Hugging Face confirma ataque cibernético impulsionado por agente de IA

A Hugging Face, uma das principais plataformas de inteligência artificial e aprendizado de máquina, revelou ter sofrido um ataque cibernético inédito, conduzido inteiramente por um agente de IA autônomo. Os atacantes esconderam um código malicioso dentro de um conjunto de dados que foi processado pela plataforma, explorando falhas em seu sistema para executar o código em um de seus servidores. O ataque permitiu que os invasores escalassem privilégios, roubassem credenciais de autenticação e se movessem lateralmente por sua infraestrutura. O que torna este incidente particularmente alarmante é que a operação foi realizada sem intervenção humana, com o agente de IA decidindo quais sistemas explorar e quais vulnerabilidades atacar. Apesar da gravidade do ataque, a Hugging Face afirmou que não houve comprometimento de dados de clientes ou modelos públicos. Este evento destaca a crescente preocupação com o cenário de ‘atacantes agentes’, uma ameaça emergente que a indústria de cibersegurança já previa. O ataque foi caracterizado por uma infraestrutura de comando e controle que se movia constantemente, dificultando a defesa contra as ações do agente malicioso.

É hora de abrir mais buracos na Internet fechada VPN gratuita promete contornar censura

A Unredacted, uma organização sem fins lucrativos focada na liberdade na internet, lançou a segunda versão de seu serviço de VPN gratuito, o FreeSocks v2, que promete contornar bloqueios de censura de forma mais eficaz. Com o aumento das restrições à internet em todo o mundo, a nova versão foi projetada para ser mais resistente a bloqueios, utilizando um sistema flexível que incorpora um proxy baseado em Xray. Desde seu lançamento inicial em 2023, o FreeSocks já distribuiu mais de 60.000 chaves de acesso a usuários em regiões com censura severa.

Serviços de inteligência russos sequestram câmeras de segurança na Europa

Um relatório de cibersegurança publicado pelas agências de inteligência da Holanda, AIVD e MIVD, revela que um serviço de inteligência russo está sequestrando sistematicamente câmeras de segurança conectadas à internet na Europa e na Ucrânia. Essas câmeras estão sendo utilizadas para monitorar rotas de transporte militar e localizações de tropas ucranianas. O acesso a essas câmeras não se limita à observação passiva; na Ucrânia, foi utilizado para neutralizar pessoal militar ucraniano e destruir equipamentos. A invasão é facilitada pela exploração de dispositivos com senhas padrão e firmware desatualizado. O relatório destaca que mais de 87.000 câmeras vulneráveis foram identificadas, com 4.000 delas localizadas na Ucrânia. Embora a maioria das câmeras esteja acessível, nem todas foram efetivamente comprometidas. As recomendações incluem a desativação do acesso público, a troca de credenciais padrão e a implementação de autenticação multifator. A situação representa um risco significativo, pois câmeras comprometidas podem fornecer informações em tempo real sobre operações militares sem a necessidade de uma invasão mais profunda na rede.

Falhas de Segurança em Sistemas Ameaçam WordPress e OpenSSL

Recentemente, diversas vulnerabilidades de segurança foram identificadas, afetando amplamente sistemas utilizados globalmente, incluindo WordPress e OpenSSL. Uma falha crítica no WordPress, identificada como CVE-2026-63030, permite que atacantes não autenticados executem código remotamente, potencialmente comprometendo milhões de sites. A combinação de falhas no REST API e injeção SQL facilita essa exploração, levando a um alerta urgente para que administradores realizem patches rapidamente. Além disso, uma vulnerabilidade de negação de serviço (DoS) no OpenSSL, que pode ser ativada com apenas 11 bytes de dados maliciosos, foi divulgada, exigindo atenção imediata para evitar a exaustão de memória do servidor. Outras ameaças incluem a exploração de dispositivos SonicWall e um novo malware chamado OkoBot, que visa roubar informações de carteiras de criptomoedas. A situação é crítica, e as organizações devem agir rapidamente para mitigar riscos e proteger seus sistemas.

Malware usa calendário do Microsoft 365 para espionagem cibernética

Um novo implante de espionagem, denominado HollowGraph, foi descoberto utilizando o calendário do Microsoft 365 como canal de comando. Segundo a Group-IB, o malware se aproveita da API do Microsoft Graph para enviar e receber instruções e dados roubados, disfarçando suas atividades como tráfego legítimo. O HollowGraph é um arquivo DLL em .NET que executa apenas dois comandos: ‘get’ e ‘send’, utilizando o calendário da conta comprometida como um ponto de entrega. As instruções são armazenadas em eventos datados para 2050, dificultando a detecção pelo proprietário da conta. Para exfiltrar dados, o malware criptografa os arquivos roubados e os anexa a eventos futuros. A comunicação entre o malware e o servidor do atacante é mantida através de um canal adicional que atualiza credenciais de acesso via DNS. A Group-IB relaciona o HollowGraph a um grupo de espionagem iraniano, mas não consegue atribuir a atividade a um ator específico. A análise revelou que o malware estava ativo em pelo menos 12 máquinas entre 3 de junho e 9 de julho de 2026, indicando uma espionagem direcionada. Não há vulnerabilidades conhecidas no software da Microsoft, o que torna a detecção mais desafiadora e destaca a importância de monitorar permissões de identidade e atividade de aplicativos.

Ernst Young confirma vazamento de dados após ataque cibernético

A Ernst & Young (EY) confirmou um ataque cibernético que resultou na exposição de dados sensíveis de clientes, incluindo informações fiscais. O incidente ocorreu entre 28 de março e 12 de abril de 2026, quando atacantes acessaram um sistema de gerenciamento de serviços de TI utilizado pela empresa. A EY detectou atividades anômalas em 23 de abril e ativou seus protocolos de resposta a incidentes, envolvendo especialistas em cibersegurança e notificando as autoridades competentes. Embora a empresa tenha removido os invasores e garantido a segurança dos sistemas, não foram divulgados detalhes sobre o número de clientes afetados ou a natureza exata das informações comprometidas. Até o momento, não houve reivindicações de grupos de hackers e os dados não foram encontrados na dark web. Para mitigar os riscos, a EY está oferecendo 24 meses de monitoramento de identidade gratuito através da Experian para os clientes impactados.

Exploração de vulnerabilidade crítica na plataforma ServiceNow AI

Pesquisadores de segurança da Defused alertaram que atacantes começaram a explorar uma vulnerabilidade crítica (CVE-2026-6875) na plataforma ServiceNow AI, anteriormente conhecida como Now Platform. Essa plataforma é amplamente utilizada por empresas para integrar inteligência artificial em seus fluxos de trabalho. A falha permite que atores maliciosos não autenticados escapem de um ambiente seguro (sandbox) e executem código remotamente, o que pode resultar em ataques de alta complexidade. A vulnerabilidade foi identificada pela Searchlight Cyber e divulgada em 1º de abril, com a ServiceNow lançando atualizações de segurança em 13 de julho. Apesar de a empresa não ter reconhecido a exploração ativa da falha, a Defused confirmou que os ataques começaram a ocorrer logo após a liberação dos patches. A ServiceNow recomenda que todos os clientes atualizem seus sistemas para evitar possíveis ataques. Este incidente destaca a importância de monitorar e proteger sistemas críticos, especialmente em um cenário onde a plataforma é utilizada por 85% das empresas da lista Fortune 500.

Atualizações de emergência da Microsoft para PCs Dell com Windows 11

A Microsoft lançou atualizações de emergência para corrigir problemas de desempenho e desligamentos inesperados em alguns PCs Dell após a instalação das atualizações de segurança de julho de 2026 do Windows 11. O problema afeta especificamente dispositivos Dell que instalaram a atualização cumulativa KB5101650 nas versões 25H2 e 24H2 do Windows 11. A causa raiz é uma incompatibilidade entre a nova interface do Gerenciador de Conexão USB-C do Windows e o driver Intel Innovation Platform Framework (IPF) Processor Participant, que é essencial para a gestão de energia e térmica do sistema. Após a instalação da atualização de pré-visualização KB5095093 em junho de 2026, alguns dispositivos Dell passaram a exibir um ponto de exclamação amarelo no Gerenciador de Dispositivos, indicando problemas com o driver. Para mitigar os efeitos, a Microsoft bloqueou a atualização em sistemas Dell afetados até que uma correção estivesse disponível. As atualizações de emergência KB5121767 e KB5121768 foram lançadas para resolver a questão, permitindo que os dispositivos afetados instalem a atualização de segurança de julho. A Microsoft recomenda que apenas dispositivos impactados realizem a atualização, enquanto os que não foram afetados não precisam tomar nenhuma ação.

Microsoft trabalha para resolver problemas de sincronização do WSUS

A Microsoft está enfrentando um problema conhecido que afeta os servidores do Windows Server Update Services (WSUS), resultando em dificuldades de sincronização que persistem há mais de uma semana. O WSUS, uma ferramenta lançada há quase duas décadas, permite que administradores de TI programem atualizações de produtos Microsoft em redes corporativas a partir de um único servidor local. Normalmente, o WSUS sincroniza com os servidores de atualização da Microsoft uma vez por dia, mas servidores afetados por esse problema não conseguem realizar essa sincronização, impossibilitando a implantação das últimas atualizações do Windows. A questão impacta tanto plataformas de cliente (Windows 10, versão 1607 e posteriores) quanto de servidor (Windows Server 2012 e posteriores). A Microsoft informou que as organizações podem enfrentar tempos de sincronização aumentados ou timeouts nas operações de sincronização. Medidas de mitigação foram implementadas para novos servidores WSUS, mas a empresa ainda está trabalhando em soluções para servidores previamente afetados. Este problema é um lembrete da importância de manter sistemas atualizados e da necessidade de monitoramento contínuo para evitar falhas na segurança e na conformidade.

Hugging Face sofre ataque cibernético e expõe dados internos

A Hugging Face, plataforma de inteligência artificial de código aberto, sofreu uma violação de segurança que permitiu a atacantes acessarem conjuntos de dados internos e credenciais. O ataque foi realizado por meio de um sistema autônomo de agentes de IA, que explorou vulnerabilidades de execução de código em seu pipeline de processamento de dados. Os invasores utilizaram um conjunto de dados malicioso para executar código em um trabalhador de processamento, o que lhes permitiu roubar credenciais de nuvem e se mover lateralmente por clusters internos. A empresa está investigando se dados de parceiros ou clientes foram afetados e já tomou medidas para mitigar o ataque, incluindo o fechamento das vulnerabilidades exploradas e a rotação de credenciais. Embora a Hugging Face não tenha encontrado evidências de comprometimento de modelos públicos, o incidente destaca a crescente preocupação com ataques impulsionados por IA. A empresa aconselhou seus usuários a revisar atividades recentes em suas contas e rotacionar tokens de acesso. Este é o primeiro incidente de segurança ligado a um agente de IA na plataforma, que já havia enfrentado outras violações no passado.

Ator de ameaça russo utiliza IA para operações cibernéticas

Um ator de ameaça russo conhecido como ‘bandcampro’ está utilizando a inteligência artificial (IA) do Google Gemini CLI para realizar atividades cibernéticas, incluindo a criação de uma botnet e a execução de fraudes. A análise de 200 logs de sessões do Gemini CLI revelou que o ator utilizou a IA para quebrar senhas, configurar proxies residenciais e comprometer comerciantes do WordPress. A operação de comando e controle (C&C) do ‘bandcampro’ é compacta, consistindo em apenas três arquivos de texto, o que a torna facilmente replicável. A IA não apenas ajudou na migração do servidor C&C, mas também propôs melhorias sem ser solicitada. Além disso, o ator abusou da IA para gerenciar a botnet, enviar comandos em linguagem natural e realizar tarefas de exploração de credenciais. A facilidade de uso da IA permite que indivíduos com pouco conhecimento técnico realizem operações complexas, aumentando o risco de novos serviços de malware impulsionados por IA. A capacidade de replicar rapidamente a infraestrutura C&C torna as ações de desmantelamento menos eficazes, complicando os esforços de atribuição e resposta a incidentes.

Vulnerabilidade no 7-Zip permite execução de código remoto

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no 7-Zip, um popular software de compressão de arquivos, que pode permitir que um atacante execute código malicioso ao abrir um arquivo XZ especialmente elaborado. Classificada como CVE-2026-14266, a falha é um estouro de buffer baseado em heap que ocorre durante o processamento de dados chunked XZ. A Trend Micro’s Zero Day Initiative (ZDI) divulgou detalhes sobre a vulnerabilidade em 15 de julho de 2026, e um patch foi disponibilizado em 25 de junho de 2026, na versão 26.02 do 7-Zip.

Novo ataque de malware na cadeia de suprimentos do Ruby

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo ataque na cadeia de suprimentos de software, denominado SleeperGem, que afeta o ecossistema Ruby. Três gems maliciosas foram publicadas no RubyGems, com o objetivo de instalar cargas adicionais em máquinas de desenvolvedores. As gems comprometidas incluem ‘git_credential_manager’, que se disfarça como o gerenciador de credenciais oficial da Microsoft, e outras que estavam inativas por anos antes de receberem atualizações maliciosas. O ataque utiliza um loader que verifica se está sendo executado em um sistema de build e, se estiver, não prossegue. Caso contrário, instala um daemon nativo e estabelece persistência. As gems maliciosas também escaneiam o sistema em busca de variáveis de ambiente relacionadas a plataformas de CI/CD, evitando a execução em runners efêmeros. Os usuários que instalaram essas gems devem considerar suas máquinas e segredos como comprometidos e tomar medidas imediatas para mitigar os riscos, como remover o daemon instalado e rotacionar credenciais. Este incidente destaca a vulnerabilidade de contas inativas que podem ser facilmente sequestradas por atacantes.

Hugging Face sofre ataque cibernético por agente de IA autônomo

A plataforma de inteligência artificial de código aberto Hugging Face revelou que foi alvo de um ataque cibernético realizado por um sistema de agente autônomo de IA. O incidente, detectado na semana passada, resultou em acesso não autorizado a um conjunto limitado de dados internos e credenciais de serviços. A investigação ainda está em andamento, mas a empresa afirmou que não há evidências de que o agente de IA tenha comprometido modelos públicos ou a cadeia de suprimentos de software da Hugging Face.

Extensão do Chrome da Claude apresenta falhas de segurança ocultas

Pesquisadores da Manifold Security identificaram vulnerabilidades na extensão do Chrome da Claude, desenvolvida pela Anthropic. As falhas, que permanecem não corrigidas na versão 1.0.80, permitem que qualquer extensão de navegador acione nove fluxos de trabalho predefinidos da Claude ao simular cliques de usuário. Essa vulnerabilidade, que não verifica a propriedade Event.isTrusted, recebeu uma pontuação CVSS de 7.7, podendo chegar a 9.6 em configurações que permitem execução automática. As ações incluem acessar Gmail, Google Docs e modificar leads no Salesforce sem consentimento do usuário. Além disso, uma segunda falha permite que um parâmetro de URL, skipPermissions, ative um modo privilegiado sem qualquer aviso, possibilitando que Claude realize ações sem autorização. Apesar de a Anthropic ter lançado várias atualizações, as vulnerabilidades não foram abordadas. Os pesquisadores alertam que essas falhas podem ser difíceis de detectar, pois as atividades normais do navegador não mudam, mesmo quando ações não autorizadas são realizadas. O impacto potencial dessas vulnerabilidades é significativo, especialmente em um contexto onde a segurança de dados é crítica.

F5 corrige falha crítica no nginx que pode permitir execução remota de código

A F5 Networks lançou correções para uma vulnerabilidade crítica no nginx, identificada como CVE-2026-42533, que permite a um atacante remoto e não autenticado provocar um estouro de buffer no processo de trabalho através de requisições HTTP manipuladas. A falha, que foi corrigida nas versões 1.30.4 (estável) e 1.31.3 (mainline) do nginx, pode resultar em negação de serviço e, em configurações específicas, possibilitar a execução remota de código. O problema reside no mecanismo de script do nginx, que falha ao avaliar corretamente o tamanho do buffer necessário para armazenar dados, levando a um estouro. A vulnerabilidade afeta versões do nginx desde 0.9.6 até 1.31.2, abrangendo um período que remonta a 2011. A F5 avaliou a gravidade da falha em 9.2 na escala CVSS v4, indicando alta complexidade de ataque. Para mitigar o problema, a F5 recomenda a atualização imediata para as versões corrigidas ou, como solução temporária, a alteração de mapas regex afetados para capturas nomeadas. No entanto, essa mitigação não é completa, e a atualização é a única solução definitiva.

Grupo APT abusa de atualizações do ViPNet para atacar organizações russas

Um ator de ameaça avançada está explorando o mecanismo de atualização do ViPNet, um conjunto de produtos de rede privada, para atacar organizações na Rússia, incluindo agências governamentais. Denominada HelloNet, a campanha está ativa desde pelo menos maio e utiliza um payload malicioso que atua como um proxy e carregador para malware adicional. O ViPNet, desenvolvido pela InfoTeCS, é amplamente utilizado na Rússia e é certificado para uso em ambientes regulados. Os atacantes inseriram um arquivo malicioso (wtsapi32.dll, chamado HelloInjector) no diretório do sistema de atualização do ViPNet, que é carregado durante a inicialização do sistema. Este DLL injeta um payload em um processo legítimo do Windows, permitindo que os atacantes obtenham privilégios elevados. A Kaspersky atribui a campanha a um grupo APT de língua chinesa, embora a evidência seja considerada fraca. A empresa recomenda monitoramento rigoroso dos sistemas que utilizam o ViPNet, especialmente o tráfego em portas específicas. A situação destaca a vulnerabilidade de ferramentas de segurança amplamente utilizadas e a necessidade de vigilância contínua.

Grupo UTA0533 explora vulnerabilidades do SonicWall SMA 1000

Um novo ator de ameaças, identificado como UTA0533, tem explorado vulnerabilidades zero-day em dispositivos VPN SonicWall Secure Mobile Access (SMA) 1000 desde 22 de junho de 2026. A empresa de cibersegurança Volexity rastreou essa atividade após uma investigação de resposta a incidentes. As vulnerabilidades CVE-2026-15409 e CVE-2026-15410, com pontuações CVSS de 10.0 e 7.2, respectivamente, permitem a execução de comandos arbitrários e a tomada de controle dos dispositivos vulneráveis. Os pesquisadores observaram que o ator utilizou malware específico para os dispositivos SonicWall, além de técnicas de ataque sofisticadas.

Ameaça de malware russo utiliza estratégia ClickFix contra a Ucrânia

Atacantes patrocinados pelo Estado russo, identificados como UAC-0145, estão utilizando a estratégia ClickFix para enganar alvos ucranianos a infectarem suas próprias máquinas com malware de roubo de dados. O Computer Emergency Response Team da Ucrânia (CERT-UA) relatou que esses ataques envolvem a inserção de verificações CAPTCHA falsas em sites comprometidos, que instruem os usuários a executar comandos PowerShell. Um exemplo de comando pode baixar e salvar um arquivo VBS no diretório de inicialização do sistema. Além disso, os atacantes utilizam um script PowerShell chamado SCOUTCURL para realizar reconhecimento básico, coletando informações sobre a máquina infectada. Entre os malwares identificados estão FLUIDLEECH, LOADLOOP e um backdoor em Python chamado FREAKYPOLL. Os atacantes também têm explorado dispositivos Android, distribuindo arquivos APK disfarçados como ferramentas de segurança, que contêm um backdoor chamado COWARDDUCK. Essa abordagem marca uma mudança em relação a campanhas anteriores que usavam instaladores trojanizados. O uso da técnica ClickFix demonstra sua eficácia contínua na engenharia social para a entrega de malware, com implicações significativas para a segurança cibernética.

Vulnerabilidades críticas de execução remota de código afetam WordPress

Recentemente, foram divulgados exploits públicos para as vulnerabilidades críticas de execução remota de código, conhecidas como ‘wp2shell’, que afetam o núcleo do WordPress. Essas falhas, identificadas como CVE-2026-63030 e CVE-2026-60137, podem ser exploradas em instalações do WordPress nas versões 6.9.x e 7.0.x, permitindo que atacantes não autenticados executem código remotamente. A empresa Searchlight Cyber, que descobriu as vulnerabilidades, alerta que mais de 500 milhões de sites utilizam WordPress, o que torna a situação alarmante. O WordPress já implementou atualizações automáticas forçadas para as versões afetadas, recomendando que os administradores atualizem para as versões 7.0.2 ou 6.9.5 imediatamente. As falhas incluem uma vulnerabilidade de confusão na API REST e uma injeção SQL, que juntas podem permitir a execução de código malicioso. Para aqueles que não podem atualizar imediatamente, recomenda-se a instalação de plugins que bloqueiem o acesso anônimo à API REST ou a implementação de regras de firewall. A situação é crítica, com relatos de exploração ativa das vulnerabilidades após a liberação dos exploits públicos.

Vulnerabilidade no 7-Zip permite execução remota de código

A versão 26.02 do 7-Zip foi lançada para corrigir uma vulnerabilidade de execução remota de código que poderia permitir que atacantes executassem códigos maliciosos ao convencer usuários a abrir arquivos compactados especialmente elaborados. A falha, divulgada pelo pesquisador Landon Peng, está relacionada ao processamento de dados comprimidos em XZ pelo 7-Zip. Segundo um aviso da Zero Day Initiative, dados XZ manipulados podem provocar um estouro de buffer baseado em heap, possibilitando a execução de código arbitrário. Embora o desenvolvedor não tenha publicado detalhes técnicos, as alterações no código-fonte da versão 26.02 indicam que a correção está ligada ao controle de espaço disponível durante a descompressão. A exploração da vulnerabilidade requer interação do usuário, como visitar uma página maliciosa ou abrir um arquivo de arquivo comprometido. Como o 7-Zip é amplamente utilizado no Windows, falhas de segurança em suas funcionalidades de arquivamento são alvos atraentes para cibercriminosos. Embora não haja relatos de exploração ativa dessa vulnerabilidade, é aconselhável que os usuários atualizem para a versão 26.02 o mais rápido possível para mitigar riscos futuros.

Verificação de Idade Desafios e Soluções em Cibersegurança

A verificação de idade está se tornando uma exigência legal em diversos países, incluindo o Brasil, que implementará a Lei Geral de Proteção à Criança e ao Adolescente (ECA Digital) em 2026. Com mais de 30 legislações em vigor, a coleta de dados biométricos, especialmente imagens faciais, levanta preocupações sobre privacidade e segurança. A Incode Technologies propõe uma solução inovadora: a estimativa de idade no dispositivo do usuário, que elimina a necessidade de enviar ou armazenar imagens faciais em servidores. Essa abordagem não apenas protege a privacidade do usuário, mas também reduz o risco de vazamentos de dados, uma preocupação crescente, já que 63% dos consumidores expressaram receios sobre a coleta de dados biométricos. Além disso, a Incode anunciou um investimento de US$ 100 milhões para desenvolver tecnologias que preservem a privacidade, visando melhorar a infraestrutura de identidade digital. A nova solução de estimativa de idade no dispositivo promete atender às exigências legais sem comprometer a segurança dos dados pessoais, oferecendo uma alternativa viável e segura para plataformas que precisam verificar a idade de seus usuários.

Aumento de ataques com malware ACR Stealer afeta empresas

A Microsoft identificou um aumento significativo nos ataques utilizando o malware ACR Stealer, que visa roubar senhas armazenadas em navegadores, tokens de autenticação e documentos sensíveis de clientes corporativos. Entre abril e junho de 2023, os atacantes empregaram métodos de engenharia social, como o ClickFix, além de servidores WebDAV e a ferramenta MSHTA para entregar o malware. O ACR Stealer, uma operação de malware como serviço (MaaS), é considerado uma rebranding do Amatera Stealer. Os ataques ocorrem em duas cadeias de entrega principais: a primeira utiliza um lure ClickFix para executar um DLL malicioso de um compartilhamento WebDAV, enquanto a segunda lança o MSHTA para baixar e executar um downloader PowerShell ofuscado. O objetivo principal é roubar dados sensíveis, incluindo senhas, cookies e documentos do Microsoft 365. A Microsoft recomenda que as organizações implementem filtros e restrinjam o acesso a recursos online desnecessários para mitigar esses riscos.

Funcionários dos EUA apoiam transferência de ações de IA para fundo público

Uma pesquisa recente realizada pela Verasight revelou que 69% dos americanos apoiam a proposta do senador Bernie Sanders de exigir que empresas de inteligência artificial (IA) transfiram 50% de suas ações para um fundo público. A ideia é que esse fundo beneficie a população, proporcionando um pagamento anual de mil dólares a cada cidadão e financiando áreas como saúde e educação. A pesquisa, que entrevistou 1.690 adultos, também mostrou uma desconfiança significativa em relação às práticas das empresas de IA, com 43% dos entrevistados acreditando que as regulamentações propostas visam beneficiar as próprias empresas. Além disso, 30% confiam mais no governo federal do que em empresas como OpenAI e Anthropic. Apesar da polarização em torno de Sanders, a proposta de um fundo de riqueza pública mantém um nível considerável de apoio, indicando uma preocupação crescente com o impacto da IA na sociedade. Embora a percepção pública sobre as empresas de IA esteja em declínio, elas ainda são vistas de forma mais positiva do que indústrias como jogos de azar e tabaco.

Vulnerabilidade HollowByte afeta servidores OpenSSL com DoS

Uma nova vulnerabilidade chamada HollowByte permite que atacantes não autenticados provoquem uma condição de negação de serviço (DoS) em servidores OpenSSL com um payload malicioso de apenas 11 bytes. A equipe do OpenSSL corrigiu silenciosamente a falha e retrocedeu o patch para versões mais antigas. Durante o handshake TLS, versões vulneráveis do OpenSSL alocam memória com base em um cabeçalho de 4 bytes que declara o tamanho da mensagem, sem validar o payload. Isso permite que um atacante envie um cabeçalho que indica um tamanho maior do que o real, fazendo com que o servidor aloque memória desnecessária e bloqueie, aguardando dados que nunca chegam. O ataque pode ser repetido em várias conexões, causando um aumento significativo no uso de memória do servidor. Embora a falha tenha sido corrigida nas versões mais recentes do OpenSSL, a Okta recomenda que as organizações atualizem suas bibliotecas imediatamente, pois a vulnerabilidade pode causar interrupções operacionais e danos à reputação. A HollowByte foi testada em ambientes como NGINX, onde servidores de baixa capacidade podem ser facilmente esgotados de memória. Apesar de ser uma falha de DoS, que é considerada menos severa do que vulnerabilidades que permitem roubo de dados, ainda assim representa um risco significativo para a operação de serviços online.

Abbott investiga incidentes de cibersegurança em sistemas internos

A Abbott Laboratories está investigando dois incidentes de cibersegurança que envolvem acesso não autorizado a sistemas internos da sua divisão de Diagnósticos de Câncer e uma alegação de violação do portal LabCentral. O primeiro incidente foi confirmado após o grupo de extorsão ShinyHunters ameaçar divulgar dados supostamente roubados, caso a empresa não negociasse. A Abbott afirmou que o acesso foi limitado a sistemas legados e que não impactou suas operações ou a segurança dos pacientes. O grupo ShinyHunters alegou ter acessado dados sensíveis através de um ataque de vishing, comprometendo contas de acesso único da Microsoft. No segundo incidente, o grupo ShadowByt3$ afirmou ter invadido o portal LabCentral, mas a Abbott contestou a caracterização dos dados como sensíveis, afirmando que se tratam de documentos públicos. Até o momento, nenhum dado foi divulgado publicamente por ambos os grupos. A empresa ativou procedimentos de resposta a incidentes e notificou as autoridades competentes.

Incidente de segurança da DigiCert atribuído ao grupo CylindricalCanine

Pesquisadores de cibersegurança identificaram o incidente de segurança da DigiCert, ocorrido em abril de 2026, como resultado da atividade do grupo de ameaças CylindricalCanine, uma subcategoria do grupo de cibercrime chinês GoldenEyeDog. Este grupo é conhecido por atacar setores de jogos e apostas, utilizando sites falsificados para disseminar software malicioso. O ataque à DigiCert envolveu o acesso não autorizado a dispositivos de analistas de suporte, permitindo o roubo de certificados de assinatura de código destinados a clientes da empresa. O malware utilizado, uma versão modificada do Gh0st RAT, foi entregue através de um arquivo ZIP disfarçado como captura de tela de cliente. A DigiCert revogou 60 certificados comprometidos, dos quais 27 estavam diretamente ligados ao ataque. O grupo CylindricalCanine também tem um histórico de abusar de certificados de assinatura de código para evitar detecções em suas operações. Este incidente destaca a necessidade de vigilância contínua e melhorias nas práticas de segurança, especialmente em relação ao acesso a informações sensíveis e à proteção de certificados digitais.

Botnet NadMesh ataca serviços de IA expostos em julho de 2026

Em julho de 2026, a botnet NadMesh, desenvolvida em Go, emergiu com o objetivo de explorar serviços de inteligência artificial expostos. De acordo com dados do operador, a botnet já capturou 3.811 chaves da AWS, utilizando um painel que apresenta números contraditórios sobre suas operações. A botnet se concentra em serviços como ComfyUI, Ollama, n8n, Open WebUI, Langflow e Gradio, que são frequentemente utilizados por equipes que priorizam a implementação rápida em detrimento da segurança. A pesquisa da QiAnXin’s XLab revelou que a botnet não busca apenas o host, mas sim as credenciais de nuvem e privilégios de clusters Kubernetes. O tráfego de exploração observado indica que a maioria dos ataques se dirige a APIs Docker e consoles Jenkins, com uma significativa quantidade de tentativas de exploração em senhas fracas de Telnet e Redis. A botnet é projetada para persistir, dificultando sua remoção, e as recomendações incluem proteger serviços expostos com autenticação e removê-los da internet pública. O artigo destaca a necessidade urgente de ações corretivas para mitigar os riscos associados a essa nova ameaça.

Pacotes maliciosos atacam ecossistema Vite em campanha de malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma campanha de ataque à cadeia de suprimentos de software, chamada ViteVenom, que envolve sete pacotes npm maliciosos direcionados ao ecossistema de ferramentas frontend Vite. Essa campanha é uma extensão do ChainVeil, que utiliza uma infraestrutura de comando e controle (C2) baseada em blockchain, tornando a desativação da mesma extremamente difícil. Os pacotes maliciosos, que se disfarçam como bibliotecas legítimas, foram publicados entre 29 de junho e 3 de julho de 2026, e incluem nomes como @uw010010/vite-tree e @vite-tab/tab. A principal técnica utilizada é a execução do código malicioso não na instalação, mas no momento da importação, o que dificulta a detecção por sistemas de segurança. Os pesquisadores recomendam que os usuários que instalaram esses pacotes removam-nos imediatamente, auditem suas dependências e troquem todas as credenciais. A campanha é atribuída a um ator de ameaças conhecido como SuccessKey, com atividades detectadas desde fevereiro de 2026.

Falha no OpenSSL pode causar exaustão de memória em servidores

Uma nova vulnerabilidade no OpenSSL, chamada HollowByte, foi identificada e pode causar a alocação de até 131 KB de memória por conexão em servidores que não foram atualizados. Essa falha, que não recebeu um CVE ou um aviso oficial, foi descoberta pela equipe de Red Team da Okta, que relatou que a memória alocada não é liberada até que o processo seja reiniciado. O problema ocorre durante o handshake do TLS, onde o OpenSSL aceita o tamanho da mensagem sem verificar se ela realmente chega, resultando em um ataque de exaustão de conexão. Em testes realizados pela Okta, servidores com 1 GB de RAM foram mortos por falta de memória, enquanto um servidor de 16 GB teve 25% de sua memória ocupada sem atingir o limite de conexões. Embora a OpenSSL tenha corrigido a falha nas versões 4.0.1, 3.6.3, 3.5.7, 3.4.6 e 3.0.21, a falta de um aviso formal e de um CVE levanta preocupações sobre a visibilidade e a resposta a essa vulnerabilidade. A OpenSSL classificou a falha como um ‘bug ou endurecimento’, o que significa que não a considerou uma vulnerabilidade crítica, apesar dos riscos associados à exaustão de memória.

Vulnerabilidade permite execução remota de código em sites WordPress

Uma nova vulnerabilidade descoberta no WordPress permite que um pedido HTTP anônimo execute código em sites, afetando versões 6.9.0 a 6.9.4 e 7.0.0 a 7.0.1. O problema foi identificado por Adam Kues, da Assetnote, e reportado através do programa HackerOne do WordPress. A falha, classificada como uma confusão na rota de lote da API REST e uma injeção SQL, pode ser explorada sem pré-condições, tornando-a crítica para sites que não possuem plugins instalados. O WordPress lançou atualizações de segurança (6.9.5 e 7.0.2) em 17 de julho de 2026, para corrigir a vulnerabilidade. Embora a empresa tenha implementado atualizações forçadas, não está claro se isso se aplica a sites que desativaram as atualizações automáticas. Enquanto isso, a Assetnote disponibilizou uma ferramenta para que os administradores verifiquem se suas instâncias estão vulneráveis. A exploração em massa de vulnerabilidades do WordPress é uma preocupação crescente, com mais de 500 milhões de sites utilizando essa plataforma. A falta de um CVE (Identificador de Vulnerabilidade Comum) para essa falha pode dificultar a detecção e resposta a ataques.

ClickLock Stealer tenta enganar usuários da Apple a revelarem senhas

Pesquisadores da Group-IB descobriram um novo infostealer chamado ClickLock, que tem como alvo usuários do macOS, especialmente na Europa. Este malware utiliza engenharia social agressiva, exibindo repetidamente um prompt de login e encerrando aplicativos essenciais a cada 210 milissegundos, tornando o dispositivo praticamente inoperante. O objetivo é forçar a vítima a fornecer suas credenciais. Uma vez obtidas, o ClickLock exfiltra uma variedade de dados sensíveis, incluindo informações de navegadores, carteiras de criptomoedas, entradas de gerenciadores de senhas e configurações de FTP, utilizando a API do Telegram para enviar os dados. Desde seu surgimento em maio de 2026, o ClickLock foi detectado em 33 países, com a maioria dos casos na Europa, e inicialmente passou despercebido por soluções de segurança. Este incidente destaca a vulnerabilidade dos usuários de macOS a ataques que não requerem exploração técnica, mas sim manipulação psicológica.

Moonshot revela novo modelo de IA Kimi K3, uma ameaça para OpenAI

A Moonshot, uma empresa chinesa emergente no setor de inteligência artificial, lançou o modelo Kimi K3, que promete ser um forte concorrente para gigantes como OpenAI e Anthropic. Com impressionantes 2,8 trilhões de parâmetros, o Kimi K3 é classificado como o primeiro modelo ‘open weight’ de 3T, permitindo que qualquer usuário o execute sem custos, embora exija hardware potente. Segundo a empresa, o modelo supera a maioria dos concorrentes, exceto por Claude Fable 5 e GPT-5.6. A Moonshot destaca o Kimi K3 como ideal para tarefas de programação e raciocínio, o que representa uma ameaça significativa para os líderes de mercado, especialmente considerando que a empresa cobra preços competitivos. A introdução deste modelo levanta preocupações sobre a segurança e a ética no desenvolvimento de IA, especialmente em um contexto onde a acusação de roubo de tecnologia por parte de empresas chinesas está em pauta. O lançamento do Kimi K3 pode acelerar a competição no setor, mas também suscita questões sobre a supervisão e a regulamentação da IA, especialmente em relação à conformidade com a LGPD no Brasil.

Proxies residenciais uma nova camada na simulação de identidade

Os proxies residenciais deixaram de ser apenas ferramentas de anonimato em círculos de carding, sendo agora considerados parte de uma estrutura mais complexa de simulação de identidade. Pesquisadores da Flare analisaram 2.889 postagens em fóruns underground nos últimos dois anos, revelando que os endereços IP residenciais são essenciais, mas não mais confiáveis por si só. Os carders estão se tornando mais seletivos, buscando combinar a geografia do IP com dados de identidade roubados e utilizando navegadores antidetectores para criar identidades digitais convincentes. A pesquisa destaca que a reputação dos proxies é dinâmica e influenciada pelo uso coletivo, levando a uma divisão entre proxies ’limpos’ e ‘sujos’. Além disso, as restrições impostas por provedores de proxies estão criando um mercado secundário para IPs residenciais que possam acessar serviços financeiros. A análise sugere que, embora os proxies residenciais sejam uma parte crucial do ecossistema de carding, sua fragilidade está aumentando, exigindo que as defesas considerem o tráfego residencial como contexto, e não como prova de legitimidade.

Ernst Young notifica clientes sobre violação de dados

A Ernst & Young (EY), uma das quatro maiores empresas de auditoria e serviços profissionais do mundo, notificou seus clientes sobre uma violação de dados resultante da comprometimento de um sistema de suporte de terceiros utilizado por sua equipe de TI. A empresa informou que os tickets de suporte submetidos através dessa plataforma podem ter incluído documentos com informações fiscais de clientes. A violação foi detectada em 23 de abril, após a EY observar atividades anômalas em suas redes. Uma investigação revelou que um terceiro não autorizado acessou a plataforma entre 28 de março e 12 de abril, baixando múltiplos documentos que continham dados pessoais e financeiros. Embora a EY tenha assegurado que o acesso não autorizado foi removido e que não há indícios de uso indevido das informações, a empresa não divulgou quantos clientes foram afetados nem se a violação impactou apenas sua base de clientes nos EUA. Para mitigar os riscos, a EY está oferecendo 24 meses de monitoramento de identidade e serviços de restauração através da Experian. Até o momento, nenhum grupo de extorsão de dados ou ransomware reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

Forças Armadas e a Infraestrutura de Informação Confiável

As forças militares dos EUA, Reino Unido e OTAN estão sob crescente pressão para implementar capacidades autônomas rapidamente. O foco agora se volta para a infraestrutura de informação confiável que permite a operação conjunta em alta velocidade. Sistemas autônomos, como aeronaves e embarcações não tripuladas, dependem de dados que precisam ser trocados de forma segura e eficiente entre plataformas e aliados. A transformação da defesa está em andamento, com investimentos significativos em capacidades autônomas e modernização. A nova fase da defesa não se limita apenas à quantidade de sistemas autônomos, mas à eficácia da troca de informações confiáveis entre eles. A construção de uma infraestrutura de informação confiável é essencial para garantir que esses sistemas operem em conjunto com confiança. A separação de hardware, uma abordagem que estabelece confiança na lógica do hardware, é uma solução que pode facilitar essa integração. A empresa Everfox se destaca ao oferecer uma plataforma que permite a troca segura de informações críticas entre sistemas, ajudando as organizações de defesa a adotar capacidades autônomas rapidamente, mantendo a interoperabilidade e a segurança necessárias para as missões modernas.

Comissão Europeia impõe novas regras para assistentes de IA no Android

A Comissão Europeia determinou que o Google deve conceder a assistentes de IA rivais acesso igualitário a recursos do Android, como câmera e microfone, até a versão Android 18, com prazo final em 1º de agosto de 2027. Essa decisão faz parte da aplicação da Lei de Mercados Digitais e visa aumentar a concorrência no setor de assistentes virtuais. Além disso, o Google deve compartilhar dados de pesquisa anonimizados com motores de busca concorrentes e chatbots de IA, sem multas envolvidas. O acesso a cinco funcionalidades do sistema operacional será restrito, exigindo certificação, enquanto outras seis estarão disponíveis para todos os aplicativos. A nova regulamentação também estabelece um programa de certificação para assistentes de IA, que deve ser gratuito e não discriminatório. O Google expressou preocupações sobre a segurança dos dispositivos, argumentando que a decisão pode comprometer a proteção dos usuários. A mudança pode impactar cerca de 60% dos usuários móveis na Europa, refletindo uma tendência crescente de regulamentação em tecnologia e proteção de dados.

Ameaça de cibersegurança hackers norte-coreanos usam esteganografia

Atuando sob a campanha Contagious Interview, hackers associados à Coreia do Norte têm utilizado esteganografia em arquivos de imagem SVG para ocultar cargas maliciosas. A campanha, que visa principalmente desenvolvedores de software, se aproveita de postagens de emprego falsas e desafios de programação para disseminar malware. Os usuários que interagem com essas postagens acabam executando um payload em quatro etapas, que inclui um ladrão de credenciais de navegador e carteiras de criptomoedas, um ladrão de arquivos, um trojan de acesso remoto baseado em Socket.IO e um ladrão de clipboard. A pesquisa da Elastic Security Labs revelou que a campanha foi identificada após ataques a membros de um workspace no Slack, onde mensagens enganosas buscavam desenvolvedores experientes. Os repositórios de código distribuídos contêm código funcional, mas também incorporam código malicioso disfarçado em imagens SVG, evitando a detecção. O malware, chamado OtterCookie, evoluiu para um programa modular capaz de roubar dados de forma abrangente, incluindo informações de carteiras de criptomoedas e extensões de ferramentas de codificação de inteligência artificial. Essa campanha destaca a vulnerabilidade dos desenvolvedores e a necessidade de proteção contra ataques direcionados que podem comprometer toda a cadeia de suprimentos.

Windows 10 ainda opera em um em cada seis PCs e isso pode ser um problema de segurança

Um estudo recente da Lansweeper revela que 16,9% dos dispositivos Windows ainda operam com o Windows 10, o que representa um em cada seis PCs. Embora o Windows 11 tenha conquistado 78,8% do mercado, a migração para a nova versão está desacelerando, o que levanta preocupações de segurança. Dispositivos com Windows 10 apresentam, em média, três vezes mais vulnerabilidades conhecidas (CVEs) ativas do que os que utilizam Windows 11. Aproximadamente dois terços dessas vulnerabilidades são classificadas como altas ou críticas, e a taxa de exploração é 1,7 vezes maior em comparação ao Windows 11. O programa de Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) da Microsoft oferece proteção até outubro de 2027 para consumidores e até outubro de 2028 para clientes comerciais, mas a situação é alarmante, especialmente em setores como saúde, varejo e manufatura, onde 23% dos dispositivos ainda utilizam o Windows 10. A análise também indica que apenas 2,8% dos dispositivos não atendem aos requisitos de hardware do Windows 11, sugerindo que a resistência à atualização não é apenas uma questão técnica, mas também de custo e complexidade. Com o fim iminente do suporte, é crucial que as empresas considerem a atualização para evitar riscos de segurança.

CISA ordena correção de falhas críticas no Fortinet FortiSandbox

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu uma ordem para que agências governamentais priorizem a correção de duas vulnerabilidades críticas no Fortinet FortiSandbox, identificadas como CVE-2026-39808 e CVE-2026-25089. Essas falhas, que permitem a execução remota de código não autorizado por atacantes não autenticados, foram corrigidas pela Fortinet em abril e junho de 2023. Apesar de a empresa não ter confirmado o uso dessas vulnerabilidades em ataques, a empresa de inteligência Defused relatou que elas estão sendo exploradas ativamente. A CISA incluiu essas falhas em seu catálogo de vulnerabilidades conhecidas e, conforme a Diretiva Operacional Vinculativa (BOD) 26-04, as agências federais dos EUA devem aplicar os patches até 19 de julho. Fortinet já enfrentou problemas semelhantes anteriormente, com outras vulnerabilidades críticas sendo exploradas em campanhas de espionagem cibernética e ataques de ransomware. A situação exige atenção imediata dos administradores de sistemas para evitar possíveis compromissos de segurança.

Homem e mulher de Nova York acusados de lavagem de dinheiro cibernético

Na quinta-feira, promotores dos EUA acusaram um homem e uma mulher de Nova York por envolvimento em uma rede criminosa que lavou dinheiro proveniente de fraudes de investimento cibernético. Zhuoying Chen, de 27 anos, e Haojie Zhang, de 38 anos, supostamente gerenciaram uma rede com mais de uma dúzia de pessoas em Queens e Brooklyn entre 2020 e 2022. Segundo a acusação, eles transferiram pelo menos 43 milhões de dólares de lucros de fraudes para contas bancárias na China, utilizando 140 contas bancárias sob cerca de 45 empresas de fachada. Os esquemas envolviam criminosos que contatavam vítimas por meio de redes sociais, criando confiança e persuadindo-as a investir em oportunidades fraudulentas. O diretor associado da Investigação de Segurança Nacional, John A. Condon, destacou que a rede operou por quase dois anos, permitindo que golpistas continuassem a prejudicar cidadãos americanos. Se condenados por conspiração para lavagem de dinheiro, Chen e Zhang podem enfrentar até 20 anos de prisão. O relatório de crimes cibernéticos do FBI de 2025 indicou que fraudes de investimento representaram 49% de todos os incidentes de golpes no ano passado, resultando em perdas de 8,6 bilhões de dólares.

Windows Server 2022 terá suporte estendido até 2031

A Microsoft anunciou que o Windows Server 2022 atingirá o fim do suporte mainstream em outubro de 2026, mas continuará recebendo atualizações de segurança por mais cinco anos, até outubro de 2031, no suporte estendido. Lançado em setembro de 2021, o Windows Server 2022 faz parte do Long-Term Servicing Channel (LTSC) e oferece um total de 10 anos de suporte. Após o fim do suporte mainstream, a Microsoft recomenda que os clientes atualizem para o Windows Server 2025, que estará disponível a partir de novembro de 2024. O Windows Server 2025 também terá um ciclo de suporte de 10 anos, com o fim do suporte programado para novembro de 2029 e suporte estendido até novembro de 2034. A Microsoft também anunciou a extensão do hotpatching do Windows Server 2022 até outubro de 2027, além de um ano adicional para o programa de Atualizações de Segurança Estendidas (ESU) do Windows 10. A empresa enfatiza a importância de planejar a atualização para garantir a proteção e o suporte contínuo dos ambientes de TI.

Exploit LegacyHive permite elevação de privilégios no Windows

Um pesquisador de segurança conhecido como Nightmare Eclipse divulgou um exploit zero-day para Windows, chamado LegacyHive, que permite a elevação de privilégios em sistemas Windows atualizados. O exploit foi publicado logo após a atualização de segurança de julho de 2026 da Microsoft e explora uma vulnerabilidade no Serviço de Perfis de Usuário do Windows, que ainda não possui um ID CVE. Diferente de exploits anteriores, o LegacyHive requer credenciais adicionais, dificultando sua utilização por atacantes. O pesquisador explica que o exploit exige credenciais de um usuário padrão e um terceiro nome de usuário, que pode ser uma conta de administrador. Se bem-sucedido, o exploit permite que usuários não administradores modifiquem o hive de registro de classes, possibilitando a execução automática de código quando a conta de administrador acessa o sistema comprometido. Especialistas em cibersegurança já começaram a desenvolver consultas para detectar a exploração do LegacyHive em plataformas de segurança como o Microsoft Defender. A Microsoft, por sua vez, alertou sobre possíveis ações legais contra atividades maliciosas, o que sugere uma resposta direta às divulgações do pesquisador.

Falha crítica no Microsoft SharePoint Server exige atenção urgente

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu uma nova vulnerabilidade crítica no Microsoft SharePoint Server em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). A falha, identificada como CVE-2026-58644, possui uma pontuação CVSS de 9.8 e permite que atacantes não autorizados executem código arbitrário. A vulnerabilidade pode ser explorada remotamente, com um nível de complexidade baixo, pois não requer conhecimento prévio significativo do sistema. As versões afetadas incluem o Microsoft SharePoint Server Subscription Edition, SharePoint Server 2019 e SharePoint Enterprise Server 2016. A Microsoft lançou patches para corrigir a falha em 14 de julho de 2026, mas a CISA alertou que a vulnerabilidade já estava sendo explorada ativamente antes da disponibilização das correções. Além disso, a CISA destacou a necessidade de aplicar as últimas atualizações de segurança, verificar a integração do Antimalware Scan Interface (AMSI) e evitar a exposição direta dos servidores SharePoint à internet. A situação é crítica, pois envolve a possibilidade de acesso não autorizado a instâncias locais do SharePoint, o que pode resultar em roubo de dados e instalação de malware.

Malware GoSerpent ataca entidades na Ásia com espionagem cibernética

Pesquisadores de cibersegurança descobriram um malware inédito chamado GoSerpent, que tem sido utilizado em ataques cibernéticos direcionados a entidades no Sudeste Asiático desde o final de 2025. A empresa russa Kaspersky identificou a atividade em fevereiro de 2026, revelando que o malware visa principalmente entidades governamentais e diplomáticas na região. O GoSerpent é projetado para se conectar a um servidor externo e implantar cargas secundárias para coleta de dados sensíveis e extração de credenciais do sistema.

ACR Stealer Malware que rouba dados de redes corporativas

O ACR Stealer, um infostealer ativo desde 2024, tem se mostrado uma ameaça significativa para redes corporativas, conseguindo roubar senhas de navegadores, tokens de sessão, documentos do Microsoft 365 e arquivos de pastas sincronizadas do OneDrive e SharePoint. A infecção ocorre quando um usuário cola um comando na caixa de execução do Windows e pressiona Enter, um vetor que não requer exploração de vulnerabilidades. A Microsoft identificou duas cadeias de entrega do malware, sendo uma delas baseada em memória e a outra gravando arquivos no disco. Ambas as cadeias utilizam iscas de ClickFix para enganar os usuários e facilitar o roubo de credenciais e documentos sensíveis. O ataque pode ser iniciado por meio de malvertising ou resultados de busca manipulados, levando os usuários a páginas que imitam assistentes de IA. A Microsoft recomenda que as vítimas revoguem tokens e não apenas alterem senhas. O ACR Stealer, que foi rebatizado como Amatera Stealer, é associado a um ator conhecido como SheldIO, que comercializou o malware em fóruns de língua russa. A detecção e mitigação desse malware exigem ações proativas das equipes de segurança, incluindo a remoção do prompt de execução e o bloqueio de executáveis suspeitos.

Novo malware OkoBot rouba dados sensíveis e criptomoedas

Um novo framework malicioso chamado OkoBot está em operação, entregando mais de 20 tipos de payloads em ataques que visam roubar frases-semente de carteiras de criptomoedas, credenciais e outros dados sensíveis. O OkoBot atinge suas vítimas por meio de ataques ClickFix ou repositórios maliciosos no GitHub que se disfarçam como ferramentas de software legítimas. Um exemplo é um repositório que prometia o SQL Server Management Studio (SSMS), mas na verdade instalava uma versão trojanizada do Audacity. Pesquisadores da Kaspersky identificaram que a campanha OkoBot está ativa há mais de um ano e evoluiu de uma atividade anterior que utilizava um script PowerShell malicioso chamado TookPS. A nova cadeia de infecção envolve múltiplas etapas, começando com o TookPS que instala um bot SSH para entregar outros componentes maliciosos. O OkoBot coleta detalhes do sistema, desativa notificações do Windows Defender e rouba arquivos de carteiras de criptomoedas, cookies de navegadores e credenciais de contas. Entre os módulos mais notáveis estão o ext daemon/extl.exe, que injeta extensões maliciosas no Chrome, e o SeedHunter, que finge ser uma tela de recuperação de seed para roubar frases de recuperação de carteiras. A maioria das vítimas está no Brasil, seguido por países como Vietnã, Canadá e México. A campanha é global, mas apresenta características que sugerem a atuação de um ator de ameaças de língua russa.

Vulnerabilidade na extensão Claude do Chrome pode comprometer serviços

Uma falha na extensão Claude para o navegador Chrome, desenvolvida pela Anthropic, pode permitir que extensões maliciosas acionem ações de IA pré-definidas ao simular cliques de usuários. Essa vulnerabilidade foi descoberta por Ax Sharma, da Manifold Security, e se origina na forma como a extensão verifica se um usuário realmente solicitou uma de suas tarefas integradas. As extensões do Chrome têm permissão para injetar JavaScript nas páginas, o que lhes permite modificar conteúdos e gerar eventos de clique programaticamente. A extensão Claude escuta eventos de clique em elementos específicos para iniciar fluxos de trabalho que interagem com serviços como Gmail, Google Docs e Salesforce. No entanto, a Claude não valida se os cliques são de usuários reais, o que permite que uma extensão maliciosa, uma vez instalada, manipule a página e execute ações sem consentimento. Embora a falha não permita injeção arbitrária de comandos, ela pode ser explorada para abusar do acesso autenticado da Claude a serviços conectados. A Anthropic foi notificada sobre a vulnerabilidade e reconheceu a gravidade do problema, mas a falha ainda persiste na versão mais recente da extensão, lançada em 7 de julho. Essa situação destaca a necessidade de uma vigilância contínua e de testes rigorosos de segurança em extensões de navegador.

Coca-Cola enfrenta ataque de ransomware em sua subsidiária Fairlife

A Coca-Cola Company anunciou hoje que um ataque de ransomware afetou sua subsidiária Fairlife, responsável pela produção de laticínios, resultando na suspensão temporária da produção de seus produtos nos Estados Unidos. Em um comunicado à SEC, a empresa informou que a Fairlife detectou acesso não autorizado a alguns de seus sistemas, incluindo aqueles relacionados à produção. Após a detecção do problema, a Coca-Cola ativou rapidamente seus protocolos de resposta a incidentes e continuidade de negócios. A investigação sobre o impacto do ataque está em andamento, com a ajuda de consultores externos e especialistas em cibersegurança, e a empresa também notificou as autoridades policiais. Embora a qualidade e a segurança dos produtos não tenham sido comprometidas, a produção nas instalações dos EUA foi suspensa enquanto a empresa trabalha para restaurar os sistemas afetados. A produção no Canadá não foi impactada. Até o momento, não há informações sobre a possível extorsão ou se dados foram roubados durante o ataque, e nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo incidente.

Novo malware ClickLock rouba informações de usuários do macOS

Um novo malware para macOS, chamado ClickLock, foi identificado como uma ameaça significativa, projetado para roubar ativos de criptomoeda, credenciais de login e dados de gerenciadores de senhas. A análise da Group-IB revelou que o malware força os usuários a inserir suas senhas de login do sistema, utilizando engenharia social e um loop de interação forçada. O ataque começa com um comando malicioso no Terminal, que ativa uma sequência falsa de verificação de ‘humano’ da Cloudflare, enquanto oculta o cursor e desativa interrupções do teclado. Caso o usuário cancele a entrada da senha, o malware se torna persistente através de LaunchAgents, reiniciando a cada login e exibindo um diálogo de senha até que o usuário ceda. O ClickLock também coleta dados de navegadores, senhas armazenadas e informações de carteiras de criptomoedas, enviando tudo para o atacante via Telegram. A detecção do malware é dificultada por sua capacidade de se auto-excluir após a execução e por estar hospedado em domínios legítimos comprometidos. Para se proteger, os usuários devem evitar comandos desconhecidos no Terminal e, se necessário, forçar o desligamento do sistema. A Group-IB alerta que a janela de detecção é estreita, exigindo atenção redobrada dos usuários e administradores de sistemas.