Espionagem

Engenheiro do Google é condenado por espionagem econômica nos EUA

Um ex-engenheiro do Google, Linwei Ding, foi condenado nos Estados Unidos por roubo de segredos comerciais e espionagem econômica, após ter transferido mais de 2.000 documentos confidenciais da empresa para sua conta pessoal no Google Cloud. Os documentos continham informações cruciais sobre a tecnologia de inteligência artificial (IA) da empresa, incluindo detalhes sobre chips personalizados e infraestrutura de supercomputação. Ding, que trabalhou na Google de 2019 até sua demissão em 2023, estava em processo de fundar uma startup na China focada em IA. A investigação revelou que ele tomou medidas enganosas para ocultar suas ações, como copiar dados para um aplicativo de notas e apresentar-se como ainda empregado da Google enquanto estava na China. O Departamento de Justiça dos EUA destacou a importância de proteger a propriedade intelectual americana contra interesses estrangeiros, especialmente em um setor tão estratégico como o de IA. Ding enfrenta penas de até 15 anos de prisão por cada acusação de espionagem econômica e 10 anos por roubo de segredos comerciais.

Instituto Chinês ligado à espionagem cibernética é investigado

O Beijing Institute of Electronics Technology and Application (BIETA) é uma empresa chinesa que, segundo investigações, estaria sob a liderança do Ministério da Segurança do Estado (MSS) da China. A análise aponta que pelo menos quatro funcionários da BIETA têm vínculos diretos ou indiretos com oficiais do MSS, além de conexões com a Universidade de Relações Internacionais, conhecida por suas ligações com o MSS. A BIETA e sua subsidiária, Beijing Sanxin Times Technology Co., Ltd. (CIII), desenvolvem tecnologias que supostamente apoiam missões de inteligência e segurança nacional da China, incluindo métodos de esteganografia para comunicações secretas e ferramentas de investigação forense. A empresa também tem se envolvido em projetos que permitem monitorar e bloquear dispositivos móveis em grandes eventos, além de desenvolver softwares para simulação de comunicação e testes de penetração em sistemas. A Mastercard, que analisou a situação, sugere que a BIETA e a CIII são organizações de fachada que facilitam operações de inteligência cibernética do governo chinês. Essa revelação surge em um contexto de crescente preocupação com a segurança cibernética e a espionagem, especialmente em relação a tecnologias amplamente utilizadas no Brasil.