Ataque

A ascensão de ataques cibernéticos assistidos por IA

Em dezembro de 2025, um adolescente de 17 anos foi preso em Osaka por invadir o sistema do Kaikatsu Club, a maior rede de cafés da internet do Japão, roubando dados pessoais de mais de 7 milhões de usuários. Sua motivação? Comprar cartas de Pokémon. Este caso ilustra uma nova era de cibercrime, onde a inteligência artificial (IA) tem facilitado ataques cibernéticos, permitindo que indivíduos sem formação técnica realizem ações complexas. Em 2025, o uso de sistemas de codificação assistidos por IA, como ChatGPT e Claude Code, resultou em um aumento significativo na frequência e gravidade dos crimes cibernéticos. O número de pacotes maliciosos em repositórios públicos cresceu 75%, e as intrusões em nuvem aumentaram 35%. Além disso, o tempo para explorar vulnerabilidades caiu drasticamente, de mais de 700 dias em 2020 para apenas 44 dias em 2025. Com a capacidade de IA superando as defesas tradicionais, as organizações enfrentam um cenário em que 45% das vulnerabilidades em sistemas de grandes empresas nunca são corrigidas. A resposta a essa nova realidade exige uma abordagem inovadora, como a proposta da Chainguard, que busca eliminar categorias inteiras de vulnerabilidades, protegendo as empresas de ataques estruturais.

Hackers usam torres de celular falsas em Toronto para sequestrar dispositivos

Recentemente, autoridades canadenses revelaram uma operação de cibersegurança em Toronto, onde hackers utilizaram torres de celular falsas para sequestrar milhares de dispositivos móveis. Os criminosos dirigiram por áreas urbanas com equipamentos que imitavam torres de celular legítimas, forçando os telefones próximos a se conectarem a essas redes fraudulentas. Essa manobra resultou em mais de 13 milhões de interrupções de rede, permitindo que os atacantes enviassem mensagens fraudulentas que pareciam vir de instituições confiáveis, levando os usuários a sites falsos para roubo de credenciais e pagamentos não autorizados. O impacto vai além de perdas financeiras, pois a interferência nas conexões pode comprometer o acesso a serviços de emergência, como polícia e ambulâncias. A operação, considerada a primeira do tipo no Canadá, destaca a vulnerabilidade das redes móveis e a necessidade de medidas de segurança mais robustas. Embora a operação tenha sido encerrada, a ameaça de torres de celular falsas continua a ser uma preocupação global, com casos semelhantes registrados em outros países.

Campanha de espionagem cibernética ligada à China atinge governos na Ásia

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha de espionagem cibernética alinhada à China, focada em setores governamentais e de defesa na Ásia e em um país europeu da OTAN. A Trend Micro identificou a atividade como pertencente ao grupo SHADOW-EARTH-053, ativo desde dezembro de 2024. O grupo explora vulnerabilidades conhecidas em servidores Microsoft Exchange e Internet Information Services (IIS), utilizando técnicas como o uso de web shells e implantes de malware ShadowPad. Os alvos incluem países como Paquistão, Tailândia, Malásia, Índia, Mianmar, Sri Lanka e Taiwan, além da Polônia na Europa. A campanha utiliza ferramentas de tunneling de código aberto e técnicas de escalonamento de privilégios, como Mimikatz. A Trend Micro recomenda que as organizações priorizem a aplicação de atualizações de segurança e considerem a implementação de sistemas de prevenção de intrusões. Além disso, o Citizen Lab destacou campanhas de phishing por grupos afiliados à China, visando jornalistas e ativistas, com táticas de engenharia social bem elaboradas. Essas atividades refletem uma repressão transnacional digital, alinhada com as prioridades de inteligência do governo chinês.

Grupos cibercriminosos atacam ambientes SaaS com alta velocidade

Pesquisadores em cibersegurança alertam sobre dois grupos de cibercrime, Cordial Spider e Snarky Spider, que estão realizando ataques rápidos e de alto impacto em ambientes de Software como Serviço (SaaS). Esses grupos, ativos desde pelo menos outubro de 2025, utilizam táticas como phishing por voz (vishing) para direcionar usuários a páginas de login falsas, onde capturam dados de autenticação. Ao operar quase exclusivamente em ambientes SaaS confiáveis, eles minimizam suas pegadas digitais, dificultando a detecção por parte das equipes de segurança. Os ataques têm como alvo principalmente setores de varejo e hospitalidade, e os invasores são conhecidos por registrar novos dispositivos para contornar a autenticação multifatorial (MFA) e suprimir notificações de e-mail sobre registros não autorizados. A exfiltração de dados ocorre rapidamente, geralmente em menos de uma hora, e os atacantes visam contas privilegiadas para acessar informações sensíveis em plataformas como Google Workspace e Salesforce. A combinação de velocidade e precisão torna esses ataques particularmente desafiadores para a defesa.

Romeno condenado por ataques de swatting a autoridades nos EUA

Thomasz Szabo, um cidadão romeno de 27 anos, foi condenado a quatro anos de prisão federal por liderar um esquema de swatting que visou mais de 75 autoridades públicas, jornalistas e instituições religiosas nos Estados Unidos. O swatting é uma tática criminosa que envolve fazer falsas denúncias a serviços de emergência, provocando respostas policiais armadas. Szabo, extraditado da Romênia em novembro de 2024, se declarou culpado de conspiração e ameaças envolvendo explosivos em junho de 2025. Ele operava sob vários pseudônimos e incentivou seus seguidores a realizar ataques semelhantes, resultando em uma série de ameaças que custaram mais de 500 mil dólares em recursos públicos. Entre as ameaças, destacam-se uma tentativa de ataque em sinagogas de Nova York e uma ameaça de explosão no Capitólio dos EUA. O FBI destacou que os ataques de Szabo drenaram recursos da polícia e colocaram civis inocentes em risco. A condenação é um passo importante para desestimular a prática do swatting, que muitos ainda consideram uma brincadeira. O caso também envolve um cúmplice sérvio, Nemanja Radovanovic, que enfrenta processos separados.

Uma análise técnica das primeiras 24 horas como atacantes visam ativos expostos

O artigo de Topher Lyons, da Sprocket Security, destaca a rapidez com que atacantes identificam e exploram novos ativos expostos na internet. Assim que um ativo recebe um endereço IP público, um cronômetro começa a contar, e em minutos, ele já pode estar sendo sondado por scanners automatizados como Shodan e Censys. O processo se desenrola em etapas: em até uma hora, os scanners catalogam portas abertas e informações de serviços; em até seis horas, começa a enumeração ativa, onde ferramentas de ataque realizam tentativas de acesso. Após 12 horas, a probabilidade de comprometimento é alarmante, com 80% dos ativos testados sendo invadidos nesse período. O artigo também enfatiza a importância de ter visibilidade contínua sobre a superfície de ataque externa, destacando que muitos ativos expostos podem ser desconhecidos até mesmo para as equipes de segurança. Um exemplo prático ilustra como uma API oculta foi descoberta em um aplicativo web, expondo dados sensíveis sem autenticação. A Sprocket Security oferece uma solução que permite às organizações identificar e mitigar esses riscos antes que os atacantes o façam.

Pacotes npm da SAP comprometidos em ataque à cadeia de suprimentos

Pesquisadores de segurança relataram que múltiplos pacotes npm oficiais da SAP foram comprometidos em um ataque à cadeia de suprimentos, atribuído ao grupo TeamPCP. Os pacotes afetados incluem @cap-js/sqlite, @cap-js/postgres, @cap-js/db-service e mbt, que são utilizados no desenvolvimento de aplicações na nuvem. A modificação maliciosa incluiu um script ‘preinstall’ que, ao ser executado, baixava um runtime JavaScript e executava um payload ofuscado para roubar credenciais e tokens de autenticação de sistemas de desenvolvedores. O malware visava informações sensíveis, como tokens do npm e GitHub, chaves SSH, credenciais de nuvem e segredos de pipelines CI/CD. Além disso, o malware tentava extrair segredos diretamente da memória dos runners de CI, burlando medidas de segurança. Os dados coletados eram criptografados e enviados para repositórios públicos do GitHub, com descrições que remetiam a ataques anteriores. A origem da violação ainda é desconhecida, mas há indícios de que um token npm pode ter sido exposto devido a uma configuração inadequada em um job do CircleCI. Este incidente destaca a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos de software e a necessidade de vigilância constante em ambientes de desenvolvimento.

Polícia Ucraniana prende hackers que roubaram 610 mil contas do Roblox

A polícia da Ucrânia prendeu três indivíduos envolvidos em um esquema de hacking que comprometeu mais de 610 mil contas do jogo Roblox, resultando em um lucro de aproximadamente 225 mil dólares. As prisões ocorreram em Lviv, após a realização de dez buscas em locais relacionados aos suspeitos, onde foram apreendidos 35 mil dólares em dinheiro, 37 celulares, 11 computadores de mesa, sete laptops, cinco tablets e quatro pen drives. Embora a polícia não tenha especificado a plataforma de jogo inicialmente, o Escritório do Procurador Geral confirmou que as contas afetadas pertenciam ao Roblox. Os hackers, com idades entre 19 e 22 anos, utilizavam malware disfarçado de ferramenta de aprimoramento de jogos para roubar credenciais de login dos usuários. As contas roubadas eram categorizadas por valor e vendidas em um site russo e em comunidades online fechadas. Os acusados enfrentam penas de até 15 anos de prisão por roubo e interferência não autorizada em sistemas de TI. A investigação continua para identificar outros possíveis cúmplices e vítimas.

A Revolução da Cibersegurança Validação de Exposição Autônoma

Em fevereiro de 2026, pesquisadores identificaram uma mudança significativa nas táticas de ciberataques, com criminosos cibernéticos utilizando configurações personalizadas de inteligência artificial (IA) para automatizar ataques diretamente na cadeia de destruição. Essa nova abordagem vai além de e-mails de phishing mais sofisticados; agora, agentes autônomos conseguem mapear o Active Directory e obter credenciais de Administrador de Domínio em questão de minutos. O desafio para as equipes de defesa é evidente: enquanto os atacantes operam em velocidade de máquina, as defesas ainda seguem um fluxo de trabalho tradicional e lento, que envolve múltiplas equipes (CTI, Red Team e Blue Team) e gera atrasos. Para enfrentar essa nova realidade, a Picus Security está promovendo um webinar sobre Validação de Exposição Autônoma, que promete apresentar um novo paradigma defensivo. Os participantes aprenderão sobre a mecânica dos ataques autônomos, como automatizar a ingestão de inteligência de ameaças e simular ataques sem comprometer a rede, além de estratégias para eliminar a fragmentação entre as equipes de segurança. Com a evolução das ferramentas dos atacantes, é crucial que as defesas também se atualizem para garantir a proteção eficaz das organizações.

Invasão de sistema em 27 segundos como os ataques cibernéticos mudaram

Em 2025, o tempo médio entre a invasão de uma rede corporativa e a movimentação do invasor para outra máquina caiu para 29 minutos, uma redução significativa em relação aos 48 minutos de 2024. O relatório da CrowdStrike revela que o caso mais rápido de roubo de dados ocorreu em apenas 27 segundos. Esse intervalo, conhecido como ‘breakout time’, representa o tempo que as equipes de segurança têm para detectar e conter um ataque antes que ele se espalhe pela rede. Além disso, 82% dos ataques em 2025 não utilizaram malware, com os invasores utilizando credenciais legítimas para operar como usuários autorizados. Essa mudança na abordagem dos ataques, que agora se concentram em métodos mais sutis, como o uso de credenciais válidas, torna a detecção mais difícil. A adoção de inteligência artificial por grupos criminosos também aumentou, com um crescimento de 89% nos ataques que utilizam essa tecnologia. O grupo FAMOUS CHOLLIMA, vinculado à Coreia do Norte, destacou-se por sua infiltração em processos seletivos para inserir atacantes dentro das empresas. O relatório alerta para a crescente sofisticação e velocidade dos ataques cibernéticos, exigindo uma resposta mais ágil e eficaz das equipes de segurança.

Estratégias de OPSEC em Operações de Cibercrime

Um recente post em um fórum de cibercrime revela um framework de segurança operacional (OPSEC) estruturado, desenvolvido por um ator de ameaças para operações de ‘carding’ em grande escala. O autor enfatiza que a maioria das interrupções em operações cibercriminosas não ocorre devido a detecções sofisticadas, mas sim a erros operacionais básicos, como reutilização de identidade e separação inadequada de infraestrutura. O framework é dividido em três camadas: a camada pública, que utiliza dispositivos limpos e IPs residenciais; a camada operacional, que é isolada e utiliza containers criptografados; e a camada de extração, focada na monetização com canais dedicados e sistemas isolados. O ator também destaca erros comuns que expõem operações, como a reutilização de identidades e a falta de medidas adequadas de evasão de impressão digital. Além disso, técnicas avançadas como gatilhos com atraso e randomização comportamental são sugeridas para aumentar a resiliência. Este framework oferece uma visão valiosa sobre como os cibercriminosos estruturam sua segurança operacional, o que pode ajudar defensores a entender melhor as táticas utilizadas por esses atores.

Cidadão americano é preso na Finlândia por envolvimento em cibercrime

Um jovem de 19 anos, cidadão dos Estados Unidos e da Estônia, foi preso na Finlândia sob acusações federais nos EUA, sendo acusado de ser um membro ativo do coletivo de hackers Scattered Spider. De acordo com documentos judiciais, o suspeito, que usava o pseudônimo ‘Bouquet’, teria ajudado a extorquir milhões de dólares de grandes corporações ao redor do mundo. Ele foi detido no aeroporto de Helsinque enquanto tentava embarcar para o Japão. As acusações incluem fraude eletrônica, conspiração e invasão de computadores. O coletivo Scattered Spider, que surgiu em 2022, é conhecido por suas táticas de engenharia social e ataques de phishing, visando roubar credenciais de usuários e documentos sensíveis. Entre as vítimas estão empresas renomadas como Caesars e MGM Resorts. O caso destaca a crescente ameaça de grupos de hackers jovens e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados corporativos.

Nacional chinês extraditado por ciberespionagem nos EUA

Xu Zewei, um cidadão chinês de 34 anos, foi extraditado para os Estados Unidos após ser preso na Itália em julho de 2025. Ele é acusado de ser membro do grupo de hackers Silk Typhoon, supostamente patrocinado pelo governo chinês, e de ter orquestrado ataques cibernéticos contra organizações e agências governamentais americanas entre fevereiro de 2020 e junho de 2021. Entre os alvos, destaca-se uma universidade do Texas, onde informações sobre vacinas contra a COVID-19 foram roubadas. Xu enfrenta nove acusações, incluindo fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. A acusação alega que ele e seu co-réu, Zhang Yu, realizaram os ataques sob a direção do Ministério da Segurança do Estado da China, utilizando vulnerabilidades conhecidas no Microsoft Exchange Server, um software amplamente utilizado para gerenciamento de e-mails. Apesar das acusações, Xu nega envolvimento e afirma que sua prisão foi um erro de identidade. Zhang Yu permanece foragido. Este caso destaca a crescente preocupação com a cibersegurança e a espionagem estatal, especialmente em um contexto de pesquisa crítica como a da COVID-19.

Quando a correção não é rápida o suficiente, NDR ajuda a conter ameaças

O avanço da inteligência artificial (IA) está transformando o cenário da cibersegurança, tornando o tempo disponível para correção de vulnerabilidades quase nulo. O modelo Claude Mythos, da Anthropic, demonstrou que a identificação de falhas exploráveis em sistemas operacionais e navegadores, que antes demandava semanas de trabalho de especialistas, agora pode ser realizada em minutos. Isso levou a uma reunião urgente entre líderes financeiros dos EUA para discutir os riscos emergentes. Com a janela de exploração reduzida, as equipes de segurança precisam adotar um modelo de ‘assumir a violação’, onde a detecção e contenção de brechas em tempo real se tornam essenciais. O modelo requer três ações principais: detectar comportamentos pós-breach, reconstruir rapidamente a cadeia de ataque e conter ameaças para limitar seu impacto. A automação é crucial, desde a manutenção de um inventário de software em tempo real até a correlação de alertas para entender a extensão de um ataque. As plataformas de Detecção e Resposta de Rede (NDR) são fundamentais para identificar técnicas sofisticadas que os atacantes usam para evitar a detecção. Com a evolução das capacidades de IA, as organizações devem se preparar para um futuro de segurança mais dinâmico e adaptável.

Ciberespionagem nacional chinês extraditado dos EUA enfrenta acusações

Xu Zewei, um cidadão chinês, foi extraditado da Itália para os Estados Unidos, onde enfrentará acusações de ciberespionagem em nome dos serviços de inteligência da China. Segundo o Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA, Xu atuava como hacker contratado pelo Ministério da Segurança do Estado (MSS) da China, realizando invasões entre fevereiro de 2020 e junho de 2021. Ele foi preso em Milão em 2025, a pedido das autoridades americanas, devido a suas ligações com o grupo de hackers Silk Typhoon, também conhecido como Hafnium. As investigações revelam que Xu participou de ataques direcionados a organizações de pesquisa sobre COVID-19, buscando informações sobre vacinas e tratamentos. Os hackers exploraram vulnerabilidades zero-day do Microsoft Exchange Server, permitindo acesso não autorizado a servidores de e-mail e redes de vítimas. O DOJ afirma que Xu e seus cúmplices operavam sob a direção de oficiais do MSS, utilizando empresas como a Shanghai Powerock Network Co., Ltd. para realizar suas operações. Xu enfrentará múltiplas acusações relacionadas a intrusões em sistemas computacionais e conspiração.

Gangue do 55 criminosos se tornam influencers de furtos no Instagram

Um novo fenômeno de criminalidade tem chamado a atenção em São Paulo, onde um grupo conhecido como ‘gangue do 55’ está gravando e publicando vídeos de seus furtos nas redes sociais, especialmente no Instagram. Os integrantes, que aparentam ser menores de idade, utilizam bicicletas para atacar vítimas, quebrando vidros de carros ou agindo em estações de metrô. Os vídeos, que frequentemente incluem comentários e emojis que glorificam os crimes, têm atraído milhares de visualizações. Além de registrar os furtos, os criminosos expõem a identidade das vítimas, publicando imagens pessoais que estavam armazenadas nos celulares roubados. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que as forças policiais estão em ação constante para reduzir crimes patrimoniais. A Meta, empresa responsável pelo Instagram, declarou que não permite o uso da plataforma para promover atividades criminosas e incentivou a denúncia de tais conteúdos. Este caso destaca a interseção entre crime e redes sociais, levantando preocupações sobre a segurança e a privacidade dos cidadãos.

Sinais de alerta como identificar ataques cibernéticos precocemente

O artigo destaca a importância de identificar sinais precoces de ataques cibernéticos, que muitas vezes são negligenciados. Em um webinar promovido pela BleepingComputer, em parceria com a Flare e a pesquisadora Tammy Harper, serão discutidas estratégias para que equipes de segurança possam detectar esses sinais antes que se tornem incidentes. Os atacantes frequentemente revelam suas intenções em espaços públicos e semi-públicos, como fóruns da dark web e canais do Telegram. Esses sinais, que incluem pedidos de credenciais e discussões sobre novas vulnerabilidades, podem oferecer insights valiosos sobre ameaças emergentes e padrões de ataque.

Grupo hacktivista PhantomCore ataca servidores TrueConf na Rússia

O grupo hacktivista pró-Ucrânia, conhecido como PhantomCore, tem sido responsável por uma série de ataques direcionados a servidores que utilizam o software de videoconferência TrueConf na Rússia desde setembro de 2025. Segundo um relatório da Positive Technologies, os atacantes exploraram uma cadeia de três vulnerabilidades, permitindo a execução remota de comandos em servidores vulneráveis. As falhas identificadas incluem uma vulnerabilidade de controle de acesso insuficiente (BDU:2025-10114), uma falha que permite a leitura de arquivos arbitrários (BDU:2025-10115) e uma vulnerabilidade de injeção de comandos com um alto índice de severidade (BDU-2025-10116). Apesar de os patches de segurança terem sido disponibilizados em agosto de 2025, os ataques começaram a ser detectados em setembro do mesmo ano. O grupo utiliza ferramentas sofisticadas para manter a furtividade e realizar operações em larga escala, incluindo a instalação de shells web maliciosos e a coleta de credenciais. Além disso, o PhantomCore tem se mostrado ativo na busca por vulnerabilidades em softwares domésticos, o que aumenta o risco para organizações russas. Este cenário destaca a necessidade de atenção redobrada por parte das empresas, especialmente aquelas que utilizam tecnologias semelhantes ao TrueConf.

Itron revela acesso não autorizado a sistemas internos em ciberataque

A empresa de tecnologia para utilidades Itron, Inc. confirmou que um terceiro não autorizado acessou alguns de seus sistemas internos durante um ciberataque. A detecção da atividade ocorreu em abril de 2026, levando a empresa a ativar seu plano de resposta a incidentes de cibersegurança, notificar as autoridades policiais e envolver consultores externos para investigar e conter a situação. A Itron, que fornece produtos e serviços para gestão de recursos de energia e água, afirmou que a atividade não causou interrupções significativas em suas operações e que não espera impactos futuros. A empresa também indicou que a maioria dos custos relacionados ao incidente deverá ser coberta por seguros. Embora a investigação ainda esteja em andamento, a Itron assegurou que a atividade não afetou seus clientes. Até o momento, nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo ataque. A empresa, com sede em Washington, é listada na NASDAQ e atende a 7.700 clientes em 100 países, gerenciando 112 milhões de pontos finais.

Quem é o LAPSUS e por que é um dos grupos hackers mais temidos

O LAPSUS$ é um grupo de hackers que ganhou notoriedade internacional desde 2020, especialmente por seus ataques a grandes empresas de tecnologia, como Microsoft e Nvidia. Com uma abordagem agressiva, o grupo se destaca por roubar códigos-fonte e dados sensíveis, utilizando táticas de engenharia social para obter acesso legítimo aos sistemas das vítimas. Em 2022, o LAPSUS$ invadiu a Microsoft, acessando 37 GB de dados, e a Nvidia, de onde extraiu 1 TB de informações. O grupo também atacou o Ministério da Saúde do Brasil em 2021, comprometendo dados relacionados à vacinação contra a Covid-19. A maioria dos membros do LAPSUS$ é composta por adolescentes, o que surpreendeu as autoridades durante as investigações. Apesar de algumas prisões e esforços para desmantelar a organização, o LAPSUS$ continua ativo, como evidenciado pelo recente ataque à AstraZeneca, onde 3 GB de dados foram roubados. As empresas devem redobrar a atenção em suas práticas de segurança, especialmente em relação à proteção de credenciais e à mitigação de riscos associados à engenharia social.

Falha oculta em SIM permite rastreamento de localização por espiões

Pesquisadores do Citizen Lab revelaram que dois grupos de vigilância estão explorando falhas na infraestrutura global de telecomunicações para rastrear a localização de usuários de celulares. Os ataques utilizam sistemas de sinalização, como SS7 e Diameter, que são essenciais para a comunicação entre operadoras. A primeira campanha visou um alvo de alto perfil, enquanto a segunda enviou mensagens SMS invisíveis que coletavam informações de localização sem o conhecimento do usuário. O mais alarmante é que esses ataques não dependem de malware ou ações do usuário, podendo ser realizados simplesmente comprometendo a rede móvel. Além disso, o uso de VPNs não oferece proteção contra esses tipos de rastreamento, pois os ataques operam em um nível diferente da conexão de internet. Embora esses ataques pareçam direcionados a indivíduos de alto perfil, a falta de medidas de proteção efetivas para o público em geral levanta preocupações sobre a segurança das comunicações móveis. Para indivíduos em risco, a única solução viável é desativar as conexões celulares e usar apenas Wi-Fi.

Bitwarden CLI comprometido em ataque à cadeia de suprimentos

Recentemente, o Bitwarden confirmou que seu pacote CLI no npm foi comprometido por um ataque que resultou na distribuição de uma versão maliciosa (2026.4.0) entre 22 de abril de 2026, das 17h57 às 19h30 ET. O ataque, que utilizou um GitHub Action comprometido, injetou um código malicioso que coletava credenciais sensíveis, como tokens do npm e chaves SSH, de sistemas infectados. O malware, que se autopropraga, armazenava dados coletados em repositórios públicos no GitHub da vítima, utilizando uma string de referência a ataques anteriores. O Bitwarden assegurou que não houve acesso aos dados dos usuários finais e que as medidas corretivas foram tomadas imediatamente após a detecção do problema. Este incidente destaca a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos de software e a necessidade de vigilância constante em ambientes de desenvolvimento, especialmente em CI/CD, onde as credenciais podem ser reutilizadas para expandir ataques. Desenvolvedores que instalaram a versão afetada devem considerar suas credenciais como comprometidas e realizar a rotação imediata das mesmas.

Maior botnet cresce dez vezes em um ano, sinalizando riscos de DDoS

Um novo relatório da Qrator Labs revela que a maior botnet já registrada cresceu de 1,33 milhão para 13,5 milhões de dispositivos infectados em apenas um ano, um aumento alarmante de dez vezes. A maioria dos dispositivos comprometidos está localizada nos Estados Unidos, Brasil e Índia, dificultando a eficácia de bloqueios baseados em país. Um dos ataques DDoS mais significativos, com pico de 2Tbps, ocorreu no primeiro trimestre de 2026, visando uma organização do setor de apostas e durou mais de 40 minutos, com múltiplos picos de intensidade. Os pesquisadores notaram uma mudança nas táticas dos atacantes, que agora utilizam métodos multi-vetoriais, combinando tráfego de rede e de aplicação. Além disso, um novo loader de botnet, conhecido como Aeternum C2, utiliza a blockchain Polygon para suas operações, tornando a desativação mais complexa. O aumento de tráfego automatizado e ataques prolongados, como um que durou mais de duas semanas contra um alvo de e-commerce, também foram observados, destacando a evolução das ameaças cibernéticas.

Hackers ligados à China usam redes de dispositivos comprometidos

O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC-UK) e parceiros internacionais alertaram que hackers associados à China estão utilizando redes de proxy em larga escala formadas por dispositivos de consumo sequestrados para evitar detecções e disfarçar suas atividades maliciosas. O aviso conjunto, assinado por agências de países como EUA, Austrália e Canadá, destaca que muitos grupos de hackers chineses mudaram de infraestrutura individual para vastas botnets compostas principalmente por roteadores de pequenas empresas e residências, além de câmeras conectadas à internet e dispositivos de armazenamento em rede (NAS). Essas botnets permitem que os atacantes redirecionem o tráfego através de dispositivos comprometidos, dificultando a detecção geográfica. Um exemplo é a botnet Raptor Train, que infectou mais de 260 mil dispositivos em 2024 e foi associada ao grupo de hackers Flax Typhoon, apoiado pelo estado chinês. O FBI conseguiu interromper essa botnet, mas os hackers continuam a reviver redes como a KV-Botnet, que utiliza roteadores vulneráveis. As agências de inteligência ocidentais alertam que as defesas tradicionais estão se tornando menos eficazes e recomendam a implementação de autenticação multifatorial e monitoramento dinâmico de ameaças.

Ataques a senhas como a engenharia social compromete a segurança

Um estudo da Forrester estima que cada redefinição de senha custa cerca de $70, o que torna esse processo um dos pedidos mais comuns ao suporte técnico. Muitas organizações implementaram ferramentas de redefinição de senha autônoma (SSPR) para aliviar essa carga, mas ainda assim, as equipes de suporte lidam com um número significativo de solicitações. Os ataques de engenharia social, como o ocorrido com a Marks & Spencer em abril de 2025, demonstram como a redefinição de senha pode ser um alvo fácil para atacantes. Neste caso, os invasores se passaram por um funcionário da empresa e conseguiram redefinir uma senha, obtendo credenciais legítimas e acessando o Active Directory. A partir daí, eles extraíram dados sensíveis e implantaram ransomware, resultando em perdas significativas. Para mitigar esses riscos, recomenda-se a adoção de práticas como a verificação rigorosa da identidade do usuário, o uso de credenciais temporárias seguras e o monitoramento das atividades de redefinição de senha. Ferramentas como o Specops Secure Service Desk podem ajudar a fortalecer esse processo, garantindo que a verificação de identidade não dependa apenas de informações que podem ser facilmente obtidas ou adivinhadas.

Incidentes de Cibersegurança Ataques e Vulnerabilidades em Alta

O cenário de cibersegurança continua a ser alarmante, com uma série de incidentes recentes que destacam a vulnerabilidade das infraestruturas digitais. Um dos principais eventos foi o roubo de criptomoedas de $290 milhões do projeto KelpDAO, supostamente orquestrado por atores de ameaças da Coreia do Norte, que comprometeram a infraestrutura de comunicação do LayerZero. Além disso, falhas críticas em plataformas de automação residencial, como MajorDoMo, estão sendo ativamente exploradas, com vulnerabilidades que permitem execução remota de código e injeção de backdoors.

Grupo APT GopherWhisper ataca instituições governamentais da Mongólia

Instituições governamentais da Mongólia foram alvo de um novo grupo de ameaças persistentes avançadas (APT) alinhado à China, identificado como GopherWhisper. De acordo com a empresa de cibersegurança ESET, o grupo utiliza uma variedade de ferramentas, principalmente desenvolvidas em Go, para implantar backdoors e realizar comunicação de comando e controle (C&C) através de serviços legítimos como Discord, Slack e Microsoft 365 Outlook. O grupo foi descoberto em janeiro de 2025, após a identificação de um backdoor inédito chamado LaxGopher em um sistema governamental. Além do LaxGopher, o arsenal do grupo inclui outras famílias de malware, como CompactGopher e RatGopher, que realizam coleta e exfiltração de arquivos. A análise da ESET revelou que cerca de 12 sistemas associados a instituições governamentais mongóis foram infectados, com tráfego de C&C indicando várias outras vítimas. A forma como o GopherWhisper obtém acesso inicial às redes ainda não é clara, mas uma vez dentro, o grupo tenta implantar uma gama de ferramentas maliciosas. A pesquisa sugere que o grupo opera durante o horário comercial da China, reforçando a suspeita de sua origem.

Investigação revela 94 fazendas de SIM conectadas a operadoras móveis

Uma investigação realizada pela empresa de cibersegurança Infrawatch revelou a existência de 94 fazendas de SIM em 17 países, conectadas a 35 operadoras móveis, incluindo grandes redes do Reino Unido e dos Estados Unidos. Essas fazendas, que consistem em racks de cartões SIM controlados remotamente, são utilizadas para contornar sistemas de verificação baseados em telefone, como senhas de uso único enviadas por SMS. A infraestrutura é operada por uma empresa baseada na Bielorrússia, chamada ProxySmart, que fornece acesso a serviços de conectividade móvel em várias regiões. A pesquisa destacou que essas fazendas são promovidas em fóruns online e aceitam pagamentos em criptomoedas, dificultando a identificação de usuários maliciosos. A análise técnica revelou que a plataforma ProxySmart permite a rotação automática de IPs e o controle remoto de dispositivos, aumentando a dificuldade de detecção por parte das operadoras. A descoberta de tais operações levanta preocupações sobre a segurança das redes móveis e a exposição de organizações e usuários a fraudes e abusos online. A investigação foi compartilhada com autoridades de segurança antes da publicação, ressaltando a necessidade de ações mais rigorosas contra esse tipo de crime.

Ataques Baseados em Identidade A Nova Realidade da Cibersegurança

O setor de cibersegurança enfrenta um desafio crescente com ataques baseados em identidade, que continuam a ser a principal porta de entrada para invasores. Apesar do foco em ameaças sofisticadas, como exploits de zero-day e compromissos de cadeia de suprimentos, as credenciais roubadas permanecem a forma mais comum de acesso inicial. Os atacantes utilizam técnicas como credential stuffing, password spraying e phishing para obter credenciais válidas, permitindo que se infiltrar nas redes sem levantar suspeitas. Uma vez dentro, eles podem se mover lateralmente e expandir seu controle rapidamente, levando a incidentes graves, como ataques de ransomware.

Hackers norte-coreanos roubam US 290 milhões do projeto KelpDAO

Hackers patrocinados pelo Estado da Coreia do Norte são suspeitos de estarem por trás de um roubo de criptomoedas que afetou o projeto KelpDAO, resultando em perdas de aproximadamente US$ 290 milhões. O ataque também impactou protocolos de empréstimo como Compound, Euler e Aave, levando a Aave a congelar novos depósitos e empréstimos utilizando o token rsETH como colateral. O KelpDAO, um projeto de finanças descentralizadas (DeFi) na rede Ethereum, permite que os usuários depositem ETH, que são então restaked para gerar um token líquido chamado rsETH. No dia 18 de abril, o KelpDAO detectou atividades suspeitas relacionadas ao rsETH, o que levou à suspensão dos contratos. A investigação revelou que cerca de 116.500 rsETH foram roubados e enviados através do Tornado Cash para ocultar a trilha. Os atacantes comprometeram nós RPC usados para validar mensagens cross-chain, injetando dados falsificados e realizando ataques DDoS em nós saudáveis. A LayerZero, que está ajudando na investigação, acredita que o grupo Lazarus, conhecido por suas operações sofisticadas, é o responsável pelo ataque. Embora o incidente tenha causado uma perda significativa, a LayerZero afirma que não houve contágio em outros aplicativos ou ativos.

Incidentes de Cibersegurança Ataques e Vulnerabilidades em Alta

O artigo analisa uma série de incidentes de cibersegurança que revelam um padrão preocupante de ataques, onde ferramentas de terceiros são exploradas para obter acesso interno a sistemas. Um exemplo notável é a violação de dados da Vercel, que ocorreu após a comprometimento do Context.ai, uma ferramenta de inteligência artificial utilizada por um funcionário. Os atacantes conseguiram acessar ambientes internos da Vercel, expondo variáveis não sensíveis. Além disso, a operação de DDoS-for-hire foi desmantelada por autoridades, mas a resiliência desse tipo de crime continua a ser um desafio. Outro incidente envolve a botnet PowMix, que ataca trabalhadores na República Tcheca, utilizando técnicas sofisticadas para evitar detecções. O uso de extensões maliciosas do Chrome e a exploração de plugins como o Obsidian para distribuir malware também foram destacados. A crescente utilização de inteligência artificial em campanhas de fraude publicitária e a descoberta de trojans como o STX RAT e o PHANTOMPULSE ressaltam a evolução das ameaças. O artigo conclui que a confiança nas ferramentas digitais está sendo manipulada, exigindo uma vigilância constante e atualizações de segurança.

Exchange de criptomoedas Grinex suspende operações após ataque cibernético

A exchange de criptomoedas Grinex, incorporada no Quirguistão e sancionada pelo Reino Unido e pelos EUA, anunciou a suspensão de suas operações após um ataque cibernético que resultou no roubo de 13,74 milhões de dólares. A empresa afirmou que o ataque, ocorrido em 15 de abril de 2026, possui características que sugerem a participação de agências de inteligência estrangeiras, visando desestabilizar a soberania financeira da Rússia. O ataque resultou na perda de mais de 1 bilhão de rublos em fundos de usuários. Grinex é considerada uma rebranding da Garantex, que já havia sido sancionada por lavagem de dinheiro. O roubo foi realizado através de uma série de transações que evitaram a detecção e o congelamento dos ativos. A análise de blockchain revelou que os fundos roubados foram rapidamente convertidos em tokens não congeláveis, uma tática comum entre criminosos para lavar dinheiro. A situação levanta questões sobre a segurança das exchanges de criptomoedas e a possibilidade de operações de bandeira falsa, dada a natureza do ataque e o histórico da Grinex.

Exchange de criptomoedas do Quirguistão suspende operações após hack de US 13,7 milhões

A exchange de criptomoedas Grinex, baseada no Quirguistão, suspendeu suas operações após um ataque cibernético que resultou no roubo de US$ 13,7 milhões. Os fundos foram retirados de carteiras de usuários russos, uma vez que a plataforma facilita operações de troca entre negócios e indivíduos da Rússia. Grinex, que é considerada uma rebranding da exchange russa Garantex, já havia sido alvo de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA por suas ligações com atividades ilícitas. O ataque, segundo a Grinex, foi realizado por agentes de inteligência estrangeiros com recursos tecnológicos avançados, visando diretamente a soberania financeira da Rússia. A análise da blockchain revelou que os fundos roubados foram transferidos para endereços TRON e Ethereum e convertidos em criptomoedas. Além disso, a TRM Labs identificou um segundo ataque em outra exchange, a TokenSpot, que também possui vínculos com Grinex. Embora a Grinex tenha atribuído o ataque a agências de inteligência ocidentais, não foram apresentados dados técnicos que comprovassem essa alegação.

Jovem é condenado por vender contas hackeadas da DraftKings

Kamerin Stokes, de 23 anos, foi condenado a 30 meses de prisão por vender acesso a contas da DraftKings que foram hackeadas. O ataque, realizado por Nathan Austad e Joseph Garrison, comprometeu cerca de 68 mil contas em novembro de 2022, utilizando uma técnica chamada ‘credential stuffing’, que envolve o uso de credenciais roubadas de outras brechas. Os criminosos conseguiram roubar aproximadamente 635 mil dólares de cerca de 1.600 contas comprometidas. Stokes, que comprou as contas hackeadas e as revendeu, reabriu sua loja de fraudes após ser preso e admitiu ter operado esse tipo de negócio por três anos. Além da pena de prisão, ele foi condenado a pagar mais de 1,3 milhão de dólares em restituição. O caso destaca a vulnerabilidade de plataformas de apostas online e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger os dados dos usuários.

Operação internacional desmantela serviços de DDoS por contratação

Uma operação internacional de aplicação da lei, chamada Operação PowerOFF, resultou na desativação de 53 domínios e na prisão de quatro indivíduos envolvidos em operações comerciais de negação de serviço distribuído (DDoS). Esses serviços eram utilizados por mais de 75.000 cibercriminosos. A ação, que contou com a participação de 21 países, incluindo o Brasil, teve como objetivo interromper o acesso a serviços de DDoS por contratação, desmantelar a infraestrutura técnica que os sustentava e acessar bancos de dados com mais de 3 milhões de contas de usuários criminosos. A Europol destacou que esses serviços permitem que até mesmo pessoas com pouco conhecimento técnico realizem ataques maliciosos em larga escala, causando danos significativos a empresas. A operação também incluiu o envio de avisos a usuários identificados e a emissão de 25 mandados de busca. A atividade de DDoS é considerada uma das tendências mais acessíveis e prolíficas do cibercrime, com motivações que vão desde extorsão até hacktivismo. A operação é um passo importante na luta contra a criminalidade cibernética, especialmente após a desativação de uma botnet chamada RapperBot em agosto de 2025, que havia realizado ataques em mais de 80 países desde 2021.

Operação PowerOFF Ação global contra ataques DDoS

Mais de 75.000 usuários de plataformas de negação de serviço distribuído (DDoS) foram alertados por e-mails e cartas durante a mais recente fase da Operação PowerOFF, uma ação internacional de aplicação da lei apoiada pela Europol e envolvendo autoridades de 21 países. A operação resultou na prisão de quatro pessoas, na desativação de 53 domínios e na emissão de 25 mandados de busca. As chamadas ‘booters’, plataformas que oferecem serviços DDoS sob demanda, foram alvo de ações que desmantelaram a infraestrutura técnica que as sustenta. Embora alguns operadores tentem justificar essas plataformas como ferramentas de teste de estresse legítimas, a falta de verificação de propriedade dos alvos as torna ilegais. A operação, que já desmantelou infraestruturas críticas e apreendeu bancos de dados com mais de 3 milhões de contas criminosas, agora entra em uma fase de prevenção, que inclui campanhas de conscientização e medidas de interrupção. Isso envolve anúncios em motores de busca direcionados a jovens que buscam ferramentas DDoS e a remoção de URLs que promovem esses serviços ilegais.

Nacionais dos EUA presos por ajudar trabalhadores norte-coreanos a fraudar empresas

Dois cidadãos norte-americanos, Kejia Wang e Zhenxing Wang, foram condenados a penas de prisão por facilitar a contratação de trabalhadores de tecnologia da informação (TI) da Coreia do Norte, que se passavam por residentes dos EUA. Entre 2021 e outubro de 2024, eles geraram mais de 5 milhões de dólares em receita ilícita para o governo da Coreia do Norte, causando danos financeiros estimados em 3 milhões de dólares a mais de 100 empresas, incluindo várias da lista Fortune 500. Os Wang criaram contas financeiras, sites falsos e empresas de fachada para disfarçar a verdadeira origem dos trabalhadores norte-coreanos, que usavam identidades roubadas de mais de 80 cidadãos americanos. Zhenxing Wang também hospedou laptops fornecidos por empresas em residências nos EUA, permitindo que os trabalhadores norte-coreanos acessassem redes corporativas sem levantar suspeitas. As ações dos réus foram consideradas uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Além deles, nove outros indivíduos estão foragidos, e o Departamento de Estado dos EUA oferece uma recompensa de até 5 milhões de dólares por informações que ajudem a interromper atividades ilícitas que apoiam o programa de armas de destruição em massa da Coreia do Norte.

Cibersegurança no Transporte Desafios e Oportunidades para o Setor

O setor de transporte, especialmente o de caminhões, enfrenta crescentes ameaças cibernéticas, uma vez que esses veículos se tornaram redes móveis repletas de sistemas de comunicação e dispositivos conectados. Com a importância vital do transporte para a infraestrutura crítica da América do Norte, os cibercriminosos exploram a pressão sobre as empresas de logística para manter operações ininterruptas, utilizando táticas como ransomware e extorsão. Além disso, técnicas de roubo de carga têm se sofisticado, com criminosos se passando por corretores legítimos para desviar remessas valiosas. Em 2025, perdas de roubo de carga ultrapassaram US$ 725 milhões, evidenciando a gravidade do problema. Apesar dos desafios, práticas de higiene cibernética, como autenticação multifator e treinamento em engenharia social, podem mitigar riscos. No entanto, a maioria das empresas de transporte se classifica como pequenas, dificultando a adoção de padrões de segurança robustos. A National Motor Freight Traffic Association (NMFTA) tem promovido a conscientização e a educação em cibersegurança, organizando conferências e desenvolvendo recursos específicos para o setor. A colaboração entre profissionais de segurança é essencial para enfrentar as ameaças cibernéticas em evolução e proteger a infraestrutura de transporte.

Comprometimento de biblioteca Axios afeta segurança de aplicativos macOS

Recentemente, a OpenAI revelou que um fluxo de trabalho do GitHub Actions utilizado para assinar seus aplicativos macOS resultou no download da biblioteca maliciosa Axios, embora não tenha havido comprometimento de dados de usuários ou sistemas internos. O incidente ocorreu em 31 de março e foi atribuído a um grupo de hackers norte-coreano conhecido como UNC1069, que comprometeu a conta de um mantenedor do pacote npm para inserir versões contaminadas da biblioteca. Essas versões continham uma dependência maliciosa chamada ‘plain-crypto-js’, que implantava um backdoor cross-platform chamado WAVESHAPER.V2, afetando sistemas Windows, macOS e Linux.

Hackers iranianos atacam infraestrutura crítica dos EUA

Hackers vinculados ao Irã têm como alvo redes de infraestrutura crítica dos EUA, focando em controladores lógicos programáveis (PLCs) da Rockwell Automation. Um aviso conjunto de agências federais dos EUA revelou que esses ataques, que começaram em março de 2026, resultaram em interrupções operacionais e perdas financeiras significativas. A atividade maliciosa inclui a extração de arquivos de projeto e manipulação de dados em displays HMI e SCADA. A empresa de cibersegurança Censys identificou que 74,6% dos mais de 5.200 sistemas de controle industrial expostos online são de origem americana, com 3.891 dispositivos vulneráveis. Para mitigar esses riscos, recomenda-se que os defensores de rede utilizem firewalls, desconectem os PLCs da Internet e implementem autenticação multifatorial. Essa campanha de ataques segue um padrão de ações semelhantes de grupos de hackers iranianos, que anteriormente comprometeram sistemas de tecnologia operacional nos EUA. A crescente escalada das campanhas de ataque está ligada a tensões geopolíticas entre o Irã, os EUA e Israel.

Do ruído ao sinal O que os atores de ameaças estão mirando a seguir

O webinar “Do ruído ao sinal: O que os atores de ameaças estão mirando a seguir”, promovido pela BleepingComputer, abordará como equipes de segurança podem monitorar sinais de alerta precoce em comunidades underground e traduzi-los em defesas acionáveis. A apresentação, que contará com a participação de Tammy Harper, pesquisadora de inteligência de ameaças da RansomLook, examinará o uso de fóruns da dark web, canais do Telegram e marketplaces de corretores de acesso por parte de atores de ameaças para coordenar ataques e compartilhar vulnerabilidades. Esses sinais, embora frequentemente fragmentados e difíceis de interpretar, podem revelar intenções semanas antes de um ataque. A Flare Systems, uma empresa especializada em inteligência de ameaças, ajudará as organizações a detectar esses sinais iniciais, permitindo que as equipes de segurança adotem uma abordagem proativa em vez de reativa. Os participantes aprenderão a identificar sinais significativos na comunicação online, acompanhar as táticas dos adversários e transformar a inteligência em ações defensivas priorizadas. O evento é uma oportunidade valiosa para profissionais de segurança que desejam aprimorar suas estratégias de defesa.

Botnet Masjesu Ameaça de DDoS em Dispositivos IoT

Pesquisadores de cibersegurança revelaram a existência de uma botnet chamada Masjesu, que tem sido utilizada para ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) desde 2023. Anunciada como um serviço de DDoS sob demanda no Telegram, a Masjesu se destaca por sua capacidade de atingir uma variedade de dispositivos IoT, como roteadores e câmeras, evitando endereços IP bloqueados para garantir sua sobrevivência a longo prazo. O malware utiliza criptografia baseada em XOR para ocultar dados e comandos, e já foi associado a um operador conhecido como ‘synmaestro’.

Grupo APT28 lança campanha de phishing visando Ucrânia e aliados

O grupo de ameaças avançadas APT28, também conhecido como Forest Blizzard, está associado a uma nova campanha de spear-phishing que visa a Ucrânia e seus aliados, utilizando um malware inédito chamado PRISMEX. Essa campanha, que se acredita estar ativa desde setembro de 2025, tem como alvo setores estratégicos na Ucrânia, incluindo defesa e serviços de emergência, além de parceiros logísticos na Polônia, Romênia e outros países. Os pesquisadores da Trend Micro destacam que a APT28 tem explorado rapidamente vulnerabilidades recém-divulgadas, como CVE-2026-21509 e CVE-2026-21513, para comprometer sistemas antes que as correções sejam disponibilizadas. O PRISMEX utiliza técnicas avançadas de esteganografia e hijacking de componentes para ocultar suas atividades, permitindo a execução de payloads maliciosos sem alertar os usuários. A campanha também é notável por sua capacidade de realizar tanto espionagem quanto sabotagem, com a possibilidade de causar interrupções operacionais significativas. A utilização de serviços de nuvem legítimos para comando e controle (C2) representa uma nova abordagem na execução de ataques cibernéticos, aumentando a complexidade da defesa contra essas ameaças.

Atores cibernéticos iranianos atacam dispositivos de tecnologia operacional nos EUA

A FBI e agências de cibersegurança dos EUA alertaram sobre ataques direcionados a dispositivos de tecnologia operacional (OT) com conexão à internet, como controladores lógicos programáveis (PLCs), por grupos cibernéticos afiliados ao Irã. Esses ataques resultaram em diminuição da funcionalidade dos PLCs, manipulação de dados e, em alguns casos, interrupções operacionais e perdas financeiras. Os alvos incluem PLCs da Rockwell Automation e Allen-Bradley, utilizados em setores críticos como serviços governamentais, sistemas de água e energia. Os atacantes conseguiram acesso inicial utilizando infraestrutura de terceiros e software de configuração, estabelecendo controle remoto através de um software SSH chamado Dropbear. Para mitigar esses riscos, as organizações são aconselhadas a evitar a exposição dos PLCs à internet, implementar autenticação multifatorial e monitorar tráfego incomum. Este cenário se insere em uma escalada de ataques cibernéticos iranianos, que já haviam sido observados anteriormente em redes de OT nos EUA e em Israel. A situação é agravada por um aumento em ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) e operações de hack-and-leak por grupos de hacktivistas associados ao Irã.

Hackers iranianos atacam controladores lógicos em infraestrutura crítica dos EUA

Hackers associados ao Irã estão atacando controladores lógicos programáveis (PLCs) expostos à Internet em redes de organizações de infraestrutura crítica dos Estados Unidos. O alerta foi emitido por uma parceria entre o FBI, CISA, NSA, EPA, DOE e o Cyber Command dos EUA. Desde março de 2026, esses ataques têm causado perdas financeiras e interrupções operacionais em setores como serviços governamentais, sistemas de água e esgoto e energia. Os hackers têm como objetivo causar distúrbios, manipulando arquivos de projeto e dados exibidos em interfaces HMI e SCADA. A escalada das campanhas de ataque está ligada a tensões entre o Irã e os EUA e Israel. O FBI identificou que esses ataques resultaram na extração de arquivos de projeto e manipulação de dados. Para se proteger, as organizações são aconselhadas a desconectar os PLCs da Internet, implementar autenticação multifatorial e manter os dispositivos atualizados. Além disso, um grupo hacktivista pro-Palestina, Handala, comprometeu cerca de 80 mil dispositivos em uma rede de uma empresa médica dos EUA. O FBI também alertou sobre o uso do Telegram por hackers iranianos em ataques de malware.

Grupo APT28 compromete roteadores e realiza espionagem cibernética

O grupo de ameaças ligado à Rússia, conhecido como APT28 ou Forest Blizzard, está associado a uma nova campanha de ciberespionagem que comprometeu roteadores MikroTik e TP-Link inseguros. Desde maio de 2025, a operação, chamada FrostArmada, tem como alvo dispositivos de internet domésticos e de pequenos escritórios (SOHO), explorando vulnerabilidades para redirecionar o tráfego DNS e coletar dados de rede de forma passiva. A técnica utilizada modifica as configurações de DNS dos roteadores comprometidos, permitindo que o tráfego seja desviado para servidores controlados pelos atacantes, onde credenciais de autenticação são capturadas. A campanha teve seu auge em dezembro de 2025, com mais de 18.000 endereços IP únicos de pelo menos 120 países se comunicando com a infraestrutura do APT28. O alvo principal inclui agências governamentais e provedores de serviços de e-mail e nuvem. A Microsoft e outras agências de segurança colaboraram para desativar a infraestrutura maliciosa, mas a natureza oportunista do ataque levanta preocupações sobre a segurança de dispositivos em ambientes corporativos. A exploração de vulnerabilidades, como a CVE-2023-50224, destaca a necessidade urgente de monitoramento e proteção de dispositivos de rede em uso.

Operação internacional desmantela campanha FrostArmada da APT28

Uma operação internacional coordenada por autoridades de segurança e empresas privadas desmantelou a campanha FrostArmada, vinculada ao grupo de ameaças persistentes avançadas (APT) APT28, também conhecido como Fancy Bear. Este grupo, associado ao GRU da Rússia, comprometeu principalmente roteadores MikroTik e TP-Link, alterando suas configurações de DNS para redirecionar o tráfego de autenticação de contas da Microsoft. No auge da campanha, em dezembro de 2025, cerca de 18.000 dispositivos em 120 países foram infectados, com alvos como agências governamentais e provedores de serviços de TI. A operação contou com a colaboração da Microsoft, Black Lotus Labs e apoio do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA. Os atacantes exploraram vulnerabilidades em roteadores expostos à internet, redirecionando tráfego para servidores maliciosos, onde coletaram credenciais de login e tokens OAuth. A Microsoft e o NCSC do Reino Unido alertaram sobre a natureza oportunista dos ataques, que afetaram tanto sessões de navegador quanto aplicativos de desktop. A operação resultou na desativação da infraestrutura maliciosa, mas destaca a necessidade de medidas de segurança robustas, como o uso de pinagem de certificados e a atualização de equipamentos obsoletos.

Entendendo a ameaça do ecossistema de espionagem

O conceito de ’ecossistema de espionagem’ refere-se a organizações complexas, geralmente patrocinadas por estados autoritários, que utilizam tecnologias sofisticadas para realizar atividades de espionagem. Essas entidades visam desde a interrupção de cadeias de suprimento até o roubo de informações sensíveis, como planos de produtos e estratégias legais. Ao contrário de ataques rápidos, essas operações buscam acesso profundo e de longo prazo às redes críticas das organizações, muitas vezes infiltrando-se através de funcionários desprevenidos.

Novo ataque GPUBreach compromete sistemas via memória GDDR6

Um novo ataque, denominado GPUBreach, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Toronto e pode induzir falhas de bit Rowhammer em memórias GDDR6 de GPUs, resultando em escalonamento de privilégios e comprometimento total do sistema. O ataque explora a corrupção de tabelas de páginas da GPU (PTEs), permitindo que um kernel CUDA não privilegiado obtenha acesso de leitura/escrita arbitrário à memória da GPU. Isso pode ser encadeado para uma escalada de privilégios no lado da CPU, aproveitando falhas de segurança na driver da NVIDIA, sem a necessidade de desativar a proteção do Unidade de Gerenciamento de Memória de Entrada e Saída (IOMMU). Embora o IOMMU seja uma medida eficaz contra muitos ataques de acesso direto à memória, ele não impede o GPUBreach. Os pesquisadores destacam que, ao corromper as tabelas de páginas da GPU, é possível obter privilégios de root, mesmo com o IOMMU ativado, tornando o GPUBreach uma ameaça mais significativa do que ataques anteriores. O ataque foi demonstrado em uma GPU NVIDIA RTX A6000, amplamente utilizada em desenvolvimento e treinamento de IA. Os detalhes completos do estudo serão apresentados no IEEE Symposium on Security & Privacy em 13 de abril de 2025.

Campanha de ciberataques iranianos mira Microsoft 365 em Israel e EAU

Um ator de ameaça vinculado ao Irã está por trás de uma campanha de password spraying direcionada a ambientes Microsoft 365 em Israel e nos Emirados Árabes Unidos (EAU), conforme relatado pela empresa de cibersegurança Check Point. A atividade, que ocorre em três ondas distintas, afetou mais de 300 organizações em Israel e mais de 25 nos EAU, com alvos que incluem entidades governamentais, empresas de tecnologia, transporte e energia. O password spraying é uma técnica de ataque que tenta usar uma única senha comum em múltiplos nomes de usuário, sendo uma abordagem mais eficaz para descobrir credenciais fracas sem acionar defesas de limitação de taxa. Além disso, o grupo de ransomware iraniano Pay2Key também voltou a atacar, visando uma organização de saúde nos EUA, utilizando técnicas avançadas de evasão e execução. A campanha de ransomware, que não resultou em exfiltração de dados, destaca a crescente integração de operações cibernéticas com objetivos políticos por parte do Irã. As organizações são aconselhadas a monitorar logs de acesso, aplicar controles de acesso condicionais e implementar autenticação multifator (MFA) para mitigar esses riscos.