Fraude

Executivos de empresa de rastreamento de chamadas se declaram culpados por fraude

Dois ex-executivos de uma empresa de rastreamento e análise de chamadas, Adam Young e Harrison Gevirtz, se declararam culpados por ocultar um esquema de fraude em suporte técnico que afetou vítimas em todo o mundo. Entre 2017 e 2022, eles operaram a C.A. Cloud Attribution, Ltd., fornecendo serviços a clientes envolvidos em fraudes de telemarketing e suporte técnico. Os golpistas enganavam usuários com anúncios falsos, alegando que seus sistemas estavam infectados, e direcionavam as vítimas a centros de atendimento que cobravam altas quantias por serviços técnicos fictícios, muitas vezes se passando por empresas como Microsoft e Apple. Young e Gevirtz não apenas ignoraram as atividades fraudulentas de seus clientes, mas também aconselharam a utilização de números de telefone rotativos para evitar reclamações. Além disso, eles operaram um call center na Tunísia, onde alguns funcionários participaram de fraudes semelhantes. O FBI relatou que os americanos perderam pelo menos $2,1 bilhões para fraudes de suporte técnico em 2025, destacando a gravidade do problema. Os executivos enfrentam uma pena máxima de três anos de prisão e multas de até $250 mil, com a sentença marcada para 16 de junho.

Apple bloqueia mais de R 11 bilhões em transações fraudulentas

A Apple anunciou que bloqueou mais de R$ 11 bilhões em transações fraudulentas na App Store nos últimos seis anos, com mais de R$ 2,2 bilhões apenas em 2025. Em um comunicado à imprensa, a empresa revelou que rejeitou mais de 2 milhões de submissões problemáticas de aplicativos no último ano e bloqueou mais de 1,1 bilhão de criações de contas fraudulentas. Além disso, a Apple encerrou 193 mil contas de desenvolvedores devido a preocupações com fraudes e desativou 40,4 milhões de contas de clientes suspeitas de abuso. Os números de 2025 mostram um aumento significativo em relação aos anos anteriores, com a empresa utilizando tecnologia avançada e revisão humana para detectar e impedir o uso de informações financeiras roubadas. A equipe de revisão de aplicativos da Apple avaliou mais de 9,1 milhões de submissões em 2025, rejeitando um número considerável por violações de privacidade e táticas enganosas. A Apple também processou mais de 1,3 bilhão de avaliações e bloqueou quase 195 milhões de avaliações fraudulentas. A empresa aconselha os usuários a reportarem atividades suspeitas em aplicativos baixados da App Store.

1 a cada 8 funcionários justifica vender acesso a sistemas da empresa

Uma pesquisa realizada pela empresa britânica Cifas revelou dados alarmantes sobre a disposição de funcionários em vender acesso a sistemas corporativos. De acordo com o estudo, 13% dos trabalhadores britânicos admitiram já ter vendido suas credenciais ou conhecer alguém que o fez. O relatório, intitulado ‘Tendências de Fraude no Ambiente de Trabalho’, também indicou que 32% dos gerentes e 43% dos executivos de alto escalão consideram essa prática justificável. Os motivos para essa atitude incluem problemas financeiros, a crença de que a venda é uma ação inofensiva e descontentamento com o trabalho. Os setores de TI e telecomunicações apresentaram a maior tolerância a esse tipo de fraude. Embora a venda de acesso a sistemas tenha sido uma das fraudes menos comuns abordadas, a pesquisa destaca a necessidade de as empresas desenvolverem uma cultura anti-fraude, conscientizando os funcionários sobre suas responsabilidades e as consequências de suas ações. A Cifas enfatiza que as organizações devem estar atentas a essa disposição dos funcionários, especialmente em um cenário onde a fraude pode ter impactos significativos na segurança e na integridade dos dados corporativos.

Um número alarmante de trabalhadores venderia dados da empresa por dinheiro

Um estudo recente da Cifas revelou que cerca de 18% dos trabalhadores admitiram ter vendido credenciais de login de suas empresas por dinheiro, evidenciando um comportamento preocupante em relação à segurança cibernética. Além disso, 24% dos entrevistados consideram aceitável trabalhar secretamente para concorrentes, enquanto 13% conhecem alguém que usou fundos da empresa para apostas. Esses dados indicam que a fraude no ambiente de trabalho está se tornando uma prática normalizada, o que representa um risco significativo para a segurança das informações corporativas. O CEO da Cifas, Mike Haley, destacou que esses achados refletem uma mudança mais ampla nas atitudes dos funcionários diante da oportunidade de cometer fraudes. Para mitigar esses riscos, a empresa sugere que as organizações implementem monitoramento de ameaças internas, verificação de identidade mais rigorosa e checagens de antecedentes mais robustas, além de oferecer treinamento adequado aos funcionários para reconhecer e desafiar comportamentos de risco.

Métodos de Fraude Organizada em Instituições Financeiras

Atuantes em fóruns e grupos de chat underground, criminosos estão desenvolvendo métodos estruturados de fraude que visam explorar as fraquezas nos processos de trabalho das instituições financeiras. Em vez de golpes isolados, essas discussões revelam uma abordagem organizada que combina dados de identidade roubados, engenharia social e conhecimento dos fluxos financeiros. Pequenas e médias cooperativas de crédito são frequentemente mencionadas como alvos preferenciais devido a lacunas percebidas em seus sistemas de verificação e recursos limitados de prevenção de fraudes. Pesquisadores identificaram um método detalhado de fraude em empréstimos que permite que atacantes naveguem por verificações de crédito e processos de aprovação de empréstimos usando identidades roubadas, evitando os gatilhos de segurança tradicionais. A abordagem se concentra em contornar os processos legítimos de integração e empréstimo, utilizando dados pessoais suficientes para se passar por um tomador de empréstimo legítimo. A fraude começa antes mesmo da submissão do primeiro formulário, com atacantes adquirindo identidades roubadas e informações financeiras de mercados underground. O foco na exploração de instituições menores, que dependem de métodos tradicionais de verificação, destaca a evolução das fraudes financeiras, que agora se concentram mais nos processos do que nas vulnerabilidades de software.

Operação internacional desmantela fraudes em criptomoedas

Uma operação internacional coordenada entre autoridades dos EUA e da China resultou na prisão de pelo menos 276 suspeitos e no fechamento de nove centros de fraudes relacionados a investimentos em criptomoedas, que visavam cidadãos americanos. A ação foi liderada pela Polícia de Dubai, em colaboração com o FBI e o Ministério da Segurança Pública da China. Os acusados, incluindo indivíduos de Mianmar e Indonésia, enfrentam acusações de fraude e lavagem de dinheiro nos EUA. Os golpistas utilizavam táticas conhecidas como ‘pig butchering’ e ‘romance baiting’, enganando vítimas a investirem em plataformas fraudulentas de criptomoedas. Após a transferência dos fundos, os ativos eram lavados para contas de criptomoedas dos fraudadores. A operação também resultou na notificação de quase 9.000 vítimas e na recuperação de aproximadamente $562 milhões. Além disso, um senador cambojano foi sancionado por seu envolvimento em redes de fraudes cibernéticas. A situação destaca a crescente interconexão entre fraudes financeiras e tráfico humano, com trabalhadores sendo forçados a participar de esquemas fraudulentos sob condições desumanas.

Operação internacional desmantela fraudes em investimentos em criptomoedas

Uma operação conjunta entre autoridades dos EUA e da China resultou na prisão de pelo menos 276 suspeitos e no fechamento de nove centros de fraude em investimentos em criptomoedas. A ação, liderada pela Polícia de Dubai, focou em redes criminosas que operavam esquemas de ‘pig-butchering’, onde golpistas criam laços de confiança com as vítimas através de amizades ou romances falsos, levando-as a plataformas de investimento fraudulentas que esvaziam suas contas. Os documentos judiciais revelam que as vítimas perderam imediatamente o controle dos fundos transferidos, que eram lavados por meio de contas de criptomoedas adicionais. Entre os presos, destaca-se Thet Min Nyi, acusado de ser gerente de uma das operações fraudulentas. A operação também levou à prisão de outros indivíduos ligados a diferentes grupos de fraude. O FBI identificou várias vítimas nos EUA, com perdas que somam milhões de dólares. Em 2025, a fraude em investimentos representou 49% de todos os incidentes relacionados a golpes, resultando em perdas de US$ 8,6 bilhões. A criação da Scam Center Strike Force pelos EUA visa desmantelar redes de fraudes em criptomoedas, refletindo a crescente preocupação com a segurança cibernética nesse setor.

Autoridades austríacas e albanesas desmantelam esquema de fraude em criptomoedas

Autoridades da Áustria e da Albânia desmantelaram uma rede criminosa acusada de operar um esquema de fraude em investimentos em criptomoedas, resultando em perdas estimadas em mais de €50 milhões (cerca de $58,5 milhões) para vítimas em todo o mundo. A ação conjunta, iniciada em junho de 2023 e apoiada pela Europol e Eurojust, culminou na prisão de 10 suspeitos e na realização de buscas em três call centers e nove residências particulares em 17 de abril. Durante a operação, foram apreendidos €891.735 em dinheiro, 443 computadores, 238 celulares, 6 laptops e diversos dispositivos de armazenamento de dados para exame forense.

Fraude publicitária utiliza IA e envenenamento de busca

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo esquema de fraude publicitária que utiliza técnicas de envenenamento de busca (SEO) e conteúdo gerado por inteligência artificial (IA) para disseminar notícias enganosas no feed do Google Discover. Nomeada de Pushpaganda pela equipe de pesquisa da HUMAN, a campanha tem como alvo usuários de Android e Chrome, enganando-os para que ativem notificações de navegador que levam a scareware e fraudes financeiras. Durante seu pico, cerca de 240 milhões de solicitações de lances foram associadas a 113 domínios relacionados à campanha, que inicialmente focou na Índia, mas se expandiu para regiões como EUA, Austrália, Canadá, África do Sul e Reino Unido. Os pesquisadores destacam que os golpistas atraem usuários para histórias falsas, forçando-os a habilitar notificações que enviam ameaças legais falsas e fraudes. Essa técnica não é nova, mas a combinação com IA a torna mais eficaz. A HUMAN também identificou uma rede de mais de 3.000 domínios e 63 aplicativos Android que constituem um dos maiores mercados de lavagem de fraude publicitária já descobertos, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e inteligência de ameaças para mitigar esses riscos.

Anatomia da Cadeia de Fraude Moderna Um Desafio em Cibersegurança

Os ataques de fraude modernos se assemelham a uma corrida de revezamento, onde diferentes ferramentas e atores gerenciam cada etapa do processo, desde o cadastro até o saque. A cadeia de ataque típica começa com a automação, onde bots e scripts criam um grande número de contas com esforço humano mínimo, utilizando e-mails comprometidos e credenciais vazadas para parecerem usuários legítimos. Proxies residenciais mascaram o tráfego, fazendo-o parecer de usuários normais. Após a criação das contas, os atacantes mudam para sessões manuais, utilizando táticas como phishing e malware para realizar transações de alto valor. A análise de um único sinal, como IP ou e-mail, pode levar a falsos positivos, pois usuários legítimos podem compartilhar a mesma infraestrutura que os atacantes. Para uma defesa eficaz, é essencial correlacionar sinais de IP, identidade, dispositivo e comportamento em um modelo de risco unificado. Essa abordagem permite identificar padrões de abuso coordenado e reduzir a fricção para usuários genuínos. O artigo destaca a importância de um modelo de múltiplos sinais para melhorar a precisão na detecção de fraudes, essencial para empresas que buscam proteger suas operações e receitas.

Músico da Carolina do Norte admite fraude de royalties de R 10 milhões

O músico Michael Smith, da Carolina do Norte, se declarou culpado por um esquema de fraude de royalties que arrecadou mais de R$ 10 milhões através de plataformas de streaming como Spotify, Apple Music, Amazon Music e YouTube Music. Smith, de 54 anos, adquiriu centenas de milhares de músicas geradas por inteligência artificial (IA) e as carregou nessas plataformas. Para inflacionar artificialmente as estatísticas de audição, ele utilizou bots de IA que reproduziram as faixas bilhões de vezes entre 2017 e 2024. Documentos judiciais revelaram que ele colaborou com um promotor musical não identificado e o CEO de uma empresa de música baseada em IA para evitar a detecção dos sistemas antifraude, utilizando redes privadas virtuais (VPNs). Em um e-mail de 2018, Smith destacou a necessidade de criar um grande volume de conteúdo com pequenas quantidades de streams para contornar as políticas antifraude. No auge da operação, ele operava mais de 1.000 contas de bots, estimando que cada bot poderia gerar cerca de 661.440 streams por dia. Smith concordou em pagar mais de R$ 8 milhões em confisco e enfrenta uma pena máxima de 5 anos de prisão por conspiração para cometer fraude eletrônica. O caso levanta preocupações sobre a integridade das plataformas de streaming e o impacto de fraudes semelhantes na indústria musical.

Meta processa anunciantes fraudulentos em plataformas digitais

A Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, anunciou ações legais contra anunciantes enganosos de países como Brasil, China e Vietnã. As medidas incluem a suspensão de métodos de pagamento, desativação de contas relacionadas e bloqueio de domínios utilizados em fraudes. Entre os processados, destacam-se dois anunciantes brasileiros que usaram imagens e vozes alteradas de celebridades para promover produtos de saúde fraudulentos. Além disso, a Meta enviou cartas de cessação a consultores de marketing que ofereciam serviços para contornar suas políticas de anúncios. A empresa também está combatendo técnicas de ‘cloaking’, que escondem a verdadeira natureza de sites fraudulentos. Um estudo revelou que cerca de 30% dos anúncios analisados nas plataformas da Meta na Europa apontavam para fraudes, phishing ou malware. A situação é preocupante, especialmente após a descoberta de que 19% das vendas de anúncios da Meta na China em 2024 estavam relacionadas a conteúdos proibidos. As fraudes online, como o ‘pig butchering’, têm se intensificado, afetando principalmente usuários no Japão e em outros países, levando a um aumento significativo de domínios fraudulentos e práticas de roubo de dados.

Ucraniano é condenado por facilitar esquema de fraude para a Coreia do Norte

Oleksandr Didenko, um cidadão ucraniano de 29 anos, foi condenado a cinco anos de prisão nos Estados Unidos por seu papel em um esquema de fraude que facilitava a contratação de trabalhadores de tecnologia da informação (TI) da Coreia do Norte. Didenko admitiu ter conspirado para cometer fraude eletrônica e roubo de identidade agravado, ao roubar identidades de cidadãos americanos e vendê-las a trabalhadores de TI, permitindo que eles conseguissem empregos em 40 empresas dos EUA. Os salários recebidos eram enviados de volta ao regime norte-coreano para apoiar seus programas de armamento. Ele foi preso na Polônia em 2024 e extraditado para os EUA. Além da pena de prisão, Didenko deve cumprir 12 meses de liberdade supervisionada e pagar mais de 46 mil dólares em restituição. O esquema envolvia a operação de um site que oferecia identidades roubadas e a criação de ‘fazendas de laptops’ nos EUA, onde equipamentos eram hospedados para dar a impressão de que os trabalhadores estavam localizados no país. Apesar das ações das autoridades, a Coreia do Norte continua a usar novas táticas para infiltrar-se em empresas americanas, o que representa uma ameaça crescente à segurança cibernética.

Homens de Connecticut são acusados de fraudes em sites de apostas

Dois homens de Connecticut, Amitoj Kapoor e Siddharth Lillaney, enfrentam acusações federais por supostamente fraudar sites de apostas online, como FanDuel, em cerca de 3 milhões de dólares ao longo de vários anos. Eles teriam utilizado identidades roubadas de aproximadamente 3.000 vítimas, adquiridas em mercados da dark web e na plataforma de mensagens Telegram. A acusação, que inclui 45 contagens, alega que os réus criaram contas fraudulentas em plataformas de apostas entre abril de 2021 e 2026, visando bônus promocionais oferecidos a novos usuários. Para facilitar a verificação das contas, eles mantinham assinaturas de serviços de verificação de antecedentes. A fraude foi realizada através da transferência de ganhos para cartões virtuais, que eram utilizados para depósitos e retiradas. As acusações incluem conspiração para cometer fraude de identidade, fraude eletrônica, roubo de identidade e lavagem de dinheiro. As autoridades destacam a gravidade do crime, que causou dificuldades significativas às vítimas. O caso ressalta a vulnerabilidade de plataformas de apostas online e a necessidade de medidas de segurança mais robustas para proteger dados pessoais.

Deepfakes e IA Protegendo Apostadores de Fraudes em Apostas

O mercado de apostas esportivas no Brasil tem crescido significativamente, mas enfrenta um aumento alarmante de fraudes, especialmente com o uso de deepfakes e inteligência artificial (IA). Um relatório da Sumsub revelou que o uso de deepfakes em golpes aumentou 126% em 2025, com 78% das operadoras de apostas relatando casos desse tipo. Os criminosos utilizam deepfakes de celebridades para criar anúncios fraudulentos, enganando apostadores e levando-os a baixar aplicativos maliciosos que parecem legítimos. A biometria surge como uma solução eficaz para combater essas fraudes, permitindo a verificação da identidade dos usuários e dificultando a criação de contas falsas. Apesar das regulamentações implementadas pelo governo, as operadoras ilegais ainda representam um desafio significativo, pois não estão sujeitas a monitoramento e penalidades. A situação exige que as operadoras legais adotem tecnologias avançadas para se manterem à frente dos criminosos, especialmente em um cenário onde a IA está cada vez mais acessível e utilizada para fraudes.

Fraude massiva clonou cartões de 4,3 milhões de pessoas em 193 países

Uma operação internacional chamada Chargeback desmantelou um esquema de fraude que afetou 4,3 milhões de pessoas em 193 países, resultando em um prejuízo estimado de mais de 300 milhões de euros (cerca de 1,8 bilhões de reais). As investigações, que contaram com a colaboração de autoridades de países como Alemanha, EUA, Canadá e outros, revelaram três redes criminosas que utilizavam dados de cartões de crédito para criar assinaturas falsas em sites de pornografia e serviços de streaming entre 2016 e 2021. Os criminosos, que se apresentavam como operadores de redes e gestores de risco, usaram a infraestrutura de quatro empresas de pagamento na Alemanha para lavar dinheiro. A operação resultou na prisão de 18 suspeitos, incluindo cinco executivos de empresas de pagamento. A polícia apreendeu bens avaliados em mais de 35 milhões de euros na Alemanha, além de veículos de luxo e criptomoedas em Luxemburgo. Este caso destaca a vulnerabilidade das plataformas de pagamento e a necessidade de medidas de segurança mais rigorosas para proteger os consumidores contra fraudes.

Nove pessoas são presas por lavagem de dinheiro com criptomoedas na Europa

Uma operação coordenada de aplicação da lei resultou na prisão de nove indivíduos envolvidos em uma rede de lavagem de dinheiro com criptomoedas, que enganou vítimas em um total de €600 milhões (aproximadamente $688 milhões). A ação, realizada entre 27 e 29 de outubro, abrangeu países como Chipre, Espanha e Alemanha, com o apoio de agências de outros países europeus, incluindo França e Bélgica. Os suspeitos foram acusados de criar plataformas de investimento em criptomoedas fraudulentas que prometiam altos retornos, atraindo vítimas por meio de publicidade em redes sociais, chamadas frias e depoimentos falsos. Após os investimentos, os ativos eram lavados utilizando tecnologia de blockchain. A investigação começou após reclamações de vítimas que não conseguiam recuperar seus investimentos, levando às prisões e apreensões de €800.000 em contas bancárias, €415.000 em criptomoedas e €300.000 em dinheiro. A Europol destacou que o uso criminoso de criptomoedas está se tornando cada vez mais profissional e organizado, exigindo uma resposta colaborativa e eficaz das autoridades.

Avanço da IA desafia empresas com aumento de fraudes corporativas

O uso crescente da inteligência artificial (IA) no ambiente corporativo trouxe não apenas otimizações, mas também um aumento alarmante nas fraudes. Um levantamento da plataforma AppZen revelou que, em setembro de 2025, cerca de 14% dos documentos falsos foram gerados com a ajuda da IA, um aumento significativo em relação a 2024, quando essas fraudes eram raras. Os esquemas mais comuns incluem a criação de notas fiscais e comprovantes falsos, tornando a detecção desses golpes cada vez mais desafiadora. A fintech Ramp, por exemplo, bloqueou mais de US$ 1 milhão em notas suspeitas nos últimos três meses. Especialistas, como Fernando Nery, CEO da fintech Portão 3, alertam que a sofisticação das fraudes exige que as empresas invistam em mecanismos de verificação inteligente e cruzamento de dados em tempo real para aumentar a confiança na detecção de documentos falsificados. A situação exige uma reavaliação das práticas de controle financeiro, uma vez que o risco não se limita mais à falta de processos, mas à capacidade de identificar falsificações quase perfeitas geradas por IA.

Cidadã chinesa é condenada por esquema fraudulento de criptomoedas

Uma cidadã chinesa, Zhimin Qian, também conhecida como Yadi Zhang, foi condenada no Reino Unido por sua participação em um esquema fraudulento de criptomoedas que resultou na defraudação de mais de 128 mil vítimas. Durante uma operação policial em sua residência em Londres, as autoridades confiscou £5,5 bilhões (aproximadamente $7,39 bilhões) em criptomoedas, totalizando 61.000 Bitcoins, o que representa a maior apreensão desse tipo no mundo. A investigação, iniciada em 2018, revelou que Zhang enganou principalmente pessoas entre 50 e 75 anos, prometendo lucros garantidos e dividendos diários. Após fugir da China com documentos falsos, ela tentou lavar o dinheiro por meio da compra de propriedades no Reino Unido. Outro envolvido, Jian Wen, também foi condenado e teve que devolver mais de £3,1 milhões. Além disso, a INTERPOL anunciou a Operação Contender 3.0, que resultou na prisão de 260 suspeitos em 14 países africanos, visando combater fraudes online, como golpes românticos e sextorsão, que afetaram 1.463 vítimas e geraram perdas de $2,8 milhões.

Fraude online em criptomoedas resulta em prisão de cinco suspeitos na Europa

Autoridades de segurança na Europa prenderam cinco suspeitos envolvidos em um esquema de fraude online que desviou mais de €100 milhões (cerca de $118 milhões) de mais de 100 vítimas na França, Alemanha, Itália e Espanha. A operação, coordenada pela Eurojust, incluiu buscas em cinco locais na Espanha e Portugal, além de ações em Itália, Romênia e Bulgária, resultando no congelamento de contas bancárias e ativos financeiros relacionados ao crime. O principal acusado foi denunciado por fraudes em larga escala e lavagem de dinheiro, operando uma plataforma de investimento online que prometia altos retornos em criptomoedas. Após os depósitos, os fundos eram transferidos para contas na Lituânia para lavagem. Vítimas que tentaram retirar seus investimentos foram solicitadas a pagar taxas adicionais, após o que o site desapareceu. A investigação envolveu várias agências judiciais e de segurança de diferentes países europeus e destacou a crescente preocupação com fraudes online, especialmente em investimentos. Em um contexto mais amplo, a Comissão Federal de Comércio dos EUA relatou perdas recordes de $12,5 bilhões em fraudes em 2024, com os esquemas de investimento sendo os mais prejudiciais. Além disso, um ataque de engenharia social em uma plataforma de blockchain resultou na recuperação de $13 milhões, demonstrando a importância da detecção precoce e ação rápida contra fraudes.