Microsoft alerta sobre hackers da China usando novos zero-days para ransomware

Um novo relatório da Microsoft revelou que o grupo de hackers Storm-1175, baseado na China, está utilizando vulnerabilidades zero-day e n-day para lançar ataques de ransomware em organizações ao redor do mundo, com foco em setores como saúde, educação e finanças. O grupo tem demonstrado uma capacidade alarmante de transitar rapidamente de acesso inicial a compromissos completos de sistemas e exfiltração de dados, muitas vezes em menos de 24 horas. Até agora, foram identificadas mais de 16 vulnerabilidades exploradas, afetando produtos como Microsoft Exchange e Papercut. O Storm-1175 não é um ator patrocinado pelo estado, mas sim um coletivo que busca lucro, e suas operações têm se mostrado eficazes devido à sua velocidade e habilidade em identificar ativos expostos. Os especialistas alertam que a rapidez com que esses ataques são realizados oferece pouco tempo para que as defesas sejam implementadas, aumentando o risco para as organizações visadas.

Atores cibernéticos iranianos atacam dispositivos de tecnologia operacional nos EUA

A FBI e agências de cibersegurança dos EUA alertaram sobre ataques direcionados a dispositivos de tecnologia operacional (OT) com conexão à internet, como controladores lógicos programáveis (PLCs), por grupos cibernéticos afiliados ao Irã. Esses ataques resultaram em diminuição da funcionalidade dos PLCs, manipulação de dados e, em alguns casos, interrupções operacionais e perdas financeiras. Os alvos incluem PLCs da Rockwell Automation e Allen-Bradley, utilizados em setores críticos como serviços governamentais, sistemas de água e energia. Os atacantes conseguiram acesso inicial utilizando infraestrutura de terceiros e software de configuração, estabelecendo controle remoto através de um software SSH chamado Dropbear. Para mitigar esses riscos, as organizações são aconselhadas a evitar a exposição dos PLCs à internet, implementar autenticação multifatorial e monitorar tráfego incomum. Este cenário se insere em uma escalada de ataques cibernéticos iranianos, que já haviam sido observados anteriormente em redes de OT nos EUA e em Israel. A situação é agravada por um aumento em ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) e operações de hack-and-leak por grupos de hacktivistas associados ao Irã.

Hackers norte-coreanos atacam biblioteca JavaScript com milhões de downloads

Um grupo de hackers vinculado à Coreia do Norte comprometeu a biblioteca JavaScript Axios, uma das mais populares do mundo, inserindo um código malicioso que pode roubar dados de sistemas operacionais como Windows, macOS e Linux. O ataque ocorreu entre 00h21 e 03h20 UTC do dia 31 de março de 2026, e as versões contaminadas foram removidas rapidamente. O Google atribuiu a ação ao grupo UNC1069, que tem um histórico de roubo de criptomoedas. Os invasores conseguiram acesso à conta do mantenedor do pacote npm do Axios, publicando duas versões adulteradas que incluíam uma dependência maliciosa chamada “plain-crypto-js”, que atuava como um dropper, baixando e executando outras ameaças. O ataque foi precedido por semanas de engenharia social, onde os hackers criaram perfis falsos e um workspace no Slack para enganar o mantenedor. O impacto do ataque é significativo, considerando que o Axios é utilizado em cerca de 80% dos ambientes de nuvem e desenvolvimento, com milhões de downloads semanais.

Sites falsos simulam sistema do Imposto de Renda para aplicar golpes

A Kaspersky identificou 61 sites fraudulentos que imitam o sistema da Receita Federal, visando aplicar golpes durante o período de declaração do Imposto de Renda 2026. Os golpistas utilizam táticas de phishing para coletar credenciais do Gov.br e disseminar fraudes financeiras. A campanha começou em março, aproveitando o aumento da procura por informações sobre a declaração. Os criminosos criam domínios que exploram palavras-chave relacionadas ao Imposto de Renda, como ‘IRPF’ e ‘regularização’, e enviam e-mails falsos que simulam notificações da Receita Federal, alegando pendências e oferecendo descontos em multas. Para se proteger, especialistas recomendam o uso de canais oficiais da Receita Federal e a ativação da autenticação em duas etapas nas contas do Gov.br. Além disso, é fundamental desconfiar de mensagens suspeitas e acessar diretamente o site da Receita pelo navegador, evitando links de e-mails ou SMS.

Cookies de sessão roubados dão acesso total a contas por menos de mil dólares

Um novo malware chamado Storm está revolucionando a forma como os hackers comprometem contas online, permitindo o acesso total a perfis sem a necessidade de senhas ou autenticação multifatorial. De acordo com a Varonis Threat Labs, o Storm se concentra em cookies de sessão, que mantêm os usuários logados em suas contas. Ao roubar esses cookies, os atacantes podem acessar contas como se fossem os usuários legítimos, evitando assim os alertas de segurança comuns. O malware coleta dados do navegador, incluindo credenciais salvas e tokens de autenticação, e processa essas informações em servidores controlados pelos atacantes, o que dificulta a detecção por ferramentas de segurança. O Storm é oferecido como um serviço de assinatura, com preços que variam de $300 por uma demonstração de sete dias a $900 por mês, tornando o cibercrime mais acessível. Os dados coletados incluem informações de contas de grandes plataformas como Google, Facebook e várias exchanges de criptomoedas. Essa nova abordagem representa um risco significativo para organizações que dependem apenas de proteções tradicionais, destacando a necessidade de monitoramento de tráfego e análises comportamentais para detectar atividades suspeitas.

Vulnerabilidade crítica no Flowise permite execução de código remoto

Uma vulnerabilidade de alta severidade, identificada como CVE-2025-59528, foi descoberta na plataforma de código aberto Flowise, utilizada para desenvolver aplicativos de LLM e sistemas autônomos. Essa falha permite a injeção de código JavaScript sem a realização de verificações de segurança, possibilitando a execução de comandos e acesso ao sistema de arquivos. O problema reside no nó CustomMCP do Flowise, que avalia de forma insegura a configuração do servidor MCP fornecida pelo usuário. A vulnerabilidade foi divulgada publicamente em setembro e, embora a atividade de exploração tenha sido detectada recentemente, existem entre 12.000 e 15.000 instâncias do Flowise expostas na internet. A empresa VulnCheck, que monitora essas atividades, recomenda que os usuários atualizem para a versão 3.1.1 ou, no mínimo, para a 3.0.6, e considerem remover suas instâncias da internet pública se o acesso externo não for necessário. Além disso, outras vulnerabilidades, como CVE-2025-8943 e CVE-2025-26319, também afetam o Flowise e estão sendo ativamente exploradas.

Hackers iranianos atacam controladores lógicos em infraestrutura crítica dos EUA

Hackers associados ao Irã estão atacando controladores lógicos programáveis (PLCs) expostos à Internet em redes de organizações de infraestrutura crítica dos Estados Unidos. O alerta foi emitido por uma parceria entre o FBI, CISA, NSA, EPA, DOE e o Cyber Command dos EUA. Desde março de 2026, esses ataques têm causado perdas financeiras e interrupções operacionais em setores como serviços governamentais, sistemas de água e esgoto e energia. Os hackers têm como objetivo causar distúrbios, manipulando arquivos de projeto e dados exibidos em interfaces HMI e SCADA. A escalada das campanhas de ataque está ligada a tensões entre o Irã e os EUA e Israel. O FBI identificou que esses ataques resultaram na extração de arquivos de projeto e manipulação de dados. Para se proteger, as organizações são aconselhadas a desconectar os PLCs da Internet, implementar autenticação multifatorial e manter os dispositivos atualizados. Além disso, um grupo hacktivista pro-Palestina, Handala, comprometeu cerca de 80 mil dispositivos em uma rede de uma empresa médica dos EUA. O FBI também alertou sobre o uso do Telegram por hackers iranianos em ataques de malware.

Ataques de roubo de dados afetam empresas após violação de SaaS

Mais de uma dúzia de empresas foram alvo de ataques de roubo de dados após a violação de um provedor de integração SaaS, resultando no roubo de tokens de autenticação. A maioria dos ataques visou a plataforma de dados em nuvem Snowflake, que confirmou a atividade incomum em algumas contas de clientes. A empresa tomou medidas imediatas, bloqueando contas potencialmente afetadas e notificando os clientes. Embora a Snowflake tenha afirmado que não houve comprometimento de seus sistemas, os ataques estão ligados a um incidente de segurança na Anodot, uma empresa de detecção de anomalias de dados. O grupo de extorsão ShinyHunters reivindicou a responsabilidade pelos ataques, alegando ter acesso a dados de várias empresas e tentando roubar informações da Salesforce, mas foi detectado antes de conseguir. O Google também está monitorando a situação, mas não divulgou mais informações. Este incidente destaca a vulnerabilidade das integrações de terceiros e a necessidade de vigilância contínua em relação a acessos não autorizados.

Cibercrimes nos EUA causam perdas de quase US 21 bilhões em 2025

O Federal Bureau of Investigation (FBI) dos Estados Unidos reportou que as vítimas de crimes cibernéticos perderam quase US$ 21 bilhões em 2025, um aumento de 26% em relação ao ano anterior, quando as perdas foram de US$ 16,6 bilhões. O número de queixas recebidas pelo Internet Crime Complaint Center (IC3) também cresceu, superando 1 milhão de reclamações. As fraudes de investimento foram responsáveis por 49% dos incidentes, resultando em perdas de US$ 8,6 bilhões, enquanto os crimes relacionados a criptomoedas causaram a maior perda individual, ultrapassando US$ 11 bilhões. Os ataques de phishing, extorsão e fraudes de investimento foram os mais comuns. O FBI também destacou que os cidadãos com mais de 60 anos foram os mais afetados, com perdas de US$ 7,7 bilhões. Além disso, pela primeira vez, o relatório incluiu fraudes relacionadas à inteligência artificial, que resultaram em 22.300 queixas e perdas de US$ 893 milhões. O FBI intensificou suas ações para bloquear ataques e notificar vítimas, tendo congelado US$ 679 milhões de transações fraudulentas em 2025.

Vulnerabilidade crítica no Ninja Forms permite execução remota de código

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no complemento premium Ninja Forms File Uploads para WordPress, permitindo o upload de arquivos arbitrários sem autenticação, o que pode resultar em execução remota de código. Classificada como CVE-2026-0740, essa falha já está sendo explorada em ataques ativos, com mais de 3.600 tentativas bloqueadas pelo firewall Wordfence em apenas 24 horas. O Ninja Forms, um construtor de formulários popular com mais de 600.000 downloads, permite que usuários criem formulários sem codificação. A extensão de upload de arquivos, utilizada por cerca de 90.000 clientes, apresenta uma gravidade de 9.8 em 10. A vulnerabilidade se origina da falta de validação dos tipos de arquivos e extensões no nome do arquivo de destino, permitindo que atacantes não autenticados façam upload de arquivos maliciosos, incluindo scripts PHP. A exploração dessa falha pode levar a consequências severas, como a instalação de web shells e a tomada total do site. A vulnerabilidade foi descoberta em 8 de janeiro e um patch completo foi disponibilizado em 19 de março. Usuários do Ninja Forms File Upload são fortemente aconselhados a atualizar para a versão mais recente para mitigar riscos.

Grupo APT28 compromete roteadores e realiza espionagem cibernética

O grupo de ameaças ligado à Rússia, conhecido como APT28 ou Forest Blizzard, está associado a uma nova campanha de ciberespionagem que comprometeu roteadores MikroTik e TP-Link inseguros. Desde maio de 2025, a operação, chamada FrostArmada, tem como alvo dispositivos de internet domésticos e de pequenos escritórios (SOHO), explorando vulnerabilidades para redirecionar o tráfego DNS e coletar dados de rede de forma passiva. A técnica utilizada modifica as configurações de DNS dos roteadores comprometidos, permitindo que o tráfego seja desviado para servidores controlados pelos atacantes, onde credenciais de autenticação são capturadas. A campanha teve seu auge em dezembro de 2025, com mais de 18.000 endereços IP únicos de pelo menos 120 países se comunicando com a infraestrutura do APT28. O alvo principal inclui agências governamentais e provedores de serviços de e-mail e nuvem. A Microsoft e outras agências de segurança colaboraram para desativar a infraestrutura maliciosa, mas a natureza oportunista do ataque levanta preocupações sobre a segurança de dispositivos em ambientes corporativos. A exploração de vulnerabilidades, como a CVE-2023-50224, destaca a necessidade urgente de monitoramento e proteção de dispositivos de rede em uso.

Grupo Heart South confirma vazamento de dados de 46 mil pessoas

O Heart South Cardiovascular Group, um hospital localizado no Alabama, confirmou que notificou 46.666 pessoas sobre um vazamento de dados ocorrido em novembro de 2025. Este é o segundo incidente de segurança em dois anos para a instituição. Embora o hospital não tenha especificado quais dados foram comprometidos, o grupo cibercriminoso Rhysida reivindicou a responsabilidade pelo ataque, exigindo um resgate de seis bitcoins, equivalente a cerca de 630 mil dólares na época. Para corroborar sua reivindicação, Rhysida publicou amostras de documentos que supostamente foram roubados, incluindo escaneamentos de documentos de identidade e registros médicos. O Heart South, por sua vez, afirmou que não encontrou evidências de acesso não autorizado à sua rede, mas confirmou que uma quantidade limitada de dados foi postada na dark web. A instituição está oferecendo monitoramento de crédito gratuito e restauração de identidade para as vítimas do vazamento. O ataque de novembro de 2025 segue um incidente anterior em maio de 2024, que também resultou na exposição de dados pessoais de mais de 20 mil pessoas. Os ataques de ransomware, como os realizados pelo Rhysida, têm se tornado cada vez mais comuns no setor de saúde, com um número crescente de instituições sendo alvo de extorsões.

A Armadilha da Validação em Testes de Penetração Automatizados

O artigo de Sila Ozeren Hacioglu, engenheira de pesquisa em segurança da Picus Security, aborda os desafios enfrentados por ferramentas de testes de penetração automatizados. Embora essas ferramentas possam oferecer descobertas valiosas em suas primeiras execuções, a eficácia tende a diminuir rapidamente, levando ao que é chamado de ‘Proof-of-Concept (PoC) Cliff’. Isso ocorre porque, após algumas execuções, as ferramentas esgotam suas capacidades de detecção em um escopo fixo, resultando em uma falsa sensação de segurança. A solução proposta é a simulação de violação e ataque (Breach and Attack Simulation - BAS), que realiza simulações independentes e contínuas, testando a eficácia das defesas de segurança em tempo real. O artigo destaca a importância de combinar ambas as abordagens para garantir uma cobertura abrangente das superfícies de ataque, uma vez que os testes automatizados não conseguem validar completamente as defesas de segurança, como firewalls e sistemas de detecção de intrusões. A falta de validação em várias camadas da superfície de ataque pode resultar em lacunas significativas na segurança das organizações.

Operação internacional desmantela campanha FrostArmada da APT28

Uma operação internacional coordenada por autoridades de segurança e empresas privadas desmantelou a campanha FrostArmada, vinculada ao grupo de ameaças persistentes avançadas (APT) APT28, também conhecido como Fancy Bear. Este grupo, associado ao GRU da Rússia, comprometeu principalmente roteadores MikroTik e TP-Link, alterando suas configurações de DNS para redirecionar o tráfego de autenticação de contas da Microsoft. No auge da campanha, em dezembro de 2025, cerca de 18.000 dispositivos em 120 países foram infectados, com alvos como agências governamentais e provedores de serviços de TI. A operação contou com a colaboração da Microsoft, Black Lotus Labs e apoio do FBI e do Departamento de Justiça dos EUA. Os atacantes exploraram vulnerabilidades em roteadores expostos à internet, redirecionando tráfego para servidores maliciosos, onde coletaram credenciais de login e tokens OAuth. A Microsoft e o NCSC do Reino Unido alertaram sobre a natureza oportunista dos ataques, que afetaram tanto sessões de navegador quanto aplicativos de desktop. A operação resultou na desativação da infraestrutura maliciosa, mas destaca a necessidade de medidas de segurança robustas, como o uso de pinagem de certificados e a atualização de equipamentos obsoletos.

Aumenta o risco de segurança em aplicativos desconectados em 2026

Em 2026, o cenário de ameaças em cibersegurança apresenta um paradoxo para os líderes de segurança: apesar do amadurecimento dos programas de identidade, os riscos estão crescendo. Um estudo do Ponemon Institute revela que muitas aplicações dentro das empresas permanecem desconectadas de sistemas de identidade centralizados, criando uma superfície de ataque massiva e não gerenciada. Esses aplicativos, chamados de ‘matéria escura’, operam fora do alcance da governança padrão, tornando-se alvos fáceis para agentes de ameaça, incluindo inteligência artificial (IA) autônoma.

Campanha ativa visa instâncias expostas do ComfyUI para mineração de criptomoedas

Uma campanha de cibersegurança tem como alvo instâncias expostas do ComfyUI, uma plataforma popular de difusão estável, para integrá-las em uma botnet de mineração de criptomoedas e proxy. Um scanner em Python varre continuamente os principais intervalos de IP na nuvem em busca de alvos vulneráveis, instalando automaticamente nós maliciosos via ComfyUI-Manager. A exploração se baseia em uma má configuração que permite a execução remota de código em implantações não autenticadas. Após a exploração bem-sucedida, os hosts comprometidos são utilizados para minerar Monero e Conflux, além de serem integrados a uma botnet chamada Hysteria V2. A pesquisa da Censys revelou mais de 1.000 instâncias do ComfyUI acessíveis publicamente, o que é suficiente para que agentes de ameaça realizem campanhas oportunistas. O ataque utiliza scripts que exploram nós personalizados do ComfyUI, permitindo a execução de código arbitrário sem autenticação. A persistência do malware é garantida por mecanismos que reinstalam o código a cada inicialização do ComfyUI, além de técnicas para ocultar a atividade maliciosa. Este incidente destaca a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger serviços expostos na nuvem.

Vulnerabilidade crítica no Docker Engine permite bypass de autorização

Uma vulnerabilidade de alta severidade foi identificada no Docker Engine, permitindo que atacantes contornem plugins de autorização (AuthZ) em circunstâncias específicas. A falha, identificada como CVE-2026-34040, possui uma pontuação CVSS de 8.8 e resulta de uma correção incompleta da vulnerabilidade CVE-2024-41110, revelada em julho de 2024. De acordo com os mantenedores do Docker, um atacante pode enviar uma solicitação de API especialmente elaborada, fazendo com que o daemon do Docker encaminhe a solicitação para um plugin de autorização sem o corpo da requisição. Isso pode permitir que um pedido que normalmente seria negado seja aceito, comprometendo a segurança. A vulnerabilidade foi descoberta por vários pesquisadores de segurança e já foi corrigida na versão 29.3.1 do Docker Engine. O impacto é significativo, pois permite a criação de contêineres privilegiados com acesso ao sistema de arquivos do host, expondo credenciais e dados sensíveis. Além disso, agentes de inteligência artificial (IA) podem ser induzidos a executar códigos maliciosos que exploram essa vulnerabilidade, aumentando ainda mais o risco. Recomenda-se que as organizações evitem o uso de plugins AuthZ que dependem da inspeção do corpo da requisição e limitem o acesso à API do Docker.

IA na cibersegurança de dois anos para cinco dias em golpes

A cibersegurança enfrenta uma transformação drástica com a evolução da inteligência artificial (IA). Segundo um estudo da ViperX, o tempo necessário para explorar uma vulnerabilidade caiu de dois anos para apenas cinco dias entre 2024 e 2025. Rodolfo Almeida, COO da ViperX, destacou em sua participação na RSA Conference 2025 que a adoção da IA por criminosos digitais resultou em fraudes mais sofisticadas e difíceis de detectar. Um exemplo alarmante foi um caso em que um funcionário transferiu US$ 25 milhões após uma videochamada com um deepfake que se passava pelo CFO da empresa. Essa nova realidade exige que as empresas não apenas adotem tecnologias de segurança, mas que também implementem uma governança eficaz para acompanhar a evolução das ameaças. Almeida enfatizou que a segurança não deve ser vista como uma compra pontual, mas como um processo contínuo que requer monitoramento e adaptação constantes. A pesquisa da Vantico revelou que 87% dos profissionais de segurança notaram um aumento nos riscos associados à IA, e 63% das empresas ainda carecem de políticas de governança adequadas. Portanto, o descompasso entre a rápida adoção da IA e a maturidade das práticas de segurança é um dos maiores desafios atuais.

Entendendo a ameaça do ecossistema de espionagem

O conceito de ’ecossistema de espionagem’ refere-se a organizações complexas, geralmente patrocinadas por estados autoritários, que utilizam tecnologias sofisticadas para realizar atividades de espionagem. Essas entidades visam desde a interrupção de cadeias de suprimento até o roubo de informações sensíveis, como planos de produtos e estratégias legais. Ao contrário de ataques rápidos, essas operações buscam acesso profundo e de longo prazo às redes críticas das organizações, muitas vezes infiltrando-se através de funcionários desprevenidos.

Vulnerabilidade crítica no Flowise expõe riscos à segurança de IA

Uma grave vulnerabilidade de segurança foi identificada na plataforma de inteligência artificial Flowise, com a classificação CVE-2025-59528, que possui um escore CVSS de 10.0, indicando sua severidade máxima. Essa falha, uma vulnerabilidade de injeção de código, permite a execução remota de código, possibilitando que atacantes executem JavaScript arbitrário no servidor Flowise. O problema reside no nó CustomMCP, que processa configurações de conexão com servidores externos sem validação de segurança adequada, permitindo acesso a módulos perigosos como child_process e fs, que podem comprometer completamente o sistema e permitir a exfiltração de dados sensíveis.

Grupo de cibercriminosos da China utiliza vulnerabilidades para ataques rápidos

Um grupo de cibercriminosos baseado na China, conhecido como Storm-1175, tem sido associado ao uso de vulnerabilidades zero-day e N-day para realizar ataques rápidos em sistemas expostos à internet. De acordo com a equipe de Inteligência de Ameaças da Microsoft, esses ataques têm impactado severamente organizações de saúde, educação, serviços profissionais e finanças na Austrália, Reino Unido e Estados Unidos. O grupo utiliza uma combinação de exploits, incluindo o OWASSRF, para obter acesso inicial e, após comprometer os sistemas, rapidamente exfiltra dados e implanta o ransomware Medusa. Desde 2023, Storm-1175 explorou mais de 16 vulnerabilidades conhecidas, algumas das quais foram utilizadas como zero-days antes de serem divulgadas publicamente. As táticas observadas incluem o uso de ferramentas legítimas para movimentação lateral e a modificação de políticas do Windows Firewall para facilitar a entrega de cargas maliciosas. A crescente utilização de ferramentas de gerenciamento remoto (RMM) por esses atacantes levanta preocupações sobre a segurança das infraestruturas de TI, pois permite que o tráfego malicioso se misture ao tráfego legítimo, dificultando a detecção.

Novas vulnerabilidades em GPUs podem comprometer sistemas inteiros

Pesquisadores da Universidade de Toronto identificaram novas vulnerabilidades em unidades de processamento gráfico (GPUs) que podem ser exploradas para escalar privilégios e, em alguns casos, assumir o controle total de um sistema. Os ataques, denominados GPUBreach, GDDRHammer e GeForge, utilizam a técnica conhecida como RowHammer, que provoca a corrupção de dados na memória. O GPUBreach, em particular, demonstra que a corrupção das tabelas de páginas da GPU pode permitir que processos não privilegiados acessem arbitrariamente a memória da GPU e, subsequentemente, escalem privilégios no CPU, resultando em um shell root. O ataque é notável por não exigir a desativação da Unidade de Gerenciamento de Memória de Entrada/Saída (IOMMU), que normalmente protege contra acessos não autorizados à memória. Embora fabricantes de DRAM tenham implementado mitigação como Código de Correção de Erros (ECC), os pesquisadores alertam que essas medidas podem não ser suficientes, especialmente em sistemas onde múltiplos flips de bits podem ocorrer. As implicações para infraestruturas de IA em nuvem e ambientes de computação de alto desempenho (HPC) são significativas, pois a exploração bem-sucedida pode resultar em degradação da precisão de modelos de aprendizado de máquina em até 80%.

Polícia Federal da Alemanha identifica líderes de ransomware GandCrab e REvil

A Polícia Federal da Alemanha (BKA) identificou dois cidadãos russos como líderes das operações de ransomware GandCrab e REvil entre 2019 e 2021. Daniil Maksimovich Shchukin, de 31 anos, e Anatoly Sergeevitsch Kravchuk, de 43 anos, foram apontados como responsáveis por pelo menos 130 casos de extorsão, especificamente direcionados a empresas na Alemanha. Os ataques resultaram em um pagamento total de aproximadamente 2,2 milhões de dólares em resgates, com danos financeiros estimados em mais de 40 milhões de dólares.

Malware para WhatsApp usa recursos do PC para espionar usuários

Uma nova campanha de malware direcionada a usuários do WhatsApp foi descoberta por pesquisadores do Microsoft Defender. O ataque, que começou em fevereiro de 2026, utiliza arquivos maliciosos no formato Visual Basic Script (VBS) enviados por meio de mensagens no aplicativo. Quando o arquivo é aberto, ele instala um script que cria pastas ocultas no sistema Windows, disfarçando-se como componentes legítimos. Essa técnica de engenharia social permite que o malware se instale sem acionar sistemas de segurança, já que suas atividades se misturam ao tráfego normal do dispositivo.

Hackers exploram notificações do LinkedIn para roubar credenciais

Hackers estão utilizando notificações falsas do LinkedIn, disfarçadas como alertas de emprego, para enganar usuários e obter informações sensíveis de login. Pesquisas da Cofense revelam que esses ataques se aproveitam da urgência e curiosidade dos destinatários, levando-os a clicar em links maliciosos. Os e-mails fraudulentos frequentemente imitam comunicados de recrutadores de empresas respeitáveis, utilizando logotipos e formatações convincentes. Domínios como ‘inedin[.]digital’ são criados para parecerem legítimos, aumentando a confiança dos usuários. Além disso, os atacantes personalizam as mensagens com dados pessoais disponíveis publicamente, como endereços residenciais, para aumentar a credibilidade. A análise rápida desses ataques é crucial, pois atrasos podem resultar em credenciais comprometidas. Especialistas recomendam que os usuários verifiquem a autenticidade das notificações do LinkedIn e evitem clicar em links suspeitos. A implementação de softwares antivírus atualizados e a verificação cuidadosa de URLs são medidas essenciais para proteger contra esses ataques.

Grupo cibercriminoso Storm-1175 utiliza exploits em ataques rápidos

A Microsoft alertou sobre o grupo cibercriminoso Storm-1175, baseado na China, que tem se destacado por ataques rápidos e eficazes utilizando ransomware Medusa. Este grupo é conhecido por explorar vulnerabilidades de dia zero e dia n, conseguindo acesso às redes de suas vítimas em um curto espaço de tempo, frequentemente em menos de 24 horas após a descoberta das falhas. Recentemente, suas ações impactaram severamente setores críticos, como saúde, educação e finanças, em países como Austrália, Reino Unido e Estados Unidos.

Microsoft descontinua ferramenta SaRA e recomenda nova opção

A Microsoft anunciou a descontinuação da ferramenta Support and Recovery Assistant (SaRA) a partir de 10 de março, afetando todas as versões do Windows que ainda recebem suporte. O SaRA, uma ferramenta gratuita que auxiliava na resolução de problemas comuns em Office, Microsoft 365, Outlook e Windows, será substituído pelo comando Get Help. Esta nova ferramenta, que pode ser utilizada via linha de comando ou scripts como PowerShell, oferece capacidades semelhantes, mas com uma infraestrutura de segurança aprimorada. A Microsoft orienta os administradores de TI a migrar para o Get Help, que promete identificar e corrigir problemas de forma automatizada ou fornecer instruções para soluções manuais. A mudança faz parte de uma série de desativações de serviços e aplicativos pela Microsoft, visando fortalecer a segurança de seus produtos. Além disso, a empresa já havia anunciado a descontinuação de outras funcionalidades e aplicativos, como o recurso de preenchimento automático de senhas do Microsoft Authenticator e o Microsoft Publisher, que será removido do Microsoft 365 em 2026.

Microsoft resolve problema de envio de e-mails no Outlook Clássico

A Microsoft anunciou a resolução de um problema que impedia alguns usuários do Outlook Clássico de enviar e-mails através do Outlook.com. O erro, que gerava relatórios de não entrega (NDRs) com códigos 0x80070005-0x0004dc-0x000524, alertava os usuários de que suas mensagens não haviam chegado aos destinatários. O problema era mais frequente quando o perfil do Outlook estava vinculado a outra conta do Exchange. A empresa informou que a solução foi implementada em 3 de abril de 2026, através de uma correção do lado do servidor. Para aqueles que ainda enfrentam dificuldades, a Microsoft recomenda o uso do novo cliente do Outlook ou do Outlook.com na web. Além disso, uma solução temporária é baixar o Catálogo de Endereços do Outlook para as contas afetadas. Este incidente segue uma série de problemas que a Microsoft tem enfrentado com o Outlook Clássico, incluindo bugs relacionados ao complemento de reuniões do Microsoft Teams e dificuldades de sincronização com o Gmail. A empresa também está investigando outros erros que afetam a conectividade e a interface do usuário em várias aplicações do Microsoft 365.

Vulnerabilidade BlueHammer permite escalonamento de privilégios no Windows

Uma nova vulnerabilidade, chamada BlueHammer, foi divulgada por um pesquisador de segurança insatisfeito com a forma como a Microsoft lidou com o processo de divulgação. Essa falha de escalonamento de privilégios no Windows permite que atacantes obtenham permissões de SYSTEM ou administrador elevado. Sem um patch oficial disponível, a vulnerabilidade é considerada um zero-day. O pesquisador, que se identifica como Chaotic Eclipse, expressou frustração com a Microsoft e publicou um repositório no GitHub contendo o código de exploração. Embora a exploração exija acesso local, o risco é significativo, pois atacantes podem obter acesso local por meio de engenharia social ou outras vulnerabilidades. A falha combina um problema de TOCTOU (time-of-check to time-of-use) e confusão de caminho, permitindo acesso ao banco de dados Security Account Manager (SAM), que contém hashes de senhas. Especialistas confirmaram que, embora o exploit funcione, ele pode apresentar bugs que dificultam sua eficácia em algumas versões do Windows, como o Windows Server. A Microsoft ainda não se pronunciou sobre a questão.

Novo ataque GPUBreach compromete sistemas via memória GDDR6

Um novo ataque, denominado GPUBreach, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Toronto e pode induzir falhas de bit Rowhammer em memórias GDDR6 de GPUs, resultando em escalonamento de privilégios e comprometimento total do sistema. O ataque explora a corrupção de tabelas de páginas da GPU (PTEs), permitindo que um kernel CUDA não privilegiado obtenha acesso de leitura/escrita arbitrário à memória da GPU. Isso pode ser encadeado para uma escalada de privilégios no lado da CPU, aproveitando falhas de segurança na driver da NVIDIA, sem a necessidade de desativar a proteção do Unidade de Gerenciamento de Memória de Entrada e Saída (IOMMU). Embora o IOMMU seja uma medida eficaz contra muitos ataques de acesso direto à memória, ele não impede o GPUBreach. Os pesquisadores destacam que, ao corromper as tabelas de páginas da GPU, é possível obter privilégios de root, mesmo com o IOMMU ativado, tornando o GPUBreach uma ameaça mais significativa do que ataques anteriores. O ataque foi demonstrado em uma GPU NVIDIA RTX A6000, amplamente utilizada em desenvolvimento e treinamento de IA. Os detalhes completos do estudo serão apresentados no IEEE Symposium on Security & Privacy em 13 de abril de 2025.

O ataque LiteLLM e a vulnerabilidade das estações de trabalho de desenvolvedores

Em março de 2026, um ataque à cadeia de suprimentos realizado pelo grupo TeamPCP comprometeu pacotes da biblioteca de desenvolvimento de IA LiteLLM, resultando em uma operação sistemática de coleta de credenciais a partir de estações de trabalho de desenvolvedores. O malware, que foi injetado nas versões 1.82.7 e 1.82.8 do LiteLLM disponíveis no PyPI, ativou-se quando os desenvolvedores instalavam ou atualizavam o pacote, coletando chaves SSH, credenciais de nuvem e outras informações sensíveis. Apesar da remoção rápida dos pacotes maliciosos, a análise da GitGuardian revelou que 1.705 pacotes do PyPI estavam configurados para puxar as versões comprometidas como dependências, expondo ainda mais sistemas a riscos.

Grupo da Coreia do Norte usa GitHub para ataques cibernéticos

Recentemente, grupos de ameaças associados à Coreia do Norte têm utilizado o GitHub como infraestrutura de comando e controle (C2) em ataques direcionados a organizações na Coreia do Sul. Segundo a Fortinet, a cadeia de ataque começa com arquivos de atalho do Windows (LNK) ofuscados, que são distribuídos por meio de e-mails de phishing. Esses arquivos iniciam o download de um documento PDF falso e um script PowerShell que opera em segundo plano. O script realiza verificações para evitar a análise, terminando sua execução se detectar processos relacionados a máquinas virtuais ou ferramentas forenses. Caso contrário, ele extrai um script Visual Basic e estabelece persistência, garantindo que o payload do PowerShell seja executado automaticamente a cada 30 minutos. Além disso, o script coleta informações do sistema comprometido e as exfiltra para um repositório do GitHub, utilizando um token de acesso codificado. Essa técnica de usar plataformas confiáveis como o GitHub para controle de malware é uma estratégia que permite aos atacantes se camuflar e manter controle sobre os sistemas infectados. O uso de ferramentas nativas do Windows, em vez de malware personalizado, aumenta a eficácia dos ataques, reduzindo a taxa de detecção. A situação é preocupante, pois demonstra a evolução das táticas de grupos patrocinados pelo estado, como o Kimsuky, que também têm explorado outras técnicas de infecção baseadas em LNK.

Campanha de ciberataques iranianos mira Microsoft 365 em Israel e EAU

Um ator de ameaça vinculado ao Irã está por trás de uma campanha de password spraying direcionada a ambientes Microsoft 365 em Israel e nos Emirados Árabes Unidos (EAU), conforme relatado pela empresa de cibersegurança Check Point. A atividade, que ocorre em três ondas distintas, afetou mais de 300 organizações em Israel e mais de 25 nos EAU, com alvos que incluem entidades governamentais, empresas de tecnologia, transporte e energia. O password spraying é uma técnica de ataque que tenta usar uma única senha comum em múltiplos nomes de usuário, sendo uma abordagem mais eficaz para descobrir credenciais fracas sem acionar defesas de limitação de taxa. Além disso, o grupo de ransomware iraniano Pay2Key também voltou a atacar, visando uma organização de saúde nos EUA, utilizando técnicas avançadas de evasão e execução. A campanha de ransomware, que não resultou em exfiltração de dados, destaca a crescente integração de operações cibernéticas com objetivos políticos por parte do Irã. As organizações são aconselhadas a monitorar logs de acesso, aplicar controles de acesso condicionais e implementar autenticação multifator (MFA) para mitigar esses riscos.

Golpistas enganam usuários do Caixa Tem com ligações falsas

Recentemente, uma nova modalidade de golpe, conhecida como vishing, tem enganado usuários do aplicativo Caixa Tem, utilizado para serviços sociais e transações bancárias. Os criminosos realizam ligações simulando ser funcionários da Caixa Econômica Federal, informando que a conta da vítima está bloqueada ou com problemas. Durante a conversa, eles solicitam que a vítima compartilhe a tela do celular, altere seu e-mail e senha, ou envie códigos de verificação, permitindo que os golpistas acessem a conta e transfiram o dinheiro via Pix para contas de laranjas. Essa operação foi identificada pelo pesquisador de segurança Clandestine e é alimentada por vazamentos de dados de beneficiários. Além disso, há um esquema de comercialização de pacotes de vishing, que inclui ferramentas para camuflar a origem das ligações e realizar chamadas automáticas. Para se proteger, os usuários devem desconfiar de ligações que solicitam informações pessoais de forma urgente.

Campanha de phishing utiliza notificações falsas no LinkedIn

Uma nova campanha de phishing direcionada a usuários do LinkedIn tem utilizado notificações falsas para roubar credenciais de login e dados profissionais. Segundo o Cofense Phishing Defense Center, os criminosos criam e-mails que imitam alertas legítimos da plataforma, enganando até mesmo os usuários mais cautelosos. Esses e-mails, que apresentam um design semelhante ao do LinkedIn, informam sobre mensagens urgentes de representantes de empresas renomadas, levando as vítimas a clicar em links maliciosos. Ao clicar, o usuário é redirecionado para uma página de login fraudulenta, onde suas informações de acesso são capturadas. O domínio utilizado pelos golpistas, que se assemelha ao verdadeiro, é uma tática para enganar os desavisados. A campanha destaca a importância da conscientização sobre segurança digital, especialmente em plataformas profissionais, onde informações sensíveis são frequentemente compartilhadas.

Google Drive implementa proteção contra ataques de ransomware

O Google Drive lançou uma nova atualização de segurança que visa proteger os usuários contra ataques de ransomware, um tipo de malware que sequestra dados e exige resgate para liberá-los. De acordo com informações divulgadas no blog do Google Workspace, a nova ferramenta utiliza inteligência artificial (IA) para detectar softwares maliciosos que tentam criptografar arquivos armazenados na nuvem. Quando um ataque é identificado, a sincronização do Drive é automaticamente pausada, evitando que o malware se espalhe e contamine arquivos legítimos. Embora a restauração de arquivos afetados esteja disponível para todos os usuários, os alertas e a interrupção da sincronização são recursos exclusivos para assinantes dos planos pagos do Workspace Business e Enterprise. A atualização é especialmente relevante, pois o Google afirma que a nova função é capaz de detectar até 14 vezes mais ataques de ransomware em comparação com versões anteriores. Essa melhoria na segurança é crucial, considerando que os ataques de ransomware aumentaram 50% recentemente, embora os valores de resgate tenham caído para níveis históricos.

Malware SparkCat volta a atacar usuários de Android e iOS

O malware SparkCat, um infostealer focado em criptomoedas, está de volta com novas atualizações que dificultam sua detecção. Pesquisadores da Kaspersky identificaram aplicativos maliciosos disfarçados em plataformas populares como a Apple App Store e o Google Play Store. O SparkCat, que foi detectado pela primeira vez em 2025, tem como alvo as frases mnemônicas usadas para acessar carteiras de criptomoedas. Recentemente, o malware aprimorou suas técnicas, utilizando reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para extrair essas informações de fotos e capturas de tela. Embora inicialmente focado em usuários asiáticos, a nova versão também busca alvos ocidentais, incluindo palavras-chave em inglês. As técnicas de ofuscação foram aprimoradas, tornando a detecção ainda mais desafiadora. A Kaspersky informou que algumas das aplicações maliciosas já foram removidas das lojas, mas o risco persiste, especialmente para usuários que não mantêm vigilância sobre os aplicativos que instalam.

Grupo cibercriminoso Interlock ataca faculdade nos EUA com ransomware

No último fim de semana, o grupo cibercriminoso Interlock reivindicou um ataque de ransomware ocorrido em março de 2026 contra o Community College of Beaver County (CCBC), na Pensilvânia. Em 9 de março, a instituição anunciou que hackers criptografaram dados e exigiram pagamento de resgate para a recuperação. O ataque afetou o acesso a notas, históricos e informações financeiras, levando ao fechamento do campus até a segunda-feira seguinte e à suspensão das aulas presenciais até 30 de março. O Interlock afirmou ter roubado 780 GB de dados, incluindo informações pessoais e documentos financeiros, que foram posteriormente vazados. Embora a CCBC tenha reconhecido o incidente, não confirmou a reivindicação do grupo nem se pagou o resgate. O ataque é parte de uma tendência crescente de ataques de ransomware em instituições educacionais nos EUA, com sete incidentes confirmados em 2026 até o momento, afetando operações diárias e expondo dados sensíveis. A situação destaca a vulnerabilidade das instituições educacionais a ataques cibernéticos e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Credenciais roubadas uma prioridade de segurança em 2026

Em 2026, o roubo de credenciais se destaca como uma das principais preocupações em cibersegurança. Um estudo recente revelou que 85% das organizações consideram esse risco elevado, com 62% o colocando entre suas três principais prioridades de segurança. No entanto, muitas empresas ainda adotam soluções superficiais, como a autenticação multifator (MFA) e ferramentas genéricas, sem perceber que essas medidas não protegem adequadamente contra acessos não autorizados, especialmente quando os funcionários utilizam dispositivos não gerenciados para acessar serviços críticos. O custo médio de uma violação de dados envolvendo credenciais comprometidas pode variar entre 4,81 e 4,88 milhões de dólares, evidenciando a gravidade da situação. Além disso, em 2025, foram identificadas 4,17 bilhões de credenciais comprometidas, o que torna a simples monitoração de violações insuficiente. A pesquisa aponta que apenas 32% das empresas utilizam soluções dedicadas para monitoramento de credenciais, enquanto 60% realizam verificações de credenciais expostas raramente ou nunca. Para enfrentar essa ameaça, é necessário um programa de monitoramento de violações mais robusto, que inclua automação e integração com ferramentas de segurança existentes, permitindo uma resposta mais eficaz a incidentes.

CISA ordena proteção contra vulnerabilidade crítica do FortiClient EMS

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu uma ordem para que agências federais protejam suas instâncias do FortiClient Enterprise Management Server (EMS) contra uma vulnerabilidade criticamente explorada, identificada como CVE-2026-35616. Esta falha, descoberta pela empresa de cibersegurança Defused, permite que atacantes contornem controles de autenticação e autorização, possibilitando a execução de comandos maliciosos. A Fortinet, fabricante do FortiClient, lançou correções de emergência e alertou que a vulnerabilidade está sendo ativamente explorada em ataques zero-day. A CISA incluiu a CVE-2026-35616 em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Explotadas (KEV) e exigiu que as agências federais aplicassem patches até a meia-noite de 9 de abril. Apesar de a ordem se aplicar apenas a agências federais, a CISA recomendou que todas as organizações, incluindo as do setor privado, priorizassem a correção dessa vulnerabilidade. Atualmente, cerca de 2.000 instâncias do FortiClient EMS estão expostas na internet, com mais de 1.400 IPs localizados nos EUA e na Europa, aumentando a urgência para a aplicação das correções.

Comprometimento de Pacote npm e Vulnerabilidades em Software

Nesta semana, o cenário de cibersegurança foi marcado por incidentes significativos, incluindo o comprometimento do pacote npm Axios por hackers norte-coreanos, que introduziram uma versão maliciosa contendo o malware WAVESHAPER.V2. Este ataque destaca a vulnerabilidade de pacotes amplamente utilizados, que podem afetar rapidamente uma vasta gama de sistemas. Além disso, o Google lançou atualizações de segurança para o Chrome, corrigindo 21 vulnerabilidades, incluindo uma falha zero-day que já estava sendo explorada. Outro incidente relevante foi a exploração de uma vulnerabilidade zero-day no software de videoconferência TrueConf, que afetou entidades governamentais no Sudeste Asiático. A Fortinet também emitiu patches para uma falha crítica em seu FortiClient EMS, que estava sendo ativamente explorada. Por fim, a Apple expandiu a disponibilidade de correções para dispositivos mais antigos, visando proteger usuários contra o kit de exploração DarkSword. Esses eventos ressaltam a importância de monitorar e proteger ferramentas de desenvolvimento e dependências de software, uma vez que os atacantes estão cada vez mais focados em comprometer os processos de construção e distribuição de software.

Galerias Uffizi confirmam ataque cibernético, mas nada foi roubado

As Galerias Uffizi, um dos museus mais renomados da Itália, localizado em Florença, confirmou ter sido alvo de um ataque cibernético em fevereiro de 2026. Durante o incidente, hackers acessaram os servidores do museu e supostamente roubaram um arquivo fotográfico completo. No entanto, a instituição afirmou que possuía backups adequados, permitindo a restauração rápida dos dados perdidos. Relatos indicam que os atacantes também teriam acessado informações sensíveis, como códigos, senhas e mapas internos, mas o museu negou essas alegações, afirmando que não há evidências de que esses dados tenham sido comprometidos. A Uffizi está atualmente substituindo seu hardware, uma atualização que já estava planejada antes do ataque, e tomou medidas adicionais para proteger suas coleções, incluindo o armazenamento de itens valiosos em um cofre no Banco da Itália. Os hackers tentaram extorquir o museu, ameaçando divulgar os arquivos roubados na dark web, mas até o momento, nada foi vazado. Este incidente destaca a crescente vulnerabilidade de instituições culturais a ataques cibernéticos e a importância de manter sistemas de segurança atualizados.

Polícia Federal da Alemanha identifica líderes do ransomware REvil

O Escritório Federal de Polícia Criminal da Alemanha (BKA) revelou as identidades de dois indivíduos-chave associados ao extinto grupo de ransomware REvil, também conhecido como Sodinokibi. Daniil Maksimovich Shchukin, de 31 anos, e Anatoly Sergeevitsch Kravchuk, de 43 anos, ambos russos, são acusados de liderar uma das maiores operações de ransomware global, que resultou em 130 ataques na Alemanha, com pagamentos de resgate totalizando €1,9 milhão. O grupo, que atacou empresas de renome como JBS e Kaseya, exigia grandes quantias em troca da descriptografia e não divulgação de dados. O BKA destacou que os danos financeiros totais ultrapassaram €35,4 milhões. O REvil, que evoluiu do GandCrab, ficou offline em julho de 2021, mas ressurgiu brevemente antes de encerrar suas operações definitivamente. A Rússia também anunciou a prisão de membros do grupo, indicando um esforço global para combater o cibercrime. Shchukin, que se autodenominava UNKN, afirmou ter estado no negócio de ransomware desde 2007, revelando um passado difícil que contrasta com sua atual riqueza.

Grupo de ransomware Qilin usa técnica BYOVD para desativar segurança

Recentemente, os grupos de ransomware Qilin e Warlock têm utilizado a técnica conhecida como ‘bring your own vulnerable driver’ (BYOVD) para desativar ferramentas de segurança em sistemas comprometidos. A análise realizada pela Cisco Talos revelou que o Qilin emprega um DLL malicioso chamado ‘msimg32.dll’, que inicia uma cadeia de infecção em múltiplas etapas, visando desativar soluções de detecção e resposta em endpoints (EDR). Este DLL é capaz de encerrar mais de 300 drivers de EDR de diversos fornecedores.

Hackers ligados ao Irã usam truques da Guerra Fria para roubar segredos

Um grupo de hackers associado ao Irã, conhecido como Charming Kitten, tem utilizado táticas de engenharia social para comprometer usuários de plataformas da Apple e Microsoft. Em vez de explorar vulnerabilidades técnicas, os atacantes criam identidades falsas e estabelecem relações de confiança com as vítimas, levando-as a revelar credenciais ou instalar softwares maliciosos. Essa abordagem, reminiscentes das estratégias de espionagem da Guerra Fria, permite que os hackers operem de forma eficaz em um ambiente digital, afetando usuários em todo o mundo.

Fortinet lança atualização urgente para vulnerabilidade crítica do FortiClient EMS

A Fortinet divulgou um alerta sobre uma vulnerabilidade crítica no FortiClient Enterprise Management Server (EMS), identificada como CVE-2026-35616, que está sendo ativamente explorada em ataques. Esta falha de controle de acesso inadequado permite que atacantes não autenticados executem comandos ou códigos maliciosos por meio de requisições especialmente elaboradas. A vulnerabilidade afeta as versões 7.4.5 e 7.4.6 do FortiClient EMS, e a empresa recomenda que os clientes vulneráveis instalem imediatamente os hotfixes disponíveis. A falha foi descoberta pela empresa de cibersegurança Defused, que observou sua exploração como um zero-day antes de reportá-la à Fortinet. Além disso, a Shadowserver identificou mais de 2.000 instâncias expostas do FortiClient EMS, principalmente nos EUA e na Alemanha. A Fortinet também está trabalhando em uma correção para a versão 7.4.7 do software. A empresa enfatiza a urgência da atualização, especialmente após a identificação de outra vulnerabilidade crítica no mesmo sistema, o CVE-2026-21643, que foi reportada na semana anterior e também está sendo explorada em ataques.

Golpes de SMS falsos sobre infrações de trânsito nos EUA

Recentemente, golpistas têm enviado mensagens de texto falsas, se passando por tribunais estaduais dos EUA, alertando sobre supostas infrações de trânsito. Essas mensagens, que incluem um QR code, pressionam os destinatários a realizar um pagamento de $6,99 em um site de phishing, onde informações pessoais e financeiras são coletadas. A nova campanha, que começou há algumas semanas, já afetou residentes de vários estados, incluindo Nova York, Califórnia e Texas. Ao contrário de campanhas anteriores, que apenas incluíam links, esta nova abordagem utiliza uma imagem de um aviso judicial falso com um QR code embutido. Após escanear o código, a vítima é direcionada a um site que imita agências governamentais, onde é solicitado que forneça dados pessoais e informações de cartão de crédito. Especialistas alertam que, ao receber mensagens de números desconhecidos solicitando pagamentos, é fundamental ignorá-las, já que agências estatais não utilizam esse método para solicitar informações pessoais. Essa prática representa um risco significativo de roubo de identidade e fraudes financeiras.

Ataque cibernético da Coreia do Norte resulta em roubo de US 285 milhões

Um ataque cibernético ocorrido em 1º de abril de 2026 resultou no roubo de US$ 285 milhões de uma exchange descentralizada baseada em Solana, revelando uma operação de engenharia social meticulosamente planejada pela Coreia do Norte. O grupo de hackers, conhecido como UNC4736, é associado a diversas campanhas de roubo no setor de criptomoedas desde 2018. A análise da Drift, a exchange atacada, indica que o ataque foi o resultado de meses de interação com colaboradores da empresa, onde os atacantes, disfarçados como uma empresa de trading, estabeleceram relações de confiança. Durante esse período, eles conseguiram integrar um Ecosystem Vault na plataforma, o que facilitou o acesso a ativos criptográficos. O ataque pode ter sido realizado através de dois vetores principais: a clonagem de um repositório de código malicioso e o download de um aplicativo de carteira comprometido. A investigação também destaca a evolução do ecossistema de malware da Coreia do Norte, que se tornou mais fragmentado e resistente a atribuições, dificultando a identificação de suas operações. Este incidente ressalta a necessidade de vigilância constante e medidas de segurança robustas no setor de fintech e criptomoedas.

Campanha de hackers visa credenciais em apps Next.js vulneráveis

Uma nova campanha de hackers está em andamento, visando roubar credenciais de forma automatizada ao explorar a vulnerabilidade React2Shell (CVE-2025-55182) em aplicativos Next.js. Até o momento, 766 hosts em diferentes provedores de nuvem e regiões foram comprometidos, resultando na coleta de dados sensíveis, como credenciais de banco de dados, chaves privadas SSH, chaves de API e segredos de ambiente. A operação utiliza um framework chamado NEXUS Listener e scripts automatizados para extrair e exfiltrar dados de diversas aplicações. Os pesquisadores da Cisco Talos conseguiram acessar uma instância exposta do NEXUS Listener, permitindo a análise dos dados coletados e do funcionamento da aplicação. A coleta de dados ocorre em pacotes, enviados via requisições HTTP para um servidor de comando e controle. As recomendações de defesa incluem a aplicação de atualizações de segurança, auditoria da exposição de dados e rotação imediata de credenciais suspeitas. A situação é crítica, pois os dados roubados podem levar a invasões de contas em nuvem e ataques à cadeia de suprimentos.

Fortinet lança patches para falha crítica no FortiClient EMS

A Fortinet divulgou patches fora do ciclo regular para uma vulnerabilidade crítica no FortiClient EMS, identificada como CVE-2026-35616, com uma pontuação CVSS de 9.1. Essa falha permite que atacantes não autenticados contornem controles de acesso da API, possibilitando a execução de comandos maliciosos. A vulnerabilidade afeta as versões 7.4.5 a 7.4.6 do FortiClient EMS e já foi observada em exploração ativa. A empresa recomenda que os usuários apliquem um hotfix imediatamente, uma vez que a exploração dessa falha pode resultar em escalonamento de privilégios. A descoberta foi feita por pesquisadores da Defused Cyber e Nguyen Duc Anh, que notaram tentativas de exploração em honeypots desde 31 de março de 2026. Este incidente ocorre pouco tempo após outra vulnerabilidade crítica no mesmo produto, o que levanta preocupações sobre a segurança contínua do FortiClient EMS. A Fortinet alerta que a exploração de vulnerabilidades tende a aumentar durante feriados, quando as equipes de segurança estão menos atentas. Portanto, é crucial que as organizações afetadas tratem essa situação como uma emergência e atualizem seus sistemas o mais rápido possível.