Malware

Grupo Lazarus realiza campanha de engenharia social com malware

O grupo de ameaças vinculado à Coreia do Norte, conhecido como Lazarus Group, foi associado a uma campanha de engenharia social que distribui três tipos diferentes de malware multiplataforma: PondRAT, ThemeForestRAT e RemotePE. A campanha, observada pela Fox-IT do NCC Group em 2024, visou uma organização do setor de finanças descentralizadas (DeFi), resultando na violação do sistema de um funcionário. O ataque começou com o ator se passando por um empregado de uma empresa de negociação no Telegram e utilizando sites falsos que imitam serviços como Calendly e Picktime para agendar uma reunião com a vítima. Embora o vetor de acesso inicial não seja conhecido, o acesso foi utilizado para implantar um loader chamado PerfhLoader, que, por sua vez, instala o PondRAT. Este malware permite ao operador ler e escrever arquivos, iniciar processos e executar shellcode. O PondRAT foi utilizado em conjunto com o ThemeForestRAT, que possui funcionalidades mais avançadas e opera de forma mais discreta. O ataque também envolveu o uso de um exploit zero-day no navegador Chrome, evidenciando a sofisticação da operação. O RemotePE, um RAT mais avançado, é reservado para alvos de alto valor e é carregado por um loader específico. A combinação de ferramentas e a abordagem furtiva do ataque indicam um nível elevado de planejamento e execução por parte do grupo.

Google vai bloquear aplicativos de desenvolvedores não verificados

O Google anunciou uma nova medida de segurança para a Play Store, chamada Verificação de Desenvolvedor, que entrará em vigor em 2026. Essa iniciativa visa impedir que aplicativos de terceiros, especialmente aqueles de desenvolvedores anônimos, sejam publicados na loja, reduzindo assim o risco de infecções por malware. Desde agosto de 2023, os desenvolvedores já precisam fornecer um número D-U-N-S para publicar aplicativos, o que já ajudou a diminuir a quantidade de malwares. A nova verificação exigirá que todos os aplicativos instalados em dispositivos Android venham de desenvolvedores com identidade verificada pelo Google. A medida é uma resposta ao aumento de malwares, que, segundo o Google, são 50 vezes mais comuns em aplicativos baixados da internet do que na Play Store. A partir de setembro de 2026, a verificação de identidade será obrigatória em países como Brasil, Indonésia, Cingapura e Tailândia, e se expandirá globalmente em 2027. Dispositivos Android certificados, que passaram pelo Teste de Compatibilidade da Google, serão os únicos a permitir a instalação de aplicativos verificados, enquanto dispositivos não certificados continuarão a operar com APKs de desenvolvedores anônimos.

Spyware Brokewell se espalha por anúncios falsos no Facebook

Pesquisadores da Bitdefender alertam sobre uma nova campanha de cibercriminosos que utiliza anúncios falsos no Facebook e Telegram para disseminar o spyware Brokewell em dispositivos Android. O malware, que se disfarça como aplicativos legítimos como o TradingView, tem como alvo usuários específicos na União Europeia, prometendo versões gratuitas de aplicativos premium e itens de alto valor. Desde sua aparição em abril de 2024, o Brokewell evoluiu para um spyware e um trojan de acesso remoto (RAT), permitindo que os atacantes obtenham permissões administrativas e controlem completamente os dispositivos infectados. Uma vez instalado, o malware pode roubar criptomoedas, contornar autenticações de dois fatores e monitorar atividades sensíveis, como mensagens de texto e gravações de áudio e vídeo. Para se proteger, os especialistas recomendam evitar clicar em anúncios de redes sociais, verificar a autenticidade dos sites acessados e revisar as permissões solicitadas pelos aplicativos. A situação é alarmante, especialmente considerando a centralização das finanças pessoais em dispositivos móveis.

Pacote npm malicioso compromete carteiras de criptomoedas no Windows

Pesquisadores em cibersegurança descobriram um pacote npm malicioso chamado nodejs-smtp, que se disfarça como uma biblioteca de e-mail legítima (nodemailer) e tem como alvo aplicativos de desktop para carteiras de criptomoedas, como Atomic e Exodus, em sistemas Windows. Desde sua publicação em abril de 2025, o pacote teve 347 downloads antes de ser removido do registro npm. Ao ser importado, ele utiliza ferramentas do Electron para descompactar o arquivo app.asar da Atomic Wallet, substituindo um pacote legítimo por um payload malicioso e reempacotando o aplicativo, eliminando vestígios da operação. O principal objetivo é redirecionar transações de criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum, para carteiras controladas pelo atacante, atuando como um ‘clipper’ de criptomoedas. Apesar de sua funcionalidade maliciosa, o pacote ainda opera como um mailer, o que reduz a suspeita dos desenvolvedores. Essa descoberta ressalta os riscos associados a importações rotineiras em estações de trabalho de desenvolvedores, que podem modificar silenciosamente aplicativos de desktop e persistir após reinicializações.

Grupo Silver Fox explora driver vulnerável para fraudes financeiras

O grupo de cibercriminosos conhecido como Silver Fox tem utilizado um driver vulnerável, o “amsdk.sys”, associado ao WatchDog Anti-malware, em um ataque do tipo Bring Your Own Vulnerable Driver (BYOVD). Este driver, que é um dispositivo do kernel do Windows assinado pela Microsoft, apresenta falhas que permitem a desativação de soluções de segurança em sistemas comprometidos. A campanha, identificada pela Check Point, visa neutralizar produtos de proteção de endpoint, facilitando a instalação de malware sem acionar defesas baseadas em assinatura.

Mudanças no cenário de malware Android novos droppers em ação

Pesquisadores em cibersegurança alertam para uma nova tendência no cenário de malware para Android, onde aplicativos dropper, tradicionalmente usados para distribuir trojans bancários, agora também estão veiculando malwares mais simples, como ladrões de SMS e spyware básico. Essas campanhas estão sendo disseminadas por aplicativos que se disfarçam de aplicativos governamentais ou bancários, especialmente na Índia e em outras partes da Ásia. A ThreatFabric, empresa de segurança móvel, destacou que essa mudança é impulsionada pelas novas proteções de segurança que o Google implementou em mercados como Brasil, Índia, Singapura e Tailândia, visando bloquear a instalação de aplicativos suspeitos que solicitam permissões perigosas. Apesar das defesas do Google Play Protect, os atacantes estão adaptando suas táticas para contornar essas proteções, criando droppers que não solicitam permissões de alto risco e que exibem apenas uma tela de ‘atualização’ inofensiva. O verdadeiro payload é baixado apenas após o usuário clicar no botão de atualização. Um exemplo de dropper identificado é o RewardDropMiner, que tem sido utilizado para distribuir malwares direcionados a usuários na Índia. Além disso, uma nova campanha de malvertising está utilizando anúncios maliciosos no Facebook para disseminar um trojan bancário, atingindo usuários na União Europeia. Essa situação destaca a constante evolução das táticas dos cibercriminosos e a necessidade de vigilância contínua.

Hackers exploram recursos de segurança do macOS para entregar malware

O macOS, apesar de suas robustas proteções nativas, continua sendo um alvo atrativo para cibercriminosos. Este artigo analisa três mecanismos de segurança fundamentais do sistema: Keychain, System Integrity Protection (SIP) e o framework Transparency, Consent, and Control (TCC). O Keychain, gerenciador de senhas do macOS, é vulnerável a ferramentas como Chainbreaker, que podem descriptografar arquivos de chave se o invasor obtiver a senha. O SIP protege diretórios críticos do sistema, mas pode ser desativado por administradores em modo de recuperação, o que não é registrado por monitores padrão, exigindo atenção especial. O TCC controla o acesso de aplicativos a recursos sensíveis, mas ataques de clickjacking podem enganar usuários a conceder permissões indevidas. Além disso, o Gatekeeper, que verifica a assinatura de código, pode ser contornado por técnicas de engenharia social. Para mitigar esses riscos, é essencial que as organizações adotem soluções avançadas de EDR, implementem logs detalhados de criação de processos e utilizem regras Sigma específicas para macOS, visando detectar roubo de credenciais e violações de integridade do sistema. A evolução constante das táticas dos atacantes exige uma resposta rápida e eficaz para proteger os usuários do macOS.

Ameaça Emergente - RAT Waifu de IA Utiliza Táticas de Engenharia Social

Pesquisadores de segurança descobriram o ‘AI Waifu RAT’, um Trojan de Acesso Remoto disfarçado como uma ferramenta de pesquisa em IA. Criado por um entusiasta de criptografia, o malware se apresenta como um personagem virtual, ‘Win11 Waifu’, que promete personalização ao acessar arquivos locais. No entanto, ele oferece uma porta dos fundos para os computadores dos usuários. O RAT opera com uma arquitetura simples de cliente-servidor, escutando comandos em texto simples e permitindo a execução de código arbitrário. O autor utiliza táticas de engenharia social, como sugerir que os usuários desativem suas proteções antivírus, explorando a confiança em comunidades online. A implementação rudimentar do RAT é ofuscada por uma narrativa sofisticada que apela ao desejo dos usuários por experiências inovadoras. Este incidente destaca a necessidade de vigilância em relação a ferramentas que prometem execução de código arbitrário e a importância de educar os usuários sobre engenharia social. A ameaça representa um novo vetor de ataque, utilizando IA como canal de comando e controle, e requer atenção especial de profissionais de segurança.

Ameaça de cibersegurança uso malicioso do Velociraptor

Pesquisadores em cibersegurança alertaram sobre um ataque cibernético que utiliza a ferramenta de monitoramento e forense digital de código aberto chamada Velociraptor. Os atacantes empregaram essa ferramenta para baixar e executar o Visual Studio Code, possivelmente com a intenção de criar um túnel para um servidor de comando e controle (C2) controlado por eles. O uso do Velociraptor representa uma evolução tática, onde programas de resposta a incidentes são utilizados para obter acesso e reduzir a necessidade de implantar malware próprio. A análise revelou que os atacantes usaram o utilitário msiexec do Windows para baixar um instalador MSI de um domínio da Cloudflare, que serve como base para outras ferramentas, incluindo um utilitário de administração remota. Além disso, a Sophos recomenda que as organizações monitorem o uso não autorizado do Velociraptor, pois isso pode ser um precursor de ataques de ransomware. O artigo também menciona campanhas maliciosas que exploram o Microsoft Teams para acesso inicial, refletindo um padrão crescente de uso de plataformas confiáveis para a implantação de malware. Os ataques se disfarçam como assistência técnica, dificultando a detecção. A situação é preocupante, pois os atacantes estão cada vez mais sofisticados em suas abordagens, utilizando técnicas que burlam as defesas tradicionais.

Vulnerabilidade crítica no AppSuite PDF Editor permite execução remota de comandos

Uma vulnerabilidade crítica foi descoberta no AppSuite PDF Editor, um software amplamente utilizado para edição de PDFs, permitindo que atacantes executem comandos remotamente e comprometam sistemas de usuários. Pesquisadores de cibersegurança, Karsten Hahn e Louis Sorita, identificaram que a ameaça vai além de simples adware, expondo dezenas de milhares de usuários a uma campanha sofisticada de backdoor disfarçada em uma ferramenta aparentemente legítima.

Os atacantes manipularam motores de busca e portais de download para promover o AppSuite como uma ferramenta de produtividade. Usuários desavisados baixam um instalador MSI que, ao ser executado, baixa o editor real e o instala em diretórios do sistema, criando entradas de autorun para garantir persistência. O aplicativo, baseado em Electron, apresenta uma interface de edição de PDF que é, na verdade, uma janela de navegador disfarçada, enquanto mais de 99% do código JavaScript é dedicado ao payload malicioso.

Hackers exploram software obsoleto em operação TAOTH para roubo de dados

Uma nova campanha de cibercrime, chamada TAOTH, foi descoberta, utilizando um servidor de atualização do Sogou Zhuyin Input Method Editor (IME) descontinuado para infectar usuários com malwares avançados. Desde outubro de 2024, os atacantes exploraram o mecanismo de atualização do aplicativo Sogou Zhuyin, que permite a digitação em mandarim, para entregar cargas maliciosas. O domínio expirado ‘sogouzhuyin[.]com’ foi repurposto para disseminar instaladores de software legítimos que se tornaram maliciosos horas após a instalação, ativando uma atualização contaminada através do arquivo ‘ZhuyinUp.exe’. Os malwares observados incluem TOSHIS, DESFY, GTELAM e C6DOOR, que possibilitam vigilância extensiva e roubo de dados, especialmente entre usuários em Taiwan e na comunidade taiwanesa no exterior. Além disso, os atacantes usaram campanhas de spear-phishing para atingir dissidentes e líderes empresariais na China e em outros países da região. A análise técnica revelou que o TOSHIS atua como um carregador, enquanto o DESFY coleta informações de arquivos, e o GTELAM exfiltra nomes de documentos. A operação TAOTH é atribuída a grupos de ameaças que falam chinês, conhecidos por suas intrusões baseadas em cadeia de suprimentos e e-mail.

Campanha de espionagem utiliza servidor de atualização abandonado

Uma campanha de espionagem cibernética, identificada como TAOTH, foi revelada por pesquisadores da Trend Micro, destacando o uso de um servidor de atualização abandonado do software Sogou Zhuyin para disseminar diversas famílias de malware, como C6DOOR e GTELAM. Os alvos principais incluem dissidentes, jornalistas e líderes de tecnologia na China, Taiwan, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul. Os atacantes se apropriaram de um domínio que não recebia atualizações desde 2019, utilizando-o para distribuir atualizações maliciosas a partir de outubro de 2024. A cadeia de infecção começa quando usuários baixam o instalador legítimo do Sogou Zhuyin, que, após a instalação, busca atualizações maliciosas. As famílias de malware implantadas têm funções variadas, como acesso remoto e roubo de informações, utilizando serviços de nuvem para ocultar suas atividades. A Trend Micro recomenda que organizações realizem auditorias regulares em seus ambientes e revisem as permissões de aplicativos em nuvem para mitigar esses riscos.

Ferramentas de Trading Gratuitas Viram Armadilha para Android

Cibercriminosos estão utilizando a plataforma de anúncios do Facebook para disseminar malware avançado para dispositivos Android. Um estudo da Bitdefender Labs documentou uma série de ataques em 2025, onde anúncios falsos promovem versões gratuitas do TradingView Premium, levando usuários a sites fraudulentos. Esses sites imitam páginas legítimas e induzem os usuários a baixar um arquivo APK malicioso que solicita permissões avançadas, como acesso à acessibilidade. O malware, uma variante evoluída do Brokewell, utiliza técnicas de ofuscação para evitar detecção e, uma vez instalado, permite que atacantes tenham controle total sobre os dispositivos comprometidos. Isso inclui a capacidade de roubar dados financeiros, contornar autenticações de dois fatores e até mesmo ativar microfones e câmeras. A campanha é global, com anúncios localizados em várias línguas e direcionados a usuários de Android, enquanto usuários de outras plataformas veem conteúdo benigno. A Bitdefender recomenda que usuários móveis instalem aplicativos apenas de fontes confiáveis e revisem cuidadosamente as permissões solicitadas.

Campanha de cibercrime usa malvertising para disseminar malware

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma campanha de cibercrime que utiliza técnicas de malvertising para direcionar vítimas a sites fraudulentos, onde é distribuído um novo malware chamado TamperedChef. O objetivo é enganar os usuários a baixarem e instalarem um editor de PDF trojanizado, que coleta dados sensíveis, incluindo credenciais e cookies de navegação. A campanha começou em 26 de junho de 2025, com vários sites falsos promovendo um instalador para um editor de PDF gratuito chamado AppSuite PDF Editor. Após a instalação, o programa faz alterações no registro do Windows para garantir que o executável malicioso seja iniciado automaticamente após a reinicialização do sistema. A partir de 21 de agosto de 2025, o malware se torna ativo, coletando informações e permitindo que o invasor execute comandos arbitrários. A análise revelou que o aplicativo malicioso atua como um backdoor, com várias funcionalidades, incluindo a capacidade de baixar malware adicional e manipular dados do navegador. A campanha é considerada uma ameaça significativa, com o editor de PDF sendo amplamente baixado e instalado por usuários desavisados.

Spyware, ransomware e ladrão de senhas novo vírus para Android é tudo em um

A empresa de segurança mobile Zimperium alertou sobre uma nova variante do trojan bancário Hook, agora denominado Hook Versão 3, que se transformou em uma ameaça híbrida, atuando como spyware, ransomware e ferramenta de hacking. Este malware é capaz de executar 107 comandos remotos e possui 38 funções adicionais, aproveitando-se dos serviços de acessibilidade do Android para obter permissões irrestritas no dispositivo da vítima.

Uma das características mais preocupantes do Hook Versão 3 é sua capacidade de criar telas falsas transparentes, que imitam a tela de bloqueio e as telas de pagamento do Google Play, com o objetivo de roubar informações sensíveis, como PINs e dados de cartões de crédito. Além disso, o malware transmite a tela do celular em tempo real para os cibercriminosos, permitindo que eles monitorem as atividades da vítima. O ransomware também pode bloquear a tela do dispositivo, exigindo um pagamento em criptomoedas para a liberação.

Vulnerabilidade no Marketplace do Visual Studio Code expõe riscos de malware

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma falha no Marketplace do Visual Studio Code que permite a reutilização de nomes de extensões removidas, facilitando a criação de novas extensões maliciosas. A empresa ReversingLabs identificou uma extensão chamada ‘ahbanC.shiba’, que atua como downloader de um payload PowerShell, semelhante a extensões previamente removidas. Essas extensões maliciosas visam criptografar arquivos em pastas específicas e exigem pagamento em tokens Shiba Inu. A reutilização de nomes de extensões deletadas representa um risco significativo, pois qualquer um pode criar uma nova extensão com o mesmo nome de uma popular que foi removida. Além disso, a vulnerabilidade não é exclusiva do Visual Studio Code, já que repositórios como o Python Package Index (PyPI) também permitem essa prática. A situação é alarmante, pois os atacantes estão cada vez mais utilizando repositórios de código aberto como vetores de ataque, o que exige que organizações e desenvolvedores adotem práticas de desenvolvimento seguro e monitorem ativamente essas plataformas para evitar ameaças à cadeia de suprimentos de software.

Captchas falsos levam usuários a baixar malware de acesso remoto

Um novo relatório da equipe de segurança da Microsoft revela um ataque de engenharia social chamado ClickFix, que tem enganado usuários a executar comandos em seus computadores, resultando em invasões. O ataque se disfarça de CAPTCHA, uma verificação comum para distinguir humanos de bots, mas solicita que a vítima execute uma série de comandos que culminam na execução de códigos maliciosos. O processo envolve pressionar as teclas Windows + R, colar um comando fornecido pelos cibercriminosos e executá-lo, o que pode permitir acesso remoto ao dispositivo e roubo de informações sensíveis, como senhas e dados de cartões de crédito.

Google Play Store remove 77 aplicativos maliciosos com 19 milhões de downloads

A empresa de segurança em nuvem Zscaler identificou 77 aplicativos maliciosos na Google Play Store, que juntos somavam 19 milhões de downloads. A maioria desses aplicativos se disfarçava como ferramentas utilitárias ou de personalização, mas continha malwares, incluindo o trojan Anatsa, que rouba dados bancários. Essa versão do Anatsa é capaz de detectar teclas digitadas, ler e enviar SMS, e evitar detecções. Além disso, 66% dos aplicativos eram adware, enquanto 25% continham o malware Joker, que pode acessar mensagens, tirar prints de tela e cadastrar usuários em serviços pagos sem autorização. Os aplicativos maliciosos afetaram até 831 instituições em todo o mundo, incluindo bancos e operadores de criptomoedas. Após a análise, a Google removeu os aplicativos da loja. Para se proteger, é recomendado ativar o Play Protect e ter cautela ao baixar aplicativos, confiando apenas em publicadores de boa reputação e limitando permissões desnecessárias.

Editor de PDF malicioso no recente ataque TamperedChef compromete dados

Pesquisadores de segurança da Truesec descobriram uma campanha em larga escala que distribui um editor de PDF malicioso chamado AppSuite PDF Editor, que serve como mecanismo de entrega para o malware TamperedChef, que rouba informações. A operação utilizou táticas agressivas de publicidade, incluindo anúncios no Google, para atrair usuários desavisados a baixar o utilitário trojanizado. O instalador, disfarçado como PDF Editor.exe, possui assinaturas hash conhecidas e, ao ser executado, exibe um acordo de licença padrão antes de se conectar a um servidor remoto para buscar um executável secundário. Uma vez instalado, o malware coleta dados sensíveis, visando bancos de dados de credenciais de navegadores, e interrompe processos de navegadores como Chrome e Edge para acessar credenciais e cookies armazenados. A campanha destaca os riscos de baixar software aparentemente inofensivo de fornecedores desconhecidos, utilizando certificados digitais confiáveis para ocultar a intenção maliciosa. Especialistas em segurança recomendam vigilância na verificação de software e relatar campanhas suspeitas para mitigar futuros ataques.

Novas sanções dos EUA visam esquema de TI da Coreia do Norte

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra dois indivíduos e duas entidades ligadas ao esquema de trabalhadores de tecnologia da informação (TI) da Coreia do Norte, que visa gerar receitas ilícitas para programas de armas de destruição em massa. As sanções atingem Vitaliy Sergeyevich Andreyev, Kim Ung Sun, a Shenyang Geumpungri Network Technology Co., Ltd e a Korea Sinjin Trading Corporation. O esquema, que já é monitorado há anos, envolve a infiltração de trabalhadores de TI norte-coreanos em empresas legítimas nos EUA, utilizando documentos fraudulentos e identidades roubadas. Além disso, a operação tem se apoiado em ferramentas de inteligência artificial para criar perfis profissionais convincentes e realizar trabalhos técnicos. O Departamento do Tesouro destacou que Andreyev facilitou transferências financeiras significativas para a Chinyong Information Technology Cooperation Company, que já havia sido sancionada anteriormente. O uso de IA por esses atores levanta preocupações sobre a segurança cibernética, especialmente para empresas que podem ser alvos de fraudes e extorsões. O impacto dessas atividades é significativo, com lucros estimados em mais de um milhão de dólares desde 2021.

Grupo ShadowSilk ataca entidades governamentais na Ásia Central

Um novo grupo de ciberataques, conhecido como ShadowSilk, tem como alvo entidades governamentais na Ásia Central e na região Ásia-Pacífico. De acordo com a Group-IB, cerca de trinta vítimas foram identificadas, com as intrusões focadas principalmente na exfiltração de dados. O grupo compartilha ferramentas e infraestrutura com outros grupos de ameaças, como YoroTrooper e Silent Lynx. As vítimas incluem organizações governamentais de países como Uzbequistão, Quirguistão e Paquistão, além de setores como energia e transporte.

Grupo Blind Eagle ataca governo colombiano com malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram cinco grupos de atividades associados ao ator de ameaça persistente conhecido como Blind Eagle, que operou entre maio de 2024 e julho de 2025, principalmente visando entidades do governo colombiano. A empresa Recorded Future Insikt Group, que monitora essas atividades sob a designação TAG-144, observou que os ataques utilizam técnicas como trojans de acesso remoto (RATs) e engenharia social via phishing. Os alvos incluem autoridades judiciais e fiscais, além de setores como finanças, energia e saúde. Os ataques frequentemente utilizam e-mails fraudulentos que imitam agências governamentais locais, levando as vítimas a abrir documentos maliciosos. A infraestrutura de comando e controle do grupo é complexa, utilizando endereços IP de provedores colombianos e serviços de DNS dinâmico para ocultar suas operações. Recentemente, o grupo tem utilizado scripts em PowerShell para implantar RATs como Lime RAT e AsyncRAT. A análise indica que cerca de 60% das atividades do Blind Eagle focaram no setor governamental, levantando questões sobre suas motivações, que podem incluir espionagem estatal além de objetivos financeiros.

Malware perigoso encontrado em apps Android com mais de 19 milhões de downloads

Pesquisadores de segurança da Zscaler ThreatLabs identificaram 77 aplicativos maliciosos na Google Play Store, que foram baixados mais de 19 milhões de vezes. A maioria desses aplicativos, cerca de 25%, estava associada ao malware Joker, que pode enviar mensagens de texto, capturar telas, fazer chamadas telefônicas e roubar informações sensíveis dos usuários. Além do Joker, variantes como Harly e o trojan bancário Anatsa também foram detectados, sendo que este último pode roubar credenciais de login de mais de 800 aplicativos bancários e de criptomoedas. Os aplicativos maliciosos, descritos como “maskware”, funcionam normalmente, mas em segundo plano realizam atividades prejudiciais. Para se proteger, os usuários devem baixar aplicativos apenas de fontes confiáveis, ativar o Play Protect, verificar as avaliações e permissões solicitadas pelos aplicativos antes da instalação. Essa situação evidencia que mesmo a Google Play Store, considerada uma fonte segura, não é imune a ameaças.

Malware disfarçado de solução de problemas ataca usuários de Mac

Um novo malware, conhecido como Shamos, está ameaçando usuários de MacBooks ao se disfarçar como uma solução de problemas para o sistema operacional da Apple. Desenvolvido pelo grupo hacker COOKIE SPIDER, o Shamos é uma variante do Atomic macOS Stealer (AMOS) e tem como objetivo roubar dados sensíveis, incluindo credenciais armazenadas em navegadores como Safari, itens do Keychain, notas do Apple Notes e informações de carteiras de criptomoedas.

As vítimas são atraídas por meio de malvertising, que apresenta anúncios maliciosos como se fossem links legítimos. Além disso, repositórios falsos no GitHub são utilizados para induzir os usuários a executar comandos no terminal do macOS, que, na verdade, instalam o malware. O processo envolve a execução de comandos que removem a sinalização de quarentena e tornam o arquivo executável, contornando o Gatekeeper, a ferramenta de segurança do macOS.

Malware de Linux infecta PCs através de arquivos RAR recebidos por e-mail

Pesquisadores da Trellix identificaram um novo ataque direcionado a usuários de Linux, que utiliza phishing por e-mail para disseminar malware. O ataque se destaca pelo uso de um arquivo RAR com um nome malicioso, que injeta comandos shell e arquivos bash codificados em Base64. O malware, denominado VShell, cria um backdoor que permite o controle remoto do sistema infectado. O ataque explora uma vulnerabilidade comum em scripts shell, onde os nomes de arquivos não são devidamente verificados pelos antivírus, permitindo que o malware passe despercebido. Os criminosos utilizam engenharia social, enviando e-mails que se disfarçam de pesquisas de produtos de beleza, oferecendo recompensas em dinheiro para atrair as vítimas a baixar o arquivo malicioso. Para se proteger, é recomendado desconfiar de recompensas financeiras em e-mails de remetentes desconhecidos e evitar baixar arquivos sem verificar sua origem e conteúdo.

Malware Hook Evolui - Trojan Bancário Android Ganha 107 Recursos de Controle Remoto

A equipe de pesquisa zLabs da Zimperium revelou uma evolução significativa do trojan bancário Hook para Android, agora na versão Hook v3, que incorpora 107 comandos remotos, sendo 38 novos recursos que ampliam suas capacidades. Entre as inovações mais preocupantes estão as sobreposições de estilo ransomware, que exibem mensagens de extorsão em tela cheia com detalhes de pagamento em criptomoeda, e um mecanismo agressivo de bypass de tela de bloqueio, que engana as vítimas a inserirem suas credenciais. Além disso, o malware pode exibir uma tela de escaneamento NFC falsa para roubar dados de pagamento sensíveis.

Campanha de Malware MixShell Alvo do Setor Industrial com Ataques In-Memory

A campanha de malware ZipLine, monitorada pela Check Point Research, está transformando o cenário de ataques de engenharia social contra organizações críticas de manufatura e cadeia de suprimentos nos Estados Unidos. Diferente do phishing convencional, a ZipLine inicia com os atacantes enviando consultas através de formulários de contato corporativos, permitindo que a vítima inicie trocas de e-mails sem suspeitas. Após estabelecer um relacionamento, os atacantes introduzem motivos comerciais plausíveis e enviam um arquivo ZIP que contém arquivos legítimos e um arquivo LNK malicioso. Este arquivo aciona uma cadeia de execução em PowerShell que busca uma string específica, extrai um script embutido e o executa na memória, evitando a detecção de endpoints. O MixShell, um implante em memória, realiza operações de comando e controle via registros DNS, utilizando subdomínios especialmente criados para minimizar a visibilidade do tráfego. A campanha visa empresas de manufatura, biotecnologia, eletrônicos e energia, destacando a necessidade de monitoramento rigoroso das comunicações de entrada e a adoção de estratégias de detecção em múltiplas camadas para prevenir esses ataques avançados.

Campanha ShadowCaptcha explora sites WordPress para roubo de dados

Uma nova campanha de cibercrime, chamada ShadowCaptcha, foi identificada em agosto de 2025, explorando mais de 100 sites WordPress comprometidos. Os atacantes redirecionam visitantes para páginas falsas de verificação CAPTCHA, utilizando táticas de engenharia social para instalar malware, incluindo ladrões de informações, ransomware e mineradores de criptomoedas. A campanha combina engenharia social, uso de binários legítimos e entrega de payloads em múltiplas etapas, visando coletar dados sensíveis e gerar lucros ilícitos. Os ataques começam com a injeção de código JavaScript malicioso em sites WordPress, levando os usuários a páginas falsas que imitam serviços como Cloudflare ou Google. Dependendo das instruções exibidas, os usuários podem ser induzidos a executar comandos maliciosos que resultam na instalação de ransomware ou ladrões de dados. A maioria dos sites afetados está localizada em países como Brasil, Austrália e Itália, e os atacantes provavelmente exploraram vulnerabilidades conhecidas em plugins do WordPress. Para mitigar os riscos, é crucial treinar os usuários sobre campanhas de ClickFix, segmentar redes e manter os sites WordPress atualizados com autenticação multifatorial.

Campanha de Engenharia Social Alvo de Indústrias Críticas nos EUA

Pesquisadores em cibersegurança alertam sobre uma sofisticada campanha de engenharia social, denominada ZipLine, que visa empresas de manufatura críticas para a cadeia de suprimentos. Utilizando um malware em memória chamado MixShell, os atacantes iniciam contato por meio de formulários de ‘Contato’ em sites corporativos, enganando funcionários e estabelecendo conversas profissionais que podem durar semanas. Após esse período, enviam arquivos ZIP armados com o malware. Os alvos principais incluem empresas de manufatura industrial, biotecnologia e farmacêuticas, com foco em entidades baseadas nos EUA, mas também atingindo países como Singapura, Japão e Suíça. O ZipLine se destaca por evitar táticas de medo, utilizando uma abordagem paciente que se aproveita da confiança nas comunicações empresariais. O MixShell é projetado para executar comandos remotamente e infiltrar redes de forma discreta, utilizando técnicas avançadas de evasão. A campanha representa riscos significativos, incluindo roubo de propriedade intelectual e ataques de ransomware, exigindo que as empresas adotem defesas proativas e uma cultura de vigilância.

Novo trojan bancário HOOK combina extorsão e ransomware no Android

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova variante do trojan bancário HOOK, que agora incorpora telas de sobreposição no estilo ransomware para extorquir vítimas. Essa variante é capaz de exibir uma tela de alerta em tela cheia, que apresenta uma mensagem alarmante de ‘AVISO’, juntamente com um endereço de carteira e um valor, ambos recuperados dinamicamente de um servidor de comando e controle (C2). O ataque é iniciado remotamente quando o comando ‘ransome’ é enviado pelo servidor C2, e o atacante pode remover a sobreposição com o comando ‘delete_ransome’.

Microsoft alerta sobre ChatGPT falso que espalha ransomware

Um relatório da Microsoft revelou que hackers estão utilizando uma versão modificada do aplicativo desktop do ChatGPT para disseminar um trojan de acesso remoto conhecido como Pipemagic. Este malware, desenvolvido pelo grupo de cibercriminosos Storm-2460, tem como alvo setores como imobiliário, financeiro e tecnológico em várias regiões, incluindo América do Sul, América do Norte, Europa e Oriente Médio. A gravidade da situação é acentuada pela combinação de um backdoor modular, que permite acesso direto aos sistemas comprometidos, e uma vulnerabilidade zero-day (CVE-2025-29824) no Windows, que ainda não possui correção. A Kaspersky também alertou sobre a campanha, destacando casos na Arábia Saudita e na Ásia. Os ataques podem resultar no vazamento de dados pessoais, credenciais e informações financeiras, além da instalação de ransomware que criptografa arquivos e exige pagamento para recuperação. A recomendação é que os usuários evitem baixar arquivos ou executar programas de fontes desconhecidas, especialmente aqueles que imitam softwares populares como o ChatGPT.

Grupo de hackers vinculado à China ataca diplomatas na Ásia

O grupo de ameaças conhecido como UNC6384, vinculado à China, tem sido responsável por uma série de ataques direcionados a diplomatas no Sudeste Asiático e outras entidades globais, com o objetivo de promover os interesses estratégicos de Pequim. A campanha, detectada em março de 2025, utiliza técnicas avançadas de engenharia social, incluindo certificados de assinatura de código válidos e ataques do tipo adversário-no-meio (AitM), para evitar a detecção. O ataque começa com um redirecionamento de portal cativo que desvia o tráfego da web para um site controlado pelo atacante, onde um downloader chamado STATICPLUGIN é baixado. Este downloader, que se disfarça como uma atualização de plugin da Adobe, instala um backdoor conhecido como SOGU.SEC, que permite a exfiltração de arquivos e o controle remoto do sistema. O uso de certificados válidos e técnicas de engenharia social sofisticadas demonstra a evolução das capacidades operacionais do UNC6384. Este tipo de ataque representa uma ameaça significativa, especialmente para organizações que operam em setores sensíveis, como diplomacia e segurança nacional.

Módulo Go malicioso exfiltra credenciais via bot do Telegram

Pesquisadores de cibersegurança descobriram um módulo Go malicioso que se apresenta como uma ferramenta de brute-force para SSH, mas na verdade exfiltra credenciais para um bot do Telegram controlado pelo criador do malware. Nomeado ‘golang-random-ip-ssh-bruteforce’, o pacote foi publicado em 24 de junho de 2022 e está vinculado a uma conta do GitHub que foi removida, mas ainda está disponível em pkg.go.dev. O módulo escaneia endereços IPv4 aleatórios em busca de serviços SSH expostos na porta TCP 22, tentando logins com uma lista de nomes de usuário e senhas fracas. Após um login bem-sucedido, as credenciais são enviadas para um bot do Telegram. O malware desabilita a verificação de chave do host, permitindo conexões inseguras. A lista de senhas inclui combinações comuns como ‘root’, ‘admin’ e ‘12345678’. O código malicioso opera em um loop infinito, gerando endereços IPv4 e tentando logins simultâneos. O tráfego gerado parece normal, dificultando a detecção por controles de saída. Este incidente destaca a necessidade de vigilância e proteção contra ameaças emergentes na segurança da cadeia de suprimentos de software.

Campanhas de cibersegurança expõem servidores Redis a ataques

Pesquisadores em cibersegurança alertam sobre campanhas que exploram vulnerabilidades conhecidas, expondo servidores Redis a atividades maliciosas, como botnets IoT e mineração de criptomoedas. A exploração da vulnerabilidade CVE-2024-36401, com uma pontuação CVSS de 9.8, permite que criminosos implantem kits de desenvolvimento de software (SDKs) legítimos ou aplicativos modificados para gerar renda passiva através do compartilhamento de rede. Os atacantes têm acessado instâncias do GeoServer expostas na internet desde março de 2025, utilizando um servidor de compartilhamento de arquivos privado para distribuir executáveis personalizados. Esses aplicativos consomem poucos recursos e monetizam a largura de banda dos usuários sem a necessidade de malware tradicional.

Servidores Redis Alvo de Ataque Sofisticado de Cryptojacking

Uma nova análise revela que dezenas de milhares de servidores Redis em todo o mundo estão vulneráveis a uma campanha avançada de cryptojacking, orquestrada pelo grupo de ameaças TA-NATALSTATUS. Este ataque evoluiu para além da simples mineração de criptomoedas, visando a tomada de controle de infraestrutura de forma persistente e furtiva. A campanha explora instâncias Redis expostas para implantar malware sofisticado que oculta processos e ofusca comandos, mantendo persistência a longo prazo por meio de técnicas semelhantes a rootkits.

Explorando Fontes Confiáveis - TDS Usa Templates PHP para Alertas Falsos

Pesquisadores de segurança da GoDaddy revelaram uma operação sofisticada de um Sistema de Direcionamento de Tráfego (TDS) que utiliza sites WordPress comprometidos para distribuir fraudes de suporte técnico desde 2017. Nomeada Help TDS, essa operação infectou cerca de 10.000 sites WordPress globalmente por meio de um plugin malicioso disfarçado de uma extensão legítima do WooCommerce. A operação se especializa na criação de alertas de segurança falsos do Microsoft Windows, utilizando técnicas avançadas de manipulação de navegador para prender as vítimas em páginas de golpe. Esses alertas falsos empregam funções JavaScript em tela cheia para ocultar elementos de navegação e implementar mecanismos de prevenção de saída, criando a ilusão de avisos de segurança legítimos. O plugin malicioso, denominado ‘woocommerce_inputs’, evoluiu rapidamente, introduzindo funcionalidades de coleta de credenciais e filtragem avançada de tráfego. A versão mais recente, 2.0.0, apresenta um design orientado a objetos e capacidades de atualização autônoma, permitindo que os atacantes mantenham operações persistentes. A operação exemplifica a evolução dos serviços cibernéticos criminosos, que se tornam cada vez mais sofisticados e orientados a serviços, maximizando as taxas de conversão de vítimas por meio de técnicas comprovadas de engenharia social.

Cibersegurança Novo malware Linux utiliza phishing para ataque

Pesquisadores em cibersegurança identificaram uma nova cadeia de ataque que utiliza e-mails de phishing para entregar um backdoor de código aberto chamado VShell. O ataque começa com um e-mail contendo um arquivo RAR malicioso, que inclui um nome de arquivo projetado para executar comandos no shell. O nome do arquivo contém código compatível com Bash, que é ativado quando o shell tenta interpretar o nome do arquivo. Essa técnica de injeção de comandos se aproveita de uma falha comum em scripts shell, permitindo que o malware seja executado sem ser detectado por antivírus, já que esses geralmente não escaneiam nomes de arquivos. Após a execução, o malware se comunica com um servidor de comando e controle para baixar um binário ELF, que então executa o VShell, um poderoso malware de acesso remoto. O ataque é disfarçado como um convite para uma pesquisa de produtos de beleza, atraindo vítimas com uma recompensa monetária. A análise destaca a evolução perigosa na entrega de malware Linux, onde um simples nome de arquivo pode ser usado para executar comandos arbitrários, representando uma ameaça significativa para dispositivos Linux em geral.

Desenvolvedor é condenado por sabotagem com malware em empresa nos EUA

Davis Lu, um cidadão chinês de 55 anos, foi condenado a quatro anos de prisão por sabotagem em sua antiga empresa, onde atuava como desenvolvedor de software. Lu introduziu malware personalizado que causou falhas nos sistemas e implementou um ‘kill switch’ que bloqueava o acesso de outros funcionários quando sua conta era desativada. O ataque ocorreu após uma reestruturação em 2018 que reduziu suas responsabilidades e acesso ao sistema. Lu criou loops infinitos em código Java, resultando em quedas de servidores e impediu logins de usuários. Além disso, ele deletou perfis de colegas e tentou apagar dados críticos no dia em que foi instruído a devolver seu laptop. As ações de Lu resultaram em perdas estimadas em centenas de milhares de dólares para a empresa. O caso destaca a importância de identificar ameaças internas precocemente, conforme ressaltado pelo FBI.

Grupo de hackers utiliza ClickFix para implantar backdoor CORNFLAKE.V3

Recentemente, a Mandiant, empresa de cibersegurança pertencente ao Google, revelou que um grupo de ameaças, identificado como UNC5518, está utilizando uma técnica de engenharia social chamada ClickFix para implantar um backdoor versátil conhecido como CORNFLAKE.V3. O ataque começa quando usuários são atraídos para páginas falsas de verificação CAPTCHA, onde são induzidos a executar um script PowerShell malicioso. Este script permite que os atacantes acessem os sistemas das vítimas e implantem cargas adicionais. O CORNFLAKE.V3, que é uma versão atualizada de um backdoor anterior, suporta a execução de diversos tipos de payloads e coleta informações do sistema, transmitindo-as para servidores externos através de túneis do Cloudflare, dificultando a detecção. Além disso, a Mandiant também destacou uma campanha em andamento que utiliza drives USB infectados para implantar mineradores de criptomoedas, demonstrando a eficácia contínua desse vetor de ataque. Para mitigar esses riscos, recomenda-se que as organizações desativem o diálogo de execução do Windows e realizem simulações regulares de engenharia social.

Novo malware QuirkyLoader entrega ameaças via e-mails maliciosos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um novo carregador de malware chamado QuirkyLoader, utilizado em campanhas de spam por e-mail desde novembro de 2024. Este malware tem sido responsável pela entrega de diversos tipos de payloads, incluindo ladrões de informações e trojans de acesso remoto, como Agent Tesla e AsyncRAT. As campanhas envolvem o envio de e-mails maliciosos que contêm arquivos compactados com um DLL, um payload criptografado e um executável legítimo. A técnica de side-loading de DLL é utilizada para carregar o malware, injetando-o em processos legítimos como AddInProcess32.exe e InstallUtil.exe. Em julho de 2025, duas campanhas foram observadas, uma direcionada a funcionários da Nusoft Taiwan e outra aleatória no México. Além disso, novas táticas de phishing, como o uso de QR codes maliciosos, estão sendo empregadas para contornar medidas de segurança. Essas ameaças representam um risco significativo, especialmente para organizações que utilizam serviços de e-mail comuns, pois podem comprometer dados sensíveis e a segurança da informação.

Hackers estão atacando Skype com malware perigoso

Pesquisadores de cibersegurança da Kaspersky descobriram que hackers estão utilizando o Skype para disseminar um novo malware chamado GodRAT, que se disfarça como documentos financeiros. O ataque, que afeta principalmente pequenas e médias empresas (PMEs) no Oriente Médio, envolve o uso de arquivos de protetor de tela maliciosos que, por meio de esteganografia, ocultam um código que baixa o GodRAT de um servidor externo. Uma vez instalado, o malware coleta informações do sistema operacional e pode receber plugins adicionais, como exploradores de arquivos e ladrões de senhas. O GodRAT é considerado uma evolução de um malware anterior, o AwesomePuppet, e sua descoberta ressalta a relevância contínua de ferramentas conhecidas no cenário atual de cibersegurança. Embora a Kaspersky não tenha divulgado o número exato de vítimas, enfatizou que a maioria delas está localizada em países como Emirados Árabes Unidos, Hong Kong, Jordânia e Líbano. Este incidente destaca a necessidade de vigilância constante e medidas de segurança robustas para proteger as empresas contra tais ameaças.

Malware RingReaper - Nova Ameaça a Servidores Linux Ignorando Defesas EDR

O RingReaper é uma nova variante de malware que ataca ambientes Linux, apresentando capacidades avançadas de evasão que desafiam as soluções tradicionais de detecção e resposta em endpoints (EDR). Identificado como um agente pós-exploração, o malware utiliza a interface de entrada/saída assíncrona moderna do kernel Linux, chamada io_uring, para realizar operações encobertas sem ser detectado por ferramentas de monitoramento de segurança. Ao invés de utilizar chamadas de sistema convencionais, o RingReaper emprega primitivas do io_uring, o que reduz sua visibilidade nos dados de telemetria que as ferramentas de segurança analisam.

Lobo Mau Malicioso - Explorando Vulnerabilidade Zero-Day do WinRAR

Pesquisadores de segurança da BI.ZONE Threat Intelligence revelaram uma campanha sofisticada do grupo de ameaças Paper Werewolf, que explorou uma vulnerabilidade conhecida e uma falha zero-day no software de arquivamento WinRAR. As investigações, realizadas em julho de 2025, mostraram que os atacantes, que se disfarçaram como representantes de instituições de pesquisa e ministérios do governo da Rússia, distribuíram arquivos RAR maliciosos através de contas de e-mail legítimas comprometidas. A vulnerabilidade CVE-2025-6218 permitiu a execução remota de código, extraindo arquivos para diretórios não intencionais e colocando um executável modificado no diretório de inicialização do Windows, estabelecendo uma conexão reversa com um servidor de comando e controle. Além disso, uma nova vulnerabilidade zero-day foi identificada, permitindo que cargas maliciosas fossem escritas em diretórios do sistema durante a extração de arquivos. Essa campanha destaca a eficácia contínua dos métodos de entrega de malware baseados em arquivos compactados, sublinhando a importância de manter softwares atualizados e implementar soluções de monitoramento de segurança abrangentes.

Noodlophile malware utiliza direitos autorais para enganar usuários

O malware conhecido como noodlophile está se tornando cada vez mais sofisticado em suas táticas de infecção, utilizando e-mails de notificação do Facebook para enganar usuários. Essa técnica, chamada spear-phishing, se baseia em engenharia social para criar mensagens que parecem extremamente legítimas. O objetivo principal do noodlophile é roubar informações armazenadas nos navegadores, incluindo cookies, histórico de navegação e senhas de serviços online. A fraude se apresenta como uma notificação de violação de direitos autorais, imitando nomes de empresas e IDs de páginas que o usuário administra, o que aumenta a credibilidade do golpe.

PyPI bloqueia domínios expirados para combater ataques de malware

O Python Package Index (PyPI) está adotando medidas para prevenir ataques de ‘ressurreição de domínios’, uma técnica utilizada por cibercriminosos para explorar a confiança dos usuários em pacotes legítimos. Esses ataques ocorrem quando um criminoso registra um domínio que anteriormente pertencia a um mantenedor de pacote legítimo, mas que expirou. Com o domínio ressuscitado, o atacante pode receber e-mails de redefinição de senha e enviar atualizações maliciosas para os usuários que confiam no pacote. Para mitigar esse risco, o PyPI começou a verificar domínios expirados, dificultando o acesso não autorizado às contas dos mantenedores. Desde junho de 2025, quase 2.000 endereços de e-mail foram desverificados. Embora essa ação não elimine todos os problemas de segurança do PyPI, ela representa um avanço significativo. Além disso, o PyPI recomenda que os usuários ativem a autenticação de dois fatores (2FA) e adicionem um segundo e-mail verificado para aumentar a segurança de suas contas.

Instituições financeiras sob ataque de novo trojan GodRAT

Um novo ataque cibernético está direcionando instituições financeiras, como corretoras e empresas de trading, utilizando um trojan de acesso remoto chamado GodRAT. Este malware, que foi identificado pela Kaspersky, se disfarça como arquivos de documentos financeiros, sendo distribuído via Skype na forma de arquivos .SCR (screensaver). Os ataques, que começaram a ser observados em setembro de 2024, utilizam técnicas de esteganografia para ocultar código malicioso dentro de arquivos de imagem, permitindo o download do GodRAT a partir de um servidor de comando e controle (C2).

Hackers da Coreia do Norte usam GitHub para implantar malware em embaixadas

Um novo relatório do Trellix Advanced Research Center revelou uma operação de espionagem sofisticada ligada aos hackers Kimsuky, da Coreia do Norte, que exploraram a plataforma GitHub para implantar o malware XenoRAT em embaixadas ao redor do mundo. Entre março e julho de 2025, foram realizados pelo menos 19 ataques de spear-phishing direcionados a missões diplomáticas, principalmente na Coreia do Sul. Os atacantes utilizaram táticas de engenharia social altamente credíveis, se passando por contatos diplomáticos confiáveis e enviando e-mails com convites para eventos oficiais.

Jogos Piratas Usados por Cibercriminosos para Evadir Defesas da Microsoft

Cibercriminosos estão explorando a demanda por jogos piratas para disseminar malware avançado que consegue contornar mecanismos de segurança robustos, como o Microsoft Defender SmartScreen e bloqueadores de anúncios populares, como o uBlock Origin. A análise revela uma cadeia de infecção enganosa que expõe os usuários a uma família sofisticada de malware chamada HijackLoader.

O processo de infecção começa quando os usuários acessam fóruns de pirataria ou resultados de busca no Google que prometem downloads seguros, frequentemente com alegações da comunidade de que os bloqueadores de anúncios garantem segurança. No entanto, a jornada de download se transforma em um labirinto de redirecionamentos, culminando em um arquivo hospedado no MEGA. Mesmo com o uBlock Origin instalado, esses redirecionamentos maliciosos não são bloqueados, evidenciando a proteção limitada oferecida pelos bloqueadores de anúncios.

Campanha Noodlophile usa phishing para implantar malware em empresas

O malware Noodlophile, ativo há mais de um ano, está sendo utilizado por cibercriminosos para realizar ataques direcionados a empresas nos EUA, Europa, países Bálticos e na região Ásia-Pacífico. Os atacantes estão empregando e-mails de spear-phishing disfarçados de notificações de infração de direitos autorais, que incluem detalhes específicos sobre as vítimas, como IDs de páginas do Facebook e informações sobre a propriedade das empresas. A campanha evoluiu, utilizando vulnerabilidades de software legítimas e mecanismos de entrega mais sofisticados, como o uso de grupos no Telegram para ocultar a localização do servidor que hospeda o malware. Os e-mails fraudulentos induzem um senso de urgência, levando os funcionários a baixar e executar arquivos maliciosos que, por sua vez, instalam o Noodlophile, um stealer que coleta dados de navegadores e informações do sistema. O código-fonte do malware sugere que os desenvolvedores estão continuamente aprimorando suas capacidades, incluindo captura de tela e keylogging. A campanha destaca a vulnerabilidade de empresas com forte presença em redes sociais, especialmente no Facebook, e representa uma ameaça crescente para a segurança cibernética.

Exploração da Chave de Execução do Windows para Ataques Persistentes

Pesquisadores de cibersegurança da Zscaler ThreatLabz descobriram um sofisticado ataque à cadeia de suprimentos que visa desenvolvedores Python por meio de um pacote malicioso. O ataque, identificado em 22 de julho de 2025, utiliza um pacote aparentemente benigno chamado ’termncolor’, que importa uma dependência maliciosa chamada ‘colorinal’. Após a instalação, o malware executa um arquivo que carrega uma DLL maliciosa, permitindo a execução de código malicioso disfarçado de um executável legítimo. Para garantir a persistência, o malware cria uma entrada no registro do Windows, assegurando que o executável malicioso seja executado automaticamente em cada inicialização do sistema. Além disso, o malware realiza reconhecimento do sistema e se comunica com um servidor de comando e controle utilizando tráfego HTTPS, dificultando a detecção. O ataque também possui uma variante para sistemas Linux. Embora os pacotes maliciosos tenham sido removidos do Python Package Index (PyPI), o incidente destaca os riscos contínuos de compromissos na cadeia de suprimentos em ecossistemas de código aberto. Organizações devem implementar soluções de monitoramento e varredura de pacotes para detectar tais ameaças antes que se tornem persistentes.