Cibercrime

EUA apreendem conta em nuvem ligada a fraudes com criptomoedas

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a apreensão de uma conta de computação em nuvem utilizada por subsidiárias do conglomerado empresarial HuiOne Group, baseado no Camboja. Essas subsidiárias são acusadas de facilitar a transferência de lucros provenientes de fraudes com criptomoedas e outros crimes cibernéticos, permitindo a conversão desses lucros para o setor bancário legítimo sem serem detectados. A conta apreendida hospedava a infraestrutura de backend para as subsidiárias, incluindo a HuiOne Guarantee, que operava um mercado ilícito no Telegram, movimentando bilhões de dólares entre 2021 e 2025. Os serviços oferecidos incluíam dados pessoais e financeiros, serviços de lavagem de dinheiro, desenvolvimento de sites fraudulentos e até ferramentas para facilitar a clonagem de voz e deepfakes. Apesar do encerramento das operações da HuiOne em maio de 2025, novas plataformas surgiram para preencher o vazio deixado. O Tesouro dos EUA também impôs sanções contra o Prince Group, classificado como Organização Criminosa Transnacional, que se beneficiava de operações de fraude e lavagem de dinheiro. A situação destaca a crescente complexidade e a adaptação do crime cibernético, que continua a impactar cidadãos americanos e, potencialmente, brasileiros.

Aumento dramático do cibercrime na Ásia e Pacífico, alerta INTERPOL

Um novo relatório da INTERPOL destaca um aumento dramático no cibercrime na Ásia e no Pacífico, impulsionado pela rápida digitalização e pela penetração da internet. O relatório de Avaliação de Ciberameaças da INTERPOL para 2025/2026 revela que o phishing é a forma mais comum e financeiramente prejudicial de crime cibernético, com um terço dos países da região relatando mais de 10.000 casos entre janeiro de 2024 e março de 2025. Mais da metade dos países membros da INTERPOL indicou que o cibercrime representa pelo menos 30% de todos os crimes registrados. O diretor de Cibercrime da INTERPOL, Neal Jetton, enfatiza que os criminosos estão utilizando inteligência artificial e técnicas de engenharia social em larga escala. O relatório também aponta um aumento significativo em ataques de ransomware, com mais de 135.000 incidentes registrados em 2024, afetando principalmente os setores imobiliário, manufatureiro e de serviços financeiros. Além disso, a utilização de tecnologias como deepfake para fraudes e exploração sexual tem crescido, com organizações criminosas transnacionais estabelecendo centros de fraude que utilizam trabalho forçado. O fortalecimento da cooperação operacional e da resiliência cibernética é essencial para proteger comunidades e infraestruturas críticas na região.

INTERPOL realiza operação contra cibercrime no Oriente Médio e Norte da África

A INTERPOL coordenou uma operação inédita de combate ao cibercrime na região do Oriente Médio e Norte da África (MENA), resultando em 201 prisões e a identificação de 382 suspeitos entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026. A operação, chamada Ramz, teve como foco a neutralização de ameaças de phishing e malware, além de fraudes cibernéticas que causam prejuízos significativos à região. Durante a ação, 3.867 vítimas foram identificadas e 53 servidores foram apreendidos. As autoridades da Argélia desmantelaram uma infraestrutura de phishing como serviço (PhaaS), enquanto no Marrocos foram confiscados dispositivos com dados bancários. Em Omã, um servidor legítimo foi encontrado com vulnerabilidades críticas e infectado por malware. A operação também revelou que dispositivos comprometidos estavam sendo usados no Catar sem o conhecimento dos proprietários. Além disso, a polícia da Jordânia prendeu 15 indivíduos envolvidos em fraudes financeiras, que eram, na verdade, vítimas de tráfico humano. A operação envolveu 13 países e destacou a importância da colaboração internacional no combate ao cibercrime.

Operação internacional contra cibercrimes resulta em 651 prisões na África

Uma operação internacional contra fraudes online, chamada Operação Red Card 2.0, resultou na prisão de 651 pessoas e na recuperação de mais de 4,3 milhões de dólares. A ação, liderada por agências de segurança de 16 países africanos, ocorreu entre 8 de dezembro de 2025 e 30 de janeiro de 2026, e teve como alvo fraudes em investimentos de alto rendimento, fraudes com dinheiro móvel e aplicações de empréstimos fraudulentas. Durante a operação, foram identificadas 1.247 vítimas, com perdas financeiras estimadas em mais de 45 milhões de dólares. As autoridades confiscavam 2.341 dispositivos e desmantelaram 1.442 IPs, domínios e servidores maliciosos. Casos notáveis incluem a desarticulação de uma rede de fraudes na Nigéria que recrutava jovens para cometer crimes cibernéticos e a prisão de 27 indivíduos no Quênia envolvidos em um esquema de investimento falso. A INTERPOL destacou a importância da colaboração internacional no combate ao cibercrime e incentivou as vítimas a procurarem ajuda das autoridades.

Por trás da luta contra o cibercrime o que sabemos sobre criminosos capturados

O aumento da sofisticação do cibercrime tem levado agências de segurança a intensificarem suas ações em nível global. Um novo estudo apresenta um conjunto de dados com 418 operações de aplicação da lei entre 2021 e 2025, coletadas pela Orange Cyberdefense. Os dados revelam que a extorsão, incluindo ransomware, é o crime mais abordado, seguido pela instalação de malware e invasões. As prisões representam 29% das ações, com um foco claro na responsabilização individual. Além disso, as operações de desmantelamento de plataformas ilícitas e a aplicação de sanções estão se tornando cada vez mais comuns, refletindo uma abordagem mais abrangente para combater o cibercrime. O estudo também destaca a liderança dos Estados Unidos, que participou de 45% das ações, enquanto países como Alemanha, Reino Unido e França também desempenham papéis significativos. A análise sugere que as motivações por trás do cibercrime estão se tornando mais complexas, misturando interesses financeiros, políticos e ideológicos, o que desafia as distinções tradicionais entre atividades criminosas e ideológicas.

Microsoft desmantela serviço de cibercrime RedVDS nos EUA e Reino Unido

A Microsoft anunciou uma ação legal coordenada nos Estados Unidos e no Reino Unido para desmantelar o serviço de cibercrime RedVDS, que supostamente causou perdas de fraudes na casa dos milhões. O RedVDS oferecia acesso a computadores virtuais descartáveis por apenas US$ 24 por mês, facilitando atividades criminosas como phishing e fraudes financeiras. Desde março de 2025, as atividades relacionadas ao RedVDS resultaram em cerca de US$ 40 milhões em perdas de fraudes nos EUA. O serviço, que operava com software não licenciado, permitia que criminosos operassem de forma anônima e escalável, utilizando ferramentas de inteligência artificial para aprimorar suas fraudes. A Microsoft identificou uma rede global de criminosos utilizando a infraestrutura do RedVDS, que comprometeu mais de 191 mil organizações em diversos setores. A ação da Microsoft é parte de um esforço mais amplo de combate ao cibercrime, visando proteger empresas e indivíduos de fraudes sofisticadas.

INTERPOL prende 1.209 cibercriminosos em operação na África

Em uma operação coordenada pela INTERPOL, 1.209 cibercriminosos foram presos em 18 países africanos, com foco em crimes cibernéticos como ransomware e fraudes online. A operação, chamada de Serengeti 2.0, resultou na recuperação de US$ 97,4 milhões e na desarticulação de 11.432 infraestruturas maliciosas. Entre os destaques, estão a desativação de 25 centros de mineração de criptomoedas em Angola, onde 60 cidadãos chineses estavam envolvidos, e a interrupção de uma operação de fraude de investimento online na Zâmbia, que enganou 65.000 vítimas, resultando em perdas de cerca de US$ 300 milhões. Além disso, uma rede de fraude de herança transnacional originada na Alemanha foi desmantelada. A operação ressalta a necessidade urgente de cooperação internacional no combate ao cibercrime, que não respeita fronteiras. A INTERPOL enfatizou que a colaboração entre países é essencial para aumentar a eficácia das ações contra esse tipo de crime.

Membro do grupo Scattered Spider é condenado a 10 anos de prisão nos EUA

Noah Michael Urban, um jovem de 20 anos, foi condenado a dez anos de prisão nos Estados Unidos por sua participação em uma série de ataques cibernéticos e roubos de criptomoedas, relacionados ao infame grupo de cibercrime conhecido como Scattered Spider. Urban, que se declarou culpado de fraude eletrônica e roubo de identidade agravado, também foi condenado a pagar US$ 13 milhões em restituição às vítimas. Entre agosto de 2022 e março de 2023, ele e seus cúmplices realizaram ataques de SIM swapping, que permitiram o acesso não autorizado a contas de criptomoedas, resultando em um roubo de pelo menos US$ 800 mil de cinco vítimas diferentes. Além disso, o Departamento de Justiça dos EUA revelou que Urban e outros membros do grupo utilizaram técnicas de engenharia social para invadir redes corporativas e roubar dados proprietários, além de desviar milhões de dólares em criptomoedas. O Scattered Spider, que se uniu a outros grupos de cibercrime, está se tornando uma ameaça crescente, utilizando táticas que exploram vulnerabilidades humanas em vez de apenas técnicas. A condenação de Urban destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis em um cenário de cibercrime em evolução.