Malware

Campanha de malware no Brasil usa engenharia social e WhatsApp

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha que utiliza engenharia social e sequestro de contas do WhatsApp para disseminar um trojan bancário chamado Eternidade Stealer, visando usuários no Brasil. O malware, desenvolvido em Delphi, se destaca por sua capacidade de atualizar endereços de comando e controle (C2) via IMAP, permitindo que os atacantes mantenham controle sobre a infecção. A distribuição ocorre através de um worm no WhatsApp, utilizando um script em Python para automatizar o envio de mensagens maliciosas. O ataque começa com um script em Visual Basic ofuscado que, ao ser executado, entrega dois payloads: um script Python que propaga o malware e um instalador MSI que ativa o Eternidade Stealer. Este último verifica se o sistema está em português brasileiro antes de prosseguir, indicando um foco local. O Eternidade Stealer monitora janelas ativas e processos em busca de informações de credenciais bancárias, capturando dados de serviços como Bradesco e Binance. A campanha reflete uma tendência crescente de uso de malware baseado em Delphi na América Latina, aproveitando a popularidade do WhatsApp para realizar ataques em larga escala contra instituições brasileiras. Os especialistas alertam para a necessidade de vigilância em atividades suspeitas no WhatsApp e execuções inesperadas de scripts.

Ataque norte-coreano usa JSON Keeper para entregar malware sem ser notado

Pesquisadores da NVISO identificaram uma nova tática do grupo de hackers norte-coreano Contagious Interview, que utiliza serviços de armazenamento JSON para disseminar malware. O ataque visa principalmente plataformas de networking profissional, como o LinkedIn, onde os criminosos se passam por recrutadores ou colaboradores. O malware, denominado BeaverTail, é um trojan que pode roubar dados sensíveis e instalar uma backdoor Python chamada InvisibleFerret. Um dos métodos utilizados envolve a ofuscação de um arquivo que parece conter uma chave de API, mas na verdade redireciona para uma URL de armazenamento JSON. Além disso, um novo payload chamado TsunamiKit foi introduzido, permitindo que os hackers coletem dados e baixem mais malwares de endereços .onion. Essa abordagem disfarçada, utilizando serviços legítimos, demonstra a evolução das táticas de ciberataque, tornando a detecção mais difícil e aumentando o risco para usuários e empresas.

Pacotes npm maliciosos utilizam serviço de cloaking para fraudes

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um conjunto de sete pacotes npm maliciosos publicados por um ator de ameaça conhecido como ‘dino_reborn’ entre setembro e novembro de 2025. Esses pacotes utilizam um serviço de cloaking chamado Adspect para distinguir entre vítimas reais e pesquisadores de segurança, redirecionando as vítimas para sites fraudulentos relacionados a criptomoedas. Se um visitante é identificado como vítima, ele é levado a um site malicioso após interagir com um CAPTCHA falso. Se o visitante é um pesquisador, ele é apresentado a uma página de engano sem funcionalidades maliciosas. Seis dos pacotes contêm um malware de 39kB que captura impressões digitais do sistema e impede a análise do código-fonte. O uso do Adspect é notável, pois combina cloaking de tráfego e controles anti-pesquisa em pacotes de código aberto, permitindo que o ator de ameaça distribua um kit de ferramentas de controle de tráfego. O impacto potencial inclui roubo de ativos digitais e a possibilidade de comprometer a segurança de desenvolvedores que utilizam npm, uma plataforma amplamente utilizada no Brasil.

Grupo de espionagem iraniano ataca setores de defesa no Oriente Médio

Um grupo de ameaças cibernéticas suspeito de espionagem, atribuído ao Irã, tem utilizado backdoors como TWOSTROKE e DEEPROOT para atacar indústrias de defesa e aviação no Oriente Médio. O grupo, identificado como UNC1549, foi monitorado entre 2023 e 2025, empregando técnicas sofisticadas para obter acesso inicial, como o abuso de relacionamentos com terceiros e campanhas de phishing direcionadas. Recentemente, a empresa PRODAFT associou o grupo a uma campanha que comprometeu 11 empresas de telecomunicações na Europa, utilizando engenharia social via LinkedIn. As cadeias de infecção incluem phishing para roubo de credenciais e exploração de vulnerabilidades em serviços como Citrix e Azure. Após a infiltração, as atividades dos atacantes incluem reconhecimento, movimentação lateral e roubo de informações sensíveis. Ferramentas personalizadas, como MINIBIKE e TWOSTROKE, são utilizadas para coletar dados do sistema e manter a persistência na rede alvo. O grupo se destaca por sua capacidade de evitar detecções e garantir acesso contínuo, utilizando técnicas como shells reversos SSH e domínios que imitam a indústria das vítimas.

Ataque cibernético a empresa imobiliária dos EUA utiliza novo framework

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um ataque cibernético que visou uma grande empresa imobiliária dos EUA, utilizando um novo framework de comando e controle (C2) chamado Tuoni. O ataque ocorreu em meados de outubro de 2025 e, segundo a Morphisec, os invasores provavelmente usaram engenharia social por meio de uma imitação no Microsoft Teams para obter acesso inicial. Os atacantes se passaram por fornecedores ou colegas de confiança para induzir um funcionário a executar um comando PowerShell. Esse comando baixou um segundo script PowerShell de um servidor externo, que utilizou técnicas de esteganografia para ocultar um payload dentro de uma imagem bitmap. O objetivo principal era extrair e executar shellcode diretamente na memória, resultando na execução do ‘TuoniAgent.dll’, que permitiu o controle remoto da máquina alvo. Embora o ataque tenha sido frustrado, ele evidencia o uso indevido de ferramentas de red teaming para fins maliciosos. A Morphisec também observou que o mecanismo de entrega do ataque apresentava indícios de assistência de inteligência artificial na geração de código, refletindo uma tendência preocupante no uso de tecnologias emergentes para atividades ilícitas.

Campanhas de malware utilizam tática ClickFix para ataques cibernéticos

Pesquisadores de cibersegurança identificaram campanhas de malware que utilizam a tática de engenharia social ClickFix para implantar o Amatera Stealer e o NetSupport RAT. O Amatera, uma evolução do ACR Stealer, foi observado pela primeira vez em junho de 2025 e está disponível por meio de planos de assinatura que variam de $199 a $1.499 por ano. Este malware é projetado para exfiltrar dados sensíveis de carteiras de criptomoedas, navegadores e aplicativos de mensagens, utilizando técnicas avançadas para evitar detecções por soluções de segurança.

Grupo Dragon Breath utiliza RONINGLOADER para distribuir Gh0st RAT

O grupo de cibercriminosos conhecido como Dragon Breath, também identificado como APT-Q-27, tem utilizado um carregador de múltiplas etapas chamado RONINGLOADER para disseminar uma variante modificada do trojan de acesso remoto Gh0st RAT. A campanha é direcionada principalmente a usuários de língua chinesa e utiliza instaladores NSIS trojanizados que se disfarçam como softwares legítimos, como Google Chrome e Microsoft Teams. Os pesquisadores de segurança da Elastic Security Labs destacam que a cadeia de infecção emprega diversas técnicas de evasão para neutralizar produtos de segurança populares na China. Entre as táticas utilizadas, estão a utilização de drivers assinados legitimamente e a manipulação do Microsoft Defender. O RONINGLOADER não apenas tenta eliminar processos de segurança, mas também injeta código malicioso em processos legítimos do Windows para ocultar suas atividades. Além disso, uma campanha paralela identificada pela Palo Alto Networks, chamada Campaign Chorus, também tem utilizado a falsificação de marcas para atingir usuários de língua chinesa, empregando uma cadeia de infecção mais sofisticada. Essas atividades representam um risco significativo, especialmente para organizações que operam em setores vulneráveis a ataques cibernéticos.

Keyloggers o espião que registra tudo o que você digita

Os keyloggers são ferramentas que registram as teclas digitadas em dispositivos, podendo ser utilizados tanto de forma legítima quanto maliciosa. Como software, eles são frequentemente instalados em sistemas operacionais sem o conhecimento do usuário, enquanto como hardware, podem ser dispositivos físicos conectados entre o teclado e o computador. A principal função dos keyloggers é coletar informações sensíveis, como senhas e dados bancários, o que os torna uma ameaça significativa no cenário da cibersegurança. Embora possam ser usados legalmente para monitoramento corporativo, controle parental e suporte técnico, seu uso sem consentimento levanta questões éticas e de privacidade. Os cibercriminosos, por outro lado, utilizam keyloggers para roubar dados através de métodos como phishing e downloads de trojans. Para se proteger, é essencial estar ciente dos sinais de alerta e adotar medidas de segurança, como o uso de antivírus e a verificação de links suspeitos. O artigo também discute a necessidade de um debate ético sobre o uso de keyloggers, especialmente em ambientes corporativos e familiares, onde a privacidade deve ser respeitada.

Malware RondoDox explora falha crítica em XWiki

O malware de botnet conhecido como RondoDox está atacando instâncias do XWiki que não foram atualizadas, aproveitando uma falha de segurança crítica identificada como CVE-2025-24893, que possui uma pontuação CVSS de 9.8. Essa vulnerabilidade, que permite a execução remota de código arbitrário, foi corrigida nas versões 15.10.11, 16.4.1 e 16.5.0RC1 do XWiki, lançadas em fevereiro de 2025. Desde março, houve indícios de que a falha estava sendo explorada, mas foi em outubro que a VulnCheck reportou um aumento significativo nas tentativas de exploração, culminando em um pico em 7 de novembro. O RondoDox, que rapidamente está adicionando novos vetores de exploração, visa dispositivos vulneráveis para realizar ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) utilizando protocolos HTTP, UDP e TCP. Além disso, outras tentativas de ataque têm sido observadas, como a entrega de mineradores de criptomoedas e a criação de shells reversos. A CISA dos EUA incluiu a vulnerabilidade em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploradas, exigindo que agências federais implementem as devidas mitig ações até 20 de novembro. Este cenário ressalta a importância de práticas robustas de gerenciamento de patches para garantir a proteção adequada.

Ameaça de malware da Coreia do Norte usa serviços JSON para ataques

O grupo de ameaças da Coreia do Norte, responsável pela campanha Contagious Interview, alterou suas táticas ao utilizar serviços de armazenamento JSON, como JSON Keeper e JSONsilo, para hospedar e entregar cargas maliciosas. Segundo pesquisadores da NVISO, a campanha envolve abordagens a alvos em redes profissionais, como o LinkedIn, sob o pretexto de avaliações de emprego ou colaborações em projetos. Os alvos são instruídos a baixar projetos de demonstração hospedados em plataformas como GitHub, onde arquivos maliciosos estão disfarçados. Um exemplo encontrado contém um valor codificado em Base64 que, na verdade, é um URL para um serviço JSON, onde a carga maliciosa é armazenada de forma ofuscada. O malware, denominado BeaverTail, coleta dados sensíveis e instala um backdoor em Python chamado InvisibleFerret. Além disso, a campanha também utiliza um payload adicional chamado TsunamiKit, que foi destacado pela ESET em setembro de 2025. Os pesquisadores alertam que a utilização de sites legítimos para a entrega de malware demonstra a intenção dos atacantes de operar de forma furtiva, visando comprometer desenvolvedores de software e exfiltrar informações sensíveis.

Extensão falsa do Chrome rouba senhas de carteiras de criptomoedas

Pesquisadores da Socket identificaram uma extensão maliciosa chamada Safery: Ethereum Wallet, disponível na Chrome Web Store, que se disfarça como uma carteira de criptomoedas segura. Desde sua publicação em 29 de setembro de 2025, a extensão tem como objetivo roubar as seed phrases, que são as senhas utilizadas para recuperar carteiras de criptomoedas. A extensão contém uma backdoor que extrai essas frases mnemônicas e as envia disfarçadas como endereços de carteiras Sui, utilizando microtransações de 0,000001 SUI para ocultar o roubo. Essa técnica permite que os hackers obtenham as seed phrases sem a necessidade de um servidor de comando e controle, tornando o ataque mais difícil de detectar. Os especialistas recomendam que usuários de criptomoedas utilizem apenas extensões confiáveis e conhecidas, além de sugerirem que organizações realizem escaneamentos em busca de códigos maliciosos em extensões instaladas. A extensão ainda está disponível para download, o que representa um risco significativo para os usuários de criptomoedas.

Arquivos ZIP Armados e Cadeias de Multi-Script Usadas para Implantar Malware Formbook

Uma recente campanha de malware ilustra o uso contínuo de cadeias de infecção em múltiplas etapas para contornar controles de segurança e entregar o ladrão de informações FormBook. O ataque começa com um e-mail contendo um anexo ZIP, que se desdobra em uma sequência complexa de scripts ofuscados. O arquivo ZIP inicial contém um script em Visual Basic (VBS) que, apesar de sua aparência simples, possui camadas de ofuscação para ocultar seu verdadeiro propósito. O script inicia um loop de atraso e constrói um comando PowerShell, que é executado em um novo processo. A camada PowerShell é fortemente ofuscada, utilizando funções específicas para reconstruir e executar fragmentos de código malicioso. O script tenta baixar o próximo payload de um link do Google Drive, que é então injetado em um processo legítimo, resultando na execução de uma variante do FormBook. Este malware é projetado para coletar credenciais, capturas de tela e pressionamentos de tecla, comunicando-se com um servidor de comando e controle. A campanha destaca a importância de não limitar a engenharia reversa a binários executáveis, pois infecções modernas dependem de scripts leves e processos confiáveis para entregar payloads poderosos e furtivos.

Megaoperação policial desmantela rede de hackers global

Uma operação coordenada pela Europol e Eurojust, chamada Operação Endgame, resultou no desmantelamento de uma rede criminosa que disseminava malwares como Rhadamanthys Stealer e Venom RAT, além do bot Elysium. A ação, que ocorreu em 10 de novembro de 2025, levou à prisão do principal suspeito na Grécia e à desativação de mais de mil servidores, além da apreensão de cerca de 20 domínios. Segundo a Europol, a rede de malware afetou centenas de milhares de computadores em todo o mundo, resultando no roubo de milhões de credenciais. O Rhadamanthys Stealer, por exemplo, coletava informações de dispositivos sem que as vítimas percebessem, enquanto o Venom RAT estava associado a ataques de ransomware. A operação também revelou que o cibercriminoso investigado havia coletado cerca de 100 mil carteiras de criptomoedas, representando um valor significativo em euros. A investigação continua, especialmente em relação ao bot Elysium, cuja relação com os outros malwares ainda está sendo analisada.

Exploração de Plataformas de Código para Entregar Malware

Uma nova investigação da NVISO revelou uma campanha de malware chamada “Contagious Interview”, associada a atores de ameaças alinhados à Coreia do Norte. Essa campanha utiliza serviços legítimos de armazenamento JSON, como JSON Keeper e JSONsilo, para distribuir malware a partir de repositórios de código comprometidos. O ataque se concentra em desenvolvedores de software, especialmente nos setores de criptomoedas e Web3, que são abordados por recrutadores falsos em plataformas profissionais como o LinkedIn. Os desenvolvedores são induzidos a baixar projetos de demonstração de repositórios como GitLab ou GitHub, que, embora pareçam funcionais, contêm arquivos de configuração maliciosos. Esses arquivos, ao serem decodificados, revelam URLs que carregam scripts JavaScript ofuscados, levando à instalação de um infostealer chamado BeaverTail, que coleta dados sensíveis. A segunda fase do ataque envolve um RAT modular chamado InvisibleFerret, que busca componentes adicionais em Pastebin. A NVISO alerta que os desenvolvedores devem ser cautelosos ao executar códigos de entrevistas não solicitadas e tratar variáveis de configuração como potenciais vetores de infecção.

Técnica ClickFix impulsiona campanha SmartApeSG para implantar NetSupport RAT

Pesquisadores identificaram a continuidade da campanha SmartApeSG, que agora utiliza um vetor de ataque do tipo CAPTCHA falso, conhecido como ClickFix, para entregar cargas maliciosas do NetSupport RAT. Essa campanha, que surgiu em meados de 2024, inicialmente distribuía malware por meio de páginas de atualização de navegador falsificadas. Na sua evolução mais recente, a SmartApeSG adotou uma enganação mais convincente, abusando da confiança do usuário para acionar a execução do malware manualmente.

Operação da Europol desmantela botnets e malware em ação global

Entre os dias 10 e 13 de novembro de 2025, uma operação coordenada liderada pela Europol e Eurojust resultou no desmantelamento de famílias de malware, incluindo Rhadamanthys Stealer, Venom RAT e a botnet Elysium. Esta ação faz parte da Operação Endgame, que visa combater infraestruturas criminosas e ransomware em todo o mundo. Durante a operação, mais de 1.025 servidores foram derrubados e 20 domínios foram apreendidos. A Europol informou que a infraestrutura desmantelada continha centenas de milhares de computadores infectados, com milhões de credenciais roubadas. Muitos dos afetados não tinham conhecimento da infecção em seus sistemas. Além disso, o principal suspeito do Venom RAT foi preso na Grécia e tinha acesso a cerca de 100.000 carteiras de criptomoedas, representando um potencial valor de milhões de euros. A análise da Check Point revelou que a versão mais recente do Rhadamanthys agora coleta impressões digitais de dispositivos e navegadores, utilizando mecanismos para evitar detecção. A operação contou com a colaboração de agências de segurança de vários países, incluindo Estados Unidos, Austrália e diversos países europeus.

Extensão maliciosa do Chrome finge ser carteira Ethereum e rouba dados

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma extensão maliciosa do Chrome chamada “Safery: Ethereum Wallet”, que se apresenta como uma carteira legítima de Ethereum, mas possui funcionalidades para exfiltrar as frases-semente dos usuários. Lançada na Chrome Web Store em 29 de setembro de 2025 e atualizada até 12 de novembro, a extensão ainda está disponível para download. O malware embutido na extensão é projetado para roubar frases mnemônicas de carteiras, codificando-as como endereços falsos de Sui e realizando microtransações de uma carteira controlada pelo atacante. O objetivo final é ocultar a frase-semente dentro de transações normais da blockchain, evitando a necessidade de um servidor de comando e controle. Os usuários são aconselhados a utilizar apenas extensões de carteira confiáveis e a realizar verificações em extensões que possam conter codificadores mnemônicos. A técnica utilizada pelos atacantes permite que eles mudem facilmente de cadeias e pontos de extremidade RPC, tornando as detecções convencionais ineficazes.

Campanha de spam inunda registro npm com pacotes falsos

Pesquisadores em cibersegurança alertam para uma campanha de spam em larga escala que tem inundado o registro npm com milhares de pacotes falsos desde o início de 2024. Identificada como ‘IndonesianFoods’, essa campanha já publicou cerca de 67.579 pacotes, que se disfarçam como projetos do Next.js. O objetivo principal não é o roubo de dados, mas sim a saturação do registro com pacotes aleatórios. Os pacotes contêm um script JavaScript que permanece inativo até ser executado manualmente pelo usuário, o que dificulta a detecção automática por scanners de segurança. Essa execução manual inicia um ciclo que remove configurações de privacidade e publica novos pacotes a cada 7 a 10 segundos, resultando em um fluxo constante de pacotes indesejados. A campanha, que já dura mais de dois anos, levanta preocupações sobre a segurança da cadeia de suprimentos de software, pois pode levar desenvolvedores a instalar acidentalmente esses pacotes maliciosos. A GitHub já removeu os pacotes identificados e se comprometeu a intensificar a detecção e remoção de conteúdos maliciosos em sua plataforma.

Malware GootLoader retorna e usa truques para invadir PCs via WordPress

O malware GootLoader, conhecido por suas técnicas de ocultação, voltou a ser uma ameaça ativa, conforme relatado pela empresa de cibersegurança Huntress. Desde o final de outubro, foram identificadas três invasões, com duas delas comprometendo o controlador de domínio em apenas 17 horas após a infecção. O GootLoader utiliza uma abordagem inovadora, explorando os comentários em sites WordPress para entregar arquivos encriptados com chaves únicas, utilizando ofuscamento por meio de fontes WOFF2. Isso permite que o malware se esconda em arquivos que parecem legítimos, enganando os usuários.

MastaStealer Abusa de Arquivos LNK do Windows para Executar PowerShell

Pesquisadores identificaram uma nova campanha do MastaStealer que utiliza arquivos de atalho do Windows (LNK) para executar comandos maliciosos em PowerShell e implantar um beacon de comando e controle (C2) em sistemas comprometidos. O ataque começa com um e-mail de spear-phishing que contém um arquivo ZIP com um arquivo .lnk malicioso. Ao ser executado, o atalho abre o Microsoft Edge em um domínio legítimo, anydesk[.]com, enquanto busca silenciosamente um payload secundário de um domínio semelhante, anydesck[.]net. Esse processo resulta no download de um instalador MSI malicioso que estabelece persistência e implanta o payload final. A análise do comportamento foi realizada através dos logs de eventos do Windows Installer, que indicaram falhas de instalação quando executadas sob contas não privilegiadas. O arquivo MSI cria uma pasta temporária e implanta um binário disfarçado de dwm.exe, que atua como beacon C2. Além disso, um comando PowerShell modifica as configurações do Windows Defender, permitindo que o malware opere sem ser detectado. A campanha destaca a eficácia contínua da exploração de arquivos LNK em ataques de engenharia social, exigindo que as organizações adotem medidas de mitigação, como o bloqueio de downloads MSI de fontes não confiáveis e a restrição da execução de arquivos LNK de anexos de e-mail.

Hackers abusam do AppleScript para entregar malware no macOS

Pesquisadores estão observando um aumento nas campanhas de malware para macOS que utilizam arquivos AppleScript (.scpt) para entregar stealer e instaladores de atualizações falsas disfarçados como documentos de escritório legítimos ou atualizações do Zoom e Microsoft Teams. Essa técnica, anteriormente associada a operações de APT que visavam o macOS, agora está sendo reaproveitada por famílias de malware como MacSync e Odyssey Stealer. Após a remoção, em agosto de 2024, da opção de contornar o Gatekeeper com o ‘clique direito e abrir’, os atacantes têm experimentado novos métodos de interação com o usuário para executar códigos maliciosos. Os arquivos .scpt maliciosos são abertos pelo Script Editor.app, permitindo que os atacantes ocultem o código malicioso em comentários, levando as vítimas a executar comandos prejudiciais sem perceber. Exemplos recentes incluem documentos falsos e scripts de atualização que, ao serem abertos, podem buscar cargas secundárias ou executar comandos ocultos. A detecção de malware por antivírus tradicionais é inconsistente, e recomenda-se que os defensores monitorem as execuções iniciadas pelo Script Editor.app e tratem arquivos com extensões suspeitas como .docx.scpt e .pptx.scpt com cautela. Para mitigar esses riscos, sugere-se alterar o manipulador padrão para editores não executáveis como o TextEdit.

Servidores do Hadamanthys Stealer podem ter sido apreendidos

Rumores no monitoramento de cibercrime indicam uma interrupção significativa na infraestrutura do Hadamanthys Stealer, um malware que rouba informações. Relatos sugerem que seus domínios onion e painéis de controle estão offline, possivelmente devido a uma operação coordenada de aplicação da lei. Analistas de inteligência de ameaças, como Gi7w0rm e g0njxa, acreditam que a infraestrutura do Hadamanthys pode ter sido apreendida, levando os administradores a aconselharem os usuários a ‘pausar todo o trabalho’ e reinstalar seus servidores. Essa situação é consistente com padrões observados em operações anteriores contra ecossistemas cibercriminosos, onde a inatividade dos domínios e avisos administrativos indicam instabilidade e possíveis compromissos. O Hadamanthys, que se destacou como uma plataforma de Malware-as-a-Service (MaaS) em 2024-2025, permitia que atores de ameaças comprassem e gerenciassem hosts infectados globalmente. A apreensão de sua infraestrutura pode causar um impacto significativo no mercado de infostealers, embora a recuperação parcial ou rebranding sob um novo nome seja uma possibilidade em um futuro próximo.

Spywares governamentais espionam jornalistas e opositores

O uso de spywares por governos para monitorar indivíduos, como jornalistas e ativistas, tem se tornado uma prática comum em diversas nações. Embora esses softwares sejam frequentemente justificados como ferramentas de combate ao crime e ao terrorismo, evidências apontam que muitos alvos são inocentes. Um exemplo recente é o caso de um consultor político italiano que foi espionado pelo spyware Paragon. Especialistas, como Eva Galperin da Electronic Frontier Foundation, destacam que a facilidade de uso desses softwares permite abusos, uma vez que agentes governamentais podem simplesmente inserir um número de telefone e iniciar a vigilância. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália e Marrocos têm sido citados por direcionar suas ferramentas de espionagem contra jornalistas e opositores. Apesar de alguns avanços, como a Paragon rompendo laços com o governo italiano, a falta de regulamentação e transparência continua a ser um desafio. A situação exige uma abordagem global para mitigar os riscos associados ao uso de spywares, especialmente em contextos onde os direitos humanos são frequentemente violados.

Malware Maverick se espalha pelo WhatsApp e ameaça usuários brasileiros

Pesquisadores de segurança cibernética descobriram semelhanças entre um malware bancário chamado Coyote e um novo programa malicioso denominado Maverick, que está sendo disseminado via WhatsApp. Ambos os malwares, escritos em .NET, têm como alvo usuários e instituições financeiras no Brasil, apresentando funcionalidades semelhantes, como a capacidade de monitorar aplicativos bancários e se propagar através do WhatsApp Web. O Maverick, documentado pela Trend Micro, é atribuído a um ator de ameaças conhecido como Water Saci e utiliza um malware auto-propagante chamado SORVEPOTEL, que entrega um arquivo ZIP contendo o payload do Maverick. Este malware monitora abas de navegador em busca de URLs de instituições financeiras e pode coletar informações do sistema e exibir páginas de phishing para roubo de credenciais. A Sophos levantou a possibilidade de que Maverick seja uma evolução do Coyote, e a Kaspersky confirmou sobreposições de código entre os dois. A campanha também se destaca por sua capacidade de contornar a autenticação do WhatsApp Web, permitindo acesso imediato às contas dos usuários. Com mais de 148 milhões de usuários ativos no Brasil, a popularidade do WhatsApp torna essa ameaça particularmente preocupante.

Celulares Samsung Galaxy podem ser alvo de espionagem por malware

Uma vulnerabilidade zero-day na biblioteca de processamento de imagem do sistema Android da Samsung permitiu que hackers instalassem spywares em celulares da linha Galaxy, especialmente no Oriente Médio. O malware, denominado Landfall, foi identificado pela Unit 42 da Palo Alto Networks e é capaz de gravar conversas, monitorar a localização, tirar fotos e roubar contatos. A falha, classificada como CVE-2025-21042, foi explorada entre meados de 2024 e abril de 2025, quando a Samsung lançou um patch para corrigir o problema. O spyware era disseminado através de negativos digitais (DNG) enviados pelo WhatsApp, atingindo principalmente usuários no Iraque, Irã, Marrocos e Turquia. A descoberta do Landfall sugere uma possível coordenação com ataques semelhantes em dispositivos iOS, indicando que agentes privados ou governamentais podem estar por trás das atividades maliciosas. A situação é alarmante, pois o malware é otimizado para dispositivos de alta gama da Samsung, como os modelos Galaxy S22, S23 e S24, e possui capacidades avançadas de reconhecimento e evasão.

Grupo hacker chinês retorna com backdoors atualizados na América Latina

O grupo de hackers chinês FamousSparrow, conhecido por suas atividades de ciberespionagem, está de volta com novas ameaças, visando a América Latina. Após um período de inatividade entre 2022 e 2024, o grupo executou três ataques distintos em 2024, atingindo uma associação comercial nos EUA, um instituto de pesquisa no México e uma instituição governamental em Honduras. Os ataques têm como objetivo a distribuição de dois backdoors, SparrowDoor e ShadowPad, que representam um avanço em relação às versões anteriores, permitindo a paralelização de comandos. Os ataques foram realizados através da inserção de um web shell em servidores do Internet Information Services (IIS) da Microsoft, explorando versões desatualizadas do Windows Server e do Microsoft Exchange Server. O FamousSparrow, que ganhou notoriedade em 2021, é conhecido por desenvolver suas próprias ferramentas de ataque e por roubar informações confidenciais de diversas instituições. A descoberta de suas atividades renovadas levanta preocupações sobre a segurança de dados sensíveis em um contexto global cada vez mais vulnerável.

Kitten Ferocidade usa MarkiRAT para roubar dados de teclado e clipboard

O grupo de ciberespionagem conhecido como Ferocious Kitten tem atuado de forma encoberta desde 2015, focando em dissidentes e ativistas persas no Irã. Recentemente, o grupo ganhou destaque por utilizar uma ferramenta de vigilância chamada MarkiRAT, que é distribuída através de e-mails de spearphishing contendo documentos maliciosos do Microsoft Office. Esses documentos exploram vulnerabilidades, como a CVE-2021-40444, para implantar o malware. Uma vez ativo, o MarkiRAT registra teclas digitadas, captura dados da área de transferência, realiza buscas em arquivos e rouba credenciais, especialmente de arquivos KeePass. O malware se destaca por suas táticas de persistência, se infiltrando em aplicativos legítimos como Telegram e Chrome, garantindo que o software malicioso seja executado sempre que o usuário inicia esses programas. Além disso, utiliza técnicas de engenharia social para disfarçar arquivos executáveis como imagens ou vídeos, dificultando a detecção. O Ferocious Kitten demonstra agilidade operacional, adaptando-se rapidamente e priorizando a coleta de dados em vez de ataques disruptivos. Organizações são aconselhadas a testar suas defesas contra as táticas em evolução desse grupo, especialmente em plataformas de simulação de segurança.

RAT Android KomeX é anunciado em fóruns de hackers e vendido em pacotes

Um novo trojan de acesso remoto para Android (RAT) chamado KomeX foi identificado em fóruns de cibercrime, sendo promovido por um ator de ameaças conhecido como Gendirector. Baseado no código BTMOB, o KomeX é oferecido em diferentes pacotes de assinatura, refletindo a evolução do malware móvel em um mercado subterrâneo orientado por serviços. O malware promete controle total do dispositivo infectado, permitindo a execução de funções como ativação de câmera e microfone, interceptação de SMS, acesso a arquivos e rastreamento de geolocalização. Um dos recursos mais destacados é a capacidade de transmitir a tela do dispositivo infectado em tempo real, com até 60 quadros por segundo. O KomeX é comercializado em três níveis de assinatura: $500 por um mês, $1.200 por acesso vitalício e $3.000 pelo código-fonte completo. Essa estrutura de preços sugere que o desenvolvedor visa não apenas operadores de cibercrime, mas também outros atores que desejam rebrandear ou expandir a funcionalidade do RAT. Especialistas em segurança alertam que, se operacional, o KomeX pode ampliar significativamente o alcance de campanhas de espionagem móvel, recomendando que os usuários evitem a instalação de aplicativos de fontes não verificadas e mantenham atualizações de segurança regulares.

Novo trojan Android Fantasy Hub ameaça usuários e empresas

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um novo trojan de acesso remoto para Android, chamado Fantasy Hub, que está sendo comercializado em canais de Telegram de língua russa sob um modelo de Malware-as-a-Service (MaaS). O malware permite controle total do dispositivo e espionagem, coletando mensagens SMS, contatos, registros de chamadas, imagens e vídeos, além de interceptar e manipular notificações. O Fantasy Hub é projetado para facilitar a vida de atacantes iniciantes, oferecendo documentação e um modelo de assinatura gerido por bot. O preço varia de $200 por semana a $4,500 por ano. O trojan se disfarça como uma atualização do Google Play e abusa de permissões padrão de SMS para obter acesso a dados sensíveis. A ameaça é particularmente preocupante para empresas que adotam o modelo BYOD (Bring Your Own Device) e para usuários de aplicativos bancários. A Zscaler revelou um aumento de 67% nas transações de malware Android, destacando a crescente sofisticação de trojans bancários e spyware. O Fantasy Hub representa uma nova geração de malware que combina técnicas de engenharia social com funcionalidades avançadas, como streaming em tempo real de câmera e microfone.

Pacote npm malicioso visa repositórios do GitHub

Pesquisadores de cibersegurança descobriram um pacote npm malicioso chamado “@acitons/artifact”, que faz typosquatting do legítimo “@actions/artifact”. O objetivo é comprometer repositórios pertencentes ao GitHub. A análise da Veracode revelou que seis versões do pacote, de 4.0.12 a 4.0.17, continham um script pós-instalação que baixava e executava malware. Embora a versão mais recente disponível no npm seja 4.0.10, o autor do pacote, identificado como blakesdev, removeu as versões comprometidas. O pacote foi carregado em 29 de outubro de 2025 e acumulou 31.398 downloads semanais, totalizando 47.405 downloads. Além disso, foi identificado outro pacote malicioso, “8jfiesaf83”, que também foi removido, mas teve 1.016 downloads. O script pós-instalação do pacote malicioso baixa um binário chamado “harness” de uma conta do GitHub que foi excluída, e executa um arquivo JavaScript que verifica variáveis do GitHub Actions, exfiltrando dados para um arquivo de texto em um subdomínio do GitHub. A Veracode classificou o ataque como direcionado, focando em repositórios do GitHub e uma conta de usuário sem atividade pública, possivelmente para testes.

Malware GootLoader ressurge com novas táticas de ataque

O malware GootLoader voltou a ser uma ameaça significativa, conforme relatado pela Huntress. Desde 27 de outubro de 2025, foram observadas três infecções, com duas delas resultando em invasões diretas e comprometimento de controladores de domínio em menos de 17 horas após a infecção inicial. A nova versão do GootLoader utiliza fontes WOFF2 personalizadas para ofuscar nomes de arquivos, dificultando a análise estática. O malware explora endpoints de comentários do WordPress para entregar cargas úteis em arquivos ZIP criptografados com XOR, cada um com chaves únicas. Além disso, a técnica de modificação do arquivo ZIP permite que ele se apresente como um arquivo .TXT inofensivo em ferramentas de análise, enquanto na verdade contém um arquivo JavaScript malicioso. O payload JavaScript é projetado para implantar um backdoor chamado Supper, que permite controle remoto e proxy SOCKS5. O uso de anúncios do Google para direcionar vítimas em busca de modelos legais para sites WordPress comprometidos também foi uma tática observada. A evolução do GootLoader demonstra que os atores de ameaças não precisam de exploits sofisticados, mas sim de ferramentas bem ofuscadas que atendem a seus objetivos.

Pesquisadores Revelam Conexões entre Malware Bancário Maverick e Coyote

Pesquisadores da CyberProof e outras equipes de segurança revelaram uma onda de ataques que se espalham pelo WhatsApp, mostrando conexões operacionais e técnicas entre os trojans bancários Maverick e Coyote. Essas campanhas visam principalmente usuários brasileiros, utilizando comunicações legítimas para induzir as vítimas a baixar arquivos ZIP maliciosos. Um exemplo é o arquivo NEW-20251001_152441-PED_561BCF01.zip, que disfarça um atalho como PDF, mas executa uma sequência de comandos ofuscados.

Após a abertura do arquivo, um script PowerShell é ativado, que baixa um segundo payload em .NET, realizando verificações para evitar ambientes de análise. O malware se conecta a servidores de comando e controle, permitindo o roubo de dados e a hijack de sessões do WhatsApp Web. A persistência é garantida através da criação de arquivos em diretórios de inicialização, assegurando a reinfecção após reinicializações.

Novo malware ClickFix usa vídeos para guiar vítimas em golpes

O malware ClickFix evoluiu e agora utiliza vídeos tutoriais para auxiliar os usuários no processo de infecção, aumentando a eficácia de ataques baseados em engenharia social. Pesquisadores da Push Security identificaram que o malware consegue detectar o sistema operacional da vítima e apresenta um contador que pressiona o usuário a agir rapidamente. A infecção geralmente promete soluções para problemas de computador ou falsas verificações de identidade, mas resulta na instalação de malwares, como ladrões de informação. A nova versão do ClickFix é capaz de esconder comandos maliciosos e copiá-los automaticamente para a Área de Transferência da vítima, reduzindo as chances de erro humano. Além disso, a campanha utiliza páginas falsas de verificação de CAPTCHA e malvertising em pesquisas Google para disseminar o malware. A evolução do ClickFix representa um risco significativo, pois pode escapar de proteções antivírus tradicionais, funcionando totalmente no navegador. Especialistas alertam que a ameaça pode se expandir para outros sistemas operacionais, como Linux e macOS, aumentando a necessidade de vigilância e proteção.

Carga Destrutiva com Atraso em Pacotes NuGet Ameaça Sistemas de Controle Industrial

A equipe de pesquisa de ameaças da Socket identificou nove pacotes NuGet maliciosos que incorporam cargas destrutivas com ativação programada, representando uma ameaça significativa para desenvolvedores .NET e sistemas de controle industrial (ICS). Publicados sob o pseudônimo shanhai666 entre 2023 e 2024, esses pacotes utilizam padrões legítimos para ocultar códigos de sabotagem que podem encerrar aplicações ou corromper operações anos após a instalação. Cada pacote malicioso contém cerca de 20 linhas de lógica destrutiva em meio a milhares de linhas de funcionalidade legítima. Após datas de ativação predefinidas, como 8 de agosto de 2027 e 29 de novembro de 2028, há uma probabilidade de 20% de que o código chame Process.GetCurrentProcess().Kill(), resultando em falhas abruptas nas aplicações. O pacote mais perigoso, Sharp7Extend, ataca sistemas de comunicação Siemens S7 PLC, podendo interromper processos e sabotando operações de gravação sem que os operadores percebam erros visíveis. A campanha, que já acumulou quase 9.500 downloads, utiliza táticas de typosquatting e evasão de IA para evitar detecções automáticas, tornando a identificação e a atribuição de responsabilidade extremamente difíceis. As organizações são aconselhadas a auditar projetos imediatamente e a implementar ferramentas de verificação de dependências para mitigar esses riscos.

Malware para Android usa Find My Device para apagar dados remotamente

Pesquisadores de cibersegurança da Coreia do Sul confirmaram um novo ataque de remoção de dados remota que visa dispositivos Android, atribuído ao grupo de ameaça persistente avançada (APT) KONNI, vinculado à Coreia do Norte. O ataque utiliza o serviço Find My Device do Google para redefinir dispositivos e apagar dados de smartphones e tablets das vítimas. A campanha começou com ataques de spear-phishing, onde os atacantes se passaram por figuras confiáveis, como conselheiros psicológicos e ativistas de direitos humanos, distribuindo malware disfarçado de programas de alívio do estresse via KakaoTalk. Os atacantes conseguiram acesso persistente ao instalar arquivos MSI que continham scripts maliciosos. O malware, que inclui RATs como RemcosRAT e QuasarRAT, foi orquestrado através de uma infraestrutura de comando e controle (C2) hospedada no WordPress. Uma vez que as credenciais da conta do Google foram comprometidas, os atacantes puderam rastrear as localizações das vítimas em tempo real e emitir comandos de remoção de dados. Especialistas recomendam a mudança imediata de senhas e a ativação da autenticação em duas etapas para proteger contas do Google e prevenir abusos futuros.

Grupo Konni realiza ataques a dispositivos Android e Windows

O grupo de ciberespionagem associado à Coreia do Norte, conhecido como Konni, foi identificado em uma nova onda de ataques que visam dispositivos Android e Windows, com o objetivo de roubo de dados e controle remoto. Os atacantes se disfarçaram como conselheiros psicológicos e ativistas de direitos humanos, distribuindo malware disfarçado de programas de alívio do estresse. Uma das táticas mais preocupantes é a exploração dos serviços de rastreamento da Google, permitindo que os invasores redefinam remotamente dispositivos Android, resultando na exclusão não autorizada de dados pessoais. O ataque foi detectado em setembro de 2025 e marca a primeira vez que o grupo utiliza funções legítimas para realizar redefinições remotas. Os atacantes também empregaram e-mails de spear-phishing, imitando entidades legítimas, para obter acesso a computadores e propagar malware através de sessões do aplicativo KakaoTalk. O malware, denominado EndRAT, permite controle total sobre os sistemas comprometidos, incluindo a exfiltração de credenciais do Google. Além disso, o grupo Lazarus foi mencionado por utilizar uma versão atualizada do malware Comebacker em campanhas de espionagem direcionadas a organizações de defesa e aeroespaciais. Essas atividades destacam a crescente sofisticação e a ameaça representada por grupos de ciberespionagem da Coreia do Norte.

Ameaças cibernéticas evoluem com novos métodos e alianças

Recentemente, o cenário de cibersegurança tem se tornado cada vez mais complexo, com ataques cibernéticos se tornando mais sofisticados. Um exemplo alarmante é o uso do Hyper-V pela ameaça Curly COMrades, que esconde malware em máquinas virtuais Linux, permitindo que o código malicioso opere fora da visibilidade do sistema operacional host. Essa técnica contorna ferramentas de segurança de endpoint, evidenciando a evolução das táticas de ataque. Além disso, um novo ataque chamado ‘Whisper Leak’ permite que adversários passem a observar tópicos de conversas em modelos de linguagem, mesmo em tráfego criptografado, o que representa um risco significativo para a privacidade. Outro incidente relevante envolve a exploração de uma falha zero-day em dispositivos Samsung Galaxy, que permitiu a instalação de spyware Android em ataques direcionados em países como Iraque e Irã. Por fim, a fusão de grupos criminosos cibernéticos, como Scattered LAPSUS$ Hunters, indica uma coordenação crescente entre ameaças, aumentando a complexidade do combate ao cibercrime. Esses eventos ressaltam a necessidade urgente de que equipes de segurança se mantenham atualizadas e implementem medidas proativas para proteger suas redes.

Campanha GlassWorm mira no ecossistema do Visual Studio Code

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo conjunto de três extensões associadas à campanha GlassWorm, que continua a visar o ecossistema do Visual Studio Code (VS Code). As extensões, ainda disponíveis para download, incluem ‘ai-driven-dev’, ‘adhamu.history-in-sublime-merge’ e ‘yasuyuky.transient-emacs’. A campanha, documentada pela Koi Security, utiliza extensões do Open VSX Registry e do Microsoft Extension Marketplace para roubar credenciais do GitHub e de carteiras de criptomoedas, além de implantar ferramentas de acesso remoto. O malware se destaca por usar caracteres Unicode invisíveis para ocultar código malicioso, permitindo a replicação e a propagação em um ciclo autônomo. Apesar da remoção das extensões maliciosas pelo Open VSX, a ameaça ressurgiu, utilizando a mesma técnica de ofuscação para evitar detecções. A infraestrutura de comando e controle (C2) baseada em blockchain permite que os atacantes atualizem seus métodos de ataque com facilidade. A análise revelou que o ator de ameaças é de língua russa e utiliza uma estrutura de C2 de código aberto chamada RedExt. A GlassWorm também ampliou seu foco para o GitHub, utilizando credenciais roubadas para inserir commits maliciosos em repositórios.

Malware LANDFALL explora vulnerabilidade zero-day da Samsung via WhatsApp

Pesquisadores de cibersegurança da Palo Alto Networks, através da Unidade 42, identificaram uma campanha sofisticada de spyware para Android, chamada LANDFALL, que explora uma vulnerabilidade crítica zero-day em dispositivos Samsung Galaxy. Essa vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-21042, reside na biblioteca de processamento de imagens da Samsung e permite que atacantes realizem operações de vigilância avançadas. O malware foi disseminado por meio de imagens maliciosas enviadas pelo WhatsApp, que aparentavam ser arquivos comuns, mas continham código malicioso embutido. Essa técnica de ataque é semelhante a cadeias de exploração observadas anteriormente em dispositivos iOS. O LANDFALL é capaz de gravar áudio, interceptar chamadas, rastrear localização e coletar dados pessoais, como fotos e mensagens. A campanha, que começou em meados de 2024, foi descoberta enquanto os pesquisadores investigavam uma cadeia de exploração paralela para iOS. A Samsung lançou um patch para a vulnerabilidade em abril de 2025, mas a campanha permaneceu ativa por meses, destacando a complexidade das operações de spyware comercial. A análise sugere conexões com atores de ameaças do Oriente Médio, especialmente com o grupo Stealth Falcon, conhecido por operar nos Emirados Árabes Unidos.

5 perigos de usar gatonet, TV Box e streamings piratas

O uso de gatonets, TV Boxes e serviços de streaming piratas apresenta riscos significativos para os usuários, que podem se tornar alvos de diversas ameaças cibernéticas. Esses dispositivos, frequentemente não regulamentados, podem conter malwares que permitem o controle remoto do aparelho, expondo dados pessoais e financeiros dos usuários. Além disso, a instalação de malwares como o Triada pode transformar esses dispositivos em botnets, que são utilizados para ataques de DDoS, sobrecarregando serviços online e comprometendo a segurança de redes inteiras. O roubo de dados é outra preocupação, pois hackers podem acessar informações sensíveis, possibilitando fraudes e golpes de phishing. Por fim, a disseminação de spam a partir desses aparelhos pode afetar não apenas o usuário, mas também terceiros, ampliando o alcance de atividades ilegais. Para se proteger, é essencial optar por dispositivos certificados pela Anatel e desconfiar de ofertas de streaming gratuitas que não respeitam a legislação vigente.

Aplicativos Android maliciosos atingem 42 milhões de downloads

Um novo relatório da Zscaler revela que 239 aplicativos maliciosos para Android disponíveis no Google Play foram baixados 42 milhões de vezes, expondo milhões de usuários a riscos financeiros. Esses aplicativos, frequentemente disfarçados como ferramentas de produtividade, têm facilitado fraudes por meio de pagamentos móveis, utilizando técnicas de engenharia social como phishing e smishing. A pesquisa indica um aumento de 67% nas transações de malware para Android em relação ao ano anterior, com o adware representando 69% das detecções. O setor de energia foi o mais afetado, com um aumento de 387% nas tentativas de ataque. Além disso, os ataques a dispositivos IoT e roteadores também cresceram, com os Estados Unidos sendo o país mais visado. O relatório destaca a necessidade urgente de uma abordagem de segurança em camadas, como o modelo Zero Trust, para mitigar esses riscos. Para proteger os dispositivos, recomenda-se manter o software atualizado, usar aplicativos antivírus confiáveis e revisar cuidadosamente as permissões dos aplicativos.

Vulnerabilidade em dispositivos Samsung permite espionagem com spyware

Uma falha de segurança recentemente corrigida em dispositivos Android da Samsung foi explorada como um zero-day para implantar um spyware chamado LANDFALL em ataques direcionados no Oriente Médio. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-21042, possui uma pontuação CVSS de 8.8 e permite que atacantes remotos executem código arbitrário. A falha foi corrigida pela Samsung em abril de 2025, após relatos de ataques em andamento. Os alvos estão localizados em países como Iraque, Irã, Turquia e Marrocos. O spyware LANDFALL, uma ferramenta de espionagem avançada, coleta dados sensíveis, como gravações de microfone, localização, fotos, contatos e mensagens. Os ataques foram realizados através do envio de imagens maliciosas via WhatsApp, utilizando arquivos DNG. Além disso, outra vulnerabilidade na mesma biblioteca foi identificada, mas não foi utilizada na campanha LANDFALL. A análise sugere que o spyware se comunica com um servidor de comando e controle para receber novas instruções. A origem do spyware ainda é desconhecida, mas há indícios de conexão com o grupo Stealth Falcon. Este caso destaca a complexidade das ameaças cibernéticas e a necessidade de vigilância contínua.

40 milhões de downloads de vírus na Play Store

Um relatório da Zscaler revelou que, entre junho de 2024 e maio de 2025, mais de 40 milhões de downloads de malwares foram realizados na Google Play Store, a loja de aplicativos para dispositivos Android. O estudo apontou um aumento de 67% nos malwares direcionados à plataforma, com destaque para spywares e trojans bancários. Os hackers estão mudando suas táticas, abandonando fraudes tradicionais com cartões de crédito em favor de métodos como phishing e smishing, aproveitando-se da engenharia social em vez de ataques diretos. Os malwares bancários, que realizaram 4,89 milhões de transações fraudulentas, mostraram um crescimento moderado de 3% em comparação ao ano anterior. A pesquisa identificou 239 tipos de malwares na loja, com os adwares representando 69% das detecções. Os países mais afetados foram Índia, Estados Unidos e Canadá, com um crescimento alarmante de ataques na Itália e Israel. A Zscaler recomenda que os usuários baixem aplicativos apenas de fontes confiáveis e mantenham seus dispositivos atualizados, evitando permissões excessivas a aplicativos desconhecidos.

Malware Herodotus para Android Ganha Acesso Total ao Dispositivo

O malware Herodotus, um novo trojan bancário para Android, está circulando como uma oferta de Malware-as-a-Service (MaaS), explorando engenharia social e abuso de permissões para contornar soluções de segurança tradicionais. Ele se espalha por campanhas de phishing via SMS, redirecionando as vítimas para páginas de download falsas, onde instalam o APK malicioso fora da Play Store oficial. Após a instalação e concessão de permissões críticas, o Herodotus assume o controle total do dispositivo, realizando operações bancárias não autorizadas enquanto os usuários estão logados em suas contas financeiras.

Pacotes maliciosos no NuGet ameaçam sistemas industriais

Um conjunto de nove pacotes maliciosos do NuGet foi identificado como capaz de implantar cargas úteis com atraso para sabotar operações de banco de dados e corromper sistemas de controle industrial. Publicados entre 2023 e 2024 por um usuário identificado como ‘shanhai666’, esses pacotes foram baixados quase 9.500 vezes. O pacote mais perigoso, Sharp7Extend, visa controladores lógicos programáveis (PLCs) industriais, utilizando dois mecanismos de sabotagem: a terminação aleatória de processos e falhas silenciosas de gravação que ocorrem entre 30 a 90 minutos após a instalação. Os pacotes maliciosos foram projetados para ativar códigos maliciosos em datas específicas, em 2027 e 2028, dificultando a resposta a incidentes e a investigação forense. A análise do código-fonte sugere que o autor pode ter origem chinesa, e a combinação de técnicas sofisticadas torna este ataque uma preocupação significativa para desenvolvedores e empresas que utilizam essas bibliotecas. A remoção dos pacotes do NuGet não elimina o risco, pois muitos desenvolvedores podem não estar cientes da introdução do malware em seus projetos.

Campanha de Malware LeakyInjector e LeakyStealer Rouba Criptomoedas e Dados

Uma nova campanha de malware, composta por LeakyInjector e LeakyStealer, foi descoberta, visando roubar ativos em criptomoedas e dados de navegação dos usuários. O LeakyInjector, um executável de 64 bits assinado com um certificado digital válido, consegue contornar a segurança ao ser executado. Ele injeta o LeakyStealer na memória, que utiliza criptografia ChaCha20 para proteger seu código. O LeakyStealer estabelece persistência no sistema e coleta informações como nomes de usuário e dados de domínios, conectando-se a um servidor de comando e controle (C2) para exfiltrar dados. O malware também possui um motor polimórfico que dificulta a detecção estática, alterando bytes de memória durante a execução. Ele busca por carteiras de criptomoedas populares e extensões de navegadores, além de exfiltrar o histórico de navegação de vários navegadores. A campanha é considerada sofisticada, com um uso abusivo de assinatura de código e mecanismos furtivos de exfiltração, exigindo atenção imediata das equipes de resposta a incidentes.

Extensão maliciosa do VS Code com ransomware é detectada

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma extensão maliciosa para o Visual Studio Code (VS Code) chamada ‘susvsex’, que possui capacidades básicas de ransomware. Criada com auxílio de inteligência artificial, a extensão foi carregada em 5 de novembro de 2025, e não esconde suas funcionalidades maliciosas. Ao ser ativada, ela compacta, faz upload e criptografa arquivos de diretórios específicos do sistema operacional, como C:\Users\Public\testing no Windows e /tmp/testing no macOS. A Microsoft removeu a extensão do Marketplace do VS Code no dia seguinte à sua descoberta. Além da criptografia, a extensão utiliza um repositório privado no GitHub como canal de comando e controle (C2), onde busca novas instruções. O desenvolvedor, que se apresenta como residente de Baku, Azerbaijão, deixou evidências que podem facilitar a exploração por outros atacantes. Em um incidente separado, 17 pacotes npm foram encontrados disfarçados como kits de desenvolvimento, mas que executam o infostealer Vidar em sistemas infectados. Esses pacotes foram baixados mais de 2.240 vezes antes de serem removidos, destacando a necessidade de vigilância constante na cadeia de suprimentos de software.

Google lança ferramenta para combater extorsão por avaliações falsas

O Google anunciou uma nova funcionalidade que permite que empresas listadas no Google Maps relatem tentativas de extorsão por parte de criminosos que publicam avaliações negativas falsas e exigem resgates para removê-las. Essa prática, conhecida como ‘review bombing’, visa prejudicar a reputação de negócios. Laurie Richardson, vice-presidente de Confiança e Segurança do Google, destacou que os golpistas inundam perfis de empresas com avaliações de uma estrela e, em seguida, contatam os proprietários para exigir pagamento, ameaçando escalar a situação caso não sejam atendidos. Além disso, o Google alertou sobre outros tipos de fraudes, como golpes de emprego online, fraudes relacionadas a produtos de IA, aplicativos VPN maliciosos e golpes de recuperação de fraudes. Os usuários são aconselhados a ter cautela ao receber mensagens inesperadas e a baixar aplicativos apenas de fontes confiáveis. O artigo também menciona que a Meta, controladora do Facebook, está enfrentando críticas por permitir que anúncios fraudulentos proliferem em sua plataforma, com estimativas de que esses anúncios possam representar até 10,1% de sua receita total. A situação destaca a necessidade de vigilância constante contra fraudes online e a importância de medidas proativas para proteger empresas e consumidores.

Instituições Ucranianas Alvo de Campanha Destrutiva de Malware

Um relatório da ESET revelou um aumento alarmante nas operações cibernéticas destrutivas contra a infraestrutura ucraniana, atribuídas ao grupo Sandworm, alinhado à Rússia. A campanha, que ocorreu entre abril e setembro de 2025, utilizou novas famílias de malware wiper, ZEROLOT e Sting, projetadas para causar interrupções em setores críticos como energia, logística e agricultura. Esses malwares sobrescrevem arquivos de sistema e dados, tornando as máquinas infectadas completamente inoperáveis. Os ataques foram frequentemente realizados através de anexos de spearphishing disfarçados de documentos financeiros legítimos, explorando canais de comunicação confiáveis entre parceiros da cadeia de suprimentos. A análise da ESET sugere que o objetivo principal era desestabilizar as exportações de grãos e a logística energética da Ucrânia, coincidindo com eventos de escalada regional. Além disso, a ESET observou uma colaboração entre diferentes grupos APT russos, indicando uma evolução preocupante na estratégia cibernética da Rússia, que agora combina espionagem com sabotagem econômica. As campanhas de Sandworm foram detectadas e mitigadas pela ESET em sua base de clientes, destacando a necessidade de vigilância contínua e medidas de proteção em resposta a essas ameaças.

Novo malware utiliza API do ChatGPT para roubo de dados

Pesquisadores da Equipe de Detecção e Resposta (DART) da Microsoft identificaram um novo malware chamado SesameOp, que utiliza a API Assistants da OpenAI como centro de comando e controle. Este malware foi detectado após uma série de ataques em julho de 2025 e é capaz de permanecer ativo em sistemas invadidos por meses, utilizando serviços em nuvem para comunicação. Os hackers enviam comandos criptografados à API, que os repassa ao malware, que por sua vez criptografa os dados roubados e os envia de volta. O SesameOp se destaca por não explorar vulnerabilidades da plataforma da OpenAI, mas sim por abusar de funcionalidades existentes. O malware é implementado através de um loader ofuscado e backdoor baseado em .NET, utilizando ferramentas do Microsoft Visual Studio para injeção. A Microsoft e a OpenAI estão colaborando nas investigações, que já resultaram na desativação de contas e chaves de API associadas aos cibercriminosos. Para mitigar riscos, recomenda-se que empresas auditem seus registros de firewall e monitorem atividades não autorizadas.