Malware

Desenvolvedores de Cripto Alvo de Pacotes npm Maliciosos em Roubo de Credenciais

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma campanha de malware sofisticada chamada “Solana-Scan”, que visa especificamente desenvolvedores de criptomoedas no ecossistema Solana por meio de pacotes npm maliciosos. A campanha, que começou em 15 de agosto de 2025, afeta principalmente desenvolvedores russos e utiliza técnicas avançadas de roubo de informações para coletar credenciais de criptomoedas e arquivos de carteira. Três pacotes npm maliciosos foram identificados: “solana-pump-test”, “solana-spl-sdk” e “solana-pump-sdk”, que se disfarçaram como ferramentas legítimas de escaneamento do SDK Solana. O malware executa um payload em duas etapas, coletando dados ambientais e, em seguida, escaneando sistemas comprometidos em busca de arquivos sensíveis. Os dados roubados são enviados para um servidor de comando e controle nos EUA, que expõe informações das vítimas, levantando questões sobre possível envolvimento estatal. A detecção desse tipo de ataque é desafiadora para ferramentas tradicionais de segurança, e recomenda-se que as organizações implementem soluções de escaneamento de pacotes em tempo real e mantenham inventários de dependências atualizados.

Pacote malicioso no PyPI compromete segurança de desenvolvedores

Pesquisadores de cibersegurança descobriram um pacote malicioso no repositório Python Package Index (PyPI) chamado termncolor, que utiliza uma dependência chamada colorinal para executar um ataque em múltiplas etapas. O termncolor foi baixado 355 vezes, enquanto colorinal teve 529 downloads antes de serem removidos do PyPI. O ataque permite a execução remota de código e a persistência do malware por meio de um registro no Windows. O malware também pode infectar sistemas Linux, utilizando um arquivo compartilhado chamado terminate.so. A análise da atividade do autor do malware revelou que ele está ativo desde 10 de julho de 2025, e a comunicação com o servidor de comando e controle (C2) é realizada através do Zulip, um aplicativo de chat de código aberto. Além disso, um relatório da SlowMist alerta que desenvolvedores estão sendo alvo de ataques disfarçados de avaliações de emprego, levando à clonagem de repositórios do GitHub com pacotes npm maliciosos. Esses pacotes têm a capacidade de roubar dados sensíveis, como credenciais e informações de carteiras de criptomoedas. A situação destaca a necessidade de monitoramento constante dos ecossistemas de código aberto para evitar ataques à cadeia de suprimentos.

Fraude Móvel e Vulnerabilidades em Cibersegurança Aumentam no Brasil

Recentemente, o Brasil tem enfrentado um aumento significativo em fraudes móveis, destacando-se o trojan PhantomCard, que utiliza comunicação de campo próximo (NFC) para realizar ataques de relay em transações bancárias. Usuários que instalam aplicativos maliciosos são induzidos a colocar seus cartões de crédito ou débito na parte traseira do celular, permitindo que os dados sejam enviados a servidores controlados por atacantes. Além disso, duas falhas de segurança na plataforma N-able N-central foram exploradas ativamente, permitindo execução de comandos e injeção de comandos, com patches já disponíveis. O grupo de ameaças Curly COMrades também foi identificado, visando entidades na Geórgia e Moldávia, alinhado com estratégias geopolíticas russas. Por fim, a descoberta de backdoors em imagens do Docker relacionadas ao XZ Utils ressalta a importância de utilizar imagens atualizadas para evitar riscos de segurança. O artigo destaca a necessidade de ações rápidas e claras para mitigar riscos em um cenário de cibersegurança em constante evolução.

Revivendo Perigos Cibernéticos Antigos - Como IA e LLMs Ressuscitam Táticas de Cavalo de Troia

Pesquisadores em cibersegurança estão observando um preocupante ressurgimento de malwares clássicos do tipo cavalo de Troia, impulsionados por Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs). Esses novos malwares, como JustAskJacky e TamperedChef, utilizam funcionalidades legítimas para se disfarçar, dificultando a detecção por métodos tradicionais. A evolução das ferramentas de desenvolvimento baseadas em IA permitiu que ameaçadores criassem códigos sofisticados que evitam sistemas de detecção baseados em assinaturas. Por exemplo, o TamperedChef permaneceu indetectado no VirusTotal por seis semanas, mesmo após ser desempacotado. As aplicações que promovem esses trojans apresentam uma aparência extremamente legítima, com sites profissionais e conteúdo convincente. Isso torna a análise comportamental crucial, já que a intuição do usuário sobre sites suspeitos não é mais suficiente. Em vez disso, técnicas de análise dinâmica e comportamental são necessárias para identificar padrões de comportamento suspeitos, como os observados no JustAskJacky. A combinação de técnicas clássicas de engano com a sofisticação moderna representa uma mudança significativa no cenário de ameaças, exigindo que organizações e usuários individuais adaptem suas estratégias de segurança.

Malware Linux de hackers norte-coreanos aparece online em vazamento discreto

Um recente vazamento de dados, publicado na revista Phrack, revelou um conjunto de malware sofisticado para Linux, associado a um grupo de ameaças supostamente alinhado ao governo norte-coreano. O vazamento, que parece ter origem em uma violação da infraestrutura dos atacantes, expõe táticas operacionais avançadas utilizadas contra organizações governamentais e do setor privado da Coreia do Sul e Taiwan. O malware em questão é um rootkit baseado em um módulo de kernel carregável (LKM), projetado para evitar a detecção tradicional e garantir acesso persistente e oculto a sistemas Linux. Entre suas características estão a ocultação de módulos, evasão de processos e redes, e técnicas anti-forense que dificultam a reconstrução de atividades. Os pesquisadores de segurança alertam que as defesas tradicionais são insuficientes para detectar tais ameaças, e recomendam que, se um sistema for comprometido a nível de kernel, ele deve ser isolado e reconstruído imediatamente. Este incidente destaca a crescente sofisticação das operações ligadas ao estado norte-coreano, que utilizam técnicas de stealth em nível de kernel para infiltrar redes sem serem detectados.

Hackers lançam ataque silencioso do Lumma Stealer via site falso do Telegram Premium

Um novo ataque cibernético está em andamento, onde hackers estão utilizando um site falso do Telegram Premium para disseminar o malware Lumma Stealer. O domínio telegrampremium[.]app imita a marca legítima e, ao ser acessado, baixa automaticamente um arquivo executável chamado start.exe, sem a necessidade de qualquer interação do usuário. Este malware, desenvolvido em C/C++, é capaz de coletar dados sensíveis, como credenciais armazenadas no navegador e informações de carteiras de criptomoedas, aumentando o risco de roubo de identidade.

Trojan bancário ERMAC 3.0 apresenta evolução preocupante

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre o trojan bancário para Android ERMAC 3.0, que apresenta uma evolução significativa em suas capacidades de injeção de formulários e roubo de dados, visando mais de 700 aplicativos de bancos, compras e criptomoedas. Inicialmente documentado em setembro de 2021, o ERMAC é atribuído ao ator de ameaças DukeEugene e é considerado uma evolução dos malwares Cerberus e BlackRock.

A nova versão inclui métodos de injeção de formulários aprimorados, um painel de comando e controle (C2) reformulado, um novo backdoor para Android e comunicações criptografadas com AES-CBC. A Hunt.io conseguiu acessar o código-fonte completo do malware, revelando falhas críticas na infraestrutura dos operadores, como um segredo JWT codificado e um token de administrador estático. Essas vulnerabilidades oferecem oportunidades para que defensores rastreiem e interrompam operações ativas do ERMAC.

Grupo de hackers explora falha do Windows para distribuir malware

O grupo de hackers conhecido como EncryptHub está explorando uma falha de segurança já corrigida no Microsoft Windows para disseminar malware. A Trustwave SpiderLabs identificou uma campanha que combina engenharia social e a exploração da vulnerabilidade CVE-2025-26633, também chamada de MSC EvilTwin. Os atacantes se passam por membros do departamento de TI e enviam solicitações pelo Microsoft Teams para estabelecer conexões remotas e implantar cargas maliciosas usando comandos PowerShell. Entre os arquivos utilizados, dois arquivos MSC com o mesmo nome são entregues, um benigno e outro malicioso, que ativa a vulnerabilidade. O arquivo malicioso se conecta a um servidor de comando e controle (C2) para receber e executar comandos, incluindo um stealer chamado Fickle Stealer. Além disso, os atacantes utilizam plataformas legítimas, como o Brave Support, para hospedar malware. A campanha destaca a importância de estratégias de defesa em camadas e treinamento de conscientização para usuários, dada a combinação de engenharia social e exploração técnica utilizada pelos hackers.

Clone falso de Minecraft com vírus rouba senhas e espiona jogadores

A equipe Lat61 de Inteligência de Ameaças da Point Wild identificou um clone malicioso do popular jogo Minecraft, chamado Eaglercraft 1.12 Offline, que contém um trojan de acesso remoto (RAT) conhecido como NjRat. Este malware permite que cibercriminosos roubem senhas, acessem webcams e microfones, e controlem máquinas infectadas sem o conhecimento do usuário. A popularidade de Minecraft, especialmente entre crianças e adolescentes, torna os jogadores alvos vulneráveis a esses ataques. O Eaglercraft é disfarçado como um launcher baseado em navegador e, ao ser executado, instala um backdoor chamado ‘WindowsServices.exe’, que se inicia automaticamente com o sistema operacional. O NjRat, que existe desde 2013, é um dos malwares mais persistentes, sendo frequentemente distribuído por e-mails de phishing e softwares piratas. A ameaça é agravada pela recente popularidade do jogo, impulsionada pelo lançamento de um filme live-action, aumentando a busca por conteúdos relacionados. A pesquisa destaca a necessidade de conscientização e precauções ao baixar jogos e aplicativos não oficiais.

Ferramenta maliciosa desativa antivírus e expõe empresas a riscos

Pesquisadores de segurança da Trend Micro descobriram uma nova ferramenta maliciosa, chamada RealBlindingEDR, que está sendo utilizada por um grupo de ransomware conhecido como Crypto24. Essa ferramenta é capaz de desativar a proteção de antivírus em dispositivos, permitindo que os hackers implantem malware adicional sem serem detectados. O RealBlindingEDR possui uma lista codificada de nomes de empresas de antivírus, como Trend Micro, Kaspersky e McAfee, e ao ser executado, busca esses nomes na metadata dos drivers para desativar os mecanismos de detecção. Além de desativar a proteção, a ferramenta pode desinstalar completamente os programas antivírus. Após conseguir acesso inicial, o grupo Crypto24 geralmente implanta um keylogger e um software de criptografia, exfiltrando dados roubados para o Google Drive. Embora a identidade do grupo ainda seja desconhecida, eles já atacaram várias organizações de grande porte em setores como finanças e tecnologia. Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam uma estratégia de defesa em camadas, incluindo antivírus com proteção contra manipulação e ferramentas anti-malware adicionais.

Hackers usam links de convite do Discord para roubar dados

Um novo ataque cibernético está explorando uma falha no sistema de convites do Discord, permitindo que hackers sequestram links de convites expirados para redirecionar usuários a servidores fraudulentos. Ao clicar em links antigos, as vítimas são levadas a um canal de verificação onde um bot as instrui a executar um comando PowerShell malicioso. Essa técnica, conhecida como ‘ClickFix’, engana os usuários a infectarem seus próprios sistemas com malwares como AsyncRAT e Skuld Stealer. A vulnerabilidade reside na forma como o Discord gerencia os links de convite, que, quando expirados, podem ser registrados por cibercriminosos. Pesquisadores identificaram mais de 1.300 downloads dos arquivos maliciosos, com vítimas em diversos países, incluindo Estados Unidos e Reino Unido. Para se proteger, é aconselhável desconfiar de links antigos e evitar executar comandos desconhecidos. Administradores de servidores devem priorizar o uso de links de convite permanentes, que são mais difíceis de serem sequestrados.

Código-fonte do malware bancário ERMAC V3.0 vaza com senha fraca

Pesquisadores de cibersegurança da Hunt.io descobriram e analisaram o código-fonte completo do ERMAC V3.0, um dos trojans bancários mais sofisticados para Android. O vazamento ocorreu em março de 2024, quando a equipe identificou um diretório exposto contendo o pacote completo do malware, incluindo seu backend em PHP e Laravel, frontend em React e servidor de exfiltração em Golang. O ERMAC V3.0 é capaz de atacar mais de 700 aplicativos de bancos, compras e criptomoedas globalmente, utilizando técnicas avançadas de injeção de formulários para roubar credenciais e dados financeiros. A análise revelou vulnerabilidades críticas, como segredos JWT hardcoded e credenciais padrão não alteradas, que podem ser exploradas por defensores. Além disso, o malware utiliza criptografia AES-CBC, mas com uma chave e nonce hardcoded, o que facilita sua detecção. A Hunt.io também conseguiu vincular o código vazado a operações ativas do ERMAC, destacando a necessidade urgente de medidas de segurança mais robustas contra esse tipo de ameaça.