Malware

Trivy, scanner de vulnerabilidades, é comprometido novamente com malware

O Trivy, um scanner de vulnerabilidades de código aberto mantido pela Aqua Security, sofreu sua segunda violação em um mês, resultando na entrega de malware que rouba segredos sensíveis de CI/CD. O incidente mais recente afetou as ações do GitHub ‘aquasecurity/trivy-action’ e ‘aquasecurity/setup-trivy’, utilizadas para escanear imagens de contêiner Docker e configurar fluxos de trabalho no GitHub. Um atacante forçou a modificação de 75 das 76 tags de versão no repositório ‘aquasecurity/trivy-action’, transformando referências de versões confiáveis em um mecanismo de distribuição para um infostealer. O malware, que opera em três etapas, busca extrair segredos valiosos de ambientes de CI/CD, como chaves SSH e credenciais de provedores de serviços em nuvem. O ataque é atribuído a um grupo conhecido como TeamPCP, que se especializa em roubo de dados na nuvem. Os usuários são aconselhados a usar versões seguras e a tratar todos os segredos de pipeline como comprometidos se estiverem usando versões afetadas. Medidas de mitigação incluem bloquear o domínio de exfiltração e monitorar contas do GitHub em busca de repositórios suspeitos.

Novo golpe no Android busca seus segredos onde você menos imagina

Um novo malware chamado Perseus está causando preocupação entre especialistas em cibersegurança, pois se concentra na coleta de informações sensíveis armazenadas em aplicativos de notas no Android. Ao invés de focar em credenciais bancárias, o Perseus realiza uma varredura em busca de senhas e frases de recuperação, utilizando táticas de engenharia social para obter controle total do dispositivo da vítima. O malware é distribuído por meio de aplicativos disfarçados de serviços de IPTV, que são frequentemente baixados fora das lojas oficiais, facilitando a infecção. Uma vez instalado, o Perseus utiliza serviços de acessibilidade do Android para acessar e ler o conteúdo dos aplicativos de notas sem gerar alertas de segurança. Além disso, ele captura telas e simula toques, permitindo que os hackers monitorem as atividades em tempo real. A ameaça é considerada silenciosa e pode afetar aplicativos populares como Google Keep e Evernote, tornando-se um risco significativo para a privacidade dos usuários.

Novo malware Speagle compromete software legítimo de segurança

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo malware chamado Speagle, que se infiltra em sistemas que utilizam o software legítimo Cobra DocGuard, uma plataforma de segurança e criptografia de documentos. O Speagle tem como objetivo coletar informações sensíveis dos computadores infectados e enviá-las para um servidor comprometido do Cobra DocGuard, disfarçando a exfiltração de dados como comunicações legítimas. Este malware é notável por seu direcionamento específico, visando apenas sistemas com o Cobra DocGuard instalado, o que sugere uma intenção deliberada de espionagem industrial ou coleta de inteligência. O Speagle é rastreado sob o nome Runningcrab e, até o momento, não foi atribuído a nenhum ator específico, embora as investigações indiquem que pode ser obra de um agente patrocinado por um estado ou de um contratado privado. A forma de entrega do malware ainda é desconhecida, mas suspeita-se que tenha ocorrido por meio de um ataque à cadeia de suprimentos. O malware utiliza a infraestrutura do Cobra DocGuard para ocultar suas atividades maliciosas e se autoexcluir após a execução. Além disso, uma variante do Speagle possui funcionalidades adicionais para ativar ou desativar a coleta de dados e busca por arquivos relacionados a mísseis balísticos chineses. Essa nova ameaça representa um risco significativo para organizações que utilizam o Cobra DocGuard, exigindo atenção especial dos profissionais de segurança da informação.

Nova família de malware Android chamada Perseus é descoberta

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova família de malware Android, chamada Perseus, que está sendo ativamente distribuída com o objetivo de realizar a tomada de controle de dispositivos (DTO) e fraudes financeiras. Baseado nas fundações de Cerberus e Phoenix, o Perseus se apresenta como uma plataforma mais flexível e capaz de comprometer dispositivos Android por meio de aplicativos dropper distribuídos em sites de phishing. O malware utiliza sessões remotas baseadas em acessibilidade, permitindo monitoramento em tempo real e interação precisa com dispositivos infectados, com foco em regiões como Turquia e Itália.

Trapaças grátis se tornam armadilha para roubo de contas de jogadores

A empresa de cibersegurança Acronis TRU revelou que cibercriminosos estão utilizando cheats gratuitos como isca para disseminar malwares entre jogadores. Esses malwares, disfarçados de trapaças, são encontrados em centenas de repositórios no GitHub e empregam técnicas de esteganografia para ocultar vírus, dificultando sua detecção por antivírus. O infostealer Vidar Stealer 2.0, uma versão aprimorada de um malware anterior, é capaz de roubar credenciais de navegadores, cookies, dados de autenticação, carteiras de criptomoedas e senhas de plataformas como Telegram e Discord. O malware é disseminado em um ambiente propício, onde usuários, muitas vezes jovens e inexperientes, buscam trapaças em sites não oficiais. O Vidar 2.0 opera na modalidade malware-as-a-service (MaaS), com preços que variam de R$ 670 a R$ 3.900, e tem se mostrado mais difícil de detectar devido a suas múltiplas camadas de execução. Para se proteger, é essencial que os usuários mantenham seus sistemas atualizados e evitem baixar softwares de fontes não confiáveis.

Novo malware Android Perseus rouba informações sensíveis de notas

Um novo malware para Android, chamado Perseus, está se espalhando por lojas não oficiais disfarçado como aplicativos de IPTV. Ele tem como alvo informações sensíveis armazenadas em notas pessoais, como senhas e dados financeiros. O malware permite o controle total do dispositivo, captura de telas e ataques de sobreposição. A ameaça se aproveita da familiaridade dos usuários com a instalação de APKs fora da Google Play Store, especialmente em busca de transmissões esportivas gratuitas. Pesquisadores da ThreatFabric identificaram que o Perseus foca principalmente em instituições financeiras na Turquia e na Itália, além de serviços de criptomoedas. O malware utiliza serviços de acessibilidade do Android para abrir e escanear aplicativos de notas, como Google Keep e Evernote, em busca de dados valiosos. O Perseus também realiza verificações extensivas para evitar detecção antes de executar suas atividades maliciosas. Para se proteger, os usuários devem evitar a instalação de aplicativos de fontes duvidosas e garantir que o Play Protect esteja ativo.

EUA sancionam indivíduos ligados a esquema de TI da Coreia do Norte

O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou seis indivíduos e duas entidades por envolvimento em um esquema de trabalhadores de TI da Coreia do Norte (DPRK) que visa fraudar empresas americanas e gerar receita ilícita para o regime, financiando programas de armas de destruição em massa. O esquema, conhecido como Coral Sleet/Jasper Sleet, utiliza documentação falsa, identidades roubadas e personas fabricadas para disfarçar a origem dos trabalhadores de TI, que conseguem empregos legítimos nos EUA e em outros lugares. Parte dos salários é desviada para a Coreia do Norte, em violação a sanções internacionais. Além disso, o uso de malware para roubar informações sensíveis e extorquir empresas é uma prática comum. A operação se beneficia de serviços de VPN, como o Astrill, para ocultar a localização real dos operativos, que frequentemente atuam da China. A inteligência artificial é utilizada para criar identidades falsas e facilitar a infiltração em empresas, destacando a evolução das técnicas de engenharia social. O esquema é uma parte integral da máquina de geração de receita e evasão de sanções da DPRK, com implicações significativas para a segurança cibernética global.

Novo kit de exploração DarkSword ameaça dispositivos iOS

Um novo kit de exploração, denominado DarkSword, está sendo utilizado por diversos atores de ameaças desde novembro de 2025, conforme relatórios do Google Threat Intelligence Group (GTIG), iVerify e Lookout. Este kit é projetado para roubar dados sensíveis de dispositivos Apple iOS, especificamente iPhones que operam entre as versões 18.4 e 18.7. O DarkSword foi associado a um grupo de espionagem suspeito, UNC6353, que tem como alvo usuários na Ucrânia, além de campanhas em países como Arábia Saudita, Turquia e Malásia.

Malware BlackSanta ataca processos de recrutamento em empresas

O malware BlackSanta, que se disfarça em imagens, está se tornando uma ameaça crescente para empresas, especialmente durante processos de recrutamento. Ele utiliza táticas sofisticadas para se infiltrar nos sistemas, aproveitando a pressa dos profissionais de Recursos Humanos que frequentemente baixam currículos de fontes não confiáveis. O ataque começa com o envio de um arquivo ISO que, ao ser aberto, executa um arquivo de atalho que ativa um script PowerShell oculto. Esse script extrai payloads maliciosos escondidos em imagens, permitindo que o malware opere diretamente na memória do computador, dificultando sua detecção. Uma vez instalado, o BlackSanta se conecta a um servidor de comando via HTTPS, permitindo que os hackers roubem dados sensíveis e criptomoedas. O malware é notório por desativar defesas de segurança, incluindo EDRs, o que o torna ainda mais perigoso. Especialistas da Aryaka alertam que as empresas devem tratar os fluxos de trabalho do RH com a mesma seriedade que setores financeiros e de TI, dada a vulnerabilidade a ataques como o do BlackSanta.

FBI investiga jogos da Steam que infectavam jogadores com malwares

Nos últimos meses, uma investigação do FBI revelou que alguns jogos na plataforma Steam foram criados com o objetivo de infectar jogadores com malwares. A divisão de Seattle do FBI está buscando vítimas desses jogos, que incluem títulos como BlockBlasters, Chemia e Piratefy, entre outros. Os jogos foram identificados como parte de uma operação maliciosa, possivelmente realizada por um único hacker ou um grupo específico. O FBI convoca jogadores que baixaram esses jogos entre maio de 2024 e janeiro de 2026 a preencher um formulário para ajudar na investigação, garantindo a confidencialidade das informações. Um caso notável envolveu o jogador RastalandTV, que perdeu R$ 167 mil após baixar um dos jogos maliciosos. Além disso, a marca Steam tem sido alvo de ataques de phishing e engenharia social, sendo a mais imitada para golpes no primeiro semestre de 2025. A situação destaca a importância da vigilância e proteção contra ameaças cibernéticas no ambiente de jogos online.

Campanha de Ciberespionagem Alvo de Entidades Ucranianas

Uma nova campanha de ciberespionagem, possivelmente orquestrada por atores de ameaça ligados à Rússia, tem como alvo entidades ucranianas, conforme relatado pela equipe de inteligência de ameaças LAB52 do S2 Grupo. Observada em fevereiro de 2026, a campanha apresenta semelhanças com uma anterior realizada pelo grupo Laundry Bear, que visava forças de defesa ucranianas utilizando a família de malware PLUGGYAPE. Os ataques utilizam iscas temáticas de caridade e judiciais para implantar um backdoor baseado em JavaScript, denominado DRILLAPP, que opera através do navegador Edge. O malware permite o upload e download de arquivos, além de acessar o microfone e a câmera do dispositivo. Duas versões da campanha foram identificadas: a primeira utiliza arquivos de atalho do Windows para carregar um script remoto, enquanto a segunda, detectada no final de fevereiro, substitui esses arquivos por módulos do Painel de Controle do Windows. A campanha destaca o uso inovador do navegador para implantar um backdoor, sugerindo que os atacantes estão buscando novas formas de evitar a detecção. Essa abordagem é preocupante, pois o navegador é um processo comum e geralmente não suspeito, permitindo acesso a recursos sensíveis sem alertar os usuários.

Campanhas ClickFix distribuem malware MacSync em macOS

Pesquisadores da Sophos identificaram três campanhas distintas de ClickFix que atuam como vetores de entrega para um malware chamado MacSync, um ladrão de informações para macOS. Diferente de ataques tradicionais que dependem de exploits, essa técnica se baseia na interação do usuário, como copiar e executar comandos no terminal, tornando-a eficaz contra aqueles que não compreendem os riscos de executar comandos desconhecidos. As campanhas ocorreram entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, utilizando iscas como resultados patrocinados no Google e conversas do ChatGPT para enganar os usuários. O malware é projetado para coletar uma variedade de dados, incluindo credenciais e informações de carteiras de criptomoedas, e suas variantes mais recentes adaptam-se às medidas de segurança do sistema operacional. A técnica ClickFix tem sido amplamente adotada por diferentes grupos de ameaças, refletindo uma evolução nas táticas de engenharia social. Com o aumento do uso de ferramentas de IA e codificação, a ameaça se torna ainda mais relevante, especialmente para usuários de macOS, que frequentemente possuem credenciais de alto valor.

Campanha de malware GlassWorm compromete repositórios Python no GitHub

A campanha de malware GlassWorm está em andamento, utilizando tokens do GitHub roubados para injetar código malicioso em centenas de repositórios Python. O ataque, identificado pela StepSecurity, afeta projetos como aplicativos Django, códigos de pesquisa em ML e pacotes do PyPI. Os invasores acessam contas de desenvolvedores, reescrevendo os commits legítimos com código obfuscado, mantendo a mensagem original. As injeções começaram em 8 de março de 2026, após a instalação de malware em sistemas de desenvolvedores por meio de extensões maliciosas do VS Code. O código malicioso, que verifica se o sistema está configurado para o idioma russo, baixa payloads adicionais projetados para roubar criptomoedas e dados. A campanha, chamada ForceMemo, destaca a evolução das táticas dos atacantes, que agora utilizam métodos de injeção que não deixam rastros visíveis no GitHub. A StepSecurity observa que a infraestrutura de comando e controle (C2) associada ao ataque já tinha transações registradas desde novembro de 2025, indicando um planejamento de longo prazo. Essa nova abordagem de ataque, que reescreve o histórico do git, representa um risco significativo para a segurança da cadeia de suprimentos de software.

Erro interno espalha vírus invisível na Wikipédia

No dia 5 de março de 2026, a Fundação Wikimedia enfrentou um incidente de cibersegurança quando um worm baseado em JavaScript começou a modificar scripts de usuários e vandalizar páginas na Wikipédia. O ataque teve início na página Village Pump (technical), onde um número elevado de edições automatizadas introduziu scripts maliciosos. A Fundação rapidamente restringiu as edições e reverteu as alterações, confirmando que apenas as páginas da Meta-Wiki foram afetadas, sem impacto nos artigos acessados por usuários externos.

Extensões do Chrome se tornam maliciosas após transferência de propriedade

Duas extensões do Google Chrome, QuickLens e ShotBird, tornaram-se maliciosas após transferências de propriedade, permitindo que atacantes injetassem malware e coletassem dados sensíveis. QuickLens, que tinha 7.000 usuários, foi descontinuada, enquanto ShotBird, com 800 usuários, ainda está disponível. A pesquisa revelou que a nova versão de QuickLens, após uma atualização maliciosa, removeu cabeçalhos de segurança e permitiu que scripts maliciosos fizessem requisições arbitrárias. Já ShotBird enganava usuários com uma falsa atualização do Chrome, levando-os a executar comandos que baixavam malware. Ambos os casos mostram um padrão de controle remoto do navegador e execução de scripts no sistema do usuário, aumentando o risco de roubo de credenciais e comprometimento de endpoints. A transferência de propriedade das extensões é vista como um vetor de infecção, destacando o problema da cadeia de suprimentos de extensões. A Microsoft também alertou sobre extensões maliciosas que se disfarçam de ferramentas legítimas, reforçando a necessidade de vigilância em ambientes corporativos.

Microsoft alerta sobre uso de IA em ciberataques

Um novo relatório de Inteligência de Ameaças da Microsoft revela que grupos de ameaças estão cada vez mais utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) para potencializar suas operações cibernéticas. A IA está sendo empregada em diversas etapas de ataques, como reconhecimento, phishing, desenvolvimento de infraestrutura e criação de malware. Os atacantes utilizam modelos de linguagem para redigir e-mails de phishing, traduzir conteúdos, resumir dados roubados e até depurar códigos maliciosos. Exemplos incluem grupos da Coreia do Norte, como Jasper Sleet, que criam identidades digitais falsas para se infiltrar em empresas ocidentais. Além disso, a Microsoft observa que a IA está sendo usada para desenvolver malware que pode se adaptar em tempo real. A empresa alerta que, à medida que as técnicas de ataque evoluem, as organizações devem reforçar suas defesas, focando na detecção de usos anômalos de credenciais e na proteção de sistemas de IA que podem ser alvos futuros. O uso crescente de IA por cibercriminosos representa um risco significativo, exigindo atenção especial dos profissionais de segurança da informação.

Novo golpe de engenharia social ameaça usuários de ferramentas CLI

Pesquisadores da Push Security identificaram uma nova técnica de engenharia social chamada InstallFix, que está sendo utilizada por cibercriminosos para induzir usuários a executar comandos maliciosos sob a falsa promessa de instalação de ferramentas legítimas de interface de linha de comando (CLI). Essa técnica explora a prática comum entre desenvolvedores de baixar e executar scripts de fontes online sem a devida verificação. O ataque utiliza páginas clonadas de ferramentas populares, como o Claude Code, que imitam o layout e a documentação do site oficial, mas fornecem instruções de instalação que entregam malware. O malware identificado é o Amatera Stealer, projetado para roubar dados sensíveis, como credenciais e carteiras de criptomoedas. Os atacantes promovem essas páginas por meio de campanhas de malvertising no Google Ads, levando usuários a clicar em anúncios maliciosos que aparecem nos resultados de busca. A Push Security alerta que, devido à confiança excessiva em domínios, essa técnica pode se tornar uma ameaça significativa, especialmente para usuários não técnicos. Os pesquisadores recomendam que os usuários sempre busquem instruções de instalação em sites oficiais e evitem resultados patrocinados nas buscas do Google.

Campanha de malware VOIDGEIST utiliza scripts para ataques furtivos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre uma campanha de malware em múltiplas etapas, chamada VOID#GEIST, que utiliza scripts em lote para entregar trojans de acesso remoto (RATs) como XWorm, AsyncRAT e Xeno RAT. O ataque começa com um script em lote ofuscado que é baixado de um domínio TryCloudflare e distribuído via e-mails de phishing. Este script inicial evita a elevação de privilégios e utiliza os direitos do usuário logado para estabelecer uma presença inicial no sistema, disfarçando suas atividades como operações administrativas comuns.

Grupo de hackers Transparent Tribe usa IA para criar malware

O grupo de hackers conhecido como Transparent Tribe, alinhado ao Paquistão, adotou ferramentas de codificação assistidas por inteligência artificial (IA) para desenvolver uma variedade de implantes maliciosos. Segundo a Bitdefender, essa nova abordagem resulta em uma produção em massa de malware, utilizando linguagens de programação menos conhecidas como Nim, Zig e Crystal. A estratégia, denominada ‘vibeware’, visa complicar a detecção ao inundar ambientes-alvo com binários descartáveis que utilizam diferentes protocolos de comunicação. Os ataques têm como alvo o governo indiano e suas embaixadas, além de empresas privadas e o governo afegão. Os métodos de infecção incluem e-mails de phishing com atalhos do Windows e iscas em PDFs. Após a execução, scripts PowerShell são utilizados para baixar backdoors e ferramentas de simulação de adversários, como Cobalt Strike. A Bitdefender alerta que essa industrialização de malware assistido por IA permite que os atacantes escalem suas atividades rapidamente, representando um risco crescente para a segurança cibernética.

Campanha ClickFix usa Windows Terminal para distribuir malware

A Microsoft revelou detalhes sobre uma nova campanha de engenharia social chamada ClickFix, que utiliza o aplicativo Windows Terminal para ativar uma cadeia de ataques sofisticados e implantar o malware Lumma Stealer. Observada em fevereiro de 2026, a campanha orienta os usuários a abrir o Windows Terminal através do atalho Windows + X → I, criando um ambiente de execução de comandos que parece legítimo e confiável. Essa abordagem contorna detecções que normalmente sinalizariam abusos do diálogo de execução do Windows.

Instaladores falsos do OpenClaw promovem malware no GitHub

Recentemente, pesquisadores da Huntress identificaram uma campanha maliciosa que utiliza instaladores falsos do OpenClaw, um agente de IA de código aberto, para disseminar malware. Os atacantes criaram repositórios no GitHub que se apresentavam como instaladores legítimos do OpenClaw, sendo promovidos pelo recurso de busca aprimorada da IA do Microsoft Bing. Esses repositórios, embora parecessem autênticos à primeira vista, continham instruções que levavam os usuários a executar comandos que implantavam malware, como infostealers e proxies. Para usuários de macOS, as instruções incluíam um comando bash que direcionava para um repositório malicioso, enquanto usuários do Windows eram levados a baixar executáveis que continham loaders de malware. Entre os malwares identificados estavam o Vidar, que coleta dados de usuários, e o GhostSocks, que transforma máquinas em nós de proxy. A Huntress reportou os repositórios maliciosos ao GitHub, mas ainda não está claro se foram removidos. Este incidente destaca a importância de verificar a autenticidade de fontes de download e a necessidade de cautela ao buscar software online.

Grupo de Ameaça Avançada da China Ataca Telecomunicações na América do Sul

Um grupo de ameaça persistente avançada, identificado como UAT-9244 e vinculado à China, tem como alvo provedores de serviços de telecomunicações na América do Sul desde 2024. Pesquisadores da Cisco Talos relataram que o grupo utiliza três novas famílias de malware: TernDoor, um backdoor para Windows; PeerTime, um backdoor para Linux que utiliza o protocolo BitTorrent; e BruteEntry, um scanner de força bruta que transforma dispositivos comprometidos em nós de escaneamento.

Grupo chinês usa Google Drive para espionagem de dados governamentais

Pesquisadores da Check Point Research alertaram sobre uma campanha de ciberespionagem, denominada ‘Silver Dragon’, que visa instituições governamentais na Europa e no Sudeste Asiático. O grupo hacker APT41, associado à China, utiliza um backdoor chamado GearDoor, que explora a API do Google Drive para roubar dados. Os atacantes empregam táticas de phishing, enviando documentos maliciosos que simulam comunicações oficiais. Após a instalação do malware, ele cria uma pasta na nuvem para ocultar suas atividades, enviando arquivos comuns para não levantar suspeitas. Além disso, o malware utiliza um sistema de monitoramento chamado SilverScreen para capturar imagens da tela das vítimas sem sobrecarregar o sistema. A operação se aproveita de recursos legítimos do Windows para garantir sua permanência e dificultar a detecção por redes governamentais. Essa situação representa um risco significativo para a segurança de dados sensíveis, especialmente considerando a crescente dependência de plataformas de armazenamento em nuvem por entidades governamentais.

Spyware dos EUA vaza e é usado por hackers para invadir iPhones

Um novo exploit, denominado Coruna, foi identificado pelo Grupo de Inteligência de Ameaças da Google, visando iPhones. Este kit hacker, que contém 23 exploits, foi desenvolvido a partir de um framework do governo dos Estados Unidos e acabou sendo utilizado por cibercriminosos da China e Rússia. O Coruna é notável por sua complexidade, permitindo ataques em massa a dispositivos iOS, algo inédito até então. A vulnerabilidade abrange iPhones com iOS desde a versão 13.0 até a 17.2.1. A descoberta ocorreu após um hacker chinês utilizar o kit em sites de apostas e criptomoedas, levando à sua análise pela iVerify, que destacou que a documentação do malware foi redigida em inglês nativo. Para mitigar os riscos, usuários são aconselhados a atualizar seus dispositivos ou ativar o Modo Isolamento. O caso levanta preocupações sobre a segurança de dados pessoais e financeiros, especialmente em um contexto onde o uso de spyware por governos é comum, mas sua exposição a cibercriminosos é alarmante.

Wikimedia Foundation sofre ataque de worm JavaScript

A Wikimedia Foundation enfrentou um incidente de segurança significativo quando um worm JavaScript auto-propagante começou a vandalizar páginas e modificar scripts de usuários em várias wikis. O ataque foi inicialmente relatado no Village Pump da Wikipedia, onde editores notaram uma quantidade anormal de edições automatizadas que inseriam scripts ocultos e vandalismos em páginas aleatórias. Os engenheiros da Wikimedia restringiram temporariamente a edição em todos os projetos enquanto investigavam o ataque e revertiam as alterações. O worm JavaScript parece ter sido ativado por um script malicioso hospedado na Wikipedia em russo, que foi executado por uma conta de funcionário da Wikimedia durante testes. O script injetava carregadores JavaScript maliciosos nos arquivos common.js de usuários logados e no MediaWiki:Common.js global, afetando todos os editores. Aproximadamente 3.996 páginas foram modificadas e cerca de 85 usuários tiveram seus arquivos common.js substituídos. Embora a injeção de código tenha sido removida e a edição tenha sido restaurada, a Wikimedia ainda não divulgou um relatório detalhado sobre a execução do script ou a extensão da propagação do worm antes de ser contido.

Hackers usam Telegram como central de crimes para venda de dados

O aplicativo de mensagens Telegram tem se tornado um ponto central para atividades criminosas, com hackers utilizando a plataforma para vender acessos corporativos, dados roubados e serviços de malware. Pesquisadores da CYFIRMA identificaram um aumento na utilização do Telegram para operações ilegais, que antes eram realizadas principalmente em fóruns da dark web. Essa mudança se deve à facilidade de uso e à resistência da plataforma a desativações frequentes por parte das autoridades. Os grupos criminosos no Telegram operam como um ‘shopping center automatizado’, utilizando bots para encontrar senhas roubadas e processar pagamentos rapidamente. Além disso, o Telegram serve como um canal de suporte para esses criminosos, oferecendo ferramentas e recursos para facilitar suas atividades. Apesar de o Telegram ter colaborado com autoridades, atendendo a 900 solicitações de dados nos EUA, essa ação não tem sido suficiente para conter o crescimento desses grupos. A situação exige uma resposta mais robusta, já que a simples vigilância após incidentes não tem se mostrado eficaz para mitigar os danos causados por essas comunidades criminosas.

Grupo de ameaças iraniano ataca autoridades do Iraque com malware inédito

Um grupo de ameaças ligado ao Irã, identificado como Dust Specter, está sendo responsabilizado por uma campanha de ciberataques direcionada a autoridades governamentais do Iraque. A campanha, observada pela Zscaler ThreatLabz em janeiro de 2026, utiliza técnicas de engenharia social para se passar pelo Ministério das Relações Exteriores do Iraque e distribuir um conjunto de malwares inéditos, incluindo SPLITDROP, TWINTASK, TWINTALK e GHOSTFORM.

Os ataques começam com um arquivo RAR protegido por senha, que contém um dropper .NET chamado SPLITDROP. Este dropper carrega o módulo TWINTASK, que é um DLL malicioso que se infiltra em um processo legítimo do VLC Media Player para executar comandos a partir de um arquivo de texto. O módulo TWINTALK, por sua vez, atua como um orquestrador de comando e controle (C2), permitindo a comunicação com o servidor C2.

Novas ameaças cibernéticas e mudanças no cenário de segurança

Recentes desenvolvimentos em cibersegurança revelam uma rápida evolução no cenário de ameaças. A equipe de resposta a emergências cibernéticas da Ucrânia (CERT-UA) alertou sobre uma campanha de phishing que visa instituições governamentais, utilizando e-mails maliciosos para disseminar malwares como SHADOWSNIFF e SALATSTEALER. Além disso, um novo serviço de malware como serviço (MaaS) chamado TrustConnect está sendo utilizado para distribuir um RAT (Remote Access Trojan) disfarçado de ferramenta legítima de gerenciamento remoto.

Exploração de vulnerabilidades do iOS por kit Coruna em campanhas de espionagem

Um novo conjunto de 23 exploits para iOS, denominado ‘Coruna’, foi identificado em campanhas de espionagem e ataques financeiros. O kit inclui cinco cadeias de exploits sofisticados, que utilizam técnicas não documentadas para versões do iOS de 13.0 a 17.2.1. A primeira atividade relacionada ao Coruna foi observada em fevereiro de 2025, associada a um fornecedor de vigilância. Um exploit específico, CVE-2024-23222, permitiu a execução remota de código e foi corrigido pela Apple em janeiro de 2024. O kit foi utilizado em ataques direcionados a usuários de iPhone que acessavam sites comprometidos, especialmente na Ucrânia, e também em sites falsos de jogos e criptomoedas na China. O Coruna é capaz de identificar a versão do dispositivo e selecionar a cadeia de exploits adequada, parando se o Modo de Bloqueio estiver ativo. Após a exploração, um carregador chamado PlasmaLoader é injetado, visando aplicativos de carteira de criptomoedas. A análise sugere que o Coruna evoluiu de um uso em espionagem para atividades criminosas em larga escala, levantando preocupações sobre a segurança dos usuários comuns de iPhone. A Google recomenda que os usuários atualizem seus dispositivos e ativem o Modo de Bloqueio se a atualização não for possível.

Vírus de R 160 trava o WhatsApp e rouba dados pessoais

Pesquisadores de segurança da Dark Web Informer descobriram que hackers estão vendendo um script malicioso em fóruns clandestinos, que explora vulnerabilidades do WhatsApp para roubar dados pessoais. O exploit, que custa cerca de R$ 160, é projetado para travar o aplicativo em dispositivos Android e iOS. No Android, o ataque provoca o travamento completo do WhatsApp, enquanto no iOS, além do travamento, ele congela conversas em grupos, dificultando o acesso do usuário. O script também possui funcionalidades que permitem bombardeios de chamadas de voz e vídeo, tornando o dispositivo inutilizável durante o ataque. O fato de o exploit ser de fácil execução, sem necessidade de configurações complexas, aumenta o risco, pois qualquer pessoa com um número de celular pode utilizá-lo. A situação é alarmante, considerando que o WhatsApp é amplamente utilizado no Brasil, e a possibilidade de ataques em massa pode afetar a privacidade e segurança de milhões de usuários.

Novo kit de exploits Coruna ataca iPhones com iOS vulnerável

O Google identificou um novo e poderoso kit de exploits chamado Coruna, que visa modelos de iPhone com versões do iOS entre 13.0 e 17.2.1. Este kit contém cinco cadeias completas de exploits e um total de 23 vulnerabilidades, sendo que não é eficaz contra a versão mais recente do iOS. O Coruna foi observado circulando entre diversos atores de ameaças desde fevereiro de 2025, começando em operações de vigilância comercial e evoluindo para ataques apoiados por governos e, finalmente, para grupos criminosos motivados financeiramente, especialmente da China. O kit utiliza técnicas de exploração não públicas e contorna mitigação de segurança, o que o torna altamente sofisticado. A primeira detecção de partes de uma cadeia de exploits do iOS ocorreu no início do ano passado, integrando um novo framework JavaScript que coleta informações do dispositivo antes de executar os exploits. O kit foi associado a campanhas de espionagem, incluindo um grupo russo, e é um exemplo significativo da proliferação de capacidades de spyware de fornecedores comerciais para atores de estados-nação e operações criminosas em larga escala. Para mitigar os riscos, usuários de iPhone são aconselhados a manter seus dispositivos atualizados e a ativar o Modo de Bloqueio para maior segurança.

Pacotes PHP maliciosos disfarçados de utilitários Laravel

Pesquisadores de cibersegurança identificaram pacotes PHP maliciosos no Packagist, que se apresentam como utilitários do Laravel, mas atuam como um trojan de acesso remoto (RAT) em sistemas Windows, macOS e Linux. Os pacotes em questão são ’nhattuanbl/lara-helper’, ’nhattuanbl/simple-queue’ e ’nhattuanbl/lara-swagger’. O pacote ’lara-swagger’ não contém código malicioso diretamente, mas depende do ’lara-helper’, que instala o RAT. Os pacotes ainda estão disponíveis para download. O RAT, uma vez carregado, se conecta a um servidor de comando e controle (C2) e permite que o operador tenha acesso total ao sistema comprometido, incluindo a capacidade de executar comandos, capturar telas e manipular arquivos. Embora o servidor C2 esteja inativo no momento, o RAT tenta se reconectar a cada 15 segundos, representando um risco contínuo. Os usuários que instalaram esses pacotes devem considerar suas aplicações comprometidas, removê-los e auditar o tráfego de saída. Além dos pacotes maliciosos, o autor publicou outras bibliotecas limpas para ganhar credibilidade. A situação é crítica, pois qualquer aplicação Laravel que tenha instalado os pacotes mencionados está sob risco de controle remoto.

Campanha de ciberataque usa suporte falso para disseminar malware Havoc

Recentemente, pesquisadores da Huntress identificaram uma nova campanha de ciberataque onde criminosos se passam por suporte técnico para implantar o framework de comando e controle (C2) Havoc, visando a exfiltração de dados ou ataques de ransomware. A intrusão foi observada em cinco organizações parceiras, onde os atacantes utilizaram e-mails de spam como iscas, seguidos de ligações telefônicas que ativaram um complexo pipeline de entrega de malware.

Em uma das organizações, os atacantes conseguiram se mover lateralmente para nove endpoints em apenas 11 horas, utilizando uma combinação de payloads personalizados do Havoc e ferramentas legítimas de gerenciamento remoto (RMM) para garantir persistência. A técnica de engenharia social, que inclui a criação de páginas falsas que imitam serviços da Microsoft, foi fundamental para o sucesso do ataque, permitindo que os criminosos coletassem credenciais dos usuários.

Hackers disfarçam trojan letal em instalador falso de Roblox

Pesquisadores de segurança da Microsoft alertaram sobre uma nova tática de hackers que utilizam instaladores falsos de jogos populares, como Xeno e Roblox, para disseminar trojans de acesso remoto (RATs). Os arquivos maliciosos, disfarçados como executáveis legítimos, empregam técnicas furtivas para se manterem ocultos no sistema da vítima. Após a instalação, um Java runtime portátil é utilizado para executar um arquivo malicioso, que se conecta a servidores remotos e permite o controle do computador da vítima. Os hackers aproveitam ferramentas já existentes no Windows, conhecidas como LOLbins, para evitar a detecção, fazendo com que suas atividades pareçam normais. A Microsoft já atualizou seu Defender para detectar esses malwares, mas recomenda que os usuários monitorem o tráfego de saída e bloqueiem conexões suspeitas. A orientação é que os jogadores evitem baixar ferramentas de fontes não oficiais, pois a probabilidade de contaminação por malware é alta. Este incidente destaca a importância de se manter vigilante ao baixar softwares, especialmente em ambientes de jogos.

Grupo SloppyLemming ataca infraestrutura crítica no Sul da Ásia

O grupo de cibercriminosos conhecido como SloppyLemming está por trás de uma nova onda de ataques direcionados a entidades governamentais e operadores de infraestrutura crítica em países como Paquistão e Bangladesh, conforme relatado pela Arctic Wolf. As atividades ocorreram entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 e envolveram duas cadeias de ataque distintas que utilizam malwares conhecidos como BurrowShell e um keylogger baseado em Rust. A utilização da linguagem de programação Rust representa uma evolução nas ferramentas do grupo, que anteriormente utilizava apenas linguagens compiladas tradicionais e frameworks de simulação de adversários. Os ataques foram iniciados por meio de e-mails de spear-phishing que continham iscas em PDF e documentos do Excel com macros maliciosas. O BurrowShell, um backdoor completo, permite ao atacante manipular o sistema de arquivos, capturar telas e executar comandos remotamente, disfarçando seu tráfego de comando e controle como comunicações do serviço de atualização do Windows. A análise também revelou um aumento significativo na infraestrutura do grupo, com 112 domínios do Cloudflare Workers registrados em um ano, indicando uma escalada em suas operações. O foco em entidades críticas, como órgãos reguladores nucleares e instituições financeiras, sugere um alinhamento com prioridades de coleta de inteligência na competição estratégica regional.

Arquivo .scr é um vírus? Entenda o perigo e como bloquear no Windows

O arquivo com extensão .scr, que remete a protetores de tela no Windows, é frequentemente utilizado por cibercriminosos para disseminar malware. Em 2026, a probabilidade de receber um arquivo .scr malicioso por e-mail é de 99,9%. Isso ocorre porque o Windows trata arquivos .scr da mesma forma que arquivos executáveis (.exe), permitindo que um malware se disfarce como um documento legítimo, como um PDF. Os golpistas costumam usar camuflagens, como nomes de arquivos que parecem inofensivos, mas que na verdade contêm a extensão .scr oculta. Para se proteger, é recomendado ativar a exibição de extensões de arquivos no Windows Explorer, o que ajuda a identificar arquivos suspeitos. Além disso, uma solução prática é criar um arquivo .scr que abra no Bloco de Notas, impedindo a execução de qualquer código malicioso. Para usuários mais avançados, é aconselhável bloquear a execução de arquivos .scr fora da pasta do sistema. Essas medidas são essenciais para evitar que usuários desavisados sejam vítimas de ataques cibernéticos.

Campanha de Cibersegurança da Coreia do Norte usa pacotes npm maliciosos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova fase da campanha Contagious Interview, atribuída a atores de ameaças da Coreia do Norte, que publicaram 26 pacotes maliciosos no registro npm. Esses pacotes se disfarçam como ferramentas de desenvolvimento, mas contêm funcionalidades para extrair URLs de comando e controle (C2) usando conteúdo aparentemente inofensivo do Pastebin. A infraestrutura C2 está hospedada na Vercel, com 31 implantações. Os pacotes incluem um script de instalação que executa um payload malicioso, que utiliza esteganografia para decodificar URLs C2 ocultas em ensaios de ciência da computação. O malware, uma combinação de um ladrão de credenciais e um trojan de acesso remoto, é projetado para operar em múltiplas plataformas, incluindo Windows, macOS e Linux. A campanha demonstra um esforço refinado para evitar detecções automatizadas e revisões humanas, utilizando técnicas de evasão sofisticadas. Os pesquisadores alertam que essa abordagem pode ter implicações significativas para desenvolvedores e empresas que utilizam o npm, especialmente no Brasil, onde tecnologias semelhantes são amplamente adotadas.

Seu IP na cena do crime o perigo invisível do proxyware

O proxyware é um tipo de malware que transforma dispositivos infectados em ’laranjas digitais’, permitindo que hackers utilizem o endereço IP da vítima para realizar atividades criminosas, como ataques DDoS e fraudes financeiras. Ao contrário de vírus comuns, o proxyware redireciona o tráfego da internet da vítima sem que ela perceba, colocando sua integridade e reputação em risco. Recentemente, um caso envolvendo um site falso do 7-Zip demonstrou como usuários desavisados podem ser enganados e ter seus dispositivos infectados. Os sinais de infecção incluem lentidão na internet, ventoinhas do PC funcionando em alta velocidade e bloqueios de acesso a determinados sites. Para se proteger, é essencial que os usuários verifiquem processos suspeitos em seus sistemas e utilizem ferramentas de segurança confiáveis. O proxyware representa uma ameaça significativa, pois pode levar a consequências legais para as vítimas, que podem ser erroneamente associadas a atividades ilícitas.

Malwares modernos usam matemática e mouse para espionagem silenciosa

O cenário da cibersegurança está em constante evolução, e novos tipos de malware têm se tornado cada vez mais sofisticados. Ao contrário do ransomware, que caiu em 38% segundo o relatório The Red Report 2026, as novas ameaças se infiltram silenciosamente nos sistemas, visando roubar dados e realizar atividades maliciosas sem serem detectadas. Esses malwares, como o LummaC2, utilizam técnicas avançadas, como o ’teste de Turing reverso’, para identificar se estão operando em um ambiente real ou em uma sandbox de antivírus. Eles monitoram o movimento do mouse e aplicam trigonometria para distinguir entre ações humanas e robóticas, evitando assim a detecção. Além disso, esses malwares camuflam o tráfego de dados, utilizando domínios legítimos para enviar informações roubadas, o que dificulta a identificação por firewalls. Embora os antivírus tradicionais estejam perdendo a batalha contra essas ameaças, soluções comportamentais como EDR e XDR estão surgindo como alternativas promissoras para detectar anomalias. A crescente complexidade dos malwares exige que as empresas adotem medidas proativas para proteger seus dados e sistemas.

Malware Oblivion sequestra dispositivos Android com facilidade

O malware Oblivion é um novo Trojan de Acesso Remoto (RAT) que afeta dispositivos Android, especialmente aqueles que operam entre as versões 8 e 16. Este software malicioso, que pode ser adquirido por assinatura a partir de US$ 300, permite que atacantes assumam o controle total dos dispositivos, interceptando mensagens SMS, notificações e códigos de autenticação de dois fatores sem que o usuário perceba. O Oblivion contorna as proteções do Android, utilizando a Accessibility Service de forma abusiva para automatizar a aprovação de permissões, o que facilita a instalação de aplicativos maliciosos fora das lojas oficiais. Uma vez ativo, o malware pode monitorar atividades em tempo real, lançar ou remover aplicativos remotamente e ocultar sua presença através de sobreposições enganosas. Os pesquisadores de segurança alertam que a instalação de aplicativos de fontes não confiáveis e a concessão desnecessária de permissões de acessibilidade aumentam o risco de infecção. Medidas de proteção incluem a realização de varreduras de segurança, uso de proteção de endpoint e auditoria regular das permissões de aplicativos.

Extensão do Chrome QuickLens é removida após roubo de criptomoedas

A extensão do Chrome chamada ‘QuickLens - Search Screen with Google Lens’ foi removida da Chrome Web Store após ser comprometida para distribuir malware e tentar roubar criptomoedas de milhares de usuários. Originalmente, a extensão permitia que os usuários realizassem buscas com o Google Lens diretamente no navegador e contava com cerca de 7.000 usuários. No entanto, em 17 de fevereiro de 2026, uma nova versão foi lançada, contendo scripts maliciosos que introduziram ataques ClickFix e funcionalidades de roubo de informações. Pesquisadores de segurança relataram que a extensão mudou de propriedade e, em seguida, recebeu uma atualização que solicitava novas permissões de navegador e removia cabeçalhos de segurança, facilitando a execução de scripts maliciosos. A extensão se comunicava com um servidor de comando e controle, coletando dados do usuário e tentando roubar informações de carteiras de criptomoedas. Os usuários afetados foram aconselhados a remover a extensão, escanear seus dispositivos em busca de malware e redefinir senhas. Este incidente destaca a vulnerabilidade de extensões populares e a necessidade de vigilância constante por parte dos usuários e administradores de segurança.

Hackers norte-coreanos usam novas ferramentas para espionagem

Hackers da Coreia do Norte, atribuídos ao grupo APT37, estão utilizando uma nova campanha maliciosa chamada Ruby Jumper, que visa transferir dados entre sistemas conectados à internet e sistemas isolados (air-gapped). Essa técnica é comum em setores críticos, como infraestrutura e militar, onde a transferência de dados é feita por meio de dispositivos de armazenamento removíveis. A campanha foi analisada pela Zscaler, que identificou um conjunto de cinco ferramentas maliciosas: RESTLEAF, SNAKEDROPPER, THUMBSBD, VIRUSTASK e FOOTWINE.

Módulo Go malicioso coleta senhas e instala backdoor em Linux

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um módulo Go malicioso que visa coletar senhas, criar acesso persistente via SSH e instalar um backdoor Linux conhecido como Rekoobe. O módulo, que se disfarça como parte do repositório legítimo ‘golang.org/x/crypto’, injeta código malicioso que exfiltra informações sensíveis inseridas em prompts de senha do terminal para um servidor remoto. Ao ser executado, o código baixa um script que adiciona a chave SSH do invasor ao arquivo ‘authorized_keys’ do usuário, altera as políticas do iptables para aceitar conexões e busca mais cargas úteis disfarçadas com a extensão .mp5. Entre essas cargas, uma é um trojan conhecido, Rekoobe, que permite ao invasor receber comandos e executar ações maliciosas no sistema. O Go security team já tomou medidas para bloquear o módulo, mas a natureza do ataque sugere que campanhas semelhantes podem ocorrer no futuro, visando bibliotecas de alta relevância. Defensores devem estar atentos a ataques de cadeia de suprimentos que possam afetar outras bibliotecas críticas de autenticação e conexão em sistemas Linux.

Homem ucraniano se declara culpado por vender documentos falsos

Yurii Nazarenko, um homem de 27 anos da Ucrânia, se declarou culpado por operar o site OnlyFake, que gerou e vendeu mais de 10.000 fotos de documentos de identificação falsos utilizando inteligência artificial. O site oferecia passaportes, carteiras de motorista e cartões de Seguro Social falsificados, permitindo que os clientes personalizassem os documentos com informações pessoais ou optassem por dados aleatórios. O objetivo principal desses documentos era contornar as exigências de verificação de identidade em bancos e exchanges de criptomoedas, que são medidas de segurança para prevenir lavagem de dinheiro. Agentes do FBI realizaram compras disfarçadas no site e confirmaram a obtenção de documentos falsos. Nazarenko foi extraditado da Romênia e concordou em devolver 1,2 milhão de dólares, enfrentando uma pena máxima de 15 anos de prisão. O caso destaca os riscos associados ao uso de tecnologias de IA para atividades ilícitas e a necessidade de vigilância constante em relação a fraudes digitais.

CISA revela detalhes sobre implante malicioso RESURGE em dispositivos Ivanti

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) divulgou novas informações sobre o RESURGE, um implante malicioso utilizado em ataques de zero-day que exploram a vulnerabilidade CVE-2025-0282, visando dispositivos Ivanti Connect Secure. O RESURGE é descrito como um arquivo de objeto compartilhado Linux de 32 bits que permite comunicação encoberta com o atacante, utilizando técnicas sofisticadas de evasão e autenticação em nível de rede. O malware pode sobreviver a reinicializações, criar webshells para roubo de credenciais, criar contas, redefinir senhas e escalar privilégios. A vulnerabilidade crítica foi explorada desde dezembro de 2024 por um ator de ameaças vinculado à China, conhecido internamente como UNC5221. O RESURGE se destaca por sua capacidade de permanecer latente em sistemas até que um ator remoto tente se conectar ao dispositivo comprometido, o que o torna uma ameaça ativa e difícil de detectar. A CISA recomenda que administradores de sistemas utilizem os indicadores de comprometimento (IoCs) atualizados para identificar e remover infecções do RESURGE em dispositivos Ivanti.

Ameaças de RATs em utilitários de jogos atraem usuários desavisados

Recentemente, atores de ameaças têm atraído usuários a executarem utilitários de jogos trojanizados, distribuídos por navegadores e plataformas de chat, com o objetivo de implantar um Trojan de Acesso Remoto (RAT). Segundo a equipe de Inteligência de Ameaças da Microsoft, um downloader malicioso utilizou um ambiente Java portátil para executar um arquivo JAR malicioso, denominado jd-gui.jar. O ataque se destaca pela utilização de PowerShell e binários de living-off-the-land (LOLBins) como cmstp.exe, permitindo uma execução furtiva.

Grupo norte-coreano ScarCruft utiliza novas ferramentas de malware

O grupo de ameaças cibernéticas norte-coreano conhecido como ScarCruft foi associado a uma nova campanha de malware chamada Ruby Jumper, que utiliza ferramentas sofisticadas para vigilância e controle de sistemas. A campanha, descoberta pela Zscaler ThreatLabz em dezembro de 2025, envolve o uso de um backdoor que se comunica via Zoho WorkDrive, além de implantes que utilizam mídias removíveis para transmitir comandos e invadir redes isoladas.

Quando um usuário abre um arquivo LNK malicioso, um comando PowerShell é executado, permitindo que o malware extraia múltiplos payloads embutidos. Entre os payloads estão o RESTLEAF, que utiliza Zoho WorkDrive para comunicação de comando e controle, e o THUMBSBD, que se disfarça como um arquivo Ruby e pode coletar informações do sistema, exfiltrar arquivos e executar comandos arbitrários. O THUMBSBD também distribui o FOOTWINE, que possui capacidades de keylogging e captura de áudio e vídeo.

Perigo no Gov.br hackers usam sites oficiais para roubar dados

Uma nova campanha de cibercrime está ameaçando a segurança dos brasileiros, conforme relatado pela empresa de segurança ZenoX. Hackers estão explorando domínios do Gov.br para roubar dados bancários, utilizando duas táticas principais: comprometer sites legítimos do governo e criar URLs falsas que imitam portais oficiais. No primeiro caso, um site do governo do estado de Goiás foi encontrado com um malware escondido, que passa despercebido por antivírus devido à sua origem em um domínio considerado seguro. No segundo caso, hackers criam links falsos que se parecem com portais governamentais, levando as vítimas a baixar um software malicioso disfarçado de um aplicativo comum. Após a instalação, o infostealer permite que os criminosos monitorem atividades online, capturem credenciais e acessem informações sensíveis. A recomendação para os usuários é evitar clicar em links desconhecidos e acessar portais governamentais apenas por meio de aplicativos oficiais ou URLs verificadas. A situação ainda está em investigação, e não há informações sobre a extensão da operação criminosa.

Novo botnet Aeternum C2 usa blockchain para resistência a derrubadas

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo loader de botnet chamado Aeternum C2, que utiliza uma infraestrutura de comando e controle (C2) baseada em blockchain para resistir a tentativas de derrubada. Ao invés de depender de servidores tradicionais, o Aeternum armazena suas instruções na blockchain pública Polygon, tornando sua infraestrutura de C2 praticamente permanente. Essa abordagem já foi observada em outras botnets, como a Glupteba, que usava a blockchain do Bitcoin como mecanismo de backup.

Malware se esconde em imagens PNG e compromete Windows

Pesquisadores da Veracode identificaram um novo malware, o trojan de acesso remoto (RAT) Pulsar, que se disfarça em pacotes npm maliciosos, utilizando imagens PNG para ocultar seu código. Este malware é projetado para evitar a detecção de antivírus e enganar os usuários, dando a impressão de ser um repositório comum. O processo de instalação é complexo e inicia-se quando um usuário executa um comando npm install, que baixa um downloader que se conecta à pasta de inicialização do Windows. O código do malware é ofuscado, dificultando sua identificação, e utiliza esteganografia para esconder comandos maliciosos em pixels de imagens. O RAT é capaz de obter privilégios de administrador e manipular processos do Windows, fazendo com que pareçam legítimos. A Veracode recomenda que desenvolvedores fiquem atentos ao pacote buildrunner-dev e bloqueiem a URL associada ao malware. Este incidente destaca a necessidade de vigilância constante e atualização de medidas de segurança em ambientes de desenvolvimento.