Rust malicioso ataca sistemas Windows, macOS e Linux

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um pacote Rust malicioso, denominado ’evm-units’, que visa sistemas operacionais Windows, macOS e Linux. O pacote foi disponibilizado no repositório crates.io em abril de 2025 e, em oito meses, acumulou mais de 7.000 downloads. Ele se disfarça como uma ferramenta auxiliar da Ethereum Virtual Machine (EVM) e possui funcionalidades maliciosas que permitem a execução silenciosa em máquinas de desenvolvedores. O pacote verifica a presença do processo ‘qhsafetray.exe’, associado ao antivírus Qihoo 360, e, dependendo do sistema operacional, baixa e executa um payload em segundo plano. No Linux, um script é salvo em /tmp/init; no macOS, um arquivo chamado init é executado; e no Windows, um script PowerShell é criado. A detecção do antivírus altera o fluxo de execução, permitindo que o código malicioso seja executado sem que o usuário perceba. Este incidente destaca a crescente preocupação com a segurança na cadeia de suprimentos de software, especialmente em um contexto onde o mercado de criptomoedas é alvo frequente de ataques.

Malware para Android ataca aplicativos bancários e permite fraudes em tempo real

Um novo malware para Android, denominado Albiriox, está gerando preocupações entre especialistas em cibersegurança. Este software malicioso opera como um modelo MaaS (Malware as a Service) e é projetado para realizar fraudes em tempo real, utilizando dados bancários das vítimas. O Albiriox foi identificado em fóruns de cibercrime de língua russa e possui recursos avançados que permitem manipular a tela do dispositivo de forma automatizada e imperceptível.

O malware já possui uma lista pré-programada com mais de 400 aplicativos visados, principalmente voltados para finanças, como bancos e carteiras de criptomoedas. Desde sua detecção em setembro, o Albiriox tem evoluído, utilizando táticas de phishing para infectar dispositivos, como o envio de mensagens SMS com links encurtados que redirecionam para aplicativos falsos. Uma vez instalado, o malware consegue controlar o dispositivo em tempo real, coletando informações sensíveis e burlando métodos tradicionais de autenticação.

Qualquer um pode criar vírus com esta nova inteligência artificial

Pesquisadores da Unit 42, da Palo Alto Networks, alertam sobre o uso de Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) por cibercriminosos. Ferramentas como WormGPT 4 e KawaiiGPT estão sendo utilizadas para facilitar a criação de malwares e ataques cibernéticos. O WormGPT, que ressurgiu em sua quarta versão, permite que hackers, mesmo sem experiência, desenvolvam códigos de ransomware e mensagens de phishing. Por exemplo, foi solicitado ao WormGPT que criasse um código para encriptar arquivos PDF em sistemas Windows, resultando em um script PowerShell que utiliza o algoritmo AES-256. Já o KawaiiGPT, uma alternativa comunitária, pode gerar mensagens de spear-phishing e scripts para movimentação lateral em sistemas, demonstrando a facilidade com que cibercriminosos podem automatizar ataques. Ambas as LLMs têm atraído a atenção de hackers, com comunidades ativas no Telegram, o que torna a situação ainda mais preocupante para a cibersegurança. A análise indica que o uso dessas ferramentas não é mais uma ameaça teórica, mas uma realidade crescente, exigindo atenção redobrada das empresas para proteger seus dados e sistemas.

Você faz parte de uma botnet? Descubra com esta ferramenta gratuita

A GreyNoise, empresa de cibersegurança, lançou uma ferramenta gratuita chamada GreyNoise IP Check, que permite aos usuários verificar se seus endereços IP estão conectados a botnets. Uma botnet é uma rede de dispositivos infectados por malware, controlados remotamente por cibercriminosos, muitas vezes sem o conhecimento dos usuários. A ferramenta oferece três resultados: ‘Clean’ (Limpo), indicando que não há atividade maliciosa; ‘Malicious/Suspicious’ (Maliciosa/Suspeita), que sugere investigar dispositivos conectados; e ‘Common Business Service’ (Serviço Comercial Padrão), que indica que o IP está associado a uma VPN ou rede corporativa. Além disso, a ferramenta fornece um histórico de 90 dias do endereço IP, ajudando a identificar quando a infecção ocorreu. Dispositivos infectados podem ser utilizados para ataques DDoS, phishing e fraudes publicitárias, geralmente devido à falta de atualizações de segurança. Especialistas recomendam que os usuários mantenham seus sistemas atualizados e desativem o acesso remoto quando não necessário.

Pacote npm tenta manipular scanners de segurança baseados em IA

Pesquisadores de cibersegurança revelaram a existência de um pacote npm chamado eslint-plugin-unicorn-ts-2, que busca influenciar scanners de segurança impulsionados por inteligência artificial (IA). O pacote, que se apresenta como uma extensão do popular plugin ESLint para TypeScript, foi carregado em fevereiro de 2024 e já foi baixado quase 19 mil vezes. Uma análise da Koi Security identificou que o pacote contém um prompt que sugere que o código é legítimo e testado em um ambiente seguro, embora essa string não afete a funcionalidade do pacote. O código malicioso, introduzido na versão 1.1.3, possui um hook pós-instalação que captura variáveis de ambiente, como chaves de API e credenciais, e as exfiltra para um webhook. Essa abordagem reflete uma nova tática de cibercriminosos que buscam manipular ferramentas de análise baseadas em IA, além de explorar um mercado subterrâneo de modelos de linguagem maliciosos. Apesar das limitações desses modelos, como a geração de código incorreto, eles tornam o cibercrime mais acessível a atacantes inexperientes, permitindo ataques mais sofisticados em larga escala.

Campanha GlassWorm ataca marketplaces de extensões para desenvolvedores

A campanha de cibersegurança conhecida como GlassWorm voltou a atacar, infiltrando 24 extensões maliciosas no Microsoft Visual Studio Marketplace e Open VSX. Essas extensões se disfarçam de ferramentas populares para desenvolvedores, como Flutter e React, e têm como objetivo roubar credenciais do GitHub, npm e Open VSX, além de drenar ativos de criptomoedas de diversas carteiras. A GlassWorm, que utiliza a blockchain Solana para controle de comando e controle (C2), foi documentada pela primeira vez em outubro de 2025 e já causou sérios danos ao comprometer pacotes e extensões adicionais, espalhando o malware de forma semelhante a um verme. A última onda de ataques, identificada por John Tuckner da Secure Annex, envolveu a manipulação de contagens de downloads para enganar desenvolvedores. As extensões maliciosas contêm implantes em Rust que visam sistemas Windows e macOS, permitindo que os atacantes baixem cargas úteis adicionais. A situação é crítica, pois muitos desenvolvedores podem ser facilmente enganados por essas extensões, colocando suas máquinas e dados em risco.