Ataque

Grupo de espionagem cibernética da China explora vulnerabilidades na nuvem

Pesquisadores de cibersegurança alertam sobre atividades maliciosas do grupo de espionagem cibernética Murky Panda, vinculado à China, que utiliza relacionamentos de confiança na nuvem para invadir redes empresariais. O grupo é conhecido por explorar vulnerabilidades de dia zero e dia N, frequentemente obtendo acesso inicial por meio de dispositivos expostos à internet. Murky Panda, que já atacou servidores Microsoft Exchange em 2021, agora foca na cadeia de suprimentos de TI para acessar redes corporativas. Recentemente, o grupo comprometeu um fornecedor de uma entidade norte-americana, utilizando o acesso administrativo para criar uma conta de backdoor no Entra ID da vítima, visando principalmente o acesso a e-mails. Outro ator relacionado, Genesis Panda, tem explorado sistemas de nuvem para exfiltração de dados, enquanto Glacial Panda ataca o setor de telecomunicações, visando registros de chamadas e dados de comunicação. A crescente sofisticação desses grupos destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger ambientes de nuvem.

Convites em PDF se tornam letais - Exploits do UAC-0057 ativam execução de shell

Uma campanha de espionagem cibernética sofisticada, atribuída ao grupo UAC-0057, vinculado ao governo da Bielorrússia, tem como alvo organizações na Ucrânia e na Polônia desde abril de 2025. Os atacantes utilizam arquivos comprimidos armados que contêm convites em PDF que parecem legítimos e planilhas Excel maliciosas. Os documentos de disfarce são projetados para parecer autênticos, como um convite oficial para uma assembleia geral da União de Municípios Rurais da Polônia e um documento sobre serviços do Ministério da Transformação Digital da Ucrânia. Após a execução de macros ofuscadas em arquivos XLS, os atacantes conseguem instalar DLLs maliciosas que coletam informações do sistema. A infraestrutura de suporte do UAC-0057 demonstra técnicas de imitação sofisticadas, registrando domínios que se assemelham a sites legítimos. A persistente mira na Ucrânia e na Polônia reflete os interesses geopolíticos do grupo, alinhados com o governo bielorrusso.

Quebras de Segurança Móveis Direcionadas - APTs Sul-Asiáticas Usam Novas Ferramentas

Um grupo avançado de ameaças persistentes (APT) sul-asiático está realizando uma campanha de espionagem direcionada a indivíduos ligados a forças militares em países como Sri Lanka, Bangladesh, Paquistão e Turquia. A operação combina técnicas tradicionais de phishing com a implantação de malware móvel, comprometendo smartphones de pessoas próximas ao setor militar e extraindo comunicações sensíveis, listas de contatos e documentos operacionais. Os atacantes utilizaram documentos PDF com temas militares como vetores de acesso inicial, redirecionando as vítimas para uma infraestrutura sofisticada de domínios de phishing. Mais de 40 domínios falsos foram identificados, imitando organizações de defesa da região. O componente móvel da APT é centrado em uma versão modificada do Rafel RAT, disfarçada como aplicativos legítimos, que solicita permissões extensivas para comprometer completamente os dispositivos. A análise dos dados comprometidos revelou uma coleta de inteligência significativa, incluindo mensagens SMS e documentos operacionais, com a maioria das vítimas localizadas no Sul da Ásia, especialmente em Bangladesh e Paquistão. A persistência e sofisticação da campanha indicam que se trata de um ator estatal ou próximo a um estado, realizando operações estratégicas de coleta de inteligência no setor de defesa sul-asiático.

Módulo Go vinculado ao Telegram se torna ferramenta de força bruta SSH

Um novo ataque cibernético sofisticado foi descoberto, visando profissionais de segurança através de um pacote Go malicioso chamado golang-random-ip-ssh-bruteforce. Este pacote, que se disfarça como uma ferramenta legítima de teste de força bruta SSH, exfiltra secretamente credenciais de login bem-sucedidas para um ator de ameaça de língua russa via Telegram. O funcionamento do pacote envolve um loop infinito que gera endereços IPv4 aleatórios e verifica o acesso ao serviço SSH na porta TCP 22. Ao encontrar um servidor SSH acessível, ele tenta autenticações usando uma lista de senhas padrão, desabilitando a verificação de chaves de host, o que permite conexões inseguras. As credenciais roubadas são enviadas para um bot do Telegram, transformando os usuários em coletadores involuntários de dados para operações cibernéticas criminosas. O pacote foi publicado em junho de 2022 por um usuário do GitHub identificado como IllDieAnyway, que é avaliado como um ator de ameaça de língua russa. A recomendação é tratar todas as ferramentas ofensivas de fontes não confiáveis como hostis e implementar controles rigorosos para APIs de mensagens.

Ataque MITM6 NTLM Relay Permite Escalada de Privilégios e Domínios

Pesquisadores de cibersegurança da Resecurity revelaram uma técnica de ataque sofisticada que explora configurações padrão de redes Windows, permitindo a compromissão total de domínios. O ataque MITM6 + NTLM Relay combina a auto-configuração IPv6 maliciosa com técnicas de retransmissão de credenciais, escalando privilégios e comprometendo ambientes do Active Directory. O método não depende de vulnerabilidades zero-day ou malware, mas sim de configurações frequentemente negligenciadas pelos administradores. Ao se conectar a redes, máquinas Windows enviam automaticamente solicitações DHCPv6, que podem ser respondidas por atacantes usando a ferramenta mitm6, redirecionando as máquinas vítimas para servidores DNS maliciosos. Uma vez que o tráfego DNS é comprometido, os atacantes podem interceptar solicitações WPAD e capturar credenciais de autenticação. A gravidade do ataque aumenta com a configuração padrão do Active Directory, que permite que qualquer usuário autenticado adicione até 10 contas de máquina ao domínio. Medidas de mitigação recomendadas incluem desativar o IPv6 quando não utilizado, implementar DHCPv6 Guard e reforçar a assinatura SMB e LDAP. A pesquisa destaca a importância de endurecer configurações padrão e minimizar suposições de confiança em ambientes de rede.

Aumento alarmante em ataques de quebra de senhas em 2025

O relatório Blue Report 2025 da Picus Security revela que 46% das tentativas de quebra de senhas foram bem-sucedidas em ambientes testados, quase o dobro do ano anterior. Essa estatística alarmante destaca a fragilidade das políticas de gerenciamento de senhas nas organizações, que ainda utilizam senhas fracas e algoritmos de hash desatualizados. O relatório enfatiza que a falta de medidas adequadas, como a autenticação multifator (MFA) e a validação regular das defesas de credenciais, contribui para a vulnerabilidade das contas válidas, que são o vetor de ataque mais explorado, com uma taxa de sucesso de 98%. Além disso, os ataques baseados em credenciais permitem que invasores se movam lateralmente na rede, comprometendo sistemas críticos sem serem detectados. Para mitigar esses riscos, as organizações devem adotar políticas de senhas mais rigorosas, implementar MFA e realizar simulações de ataques para identificar vulnerabilidades. O relatório serve como um alerta para a necessidade urgente de focar na segurança de identidade e na validação de credenciais.

Hacker do Scattered Spider é condenado a 10 anos de prisão

Noah Michael Urban, um jovem de 20 anos da Flórida, conhecido como “King Bob” nas comunidades de música online, foi condenado a 10 anos de prisão federal após se declarar culpado por conspiração, fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. Além da pena de prisão, Urban foi condenado a pagar US$ 13 milhões em restituição a 59 vítimas de roubo de criptomoedas, ligadas à sua participação na organização criminosa “Scattered Spider”. Urban ganhou notoriedade por vazar músicas não lançadas de artistas renomados, utilizando táticas de cibercrime sofisticadas, como ataques de troca de SIM, que lhe permitiram acessar contas de executivos da indústria musical. Sua atuação não se limitou à pirataria musical; ele também foi um membro chave do Scattered Spider, que se especializa em ataques de engenharia social contra grandes corporações, incluindo ataques a cassinos em Las Vegas que resultaram em milhões de dólares em danos. A investigação federal que levou à sua prisão revelou que Urban e seus cúmplices roubaram pelo menos US$ 800 mil de cinco vítimas na Flórida, utilizando técnicas de troca de SIM para obter informações pessoais e contornar autenticações de dois fatores. O caso destaca a interseção entre pirataria na indústria do entretenimento e crimes cibernéticos graves, evidenciando como indivíduos podem transitar de atividades aparentemente inofensivas para empreendimentos criminosos internacionais.

Infraestrutura Crítica em Risco - Hackers Russos Visam Roteadores e Equipamentos de Rede

O FBI emitiu um alerta urgente sobre operações cibernéticas sofisticadas conduzidas por hackers associados ao serviço de inteligência russo, que estão comprometendo redes de infraestrutura crítica nos Estados Unidos e internacionalmente. Os atacantes, vinculados ao Centro 16 do FSB, têm explorado vulnerabilidades em equipamentos de rede, como o protocolo Simple Network Management Protocol (SNMP) e uma falha não corrigida no Cisco Smart Install (CVE-2018-0171). Essa vulnerabilidade permitiu acesso não autorizado a sistemas sensíveis em diversos setores. A operação é extensa, com o FBI identificando a coleta de arquivos de configuração de milhares de dispositivos de rede. Além disso, os hackers demonstraram habilidades avançadas ao modificar arquivos de configuração para garantir acesso persistente, permitindo uma exploração detalhada das redes das vítimas, especialmente em sistemas de controle industrial. O grupo, conhecido por vários nomes, como ‘Berserk Bear’, tem operado por mais de uma década, visando dispositivos que utilizam protocolos legados. O FBI recomenda que organizações suspeitas de comprometimento avaliem imediatamente seus dispositivos de rede e relatem incidentes às autoridades competentes.

Desfiguração de Sites e Cibercrime Hacker Sentenciado por Ataques Digitais

Um hacker de 26 anos, Al-Tahery Al-Mashriky, foi condenado a 20 meses de prisão por uma campanha de hacking que comprometeu milhões de credenciais de usuários em diversos países. Ele se declarou culpado de nove crimes sob a Lei de Uso Indevido de Computadores no Tribunal de Sheffield, após ser preso pela Agência Nacional de Crime (NCA) em agosto de 2022. A análise forense revelou que Al-Mashriky possuía dados pessoais de mais de 4 milhões de usuários do Facebook e uma coleção de nomes de usuário e senhas de plataformas como Netflix e PayPal. Seus ataques incluíram a exploração de vulnerabilidades em sistemas, utilizando ferramentas automatizadas para identificar falhas e coletar credenciais administrativas. Al-Mashriky estava ligado a grupos hackers extremistas e alegou ter comprometido mais de 3.000 sites em três meses. Seus alvos incluíam organizações governamentais e de mídia, causando interrupções operacionais significativas e custos elevados de recuperação. A NCA destacou a importância da investigação, que demonstrou a capacidade de rastrear cibercriminosos que acreditam que a anonimidade os protege da punição.

Homem é acusado de operar botnet DDoS nos EUA

Ethan Foltz, um jovem de 22 anos do Oregon, foi acusado de desenvolver e gerenciar uma botnet de DDoS chamada RapperBot, que tem sido utilizada para realizar ataques em larga escala em mais de 80 países desde 2021. O Departamento de Justiça dos EUA informou que Foltz enfrenta uma acusação de auxílio e cumplicidade em intrusões de computador, podendo pegar até 10 anos de prisão se condenado. A botnet RapperBot, também conhecida como ‘Eleven Eleven Botnet’ e ‘CowBot’, compromete dispositivos como gravadores de vídeo digitais e roteadores Wi-Fi, utilizando malware especializado. Os clientes da RapperBot podem emitir comandos para esses dispositivos infectados, forçando-os a enviar grandes volumes de tráfego DDoS para servidores e computadores ao redor do mundo. A botnet é inspirada em outras como fBot e Mirai, e foi documentada pela primeira vez em 2022. A investigação revelou que Foltz e seus cúmplices monetizaram a botnet, realizando mais de 370.000 ataques a 18.000 vítimas únicas, incluindo alvos na China, Japão, EUA, Irlanda e Hong Kong. A operação para desmantelar a RapperBot faz parte da iniciativa internacional Operation PowerOFF.

Bragg, empresa de jogos, sofre ciberataque sem roubo de dados

A Bragg Gaming Group, uma empresa canadense que fornece software e plataformas para cassinos, confirmou ter sido alvo de um ciberataque em 16 de agosto. A empresa informou que o incidente foi contido rapidamente e não resultou no roubo de dados ou na implantação de ransomware. Especialistas em cibersegurança foram acionados para avaliar a situação e os resultados preliminares indicaram que o ataque foi restrito ao ambiente interno da Bragg. A empresa assegurou que não houve impacto nas operações e que nenhuma informação pessoal foi afetada. Este incidente ocorre em um contexto em que outras empresas do setor de jogos, como Ainsworth Game Technology e International Game Technology, também relataram interrupções significativas. A Bragg, que atende mais de 200 clientes na América do Norte, América Latina e Europa, experimentou um crescimento anual composto de 37% entre 2019 e 2023, prevendo um mercado total endereçado de cerca de 40 bilhões de dólares até 2028.

Bragg Confirma Ciberataque com Violação de Sistemas Internos de TI

A Bragg Gaming Group, uma importante fornecedora de tecnologia para iGaming, confirmou um incidente de cibersegurança ocorrido em 16 de agosto de 2025. O ataque, detectado na manhã de sábado, afetou apenas a infraestrutura interna da empresa, sem comprometer dados de clientes ou a continuidade operacional. A análise forense preliminar indica que a intrusão foi limitada, com foco em possíveis movimentos laterais dentro da rede, mas sem acesso a sistemas voltados para o cliente ou informações pessoais identificáveis (PII). A arquitetura de rede segregada da Bragg foi fundamental para conter a violação, evitando impactos maiores. A empresa ativou imediatamente seu protocolo de resposta a incidentes, envolvendo especialistas externos para análise detalhada e caça a ameaças. A continuidade operacional foi mantida, com todos os sistemas críticos funcionando normalmente. A Bragg se comprometeu a fornecer atualizações sobre a investigação em seu site corporativo, ressaltando a importância de estruturas de cibersegurança robustas, especialmente em setores que lidam com dados financeiros sensíveis.

Ghost-Tapping A Ameaça Oculta a Usuários de Apple Pay e Google Pay

O ‘ghost-tapping’ é uma técnica emergente utilizada por grupos de cibercriminosos, especialmente de língua chinesa, que exploram vulnerabilidades em serviços de pagamento móvel como Apple Pay e Google Pay. Essa abordagem envolve ataques de relé de comunicação de proximidade (NFC), permitindo que os criminosos realizem compras presenciais de produtos de alto valor utilizando dados de cartões de crédito roubados. Os dados são obtidos através de campanhas de phishing e malware sofisticado, sendo posteriormente carregados em carteiras móveis em celulares descartáveis. Ferramentas como NFCGate e plataformas proprietárias permitem a transmissão em tempo real de dados tokenizados para dispositivos controlados pelos criminosos. Os mules, recrutados por meio de canais do Telegram, utilizam esses dispositivos para efetuar transações, frequentemente passando despercebidos devido a lacunas nos protocolos de Conheça Seu Cliente (KYC). Entre outubro e dezembro de 2024, mais de 650 incidentes foram registrados em Cingapura, resultando em perdas superiores a SGD 1,2 milhão, a maioria envolvendo cartões comprometidos vinculados ao Apple Pay. Especialistas alertam que essa ameaça está se expandindo globalmente, exigindo que instituições financeiras reforcem suas medidas de autenticação e que consumidores estejam atentos a atividades não autorizadas.

Grupo APT chinês ataca infraestrutura web em Taiwan com malware

Um ator de ameaça persistente avançada (APT) de língua chinesa, identificado como UAT-7237, tem atacado entidades de infraestrutura web em Taiwan desde 2022, utilizando ferramentas de código aberto personalizadas para garantir acesso prolongado a ambientes de alto valor. A Cisco Talos atribui a atividade a este grupo, que é considerado um subgrupo de UAT-5918, conhecido por atacar infraestrutura crítica desde 2023. Os ataques se caracterizam pelo uso de um carregador de shellcode chamado SoundBill, que decodifica e lança cargas secundárias como o Cobalt Strike. Diferente de UAT-5918, que rapidamente implanta web shells, UAT-7237 utiliza o cliente VPN SoftEther para manter o acesso e posteriormente acessa os sistemas via RDP. Os atacantes exploram falhas de segurança conhecidas em servidores desatualizados, realizando reconhecimento inicial para determinar o valor do alvo. Além disso, ferramentas como JuicyPotato e Mimikatz são usadas para escalonamento de privilégios e extração de credenciais. A configuração do cliente VPN revela que os operadores são proficientes em chinês simplificado, indicando uma possível origem geográfica. Este cenário destaca a necessidade de vigilância constante e atualizações de segurança em sistemas expostos à internet.

Brasil registra 315 bilhões de tentativas de ciberataques em 2025

Uma pesquisa da Fortinet revelou que o Brasil acumulou 315 bilhões de tentativas de ciberataques no primeiro semestre de 2025, representando mais de 80% do total de ataques na América Latina. Durante o Fortinet Cybersecurity Summit 2025, o vice-presidente de engenharia da empresa, Alexandre Bonatti, destacou que a maioria dos ataques no Brasil é direcionada, visando alvos específicos e com o objetivo de monetização. Os criminosos agora tratam os ataques como uma estratégia de negócios, buscando maximizar lucros. O Brasil se torna um alvo atraente devido à combinação de grandes instituições e baixa maturidade em segurança cibernética, especialmente em um cenário de transformação digital. Bonatti também mencionou que setores que utilizam Internet das Coisas (IoT), como indústria e saúde, estão entre os mais vulneráveis, principalmente quando operam com dispositivos desprotegidos ou desatualizados. A pesquisa indica que a educação em cibersegurança no Brasil ainda é precária, o que facilita a exploração por criminosos. Com o aumento da lucratividade dos ataques, a situação exige atenção urgente das empresas e profissionais de segurança da informação.

Brasil lidera ranking de ciberataques na América Latina, aponta Netscout

O Brasil se destaca como o país mais atacado da América Latina em cibersegurança, com mais de 514 mil incidentes registrados no segundo semestre de 2024, representando mais da metade dos 1,06 milhões de ataques na região. O relatório da Netscout revela um aumento de quase 30% em relação ao semestre anterior. Os ataques mais comuns incluem negação de serviço distribuído (DDoS) e ransomware, frequentemente visando extorquir empresas por meio de resgates em criptomoedas. A crescente sofisticação dos ataques, impulsionada pelo uso de inteligência artificial, permite que criminosos automatizem campanhas e criem e-mails falsos convincentes. O Brasil não apenas é um alvo, mas também um vetor de ciberataques, com a fragilidade das redes corporativas sendo um fator crítico. Especialistas alertam que a segurança deve ir além do perímetro das redes, abrangendo dispositivos pessoais, devido a vulnerabilidades como a falha no protocolo de roaming SS7. Para mitigar esses riscos, a Netscout propõe uma plataforma que utiliza inteligência artificial para detectar anomalias e proteger as infraestruturas digitais. O cenário exige que as empresas invistam em prevenção e monitoramento contínuo para enfrentar a crescente ameaça cibernética.

Ciberataques com CrossC2 afetam servidores Linux no Japão

O Centro de Coordenação de Resposta a Incidentes de Segurança do Japão (JPCERT/CC) divulgou que entre setembro e dezembro de 2024, foram observados ataques utilizando um framework de comando e controle (C2) chamado CrossC2. Este framework expande a funcionalidade do Cobalt Strike para plataformas como Linux e macOS, permitindo controle cruzado de sistemas. Os atacantes usaram ferramentas como PsExec e Plink, além de um malware personalizado denominado ReadNimeLoader, que atua como carregador para o Cobalt Strike. O ReadNimeLoader, escrito na linguagem Nim, executa código diretamente na memória para evitar rastros no disco. Os ataques visaram servidores Linux, que frequentemente não possuem sistemas de detecção e resposta a ameaças (EDR), tornando-os alvos vulneráveis. A campanha de ataque também mostrou sobreposição com atividades de ransomware BlackSuit/Black Basta, indicando um cenário de ameaça crescente. JPCERT/CC enfatiza a necessidade de maior atenção a esses servidores, dada a falta de proteção adequada e o potencial de comprometimento adicional.