Ataque

Hackers russos intensificam ataques a instituições do Reino Unido

O Centro de Ciber Segurança Nacional do Reino Unido (NCSC) alertou sobre um aumento nos ataques cibernéticos direcionados a instituições britânicas, incluindo órgãos governamentais e operadores de infraestrutura crítica. Esses ataques, principalmente de negação de serviço (DoS), têm como objetivo derrubar sites e serviços essenciais, impactando diretamente a população, especialmente em áreas como saúde. O grupo hacktivista NoName057(16), ativo desde março de 2022, é um dos principais responsáveis por essas ações, utilizando plataformas como Telegram e GitHub para coordenar seus ataques e compartilhar ferramentas. A motivação por trás desses ataques é ideológica, relacionada ao apoio ocidental à Ucrânia no atual conflito. Apesar de sua baixa sofisticação técnica, os ataques DoS podem causar interrupções significativas, exigindo tempo e recursos para recuperação. A NCSC recomenda que as organizações revisem suas defesas e fortaleçam a resiliência cibernética para mitigar esses riscos.

Ameaça de cibersegurança Aplicações web mal configuradas em risco

Um novo relatório da empresa de testes de penetração automatizados Pentera revela que atores maliciosos estão explorando aplicações web mal configuradas, como DVWA e OWASP Juice Shop, para acessar ambientes de nuvem de grandes empresas, incluindo várias da lista Fortune 500. Essas aplicações, que são intencionalmente vulneráveis para fins de treinamento, representam um risco significativo quando expostas na internet pública e associadas a contas de nuvem privilegiadas. A pesquisa identificou 1.926 aplicações vulneráveis expostas, frequentemente ligadas a funções de IAM (Gerenciamento de Identidade e Acesso) excessivamente privilegiadas. Os hackers têm utilizado esses pontos de entrada para implantar mineradores de criptomoedas, webshells e mecanismos de persistência em sistemas comprometidos. A investigação revelou que cerca de 20% das instâncias do DVWA analisadas continham artefatos implantados por atacantes, com atividades de mineração de criptomoedas sendo realizadas em segundo plano. Os pesquisadores recomendam que as organizações mantenham um inventário abrangente de todos os recursos em nuvem e adotem práticas de segurança como a mudança de credenciais padrão e a aplicação do princípio do menor privilégio. As empresas afetadas, como Cloudflare e Palo Alto Networks, já foram notificadas e corrigiram as falhas identificadas.

Mercado de garantias no Telegram encerra operações de fraudes

Um mercado de garantias baseado no Telegram, conhecido como Tudou Guarantee, está encerrando suas operações, conforme revelado por uma pesquisa da empresa de inteligência em blockchain Elliptic. Estima-se que o Tudou tenha processado mais de US$ 12 bilhões em transações, tornando-se o terceiro maior mercado ilícito da história. Embora suas operações de jogo ainda estejam ativas, a interrupção das transações em grupos públicos sugere uma possível mudança ou fechamento total. O Tudou se destacou como um centro para a venda de dados pessoais roubados, serviços de lavagem de dinheiro e plataformas fraudulentas, atraindo vendedores que anteriormente utilizavam o HuiOne Guarantee, que também foi fechado. A recente prisão do CEO do Prince Group, Chen Zhi, por envolvimento em um esquema de fraude de investimento, pode ter acelerado o declínio do Tudou. A Elliptic observa que, apesar do fechamento, a atividade criminosa provavelmente se dispersará para outros mercados. Em resposta, o governo dos EUA criou a Scam Center Strike Force para combater redes criminosas transnacionais na região, já confiscando US$ 401 milhões em criptomoedas relacionadas a fraudes.

Homem do Tennessee se declara culpado por hackeamento da Suprema Corte dos EUA

Nicholas Moore, um homem de 24 anos de Springfield, Tennessee, se declarou culpado por invadir o sistema de arquivamento eletrônico da Suprema Corte dos Estados Unidos e acessar contas da AmeriCorps e do Departamento de Assuntos de Veteranos. Entre agosto e outubro de 2023, ele acessou o sistema da Suprema Corte pelo menos 25 vezes utilizando credenciais roubadas, muitas vezes logando várias vezes ao dia. Moore se gabou das invasões em sua conta no Instagram, @ihackedthegovernment, onde postou capturas de tela com detalhes dos sistemas invadidos e informações pessoais das vítimas. Além disso, ele acessou a conta da AmeriCorps de outra vítima sete vezes, obtendo dados pessoais sensíveis, e invadiu o portal de saúde do Departamento de Assuntos de Veteranos cinco vezes, expondo informações privadas de saúde de um veterano. Moore confessou um crime de fraude informática, que pode resultar em até um ano de prisão e uma multa de até 100 mil dólares.

Governo do Reino Unido alerta sobre ataques DDoS de grupos hacktivistas russos

O governo do Reino Unido emitiu um alerta sobre atividades maliciosas contínuas de grupos hacktivistas alinhados à Rússia, que estão visando a infraestrutura crítica e organizações governamentais locais através de ataques de negação de serviço distribuído (DDoS). Esses ataques têm como objetivo derrubar sites e desativar serviços, causando custos elevados para as organizações afetadas. O Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) destacou o grupo NoName057(16), que opera o projeto DDoSia, permitindo que voluntários contribuam com recursos computacionais para realizar ataques DDoS em troca de recompensas. Apesar de uma operação internacional que interrompeu parte das atividades do grupo em julho de 2025, os principais operadores ainda estão ativos, o que representa uma ameaça em evolução, especialmente para ambientes de tecnologia operacional (OT). Para mitigar os riscos de DDoS, o NCSC recomenda que as organizações compreendam seus serviços, fortaleçam defesas, projetem para escalabilidade rápida e testem continuamente suas defesas. Os hacktivistas russos têm se tornado uma ameaça crescente desde 2022, visando organizações em países que se opõem às ambições geopolíticas da Rússia.

Homem da Jordânia se declara culpado por venda de acesso a redes de empresas

Feras Khalil Ahmad Albashiti, um homem de 40 anos da Jordânia, se declarou culpado por atuar como um ‘access broker’, vendendo acesso a redes de computadores de pelo menos 50 empresas. A extradição de Albashiti foi realizada pelo Departamento de Justiça dos EUA, após sua prisão na Geórgia em julho de 2024. Ele foi acusado de fraude envolvendo credenciais de acesso e sua sentença está marcada para 11 de maio de 2026, podendo enfrentar até 10 anos de prisão e multas que podem chegar a $250.000. A investigação começou em maio de 2023, quando agentes de segurança identificaram Albashiti em um fórum online que vendia malware. Ele foi preso após vender acesso a redes de empresas para um agente disfarçado em troca de criptomoedas. O papel de ‘initial access brokers’ é crucial no ecossistema do cibercrime, pois eles fornecem credenciais que permitem que outros criminosos realizem ataques, como roubo de dados e ransomware. Recentemente, a Microsoft alertou sobre um broker que está abusando de ferramentas do Windows para carregar malware, destacando a crescente ameaça que esses intermediários representam.

Ciberataques ameaçam Olimpíadas de Inverno na Itália

A equipe de pesquisa Unit 42, da Palo Alto Networks, alertou sobre as ameaças cibernéticas que podem afetar as Olimpíadas de Inverno de Milano Cortina, programadas para fevereiro de 2026. Os riscos incluem ataques à infraestrutura digital e Wi-Fi, como os que ocorreram em edições anteriores, além de ameaças de DDoS e ransomware. A concentração de pessoas e dados durante o evento torna-o um alvo atrativo para golpistas, que podem tentar extorquir organizações ou realizar espionagem cibernética. Os principais tipos de atacantes identificados são grupos motivados financeiramente, agências de espionagem estatais e hacktivistas. A interconexão de sistemas pode facilitar o acesso de hackers, que podem comprometer serviços essenciais como energia e transporte, impactando a confiança no evento. Além disso, a utilização de técnicas como phishing e engenharia social, potencializadas por IA e deepfakes, pode aumentar a eficácia dos ataques. A situação exige atenção redobrada das autoridades e organizadores para garantir a segurança do evento.

Grupo de hackers ligado à China ataca infraestrutura crítica na América do Norte

Um grupo de hackers avançados, identificado como UAT-8837 e supostamente vinculado à China, tem se concentrado em sistemas de infraestrutura crítica na América do Norte, explorando vulnerabilidades conhecidas e zero-day para obter acesso inicial a organizações-alvo. Ativo desde pelo menos 2025, o grupo utiliza credenciais comprometidas e vulnerabilidades de servidores para iniciar seus ataques. Recentemente, explorou a falha CVE-2025-53690, uma vulnerabilidade zero-day em produtos Sitecore, indicando acesso a problemas de segurança não divulgados. Após a invasão, os atacantes realizam atividades de reconhecimento e colheita de credenciais utilizando comandos nativos do Windows e ferramentas de código aberto. Entre as ferramentas utilizadas estão GoTokenTheft e Rubeus, que visam roubar tokens de acesso e credenciais do Active Directory. O relatório da Cisco Talos também destaca que os atacantes podem exfiltrar arquivos DLL de produtos utilizados pelas vítimas, o que pode facilitar futuros ataques de trojanização e na cadeia de suprimentos. A análise sugere que o grupo UAT-8837 está alinhado com as táticas de outros atores de ameaças conhecidos da China, o que aumenta a preocupação com a segurança das infraestruturas críticas na região.

Grupo de APT ligado à China ataca infraestrutura crítica na América do Norte

Um grupo de ameaças cibernéticas, identificado como UAT-8837 e possivelmente vinculado à China, tem se concentrado em atacar setores de infraestrutura crítica na América do Norte desde o ano passado. A Cisco Talos, que monitora essa atividade, acredita que o grupo possui um nível médio de confiança em sua ligação com ameaças persistentes avançadas (APT) da região. O UAT-8837 utiliza técnicas como exploração de vulnerabilidades em servidores e credenciais comprometidas para obter acesso inicial a organizações de alto valor. Recentemente, o grupo explorou uma vulnerabilidade zero-day crítica no Sitecore (CVE-2025-53690, CVSS 9.0) para realizar uma intrusão. Após conseguir acesso, o grupo realiza reconhecimento preliminar e desabilita recursos de segurança, como o RestrictedAdmin para o Remote Desktop Protocol (RDP). O UAT-8837 também utiliza ferramentas de código aberto para coletar informações sensíveis e criar múltiplos canais de acesso. A atividade do grupo levanta preocupações sobre a segurança da cadeia de suprimentos e a possibilidade de engenharia reversa de produtos. As agências de segurança cibernética de vários países ocidentais têm alertado sobre as ameaças crescentes a ambientes de tecnologia operacional (OT), enfatizando a necessidade de medidas de segurança robustas.

Microsoft Copilot alvo de ciberataques com roubo de dados

Pesquisadores da Varonis identificaram uma nova campanha de ciberataques chamada ‘Reprompt’, que utiliza o Microsoft Copilot para roubar dados de usuários. O ataque se aproveita de sessões legítimas da ferramenta de inteligência artificial, permitindo que informações sensíveis sejam extraídas através de comandos maliciosos. Os criminosos conseguem contornar as configurações de segurança do Copilot ao inserir um alerta corrompido em uma URL aparentemente verdadeira, evitando que a vítima precise clicar em links.

Microsoft interrompe serviço global de assinatura de crimes digitais

A Microsoft anunciou, em 14 de janeiro de 2026, a ação judicial contra o RedVDS, um serviço de assinatura que facilitava cibercrimes. Este serviço permitia que hackers comprassem e vendessem recursos para realizar ataques digitais, cobrando US$ 24 por mês. Desde março de 2025, o RedVDS causou prejuízos de aproximadamente US$ 40 milhões apenas nos Estados Unidos, com um caso notável envolvendo a H2 Pharma, que perdeu mais de US$ 7,3 milhões. A operação conjunta da Microsoft, com apoio da Europol e autoridades policiais da Alemanha, resultou na apreensão de dois domínios que hospedavam o marketplace clandestino. O RedVDS era utilizado para fraudes, incluindo o desvio de pagamentos através do comprometimento de e-mails corporativos, onde hackers monitoravam contas para redirecionar fundos para contas fraudulentas. O impacto do RedVDS se estendeu a diversos setores, incluindo saúde, construção e serviços jurídicos.

Ciberataques na Oceania revelam nova estratégia de hackers

O comércio varejista e o setor de serviços na Oceania, especialmente na Austrália e Nova Zelândia, enfrentaram um aumento significativo nas tentativas de ciberataques em 2025, superando até mesmo setores críticos como governo e saúde. O ‘Threat Landscape Report 2025’, da Cyble, destaca que hackers estão mudando seu foco para empresas de pequeno e médio porte, que frequentemente carecem de medidas de segurança robustas. Rex Booth, diretor de segurança da informação da Sailpoint, aponta que a eficiência é a chave para essa mudança, já que os atacantes buscam maximizar lucros com o mínimo de esforço. O aumento das transações no varejo e a dinâmica de integração rápida de trabalhadores temporários também contribuem para essa vulnerabilidade. O relatório revela que o mercado de cibercrime está fragmentado, dificultando a identificação de responsáveis pelos ataques, uma vez que as vendas de dados na dark web vêm de contas novas. Essa tendência de ataques a setores menos protegidos reflete um padrão global, onde hackers conseguem causar danos mesmo sem ferramentas avançadas para comprometer organizações críticas.

Ataque de IA do Microsoft Copilot compromete usuários com um clique

Pesquisadores de segurança da Varonis descobriram um novo método de ataque de injeção de prompt, chamado ‘Reprompt’, que compromete usuários do Microsoft Copilot com apenas um clique. Diferente de ataques anteriores que utilizavam e-mails maliciosos, essa nova técnica explora parâmetros de URL para injetar comandos prejudiciais. Quando um usuário clica em um link aparentemente legítimo que contém um parâmetro ‘q’, o Copilot interpreta esse conteúdo como um comando a ser executado, permitindo que dados sensíveis sejam vazados. A Microsoft já corrigiu essa vulnerabilidade, bloqueando a possibilidade de injeção de prompt via URLs. Essa descoberta destaca a necessidade de vigilância contínua em ferramentas de IA generativa, que ainda não conseguem distinguir adequadamente entre comandos e dados a serem lidos, tornando-as suscetíveis a ataques. A situação ressalta a importância de medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis em ambientes corporativos.

Riscos de Segurança em Fluxos de Trabalho com Inteligência Artificial

Com a crescente integração de assistentes de IA nas atividades diárias, a segurança cibernética deve ir além da proteção dos modelos de IA. Recentes incidentes revelaram que o maior risco reside nos fluxos de trabalho que cercam esses modelos. Dois complementos do Chrome, disfarçados de assistentes de IA, foram identificados como responsáveis por roubar dados de chat de mais de 900 mil usuários do ChatGPT e DeepSeek. Além disso, pesquisadores demonstraram como injeções de comandos ocultas em repositórios de código podem enganar assistentes de codificação da IBM, fazendo com que executem malware. Esses ataques não comprometeram os algoritmos de IA, mas exploraram o contexto em que operam. À medida que as empresas utilizam IA para automatizar tarefas, a segurança deve se concentrar na proteção dos fluxos de trabalho, e não apenas nos modelos. Isso implica em entender onde a IA é utilizada, restringir acessos desnecessários e monitorar comportamentos anômalos. Ferramentas como a Reco estão surgindo para ajudar a proteger esses fluxos de trabalho em tempo real, oferecendo visibilidade e controle sobre o uso de IA nas organizações.

Ciberguerra China intensifica ataques digitais contra Taiwan

Em 2025, a China intensificou seus ataques cibernéticos contra Taiwan, com um aumento de 6% em relação ao ano anterior, totalizando uma média de 2,63 milhões de ataques diários, conforme relatório do National Security Bureau (NSB). Os setores mais afetados incluem a infraestrutura de energia, que sofreu um aumento de 10 vezes nos ciberataques, e os sistemas de resgate de emergência hospitalar, com um crescimento de 54%. O NSB aponta que esses ataques visam comprometer a infraestrutura crítica de Taiwan e interromper funções governamentais e sociais. Além disso, os ataques são direcionados, sugerindo uma tática de “neutralização na primeira hora do conflito”. Embora a maioria dos ataques tenha sido bloqueada, alguns conseguiram comprometer entidades de inteligência. O relatório também destaca que 57% dos ataques focaram em falhas de hardware e software, enquanto 21% foram ataques de negação de serviço. A escalada dos ciberataques reflete uma disputa histórica entre China e Taiwan, com implicações políticas e sociais significativas.

Campanhas de ciberataques visam modelos de linguagem de IA

Com a crescente popularidade das ferramentas de inteligência artificial (IA), cibercriminosos estão direcionando suas atenções para a exploração de vulnerabilidades em modelos de linguagem de grande escala (LLMs). Pesquisadores da GreyNoise identificaram duas campanhas de ataque que, juntas, contabilizam quase 100 mil tentativas de exploração. Os ataques, que ocorreram entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, visaram principalmente empresas que utilizam esses modelos em suas operações diárias. A primeira campanha consistiu na injeção de domínios maliciosos, enquanto a segunda, considerada mais perigosa, focou em testar APIs de serviços de IA de grandes empresas como OpenAI e Google, buscando identificar quais modelos poderiam ser manipulados sem acionar alertas de segurança. Os especialistas alertam que esses ataques representam riscos significativos para a segurança corporativa, especialmente com a adoção crescente de IAs. Recomenda-se que as empresas implementem medidas de segurança mais robustas, como o bloqueio de endereços suspeitos e a configuração de alertas para respostas rápidas a possíveis ameaças.

Campanha de skimming na web afeta grandes redes de pagamento

Pesquisadores em cibersegurança identificaram uma campanha significativa de skimming na web, ativa desde janeiro de 2022, que visa grandes redes de pagamento como American Express, Mastercard e UnionPay. Esses ataques, classificados como Magecart, envolvem a injeção de código JavaScript malicioso em sites de e-commerce e portais de pagamento, permitindo que criminosos capturem informações de cartões de crédito e dados pessoais dos usuários durante o processo de checkout.

O relatório da Silent Push revela que a campanha foi descoberta após a análise de um domínio suspeito associado a um provedor de hospedagem sancionado. O domínio, cdn-cookie[.]com, hospeda códigos JavaScript ofuscados que facilitam o skimming. O ataque é projetado para evitar a detecção, verificando a presença de elementos específicos na estrutura do site e manipulando a interface do usuário para apresentar formulários de pagamento falsos.

Botnet ataca bases de dados de criptomoedas com credenciais criadas por IA

Uma nova onda de ataques cibernéticos, conhecida como GoBruteforcer, está focando em bases de dados de criptomoedas e projetos de blockchain. Esses ataques utilizam botnets para realizar preenchimento de credenciais em massa, invadindo contas por meio de força bruta. Os serviços mais afetados incluem FTP, MySQL, PostgreSQL e phpMyAdmin em servidores Linux. Pesquisadores da Check Point Research identificaram que a campanha é impulsionada pelo uso de servidores gerados por inteligência artificial (IA) que propagam nomes de usuário e senhas padrão, além da presença de stacks web legados, como o XAMPP, que expõem interfaces com segurança mínima. A GoBruteforcer foi inicialmente descoberta pela Palo Alto Networks em março de 2023 e, em 2025, a equipe Black Lotus da Lumen Technologies confirmou a integração de bots da família SystemBC na botnet. Os hackers exploram servidores vulneráveis para subir web shells em PHP, permitindo o download de bots que executam scripts maliciosos. Isso possibilita ataques de força bruta, hospedagem de payloads maliciosos e controle remoto dos servidores. É crucial que as organizações verifiquem se suas implementações não utilizam credenciais padrão ou são baseadas em IA generativa para evitar invasões e a integração em botnets como a GoBruteforcer.

DDoS em 2025 a diferença que um ano faz

Os ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) evoluíram drasticamente em 2025, tornando-se uma ocorrência diária para provedores de telecomunicações. O artigo destaca que, enquanto em 2024 cerca de 44% das campanhas DDoS terminavam em cinco minutos, esse número saltou para 78% em 2025, com mais de um terço dos ataques concluídos em menos de dois minutos. Essa aceleração se deve à automação dos ataques, que agora são orquestrados por algoritmos que adaptam suas estratégias em tempo real, dificultando a resposta das defesas tradicionais. Além disso, a origem do tráfego de ataque mudou, com redes de proxies residenciais, que podem incluir de 100 a 200 milhões de dispositivos, agora sendo utilizadas para retransmitir tráfego malicioso. Essa nova infraestrutura de ataque é invisível e muito mais difícil de ser detectada, representando uma ameaça significativa. Para se defender, as organizações precisam adotar sistemas automatizados e escaláveis que integrem inteligência para identificar tráfego malicioso entre usuários legítimos. O artigo conclui que as defesas DDoS tradicionais não são mais suficientes e que é crucial uma evolução para arquiteturas de defesa proativas.

Europol prende 34 hackers da Black Axe que roubaram R 37 milhões

Na última sexta-feira, a Europol anunciou a prisão de 34 indivíduos na Espanha, supostamente ligados à organização criminosa internacional Black Axe. Esta operação foi coordenada pela Polícia Nacional da Espanha, em colaboração com o Escritório de Polícia Criminal da Bavária e a Europol, resultando em 28 prisões em Sevilha, três em Madrid, duas em Málaga e uma em Barcelona. A Black Axe é conhecida por uma variedade de crimes, incluindo fraudes cibernéticas, tráfico de drogas, tráfico humano e sequestros, com prejuízos estimados em €5,93 milhões (mais de R$ 37 milhões). Além das prisões, as autoridades congelaram €119.352 (R$ 748 mil) em contas bancárias e apreenderam €66.403 (R$ 416 mil) em dinheiro. O grupo, que teve origem na Nigéria em 1977, possui cerca de 30.000 membros registrados e é envolvido em atividades como lavagem de dinheiro e fraudes de engenharia social. Em julho de 2024, a Interpol já havia confiscado R$ 26 milhões em criptomoedas e itens de luxo em operações relacionadas, resultando em mais de 400 prisões.

Transações ilícitas de criptomoedas alcançam US 158 bilhões em 2025

Uma análise da TRM Labs revelou que as transações ilícitas de criptomoedas atingiram um recorde de US$ 158 bilhões em 2025, um aumento de 145% em relação aos US$ 64,5 bilhões registrados em 2024. Esse crescimento é atribuído, em parte, à evasão de sanções em países como Venezuela, Irã e Rússia, onde as transações ilícitas aumentaram mais de 400%. Além disso, a atividade na darknet e ataques em larga escala contribuíram para esse aumento. Apesar do número alarmante, a análise também indicou uma queda na proporção de transações ilícitas em relação ao fluxo total na blockchain, que caiu de 6% em 2023 para 2,7% em 2025. Esse fenômeno pode ser resultado de um aumento na fiscalização e investigações mais rigorosas, que revelam mais informações sobre transações anteriormente desconhecidas. Os especialistas alertam que, à medida que as investigações avançam, novas sanções podem ser implementadas, o que pode levar a um aumento nas estimativas de volume ilícito no futuro.

Europol prende 34 membros da organização criminosa Black Axe na Espanha

A Europol anunciou a prisão de 34 indivíduos na Espanha, supostamente ligados à organização criminosa internacional Black Axe. A operação, realizada pela Polícia Nacional Espanhola em colaboração com a Polícia Criminal do Estado da Baviera e a Europol, resultou em 28 detenções em Sevilha, além de prisões em Madrid, Málaga e Barcelona. A Black Axe é conhecida por uma variedade de atividades criminosas, incluindo fraudes cibernéticas, tráfico de drogas, tráfico humano, sequestros e roubos armados. Estima-se que a rede criminosa tenha causado danos superiores a €5,93 milhões (cerca de $6,9 milhões) em fraudes. Durante a operação, as autoridades congelaram contas bancárias totalizando €119.352 ($138.935) e apreenderam €66.403 ($77.290) em dinheiro. A Black Axe, originada na Nigéria em 1977, é considerada uma das mais proeminentes organizações criminosas transnacionais da África Ocidental, com cerca de 30.000 membros registrados. Em operações anteriores, a INTERPOL já havia realizado 75 prisões relacionadas ao grupo, que é associado a uma série de fraudes cibernéticas, como golpes de e-mail empresarial, fraudes românticas e lavagem de dinheiro. A continuidade das ações contra a Black Axe demonstra a crescente preocupação com o crime organizado e suas implicações globais.

Austrália registra aumento recorde de ciberataques e alerta para 2026

A Austrália enfrenta um aumento alarmante de ciberataques, com um crescimento de 50% em crimes cibernéticos em 2025, em comparação ao ano anterior. O governo australiano, com base na Lei de Segurança Cibernética de 2024, prevê que 2026 pode ser ainda mais desafiador, especialmente para setores corporativos e financeiros. Em 2024, cerca de 47 milhões de contas foram comprometidas, e em 2025, 5,7 milhões de acessos indevidos foram registrados. Os dados mais visados pelos hackers incluem nomes de usuário e endereços de e-mail, frequentemente encontrados em mercados clandestinos na dark web. As principais ameaças incluem campanhas de phishing e roubo de identidade. Para combater essa crescente onda de ataques, a Lei de Segurança Cibernética impõe obrigações às empresas, como a notificação de pagamentos de ransomware em até 72 horas e a criação de um Conselho de Revisão de Incidentes Cibernéticos. Além disso, penalidades severas podem ser aplicadas para o mau uso de dados sensíveis, com multas que podem chegar a AU$ 50 milhões.

Empresa engana hackers com 190 mil dados falsos e entrega tudo à polícia

A empresa de cibersegurança Resecurity implementou uma estratégia inovadora para combater o grupo de hackers ShinyHunters, que estava realizando ciberataques a companhias aéreas e agências policiais. Utilizando contas honeypot, que são perfis falsos criados para atrair criminosos digitais, a Resecurity simulou um banco de dados com mais de 190 mil registros falsos de transações financeiras e dados pessoais. O grupo ShinyHunters, acreditando que os dados eram legítimos, atacou a conta honeypot, realizando mais de 188 mil requisições em um curto período. A Resecurity monitorou as atividades e, ao final, enviou todas as informações coletadas para as autoridades policiais. Essa abordagem não apenas protegeu a empresa, mas também permitiu a identificação e rastreamento dos hackers, que deixaram rastros de seus endereços IP durante os ataques. A Resecurity nega que sua infraestrutura tenha sido comprometida, afirmando que o que foi roubado eram apenas dados falsos.

Novas ameaças cibernéticas e vulnerabilidades em 2025

O cenário de cibersegurança continua a evoluir rapidamente, com novos ataques e vulnerabilidades surgindo semanalmente. Um dos destaques foi a ação da empresa Resecurity, que armou uma armadilha para hackers do grupo Scattered LAPSUS$ Hunters, capturando suas tentativas de acesso a dados falsos. Durante um período de duas semanas, o grupo fez mais de 188 mil solicitações em busca de dados sintéticos, permitindo à Resecurity identificar e rastrear os atacantes.

Operação contra Maduro ataque hacker pode ter causado apagão na Venezuela

A recente operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pode ter envolvido recursos cibernéticos, conforme sugerido por declarações do ex-presidente Donald Trump. Durante uma coletiva, Trump mencionou que ‘uma certa expertise’ foi utilizada, o que levantou especulações sobre a atuação do Comando Cibernético dos EUA. Especialistas, no entanto, alertam que a conexão entre a operação e um ciberataque ainda é incerta. A NetBlocks, uma rede de monitoramento, registrou perda de conexão de internet em Caracas durante a ação, mas seu diretor, Alp Toker, afirmou que isso não necessariamente indica um ataque cibernético, podendo ser resultado de explosões. O histórico dos EUA em operações cibernéticas, como o ataque ao programa nuclear do Irã em 2010, alimenta desconfianças sobre a possibilidade de um ciberataque. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, confirmou que houve uma ‘sobreposição’ de medidas para facilitar a operação, mas não forneceu detalhes sobre a atuação das agências envolvidas.

Equipes de segurança ainda capturam malware, mas o que não capturam?

As equipes de segurança estão enfrentando um novo desafio na detecção de malware, pois muitos ataques modernos não se manifestam mais como arquivos ou binários que acionam alertas tradicionais. Em vez disso, os invasores utilizam ferramentas já existentes no ambiente, como scripts, acesso remoto e fluxos de trabalho de desenvolvedores, criando assim um ponto cego nas defesas. O artigo destaca a importância de uma nova abordagem para identificar táticas ocultas, como os ataques ‘Living off the Land’, que utilizam ferramentas confiáveis do sistema, e os ataques de reassemblagem ‘Last Mile’, que empregam HTML e JavaScript ofuscados para executar lógica maliciosa sem um payload claro. Além disso, a segurança em ambientes de desenvolvimento, como pipelines CI/CD, é crítica, pois dependem de tráfego criptografado, permitindo que códigos maliciosos passem despercebidos. O webinar proposto pela equipe da Zscaler Internet Access abordará como a inspeção nativa em nuvem, análise de comportamento e design de zero-trust podem ajudar a expor esses caminhos de ataque ocultos antes que atinjam os usuários ou sistemas de produção. Essa discussão é especialmente relevante para equipes de SOC, líderes de TI e arquitetos de segurança que buscam fechar lacunas sem comprometer a agilidade dos negócios.

Rainbow Six Siege X sofre segundo ataque hacker em menos de 30 dias

O jogo online Rainbow Six Siege X, da Ubisoft, foi alvo de um segundo ataque hacker em menos de 30 dias, resultando em falsos avisos de banimento e mensagens alteradas nos servidores. Durante o incidente, streamers relataram que mensagens de banimento, que pareciam oficiais, apareciam durante suas transmissões ao vivo, gerando confusão entre os jogadores. A Ubisoft confirmou que as mensagens de banimento recebidas entre as 13h e 17h do dia 4 de janeiro eram falsas e pediu que os jogadores as ignorassem. Além disso, notificações de denúncias foram alteradas, apresentando textos aleatórios e referências a músicas. A empresa desativou temporariamente a faixa azul de avisos de eSports para evitar a disseminação de informações não oficiais. Apesar dos ataques, a Ubisoft assegurou que não houve comprometimento de dados pessoais ou do código-fonte do jogo. A situação destaca a vulnerabilidade dos sistemas de jogos online e a necessidade de medidas de segurança mais robustas para proteger a integridade das plataformas e a experiência dos usuários.

Mercados chineses na dark web usam Telegram para transações ilegais de criptomoeda

Um novo relatório da Elliptic revela que grupos de golpistas chineses, como Tudou Guarantee e Xinbi Guarantee, estão utilizando o Telegram para facilitar transações ilegais de criptomoedas, totalizando cerca de US$ 2 bilhões mensais. Esses grupos estão envolvidos em atividades como lavagem de dinheiro, venda de ferramentas para roubo de dados e criação de sites de investimento fraudulentos. Além disso, eles comercializam serviços de deepfake e estão associados a crimes graves, incluindo tráfico humano e prostituição de menores. O Telegram, apesar de ter tentado barrar essas operações, não está mais se movendo para banir esses grupos, alegando que a plataforma oferece uma alternativa para a liberdade financeira em meio ao controle de capital na China. Essa situação levanta preocupações significativas sobre a segurança cibernética, já que a Elliptic identificou mais de 30 mercados clandestinos ativos, destacando a gravidade do problema e a necessidade de vigilância contínua por parte das autoridades e empresas de segurança.

Hacker de Power Ranger Rosa deleta site supremacista ao vivo

Durante o 39º Congresso de Comunicação do Caos (CCC) em Hamburgo, a pesquisadora de segurança conhecida pelo pseudônimo Martha Root realizou uma invasão ao site supremacista WhiteDate, deletando-o ao vivo. A ação, que também afetou outras plataformas associadas, como WhiteChild e WhiteDeal, expôs dados de mais de 8.000 perfis, totalizando cerca de 100GB de informações, incluindo fotos de perfil e metadados que revelavam a localização dos usuários. Root utilizou um chatbot de IA para coletar dados de forma automatizada, explorando vulnerabilidades na segurança do site. A invasão foi uma resposta direta a uma plataforma que promovia valores de extrema direita e se opunha à cultura woke. Os dados vazados foram publicados em um site satírico, okstupid.lol, e arquivados na plataforma DDoSecrets. A ação levanta questões sobre a segurança de dados em plataformas de encontros e o potencial de ataques semelhantes em outros serviços. A situação é particularmente relevante na Alemanha, onde discursos de ódio são severamente punidos, o que pode dificultar a reativação do site.

Infraestrutura de Taiwan sofre 2,5 milhões de ciberataques diários da China em 2025

Em 2025, a infraestrutura de Taiwan enfrentou uma média alarmante de 2,63 milhões de ciberataques diários originados da China, conforme relatado pelo Escritório de Segurança Nacional de Taiwan. Este número representa um aumento de 6% em relação ao ano anterior e um impressionante crescimento de 113% desde 2023, quando Taiwan começou a monitorar esses incidentes. Os ataques, que frequentemente coincidem com eventos militares e políticos significativos, são vistos como parte da estratégia de ‘guerra híbrida’ da China, que visa desestabilizar a ilha. Grupos de hackers associados à China, como Volt Typhoon e Brass Typhoon, estão envolvidos em atividades de espionagem e roubo de dados que atendem aos interesses nacionais chineses. O relatório destaca que os ataques têm como alvos principais hospitais, bancos e agências governamentais, indicando uma tentativa deliberada de comprometer a infraestrutura crítica de Taiwan. Apesar das alegações, a China não respondeu oficialmente ao relatório e geralmente nega envolvimento em ciberataques, acusando os Estados Unidos de serem os verdadeiros ‘bullys cibernéticos’ do mundo.

Grupo de hackers russo usa Viber para atacar entidades ucranianas

O grupo de hackers alinhado à Rússia, conhecido como UAC-0184 ou Hive0156, tem intensificado suas atividades de espionagem cibernética contra entidades militares e governamentais da Ucrânia, utilizando a plataforma de mensagens Viber para disseminar arquivos ZIP maliciosos. Segundo o 360 Threat Intelligence Center, em 2025, a organização continuou a realizar campanhas de coleta de inteligência em alta intensidade. Os ataques frequentemente empregam iscas temáticas de guerra em e-mails de phishing para entregar o malware Hijack Loader, que posteriormente facilita infecções por Remcos RAT.

Ilya Lichtenstein é liberado após condenação por lavagem de dinheiro

Ilya Lichtenstein, condenado por lavagem de dinheiro em conexão com o hack da exchange de criptomoedas Bitfinex em 2016, anunciou sua liberação antecipada. Em uma postagem nas redes sociais, ele atribuiu sua soltura ao First Step Act, uma legislação dos EUA que visa reformar o sistema de justiça criminal. Lichtenstein e sua esposa, Heather Morgan, foram presos em 2022 e se declararam culpados em 2023, após um ataque que resultou na transferência fraudulenta de 119.754 bitcoins, avaliados em cerca de 71 milhões de dólares na época. As autoridades recuperaram aproximadamente 94.000 bitcoins, totalizando cerca de 3,6 bilhões de dólares em 2022, tornando-se uma das maiores apreensões da história dos EUA. O ataque foi facilitado por uma vulnerabilidade no sistema de múltiplas assinaturas da Bitfinex, permitindo que Lichtenstein realizasse transações sem a aprovação necessária. O caso destaca a importância da segurança em exchanges de criptomoedas e a necessidade de vigilância contínua contra fraudes e ataques cibernéticos.

Brasil é alvo de cibercrime e espiões norte-coreanos, diz Google

O Brasil se consolidou como um dos principais alvos globais de cibercrime, especialmente devido à sua relevância econômica e à rápida adoção de tecnologias financeiras, como fintechs e criptomoedas. Sandra Joyce, vice-presidente global de Inteligência de Ameaças do Google Cloud, destacou em entrevista que o país atrai a atenção de organizações criminosas, tornando-se um foco para ataques cibernéticos profissionais. A evolução das técnicas de ataque, impulsionada pela inteligência artificial, tem facilitado a criação de conteúdos falsos, como deepfakes e e-mails de phishing mais sofisticados. Além disso, a Coreia do Norte tem utilizado o cibercrime como uma forma de financiar seus programas de armas nucleares, infiltrando profissionais de TI em empresas ocidentais, incluindo no Brasil, através de identidades falsas. Para mitigar esses riscos, o Google implementou barreiras de segurança em seus sistemas e enfatiza a importância do pensamento crítico dos usuários. A situação exige uma atenção redobrada por parte das empresas e dos profissionais de segurança da informação no Brasil.

Ubisoft desliga servidores de R6 Siege após ataque de hackers

No dia 27 de dezembro de 2025, a Ubisoft enfrentou um grave incidente de segurança em seu jogo Rainbow Six Siege, onde hackers conseguiram injetar bilhões de créditos e skins raras, incluindo itens exclusivos de desenvolvedores, nas contas de diversos jogadores. Em resposta, a empresa decidiu desligar os servidores do jogo. Embora a Ubisoft não tenha fornecido detalhes sobre a natureza do ataque, afirmou que as mensagens recebidas pelos jogadores não eram oficiais. Especialistas em cibersegurança, como o usuário Vx Underground, destacaram a fragilidade do suporte ao cliente da Ubisoft, que tem sido alvo de subornos e engenharia social, permitindo o acesso não autorizado a contas de jogadores. Após o incidente, a Ubisoft baniu alguns jogadores, mas aqueles que receberam créditos sem envolvimento na invasão não sofrerão penalidades. O inventário dos jogadores foi revertido ao estado anterior ao ataque, e os servidores foram reabertos em 29 de dezembro, embora o marketplace permaneça fechado para investigações. O ataque expôs dados sensíveis de jogadores, como nome completo e endereço de IP, e levantou preocupações sobre a segurança do suporte ao cliente em regiões como África do Sul, Egito e Índia, onde funcionários são mais vulneráveis a subornos.

Grupo APT ligado à China realiza campanha de espionagem cibernética

Um grupo de ameaça persistente avançada (APT) vinculado à China, conhecido como Evasive Panda, está por trás de uma campanha de espionagem cibernética altamente direcionada, que utiliza envenenamento de DNS para implantar o backdoor MgBot. Os ataques, que ocorreram entre novembro de 2022 e novembro de 2024, visaram principalmente vítimas na Turquia, China e Índia. A técnica de ataque envolve a manipulação de respostas DNS para redirecionar usuários a servidores controlados pelos atacantes, onde são entregues atualizações maliciosas disfarçadas de softwares legítimos, como o SohuVA.

Coreia do Norte responde por 60 do roubo global de criptomoedas

Um levantamento realizado pelo site Chainalysis revelou que hackers da Coreia do Norte foram responsáveis pelo roubo de R$ 11,21 bilhões em criptomoedas em 2025, o que representa cerca de 60% do total global de R$ 18,86 bilhões subtraídos neste ano. Desde o início dos registros de roubo de criptomoedas, o país já acumulou R$ 37,45 bilhões em ativos digitais roubados. O ataque mais significativo do ano ocorreu na plataforma ByBit, onde R$ 8,32 bilhões foram desviados, correspondendo a 75% do total roubado pela Coreia do Norte em 2025. Os hackers utilizam diversas táticas, incluindo a infiltração em empresas estrangeiras como profissionais de TI e a publicação de ofertas de emprego falsas para disseminar malwares. Apesar de uma queda no número total de ataques, os valores roubados por incidente aumentaram em 51%, indicando que os hackers estão se concentrando em alvos mais vulneráveis, como corretores e carteiras pessoais. A crescente sofisticação das técnicas de ataque e a adaptação às medidas de segurança implementadas nas plataformas de criptomoedas são preocupantes para o setor de cibersegurança.

Amazon revela campanha de espionagem do governo russo até 2025

O time de análise de ameaças da Amazon identificou uma campanha de espionagem que durou de 2021 a 2025, orquestrada pelo Departamento Central de Inteligência da Rússia (GRU). Os ataques focaram em infraestruturas de nuvem e energia de países ocidentais, especialmente na América do Norte e Europa. A campanha explorou dispositivos mal configurados e interfaces de gerenciamento expostas, permitindo acesso a credenciais sensíveis através de vulnerabilidades de dia zero. Além de atacar provedores de VPN e ferramentas de acesso remoto, a ação também visou redes hospedadas na Amazon Web Services (AWS), que recentemente enfrentou um apagão que afetou diversos serviços. A Amazon notificou os clientes afetados e interrompeu as operações dos agentes maliciosos. Essa situação destaca a necessidade de vigilância constante e medidas de segurança robustas para proteger dados e infraestruturas críticas.

Aumento de 51 em roubos de criptomoedas atribuídos à Coreia do Norte

Em 2025, grupos de hackers ligados à Coreia do Norte foram responsáveis por um aumento alarmante nos roubos de criptomoedas, totalizando pelo menos $2,02 bilhões de um total de $3,4 bilhões roubados globalmente. Esse valor representa um crescimento de 51% em relação ao ano anterior, com a Coreia do Norte respondendo por 76% de todas as violações de serviços. O ataque mais significativo ocorreu em fevereiro, quando a exchange de criptomoedas Bybit foi comprometida, resultando em um roubo de $1,5 bilhão. O grupo de hackers conhecido como Lazarus, vinculado ao governo norte-coreano, tem um histórico de ataques a exchanges e serviços de criptomoedas, visando gerar receita ilícita para o regime, em violação a sanções internacionais. Além disso, a infiltração de trabalhadores de TI em empresas globais tem sido uma estratégia crescente, permitindo acesso privilegiado a serviços de criptomoedas. Os fundos roubados são frequentemente lavados através de serviços de movimentação de dinheiro em chinês e misturadores, seguindo um caminho estruturado de lavagem em várias etapas. Este cenário representa um risco significativo para a segurança cibernética global e destaca a necessidade de vigilância e mitigação por parte das empresas de tecnologia e finanças.

Polícia prende jovem que coagia meninas a se automutilarem no Discord

Luiz Fernando Souza, um jovem de 18 anos, foi preso em Agrolândia, Santa Catarina, após ser acusado de coagir meninas a se automutilarem por meio da plataforma Discord. Durante a investigação, a polícia encontrou materiais que incluíam imagens de jovens praticando automutilação e cenas de cunho sexual. Em um vídeo, Luiz revelou a idade de uma das vítimas, que teria apenas 12 ou 13 anos. A operação foi realizada após um mandado de prisão solicitado pela Justiça de São Paulo. Além das imagens de automutilação, a polícia também descobriu que as vítimas eram forçadas a marcar símbolos nazistas em seus corpos, incluindo os nomes de autoridades. Luiz foi detido em flagrante e teve um computador e um celular apreendidos para análise. O caso destaca o uso crescente de plataformas de comunicação online, como o Discord, para práticas criminosas, levantando preocupações sobre a segurança e a proteção de menores na internet.

Hackers chineses Ink Dragon ampliam alcance em governos europeus

Especialistas em cibersegurança alertam que o grupo de hackers conhecido como ‘Ink Dragon’, patrocinado pelo Estado chinês, está ampliando suas operações em governos europeus. De acordo com um relatório da Check Point Software, os atacantes exploram servidores Microsoft IIS e SharePoint mal configurados para obter acesso inicial e estabelecer uma presença persistente. Ao invés de utilizar vulnerabilidades zero-day, que poderiam acionar alarmes de segurança, eles se aproveitam de fraquezas e configurações inadequadas. Uma vez dentro, o grupo instala backdoors, como o FinalDraft, que foi recentemente atualizado para misturar seu tráfego de comando e controle (C2) com atividades normais da nuvem da Microsoft, dificultando a detecção. O malware opera principalmente durante o horário comercial, quando o tráfego é mais intenso, tornando mais difícil identificar atividades suspeitas. O relatório indica que dezenas de entidades, incluindo governos e empresas de telecomunicações na Europa, Ásia e África, foram afetadas, com a operação de relé se expandindo gradualmente desde a segunda metade de 2025. A situação representa um risco significativo para a segurança cibernética, especialmente para organizações que utilizam as tecnologias mencionadas.

Campanha russa ataca infraestrutura crítica ocidental por anos

A equipe de inteligência de ameaças da Amazon revelou detalhes sobre uma campanha de ciberataques patrocinada pelo Estado russo, que visou a infraestrutura crítica ocidental entre 2021 e 2025. Os alvos incluíram organizações do setor de energia e provedores de infraestrutura crítica na América do Norte e Europa, além de entidades com infraestrutura de rede hospedada em nuvem. A atividade foi atribuída com alta confiança ao Diretório Principal de Inteligência da Rússia (GRU), destacando a exploração de dispositivos de rede mal configurados como vetor inicial de acesso.

Conta da Paramount no X é hackeada em meio à guerra pela Warner

A conta oficial da Paramount Pictures no X (antigo Twitter) foi hackeada no dia 9 de dezembro de 2025, com a descrição do perfil alterada para uma referência ao fascismo. A conta, que possui 3,4 milhões de seguidores, teve sua biografia temporariamente modificada para “braço orgulhoso do regime fascista”, mas a descrição foi rapidamente restaurada. O ataque ocorre em um contexto de intensa competição no setor de entretenimento, especialmente após a Paramount Skydance ter feito uma proposta agressiva para adquirir a Warner Bros. Discovery, que recentemente foi comprada pela Netflix. O CEO da Paramount Skydance, David Ellison, é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Donald Trump, o que adiciona uma camada de complexidade ao incidente. A situação destaca a vulnerabilidade das contas de redes sociais de grandes empresas, especialmente em tempos de disputas corporativas acirradas. Embora ainda não haja informações sobre os responsáveis pelo ataque, a ação levanta preocupações sobre a segurança cibernética em um setor que está se transformando rapidamente.

Grupo APT WIRTE e malware AshTag atacam entidades governamentais no Oriente Médio

O grupo de ameaças persistentes avançadas (APT) conhecido como WIRTE tem sido responsável por ataques direcionados a entidades governamentais e diplomáticas no Oriente Médio desde 2020, utilizando uma nova suíte de malware chamada AshTag. A Palo Alto Networks está monitorando essa atividade sob o nome de Ashen Lepus, que recentemente ampliou seu foco para países como Omã e Marrocos, além de já ter atuado na Autoridade Palestina, Jordânia, Iraque, Arábia Saudita e Egito. Durante o conflito Israel-Hamas, o Ashen Lepus manteve suas operações, ao contrário de outros grupos que diminuíram suas atividades. O malware AshTag, um backdoor modular em .NET, permite execução remota de comandos e coleta de informações, disfarçando-se como uma ferramenta legítima. As táticas incluem o uso de e-mails de phishing com documentos relacionados a assuntos geopolíticos, levando a downloads de arquivos maliciosos que instalam o malware. A exfiltração de dados foi observada, com documentos diplomáticos sendo transferidos para servidores controlados pelos atacantes. A continuidade das operações do Ashen Lepus destaca a determinação do grupo em coletar inteligência, mesmo em tempos de conflito.

Ataque de clique zero pode excluir arquivos do Google Drive

Um ataque de clique zero, identificado por especialistas da Straiker STAR Labs, está ameaçando usuários do navegador Comet, da Perplexity AI, ao permitir que cibercriminosos excluam arquivos do Google Drive sem que a vítima precise clicar em links maliciosos. Esse ataque explora a integração entre o navegador e serviços do Google, como Gmail e Drive, que concede ao Comet acesso para gerenciar arquivos e e-mails. Os hackers podem enviar um e-mail aparentemente inofensivo que, ao ser processado pelo navegador, executa comandos que resultam na exclusão de arquivos, sem qualquer confirmação do usuário. Além disso, a vulnerabilidade permite que os atacantes controlem o OAuth do Gmail e do Drive, propagando instruções maliciosas por meio de pastas compartilhadas, afetando outros usuários. Os pesquisadores alertam que esse tipo de ataque evidencia como modelos de linguagem de grande escala podem ser manipulados para obedecer a comandos maliciosos, representando um risco significativo para a segurança dos dados dos usuários.

Universitário vende acesso a sites do governo no Telegram por R 15

Um estudante universitário de Bangladesh está vendendo acesso a sites vulneráveis, incluindo páginas de governos e universidades, através do Telegram. O acesso a sites menores é comercializado por preços que variam de US$ 3 a US$ 4, enquanto sites de instituições renomadas podem custar até US$ 200. A pesquisa da empresa de segurança Cyderes revelou que o estudante vende mais de 5.200 sites, sendo a maioria localizada na Ásia, com destaque para a Indonésia e Índia. Os compradores, que incluem tanto indivíduos em busca de lucro financeiro quanto aqueles interessados em espionagem internacional, utilizam uma ferramenta de comando e controle chamada Beima, que é sofisticada e furtiva. O malware Beima é projetado para roubar dados e se esconder no sistema, sendo considerado indetectável por ferramentas de segurança modernas. O artigo destaca a vulnerabilidade de sites mal configurados, especialmente aqueles que utilizam WordPress e cPanel, e a necessidade urgente de medidas de segurança para proteger informações sensíveis.

Cloudflare mitiga ataques DDoS recordes de até 29,7 Tbps

No terceiro trimestre de 2025, a Cloudflare reportou um aumento alarmante nos ataques DDoS, com picos de até 29,7 Tbps, impulsionados pela botnet Aisuru. Essa rede, composta por 1 a 4 milhões de dispositivos, é responsável por 8,3 milhões de ataques, um aumento de 15% em relação ao trimestre anterior e 40% em relação ao ano passado. Os ataques DDoS cresceram 54%, resultando em uma média de 14 incidentes diários. O setor de inteligência artificial foi particularmente afetado, com um aumento de 347% no tráfego DDoS. Os setores de telecomunicações, jogos online e financeiro também foram visados, com consequências severas, incluindo quedas de internet. A severidade dos ataques aumentou, com um crescimento de 189% em incidentes acima de 100 Mbps e 227% em ataques que superam 1 Tbps. A Indonésia se destacou como a principal origem global desses ataques, refletindo um cenário de cibersegurança cada vez mais complexo e desafiador.

Kevin Poulsen o hacker que manipulou sorteios para ganhar um Porsche

Em 1990, Kevin Poulsen, conhecido como Dark Dante, ganhou um Porsche 944 S2 em um concurso da rádio KIIS-FM, utilizando técnicas de phreaking para garantir sua vitória. Poulsen e seus cúmplices invadiram o sistema telefônico da Pacific Bell, bloqueando todas as chamadas para a rádio até que ele pudesse fazer a 102ª ligação, que o tornaria o vencedor. Essa manobra não foi apenas uma demonstração de habilidade em hacking, mas também um crime que o levou a ser procurado pelo FBI. Após ser capturado, Poulsen cumpriu cinco anos de prisão e se tornou o primeiro americano a ser proibido de usar a internet após a liberação. Em vez de seguir a carreira de hacker, ele se tornou jornalista, contribuindo para a cibersegurança e participando de eventos significativos, como a divulgação dos WikiLeaks. A história de Poulsen ilustra como a evolução da tecnologia e da segurança cibernética dificultou a repetição de tais golpes, uma vez que os sistemas modernos são muito mais seguros e monitorados em tempo real.

Novo ataque de navegador pode apagar dados do Google Drive

Um novo ataque de navegador, identificado pelo Straiker STAR Labs, está direcionado ao Comet, um navegador da Perplexity, e pode transformar um e-mail aparentemente inofensivo em uma ação destrutiva que apaga todo o conteúdo do Google Drive do usuário. A técnica, chamada de ‘zero-click Google Drive Wiper’, utiliza a conexão do navegador com serviços como Gmail e Google Drive, permitindo que ações rotineiras sejam automatizadas sem a necessidade de confirmação do usuário. Um exemplo de ataque envolve um e-mail que solicita ao navegador que verifique a caixa de entrada e complete tarefas de organização, levando o agente do navegador a deletar arquivos sem perceber que as instruções são maliciosas. A pesquisadora Amanda Rousseau destaca que esse comportamento reflete uma agência excessiva em assistentes baseados em modelos de linguagem, onde as instruções são interpretadas como legítimas. Além disso, outro ataque, denominado HashJack, explora fragmentos de URL para injetar comandos maliciosos em navegadores de IA, manipulando assistentes de navegador para executar ações indesejadas. Embora o Google tenha classificado essa vulnerabilidade como de baixa severidade, a Perplexity e a Microsoft já lançaram correções para seus navegadores. Este cenário levanta preocupações sobre a segurança de dados e a necessidade de medidas de proteção mais rigorosas.

A Nova Realidade da Segurança na Web em 2025

À medida que 2025 chega ao fim, os profissionais de segurança enfrentam um cenário alarmante: as estratégias tradicionais de segurança na web tornaram-se obsoletas. Este ano, cinco ameaças principais redefiniram a segurança digital. A primeira, o ‘vibe coding’, que utiliza inteligência artificial para gerar código, trouxe à tona vulnerabilidades significativas, com 45% do código gerado apresentando falhas exploráveis. Em seguida, uma campanha de injeção de JavaScript comprometeu 150 mil sites, demonstrando a vulnerabilidade generalizada do uso de JavaScript no lado do cliente. Os ataques de Magecart, que aumentaram 103%, mostraram a sofisticação dos skimmers que se disfarçam como scripts legítimos para roubar dados de pagamento. Além disso, os ataques à cadeia de suprimentos de IA cresceram 156%, com malware polimórfico que se adapta para evitar detecções. Por fim, a validação da privacidade na web revelou que 70% dos principais sites dos EUA violam as preferências de cookies dos usuários. As lições aprendidas em 2025 exigem que as organizações adotem uma abordagem de segurança mais robusta e proativa, com foco em validação de comportamento e monitoramento contínuo.