Microsoft remove ferramenta WMIC do Windows 11 para aumentar segurança

A Microsoft anunciou a remoção da ferramenta WMIC (Windows Management Instrumentation Command-line) das versões 24H2 e 25H2 do Windows 11, além das versões beta lançadas recentemente. WMIC é uma utilidade de linha de comando legada que interage com o sistema WMI (Windows Management Instrumentation) por meio de comandos de texto. Essa decisão faz parte de um processo de descontinuação iniciado em setembro, quando a empresa informou que a ferramenta seria completamente removida após a atualização para o Windows 11 25H2. A WMIC já havia sido descontinuada em versões anteriores do Windows, como no Windows Server 2012 e Windows 10 21H1, e transformada em um recurso sob demanda a partir do Windows 11 22H2. A remoção visa aumentar a segurança do sistema operacional, dificultando a execução de diversas táticas de ataque e malware que exploravam essa ferramenta. WMIC era frequentemente utilizado por atacantes para realizar atividades maliciosas, como a exclusão de cópias de segurança em ataques de ransomware. A Microsoft recomenda que administradores de TI utilizem ferramentas modernas, como PowerShell, para as tarefas anteriormente realizadas com WMIC.

Microsoft enfrenta problemas de busca em aplicativos do Microsoft 365

A Microsoft confirmou que alguns usuários estão enfrentando dificuldades ao realizar buscas em aplicativos do Microsoft 365, incluindo Outlook na web, Outlook desktop, SharePoint Online e OneDrive. Um relatório de incidente, rastreado sob o código MO1456424 no Microsoft 365 Admin Center, indica que a causa raiz é uma recente implementação que gerou problemas de utilização de recursos. A empresa afirmou que a investigação revelou uma ineficiência na utilização de recursos, resultando em impacto para usuários que dependem da infraestrutura afetada. A Microsoft já desenvolveu uma correção e a implementou para reduzir a pressão sobre os recursos e restaurar o serviço para todos os usuários afetados. Embora a empresa ainda não tenha especificado quais regiões foram impactadas, a situação foi classificada como um incidente, o que geralmente indica um problema crítico de serviço com impacto perceptível para os usuários. Este não é o primeiro incidente desse tipo; no ano passado, a Microsoft lidou com problemas semelhantes que afetaram a busca de arquivos em seus serviços. Além disso, a empresa também enfrentou uma grande interrupção em julho, que afetou serviços como Azure e Microsoft 365 na América do Norte, devido a um erro em seu sistema de manutenção de rede automatizado.

CISA alerta sobre vulnerabilidade crítica no framework Ray

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) adicionou uma falha crítica no framework Ray ao seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV), destacando evidências de exploração ativa. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2025-62593, possui uma pontuação CVSS de 9.4 e permite a execução remota de código através de navegadores como Mozilla Firefox e Apple Safari, utilizando um ataque de DNS rebinding. A falha se origina da falta de autenticação em endpoints críticos do Ray, o que possibilita que atacantes executem código arbitrário em ambientes de desenvolvimento. O problema afeta principalmente desenvolvedores que utilizam o Ray em suas máquinas, especialmente se forem vítimas de phishing ou anúncios maliciosos. A vulnerabilidade já foi explorada por grupos de ataque, como o botnet RondoDox, e também está sendo usada em campanhas de mineração de criptomoedas. A versão 2.52.0 do pacote Python Ray já corrige a falha, e a CISA recomenda que agências federais apliquem as correções até 20 de agosto de 2026.

Falha de autorização expõe dados de 39 mil clientes da SafePal

A SafePal, fabricante de carteiras de hardware, revelou uma falha de autorização em um plug-in de rastreamento de pedidos que expôs informações pessoais de aproximadamente 39.798 clientes, incluindo nomes, endereços de e-mail, endereços de entrega, números de telefone e detalhes de compras. A empresa notificou os clientes afetados por e-mail em 16 de agosto, assegurando que dados sensíveis como credenciais de carteira e informações financeiras não foram comprometidos. A falha permitiu acesso não autorizado a informações de pedidos de outros clientes entre 2 de março de 2025 e 11 de abril de 2026, mas a SafePal não especificou quando a exploração começou ou quantas partes acessaram os dados. A empresa alertou que os clientes podem enfrentar tentativas de fraude, como chamadas e e-mails suspeitos. Além disso, a SafePal implementou medidas de segurança adicionais, incluindo a redução do tempo de retenção de dados pessoais para 90 dias e a purgação de registros afetados de servidores ativos. Um ator de ameaças anunciou um conjunto de dados relacionado ao incidente em um fórum de cibercrime, mas a SafePal não comentou sobre isso. O incidente destaca a vulnerabilidade de dados pessoais e a necessidade de vigilância constante contra fraudes.

Firefox lança bloqueador de anúncios no iOS, atraindo usuários do Safari

O navegador Firefox, desenvolvido pela Mozilla, está introduzindo um novo bloqueador de anúncios em sua versão para iOS, o que pode incentivar usuários a migrar do Safari. Este recurso, que é considerado ’experimental’, utiliza a lista de filtros EasyList para bloquear uma variedade de anúncios antes que eles sejam carregados, incluindo anúncios de redes de terceiros, rastreadores e formatos mais intrusivos como pop-ups. Embora o bloqueador de anúncios esteja desativado por padrão, os usuários podem ativá-lo facilmente nas configurações do aplicativo. No entanto, existem exceções: anúncios patrocinados nas páginas iniciais do Firefox e anúncios de motores de busca não serão bloqueados, pois representam uma fonte de receita para a Mozilla. A introdução deste recurso é significativa, pois o Safari não possui um bloqueador de anúncios nativo, exigindo que os usuários instalem extensões de terceiros para essa funcionalidade. Para usuários preocupados com privacidade e que desejam uma experiência de navegação sem interrupções, essa atualização do Firefox pode ser um forte motivador para a troca de navegador. A mudança pode ser especialmente relevante para aqueles que valorizam a proteção contra rastreadores e anúncios invasivos.

Pokémon Center sofre vazamento de dados na Europa

O Pokémon Center notificou seus clientes no Reino Unido e na Alemanha sobre um vazamento de dados que ocorreu devido a um ataque cibernético ao provedor logístico CEVA Logistics. Os hackers conseguiram acessar informações pessoais e de pedidos de clientes que realizaram compras no site. Embora os sistemas da CEVA tenham sido comprometidos, os dados expostos pertencem a clientes do Pokémon Center que compartilharam suas informações para o envio de produtos. A CEVA, que é uma subsidiária do grupo CMA CGM, é uma das maiores empresas de logística do mundo e, recentemente, sofreu um ataque que afetou vários varejistas na Europa. O incidente, que ocorreu entre 29 de julho e 1 de agosto, também impactou a Valve, que notificou seus clientes da Steam sobre o roubo de informações pessoais. O Pokémon Center informou que os dados comprometidos incluem nomes, endereços, números de telefone e e-mails, mas garantiu que informações de pagamento não foram acessadas. Além disso, muitos pedidos foram cancelados, embora não esteja claro por que isso ocorreu em vez de apenas atrasos nas entregas. A empresa está enfrentando atrasos na entrega de pedidos e cancelamentos, afetando produtos muito esperados pelos consumidores.

Cibercriminoso vende dados de funcionários de empresas Fortune 500

Um ator de ameaças, conhecido pelo pseudônimo ‘TheHatman’, está vendendo bancos de dados de funcionários supostamente roubados da infraestrutura do Microsoft Azure de várias empresas da Fortune 500. Desde 31 de julho, ele publicou anúncios oferecendo dados de grandes organizações, incluindo McDonald’s, Tata Consultancy Services e Vodafone, totalizando 3,64 milhões de registros. O mais recente vazamento, que inclui 1,7 milhão de registros de funcionários do McDonald’s, contém informações como nomes, IDs de funcionários, endereços de e-mail e números de telefone. O atacante afirma ter utilizado técnicas de ‘password spray’ e fadiga de autenticação multifatorial (MFA) para obter acesso. Embora a Tata Consultancy tenha investigado e não encontrado evidências de violação, o impacto potencial desses dados é significativo, pois incluem informações que podem facilitar ataques de engenharia social. A empresa Gap Inc. também declarou que não encontrou evidências de violação e que os dados são antigos e não sensíveis. A análise da Hudson Rock confirmou a autenticidade dos dados, que incluem atributos de diretórios corporativos e contas de serviço. Este incidente destaca a vulnerabilidade das empresas a ataques que exploram credenciais comprometidas, com um impacto potencial significativo na conformidade com a LGPD.

Evolução do Cavern Framework de Ciberespionagem Iraniano

Pesquisadores de cibersegurança da Kaspersky identificaram a evolução do framework Cavern, utilizado por hackers iranianos em ataques a entidades em Israel. Desde dezembro de 2025, a Kaspersky monitorou atividades desse grupo, revelando novos componentes que ampliam as capacidades de comunicação do toolkit. Um dos principais achados é um módulo C2 complexo que utiliza respostas DNS A-record para alternar entre HTTPS direto e um relay via Google Apps Script. O Cavern, que inclui um agente e diversos módulos, permite operações pós-exploração específicas, como operações de arquivos, enumeração de banco de dados SQL e ataques de força bruta no Active Directory. Além disso, um novo módulo chamado HOLLOWGRAPH transforma calendários do Microsoft 365 em canais C2 secretos, utilizando a API Microsoft Graph para exfiltrar dados e receber comandos. A Kaspersky também observou que o framework se adapta constantemente, utilizando serviços legítimos para evitar detecções. O artigo destaca a importância de monitorar essas ameaças, especialmente considerando o uso crescente de inteligência artificial por grupos como o APT42, que também está ativo em ataques de phishing direcionados ao setor de energia nuclear.

Vulnerabilidade crítica no plugin Forminator do WordPress expõe sites

Uma vulnerabilidade crítica foi identificada no plugin Forminator Forms, utilizado em mais de 600 mil sites WordPress, que permite a execução de código arbitrário. A falha, classificada como CVE-2026-15748 e com uma pontuação de 9.8 no sistema CVSS, foi descoberta por um pesquisador de segurança conhecido como ‘daroo’. A vulnerabilidade permite que atacantes não autenticados façam upload de arquivos, incluindo arquivos PHP executáveis, em sites vulneráveis, levando a uma possível tomada de controle total do site. Para que a exploração seja bem-sucedida, o site deve conter um formulário com um campo de upload de arquivo e um campo de seleção. A falha afeta todas as versões do plugin até a 1.56.1, sendo corrigida na versão 1.56.2, lançada em 31 de julho de 2026. O problema reside na função ‘handle_file_upload()’, que não valida adequadamente os tipos de arquivo. Embora os arquivos sejam, por padrão, enviados para um diretório protegido, configurações personalizadas podem expor o site a riscos. Os proprietários de sites que utilizam o Forminator Forms devem atualizar imediatamente para a versão corrigida para evitar possíveis ataques.

Vulnerabilidade de injeção em GitHub Actions afeta Snowflake

Pesquisadores de cibersegurança da Wiz identificaram uma vulnerabilidade de injeção no fluxo de trabalho do GitHub Actions no repositório público snowflakedb/snowflake-connector-net da Snowflake. A falha permitia a execução de comandos em um fluxo de trabalho que continha credenciais internas do Jira, expostas quando um problema público era aberto. A vulnerabilidade estava localizada no arquivo .github/workflows/jira_issue.yml, que expunha informações sensíveis como JIRA_BASE_URL, JIRA_USER_EMAIL e JIRA_API_TOKEN. A Wiz conseguiu explorar a falha durante testes de segurança autorizados, obtendo o token da API do Jira, que permitia acesso de leitura a projetos relacionados a engenharia e segurança. A Snowflake foi notificada em 23 de junho de 2026 e rapidamente implementou uma correção. Embora a empresa tenha afirmado que não houve evidências de acesso não autorizado, a vulnerabilidade destaca a importância de gerenciar adequadamente as credenciais em automações de CI/CD. Até a data do relatório, não havia registro de CVE ou pontuação CVSS associada a essa falha, mas a Wiz recomenda cautela ao lidar com dados não confiáveis em blocos de execução.

GitLab corrige vulnerabilidade crítica que afeta projetos públicos

O GitLab lançou atualizações de segurança em 17 de agosto de 2026, para corrigir uma vulnerabilidade crítica, identificada como CVE-2026-19478, que pode permitir que atacantes não autenticados modifiquem ou excluam projetos públicos e dados de usuários. Com uma pontuação CVSS de 9.4, essa falha afeta as edições Community e Enterprise do software, especialmente em instalações autogeridas. As versões afetadas incluem todas as versões a partir da 18.2 até antes da 18.11.11, bem como versões 19.0 antes da 19.0.8, 19.1 antes da 19.1.6 e 19.2 antes da 19.2.4. O GitLab.com e o GitLab Dedicated já estão rodando a versão corrigida, portanto, seus usuários não precisam tomar nenhuma ação. Além disso, uma segunda vulnerabilidade, CVE-2026-19650, relacionada a uma fraqueza de CSRF, foi corrigida, com uma pontuação CVSS de 7.1, que requer interação do usuário para ser explorada. O GitLab não divulgou detalhes sobre as condições específicas para a exploração da falha crítica, mas enfatizou a importância de aplicar as correções o mais rápido possível para proteger os dados dos usuários.

Gigantes da tecnologia investigam ataque do ransomware Clop

As empresas General Electric (GE) e Philips estão investigando alegações de que o grupo de ransomware Clop invadiu seus sistemas e roubou dados. Enquanto a GE está avaliando a situação, a Philips confirmou que seus sistemas foram comprometidos, mas afirmou que o incidente foi contido e não afetou os clientes. O grupo Clop também reivindicou ter roubado 89GB de dados da Shell, que também está investigando o caso. As três empresas foram listadas no site de vazamento do Clop, que alega ter explorado uma vulnerabilidade crítica (CVE-2026-12569) em plataformas de software da PTC, amplamente utilizadas em setores como aeroespacial e automotivo. A PTC já começou a liberar patches de segurança e alertou seus clientes sobre a necessidade de revisar seus ambientes em busca de indícios de comprometimento. A vulnerabilidade está sendo ativamente explorada, levando a ações de emergência por autoridades na Alemanha. O grupo Clop tem um histórico de ataques a plataformas empresariais, e o Departamento de Estado dos EUA oferece uma recompensa de US$ 10 milhões por informações que liguem os ataques a um governo estrangeiro.

Microsoft alerta sobre fim do suporte ao Windows Server 2022

A Microsoft anunciou que o Windows Server 2022 se aproxima rapidamente do fim do suporte mainstream, previsto para 13 de outubro de 2026. Após essa data, o sistema operará em um modelo de suporte estendido, que incluirá atualizações de segurança sem custo adicional até 14 de outubro de 2031. Lançado em setembro de 2021, o Windows Server 2022 faz parte do Long-Term Servicing Channel (LTSC) e oferece um ciclo de suporte de 10 anos. A empresa recomenda que os administradores de TI atualizem para o Windows Server 2025, que estará disponível a partir de novembro de 2024, com suporte mainstream até 13 de novembro de 2029 e suporte estendido até 14 de novembro de 2034. Além disso, a Microsoft estendeu o hotpatching do Windows Server 2022 até outubro de 2027 para sistemas específicos. A empresa também lembrou que as edições Enterprise e Education do Windows 11 23H2 chegarão ao fim das atualizações em 10 de novembro de 2026, sugerindo a atualização para o Windows 11 25H2. Os administradores são aconselhados a planejar a transição para garantir a continuidade da segurança e do suporte.

Vulnerabilidade Certighost expõe riscos no Active Directory

O artigo de Len Noe, arquiteto de soluções da BeyondTrust, destaca a vulnerabilidade Certighost (CVE-2026-54121), que permite a um usuário de baixo privilégio no Active Directory (AD) manipular a Autoridade de Certificação (CA) para emitir um certificado de autenticação válido para um Controlador de Domínio. Essa falha ocorre devido ao comportamento de ‘chase’ da CA, que não verifica a legitimidade do endpoint antes de se conectar. Com um certificado falso, um atacante pode obter um Ticket Granting Ticket (TGT) como se fosse um Controlador de Domínio, permitindo o acesso a informações sensíveis, como hashes de contas. Embora a Microsoft tenha lançado um patch em 14 de julho de 2026, a vulnerabilidade expõe a fragilidade das configurações padrão do AD, onde usuários autenticados podem criar contas de máquina. O artigo enfatiza que a verdadeira questão não é apenas a falha no certificado, mas sim a falta de validação de confiança em sistemas críticos. A recomendação é aplicar o patch imediatamente e revisar as permissões de criação de contas de máquina para mitigar riscos futuros.

GitHub enfrenta queda generalizada afetando usuários e serviços

No dia 17 de agosto de 2026, o GitHub enfrentou uma queda generalizada que afetou diversos serviços essenciais, incluindo a API, GitHub Actions, Pull Requests e Webhooks. A interrupção foi confirmada pela plataforma às 9h40 EDT, quando começou a investigar os problemas de desempenho relatados por usuários. A página de status do GitHub indicou que as taxas de erro estavam em torno de 20% para a experiência web e o tráfego da API, com downloads de arquivos de repositórios apresentando taxas de erro de aproximadamente 50%. Além disso, serviços de autenticação, como SAML e OIDC, também foram impactados, resultando em erros de servidor para muitos usuários. O GitHub Actions, que é crucial para automação de builds e testes, também sofreu degradação de desempenho. Às 10h31 EDT, a empresa informou que o Copilot, seu serviço de codificação assistida por IA, também estava enfrentando problemas. Embora algumas partes do GitHub, como Git Operations e Codespaces, estivessem operacionais, a empresa não revelou a causa da queda e continua a investigar. A situação é monitorada de perto, com atualizações sobre as tentativas de mitigação sendo fornecidas ao longo do dia.

Ameaça de Ransomware Explora Falha Crítica no VMware vCenter

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma campanha de exploração de uma vulnerabilidade crítica no VMware vCenter, atribuída a um grupo de ameaças persistentes avançadas (APT) com vínculos suspeitos à China. A falha, identificada como CVE-2026-59310, possui um índice de gravidade CVSS de 9.8 e permite a execução de código arbitrário. A Broadcom lançou um patch para a vulnerabilidade em 29 de julho de 2026. A campanha de exploração começou cinco dias após a divulgação pública da falha e afetou 361 endereços IP únicos em 47 países, com maior incidência na Alemanha, EUA, Turquia, Irã e França.

Nova botnet Linux Evooo1Bot ameaça dispositivos conectados

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova família de botnets chamada Evooo1Bot, que utiliza o código-fonte do Mirai como base. Essa botnet é capaz de transformar dispositivos expostos à internet em proxies SOCKS, aumentando a capacidade de ataque dos cibercriminosos. Desde julho de 2026, a Evooo1Bot tem explorado vulnerabilidades conhecidas em dispositivos acessíveis publicamente, como roteadores e câmeras IP, utilizando uma série de CVEs, incluindo falhas em produtos da Alcatel, NETGEAR e D-Link. O malware não apenas reutiliza o mecanismo de DDoS do Mirai, mas também adiciona funcionalidades como comunicação C2 criptografada, um scanner de força bruta SSH e um módulo de captura de credenciais. Após a infecção, o bot se conecta a um servidor de comando e controle, permitindo que os atacantes executem uma variedade de comandos, desde ataques DDoS até a interceptação de credenciais. A capacidade de transformar dispositivos em proxies SOCKS5 aumenta significativamente o valor dos hosts infectados, permitindo que os atacantes ocultem suas atividades maliciosas e acessem redes internas. Essa nova ameaça representa um risco significativo, especialmente para dispositivos IoT, que frequentemente possuem segurança fraca.

Vulnerabilidade em firmware da Unisoc permite acesso total ao kernel Android

Pesquisadores de segurança da SSD Secure Disclosure revelaram uma cadeia de exploração em duas etapas que permite acesso total ao kernel do Android em dispositivos que utilizam firmware de modem da Unisoc, através de uma chamada de vídeo VoLTE. A primeira etapa foi divulgada em março de 2026, quando foi identificada uma execução remota de código (RCE) em firmware por meio de uma chamada de vídeo SIP malformada. Para completar a cadeia, o atacante deve controlar uma rede celular 4G privada e a vítima deve atender a chamada. A vulnerabilidade de escalonamento de privilégios, classificada como CWE-1189, reside no firmware do modem compartilhado por pelo menos três chipsets da Unisoc, incluindo o T606, T612 e T7250, utilizados em dispositivos como Motorola E13 e Xiaomi Redmi A5. Até o momento, não há correção disponível e a Unisoc não respondeu aos contatos dos pesquisadores. A situação é preocupante, pois a falha permite que o código do modem modifique a memória do kernel Android, comprometendo a segurança dos dispositivos afetados. Os proprietários de dispositivos devem ficar atentos a atualizações de firmware de seus fabricantes.

Segurança em servidores MCP riscos e melhores práticas

Os servidores do Protocolo de Contexto de Modelo (MCP) podem expor segredos empresariais devido a arquivos de configuração em texto claro, permissões excessivas e injeção de comandos, frequentemente antes que as equipes de segurança percebam sua operação. O MCP, um padrão aberto que permite que agentes de IA se conectem a ferramentas e dados externos, representa um risco significativo, pois esses servidores armazenam credenciais e chaves de acesso. As principais vulnerabilidades incluem a exposição de credenciais em arquivos de configuração, a proliferação de segredos em servidores não regulamentados, e a possibilidade de injeção de comandos que podem manipular agentes de IA. Para mitigar esses riscos, as organizações devem centralizar a gestão de segredos, utilizar credenciais de curta duração, aplicar o princípio do menor privilégio, e garantir que ações sensíveis sejam confirmadas por humanos. Além disso, a criptografia de segredos e a auditoria das atividades dos agentes são essenciais para proteger informações críticas. A crescente adoção de agentes de IA torna urgente que as empresas reavaliem suas práticas de segurança em relação ao MCP.

Ataques cibernéticos vulnerabilidades críticas e suas consequências

Recentemente, uma série de ataques cibernéticos destacou a exploração de vulnerabilidades críticas em sistemas amplamente utilizados. Um dos principais incidentes envolve um grupo APT suspeito da China, que explorou uma falha no VMware vCenter (CVE-2026-59310), permitindo a execução de código arbitrário e a instalação de ransomware. Além disso, uma falha no macOS (CVE-2026-65400) foi utilizada para implantar um minerador de criptomoedas, afetando sistemas com acesso à porta 5900. O grupo Lazarus, da Coreia do Norte, também foi responsável pela exploração de uma vulnerabilidade zero-day no Windows, visando empresas de defesa e aeroespacial em vários países, incluindo o Brasil. Outro destaque é o Amnesia Stealer, um malware que permite o controle remoto de navegadores em sistemas macOS, roubando dados sensíveis. Essas ameaças revelam a importância de uma governança robusta em cibersegurança, especialmente com a crescente adoção de IA, onde apenas 36% das organizações possuem um programa formal de gerenciamento de riscos relacionados à IA. A falta de atenção a pequenas vulnerabilidades pode resultar em grandes problemas, exigindo ações imediatas para mitigar riscos.

Microsoft confirma vulnerabilidade zero-day no Defender chamada ShieldBreak

Na última sexta-feira, a Microsoft anunciou que está trabalhando em um patch para uma vulnerabilidade zero-day no Microsoft Defender, identificada como ‘ShieldBreak’. Essa falha, divulgada pelo pesquisador de segurança conhecido como ‘Nightmare Eclipse’, permite que atacantes locais com permissões limitadas escalem seus privilégios para o nível de SYSTEM em sistemas Windows 10, Windows 11 e Windows Server. A vulnerabilidade foi classificada como CVE-2026-69414 e é considerada uma continuação de uma falha anterior chamada RoguePlanet, que não foi devidamente corrigida. Nightmare Eclipse apresentou uma prova de conceito (PoC) que demonstra a eficácia do exploit, que foi testado com uma taxa de sucesso de 100% nas versões mais recentes do Windows. A Microsoft, por sua vez, confirmou que está ciente da vulnerabilidade e se comprometeu a fornecer uma atualização de segurança de alta qualidade. A divulgação pública da vulnerabilidade ocorreu em meio a uma disputa entre o pesquisador e a Microsoft sobre práticas de divulgação de falhas e recompensas por bugs. A situação levanta preocupações sobre a segurança dos sistemas que utilizam o Defender, especialmente considerando que a proteção pode ser comprometida após a obtenção de credenciais válidas pelos atacantes.

Ministério da Economia da França revela vazamento de dados de 678 mil pessoas

O Ministério da Economia e Finanças da França confirmou um vazamento de dados após um ataque cibernético que comprometeu os sistemas da Direção Geral de Finanças Públicas (DGFiP). O incidente, descoberto em 12 de agosto de 2026, resultou na extração de informações de 678 mil indivíduos, incluindo dados fiscais como renda tributária, quociente familiar e taxa de retenção, além de informações empresariais como nome da empresa e número SIREN. Dados cadastrais relacionados a endereços e tamanhos de propriedades também foram acessados. A administração tributária francesa suspendeu o acesso aos sistemas sensíveis e está investigando o caso com a ajuda da Agência Nacional de Cibersegurança da França (ANSSI). O atacante, identificado como ‘ZeroBytes’, anunciou a venda de um banco de dados roubado no fórum PwnForums, alegando ter acesso a dados de cerca de 20 milhões de cidadãos franceses, embora tenha conseguido extrair apenas 252.149 registros. O Ministério da Economia informou que notificará os afetados sobre quais dados foram acessados e as precauções necessárias. Este incidente se junta a uma série de ataques cibernéticos que afetaram diversas agências governamentais na França nos últimos meses.

Problemas de login e desempenho afetam serviços da Anthropic

No dia 16 de agosto de 2026, a Anthropic enfrentou uma interrupção significativa em seus serviços, incluindo Claude.ai, Claude Code e Claude Cowork. O incidente começou por volta das 21:58 UTC, quando usuários relataram dificuldades para autenticar-se e problemas de desempenho. A empresa inicialmente informou que estava investigando questões de autenticação, mas logo após, confirmou uma interrupção mais ampla que afetava o desempenho de suas plataformas. Os usuários experimentaram dificuldades ao tentar acessar os serviços, com falhas no carregamento e erros em solicitações. Até as 22:40 UTC, a Anthropic anunciou que todos os serviços estavam restaurados, embora a causa da interrupção ainda não tenha sido divulgada. Este evento destaca a vulnerabilidade de sistemas que dependem de autenticação, uma vez que, segundo o Blue Report 2026, apenas 37% das ações de atacantes são bloqueadas após obter credenciais válidas. Isso levanta preocupações sobre a segurança e a eficácia das medidas de prevenção em ambientes de produção.

SafePal alerta sobre vazamento de dados de 39 mil clientes

A SafePal, fornecedora de carteiras de hardware para criptomoedas, confirmou um vazamento de dados que afetou aproximadamente 39.798 clientes. O incidente ocorreu devido a uma falha na função de rastreamento de pedidos, que permitiu o acesso não autorizado a informações pessoais, como nomes, endereços de e-mail, endereços de entrega, números de telefone e detalhes de compras. A empresa assegurou que dados sensíveis, como frases-semente de carteiras, chaves privadas e informações bancárias, não foram comprometidos. A SafePal notificou os clientes afetados por e-mail e lançou uma ferramenta online para verificação de pedidos. A empresa também alertou sobre o risco de ataques de phishing direcionados, uma vez que informações roubadas podem ser utilizadas para enganar os clientes. A falha foi identificada em uma revisão do sistema de processamento de pedidos, e a SafePal implementou medidas de segurança adicionais. Embora a empresa tenha removido dados pessoais de seus servidores ativos, uma cópia criptografada será mantida para investigações legais. Clientes que compartilharam suas credenciais em resposta a tentativas de phishing devem considerar suas carteiras comprometidas e transferir ativos para novos dispositivos seguros.

Ataques DDoS afetam serviço de mensagens Threema

Recentemente, o serviço de mensagens seguras Threema sofreu múltiplos ataques de negação de serviço distribuído (DDoS), resultando em interrupções significativas nas comunicações. Enquanto as organizações que utilizam o Threema On-Prem não enfrentaram problemas devido à sua infraestrutura própria, usuários em diversas regiões, incluindo Suíça, Índia e China, relataram dificuldades de acesso. O Threema, que se destaca por sua ênfase em segurança e privacidade, informou que os ataques foram complexos de mitigar, pois o atacante alterava constantemente suas táticas. A empresa, que opera com servidores localizados na Suíça, reconheceu que a situação foi agravada por um problema técnico que impediu a atualização de sua página de status. Após a confirmação dos ataques, Threema implementou medidas de proteção DDoS especializadas para filtrar o tráfego malicioso e reduzir a carga em sua infraestrutura. A natureza prolongada e a escala dos ataques levantam preocupações sobre a segurança de serviços de comunicação que priorizam a privacidade, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é cada vez mais crítica.

Novo malware AmnesiaStealer ataca usuários de macOS com controle remoto

Um novo malware chamado AmnesiaStealer está atacando usuários de macOS por meio de campanhas ClickFix, utilizando uma página falsa de download do GitHub. Este malware possui um módulo de streaming que permite ao atacante controlar interativamente o navegador da vítima. Uma das funcionalidades mais preocupantes é a capacidade de copiar o perfil do Chromium da vítima, incluindo seu estado de autenticação, e carregá-lo em um navegador oculto no sistema infectado. Isso possibilita que o hacker acesse sessões autenticadas dos usuários, mantendo os identificadores associados ao navegador, host e rede. O AmnesiaStealer pode coletar dados de 16 navegadores baseados em Chromium, além de informações sensíveis como senhas, carteiras de criptomoedas e dados do Keychain. O malware é distribuído através de campanhas ClickFix que utilizam um arquivo ZIP protegido por senha. Pesquisadores da Jamf, uma empresa de segurança e gerenciamento de dispositivos Apple, alertam que o AmnesiaStealer é o primeiro malware documentado para macOS a combinar um perfil clonado do Chromium com controle remoto baseado no Chrome DevTools Protocol (CDP), permitindo que atacantes interajam com sessões autenticadas através de um navegador oculto. Os usuários são aconselhados a não executar comandos desconhecidos no terminal.

Tecnologia liga placas de veículos a celulares e ameaça privacidade

A nova tecnologia SignalTrace, desenvolvida pela empresa de segurança Leonardo, promete aumentar a vigilância sobre os cidadãos ao vincular dispositivos eletrônicos a veículos, mesmo sem a necessidade de visualizar a placa. Utilizando scanners que captam sinais de Bluetooth e Wi-Fi, o sistema pode identificar quais dispositivos estão presentes em um carro e, assim, associá-los a uma pessoa específica. Isso levanta preocupações sobre a privacidade, uma vez que a tecnologia pode ser usada para monitorar a localização e os movimentos de indivíduos sem seu consentimento. Embora a empresa afirme que a tecnologia não identifica pessoas diretamente, a possibilidade de rastreamento e a criação de perfis eletrônicos a partir de dados coletados são alarmantes. Especialistas em segurança já expressaram preocupações sobre o potencial de abuso e os vieses que podem ser introduzidos por esse tipo de monitoramento. A tecnologia ainda não está amplamente implantada, mas já está em fase de testes em algumas áreas dos EUA, o que pode indicar um futuro próximo de vigilância em massa. A discussão sobre a regulamentação e o uso ético dessas tecnologias é mais relevante do que nunca, especialmente em um contexto onde a privacidade individual está em risco.

Novo malware Evooo1Bot transforma dispositivos em botnets

O Evooo1Bot, um novo malware baseado no Mirai, tem como alvo dispositivos de gateway expostos à internet, transformando-os em nós de retransmissão de tráfego SOCKS5. Desde julho, o malware tem atacado dispositivos de marcas como Alcatel, NETGEAR, Tenda, Mitsubishi Electric, Telesquare e D-Link, explorando vulnerabilidades conhecidas. Além de atuar como um proxy, o Evooo1Bot é capaz de roubar credenciais, realizar ataques de força bruta via SSH e lançar ataques de negação de serviço distribuída (DDoS).

Facilidade para identificar conteúdo gerado por IA pode aumentar

A União Europeia (UE) agora exige que empresas de inteligência artificial (IA) marquem seu conteúdo gerado, facilitando a identificação. A Anthropic, uma das principais fornecedoras de IA, anunciou que implementará um sistema de marcação invisível em seu modelo Claude. Essa marcação não será visível para usuários comuns e não afetará a qualidade do texto gerado, mantendo a criatividade e a legibilidade. O sistema de marcação funciona alterando a fonte de aleatoriedade durante a geração do texto, criando um padrão estatístico que pode ser detectado por quem possui a chave de codificação. Embora a marcação não interfira em respostas factuais ou em códigos que exigem precisão, ela será aplicada globalmente em textos gerados pelo Claude. A Anthropic também planeja lançar uma API para detectar essas marcações, permitindo estimar a probabilidade de que um texto tenha sido gerado por Claude. Essa iniciativa é uma resposta ao novo regulamento da UE sobre IA, mas pode ter implicações mais amplas, especialmente em relação à conformidade com a LGPD no Brasil.

Quatro cibercriminosos são presos no Brasil por fraude bancária

Quatro cibercriminosos foram presos no Brasil e três outros foram acusados na Europa por explorarem uma vulnerabilidade em um prestador de serviços, permitindo que retirassem fundos das contas de clientes do Commerzbank. A investigação, conduzida pelas polícias federais do Brasil e da Alemanha, revelou que o roubo ocorreu em novembro de 2023 e causou perdas estimadas em cerca de €30 milhões (aproximadamente R$ 160 milhões). Embora o Commerzbank tenha confirmado que seus clientes foram impactados, a instituição assegurou que não houve perdas financeiras para eles. Os hackers aproveitaram uma falha de software introduzida por uma atualização defeituosa em um sistema de processamento de transações. As retiradas não autorizadas foram feitas de várias contas bancárias online na Alemanha e os fundos foram transferidos para o Brasil. A operação, chamada de “Operação Klonen”, resultou na apreensão de bens no valor de até R$ 106 milhões e na prisão de suspeitos em várias cidades brasileiras. Os acusados enfrentam diversas acusações, incluindo furto agravado e lavagem de dinheiro.

Webcam Lenovo 310 com obturador de privacidade por menos de R 150

A webcam Lenovo 310, agora disponível por cerca de R$ 150 na Amazon, é uma opção acessível e confiável para quem busca qualidade em videoconferências. Com resolução Full HD (1080p) e capacidade de gravação a 30 quadros por segundo, ela se destaca pelo obturador de privacidade, que permite cobrir fisicamente a lente quando não está em uso, garantindo maior segurança ao usuário. Além disso, a webcam conta com dois microfones integrados, proporcionando áudio mais claro durante chamadas, uma vantagem em relação a muitos modelos de baixo custo que oferecem apenas um microfone ou nenhum. A instalação é simples, utilizando um cabo USB-A de 1,8 metros, compatível com sistemas Windows e Mac, sem necessidade de instalação de drivers. Embora não ofereça recursos avançados como 4K ou ajustes manuais de imagem, a Lenovo 310 é ideal para uso cotidiano em ambientes de trabalho ou estudo remoto, sendo uma alternativa viável para quem deseja melhorar a qualidade das suas chamadas em vídeo sem complicações.

Pesquisadores encontram falha que desativa antivírus no Windows

Pesquisadores da Universidade de Birmingham e da Universidade de Durham descobriram uma vulnerabilidade crítica no Windows, chamada de “Download more RAM”, que permite a atacantes desativar softwares antivírus e outras proteções com um simples script. Essa falha, que afeta módulos de memória DDR4 e DDR5 de fabricantes como Corsair, G.Skill e ADATA, possibilita que o invasor manipule a configuração da memória, fazendo com que o sistema acredite ter mais memória do que realmente possui. Isso permite contornar medidas de segurança avançadas, como a Virtualization-based Security (VBS) e a Hypervisor-Enforced Code Integrity (HVCI). A vulnerabilidade foi classificada como CVE-2026-23670 e recebeu uma pontuação de severidade de 5.7/10. A Microsoft já lançou um patch para corrigir a falha, mas os usuários devem tomar precauções adicionais, como habilitar a proteção de gravação em seus módulos de memória. A descoberta ressalta a importância de entender as garantias de segurança dos sistemas, pois uma falha em um nível inferior pode comprometer toda a segurança do sistema.

Centenas de extensões VPN falsas do Chrome sequestram seu tráfego

Uma investigação revelou a existência de 737 extensões de VPN e proxy falsas na Chrome Web Store, que se passam por serviços confiáveis como NordVPN e Proton VPN. Essas extensões, que acumulam mais de 75.000 instalações, principalmente entre usuários de língua russa, redirecionam todo o tráfego do navegador através de proxies controlados por uma única empresa russa chamada Myxa VPN. Os pesquisadores descobriram que, ao ativar essas extensões, os usuários não recebem a proteção esperada de uma VPN, pois não há criptografia e os dados podem ser facilmente monitorados. Além disso, 104 dessas extensões utilizam técnicas que dificultam a detecção de seus servidores, tornando a situação ainda mais preocupante. Embora o Google tenha removido algumas dessas extensões, 516 ainda estão disponíveis, representando um risco contínuo para a privacidade dos usuários. A recomendação é que os usuários removam imediatamente qualquer extensão suspeita e verifiquem as configurações de proxy do Chrome.

Grupo ShinyHunters rouba dados de 1,6 milhão de contas RingCentral

O grupo de extorsão ShinyHunters comprometeu 1,6 milhão de contas da RingCentral, uma plataforma de comunicação em nuvem utilizada por mais de 600 mil empresas. O incidente ocorreu em julho, quando a empresa revelou que seus sistemas foram invadidos após uma ‘sofisticada campanha de engenharia social’. Apesar de a RingCentral afirmar que não houve novas atividades não autorizadas desde as medidas de remediação, o grupo de hackers alegou ter roubado 623GB de dados e, após a recusa da empresa em pagar um resgate, vazou 280GB de arquivos em seu site na dark web. A análise dos dados vazados confirmou que continham informações pessoais, como nomes, endereços de e-mail, números de telefone e endereços físicos. Embora a RingCentral não tenha atribuído o ataque a um ator específico, o ShinyHunters já foi associado a várias violações de dados em clientes da Salesforce e outras empresas. O incidente destaca a vulnerabilidade das plataformas de comunicação em nuvem e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Shell investiga possível incidente de segurança após ataque de ransomware

A Shell, gigante britânica do setor de energia, confirmou que está investigando um possível incidente de segurança após o grupo de ransomware Clop afirmar ter roubado 89GB de dados da empresa. Os arquivos supostamente roubados incluem desenhos de engenharia, relatórios de testes de instalações e planos de projetos. A Shell, que opera em mais de 70 países e atende diariamente mais de 20 milhões de clientes, está colaborando com suas equipes de segurança para apurar a veracidade das alegações. O ataque foi parte de uma campanha mais ampla que afetou outras empresas, como General Electric e Philips, explorando uma vulnerabilidade crítica em sistemas da PTC, identificada como CVE-2026-12569. Essa falha, que permite a validação inadequada de entradas, levou a um alerta da Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) e a ações emergenciais de autoridades alemãs. O incidente destaca a crescente ameaça de ransomware e a necessidade de vigilância contínua em sistemas expostos à internet.

Vulnerabilidade crítica no SAP Commerce Cloud é alvo de ataques

Uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código no SAP Commerce Cloud, identificada como CVE-2026-58231, foi corrigida recentemente, mas já está sendo alvo de ataques. Essa falha, que resulta de uma fraqueza na autorização do núcleo do Data Hub Adapter, permite que atacantes não autenticados executem código arbitrário com baixa complexidade. A SAP descreve que a exploração bem-sucedida pode comprometer a confidencialidade, integridade e disponibilidade da aplicação. Apesar de a SAP ainda não ter classificado a falha como ativamente explorada, a empresa de inteligência Defused confirmou que tentativas de exploração começaram a ser registradas em honeypots apenas três dias após o lançamento do patch. A SAP recomenda que seus clientes apliquem a correção imediatamente. O grupo de vigilância de segurança Shadowserver monitora mais de 4.200 endereços IP com a impressão digital do SAP Commerce Cloud, a maioria na Europa e América do Norte, mas não há informações sobre quantos já foram protegidos contra esses ataques. A situação é preocupante, especialmente considerando que a SAP já corrigiu várias vulnerabilidades críticas nos últimos meses, destacando a necessidade de atenção constante à segurança em plataformas amplamente utilizadas.

Evolução dos Ataques em Ambientes de Trabalho O Papel do OAuth

Nos últimos meses, os incidentes de segurança envolvendo as brechas da Vercel e da Composio revelaram uma nova dinâmica nos ataques cibernéticos. Tradicionalmente, o e-mail era visto como o principal vetor de entrada para ataques, mas a análise sugere que os tokens OAuth estão se tornando o novo ponto de entrada. Esses tokens, que permitem acesso a dados sensíveis em plataformas como Gmail e Google Drive, são difíceis de detectar e podem sobreviver a redefinições de senha. O autor destaca que, além dos atacantes, agentes de inteligência artificial (IA) também podem explorar essas vulnerabilidades, acessando informações sem a intenção maliciosa. Isso levanta preocupações sobre a segurança em ambientes onde as IAs operam sem controles adequados. Para mitigar esses riscos, é essencial que as organizações implementem políticas rigorosas de acesso e monitorem o comportamento de aplicativos conectados. A defesa deve ser integrada e considerar todo o fluxo de ataque, não apenas o ponto de entrada inicial.

NCSC alerta sobre vulnerabilidade de bypass de autenticação no macOS

O Centro Nacional de Cibersegurança dos Países Baixos (NCSC) emitiu um alerta sobre a exploração ativa de uma vulnerabilidade de bypass de autenticação no macOS, após a divulgação de um código de exploração público. A falha, identificada como CVE-2026-65400, afeta o recurso de Compartilhamento de Tela do macOS, que utiliza o protocolo VNC na porta TCP 5900. Essa vulnerabilidade permite que atacantes obtenham acesso não autorizado a sistemas, podendo abrir aplicativos, acessar arquivos e alterar configurações de segurança. O NCSC informou que a exploração já foi observada em sistemas expostos à internet, onde os invasores conseguiram acesso root e instalaram um minerador de criptomoedas Monero. Para mitigar o problema, os usuários do macOS são aconselhados a atualizar seus sistemas para versões que corrigem a falha, como macOS Tahoe 26.6.1, Sequoia 15.7.9 e Sonoma 14.8.9. Caso a atualização não seja viável, recomenda-se desativar o Compartilhamento de Tela. O NCSC não forneceu detalhes sobre a extensão dos ataques ou o número de sistemas afetados, mas enfatizou a necessidade de ações imediatas para proteger os sistemas vulneráveis.

Agentes de IA nas empresas suas bases de segurança estão prontas?

O recente lançamento do Anthropic Mythos destaca a evolução dos agentes de IA, que agora atuam como funcionários autônomos com acesso a bancos de dados e sistemas críticos. No entanto, a segurança que protege esses agentes ainda se baseia em estratégias que falharam anteriormente, como demonstrado pelos jailbreaks do ChatGPT em 2023. A autonomia desses agentes, combinada com o acesso privilegiado e a velocidade de execução, aumenta significativamente a superfície de ataque, tornando as defesas tradicionais insuficientes. O artigo enfatiza a necessidade de uma mudança fundamental na abordagem de segurança, sugerindo que as empresas adotem controles de segurança em nível de hardware, além das camadas de software. A recente vulnerabilidade crítica (CVE-2025-49596) que emergiu em um curto período após a implementação do Modelo Context Protocol (MCP) exemplifica a urgência dessa mudança. A segurança deve ir além da camada de aplicação, incorporando um ‘Hardware Root of Trust’ para proteger dados sensíveis e evitar que brechas se transformem em compromissos totais do sistema. Com o aumento do uso de agentes de IA, é crucial que as empresas reavaliem suas estratégias de segurança para garantir a proteção adequada contra essas novas ameaças.

Ex-analista de dados é condenado por extorsão de US 2,5 milhões

Cameron Curry, um ex-analista de dados da Brightly Software, foi condenado a dois anos de prisão por um esquema de extorsão cibernética que visava sua antiga empresa. Após ter seu contrato de seis meses não renovado, Curry acessou informações sensíveis da empresa, incluindo dados de folha de pagamento e informações pessoais de funcionários. Entre 11 de dezembro de 2023 e 24 de janeiro de 2024, ele enviou e-mails ameaçando divulgar essas informações a menos que fosse pago um resgate de US$ 2,5 milhões em criptomoeda. Em um dos e-mails, ele alegou que a empresa enfrentava discrepâncias financeiras significativas e que a divulgação dos dados poderia causar um ambiente de trabalho hostil. A Brightly, após receber as ameaças, pagou US$ 7.540 em Bitcoin antes de relatar o incidente às autoridades. O FBI investigou o caso e encontrou evidências que ligavam Curry ao esquema. Este incidente destaca a vulnerabilidade das empresas a ataques internos e a importância de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Notificações de Ameaça da Apple Spyware Mercenário em iPhones

Recentemente, usuários de iPhones começaram a receber notificações de ameaça da Apple, alertando sobre ataques de spyware mercenário. Essas notificações, enviadas em 13 de agosto, não são novas, mas indicam que a Apple detectou ataques altamente direcionados, possivelmente relacionados ao spyware Pegasus, embora a empresa não identifique o spyware específico em cada alerta. Desde 2021, a Apple tem enviado essas notificações a usuários em mais de 150 países, com foco em alvos como jornalistas, ativistas e políticos. A Apple afirma que esses ataques são caros e sofisticados, visando um número muito restrito de indivíduos. As notificações são consideradas alertas de alta confiança, e a empresa recomenda que os usuários as levem a sério, pois indicam que o alvo foi individualmente escolhido. Para verificar a autenticidade da notificação, a Apple orienta que os usuários não cliquem em links ou forneçam informações pessoais. Caso um usuário acredite ter sido afetado, a Apple sugere ativar o Modo de Bloqueio e consultar um especialista em cibersegurança.

Ataque autônomo de IA contra Taiwan vinculado a hackers chineses

Um ataque cibernético inédito, utilizando inteligência artificial autônoma, foi realizado contra Taiwan, comprometendo 85 contas governamentais e roubando mais de 2.500 registros de pessoal. O ataque, que durou quatro dias, empregou oito modelos de IA de código aberto para realizar reconhecimento e intrusão de forma independente, adaptando-se a bloqueios e explorando vulnerabilidades. A operação foi identificada pela empresa israelense Dream, que encontrou um arquivo online contendo 1.395 arquivos relacionados ao ataque. Os hackers disfarçaram a invasão como um teste de prontidão cibernética, utilizando agentes de IA para buscar novas vulnerabilidades e pontos de acesso. A documentação recuperada continha notas em chinês simplificado, sugerindo uma possível ligação com hackers da China continental. Embora o Ministério Digital de Taiwan tenha se recusado a comentar, o ataque destaca a crescente complexidade e sofisticação das ameaças cibernéticas, especialmente em um contexto geopolítico tenso. Especialistas alertam que a integração de IA em ataques cibernéticos deve ser uma preocupação central para governos em todo o mundo.

Mercado de remoção de marcas dágua de IA cresce após anúncio da Anthropic

Após a Anthropic ativar marcas d’água invisíveis em textos gerados por seu modelo Claude, um mercado para remoção dessas marcas emergiu rapidamente. Ferramentas como watermarks-remover, desenvolvida por Guillaume Meyer, prometem remover marcas de diferentes modelos de IA, incluindo OpenAI e Gemini. No entanto, a eficácia dessas ferramentas é questionável, uma vez que a Anthropic ainda não divulgou detalhes sobre como suas marcas funcionam ou um detector que confirme a remoção. As ferramentas disponíveis realizam basicamente a remoção de metadados de arquivos, mas a remoção efetiva da marca d’água, que está integrada nas escolhas de palavras do modelo, requer reescrita significativa do texto. Embora algumas ferramentas afirmem oferecer resultados limpos e indetectáveis, testes independentes já revelaram falhas. A Anthropic justifica a marcação como uma medida de conformidade com a nova legislação da UE, mas críticos argumentam que isso não oferece uma defesa real contra a detecção. O crescimento desse mercado levanta preocupações sobre a segurança e a integridade dos dados, especialmente em um contexto onde a conformidade com regulamentações como a LGPD é crucial.

Microsoft lança patches para vulnerabilidade LegacyHive no Windows

A Microsoft lançou patches de segurança para uma vulnerabilidade zero-day no Windows, conhecida como ‘LegacyHive’, que foi divulgada após o Patch Tuesday de julho de 2026. A falha foi descoberta pelo pesquisador de segurança que utiliza o pseudônimo ‘Nightmare Eclipse’, que criticou as práticas de recompensa e divulgação de vulnerabilidades da Microsoft. O exploit, que foi publicado logo após a divulgação dos patches, permite que usuários não administradores modifiquem o registro do sistema e executem código automaticamente quando uma conta de administrador faz login. Embora o exploit exija credenciais adicionais, o que dificulta sua exploração, a vulnerabilidade ainda representa um risco significativo. A Microsoft reconheceu a falha como CVE-2026-62832, resultante de uma resolução inadequada de links antes do acesso a arquivos no Serviço de Perfil de Usuário do Windows. Além disso, a ACROS Security lançou patches não oficiais para sistemas afetados. A situação é preocupante, pois a exploração bem-sucedida pode permitir que atacantes acessem dados de outros usuários e obtenham privilégios de administrador sem interação do usuário. A Microsoft ainda não reconheceu publicamente Nightmare Eclipse como o descobridor da falha, rotulando-o como um pesquisador anônimo.

Grupo hacker Jewelbug realiza espionagem e fraudes em criptomoedas

O grupo hacker Jewelbug, também conhecido como Earth Alux e REF7707, tem se destacado por suas operações de espionagem direcionadas a governos e forças armadas, além de atividades fraudulentas relacionadas a criptomoedas. Recentemente, a Symantec revelou que o grupo comprometeu contas de webmail de 15 agências governamentais em uma campanha que visava um país do Oriente Médio. Os hackers, baseados na China, obtiveram acesso de escrita a uma instalação de webmail compartilhada, inserindo um script malicioso que coletava cookies e endereços de e-mail, permitindo a identificação de alvos valiosos. Os alvos selecionados recebiam um aviso falso de atualização do Adobe Flash, que instalava o backdoor Antino em sistemas Windows. Além disso, o grupo utiliza um framework de acesso remoto chamado XG-Web para gerenciar suas operações. A pesquisa da Symantec indicou que o Jewelbug também está envolvido em fraudes em criptomoedas, utilizando artigos gerados por IA para atrair tráfego para sites de troca de criptomoedas fraudulentos. O grupo opera uma infraestrutura complexa, com mais de um milhão de registros de implantes e cookies roubados, destacando a gravidade de suas atividades. A combinação de espionagem e fraudes financeiras representa um risco significativo para a segurança cibernética global.

Afiliado do ransomware Akira desativa EDR em ataque cibernético

Um ataque de ransomware da família Akira ocorreu em 4 de agosto, quando um hacker obteve acesso inicial a um sistema comprometido através de um dispositivo SonicWall VPN exposto, que não possuía autenticação multifator (MFA). Após duas horas do login bem-sucedido, o invasor conectou-se ao controlador de domínio via RDP, enumerou usuários e computadores do Active Directory e transferiu dados para um bucket S3 controlado pelo atacante usando ferramentas como WinRAR e s5cmd. Para manter o acesso remoto, o hacker instalou o AnyDesk e forçou o sistema a reiniciar em Modo Seguro com Rede, desativando a proteção em tempo real do Microsoft Defender e o agente da Huntress. Embora o ransomware não tenha conseguido criptografar arquivos devido a erros de memória, o atacante conseguiu roubar credenciais e dados em menos de cinco horas. A Huntress recomenda a implementação de MFA em todas as contas VPN e monitoramento de alterações na configuração de inicialização do Modo Seguro. Este incidente destaca a importância de medidas de segurança robustas, especialmente em ambientes que utilizam tecnologias amplamente adotadas no Brasil.

Autoridades da Ucrânia fecham 94 call centers fraudulentos

As autoridades ucranianas desmantelaram 94 call centers fraudulentos que enganavam cidadãos com esquemas de investimento e tentativas de acesso a contas bancárias. A operação, realizada esta semana, envolveu a polícia nacional, o Serviço de Segurança da Ucrânia, o Ministério Público e a polícia alemã, resultando em 411 buscas. Os golpistas se passavam por funcionários de bancos, ameaçando bloquear contas a menos que pagamentos fossem feitos, e persuadiam as vítimas a fornecer dados de cartões de crédito e a instalar softwares de acesso remoto. Durante as operações, foram apreendidos 1.794 estações de trabalho, 3.336 equipamentos de computação, 1.346 telefones, 5.200 cartões SIM, 90 cartões bancários, ferramentas de acesso a 20 carteiras de criptomoedas, além de veículos e dinheiro em espécie. A polícia identificou que alguns call centers também visavam cidadãos de outros países, especialmente na União Europeia, e que alguns produtos promovidos eram falsos tratamentos médicos. Os envolvidos podem enfrentar penas de até 12 anos de prisão. A investigação forense dos equipamentos apreendidos visa identificar vítimas e a extensão das perdas.

Usuários de Android são alvos de novo malware WindRelay que clona cartões

Pesquisadores de segurança da Group-IB identificaram uma nova campanha de malware chamada WindRelay, que visa usuários de Android na Europa Oriental. Este ataque sofisticado combina engenharia social e malware personalizado para transformar smartphones em dispositivos de ponto de venda (POS) maliciosos. Os atacantes utilizam um trojan de acesso remoto (RAT) chamado SpyNote, que é instalado após uma ligação telefônica em que se passam por funcionários de bancos. Após a instalação, o malware WindRelay é implantado, permitindo que os criminosos capturem dados de cartões de pagamento sem contato em tempo real. O processo é rápido, levando em média 13 minutos, e os atacantes podem até solicitar empréstimos em nome das vítimas. A campanha foi observada em países como República Tcheca, Eslováquia e Eslovênia, e é um exemplo da evolução das táticas de phishing e malware. Os especialistas alertam que os usuários devem estar atentos a aplicativos com rótulos personalizados, que podem ser um sinal de alerta.

Retorno do Nightmare Eclipse nova vulnerabilidade zero-day afeta Windows

O pesquisador de segurança conhecido como Nightmare Eclipse revelou uma nova vulnerabilidade zero-day chamada ShieldBreak, que permite a escalada de privilégios em sistemas Windows, incluindo todas as versões do Windows 11, mesmo aquelas com as últimas atualizações de segurança. A falha, que contorna um patch anterior da Microsoft, foi divulgada logo após a atualização de segurança de agosto da empresa, aumentando a preocupação entre os usuários. A vulnerabilidade permite que atacantes obtenham privilégios de nível SYSTEM, o que pode comprometer a segurança de sistemas vulneráveis. Nightmare Eclipse já havia revelado outras falhas, totalizando dez vulnerabilidades desde abril de 2026, e a Microsoft está ciente da situação, mas ainda investiga a validade das alegações. A empresa declarou que apoia a divulgação coordenada de vulnerabilidades, mas a situação levanta questões sobre a eficácia de suas atualizações de segurança e a proteção dos usuários. A vulnerabilidade ShieldBreak, assim como outras divulgadas anteriormente, ainda não possui um patch disponível, o que representa um risco significativo para os usuários do Windows.

WhatsApp lança recurso de alerta contra fraudes para usuários

O WhatsApp iniciou a implementação de uma nova funcionalidade opcional chamada ‘Scam Alert’, que utiliza um modelo de aprendizado de máquina local para alertar os usuários sobre mensagens potencialmente fraudulentas. Este recurso está disponível em uma fase beta limitada, onde a empresa testa o sistema de alerta com pesquisadores da comunidade Bug Bounty. Segundo o WhatsApp, o modelo é treinado com base em conversas de fraudes relatadas pelos usuários e analisa mensagens recebidas de contatos não salvos, identificando padrões linguísticos e estruturas de conversação que indicam tentativas de golpe. Caso uma mensagem suspeita seja detectada, o usuário receberá um aviso no chat, podendo optar por bloquear, reportar ou continuar a conversa. O conteúdo das mensagens nunca deixa o dispositivo, garantindo a privacidade do usuário, que pode desativar o recurso a qualquer momento. Esta iniciativa faz parte de um esforço mais amplo da empresa para proteger seus 3 bilhões de usuários globalmente, complementando outras medidas de segurança já implementadas, como alertas sobre solicitações de vinculação de dispositivos fraudulentas e configurações de conta rigorosas para indivíduos em risco. O recurso ‘Scam Alert’ representa um avanço significativo na luta contra fraudes digitais, especialmente em um cenário onde os ataques cibernéticos estão em ascensão.